Disney anuncia nova série de Star Wars estrelada por Diego Luna
Ao apresentar o nome, logotipo e planos do serviço de streaming Disney+ (Disney Plus), o CEO da empresa Bob Iger anunciou uma nova série com atores derivada dos filmes de “Star Wars”. Ainda sem título definido, a produção será um prólogo de “Rogue One – Uma História Star Wars” (2016) centrado no personagem Cassian Andor, que, assim como no cinema, será interpretado por Diego Luna. As gravações vão começar em 2019 e os episódios seguirão Andor durante a formação da Aliança Rebelde, antes dos eventos apresentados em “Rogue One” e também do primeiro longa da saga clássica, “Guerra nas Estrelas” (1977). “Voltar para o mundo de ‘Star Wars’ é muito especial para mim”, disse o ator, em comunicado. “Ainda guardo muitas lembranças do excelente trabalho que fizemos e das amizades que conquistei durante essa jornada.” “Nós temos uma aventura fantástica pela frente, este novo formato vai nos dar a chance de explorar mais profundamente tais personagens”, completou Diego. No comunicado oficial da produção, a Lucasfilm acrescentou que a série “explorará contos cheios de espionagem e missões ousadas para restaurar a esperança de uma galáxia nas garras do impiedoso Império”. O projeto vai se juntar a “The Mandalorian”, uma criação original do cineasta Jon Favreau (“Homem de Ferro” e “Mogli”), que, por sinal, se passa em período próximo na cronologia de “Star Wars”. As duas séries serão disponibilizadas na plataforma Disney+ (Disney Plus), que deve estrear no segundo semestre de 2019.
Disney revela nome oficial, logotipo e detalhes de seu serviço de streaming
O CEO da Disney, Bob Iger, revelou nesta quinta-feira (8/11) o nome e o logotipo oficiais da plataforma de streaming do estúdio, que vai se chamar Disney+ (Disney Plus). Ou seja, não é “Disney Play”, como saiu publicado em parte da imprensa. A Disney optou por seguir o modelo de sua plataforma já existente de esportes, a ESPN+, extensão da rede de canais pagos esportivos ESPN. A revelação foi feita durante a apresentação de Iger do balanço da empresa para investidores, comemorando a valorização das ações da companhia pelo excelente desempenho nos últimos meses, graças, principalmente, a “Os Incríveis 2” e “Homem-Formiga e a Vespa”. Esta pode ter sido a última apresentação de Iger antes da conclusão da aquisição da Fox, que deve ser finalizada antes do previsto, segundo ele apontou. O CEO da Disney apontou que, como a transação da Fox inclui 30% do Hulu, dando à Disney 60% dessa plataforma, os planos da empresa são para uma coexistência entre o Hulu e o Disney+ (Disney Plus). A Disney terá “considerável influência em como o Hulu será administrado”, uma vez que a Comcast e a AT&T permanecerão como acionistas minoritários, e o executivo sugeriu que um deles ou ambos podem optar por se desfazer de seu investimento na plataforma. Iger disse que vai investir mais em programação original do Hulu e diferenciou a programação das duas plataformas, afirmando que Hulu será para entretenimento em geral, enquanto a Disney Plus será focada em programas para a família: animações, filmes infantis, séries de super-heróis, ficção científica e aventuras juvenis.
Intérpretes das Princesas da Disney se juntam na première de WiFi Ralph
A Disney reuniu as intérpretes de suas Princesas Encantadas na première de “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”, animação repleta de personagens do estúdio. A reunião lembra que as Princesas que aparecem no filme são dubladas, em inglês, pelas mesmas vozes que as consagraram em suas animações clássicas. Antes disso, as atrizes só tinham se juntado na D23 Expo (a Comic-Con da Disney) do ano passado, quando anunciaram os planos da animação. O reencontro aconteceu no tapete vermelho do El Capitan, em Los Angeles, na noite de segunda (5/11). A primeira exibição do filme juntou Princesas de várias gerações: Jodi Benson (Ariel), Paige O’Hara (Bela), Linda Larkin (Jasmine), Irene Bedard (Pocahontas), Ming-Na Wen (Mulan), Mandy Moore (Rapunzel) e Auli’i Cravalho (Moana), além de Kate Higgins, que substituiu a aposentada Mary Costa (Aurora) no filme, Jennifer Hale, no lugar da falecida Ilene Woods (Cinderela), e Pamela Ribon, que é roteirista de “WiFi Ralph” e teve a missão de substituir a voz que iniciou essa tradição, no lugar da falecida Adriana Caselotti (Branca de Neve). E, claro, Sarah Silverman, no melhor espírito de Vanellope, também aparece de penetra no meio delas. A festa só não foi completa porque faltaram quatro Princesas: Anika Noni Rose (Tiana), Kelly Macdonald (Merida), Kristen Bell (Anna) e Idina Menzel (Elsa). Por sinal, vale lembrar que a animação “Valente” (2012), que traz Merida, é uma produção da Pixar. Mas esta não é a única curiosidade. Como no filme, que mostra as Princesas pela primeira vez de moletons e trajes de descanso, uma das fotos revela que as atrizes trocaram os saltos atos das fotos do tapete vermelho por tênis confortáveis no interior do cinema. É a primeira da galeria abaixo. Compare. A desculpa narrativa para a reunião monárquica é uma viagem ao reino encantado da internet. Se no primeiro filme Ralph (voz original de John C. Reilly) interagia com personagens de videogames clássicos, desta vez ele e sua amiguinha Vanellope (voz de Sarah Silverman) vão viver aventuras na internet – graças à descoberta de um roteador de wi-fi. A ideia da continuação também é uma grande oportunidade de sinergia comercial para a Disney. Agora, em vez de promover videogames clássicos de outras companhias, a trama aproveita para evidenciar franquias do próprio estúdio. Além disso, juntará pela primeira vez personagens da Disney, Pixar, Marvel e Lucasfilm num mesmo filme. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para 21 de novembro nos Estados Unidos e apenas em 3 de janeiro de 2019 no Brasil.
Novo comercial de WiFi Ralph tem personagens de Zootopia, Moana, Toy Story, Ursinho Pooh e Branca de Neve
A Disney divulgou novo comercial de “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”. Ainda sem legendas ou dublagem nacional, a prévia destaca inúmeros personagens das animações da Disney. Além das princesas que tem sido destaque na divulgação, o novo vídeo inclui a raposa Nick Wilde, de “Zootopia”, o galo de “Moana”, Baymax, de “Operação Big Hero”, Buzz Lightyear, de “Toy Story”, e até personagens clássicos, como o anão Zangado, de “Branca de Neve”, o burro Bisonho do “Ursinho Pooh, Peter Pan e Sininho, etc. “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” será o primeiro filme da Disney a juntar personagens do estúdio com criações da Marvel, Lucasfilm e Pixar. Todos eles habitam a internet, onde os personagens vão parar, numa jogada de sinergia criativa. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” também tem um monte de dubladores famosos, desde as intérpretes originais das princesas da Disney até Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) como uma piloto de corridas radical, sem esquecer John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope. Tudo isso sai caro para o estúdio, apenas para ser desperdiçado nas versões disponibilizadas no exterior, que refazem as vozes dos personagens com dubladores locais. A estreia de “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” acontece em 21 de novembro nos Estados Unidos e apenas em 3 de janeiro no Brasil.
Foto revela ano em que se passa o filme Capitã Marvel
A atriz Brie Larson, protagonista de “Capitã Marvel”, resolveu usar o Twitter para se manifestar nesta terça (6/11), dia de eleição legislativa dos Estados Unidos, e postou uma foto do filme em que aparece ao lado de cartazes da campanha “Rock the Vote”, que marcou época dos anos 1990. Como a maioria já sabe, o filme da super-heroína vai se passar na década de 1990. Mas a foto finalmente revela exatamente quando. O cartaz da campanha é o mesmo utilizado pela MTV para conscientizar os jovens à votarem nas eleições de 1992. Além disso, abaixo desses pôsteres é possível ver flyers de shows nos clubes locais de Los Angeles, e um deles traz uma data: quinta, 29 de agosto. O dia 29 de agosto só caiu numa quinta durante dois anos na década de 1990: em 1991 e 1996. Como o flyer está abaixo de um cartaz do “Rock the Vote” de 1992, é possível considerar que o filme se passará entre o final de 1991 e o começo de 1992. Isto, claro, se os profissionais responsáveis pela continuidade e cenografia forem mais eficientes que aqueles contratados para o filme “Bohemian Rhapsody”, repleto de furos cronológicos. De todo modo, 1991 é um ano importante na cronologia do universo cinematográfico da Marvel. Foi o ano em que Bucky Barnes, o Soldado Invernal, assassinou os pais de Tony Stark, o Homem de Ferro, conforme revelado em “Capitão América: Guerra Civil”. Teria o filme da Capitã Marvel relação com estes eventos? Outros números que aparecem na imagem revelam um easter egg diferente. O telefone público que a heroína está usando tem impresso 1-800-654-219. Já viu esse número antes? É o telefone de contato do hotel Tipton, cenário da série da Disney “Zack & Cody: Gêmeos em Ação!” E não se esqueça dos números mais importantes: 7/3/2019, dia em que “Capitã Marvel” estreia no Brasil.
Próxima animação do diretor de Operação Big Hero e Moana será lançada pela Netflix
A Netflix dá sequência à sua disputa com a Disney com o anúncio de que produzirá o próximo filme de animação de Chris Williams, diretor de três longas de sucesso do estúdio do Mickey, “Bolt: O Supercão” (2008), “Operação Big Hero” (2014, pelo qual venceu um Oscar) e “Moana: Um Mar de Aventuras” (2016). Uma curiosidade é que, em todos os seus trabalhos na Disney, ele sempre dividiu os créditos com um codiretor. A produção da Netflix, intitulada “Jacob and the Sea Monster”, marcará a primeira vez que Williams assina um filme sozinho. Ele também escreveu o roteiro da aventura, inspirada por mapas dos séculos 16 e 17 que incluíam detalhados desenhos de monstros marinhos nas regiões mais afastadas do oceano. Assim como “Moana”, a animação será uma jornada por mares distantes. Mas com um protagonista masculino – um “charmoso marinheiro”, segundo a sinopse divulgada. Intrépido, ele decide conduzir o seu navio por águas ainda não mapeadas e encontra um improvável aliado ao se deparar com um simpático monstro marinho. A Netflix espera lançar o longa em 2022.
Bohemian Rhapsody supera expectativas com US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte
A estreia de “Bohemian Rhapsody” superou as expectativas, conquistando US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte e US$ 141 milhões em todo o mundo neste fim de semana. Trata-se da segunda maior estreia de uma cinebiografia musical no mercado norte-americano, atrás apenas dos US$ 60 milhões de “Straight Outta Compton: A História do NWA”, lançada em 2015. O filme sobreviveu a bastidores tumultuados para conseguir sua façanha. O diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Além disso, as críticas se dividiram, com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. Embora com aplausos para a interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury, grande destaque do longa, a cinebiografia foi considerada muito superficial. Produzida pelos músicos da banda, deixou as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e preferiu destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen foram servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. O bom desempenho do filme também marcou a segunda maior abertura da Fox no ano, atrás de “Deadpool 2” (US$ 125,5 milhões), e serve de canto de despedida do estúdio como produtora independente. Os próximos lançamentos da Fox já devem ser distribuídos pela Disney. A própria Disney ficou em 2º lugar com “O Quebra – Nozes e os Quatro Reinos”, fábula infantil destruída pela crítica (34% no Rotten Tomatoes), que abriu em sentido oposto ao de “Bohemian Rhapsody”, muito abaixo das expectativas, com US$ 20 milhões, depois de custar US$ 125 milhões de produção. Trata-se da pior estréia doméstica da Disney em mais de dois anos, excluindo documentários. Mas isto não é o mais alarmante. Todos os lançamentos de 2018 do estúdio Walt Disney Pictures deram prejuízo, mostrando como o conglomerado depende da Marvel. Os demais foram “Uma Dobra no Tempo” e “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”. Assim, a expectativa está agora voltada para “O Retorno de Mary Poppins”, que chega aos cinemas em 20 de dezembro. Outra estreia ocupou o 3º lugar: “Nobody’s Fool”, novo filme de Tyler Perry estrelado por Tiffany Haddish, que fez US$ 14 milhões. O valor também representa uma das piores aberturas da carreira do diretor, mas as críticas se mantiveram na média – negativa – com execráveis 25%. Com isso, “Nasce uma Estrela” caiu para o 4º lugar e “Halloween” desabou, saindo do 1º para o 5º lugar em sua terceira semana em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 50m Total EUA e Canadá: 50m Total Mundo: US$ 141,7m 2. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 20m Total EUA e Canadá: US$ 20m Total Mundo: US$ 58,5m 3. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 14m Total EUA e Canadá: US$ 14m Total Mundo: US$ 14,2m 4. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 11,1m Total EUA e Canadá: US$ 165,6m Total Mundo: US$ 293,9m 5. Halloween Fim de semana: US$ 11m Total EUA e Canadá: US$ 150,4m Total Mundo: US$ 229,6m 6. Venom Fim de semana: US$ 198,6m Total EUA e Canadá: US$ 198,6m Total Mundo: US$ 541,5m 7. PéPequeno Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 77,4m Total Mundo: US$ 192,6m 8. Goosebumps 2 – Halloween Assombrado Fim de semana: US$ 3,7m Total EUA e Canadá: US$ 43,8m Total Mundo: US$ 82,4m 9. Fúria em Alto Mar Fim de semana: US$ 3,5m Total EUA e Canadá: US$ 12,9m Total Mundo: US$ 21,5m 10. O Ódio que Você Semeia Fim de semana: US$ 3,4m Total EUA e Canadá: US$ 23,4m Total Mundo: US$ 25,5m
Donald vem ao Brasil e encontra Zé Carioca em cena do próximo episódio de Ducktales
O Pato Donald vem ao Brasil e vai encontrar seu velho amigo Zé Carioca no próximo episódio de “DuckTales: Os Caçadores de Aventura”. O Disney Channel divulgou uma prévia do capítulo, intitulado “The Town Where Everyone Was Nice!”, que também conta com participação do galo mexicano Panchito. Donald, Zé Carioca e Panchito estrelaram juntos um longa de Walt Disney em 1944, “The Three Caballeros”, que ganhou a “tradução” brasileira de “Você Já foi à Bahia?”. Mas a amizade entre o pato e o periquito é ainda mais antiga. Surgiu em 1942 em “Alô, Amigos”, uma coleção de curtas e impressões de viagens dos animadores da Disney pela América do Sul, que fazia parte da política de boa vizinhança dos Estados Unidos para atrair aliados durante a 2ª Guerra Mundial. Foi nessa ocasião que Donald conheceu o Rio de Janeiro, com ajuda do guia Zé Carioca. Em “Ducktales”, Zé Carioca é apresentado por Donald aos seus sobrinhos como “José”, e fica claro que os dois são velhos amigos. Também é curioso notar que o personagem, apesar de falar inglês, solta expressões em português com um forte sotaque carioca. Ele tem a voz de Bernardo de Paula, filho de brasileiros nascido nos Estados Unidos, que trabalhou também na dublagem de “Rio” (2011), “Rio 2” (2014), “O Touro Ferdinando” (2017) e viveu Beto na série “Shameless”. “The Town Where Everyone Was Nice!” vai ao ar no próximo sábado (10/11) nos Estados Unidos. A série animada também é exibida no Brasil no Disney Channel.
Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões
A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.
Campanha pela volta de James Gunn à Guardiões da Galáxia ganha outdoors na Disneylândia
Um outdoor imenso pedindo o retorno de James Gunn à franquia dos “Guardiões da Galáxia” foi levantado, durante o final de semana, bem na entrada do parque da Disneylândia em Anaheim, na Califórnia. O anúncio foi iniciativa de fãs, que arrecadaram fundos por meio de uma campanha no site Go Fund Me. James Gunn foi demitido em 20 de julho pelo presidente da Disney, Alan Horn, depois que tuítes de humor impróprio sobre pedofilia e estupro, escritos há uma década, foram trazidos à tona pela extrema direita americana. Horn classificou os posts como “indefensáveis” e não voltou atrás, mesmo diante de uma carta-aberta do elenco de “Guardiões da Galáxia” e uma petição assinada por mais de 420 mil fãs na internet. Recentemente, o CEO da Disney, Robert Iger, afirmou ter apoiado a decisão de demitir o cineasta. Desde então, veio à tona que Gunn está escrevendo o roteiro da continuação de “Esquadrão Suicida”, com a possibilidade de assumir a direção do longa da DC Comics. Enquanto isso, “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que originalmente deveria chegar aos cinemas em 2020, continua sem diretor. O trabalho de pré-produção do longa foi cancelado, com a dispensa de todos os que trabalhavam no desenvolvimento de figurinos, cenários e efeitos visuais.
Parceria dos heróis Falcão e Soldado Invernal vai continuar em série da Marvel
A Marvel vai produzir uma série com Falcão e Soldado Invernal para o serviço de streaming da Disney, afirmou a revista Variety, que revelou até o roteirista encarregado de desenvolver o piloto: Malcolm Spellman, escritor da série “Empire”. O projeto faz parte de uma nova linha de séries com os integrantes dos Vingadores que não tiveram filmes solos. A nova atração vai se juntar a duas outras produções noticiadas anteriormente, que seriam centradas em Loki e na Feiticeira Escarlate, e estreladas por seus intérpretes de cinema, respectivamente Tom Hiddleston e Elizabeth Olsen. Ao contrário das demais séries da Marvel, produzidas pela divisão televisiva da empresa, os spin-offs dos Vingadores terão produção de Kevin Feige, o presidente do estúdio Marvel de cinema e responsável pelos filmes dos super-heróis. Os intérpretes de Falcão e Soldado Invernal são Anthony Mackie e Sebastian Stan, que voltarão a viver Falcão e o Soldado Invernal em “Vingadores 4”, que estreia nos cinemas brasileiros em 2 de maio. A série deve continuar sua história após os eventos do filme.
Tilda Swinton é confirmada em Vingadores 4
O produtor de “Vingadores 4” revelou que Tilda Swinton vai participar do longa da Marvel. Ele participava de um painel no Austin Film Festival, nos Estados Unidos, quando comentou que “Tilda Swinton tinha apenas um dia disponível para filmar” quando resolveram incluí-la na história A atriz viveu a Anciã em “Doutor Estranho” e até agora não tinha sido confirmada no elenco do novo Vingadores, que mantém sua trama guardada a sete chaves. O detalhe é que a Anciã não se deu muito bem na batalha final de “Doutor Estranho”. Mas não será a primeira personagem que voltará após supostamente ter se despedido. Frank Grillo revelou nesta semana que também voltará a viver Ossos Cruzados em “Vingadores 4”, apesar do vilão ter morrido em “Capitão América: Guerra Civil”. Ele inclusive revelou que sua cena se passa num flashback. A volta de tantos personagens falecidos sugere que muita coisa será desfeita pelo próximo longa dos super-heróis. Com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, “Vingadores 4” estreia em 2 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Atriz de 13 Reasons Why também vai participar de Vingadores 4
A atriz Katherine Langford, que ficou conhecida ao viver Hannah Baker na série “13 Reasons Why”, estará em “Vingadores 4”. Segundo o site The Wrap, a australiana já filmou suas cenas no blockbuster da Marvel, mas seu papel ainda é um mistério. O filme deve reverter as mortes vistas em “Vingadores: Guerra Infinita”, mas marcará a despedida de vários intérpretes de super-heróis da Marvel. Por enquanto, porém, apenas Chris Evans confirmou que não voltará a viver o Capitão América após o longa. Novamente dirigido por Joe e Anthony Russo (de “Vingadores: Guerra Infinita”), “Vingadores 4” chega aos cinemas em maio de 2019.












