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    Artistas se revoltam contra “manual do aborto” que propõe investigar vítimas de estupro

    27 de junho de 2022 /

    Artistas brasileiras estão fazendo um apelo urgente nas redes sociais contra uma audiência pública do Ministério da Saúde, marcada para a manhã de terça-feira (28/6) para discutir um “manual do aborto”. Uma versão preliminar do tal documento, divulgada no dia 7, afirmava que todo aborto é crime. Mais que isso: todo abordo precisaria ser investigado criminalmente para comprovar que ele foi realizado nos casos de “excludente de ilicitude” previstos em lei – se foi fruto de estupro, se representa risco à vida da gestante ou se há anencefalia do feto. Uma campanha online contra o manual está sendo divulgada nas redes sociais, com links para uma petição já assinada por cerca de 40 mil pessoas, algumas bem famosas. “URGENTE: amanhã de manhã vai rolar uma audiência pública para discutir o novo manual do aborto do Ministério da Saúde, que prevê que pessoas que sofreram violência sexual e fizeram um aborto legal sejam investigadas pela polícia”, informaram Dira Paes, Camila Pitanga, Ana Hikari e muitas outras, num texto coletivo feito para divulgar a campanha. As postagens também lembraram o caso recente da menina de 11 anos que foi estuprada e teve seu direito ao aborto legal negado. “Não podemos permitir que casos como o da menina de Santa Catarina se repitam. Pessoas que engravidaram em decorrência de estupro, que gestam fetos anencéfalos ou que correm risco de morrer, caso levem adiante a gestação, precisam acessar o serviço de abortamento de forma segura e humanizada”, disse. As artistas convidaram seus seguidores a pressionarem o Ministério da Saúde para que o projeto não siga adiante: “O Ministério abriu um canal para que pessoas como eu e você se manifestem sobre o manual. Vamos lotar a caixa de email deles com um só coro – não vamos ‘aguentar mais um pouquinho’ [frase dita à menina de Santa Catarina]! Exija que eles cuidem de nossas meninas”. Marcela McGowan acrescentou outro protesto: “Vítima não é suspeita! É inadmissível que um manual do Ministério da Saúde incentive a investigação de vítimas de violência sexual que tentam acessar o serviço de aborto legal!” As cantoras Teresa Cristina e Maria Rita, o diretor Kleber Mendonça Filho e o comediante Gregorio Duvivier, também participaram da divulgação, entre muitos outros. O texto preliminar foi desenvolvido pelo secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde e militante antiaborto Raphael Câmara. “Não existe aborto ‘legal’ como é costumeiramente citado, inclusive em textos técnicos”, diz o esboço do manual. “O que existe é o aborto com excludente de ilicitude. Todo aborto é um crime, mas quando comprovadas as situações de excludente de ilicitude após investigação policial, ele deixa de ser punido, como a interrupção da gravidez por risco materno.” A iniciativa gerou repúdio de especialistas. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lamentou que haja um esforço para produzir um “manual” com “inúmeros equívocos e incoerências”, enfatizando recomendações que vão contra todas as definições de organizações internacionais do setor, em defesa da vida das mães. “A Febrasgo reafirma que sim, existe aborto legal no Brasil, devendo ser o aborto tratado como uma questão de saúde pública e que, a construção de documentos e normativas assistenciais devam contar com a participação das sociedades científicas que representam os profissionais envolvidos na atenção à saúde”, diz a Febrasgo em comunicado oficial sobre o tema. A audiência do “manual do aborto” deve começar às 9h e será transmitida pelo YouTube do Ministério da Saúde. 🚨 URGENTE: amanhã de manhã vai rolar uma audiência pública para discutir o novo manual do aborto do Ministério da Saúde, que prevê que pessoas que sofreram violência sexual e fizeram um aborto legal sejam investigadas pela polícia. — Dira Paes (@DiraPaes) June 27, 2022 🚫 Não podemos permitir que casos como o da menina de SC se repitam. Pessoas que engravidaram em decorrência de estupro, que gestam fetos anencéfalos ou que correm risco de morrer caso levem adiante a gestação precisam acessar o serviço de abortamento de forma segura e humanizada — Ana Hikari (@_anahikari) June 27, 2022 📣 O Ministério abriu um canal para que pessoas como eu e você se manifestem sobre o manual. Vamos lotar a caixa de email deles com um só coro – não vamos "aguentar mais um pouquinho"! Exija que eles #CuidemDeNossasMeninas em: https://t.co/EVBxJSsoIO — Camila Pitanga (@CamilaPitanga) June 27, 2022 VÍTIMA NÃO É SUSPEITA! É inadmissível que um manual do Ministério da Saúde incentive a investigação de vítimas de violência sexual que tentam acessar o serviço de aborto legal! Pressione agora pela revogação: https://t.co/vBEufXxmIf #CuidemDeNossasMeninas — Marcela Mc Gowan 🔮 (@marcelamcgowan) June 27, 2022 Acabei de assinar a campanha #CuidemDeNossasMeninas, que pressiona o Ministério da Saúde pela derrubada do novo manual sobre aborto, que quer investigar criminalmente as vítimas de violência sexual que fazem um aborto legal. https://t.co/4bV30r4lw7 — Maria Rita (@MariaRita) June 27, 2022 Para assinar a campanha #CuidemDeNossasMeninas, que pressiona o Min da Saúde pela derrubada do novo manual sobre aborto, que quer investigar criminalmente vítimas de violência sexual que abortam legalmente. Temos 24h pra agir, eu assinei, faça vc também: https://t.co/qSFHTHsmZX — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) June 27, 2022

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  • Etc

    Saiba como será a transmissão do Oscar no Brasil

    26 de março de 2022 /

    O canal pago TNT e a plataforma Globoplay divulgaram seus planos para a transmissão do Oscar 2022, que, pela primeira vez, desde a estreia na rede Tupi em 1970, não será exibido na TV aberta no Brasil. Em sua 94ª edição, o Oscar vai voltar a ser realizado presencialmente no Dolby Theatre, em Los Angeles, após o evento anticlimático que aconteceu no ano passado na Union Station, principal estação de trem de Los Angeles. A premiação também voltará a contar com apresentadores oficiais, após passar três anos sem anfitriões. O comando do palco estará nas mãos das comediantes Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). O TNT tem a exclusividade televisiva e marcou o começo da transmissão para às 20h, com cobertura desde o tapete vermelho, além de reforço nas redes sociais do canal e um pós-show no Tiktok. O clima e as entrevistas do tapete vermelho vão ficar por conta de Carol Ribeiro, que vem cumprindo a missão muito bem nos últimos anos, acompanhada por comentários no estúdio do ator Murilo Rosa e da drag queen Ikaro Kadoshi A transmissão da cerimônia propriamente dita está marcada para as 21h, com apresentação e comentários de Aline Diniz e Michel Arouca. Já o Globoplay vai abrir seu sinal para permitir que todos os espectadores acompanhem o evento gratuitamente – por computador, celular, tablet e Smart TV. A programação de streaming também vai começar às 20h com o tapete vermelho, mas contará com os apresentadores oficiais desde o começo. A equipe é a mesma que comentava a transmissão da Globo nos últimos anos, mas com uma ausência significativa. A jornalista Maria Beltrão e a atriz Dira Paes não poderão contar com a presença do crítico Artur Xexéo, falecido no ano passado. Em seu lugar, a Globoplay escalou dois humoristas: Marcelo Adnet e Fabio Porchat. Serão mais de três horas de cobertura ao vivo, desde o red carpet até a entrega do Oscar de Melhor Filme, com direito a cenários especiais nos estúdios da Globo, inclusive uma simulação de sala de cinema com projeções em 180 graus, de acordo com comunicado. Além dos dois canais oficiais da transmissão, o tapete vermelho da cerimônia ainda poderá ser acompanhado ao vivo, das 18h às 21h, durante o programa “E! Live from the Red Carpet” do canal pago E!.

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  • Série

    Dira Paes troca “Sob Pressão” por “Pantanal”

    19 de junho de 2021 /

    Com participação prevista na 4ª temporada de “Sob Pressão”, Dira Paes (“Divino Amor”) não vai mais atuar na atração. Como as gravações da série acabaram coincidindo com o início da preparação do remake de “Pantanal”, a Globo optou por deixá-la exclusivamente na novela. A atriz interpretará a importante personagem Filó, que foi vivida por Jussara Freire na versão original de “Pantanal”. Em “Sob pressão”, ela apareceria num episódio como uma mãe que tem o filho atingido por uma bala perdida em plena pandemia. Agora, outra atriz será escalada para o papel. Entre as participações já confirmadas na série estão Arlete Salles, Ary Fontoura, Yanna Lavigne, Karen Junqueira, Miwa Yanagizawa, Cyria Coentro, Roger Gobeth, Adriano Garib e Grace Passô. A atração também contará com uma novidade no elenco fixo. O ator David Junior, que viveu o Dr. Mauro durante o especial “Sob Pressão: Plantão Covid”, vai se juntar a Marjorie Estiano, Julio Andrade, Bruno Garcia e Drica Moraes na equipe médica da série.

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  • Série

    Dira Paes vai participar de Sob Pressão

    3 de fevereiro de 2021 /

    A atriz Dira Paes (“Divino Amor”) vai participar da próxima temporada de “Sob Pressão”. Na trama, ela interpretará uma mãe que tem seu filho atingido por uma bala perdida no meio da pandemia. Lucas Paraizo e sua equipe já entregaram os roteiros da 4ª temporada, que também vão abordar o incêndio no Hospital Badim, na Tijuca, ocorrido em 2019, e o caso do morador de rua que esfaqueou três pessoas na Lagoa, no mesmo ano. As gravações temporada vão começar neste mês, após o sucesso dos dois episódios especiais, “Sob Pressão: Plantão Covid”, que retrataram o auge da crise do coronavírus, mostrando a nova rotina dramática de Carolina (Marjorie Estiano), Evandro (Julio Andrade) e outros médicos num hospital de campanha no Rio de Janeiro. Para gravar os dois episódios em agosto, o elenco de “Sob Pressão” foi o primeiro a voltar a trabalhar nos estúdios da Globo, em plena pandemia. Para isso, protocolos de segurança contra a covid foram seguidos rigorosamente. As novas gravações devem seguir os mesmos critérios. Além disso, Drica Moraes, que gravou remotamente os episódios especiais sobre a covid no ano passado, voltará aos estúdios com o resto do elenco para os novos capítulos. A atriz já teve problemas de saúde no passado e, por isso, a direção optou por poupá-la naquela ocasião. Ela vive a infectologista Vera na trama. Para completar, David Junior, que estreou na série como o neurocirurgião Mauro em “Plantão Covid”, seguirá no elenco. A estreia ainda não foi marcada, mas a Globo já confirmou a produção da 5ª temporada.

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  • Série

    Série Ó Paí, Ó vai ganhar continuação

    16 de janeiro de 2021 /

    A série “Ó Paí, Ó”, que foi ao ar na rede Globo em duas temporadas, entre 2008 e 2009, ganhará continuação no Canal Brasil. Chamado de “Ó Paí, Ó – Dendicasa?”, o revival terá quatro episódios e mostrará a mudança na vida dos moradores do cortiço no Pelourinho durante a pandemia. Eles aparecerão tentando se proteger e ajudando uns aos outros. A atração da década passada já era desdobramento do filme homônimo de Monique Gardenberg de 2007, estrelado por Lázaro Ramos, Dira Paes e Wagner Moura. A diretora e Lázaro Ramos participaram das duas encarnações anteriores e estarão de volta no novo projeto, junto com os atores do Bando de Teatro Olodum, além de Dira Paes, Érico Brás (que co-estrelou a série) e Luis Miranda. Ramos dará vida mais uma vez ao cantor Roque, morador do cortiço que vai à luta para defender sua comunidade e a cultura baiana, enquanto Brás interpreta Reginaldo, um taxista que sempre dá um jeitinho de se enfiar nos planos do amigo. Já Dira Paes, que viveu Psilene no longa-metragem de 2007 que inspirou a série, aparecerá com a personagem pela primeira vez na TV. E Luis Miranda, que fez uma participação como um fiscal da prefeitura na 2ª temporada, agora terá mais destaque. A data de início das gravações ainda não foi definida.

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  • Filme

    Dira Paes começa a filmar primeiro longa como diretora

    7 de dezembro de 2020 /

    A atriz Dira Paes (“Divino Amor”) iniciou na semana passada as filmagens de “Pasárgada”, seu primeiro longa como diretora. Segundo informações da coluna de Monica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, além de dirigir, ela estrela, assina o roteiro e produz o filme. A trama acompanha uma bióloga (ela mesma) que estuda pássaros no interior do Rio. O ator Humberto Carrão (“Paraíso Perdido”) também integra o elenco e as filmagens, que seguem os protocolos de segurança de prevenção à covid-19, devem ser realizadas até o Natal. “Pasárgada” ainda não tem previsão de lançamento.

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  • Série

    As Five: Cena quente entre Dira Paes e Manoela Aliperti viraliza nas redes sociais

    19 de novembro de 2020 /

    A atriz Dira Paes teve seu nome incluído nos assuntos mais tuitados desta quinta-feira (19/11) graças à sua participação na série “As Five”, spin-off de “Malhação: Viva a Diferença”, disponibilizada na Globoplay. O motivo foram cenas quentes com a personagem de Manoela Aliperti, a Lica, que viralizaram na internet. Para quem não lembra, Manoela Aliperti interpretou a primeira protagonista LGBTQIA+ da novela adolescente e também protagonizou o primeiro beijo entre pessoas do mesmo sexo na programação diurna da TV brasileira. “As Five” reencontra Lica e suas quatro amigas de “Viva a Diferença” já adultas. Com isso, ela faz mais que beijar. E as redes sociais ficaram lotadas de prints e vídeos das cenas recém-liberadas em streaming. Na série, Dira Paes interpreta uma jornalista mais velha que Lica admira e por quem fica apaixonadinha. Mas a diferença de idade acaba sendo um estímulo quando a timidez é confrontada pela experiência, numa cena em que a personagem de Dira não só seduz, como domina completamente a jovem admiradora. Em entrevista nas mídias da Globo, Dira contou ter ficado contente com a repercussão. “Está me deixando feliz porque as pessoas estão falando da química entre nós. Sabia que as cenas eram delicadas e difíceis de construir”, ela comentou. “Graças à direção e ao talento da Manu, tudo fluiu. Sabia que tínhamos que fazer tudo com delicadeza para que o telespectador embarcasse na história”, acrescentou. Vale lembrar que “Malhação: Viva a Diferença” venceu um dos mais importantes prêmios da TV mundial, o Emmy Internacional, por sua abertura para temas de inclusão e representatividade. Mas aquela era uma série para menores. Embora acompanhe as mesmas personagens, “As Five” é uma série adulta. Mesmo assim, teve gente reclamando que queria ver mais. Assista abaixo a repercussão com direito à reproduções da cena que esquentou as redes sociais. Até Ana Hikari, uma das Five, comentou. Sim galera, APENAS Dira Paes em #AsFive ❤️ Alice perfeitaaaaa me beija tb 🗣🗣🗣🗣🗣 (Sou solinica desde criança depois dessa cena kkkkkkkkkkk como uma boa madrinha limanther, eu posso me dar ao luxo de enaltecer esse semi-casal aqui hahaha) https://t.co/BSwvQMrhuq — Ana Hikari (@_anahikari) November 19, 2020 Então isso que é pegar uma mulher mais velha?? 🥵🥵 EU QUERO A DIRA PAES #AsFive pic.twitter.com/cneA7JCV0X — jordana (@Imjsecret) November 19, 2020 Dira Paes amada, me pega assim pra ver se eu guento pic.twitter.com/ojKJtratbf — 𝐿𝒾𝒶𝓃𝒶 (@fitzstark) November 19, 2020 me senti representada pq ficaria sem ar se a dira paes me pegasse https://t.co/oxhgVMfiSQ pic.twitter.com/D5p0Iqq9Mq — 『⋆ Anne é seven stan ⋆』 (@annyawon) November 19, 2020 Surtei tanto quando a dira paes pegou nos peito da lica que meu pai achou que eu tava passando mal — sufia ama #Asfive (@outroanavit) November 19, 2020 pic.twitter.com/0EvNo6OFzk — As Five Gifs (@asfivegifs) November 19, 2020 a lica tentando falar coisas inteligentes e a solineuza olhando pra ela com essa cara #AsFive pic.twitter.com/B8CN7Kte2K — bonellinhaᴬ⁵ (@limanthwr) November 19, 2020 dira paes dando chave de perna em manoela aliperte fui eu quem pedi sim — poppins (@lunizax) November 19, 2020 O CLIMA MEU DEUS N TO PRONTA PRA VER DIRA PAES BEIJANDO MULHER #AsFive pic.twitter.com/g2rYmwblYy — jordana (@Imjsecret) November 19, 2020 Eu morrir com a partir da apapalda na teta pic.twitter.com/7Mr6MZ05rY — e como tá minha princesonar ? (@AghataMoreira19) November 19, 2020 a cena da dira paes com a manu aliperti em #AsFive pic.twitter.com/2lSoPAyehU — millena (@millenatomalz) November 18, 2020 lica eu te entendo eu tbm perderia as estribeiras com a dira paes — cadelinha da selena gomez (@sos_lolatinha) November 19, 2020 A Lica com a Dira Paes eu to exatamente assim pic.twitter.com/9k3KfRAf9z — luis galves (@luisgalves_) November 19, 2020 formada na escola sarah paulson sedução de véia (não julgo pois queria… é a dira paes cara) #AsFive pic.twitter.com/jimYYO5pVn — Lica desempregada (@Limantha10) November 19, 2020

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  • Filme

    Pureza: Dira Paes denuncia trabalho escravo em trailer de filme importante

    10 de novembro de 2020 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Pureza”, drama em que Dira Paes vive uma mãe desesperada em busca do filho desaparecido e se transforma em testemunha da prática do trabalho escravo no interior do Brasil. Na trama, Pureza (Dira) segue os passos do filho, “contratado” para trabalhar como boia fria, e vira cozinheira de uma fazenda onde jagunços impõem com terror e violência a escravidão de trabalhadores braçais, enganados com a promessa de emprego e transformados em prisioneiros. Ela escapa e tenta denunciar a tortura e até assassinatos que presenciou, mas o esquema é forte e desdenha de sua acusação “sem provas”, enquanto o abuso segue sendo feito em propriedades de pessoas poderosas. Só que Pureza também é muito forte e empoderada. A trama é baseada na história real de uma mãe, Dona Pureza Lopes Loyola, que se tornou símbolo da luta contra o trabalho escravo no Brasil e ganhou o Prêmio Antiescravidão, oferecido pela organização não-governamental britânica Anti-Slavery International. O diretor e roteirista Renato Barbieri já tinha assinado um documentário sobre o tema, “Servidão” (2019). Filmado no Pará e em Brasília em 2018, “Pureza” foi exibido no Festival do Rio de 2019 e rendeu o troféu de Melhor Atriz para Dira Paes no Festival Inffinito, antigo Brazilian Film Festival de Miami. A expectativa é que o lançamento aconteça nos cinemas em dezembro. Ver essa foto no Instagram Cartaz oficial de "Pureza", filme inspirado na história real de uma mãe que luta para livrar seu filho do trabalho escravo. ⠀ Dira Paes interpreta Dona Pureza, que luta contra um sistema forte e perverso, protagonizando este longa-metragem emocionante, sucesso de festivais e premiado internacionalmente. ⠀ ….. #PraCegoVer #PraTodosVerem Na imagem vemos o cartaz oficial do filme Pureza. Podemos ver a protagonista em primeiro plano com expressão de indignação nos olhos, enquanto ao fundo, homens trabalham na lavoura embaixo de sol escaldante. Na parte inferior do cartaz, há casas sob um solo de terra e algumas árvores complementam a composição. Fim da descrição. ⠀ #audiovisual #oscar2021 #purezaofilme #dtfilmes Uma publicação compartilhada por DOWNTOWN FILMES (@dtfilmes) em 10 de Nov, 2020 às 9:04 PST

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  • Filme

    Veneza: Carmen Maura vive cafetina sonhadora em fotos e trailer de filme de Miguel Falabella

    22 de agosto de 2019 /

    A Imagem Filmes divulgou 25 fotos, o pôster e o trailer de “Veneza”, dirigido por Miguel Falabella (“Polaróides Urbanas”). A prévia mostra a história de Gringa, uma cafetina que, na velhice, sonha reencontrar o único homem que amou. O título se refere à cidade italiana que seria o destino desse amor de juventude. A trama se altera entre flashbacks do romance da jovem Gringa e os planos atuais das prostitutas de seu bordel para realizar o sonho da viagem da velha senhora, que inclusive já perdeu a visão. Para isso, elas decidem se juntar a uma trupe de circo para levá-la até Veneza. A atriz espanhola Carmen Maura (“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”) vive a versão idosa de Gringa, enquanto Macarena García (“Branca de Neve”) interpreta a Gringa jovem. O elenco nacional inclui Dira Paes (“Divino Amor”), Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”), Carol Castro (“Um Suburbano Sortudo”) e Eduardo Moscovis (“O Doutrinador”), entre outros. O longa é um dos destaques da mostra competitiva do 47º Festival de Gramado, que acontece até o fim de semana, e tem estreia marcada para 12 de dezembro nos cinemas brasileiros.

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  • Etc,  Filme

    Multas de trabalho escravo são destinadas a financiamento de filmes e séries no Brasil

    9 de agosto de 2019 /

    Dinheiro originário de multas pagas por condenados por explorar trabalho escravo no Brasil tem sido destinado para financiamento de produções de desenhos animados, longas-metragens e séries com o intuito de sensibilizar o público sobre violação de direitos humanos. A revelação foi feita pela agência Reuters. As produções vão de desenhos animados e filmes sobre trabalho infantil até uma minissérie da HBO. O juiz do trabalho Jonatas Andrade destinou R$ 1 milhão ao filme “Pureza”, estrelado por Dira Paes e Matheus Abreu, que conta a história da ativista Pureza Lopes (Dira), que viajou pelo Brasil à procura de seu filho (Abreu), escravizado em uma fazenda. E o procurador Luiz Carlos Fabre costurou um acordo para que o Ministério Público do Trabalho financiasse, no valor de cerca de R$ 200 mil, uma série sobre trabalho infantil para a HBO Latin America, ainda sem data de lançamento. De acordo com a lei brasileira, esse tipo de recurso deve ser destinado às vítimas ou gasto de forma a ajudar a comunidade afetada. “Opinião pública é fundamental”, disse Fabre à Reuters, justificando o investimento. Segundo a agência internacional, a falta de critério pelos quais o dinheiro das multas tem sido usado preocupa alguns analistas. Entretanto, a Reuters cita não quem seriam estes analistas. Vale lembrar que em 30 de julho o presidente Jair Bolsonaro disse que no Brasil há uma “minoria insignificante” que explora seus trabalhadores de forma semelhante à escravidão, e que pretende mudar a legislação sobre o tema, porque ela “leva o terror para o produtor”. O objetivo é justamente eliminar ou diminuir essas multas.

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  • Filme

    Divino Amor é mais que uma distopia neon-evangélica do Brasil

    7 de julho de 2019 /

    “Divino Amor” vem sendo lido como uma ficção distópica sobre o domínio da religião evangélica no Brasil após o governo Bolsonaro. Mas quem, a partir disso, esperar um filme caricato que julga por meio de reprimendas um certo modo de ser, acabará se surpreendendo, pois o filme vai muito além do estereótipo. De um lado, é nítido que o filme atua por meio da farsa ou da ironia. No ano de 2027, o Brasil estará controlado por evangélicos que se tornam um grupo hegemônico. Inclusive o desvio – as festas, a cultura – passa a ser dominado pelo evangelismo. Mas, para o diretor Gabriel Mascaro, a sociedade do futuro se afasta dos sonhos motorizados de “Os Jetsons” ou da realidade virtual ou aumentada de “Minority Report”. Estamos não muito distantes do mundo do hoje – não há hologramas, ou coisas do tipo, nem mesmo celulares. Ou seja, estamos diante de um futurismo de subúrbio de terceiro mundo. O futuro evangélico de Mascaro se afirma a partir do trabalho e da família. O trabalho é o cartório – a síntese da burocracia weberiana como forma de organização do espaço e dos corpos a partir de uma lógica utilitária. Ainda que se usem códigos genéticos e uma espécie de detector (não de metais mas de identidades) como forma de mostrar o avanço da tecnologia, é possível dizer que o cartório de Mascaro não é muito diferente da burocracia atual. Sua protagonista Joana (na grande interpretação de Dira Paes) é uma cartorária do setor de divórcios que tenta recrutar casais em crise para os ritos da seita “divino amor”. A ênfase em luzes neon entre o rosa e o roxo, em meio a névoas de fumaça, imprimem ao filme um tom claramente artificial ambíguo, entre o rasgadamente brega e o infantil (tom infantil reforçado pela narração que costura o filme). A ritualização das cerimônias do Divino Amor (a terapia de casais, o batismo) oscila entre o sensual e o kitsch. O filme apresenta o culto como uma reflexão distanciada sobre a estetização do evangelismo, numa relação complexa entre a adoração e a sedução, algo que remete ao trabalho de Barbara Wagner e Benjamin de Burca, especialmente em “Terremoto Santo” (2017). A epifania divina pode estar muito próxima de um orgasmo – e é preciso constatar o papel da estetização nos cultos. O tom irônico como essa sociedade do futuro controla o fluxo dos corpos, por meio de um regime maquínico que normatiza os modos de ser, pode ser visto em sua máxima expressão nas originalíssimas cenas em que Joana, a personagem de Dira Paes, se consulta com um pastor, entrando com seu carro por meio de um drive thru. As consultas espirituais passam a ser uma mescla de uma consulta médica com uma loja de fast food. A simplicidade da ornamentação (o pastor está simplesmente sentado em uma cadeira em torno de uma enorme redoma de vidro) apresenta um futurismo pragmático, uma estética minimalista e neutra, assim como boa parte das opções da direção de arte no cartório. É de se notar que os espaços públicos são raros no filme – a cidade está completamente ausente do filme. O tom tipicamente estilizado ocorre primordialmente no interior do “Divino Amor” – essa espécie de portal encantado em que, num recurso de fantasia tipicamente cinematográfico, os personagens entram em contato com o “divino” – numa estilização cênica do contato dos corpos tão kitsch que não seria exagero se nos lembrássemos do teatro de “Oh! Rebuceteio” (sem neon). Dessa forma, se, de um lado, é nítido o distanciamento do realizador em relação ao universo que ele apresenta, por meio dessas camadas críticas de ironia, ou ainda, se em alguns pontos o filme tangencia o caricato, com uma base cômica, a grande contribuição de Mascaro é de nunca propor meramente escrachar ou julgar seus personagens, mas procurar mergulhar nas contradições e paradoxos que surgem por dentro desse mesmo regime. Para além do panorama das transformações da sociedade brasileira, “Divino Amor” busca compreender os dilemas de sua protagonista. Joana é uma profunda seguidora dos princípios divinos, mas não se sente abençoada, já que seu trabalho e sua família estão por um triz. Ela precisa de um sinal, de uma prova do amor de Deus. Joana poderia elencar um rol de sacrifícios ao ser posta à prova do amor de Deus, como Moisés ou Abraão. Ao mesmo tempo, a ironia surge desse contraponto: seus dilemas surgem exatamente porque Deus atende a seu pedido, e a faz grávida. Talvez Joana seja condenada por amar demais. É a partir daí que vejo “Divino Amor” do ponto de vista do melodrama, sobre a importância do amor e sobre os riscos de quem ama verdadeiramente diante de um mundo maquínico – estes estão verdadeiramente condenados. “Divino Amor” vira então “Benilde”, de Manoel de Oliveira, ou mesmo um rastro de um filme de Jean-Claude Brisseau. É como se Mascaro observasse os paradoxos que surgem no interior de um regime de normatização dos corpos que, aliás extrapola o evangelismo (veja, por exemplo, o cartório). Joana curiosamente representa o desvio no interior do sistema, um abalo que surge justamente por ela, de forma pura, levar seu modus operandi até às últimas consequências. É o amor incondicional que rompe o sistema por dentro. Quando digo por dentro, me refiro também à própria questão do corpo. Um corpo que implode e passa a ser fértil. É muito curioso quando Mascaro propõe uma relação entre a fertilidade e a luz, ou seja, entre a natureza e o cinema (seja artificial por meio da estranha máquina, seja natural, no belíssimo plano em que Dira em pelo se posiciona para a luz). Dar a/à luz. O rebento que nasce ao final sinaliza esse doce desejo da revolução, que nasce não pelo ódio mas pelo amor. Quase ao avesso de “As Boas Maneiras” (2017), mas um avesso que confirma a regra, a criança de “Divino Amor” não canibaliza a normatividade: ela representa a esperança pelo desvio que surge justamente de uma extrapolação do próprio sistema. A ambiguidade com que o diretor compõe uma encenação que conjuga uma crítica irônica aos modos de ser e um afeto respeitoso diante do poder transformador do amor espelha esteticamente sua oscilação entre a comédia e o melodrama, entre o realismo e o futurismo, entre o infantil e o adulto, entre a distopia e a utopia. Como no filme anterior de Mascaro, “Boi Neon” (2015), a obra do diretor não está interessada em propor representações totalizantes do mundo contemporâneo. Ele prefere investigar esses agenciamentos turvos, que apresentam desvios ou que apontam para os paradoxos no interior desses regimes hegemônicos. Em comum, o amor ou o desejo é que rompem as porteiras da normatização dos regimes. E a estetização é o elemento que ativa a sedução dos corpos. Ou seja, a contribuição de Mascaro, para além dos discursos totalizantes, é observar a possibilidade de rachaduras ou desvios (utilizando essa palavra que se remete ao próprio nome da produtora de Mascaro e Rachel) no interior de determinados regimes.

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    HBO americana adquire a animação brasileira Lino

    18 de maio de 2019 /

    O canal pago americano HBO adquiriu os direitos de exibição do longa brasileiro de animação “Lino: Uma Aventura de Sete Vidas”. O filme, originalmente dublado por Selton Mello, até já ganhou um trailer com vozes em inglês para ser exibido nos Estados Unidos. “Lino” conta a história do rapaz mais azarado do mundo, que sofre o tempo inteiro, seja nos acidentes que acontecem em sua casa, seja no trabalho, como animador fantasiado de buffet infantil. Querendo mudar sua sorte, ele recorre a um suposto mago, que acaba complicando ainda mais sua vida, ao transformá-lo justamente na fantasia do gato gigante que serve de saco de pancadas das crianças. Lino vira um “monstro”, conforme ele próprio descreve. Lançado em setembro de 2017 no Brasil, o filme dirigido por Rafael Ribas se tornou a animação mais bem-sucedida do país, com mais de R$ 4,3 milhões de arrecadação. Mas o sucesso não se resumiu ao mercado nacional. “Lino” virou fenômeno no México, onde estreou em 400 salas, e teve tratamento de blockbuster na Rússia, com exibição em 1,2 mil salas. Lotou, ainda, cinemas na França, Alemanha, Espanha, Itália e Coréia do Sul, e agora também fechou distribuição mínima de 50 salas para o Canadá. Orçado em US$ 7 milhões, o que é considerado troco de boteco para os estúdios americanos de animação, “Lino” foi produzido pela Fox International Productions e pela produtora brasileira StartAnima. O trailer em inglês pode ser visto neste link.

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    Divino Amor: Sci-fi brasileira tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes

    13 de fevereiro de 2019 /

    Depois de ter encantado a crítica americana no Festival de Sundance 2019, a sci-fi brasileira “Divino Amor”, dirigida pelo pernambucano Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), arrancou elogios dos críticos europeus em sua exibição no Festival de Berlim. O êxtase coletivo resultou em cotação máxima no site Rotten Tomatoes, um aval entusiasmado de 100% de aprovação. Descrevendo o país do futuro, “Divino Amor” se passa em 2027, após uma combinação de Estado e religião tornar os brasileiros profundamente conservadores. Neste futuro, o Carnaval perdeu a primazia para a maior festa brasileira, a do Amor Supremo, uma espécie de rave cristã que marca a espera pela segunda vinda de Jesus. Além disso, os funcionários públicos precisam passar por scanners que determinam o estado civil de cada um, e quem tiver crise deve se consultar com um pastor a qualquer hora do dia, em um drive-thru ao estilo do MacDonald’s. Estrelado por Dira Paes (“Redemoinho”) e Julio Machado (“Joaquim”), o filme participa da Berlinale na prestigiosa Mostra Panorama. “Um profundo questionamento cinemático sobre a natureza da alma conflitada do Brasil”, descreveu o site IndieWire em sua análise. “Mascaro realizou uma parábola futurista arrepiante que ressoa muito além de seus créditos finais, em suas reflexões sobre a fé”, destacou o site Ion Cinema. “Ele nunca soa forçado em seus comentários sobre evangelismo e burocracia inflexíveis, mas suas críticas são tanto inteligentes quanto inescapáveis”, ponderou o site Screen Daily. “Ultrapassando os limites da exploração da fé, o filme de Gabriel Mascaro provavelmente provocará uma controvérsia muito séria no Brasil, mas… é muito mais complexo do que seus aspectos mais imediatos e os momentos carnais sugerem”, ponderou o site Cineuropa. “Lindamente fotografado e produzido, impressionantemente bem interpretado e com muitas coisas fascinantes em mente, este filme é a prova definitiva que Mascaro, aos 35 anos, é um dos dos mais audaciosos e talentosos cineastas brasileiros de sua geração”, rasgou a revista The Hollywood Reporter. “Se a distopia-discoteca fosse um subgênero, o filme seria seu ápice… A nova era do cinema de protesto brasileiro começa aqui, e ‘Amor Divino’ deu o pontapé inicial com sapatilhas de dança”, decretou a revista Variety. Com a reação exacerbada, “Divino Amor” capitaliza uma aprovação internacional que tem sido rara para o cinema brasileiro nos últimos anos. E que é fundamental para impulsionar candidatos à disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O detalhe é que dificilmente o governo Bolsonaro aprovaria crítica tão contundente a seus valores como representante do país, o que pode manter o baixo nível da seleção em 2020. Até os americanos perceberam as referências. “‘Divino Amor’ chega logo após Bolsonaro ter abolido o Ministério de Direitos Humanos do Brasil para formar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos sob direção da pregadora evangélica rigorosamente anti-aborto Damares Alves – uma iniciativa que não soaria fora de lugar em uma fantasia sombria como esta”, escreveu a revista Variety.

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