Robbie Robertson, líder da The Band e lenda do rock, morre aos 80 anos
O guitarrista lendário Robbie Robertson, compositor e líder da The Band, faleceu nesta quarta (9/8) após uma longa doença não especificada. O empresário de longa data de Robertson, Jared Levine, compartilhou a notícia informando que o músico estava cercado por sua família no momento de sua morte, incluindo sua esposa Janet, sua ex-esposa Dominique, seus três filhos e netos. Nascido em Toronto, Canadá, Robertson começou a tocar guitarra aos 10 anos e, aos 16, juntou-se ao baterista Levon Helm nos Hawks, a banda de apoio de Ronnie Hawkins. Os Hawks acompanharam Bob Dylan em suas turnês históricas “Going Electric” em 1965 e 1966, e gravaram as famosas “basement tapes” com o ícone antes de mudar o nome do grupo para The Band. Carreira com The Band The Band lançou seu álbum de estreia solo em 1968. Considerado um dos maiores clássicos do rock americano, “Music From Big Pink” incluiu o hit “The Weight”, escrito por Robertson, e credenciou o grupo a se apresentar no Festival de Woodstock poucos meses depois. Robertson também compôs outros sucesso da banda, como “Up on Cripple Creek”, “Rag Mama Rag” e “Time to Kill”. Ele também compôs o maior sucesso da carreira da cantora folk Joan Baez, “The Night They Drove Old Dixie Down”, que alcançou o 3º lugar em 1971. “Music From Big Pink”, bem como os álbuns subsequentes “The Band” (1969) e “Stage Fright” (1970), combinaram o rock com o folk americano e se tornaram sucessos comerciais e de crítica, influenciando as carreiras de contemporâneos como Eric Clapton e George Harrison, bem como várias gerações de artistas. Mas a consagração levou à disputas criativas entre os membros da banda, que acompanhadas por abusos de drogas e álcool, levaram à implosão do grupo. Após oito anos, Robertson decidiu encerrar The Band em 1976, culminando com um concerto histórico de despedida, batizado de “The Last Waltz”. Bob Dylan, Eric Clapton, Muddy Waters, Van Morrison, Neil Young e Joni Mitchell se juntaram ao grupo para a performance em São Francisco, que foi filmada e transformada num filme icônico por Martin Scorsese – batizado no Brasil de “O Último Concerto de Rock”. A trilha sonora de “The Last Waltz” foi lançada em 1978 e alcançou o 16º lugar na Billboard 200. Carreira solo Robertson fez sua estreia em álbum solo em 1987 com seu álbum batizado com seu nome, que contou com participações de Peter Gabriel e da banda U2. Em 1991, Robertson lançou “Storyville”, um álbum que explorou a rica herança musical de Nova Orleans. O título do álbum é uma homenagem ao famoso distrito de entretenimento da cidade, e a música reflete essa influência, misturando jazz, blues e R&B com duetos com Neil Young e The Meters. Sua discografia variada ainda inclui “Music for The Native Americans” (1994), álbum da trilha do documentário “The Native Americans”, em que Robertson explorou a música e a cultura indígena americana, e “Contact from the Underworld of Redboy” (1998), no qual o roqueiro veterano mergulhou na música eletrônica em colaboração com o DJ Howie B. Seu último álbum solo, “Sinematic” (2019), foi inspirado em sua carreira bem-sucedida como compositor de trilhas sonoras. Além disso, ele também contribuiu em gravações de Tom Petty, Ringo Starr, Neil Diamond e outros. Apesar de aclamado pela crítica, Robertson nunca ganhou um Grammy – teve cinco indicações ao longo dos anos – , mas venceu cinco Juno Awards em sua terra natal, Canadá, incluindo três em 1989 por seu primeiro disco solo. Contribuições ao Cinema A experiência cinematográfica de “The Last Waltz” animou Robertson a seguir uma nova carreira e mergulhar nas telas. Ele compôs a trilha, produziu e coestrelou o filme “O Circo da Morte” (1979), aparecendo no pôster do longa ao lado de Gary Busey e Jodie Foster. Mas essa primeira incursão foi um fracasso de bilheterias. Depois disso, ele só voltou a atuar em “Acerto Final” (1995), de Sean Penn. Entretanto, acabou se especializando em trilhas, firmando uma duradoura parceria com Martin Scorsese, iniciada com o clássica “Touro Indomável” (1980). Robertson produziu seleções musicais, compôs trilhas e foi parceiro criativo de Scorsese em alguns dos filmes mais famosos do diretor, como “O Rei da Comédia” (1983), “A Cor do Dinheiro” (1986), “Cassino” (1995), “Gangues de Nova York” (2002), “Os Infiltrados” (2006), “A Ilha do Medo” (2009), “O Lobo de Wall Street” (2013), “Silêncio” (2016) e “O Irlandês” (2019), além de ter contribuído como consultor do documentário “Chuck Berry – O Mito do Rock” e trabalhado no filme vencedor do Oscar “Beleza Americana” (1999), de Sam Mendes, entre outros. Antes de morrer, ele deixou pronta sua 14ª trilha e última parceria com Scorsese, feita para o filme “Assassinos da Lua das Flores”, que vai estrear em outubro nos cinemas. Reação de Martin Scorsese Martin Scorsese, cujas colaborações com o guitarrista abrangeram quase meio século, lamentou a perda. “Robbie Robertson foi um dos meus amigos mais próximos, uma constante em minha vida e em meu trabalho”, disse em comunicado. “Eu sempre poderia ir até ele como um confidente. Um colaborador. Um conselheiro. Eu tentei ser o mesmo para ele. “Muito antes de nos conhecermos, sua música desempenhou um papel central em minha vida – eu e milhões e milhões de outras pessoas em todo o mundo. A música da banda, e a própria música solo de Robbie, pareciam vir do lugar mais profundo do coração deste continente, suas tradições, tragédias e alegrias”, continuou. Nem é preciso dizer que ele era um gigante, que seu efeito na forma de arte foi profundo e duradouro. Nunca há tempo suficiente com quem você ama. E eu amava Robbie.”
Sixto Rodriguez, lenda do folk rock, morre aos 81 anos
Sixto Rodriguez, um dos músicos latinos mais lendários do mundo, conhecido principalmente pelo documentário “Procurando Sugar Man” de 2012, faleceu aos 81 anos nesta quarta-feira (9/8). A família confirmou a notícia em suas redes sociais, sem revelar a causa e outros detalhes sobre sua morte. Uma trajetória inesperada Filho de imigrantes mexicanos nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Sixto lançou apenas dois álbuns: “Cold Fact” em 1970 e “Coming from Reality” em 1971. Nenhum deles obteve sucesso nos Estados Unidos, mas foram levados para a África do Sul, onde Sixto se tornou uma celebridade, sem sequer saber disso à época. O músico, cansado de não encontrar seu espaço no meio musical, deixou os palcos e trabalhou em subempregos nos Estados Unidos. Contudo, com a chegada da internet nos anos 1990, sua obra foi redescoberta. Em busca da comprovação de que ele ainda estava vivo, um grupo de fãs conseguiu encontrá-lo e contar-lhe sobre seu sucesso internacional. Assim, ele organizou uma turnê com ingressos esgotados na África do Sul em 1998. Ele voltou a cantar e a fazer turnês, mas só se tornou realmente grande em 2012, quando o documentarista sueco Malik Bendjelloul, impressionado com sua história de vida, lançou o filme “Procurando Sugar Man”. O documentário traçou o percurso errático do músico, que havia sido alvo de boatos, incluindo que havia se suicidado em pleno palco. O filme acabou ganhando o Oscar de Melhor Documentário em 2013. Impacto social Sixto, chamado assim por ser o sexto filho em sua família, cantava um folk rock típico do início dos anos 1970. A canção “Sugar Man”, lançada em “Cold Fact”, tornou-se um clássico. Cantando sobre a opressão sofrida pelos trabalhadores pobres nos Estados Unidos, ganhou conexão imediata com os sul-africanos contrários ao regime do Apartheid. Ele virou um ídolo no país sem nunca ter tido consciência disto. Também fez grande sucesso na Austrália e na Nova Zelândia. A vida sem música Sem saber do sucesso internacional e sem conseguir viver de sua música, ele trabalhou na construção civil, especializando-se demolição, e também como faxineiro diarista. Apesar das dificuldades, também tentou carreira política, em candidaturas derrotadas para o Detroit City Council (equivalente ao cargo de vereador), à prefeitura de Detroit e à Michigan House of Representatives (equivalente a deputado estadual), entre 1989 e 2000. Reconhecimento tardio Depois de sua extraordinária história ser imortalizada no documentário “Procurando Sugar Man”, ele conquistou um sucesso tardio nos Estados Unidos e experimentou orenascimento de sua carreira musical. Isto lhe permitiu comprar uma casa em leilão em Detroit e continuar ativo politicamente em sua comunidade. Em uma entrevista em 2008, Sixto refletiu sobre sua jornada: “Foi uma grande odisseia. Durante todos esses anos, você sabe, sempre me considerei um músico. Mas a realidade aconteceu”. Veja o trailer de “Procurando Sugar Man”:
Comercial de 1998 desmente Xuxa em polêmica sobre paquitas loiras
A apresentadora Xuxa Meneghel se viu envolvida em uma polêmica após afirmar em “Xuxa – O Documentário” que Marlene Mattos, sua ex-empresária, exigia que as paquitas pintassem os cabelos de loiro para trabalhar com ela. No entanto, internautas resgataram um comercial de 1998, no qual a própria Xuxa incentiva as assistentes a mudarem as cores dos fios, gerando acusações de contradição. Comercial contradiz Xuxa No comercial, feito para uma marca de tinturas para o cabelo, Xuxa aparece ao lado das paquitas e afirma: “Vou mostrar a vocês como seleciono as minhas paquitas. Sempre escolho as mais espontâneas, as mais alegres. E depois elas fazem assim…”. Em seguida, as assistentes são mostradas pintando os cabelos. “Use Wellaton, um shampoo que lava colorindo. Ou você pensa que todas as paquitas nasceram loiras?”, completa a apresentadora. No documentário, Marlene afirma que não mandava as meninas pintarem o cabelo, mas que se elas não fossem paquitas, não seriam ninguém. Reações nas redes sociais A descoberta do comercial gerou reações nas redes sociais, com usuários acusando Xuxa de se contradizer. “Meteu essa de que não sabia que as paquitas tinham que pintar o cabelo, que descobriu só agora. Uma busca básica no YouTube e você acha um vídeo dela fazendo publicidade para Wellaton junto com as paquitas pintando o cabelo”, escreveu um usuário identificado como Matheus. Outros internautas também se manifestaram. “A Xuxa monetizou com a Wellaton e depois diz que não sabia [que elas pintavam o cabelo]”, ironizou um usuário identificado como Ale. “Fica claro que a Marlene foi uma ótima produtora e criou um dos maiores fenômenos naquela época. Teve um preço a ser pago pelas meninas? Teve! Mas todas estiveram dispostas a pagar”, defendeu o perfil de Wesley Consultoria.
Xuxa cortou acusação grave contra Marlene Mattos de seu documentário
O aguardado reencontro entre Xuxa Meneghel e Marlene Mattos no episódio da semana de “Xuxa – O Documentário”, teve muita lavação de roupa suja e virou o assunto mais falado da imprensa e das redes sociais. Mas nem tudo foi ao ar. Uma acusação grave da apresentadora contra sua ex-empresária foi cortada da edição final do documentário. Decisão de cortar declaração Durante a coletiva de imprensa de apresentação do documentário, Xuxa explicou que pediu ao diretor Pedro Bial para não incluir no corte final uma declaração que ela acreditava que geraria a maior repercussão de todas. “Eu já saí dali falando ‘por favor, Pedro, não põe’, porque eu falei ali na hora sem pensar. Ou melhor: até pensei pra falar, mas nem todo mundo está preparado para ouvir as coisas que eu falei ali”, disse a apresentadora. Xuxa também afirmou que Bial concordou com sua decisão. “Ele falou: ‘tudo bem, eu já estava pensando em tirar, achei que você se excedeu demais’. Eu falo demais. Não está no doc, mas tem coisas que realmente eu não precisava [ter dito]”, disse ela. A apresentadora ainda disse que caso fosse exibida, a declaração iria ofuscar toda a produção. “Ainda não é o momento de eu falar, porque acho que as pessoas só falariam sobre isso”, encerrou ela, mantendo o mistério. Mistério que Xuxa vai levar pro túmulo Após a exibição do episódio, fãs nas redes sociais sentiram que trechos foram suprimidos e muitos reclamaram, já que esperavam que o reencontro fosse exibido na íntegra. Mesmo no documentário, Xuxa disse que levaria para o túmulo alguns acontecimentos do passado envolvendo Marlene Mattos. “Só que é uma cabeça machucada, pernas que já viram e fizeram coisas que me orgulho muito e algumas coisas não por ingenuidade, por acreditar. Ela sabe disso! E tem coisas que vou levar talvez para o meu túmulo, coisas que eu fiz e tem o dedo ou mão dela e não me sinto nada bem de ter feito”, declarou a apresentadora.
Xuxa acusa Marlene Mattos de não gostar de crianças e maltratar Paquitas
Em uma série de revelações surpreendentes, a diretora Marlene Mattos e a apresentadora Xuxa Meneghel relembraram o final da parceria de 19 anos durante o quarto episódio da série “Xuxa – O Documentário”, da Globoplay, lançado nesta quinta (3/8). O episódio trouxe à tona as divergências que marcaram a separação profissional das duas. Desgaste e fim da parceria A entrevista começou com um questionamento profundo por parte de Xuxa, que cobrou a ex-parceira de trabalho após relembrar uma fala polêmica da época. “Na última vez que a gente se falou, eu fiquei com algumas coisas na cabeça e eu queria muito saber se aquilo era verdade. Você pode me contar? Xuxa então revelou que o fim da parceria ocorreu quando Marlene Mattos afirmou que não gostava de crianças. “Tinha acontecido o acidente [o incêndio do Xuxa Park] e eu te perguntei quando a gente ia voltar a trabalhar com criança e você falou que você não ia trabalhar nunca mais porque você odiava criança”, disse a apresentadora. A ex-empresária, por sua vez, negou a afirmação, mas admitiu que poderia ter dito algo do tipo para provocar Xuxa. “Pode ser, se eu disse aquilo eu quis encher o saco. Nunca odiei criança”, afirmou. “Eu realmente devia estar em um momento muito ruim. Eu estava esgotada, não estava cansada, estava esgotada de tanto trabalho”, confessou Marlene. Ela ainda acrescentou: “Se eu disse tudo isso, Xuxa, eu me arrependo. Mas não dá para voltar. A água não volta para o rio”. Polêmica com as Paquitas A relação entre Marlene e Xuxa também foi marcada por polêmicas envolvendo as Paquitas, assistentes de palco de Xuxa. Em uma ocasião, Marlene teria dito a Xuxa: “Eu vou na esquina e pego uma e faço outra no outro dia”. Ao ser questionada por Xuxa sobre a veracidade dessa afirmação, Marlene respondeu: “Eu disse isso?”. Ela então completou: “Eu disse uma coisa em um momento, são palavras só, que graças a Deus, o vento levou… não levou porque você ainda se lembra. Mas durante esse tempo todo eu nunca quis pegar ninguém para fazer ninguém. Eu acho que as pessoas são únicas. Você é única. Qualquer pessoa é única. Tudo isso foi fruto de cansaço. Se eu disse…” Xuxa ainda trouxe relatos de ex-Paquitas, que acusaram a empresária de maus-tratos. “Você tem noção das coisas que você fez com a cabeça das meninas”, cobrou Xuxa. Marlene rebateu: “Elas vivem até hoje de ser Paquita. Eu deixava elas de castigo porque eu queria que elas tirassem nota, eu não aceitava nota abaixo de 7”. Xuxa continuou, alegando que os relatos eram mais graves: “Ao mesmo tempo, você falava que se elas ficassem gordas, você falava horrores na cara delas. Eu soube que você exigia que elas pintassem o cabelo”. Marlene se defendeu, afirmando que as Paquitas eram uma continuação dela e negou ter obrigado as meninas a pintarem o cabelo. “Eu nunca mandei ela pintar o cabelo, ela pintou porque quis!”, afirmou. Xuxa insistiu: “Não! Todas falaram que você mandou pintar. Você sabe do que você fez com a cabeça de muita gente?”. Marlene, por sua vez, respondeu: “De quem? Das Paquitas? As Paquitas, se elas não fossem Paquitas, ninguém nem saberia que elas existiam”. Caso com Marlene Outra revelação surpreendente feita durante o documentário foi a confissão de Marlene Mattos de que chegou a espionar um exame ginecológico de Xuxa. “Eu lembro que ela foi fazer um exame ginecológico e eu falei pro médico: ‘deixa eu ver'”, contou Marlene. Xuxa, por sua vez, brincou: “Ela realmente me conhece internamente, profundamente”. A apresentadora não se esquivou de comentar os boatos que circulavam na época sobre um suposto relacionamento entre as duas. “Ela não deixava ninguém chegar perto de mim que teve um momento que eu falei: ‘quer?’. Se não quer, deixa outra pessoa pegar. Porque todo mundo achava que a gente era um caso”, declarou Xuxa. Em meio às acusações, Marlene se defendeu: “Eu sempre pensei que nós demos vida a uma parceria, quase 40 anos. Mas eu acho que nós corremos tanto… Porque eu sempre quis aproveitar o vento da oportunidade, nunca quis deixar nada passar. Acho que a gente correu tanto que a gente desgastou uma relação. O que aconteceu com a gente, você pegou isso para a gente parar de trabalhar, eu estava desgastada de tudo”, disse ela.
“Megatubarão 2” é principal estreia de cinema da semana
A semana com o maior número de estreias de cinema no ano – 16 filmes! – tem como principal lançamento o trash de grande orçamento “Megatubarão 2”, mas também destaca a obra-prima “The First Slam Dunk”, anime com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, e duas comédias americanas, a elogiada “Loucas em Apuros” e a lamentada “Guerra entre Herdeiros”. Quase metade da lista – 7 filmes – é composta por longas brasileiros. E há 6 documentários, incluindo internacionais. Confira a relação completa dos lançamentos desta quinta-feira (3/8): MEGATUBARÃO 2 A continuação do filme de 2018 volta a trazer Jason Statham (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) contra tubarões gigantes. Desta vez, ele se depara com três tubarões pré-históricos e conta com a ajuda de Wu Jing (“Comando Final”), uma estrela enorme na China que atuou em blockbusters como “The Wandering Earth”, “Wolf Warrior” e “The Battle at Lake Changjin”. A dupla embarca numa jornada subaquática até o fundo do oceano para investigar novas criaturas, mas também acaba encontrando terroristas marinhos e todos terminam avançando rumo a um destino turístico à beira-mar. É claro que muitas pessoas acabam nas mandíbulas dos tubarões, mas até chegar lá o filme não economiza enrolação. A sequência foi confirmada pouco depois de “Megatubarão” ter arrecadado US$ 530 milhões em todo o mundo em 2018. O filme original seguia um grupo de cientistas cujo submarino foi atacado por um Megalodon – uma espécie de tubarão gigante que se pensava estar extinta. A continuação triplica a ameaça e ainda inclui um bônus gigante com tentáculos. “Megatubarão 2” conta ainda com a volta de Cliff Curtis (“Avatar: O Caminho da Água”), mas não dos outros sobreviventes do primeiro filme, substituídos por Sienna Guillory (“Resident Evil: Apocalypse”), Skyler Samuels (“Masquerade”), Page Kennedy (“A Hora do Rush”), Shuya Sophia Cai (“Somewhere Only We Know”) e Sergio Peris-Mencheta (“Rambo: Até o Fim”). O filme é baseado no segundo volume de uma franquia literária criada pelo escritor Steve Alten em 1997. A adaptação foi escrita pelos mesmos roteiristas do primeiro filme, Dean Georgaris (“Desejo de Matar”) e os irmãos Erich e Jon Hoeber (“Battleship”), e a direção está a cargo de Ben Wheatley (“Rebecca – A Mulher Inesquecível”). THE FIRST SLAM DUNK Adaptação cinematográfica do popular mangá “Slam Dunk”, o anime foi escrito e dirigido pelo próprio criador dos quadrinhos, Takehiko Inoue. A trama se concentra na equipe de basquete do Ensino Médio Shohoku, que compete pelo campeonato nacional. Ao contrário da tradição dos dramas de esportes, que guardam o grande jogo para o final, a trama inteira do desenho se desenrola ao longo de um único jogo, intercalado com flashbacks que oferecem uma visão mais profunda da vida dos jogadores, com destaque para o armador Ryota e o ala-pivô egocêntrico Hanamichi. A representação do basquete é um dos pontos altos do filme, capturando a fisicalidade explosiva do esporte através de uma combinação de imagens geradas por computador e animação tradicional desenhada à mão. A ação é fluida e realista, com movimentos dos jogadores que lembram a realidade do esporte, desde a captura de passes até a realização de enterradas. A trilha sonora complementa a ação, imitando perfeitamente o som de uma bola ao sair das pontas dos dedos de um jogador até gerar um estrondo sísmico a cada enterrada. Apesar de ser uma adaptação de um mangá que abrange 31 volumes, e que rendeu uma série com 101 episódios nos anos 1990, “O Primeiro Slam Dunk” consegue condensar a essência da história no filme de duas horas, encontrando uma forma inovadora de fornecer uma compreensão mais profunda de seus personagens, ao mesmo tempo em que serve uma série implacável de jogadas e reviravoltas capazes de fazer os fãs de esportes pularem nas poltronas. LOUCAS EM APUROS A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. GUERRA ENTRE HERDEIROS A comédia sombria de humor cáustico acompanha as irmãs Macey (Toni Collette, de “Hereditário”) e Savanna (Anna Faris, de “Mom”), que, à beira da ruína financeira, veem uma oportunidade de salvação na notícia da doença terminal de sua tia rica Hilda (Kathleen Turner, de “O Método Kominsky”). Savanna, a irmã mais inescrupulosa, convence Macey a tentar se aproximar da tia, na esperança de serem incluídas em seu testamento. No entanto, ao chegarem à casa de Hilda, descobrem que seus primos igualmente sem escrúpulos tiveram a mesma ideia. A trama se desenrola como uma disputa de bajulação para ver quem aquece o coração frio da tia moribunda, assumindo um tom mordaz e exagerado sobre a ganância familiar. Rosemarie DeWitt (“A Escada”) e David Duchovny (“Arquivo X”) vivem os primos. Já roteiro e direção são de Dean Craig, conhecido por escrever a comédia “Morte no Funeral” (2010). Apesar da premissa curiosa e do bom elenco, o longa foi destruído pela crítica dos EUA, com apenas 30% no Rotten Tomatoes. DISCO BOY – CHOQUE ENTRE MUNDOS O primeira drama do documentarista italiano Giacomo Abbruzzese (“America”) mergulha na vida da Legião Estrangeira Francesa, com uma abordagem que oscila entre o real e o onírico, e traz como destaque a interpretação do alemão Franz Rogowski (“Undine”), conhecido por suas atuações intensas e versáteis no cinema europeu. Rogowski vive Aleksei, um andarilho bielorrusso marcado por tatuagens de prisão, que embarca em uma jornada arriscada em direção à França para se juntar à Legião Estrangeira. Lá, encontra um grupo diversificado de indivíduos de várias nacionalidades, todos em busca de uma oportunidade para obter a cidadania francesa. Durante uma missão de resgate de reféns na Nigéria, Aleksei encontra o rebelde Jomo (Morr Ndiaye) e o filme toma um rumo sombrio, transformando-se em uma história de fantasmas pós-colonial, conduzida pelas visões e emoções do protagonista. Ao voltar a Paris, ele encontra Udoka (Laëtitia Ky), irmã de Jomo, e a interação entre os dois personagens passa a refletir a inquietação típica dos imigrantes, levando o filme a explorar temas de identidade, pertencimento e a busca por um lugar no mundo. ALÉM DO TEMPO Drama marcado por tragédia, o filme holandês se passa em dois tempos. Nos anos 1980, um casal, Lucas e Johanna, decide navegar pelo mundo com o seu pequeno filho. No entanto, em meio à travessia do Atlântico, a criança desaparece. A dor do luto é insuportável e os afasta, levando-os a caminhos distintos. Décadas depois, Lucas, que se tornou um famoso diretor de teatro, decide explorar esse trauma no palco, provocando a fúria de Johanna. Essa decisão marca o reencontro do ex-casal, 40 anos após a tragédia, quando percebem que o tempo não conseguiu cicatrizar todas as feridas deixadas pela perda do filho. As diferenças em como lidaram com a dor e o luto se revelam, mostrando o profundo abismo emocional que os separou. A história é baseada em um acontecimento real e também marcou a volta do cineasta Theu Boermans à direção de um longa-metragem, quase três décadas após sua estreia premiada com “1000 Rosen” (1994). DEPOIS DE SER CINZA O drama dirigido por Eduardo Wannmacher combina registros de afeto com momentos de estranheza e desconforto. Sua história explora a jornada emocional de Isabel, uma jovem artista plástica que decide largar tudo para buscar uma nova vida na Croácia. Após cinco anos vivendo no país balcânico, Isabel sofre um grande trauma e, nesse momento, conhece Raul, um homem ainda mais atormentado que ela. A trama mostra o envolvimento da jovem com Raul, antes de revelar em flashbacks seu passado com outras duas mulheres, Suzy e Manoela, contrastando momentos de descontração e prazer com situações de desconforto e tristeza. Marcado por ideias de fuga, abandono e suicídio, o filme se revela um retrato fragmentado de personagens deprimidos, carregando segredos ou insatisfações crônicas. Ao mesmo tempo, evita os clichês do melodrama, do erotismo e do imaginário da depressão. O longa se destaca pela atuação coesa do elenco, que inclui Elisa Volpatto (“Bom Dia, Verônica”), João Campos (“A Lei do Amor”), Branca Messina (“A Divisão”) e Sílvia Lourenço (“Modo Avião”). DESPEDIDA Fantasia infantil brasileira, o longa da dupla gaúcha Luciana Mazeto e Vinicius Lopes (ambos de “Irmã”) acompanha Ana (interpretada por Anaís Grala Wegner, também de “Irmã”), uma menina de 11 anos que viaja para o Sul rural do país durante o feriado de Carnaval para o funeral de sua avó (Ida Celina, de “Disforia”). A partir daí, a história se desenrola em um mundo de fantasia e mistério, onde Ana precisa resolver uma antiga desavença familiar e recuperar o mundo imaginário de sua mãe, vivida por Patricia Soso. A narrativa de “Despedida” é construída com elementos lúdicos, com direito até a cenas animadas, mas à medida que a história avança, o roteiro revela complexidade emocional e temática. A intuição de Ana guia a trama, enquanto ela busca dar um final feliz àqueles que ama. O filme também destaca a importância da união feminina na resolução de conflitos, apresentando um elenco majoritariamente feminino. Esteticamente, “Despedida” é notável. O cuidado com o cenário, figurino e efeitos especiais complementa a história e seu misticismo, mergulhando o espectador na fábula e nos dramas familiares. A trama que aborda o luto, as descobertas e a superação reforça o poder da imaginação para entender a realidade e permitir que se siga em frente. CASA VAZIA O filme gaúcho oferece uma visão diferente dos pampas, ao acompanhar a vida de Raúl, um peão desempregado e pai de família que vive em uma casa isolada na imensidão solitária dos campos do Rio Grande do Sul. Assolado pela pobreza e a falta de trabalho, ele se junta a outros peões para roubar gado durante a escuridão. Mas uma noite, ao retornar da atividade criminosa, encontra sua casa vazia: sua mulher e filhos desapareceram. Com uma narrativa marcada por silêncios e uma sensação de isolamento, o filme oferece uma reflexão sobre a incomunicabilidade masculina e a impossibilidade de exteriorizar sentimentos e afetos – com Raúl constantemente olhando de forma melancólica para o nada. A trama também aborda a questão latifundiária, mostrando Raúl vivendo os dois lados da disputa. Estudo de personagem, a obra mostra a relação de Raúl com o ambiente ao seu redor, sendo engolido pelas vastas terras gaúchas. E para apresentar o universo regional de maneira muito autêntica, o ator principal, Hugo Nogueira, é um morador da região, escolhido pelo diretor Giovani Borba (“Banca Forte”) para fazer sua estreia como ator. Nogueira acabou premiado no Festival de Gramado, assim como o roteiro e a fotografia do longa. DESTINOS OPOSTOS Melodrama de novela com duração de filme, a obra de Walther Neto (“Sonhos”) evoca os cenários e temas de “Pantanal” ao contar a história de Tony, um homem movido pelo desejo de conquistas, que esconde as memórias de um passado conturbado. Ele é um profissional bem-sucedido que busca ser o maior piloto do rally dos sertões, mas que, ao mesmo tempo, não consegue criar laços, amar e encontrar o seu lugar, graças a...
Rompida com Andréa Sorvetão, Xuxa se solidariza ao descobrir treta com Marlene Mattos
Rompida há dois anos com Andréa Sorvetão, Xuxa Meneghel expressou surpresa e solidariedade após descobrir o verdadeiro motivo pelo qual a ex-paquita deixou o “Xou da Xuxa” no início da década de 1990. A revelação é antiga, veio à tona em um depoimento de Sorvetão para a série “Foi Tão Bom”, no YouTube, onde ela detalhou um incidente envolvendo a diretora do programa, Marlene Mattos. Mas Xuxa sou viu agora e resolveu se manifestar. Desentendimento com Marlene Mattos Segundo Sorvetão, o desentendimento com Mattos ocorreu quando ela ficou doente e não pôde comparecer a um show em Juiz de Fora, Minas Gerais. “Marlene me ligou muito brava e perguntou quem eu achava que era, que eu tinha show com as paquitas, que não poderia largar o compromisso. Eu não tinha condições de ir, estava muito mal, e ela dizia ‘a hora que você quiser pode sair, você não é necessária’, então eu falei ‘tá bom, tô saindo'”, relatou a ex-paquita. Sorvetão continuou, dizendo que após o telefonema de Mattos, ela se sentiu praticamente forçada a deixar o grupo. Ela tentou falar com Xuxa sobre a situação. “Fui falar com a Xuxa, que só chorava e falava: ‘por favor, fica’. Eu olhava para ela e falava: ‘por você eu vou ficar’. Aí eu olhava para a Marlene, que estava em pé na porta como uma general e muito fechada pra mim. E eu olhava para ela e lembrava de tudo o que ela falou pra mim. Eu gostaria de ter ficado mais um ano… Só voltei no último ‘Xou da Xuxa'”, contou Sorvetão, emocionada. Reação de Xuxa Ao assistir ao vídeo do depoimento de Sorvetão, Xuxa expressou surpresa e solidariedade. “Não sabia que tinha sido assim. Marlene me disse que era porque queria tentar carreira solo. Mais uma mentira. Sinto muito por todos os absurdos que as paquitas e outras meninas passaram. Me desculpem, sinto muito”, lamentou Xuxa em um comentário nas redes sociais. Rompimento entre Xuxa e Sorvetão O rompimento entre Xuxa e Sorvetão ocorreu por questões políticas, após a ex-paquita começar a apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Devido a esse desentendimento, Sorvetão foi excluída do documentário de Xuxa. A apresentadora se decepcionou com a ex-paquita e discordou da postura radical dela e do marido, o cantor Conrado, que costumam usar as redes sociais para manifestar apoio a políticos bolsonaristas e pautas conservadoras. Por conta dessa polêmica, a participação de Sorvetão foi barrada em “Xuxa – O Documentário”, sendo citada apenas uma vez, como uma das quatro primeiras paquitas.
Xuxa teria dado unfollow em Barbara Borges após defesa de Marlene Mattos
Internautas repararam que a apresentadora Xuxa Meneghel deixou de seguir a atriz Bárbara Borges no Instagram, o que poderia sinalizar um rompimento nas relações entre as duas. O motivo parece estar relacionado às recentes declarações de Borges em defesa de Marlene Mattos, ex-empresária de Xuxa, com quem a apresentadora teve um relacionamento profissional conturbado e que resultou em um afastamento de quase 25 anos. A relação das duas voltou à tona com desabafos da apresentadora na série “Xuxa – O Documentário”, onde a Rainha dos Baixinhos acusa Marlene de abuso moral. Babi Borges, que começou a carreira como paquita no “Show da Xuxa” e foi vencedora de “A Fazenda 14” – com torcida de Xuxa – , elogiou Marlene em uma entrevista recente. “Foi uma grande escola pra mim. Eu não guardo absolutamente nenhuma mágoa. Teve exigência? Teve! Era bastante rigoroso? Era! Mas tinha um propósito. E eu consegui entender esse propósito durante e mesmo pós também, depois que tudo acabou pra mim e ao longo da minha vida, com maturidade”, disse a atriz. A atriz chegou a agradecer a produtora, afirmando: “Eu tenho muita gratidão pela Marlene. Aprendi, cresci muito profissionalmente e artisticamente. Consegui também conhecer um outro lado dela porque, até então, a gente sempre esperava os esporros, as brigas, as exigências… Mas eu também conheci um lado coração dela. E tive vários momentos em que eu tive ajuda dela, então, eu só realmente guardo gratidão por tudo o que eu vivi”. Xuxa respondeu Após as declarações de Babi, Xuxa reclamou numa postagem em seu Instagram, sem citar nomes, que nunca seria capaz de falar bem de alguém que já teve um comportamento abusivo com terceiros porque nunca foi vítima de seus ataques. “Para aquelas pessoas que se dizem minhas ‘amigas’ ou que ‘gostam’ de mim e que estão romantizando atitudes abusadoras, ou que falam que também trabalharam e conheceram meus abusadores e nada aconteceu, eu digo: o fato de vocês não terem passado ou vivido nada parecido na vida de vocês, não dá o direito de vocês ‘romantizarem’ ou normalizarem estas atitudes”, disse a apresentadora. Ela prosseguiu: “O fato de você não ter vivido agressões verbais ou físicas de alguma história que você fica sabendo, não dá o direito de você diminuir a dor ou traumas de quem passou por tudo isso. Fica a dica pra todos: NÃO PODEMOS E NÃO DEVEMOS bater palma para abusadores. Mas como disse, estou feliz por vários motivos e um deles é descobrir quem são meus amigos de verdade”. Outros famosos que ficaram do lado de Marlene Mattos foram Zilu Camargo, Mara Maravilha e Leão Lobo.
Xuxa critica os que defendem Marlene Mattos e romantizam abusos
Xuxa Meneghel decidiu se manifestar, após ver colegas defenderam sua ex-diretora, Marlene Mattos. O nome da produtora se tornou muito falado em meio à polêmica gerada por “Xuxa – O Documentário”, que aborda a vida e carreira de Xuxa. A produção acusa Marlene de abuso moral contra a apresentadora. Xuxa usou seu Instagram para expressar sua insatisfação com as defesas da produtora, que ela considera uma romantização de atitudes abusivas. Desabafo de Xuxa Em uma mensagem direta, Xuxa compartilhou sua felicidade com o resultado do documentário, destacando o carinho recebido do público. No entanto, ela aproveitou a oportunidade para desabafar e deixar claro que não aceita a romantização de atitudes abusivas, independentemente de suas próprias experiências. Xuxa frisou que o fato de algumas pessoas não terem passado por situações semelhantes em suas vidas não as autoriza a minimizar a dor e os traumas de quem viveu abusos. “Preciso desabafar, dizer que estou imensamente feliz pelo resultado do DOCUMENTÁRIO XUXA, em todos os sentidos: com o público que está esperando os novos episódios saírem e também com o tanto de coisas boas que estão dizendo… é um carinho no meu coração. Mas… para aquelas pessoas que se dizem minhas “amigas” ou que “gostam” de mim e que estão romantizando atitudes abusadoras, ou que falam que também trabalharam e conheceram meus abusadores e nada aconteceu, eu digo: o fato de vocês não terem passado ou vivido nada parecido na vida de vocês, não dá o direito de vocês ‘romantizarem’ ou normalizarem estas atitudes”, iniciou a apresentadora. Ela citou João de Deus para fazer uma comparação. Citando que não sofreu abusos do médium, nem por isso iria defendê-lo, reforçando a importância de não apoiar abusadores, independentemente do relacionamento que tiveram. “Não podemos e não devemos bater palma para abusadores”, destacou. “Mas como disse, estou feliz por vários motivos e um deles é descobrir quem são meus ‘amigos’ de verdade”, concluiu. Famosos ao lado de Marlene Mattos Entre os famosos que se mostraram ao lado de Marlene Mattos estão Zilu Camargo, a ex-paquita Bárbara Borges e Mara Maravilha. Enquanto a história segue evoluindo, o episódio 3 do documentário sobre a vida de Xuxa já está disponível na Globoplay, suscitando mais discussões e reflexões sobre os desafios enfrentados pela apresentadora ao longo de sua carreira. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
Youtuber Core se revolta após ser citado em documentário sobre Massacre de Realengo
O youtuber Core, conhecido por seu conteúdo voltado para games, tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após ser citado na série documental “Massacre na Escola – A Tragédia das Meninas de Realengo”, da HBO Max, como influência para o crime. A menção ocorreu durante um depoimento do consultor educacional Ricardo Chagas, que também citou o game “Five Nights at Freddy’s”: “Core, o maior canal de conteúdo infantil, que não é infantil. E é um jogo que parece bobo, mas vem de um massacre e fizeram um joguinho que não é infantil, nunca foi infantil e ali é um prato cheio para aliciador”. Reação do Youtuber Core, que possui mais de 2,4 milhões de inscritos no YouTube, reagiu às declarações em suas redes sociais, indignado com a afirmação de que seu canal e de outros criadores são usados “como potenciais influências pro mal da sociedade e das crianças”. Ele ressaltou: “O meu canal não é pra crianças”. O youtuber também expressou sua preocupação com a repercussão do comentário feito na produção, afirmando: “Usaram o meu nome, meu trabalho, minha voz, sem meu consentimento, sem minha permissão, ainda me atribuindo como um causador de males absurdos como massacres, aliciamento de menores e assédio. Eu estou com medo do que podem fazer comigo e com a minha família”. Falsa relação entre crime e videogames O documentário, lançado no dia 9 de julho pela HBO Max, revisita o crime ocorrido em Realengo, no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 2011, que resultou na morte de 12 alunos da Escola Municipal Tasso de Silveira e deixou outras 24 pessoas feridas. A produção tem causado polêmica por associar jogos como “Club Penguin” e “Five Nights at Freddy’s” ao massacre, além de citar nominalmente Core e utilizar trechos de seus vídeos para justificar como seu conteúdo seria perigoso. A controvérsia se intensifica quando se considera a linha do tempo. O canal de Core no YouTube foi criado em 2013, dois anos após o massacre de Realengo, que ocorreu em 2011. Além disso, o jogo “Five Nights at Freddy’s”, mencionado no documentário, foi lançado em 2014. Esses fatos levantam questionamentos sobre a correlação feita pelo documentário entre o conteúdo produzido por Core e o trágico evento. A ligação entre videogames e violência é uma controvérsia que perdura há anos. A comunidade gamer afirma que essa correlação é uma simplificação que ignora fatores mais complexos e significativos. Muitos se indignaram com o preconceito explícito do chamado especialista, que entre outras coisas disse no documentário que jogadores brasileiros são conhecidos internacionalmente por serem tóxicos, já que eles não “cumprem as missões nos games, atiram nos próprios amigos e roubam itens de outras pessoas”. Ricardo Chagas ainda ataca gamers em vários outros trechos, junto com imagens de “Call of Duty” e “Counter-Strike” para chocar. Diante da repercussão do documentário, ele fez uma live em que radicalizou, chamando influencers como Luccas Neto de “irrelevantes” e dizendo que eles usam o hype dos games para “destruir infâncias”. Contatada para apresentar um posicionamento sobre a situação, a HBO Max afirmou que está ciente da situação, mas não fará comentários.
Sucesso no streaming, “Xuxa – O Documentário” também será exibido na TV Globo
A série documental “Xuxa, O Documentário”, que retrata a trajetória de Xuxa Meneghel, será exibida na rede Globo após fazer sucesso em streaming. A produção, que estreou em 13 de julho na Globoplay, será exibida na TV aberta com o objetivo de alcançar o público que não assina a plataforma. A exibição vai acontecer na faixa da “Tela Quente”, na próxima segunda-feira (31/7), logo após a novela “Terra e Paixão”, mas só contará com a íntegra do primeiro episódio, com duração de cerca de uma hora. Quem é Marlene Mattos A série vai ao ar na TV aberta na mesma semana em que o streaming liberará o quarto episódio para os assinantes, focado nas divergências entre Xuxa e a sua antiga diretora, Marlene Mattos. A curiosidade pela atração também pode ser mensurada pelo crescimento das pesquisas por Marlene Mattos, figura central na carreira da apresentadora. O termo “Quem é Marlene Mattos” teve mais de 250% de aumento em procuras nos últimos 90 dias. Sucesso em streaming “Xuxa, O Documentário” foi o terceiro conteúdo mais consumido da Globoplay desde sua estreia. Na sua frente, ficaram apenas as duas das principais novelas de horário nobre da emissora: “Terra e Paixão”, exibida às 21h, e “Vai na Fé”, trama das sete que está em sua reta final. A série documental oferece um novo olhar sobre quem foi e quem é Xuxa. Dividida em cinco episódios, apresenta depoimentos inéditos, entrevistas exclusivas e uma imersão nos momentos mais importantes de sua carreira. A produção é comandada por Pedro Bial.
10 Filmes: As principais estreias para ver em casa
Bastante eclética, a programação de cinema em casa desta semana tem comédia de ação, thriller sul-coreano, drama brasileiro, suspenses, romances e punk rock. Confira abaixo a seleção com os 10 principais lançamentos para ver em streaming. CLONARAM TYRONE! | NETFLIX A comédia estrelada por John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Jamie Foxx (“Dupla Jornada”) combina humor, sci-fi e ação com o estilo do cinema blaxploitation dos anos 1970. Na trama, Boyega interpreta Fontaine, um traficante de drogas que deveria estar morto após ser baleado por seu rival. Só ele que nunca levou o tiro, que atingiu outra pessoa exatamente igual. Ao investigar o mistério, ao lado de Yo-Yo (Teyonah Parris, de “WandaVision”) e do cafetão Slick Charles (Foxx), Fontaine descobre o plano de uma misteriosa organização para clonar a população negra. A direção é de Juel Taylor (roteirista de “Creed II”), que também escreveu o roteiro ao lado de Tony Rettenmaier (“Space Jam 2: Um Novo Legado”). A BRUXA – PARTE 1: A SUBVERSÃO | HBO MAX O thriller sul-coreano gira em torno de Ja-yoon (interpretada pela estreante Kim Da-mi), uma adolescente talentosa que vive uma vida pacata em uma cidadezinha rural, até aparecer em um programa de talentos na televisão e atrair a atenção de figuras de seu passado esquecido. É que a jovem aparentemente normal escapou de uma instalação governamental secreta quando criança e possui habilidades especiais. Perseguida, Ja-yoon começa a descobrir seus poderes e a enfrentar uma série de conflitos e lutas – intensas, acrobáticas e criativas – , enquanto tenta desvendar os mistérios de sua origem e identidade. Visualmente impressionante, com sequências de ação de tirar o fôlego e uma estética futurista industrial que contrasta com a simplicidade da vida rural de Ja-yoon, o filme de 2018 é a primeira parte de uma trilogia do diretor Park Hoon-jung (“Nova Ordem”), que lançou a segunda parte nos cinemas no ano passado. SEDE ASSASSINA | VOD* A estreia em Hollywood do cineasta argentino Damian Szifrón (“Relatos Selvagens”) é um thriller policial sobre a caça a um sniper assassino. Profissional que mata seus alvos à distância sem deixar pistas, o serial killer escapa de todas as tentativas de captura, até que uma policial inexperiente é recrutada para o caso num palpite do chefe da investigação, e demonstra que seu perfil desajustado pode ser a chave para entender a mente desse assassino. O elenco destaca Shailene Woodley (“Divergente”), Ben Mendelsohn (“Capitã Marvel”) e Jovan Adepo (“Babilônia”). ASSASSINO SEM RASTRO | HBO MAX Mais um thriller de ação de Liam Neeson (“Busca Frenética”), que mesmo após completar 70 anos segue dando tiros e correndo sem parar – com ajuda de dublês. Desta vez, ele vive um assassino experiente na mira do FBI. Quando se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, vira um John Wick da Terceira Idade para caçar e matar as pessoas que o contrataram, antes que elas – ou o FBI – o encontrem primeiro. Para complicar, sua memória começa a vacilar e ele é forçado a questionar todas as suas ações, inclusive em quem pode confiar. A direção é de outro veterano: Martin Campbell, que assinou dois filmes de “007”. Isto ajuda “Assassino sem Rastro” a ser melhor que “Agente das Sombras”, “Missão Resgate”, “Na Mira do Perigo”, “Legado Explosivo” e outros thrillers genéricos recentes da carreira do ator. DESEJO PROIBIDO | VOD* O novo drama romântico do polonês Tomasz Mandes, diretor da franquia “365 Dias”, tem todos os defeitos que os fãs de erotismo soft minimizam. O novelão com atores são ruins de corpos belos gira em torno de uma mulher mais velha, que se envolve com um instrutor de paraquedismo 15 anos mais novo. O affair se complica quando a filha da mulher resolve aparecer sem avisar e fica furiosa ao descobrir a relação, decidindo fazer de tudo para acabar com o romance, inclusive se oferecer para o amante da própria mãe. O protagonista masculino é um dos galãs de “365 Dias”, o italiano Simone Susinna, atual affair da cantora Anitta. A FELICIDADE DAS COISAS | MUBI A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, como um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo de 2021. NADA É POR ACASO | AMAZON PRIME VIDEO O drama espírita nacional acompanha duas mulheres desconhecidas que, após muitos encontros furtuitos, percebem estar ligados por laços formados além dessa vida. Curiosamente, o diretor Márcio Trigo, que estreia no cinema, é mais conhecido por programas humorísticos do Multishow, como “Treme Treme”, “Xilindró” e “Multi Tom”. O elenco destaca Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”), Mika Guluzian (“Pacto de Sangue”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”). VERGEL | VOD* Em pleno verão, uma mulher brasileira (Camila Morgado, de “Bom Dia, Verônica”) espera o corpo do seu marido que foi morto durante as férias do casal na Argentina. A burocracia é tanta e a espera tão longa que ela começa a perder a noção do tempo e o senso de realidade. O apartamento onde ela está hospedada é cheio de plantas, que são quase personagens, mas ela sequer consegue cuidar delas. Até que uma vizinha (Maricel Álvarez, de “O Tradutor”) se oferece para ajudar a regar e a mulher encontra nessa desconhecida alguém com quem compartilhar sua dor. Drama minimalista de confinamento, o filme da cineasta argentina Kris Niklison (“Diletante”) também registra a última performance de Maria Alice Vergueiro (“Tapa na Pantera”), falecida em 2020. RUDE BOY | MUBI O clássico “perdido” de 1980 co-dirigido por Jack Hazan e David Mingay, é um retrato do cenário punk britânico no auge da banda The Clash. O filme foi rodado durante a produção do álbum “Give ‘Em Enough Rope”, mas ganhou proeminência após o grande sucesso comercial do álbum duplo “London Calling”. O enredo principal se concentra em Ray Gange, um jovem à deriva (que também é um dos roteiristas), que passa de empregado de uma sex shop em Soho a roadie do The Clash. Embora ele se torne parte do círculo interno da banda, Gange representa tudo o que a banda se opõe: a intolerância e a política reacionária. A trama do filme é construída em torno das sessões de gravação e performances ao vivo do The Clash, incluindo o concerto “Rock Against Racism”, que aconteceu em Victoria Park em 1978. Embora o filme tenha estrutura narrativa inconsistente, a força da música e das performances do The Clash compensa tudo, fornecendo um retrato autêntico da banda em seu auge. “Rude Boy” também é lembrado por sua polêmica devido à insatisfação da banda com uma subtrama que difamava os jovens negros em Londres durante a era Thatcher. O grupo até tentou desautorizar o filme. Entretanto, a passagem do tempo o transformou em um documento valioso. Ainda que amargo, é um testemunho do auge do punk e um retrato da época, com uma trilha repleto de clássicos do Clash, como “Career Opportunities”, “I’m So Bored With the USA”, “Stay Free” e “I Fought The Law”. THE PUNK SINGER | FILMICCA O documentário retrata a vida e a carreira de Kathleen Hanna, uma figura influente na cultura punk e no universo feminista, e ícone do movimento riot grrrl dos anos 1990. Dirigido por Sini Anderson, o filme demonstra a importância de Hanna para o rock alternativo americano, como vocalista da influente banda Bikini Kill, e sua luta contra a doença de Lyme, que levou ao fim da banda em 2005. A narrativa é construída a partir de uma rica coleção de material de arquivo, incluindo performances ao vivo, entrevistas de vários roqueiros lendários e momentos pessoais, que ilustram a energia e a paixão de Hanna tanto no palco quanto fora dele. A história de Hanna é contada de forma cronológica, desde seus primeiros dias no Bikini Kill, passando pela fundação do movimento riot grrrl, sua influência no Nirvana e sua saída abrupta da cena musical devido à doença de Lyme. O filme também destaca a relação de Hanna com seu marido, Adam Horowitz, também conhecido como Ad-Rock dos Beastie Boys, e a importância de seu apoio durante a fase mais difícil de sua vida. O documentário termina com um concerto de tributo a Hanna em 2010, onde várias bandas interpretam suas músicas e ela mesma se apresenta com seu novo projeto musical, Julie Ruin. Depois disso, a cantora ainda lançou o projeto punk eletrônico Le Tigre. Mas só foi superar a doença em 2015, situação que lhe permitiu dar uma reviravolta. Depois de colocar um The à frente da banda Julie Ruin e lançar dois álbuns, ela retomou o Bikini Kill em 2019. As riot grrls originais tiveram os planos da grande volta atrapalhados pela pandemia, mas tocaram em vários festivais nos últimos dois anos e permanecem juntas até hoje. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
10 Séries: Novidades incluem documentários de Xuxa e Balão Mágico
A lista de séries estreantes da semana é tomada pelo clima de nostalgia, com produções documentais de Xuxa e Balão Mágico, que revivem memórias da infância dos anos 1980, resgatando histórias da TV e da cultura pop brasileiras. Entre as produções estrangeiras, os destaques são novas temporadas de “The Great”, “A Fundação” e “O Verão que Mudou Minha Vida”, além do lançamento da minissérie de suspense “Círculo Fechado”, dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh (“Contágio”). O Top 10 também inclui duas animações adultas com enorme potencial cult. Confira a relação completa. A SUPERFANTÁSTICA HISTÓRIA DO BALÃO | STAR+ A série documental conta a história do “Balão Mágico”, fenômeno infantil dos anos 1980, voltando a reunir Simony, Tob, Mike e Jairzinho para uma conversa franca, que passa a limpo a história do grupo, enquanto cenas históricas são recordadas e exibidas. Mas nem todas as memórias são douradas. Os depoimentos também revivem os momentos de polêmica em torno do grupo. “Balão Mágico” foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986. Originalmente, o projeto surgiu como um grupo musical formado por um casal de crianças, Tob e Simony (que iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil), mas logo recebeu reforço de dois filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Além do sucesso televisivo, a Turma emplacou hits como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje. Da origem despretensiosa na música à explosão televisiva, o quarteto recorda tudo: os ginásios lotados, os hits emblemáticos e como a pressão da fama começou a afetá-los, deixando traumas que perduraram até hoje. Com roteiro de Fernando Ceylão (“Zorra Total”) e Beatriz Monteiro (“Caso Evandro”), a série tem direção-geral de Tatiana Issa (de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez”). XUXA – O DOCUMENTÁRIO | GLOBOPLAY Sem filtros, a série documental recorda a carreira de Xuxa com imagens clássicas e depoimentos de pessoas importantes na trajetória de mais de quatro décadas da eterna rainha dos baixinhos. A produção traz à tona fatos desconhecidos do público e que nem mesmo Xuxa sabia ou lembrava, num trabalho de pesquisa profundo, que contou com a direção geral de Pedro Bial (“Linha Direta”) e que destaca participação das Paquitas, de Marlene Mattos, de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e até de Marcelo Ribeiro, ex-ator mirim que atuou com a famosa em “Amor Estranho Amor” (1982), filme polêmico que causou até processo judicial. Entre seus próprios depoimentos para o programa, Xuxa relata ter sido vítima de diversos tipos de abusos, desde o moral por Marlene, sua empresária por quase duas décadas, até sexuais – na infância e na carreira de modelo. Ela também fala de seus relacionamentos famosos com Pelé e Ayrton Senna, além do impacto do nascimento da filha Sasha em sua vida. THE GREAT 3 | LIONSGATE+ Ao contrário de outras produções de época, “The Great” é uma comédia, marcada pelo humor ácido de seu criador, Tony McNamara – indicado ao Oscar pelo Roteiro de “A Favorita” (2018), também focado numa monarca do século 18. A série traz Elle Fanning (“Mulheres do Século 20”) como a imperatriz russa Catarina, que trava uma guerra íntima pelo trono com o marido, o czar Pedro III, vivido por Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”). Os protagonistas retornam com disputas e tensões renovadas, após Catarina inadvertidamente assassinar o sósia de Pedro, Pugachev (também interpretado por Hoult). Este incidente coloca um dilema no casamento de Catarina e Pedro e resulta em momentos cômicos e absurdos de aconselhamento matrimonial do século XVIII. As tramas secundárias apresentam duelos até a morte entre meninos de 11 anos e cavalos que se recusam a copular e produzir um “super cavalo europeu”. Além disso, a 3ª temporada explora novas narrativas, com mudanças de poder intrigantes e conflitos interpessoais intensos. Destaca-se o conflito entre Georgina (Charity Wakefield) e Marial (Phoebe Fox) numa reprodução da dinâmica de “A Favorita”, para definir qual delas é a conselheira mais próxima da imperatriz, causando disputas físicas entre as duas mulheres. A chegada do Rei Hugo (Freddie Fox) e da Rainha Agnes (Grace Molony) à corte, fugindo de uma tentativa bem-sucedida de derrubar seu reinado na Suécia, também agita o reino. Mas é a morte inesperada de um personagem relevante que finalmente envia todos os personagens ao caos. FUNDAÇÃO 2 | APPLE TV+ A ambiciosa série sci-fi baseada na franquia literária de Isaac Asimov retorna para encenar a guerra com o Império Galáctico. A trama clássica dos livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) são considerados a mais importante trilogia literária da sci-fi. Na trama, o matemático Hari Seldon desenvolve uma fórmula que prevê que os dias do Império estão contatos. Ele descobre que a atual forma de governo vai entrar em colapso e mergulhar a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie. A descoberta o transforma em inimigo do Império e também origina um grupo conhecido como A Fundação, criado para preservar o conhecimento humano do inevitável apocalipse. Ao se distanciar do material fonte no final da 1ª temporada, os roteiristas David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Josh Friedman (de “Avatar: O Caminho da Água”) prepararam uma trama original e complexa para o segundo ano, que se passa mais de um século após os eventos anteriores, com a tensão se espalhando por toda a galáxia. A trama acompanha Hari (Jared Harris), Gaal (Lou Llobell), Salvor (Leah Harvey), e os Cleons (interpretados por Lee Pace, Terrence Mann, e Cassian Bilton), que enfrentam a reviravolta de serem clones geneticamente únicos – e não idênticos a Cleon I, como se pensava. Com esta descoberta, a rainha Sareth (Ella-Rae Smith) busca vingança e planeja destruir o Império por dentro. Enquanto isso, a Fundação entra em sua fase religiosa, disseminando a Igreja de Seldon em todo o Alcance Exterior e incitando a Segunda Crise: a guerra com o Império. Para completar, a série deverá abordar o desenvolvimento da “Segunda Fundação”, com a Fundação agora se expandindo para sete ou oito mundos e enfrentando a ameaça total do Império. O elenco destaca Jared Harris (“Chernobyl”) como Hari Seldon, Lee Pace (“Capitã Marvel”) como o imperador Brother Day e Lou Llobell (“Voyagers”) no papel da pioneira da Fundação Gaal Dornick – além de Terrence Mann (“Sense8”), Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Leah Harvey (minissérie “Les Misérables”), Laura Birn (“Caçada Mortal”), Mido Hamada (“Counterpart”), Geoffrey Cantor (“Demolidor”), Ella-Rae Smith (“Into the Badlands”) e Daniel MacPherson (“Strike Back”). CÍRCULO FECHADO | HBO MAX Dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh e escrita por Ed Solomon, que anteriormente colaboraram em “Mosaic”, a minissérie de suspense envolve uma história de conflito de classes e de famílias, imigração e segredos longamente guardados, todos vistos de três pontos de vista distintos e interconectados por um sequestro. O primeiro desses pontos de vista é da misteriosa e supersticiosa chefona do crime Sra. Mahabir (CCH Pounder, de “Avatar: O Caminho da Água”), que acredita que um crime deve ser cometido para restaurar o equilíbrio em sua família após a perda de um ente querido. Seu sobrinho audacioso e ambicioso, Aked (Jharrel Jerome, de “Moonlight”), é encarregado de realizar o ato, com a ajuda dos adolescentes Louis (Gerald Jones) e Xavier (Sheyi Cole, de Um Natal Entre Nós”), recém-chegados da Guiana. No outro extremo do espectro, estão Derek (Timothy Olyphant, de “Justified”) e Sam (Claire Danes, de “Homeland”), um casal rico que mora em um apartamento espaçoso em Nova York e trabalha no império midiático do pai de Sam, o famoso chef de cozinha “Chef Jeff” (Dennis Quaid, de Quatro Vidas de um Cachorro”). O último elemento do triângulo é representado por uma inspetora chamada Melody Harmony (Zazie Beetz, de “Coringa”), uma detetive extremamente inteligente com transtorno de personalidade limítrofe, e seu chefe desleixado e cínico, Manny Broward (Jim Gaffigan, de “Peter Pan”). Quando o sequestro dá errado e desencadeia uma série de eventos, incluindo revelações de crimes cometidos há 20 anos, é a dupla de inspetores que assume a liderança na investigação. Com uma narrativa rica e performances estelares, a série é uma grata surpresa, que junta pontas aparentemente desconexas numa trama complexa e envolvente. O VERÃO QUE MUDOU MINHA VIDA 2 | AMAZON PRIME VIDEO Depois de acompanhar Belly (Lola Tung) e seus dilemas amorosos entre os irmãos Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno), em meio às mudanças da puberdade aos 15 anos, os novos episódios lidam com as consequências de sua dúvida. Ao final dos episódios passados, apesar de estar aparentemente comprometida com Jeremiah, ela acaba beijando Conrad. Agora, com os irmãos brigando por sua causa e o retorno do câncer de Susannah (Rachel Blanchard), a volta de Belly a Cousins Beach encontra um verão mais sombrio. E quando até o futuro da amada casa de Susannah é colocado em jogo, ela busca convencer a todos a deixarem as picuinhas de lado para reunir a gangue e salvar suas amizades. Vale lembrar que a história de “O Verão que Mudou Minha Vida” faz parte de uma trilogia literária de Jenny Han – que é mais conhecida como autora de outra trilogia: “Para Todos os Garotos”, adaptada com sucesso na Netflix. Os novos episódios sãos baseados em “Sem Você Não É Verão”, o segundo livro da saga. O novo ano segue com Jenny Han como showrunner ao lado de Sarah Kucserka (“Alta Fidelidade”). | OS PROTETORES | STAR+ A comédia argentina acompanha um trio de empresários que resolvem se unir para agenciar a carreira de grandes craques de futebol, como Lionel Messi, que faz sua estreia como ator na produção. O problema é que o negócio dá tão certo que gera inimigos no ramo. E logo eles são vítimas de uma ataque hacker que faz com que percam todos os seus clientes. Assim, os personagens vividos por Adrián Suar (“O Futebol ou Eu”), Andrés Parra (“El Presidente”) e Gustavo Bermúdez (“El Host”) precisam correr para limpar seus nomes, recuperar os clientes e até evitar atentados fatais. A série é uma criação do cineasta Marcos Carnevale (“Inseparáveis”) e já se encontra renovada para a 2ª temporada. EAST NEW YORK | HBO MAX A série policial criada pelos especialistas William Finkelstein (“Law & Order”) e Mike Flynn (“Power Book III: Raising Kanan”) traz Amanda Warren (“The Purge”) como a inspetora negra Regina Haywood. Promovida a nova chefe do 74º Distrito do Leste de Nova York, ela resolve promover mudanças na polícia para enfrentar a agitação social e os primeiros sinais de gentrificação no local, um bairro de classe trabalhadora na periferia do Brooklyn. Com laços familiares com a área, Haywood pretende implantar métodos criativos para proteger sua amada comunidade com a ajuda de seus oficiais e detetives. Mas, antes disso, ela tem o desafio de conquistar os policiais, tanto os céticos em relação à sua promoção quando os que resistem às mudanças que ela está desesperada para fazer. Apesar de críticas positivas, a atração foi cancelada em maio, ao final da 1ª temporada, mas deixou sua história completa. Além de Warren, o elenco inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Ruben Santiago-Hudson (“Relações Perigosas”), Kevin Rankin (“Unforgettable”), Richard Kind (“Big Mouth”), Elizabeth Rodriguez (“Shameless”), Lavel Schley (“O Pior Vizinho do Mundo”) e Olivia Luccardi (“Candy Land”). ZUM 100: BUCKET LIST OF THE DEAD | NETFLIX Adaptação do popular mangá de Haro Asô, autor de “Alice in Borderland”, a história segue Akira Tendō, um jovem de 24 anos que, preso em um emprego corporativo desgastante no Japão, se vê subitamente imerso no apocalipse zumbi. A perspectiva aterrorizante, no entanto, traz um alívio surpreendente para Akira – ele nunca mais precisará trabalhar novamente. Este evento cataclísmico acaba se tornando o catalisador para Akira voltar a...












