Cacau Protásio se revolta com relato de agressão no “Vai Que Cola”
Cacau Protásio se revoltou nesta sexta-feira (25/8) com os boatos de agressão nos bastidores de “Vai Que Cola”. A artista se manifestou após vir à tona a investigação do Multishow sobre dois tapas em um assistente de direção no mês passado. “Chega, acabou, eu não vou aceitar que venham me agredir. Eu não agredi ninguém, não demiti ninguém. Não conheço, não convido, não tenho porque odiar, amar, nunca vi. Não convivi, nunca foi no programa, a gente não tem relação”, disparou a atriz no Instagram. “Eu quero deixar claro que não bati em ninguém, não quero que entrem mais na minha página pra me agradar. Acabou. Eu não falo de político, não sou dona da Globo, não admito e nem demito ninguém”. Cacau ainda comentou a demissão do roteirista André Gabeh. “Eu não duvido que ele seja um profissional maravilhoso, mas eu te pergunto: todos continuam trabalhando, continuam recebendo. Ele foi o único que ele foi demitido. Já que ele é maravilhoso, [a produtora] poderia ter colocado em outro projeto”, ela pontuou. Por fim, a atriz declarou que todo elenco do humorístico do Multishow está revoltado com a situação. “Eu estou me defendendo, defendendo o elenco porque a gente está indignado com essa conversa fiada”, completou. Primeiras denúncias Na segunda-feira (21/8), a equipe de roteiristas de “Vai Que Cola” emitiu uma carta aberta contra os atores. A crise nos bastidores se instaurou após a demissão do roteirista André Gabeh (“BBB 1”) devido a algumas atitudes do elenco. Os colegas do escritor passaram a identificar uma vulnerabilidade com o emprego no humorístico. Eles expõem que parte do elenco não estaria satisfeita por ter o texto escrito por um ex-BBB, apesar do trabalho ser elogiado por todos os colegas e a direção. O texto também trouxe indicações de assédio moral e ambiente tóxico na relação de trabalho entre atores e roteiristas. Após a exposição, a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) emitiu uma nota contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. O ex-roteirista Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, também compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco. Posicionamento da Globo Em nota, a rede Globo afirmou que estará investigando as denúncias nos bastidores de “Vai Que Cola”. Caso os relatos de agressão sejam confirmados, o caso pode configurar uma demissão por justa causa. “A Globo reafirma que não tolera comportamentos abusivos em suas equipes e, nesse sentido, mantém um canal aberto para denúncias de violação às regras do Código de Ética do Grupo Globo, que deve ser seguido por todos os seus colaboradores. Todo relato é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento e as medidas necessárias são adotadas”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cacau Protasio (@cacauprotasiooficial)
Multishow investiga denúncias de assédio moral e perseguição no “Vai Que Cola”
O canal pago Multishow informou nesta quinta-feira (24/8) que vai investigar os possíveis casos de assédio moral e perseguição nos bastidores de “Vai Que Cola”, após a equipe dos roteiristas apresentar uma carta aberta para denunciar os casos de violência psicológica por parte do elenco. Em nota oficial, a assessoria afirmou que vai avaliar a situação, junto com a rede Globo e a produtora Fábrica, antes de tomar medidas corretivas. O canal também deve implementar ajustes necessários no humorístico. “O Multishow está acompanhando atentamente o caso de roteiristas do ‘Vai Que Cola’ que vieram a público relatar problemas de relacionamento com colegas de equipe e com o elenco do programa. Desde que tomaram conhecimento da situação, a produtora Fábrica, responsável pela produção, e as equipes da Globo responsáveis pelo conteúdo deram início a um processo de escuta com as lideranças criativas do programa, com o elenco e com os profissionais que relataram supostas situações de abuso”, declarou. “O Código de Ética da Globo estabelece que situações de discriminação e assédio não são toleradas. Quando denúncias desta natureza chegam ao conhecimento do canal, elas são devidamente apuradas e, conforme o caso, são feitos ajustes de processos e outras medidas corretivas.” Polêmica nos bastidores A equipe de roteirista de “Vai Que Cola” emitiu uma carta aberta na segunda-feira (21/8) contra os atores. A crise nos bastidores se instaurou após a demissão do roteirista André Gabeh devido a algumas atitudes do elenco. Os colegas do escritor ficaram revoltados com o desligamento e passaram a identificar uma vulnerabilidade com o emprego no humorístico. Eles enviaram uma carta aberta em que expõem que parte do elenco não estaria satisfeita por ter o texto escrito por um ex-BBB, como foi o caso de Gabeh, apesar de seu trabalho ser elogiado por todos os colegas e a direção. O texto também trouxe indicações de assédio moral e ambiente tóxico na relação de trabalho entre atores e roteiristas. Após a exposição, a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) também emitiu uma nota contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. E um ex-roteirista do programa, Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco.
Crise nos bastidores do “Vai que Cola” aumenta com novas denúncias
O programa humorístico “Vai que Cola”, da rede Globo, se encontra mergulhado em uma grave crise de bastidores, precipitada pela demissão de um de seus roteiristas, André Gabeh. Após se ver desempregado, Gabeh relatou que sofreu perseguição por parte do elenco do programa para deixar a equipe. A situação tornou-se tão crítica que gerou um racha entre os atores e os roteiristas, que na terça (22/8) publicaram uma carta aberta de apoio ao colega. A visibilidade das acusações feitas contra os humoristas famosos trouxe à tona outras queixas e culminou numa manifestação da própria entidade dos roteiristas do Brasil. André Gabeh agradece apoio Vítima da situação, André Gabeh voltou a se pronunciar sobre o ocorrido. Em uma longa mensagem publicada nas redes sociais nesta quarta (23/8), ele agradeceu aos colegas pelo posicionamento público e abordou as injustiças que sofreu durante o período em que trabalhou no humorístico. “Hoje, quem ler o que eles escreveram, vai saber que eu não exagerei quando falei sobre a injustiça que sofri, sobre a maldade que me fizeram e que tive que pisar em ovos para expor, porque o lado mais fraco da corda sempre tem que tomar cuidado pra nunca mais ser chamado pra trabalhar ou virar chacota diante do fandom de pessoas com muito mais visibilidade”, declarou. Ele ainda enfatizou a seriedade da situação, afirmando: “O que aconteceu comigo não pode acontecer com PROFISSIONAL NENHUM, com pessoa nenhuma, mas dessa vez eu tive a voz de mestres me defendendo e se defendendo.” Solideriedade e acusações dos roteiristas A carta dos roteiristas foi assinada por pelo menos seis escritores da fase atual do programa. Solidarizando-se com Gabé, eles afirmam que o colega foi “demitido arbitrariamente a pedido de parte do elenco da série”. Segundo a carta, Gabeh é um profissional “sério, competente, comprometido”, que vinha sendo elogiado tecnicamente por toda a equipe, incluindo a produtora Fábrica, Multishow e Globo. Além disso, os colegas destacam: “André Gabeh é também um escritor preto, gay e periférico, o que é importante ressaltar dentro de um contexto em que ‘a corda sempre arrebenta do lado mais frágil’. Perdemos um roteirista brilhante, um dos poucos suburbanos escrevendo para personagens suburbanos”. Eles apontam que a implicância ou perseguição com o autor não era de hoje e não se devida à qualidade do trabalho e sim por preconceito, por Gabeh ser um ex-BBB. Sem citar nomes, eles dizem que críticas construtivas são bem-vindas, mas a reação dos atores foi muito acima do tom e sem justificativa. “Atualmente a atmosfera de trabalho é de apreensão e medo, pois os roteiros recebem diversas críticas infundadas e abstratas. Críticas estas que dizem respeito, na maior parte dos casos, aos gostos pessoais e não à técnica e podem ter consequências desastrosas como a recente demissão do roteirista André Gabeh”, afirma a carta. Entre as revelações, os roteiristas afirmam que parte do elenco nem sequer lê os roteiros antes de gravações, o que sempre causa mudanças de última hora. Sem citar exemplos, os escritores comentam que existe uma divisão até mesmo entre os atores, que não concordam com os estrelismos de algumas figuras. Associação dos Roteiristas critica ambiente tóxico Em uma nota também divulgada nesta quarta-feira (23/8), a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) se posicionou, em meio às denúncias, contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. “O processo de criação de uma obra é um trabalho realizado em conjunto e todos os profissionais envolvidos merecem respeito”, ressalta um trecho. A ABRA também destacou ser “inadmissível que um local de trabalho se torne um local de perseguição e de violência psicológica por parte de outros colegas”. A associação defendeu um ambiente livre de práticas tóxicas e enfatizou a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos funcionários. Mais um roteirista reforça denúncias Com a revelação do descontentamento dos roteiristas atuais, um ex-roteirista do programa, Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco. Em texto publicado no Linkedin, Porto acusou os atores de serem tóxicos e que o trabalho no humorístico lhe causou depressão, burnout e crises de ansiedade. Porto relatou sua luta diária, as exigências insanas e a sobrecarga de trabalho. Reclamou dos salários desrespeitosos ofertados à equipe, revelando que um roteirista recebe entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês para escrever aproximadamente 10 episódios, sem remuneração adicional pelas reexibições. O redator final, seu caso, recebia R$ 5 mil por episódio, com uma carga de trabalho intensa. Ele também denunciou as atitudes dos atores: “O desdenho e o assédio moral com nossos textos eram diários e na nossa cara. Era direto, ofensivo e cruel. Todo mundo sabia, a estrutura inteira do programa sabia, e nós ficávamos vendidos tentando nos defender da maneira que nos cabia”. Ele ainda ressalta que “todos do elenco tinham comportamento tóxico conosco, em maior ou menor grau”. O roteirista também destacou que a manifestação desta semana foi resultado de um acúmulo de desaforos e sapos engolidos. “Sempre ficamos com medo de nos expor e perder futuros trabalhos como roteirista, que são cada vez mais escassos. Demorou muito para que o pedido de socorro da equipe viesse”, afirmou. “Demorou muito para que o óbvio fosse dito. Muito amigos se desgastaram muito emocionalmente e psicologicamente por causa dessas pessoas”. Após ressaltar o medo de exposição da equipe, o desgaste emocional e psicológico, ele agradeceu André Gabeh pela coragem de abrir os bastidores do programa: “Me solidarizo e compartilho meu relato para dizer que você não está sozinho nessa”. O elenco do “Vai que Cola” A 11ª temporada do programa “Vai que Cola” está atualmente em produção e será exibida ainda neste ano. O elenco da produção inclui Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samantha Schmutz, Cacau Protásio, Pedroca Monteiro, Maurício Manfrini, Nany People, Marcelo Médici, Silvio Guildane e Luis Lobianco. Além deles, Sidney Magal, Diogo Vilela, Katiuscia Canoro, Paulinho Serra e Raphael Vianna fazem participações especiais. A rede Globo, o Multishow e a produtora Fábrica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as alegações.
Dani Calabresa explica porque sua denúncia contra Marcius Melhem foi arquivada
A humorista Dani Calabresa veio a público para falar sobre o arquivamento da denúncia feita por ela contra Marcius Melhem, por assédio e importunação sexual. Melhem tornou-se réu por assédio sexual contra três vítimas na terça-feira (8), mas o caso envolvendo Calabresa foi arquivado. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a investigação que tinha a atriz e outras cinco mulheres como vítimas foi arquivada “em razão da prescrição punitiva dos fatos”. Declarações de Calabresa Calabresa comentou em seu Instagram as decisões da Justiça e expressou que o acusado se tornar réu é um reconhecimento da seriedade das acusações. “A decisão do Ministério Público de denunciar meu ex-chefe por assédio sexual é um reconhecimento da seriedade das acusações apresentadas pelas vítimas. Um segundo reconhecimento, porque a TV Globo já havia demitido-o por conduta inadequada após eu levar o caso ao compliance da emissora no início de 2020”, escreveu. Ela também lamentou que seu caso e de outras mulheres tenham sido arquivados, mas entendeu os motivos. “É uma pena que alguns casos tenham sido arquivados porque os crimes já prescreveram. No meu caso, eram duas acusações: uma, de assédio sexual e outra de importunação sexual, que é um crime ainda mais grave. Só que a importunação aconteceu em 2017, e isso só passou a ser oficialmente um crime em 2018. E o assédio infelizmente também já prescreveu”, explicou. A famosa ainda afirmou que o arquivamento das denúncias sempre foi a intenção de Melhem ao atacar a reputação das vítimas nos últimos anos. “Foi por isso, para ganhar tempo e apostar na prescrição, que o assediador passou os últimos anos atacando a reputação de suas vítimas”, contou. Por fim, Dani expressou sua confiança na Justiça e solidariedade às mulheres envolvidas. “O que importa, para mim e para todas as mulheres que tiveram a coragem de falar, é que o assédio foi reconhecido pelo Ministério Público. Continuo a confiar na Justiça, apoiar essas 3 mulheres tão corajosas e estarei sempre ao lado delas. Nada justifica o assédio!”, finalizou. O início do caso Melhem é investigado desde dezembro de 2019, quando Dani Calabresa e outras mulheres o denunciaram como “assediador” no compliance da Globo. O caso se tornou público no mesmo mês, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas. Foi só depois disso que a advogada entrou com ação criminal por assédio contra o humorista. Melhem então passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Além disso, a defesa das atrizes alegou que as peças estavam sendo tiradas do contexto e usadas para tentar constrangê-las. Passaram-se quase dois anos, mas a Justiça negou o pedido de Calabresa, dando direito a Melhem de se defender na mídia, onde estava sendo atacado. Apesar do inquérito ter apresentado inicialmente relatos de oito mulheres, uma das envolvidas afirmou que nunca se apresentou como vítima. Suzana Pires declarou ser apenas uma testemunha disposta a continuar colaborando, o que reduziu para sete denúncias. O MP acabou descartando mais acusações, incluindo de Dani Calabresa, antes de denunciar Melhem formalmente por assédio sexual na terça-feira (8/8). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniella Giusti 🍕☎️ CAT BBB23 (@danicalabresa)
Melhem tentava “favorecimento sexual” com vítimas, diz denúncia do MP
A denúncia feita pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) na terça-feira (8/8) afirmou que Marcius Melhem desrespeitava as subordinadas e se aproveitava de sua posição para assediá-las. “Após estabelecer estrategicamente relação de proximidade […], o denunciado também mantinha aproximação física inadequada com abraços e carinhos excessivos disfarçados de brincadeiras que evoluíam igualmente, para apalpações, tentativas de beijos forçados, propostas de sexo, tapinhas nas nádegas, apertões nos seios e até mesmo, em algumas situações, exposição de sua genitália”, informa a denúncia. No documento consta que o humorista “demostrava não respeitar as mulheres que lhe eram subordinadas nem o próprio ambiente de trabalho e utilizava-se de forma contumaz da qualidade de superior hierárquico para obter vantagem ou favorecimento sexual”. A promotoria ainda diz que Melhem realizava “abordagem sexual em meio a conversas acerca do roteiro, do elenco, do papel a ser atribuído à personagem das vítimas, de forma que restava a mensagem velada, porém clara, de que o destino profissional das vítimas estava em suas mãos e que esta deveria retribuir os ‘cuidados e favores’ do chefe”. A denúncia apresenta algumas frases supostamente ditas por Melhem para suas funcionárias: “Você me deve um boquete por te trazer pra Globo”, “um dia vou te pegar” e “vou te cobrar com favores sexuais”. A denúncia acrescenta que era “corriqueiro dirigir-se às vítimas com termos como ‘gostosa’, ‘você tá uma delícia com essa roupa’, ‘vou conferir esse figurino de maiô'”, elogios que em seguida escalavam para aproximação física”. Relato das vítimas A denúncia do MP-RJ se baseou no depoimento de subordinadas de Melhem, as atrizes Carol Portes e Georgiana Góes e uma funcionária não identificada. Já a denúncia de Dani Calabresa, que causou estardalhaço na mídia, foi descartada. A Justiça considerou que houve abuso na conduta profissional de Melhem com as atrizes, no período em que foi diretor do núcleo de humor da TV Globo. Portes afirmou em abril que foi assediada quando fazia parte do humorístico “Tá no Ar”. No depoimento, ela apresentou prints de mensagens de WhatsApp para corroborar o assédio. Por não ceder ao chefe, ela diz que foi “colocada na geladeira” da TV Globo, ou seja, ficou fora do ar. A história contada pela atriz Georgiana Góes é similar, além de evidenciar que, diante das investidas fracassadas, o humorista dissesse a frase “o jogo vai virar” — tanto Georgiana quanto a outra funcionária da TV Globo mencionaram essas palavras. Era a deixa para atrapalhar a carreira das vítimas. Melhem também teria dito para Georgiana que nutria “fantasias eróticas” com ela desde que interpretava uma estudante em “Confissões de Adolescente” — série que foi ao ar na TV Cultura entre 1994 e 1996, quando a atriz tinha entre 17 e 19 anos. Mais detalhes Além disso, a denúncia utilizou uma conversa entre a profissional não identificada e Marcius Melhem para enfatizar os crimes cometidos pelo humorista. As mensagens de texto teriam ocorrido em novembro de 2019, quando eles trabalharam no programa “Isso a Globo Não Mostra”. A troca de mensagens aconteceu durante a internação da vó da vítima, quando o ex-chefe pressionou sua subordinada à pagar uma aposta que consistia em nadarem pelados em um churrasco. “Bom dia! Depois de amanhã é dia de pagar aposta!”, escreveu Melhem com um emoji de carinha feliz. “kkkk minha vó tá no cti, Marcius”, ela respondeu com um emoji de carinha chorando. “Existe uma mínima chance de não ir ao churrasco, mas tô rezando pra dar tudo certo e ela continuar estabilizada, aí estarei lá”, ela completou. De acordo com a denúncia, Melhem teria armado uma situação ainda mais constrangedora pouco antes da cobrança do churrasco. O humorista marcou um encontro no restaurante dos Estúdios Globo com a editora e uma roteirista com o intuito de levá-las para uma ilha de edição. No entanto, a editora encontrou apenas o chefe no local. Melhem justificou “a ausência [da roteirista] com um imprevisto” e afirmou “que teria sido melhor assim, pois poderiam se conhecer melhor”. A vítima passou a ser acompanhada na ilha de edição por outro colega de trabalho, “para que não ficasse a sós com Marcius”. Melhem nega as acusações Em nota, a defesa Marcius Melhem negou as acusações e considerou “absurda” a denúncia do MP-RJ pelo crime de importunação sexual. Eles criticam a troca da promotora antes andamento do processo e depois da coleta de provas. “A escolha ilegal de uma promotora que não teve nenhum contato com as investigações, em evidente violação ao princípio do promotor natural, fato gravíssimo já levado à apreciação do Supremo Tribunal Federal, resultou, como se esperava, em uma denúncia confusa e inteiramente alheia aos fatos e às provas. Ignorando totalmente os elementos de informação do Inquérito Policial, a denúncia acusa Marcius Melhem do crime de assédio sexual contra três das oito supostas vítimas. No momento oportuno, esta absurda acusação será veementemente contestada pela defesa do ex-diretor, que segue confiante na Justiça, esperando que a magistrada não dê prosseguimento ao processo, como lhe faculta a lei”, informam Ana Carolina Piovesana, José Luis Oliveira Lima, Letícia Lins e Silva e Técio Lins e Silva. Nota da defesa das vítimas “A acusação do Ministério Público no caso Marcius Melhem, prontamente aceita pela Justiça, demonstra que a investigação confirmou os fatos corajosamente denunciados pelas vítimas. Em outras palavras: para o Ministério Público, Marcius Melhem cometeu reiteradamente assédio sexual. Mais que isso, a concretização da denúncia mostra que a campanha de intimidação levantada pelo assediador contra as atrizes e profissionais envolvidos nas apurações não surtiu efeito, tendo os órgãos de persecução penal cumprido seu papel. A defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia e, por esse motivo, não pode comentar dados específicos neste momento. Confiamos no Judiciário brasileiro para que uma resposta justa e exemplar para os episódios denunciados venha com celeridade, à altura do que um caso emblemático e grave como esse exige para as vítimas e para a sociedade”, informam, em nota conjunta, os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, Mayra Cotta, Marcelo Turbay e Davi Tangerino.
Ex-diretor da Globo, Marcius Melhem é denunciado criminalmente por assédio sexual
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ofereceu, na tarde desta terça-feira (8/8), a primeira denúncia oficial contra Marcius Melhem, ex-chefe do humor da Globo, por assédio sexual. A promotora Isabela Jourdan, cuja atuação no caso é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa do acusado, deu aval à denúncia. A decisão ainda precisa ser homologada pela juíza do caso, Juliana Benevides de Barros Araújo. Entre as vítimas está a atriz Carol Portes, que já havia relatado ter sido assediada por Melhem, então idealizador, ator e redator final do programa “Tá no Ar”, exibido pela TV Globo. Além de Carol Portes, a denúncia é baseada nos depoimentos da atriz Georgiana Góes e de outra funcionária, M.T.C.L., que preferiu ter a identidade preservada. As acusações foram feitas por oito mulheres e ganharam notoriedade quando a atriz Dani Calabresa, uma das mais conhecidas vítimas, denunciou o ex-diretor. No entanto, a denúncia feita por Calabresa, que causou maior repercussão pública, foi arquivada, segundo a revista Veja. Apesar disso, o Ministério Público decidiu prosseguir com outros três casos que constam do mesmo inquérito. Globo contesta assédio sexual Na época das denúncias, a rede Globo fez sua própria investigação interna e afirma que o suposto assédio sexual não foi comprovado pelo setor de Compliance da emissora e do Ministério Público Federal, afastando a hipótese. A empresa está atualmente enfrentando uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), que alega que ela permitiu casos de assédio no ambiente de trabalho ao longo dos últimos anos. Essa informação foi revelada em um documento de 2,5 mil páginas obtido pela revista Veja e divulgado em maio passado. Após avaliar os materiais apresentados tanto a favor quanto contra Marcius Melhem, o Compliance da Globo concluiu, segundo o documento, que “restou, de fato, constatada a inadequação do artista com seus subordinados, sem que fosse possível comprovar prática deliberada de assédio sexual, dados os contornos legais que a conduta exige para sua caracterização”. Polêmica envolvendo a promotora Durante uma live em julho, Marcius Melhem afirmou que as acusadoras teriam realizado uma “reunião secreta” com Luciano Mattos, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele argumenta que o encontro teria favorecido a escolha de uma nova promotora, Isabela Jourdan da Cruz Moura, após dois anos de trabalhos sem que houvesse encontrado mérito para aceitar a denúncia de assédio. A defesa de Melhem levou a questão para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados do ex-diretor da Globo, a escolha de Jourdan viola o princípio do promotor natural, que determina que o promotor de justiça deve ser o primeiro na lista de antiguidade na respectiva entrância ou promoção. A reclamação está nas mãos do ministro Gilmar Mendes desde 17 de julho. Se o ministro acatar a reclamação, os atos da promotora poderão ser anulados. Em resposta, o Ministério Público afirmou que a reunião de fato aconteceu, mas não foi secreta. “Não houve reunião secreta em relação ao caso, que se encontra em investigação em inquérito policial. A reunião foi formalizada a pedido do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MP-RJ), órgão que promove a ligação das vítimas com os promotores e que solicitou uma audiência do procurador-geral com as inúmeras vítimas. Elas solicitaram celeridade na análise por parte da instituição”, informou o comunicado oficial. Além disso, o órgão confirmou que não houve incoerência na escolha da nova promotora. “A designação foi feita com base nas leis e no regramento interno, que concede tais poderes ao PGJ, não havendo qualquer violação ao promotor natural”, alegou. Desde que foi instaurado, o inquérito já teve quatro delegados diferentes e trocou de promotor três vezes, sem conseguir formalizar denúncia. Promotora descarta opinião da delegada De acordo com a revista Veja, a primeira atitude de Jourdan foi requisitar a remessa eletrônica dos autos que estão na Delegacia de Atendimento à Mulher no Rio de Janeiro (Deam). A titular responsável pelo inquérito, Alriam Miranda Fernandes, vinha prometendo nos bastidores que faria um relatório para se posicionar a respeito do inquérito, sem se curvar a qualquer tipo de pressão. Assim, a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Melhem abriu mão da opinião da delegada que estava à frente da investigação. Além disso, Jourdan iniciou dentro do Ministério Público outra investigação contra Melhem, fora dos autos do inquérito na Deam. Segundo nota oficial do MPRJ, foi instaurado por ordem dela um Procedimento Investigativo Criminal (PIC) para apuração de caso envolvendo violência psicológica. Segundo o MPRJ, a denúncia foi enviada para lá pelo Ministério Público de São Paulo. A defesa de Melhem A defesa de Melhem ainda não comentou a denúncia por assédio sexual feita na tarde desta terça. A respeito do caso do PIC, por meio de uma nota, os advogados dele afirmaram que não tinham conhecimento da investigação, acrescentando o seguinte: “Só podendo imaginar tratar-se de mais uma tentativa de dar uma sobrevida às inverídicas acusações feitas no Inquérito 912-01533/2021, que está perto de completar três anos e no qual Marcius Melhem refutou, com farto conteúdo probatório, cada uma das acusações que lhe foram feitas. Além disso, houvesse qualquer desvio de conduta desta natureza por parte de Melhem no curso da investigação, tal desvio deveria ser levado ao Juízo natural, onde há uma medida protetiva que o impede de fazer qualquer contato, por qualquer meio, com as supostas vítimas. Isso não foi feito”. Início do caso Melhem é investigado desde dezembro de 2019, quando Dani Calabresa e outras mulheres o denunciaram como “assediador” no compliance da Globo. O caso se tornou público no mesmo mês, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas. Foi só depois disso que a advogada entrou com ação criminal por assédio contra o humorista. Melhem então passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Além disso, a defesa das atrizes alegou que as peças estavam sendo tiradas do contexto e usadas para tentar constrangê-las. Passaram-se quase dois anos, mas a Justiça negou o pedido de Calabresa, dando direito a Melhem de se defender na mídia, onde estava sendo atacado. Dificuldades do processo Apesar do inquérito ter apresentado inicialmente relatos de oito mulheres, uma das envolvidas afirmou que nunca se apresentou como vítima. Suzana Pires declarou ser apenas uma testemunha disposta a continuar colaborando, o que reduziu para sete denúncias. O MP acabou descartando mais acusações, incluindo de Dani Calabresa. Segundo a Veja, as acusadoras representadas pela advogada Mayra Cotta enfrentaram o desafio de provar a consistência das denúncias realizadas. A situação engloba um assunto bastante complexo e discutido na mídia. Apesar disso, a falta de casos similares para análise judicial no Brasil dificulta ainda mais o processo.
Bailarinas rebatem carta aberta de Lizzo após denúncias: “Muito desanimador”
As ex-bailarinas de Lizzo rebateram a carta aberta em que a cantora norte-americana nega as acusações de abuso e ambiente hostil no trabalho. Elas demonstraram decepção com a conduta da artista. “Inicialmente, para mim, apenas aprofundou ainda mais minha decepção em relação a como eu estava me sentindo e como fui tratada”, afirmou Crystal Williams no canal “Channel 4”. “Acho que o tema geral disso tudo é que nossas experiências foram nossas experiências e nossos traumas foram nossos traumas. Quando ela apresenta isso, parece que fomos completamente desconsideradas. Parece que fomos acusadas de fazer falsas alegações quando não é o caso.” Crystal ainda destacou que foi “muito desanimador” ler a declaração de Lizzo nas redes sociais: “Especialmente quando ela defende o que defende em relação ao empoderamento das mulheres.” A bailarina Adrianna Davis, por sua vez, lamentou toda a situação por conta da admiração pela cantora. Já Noelle Rodriguez afirmou estar em choque com a declaração falsa de proteção às mulheres. “Eu acho que é desanimador e decepcionante. É chocante ler uma declaração como essa. Em suas palavras e na maneira como ela está dizendo isso, está invalidando não apenas nossa experiência, que ela estava lá em primeira mão para testemunhar. Ela mencionou algo nesta declaração [sobre] proteger as mulheres… Onde estava o mesmo sentimento quando eu disse a ela que queria falar sobre as coisas e dizer que estava me demitindo porque me sentia insegura, ouvida e desrespeitada?” Agora é na Justiça Enquanto as bailarinas lamentam toda a situação, Lizzo contratou o famoso advogado Marty Singer para representá-la nos tribunais. Ele é conhecido por ter defendido nomes como Johnny Depp, Bryan Singer e Bill Cosby, entre outros famosos envolvidos em acusações sérias em Hollywood. Singer já demonstrou trabalho, ao alfinetar uma das denunciantes, que teria publicado um vídeo chamando Lizzo de “rainha”. “Não parecem palavras de alguém que foi assediada ou discriminada. […] Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras e aqui um vídeo mostra que não há reivindicações legítimas neste processo. Estamos confiantes de que Lizzo será completamente inocentada neste assunto”, disse o advogado ao TMZ. O processo das bailarinas aponta como réus a cantora Lizzo, sua produtora Big Grrrl Big Touring, Inc. e Shirlene Quigley, chefe da equipe de dança da artista, por assédio sexual, agressão, discriminação e por criar um “ambiente de trabalho hostil”. A ação descreve vividamente que as dançarinas foram forçadas a assistir e participar de shows sexuais durante a turnê, tendo sua virgindade ridicularizada. Elas também teriam sido submetidas a ataques religiosos.
Ângela Bismarchi denuncia ex-marido por perseguição e escândalos
Ângela Bismarchi revelou à revista Quem que denunciou seu ex-marido, Wagner de Moraes, na Delegacia de Atendimento à Mulher na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a atriz, o cirurgião plástico teria feito intimidações e escândalos públicos por não aceitar o fim da união de 20 anos. Na queixa revelada nesta quinta-feira (3/8), Ângela conta que seu ex-marido a teria perseguido dentro da casa para que ela não pudesse sair do imóvel. “Chegou ao extremo de ele prender meu carro para não deixar eu sair e fazer escândalo em público”, revelou. “Estava me perseguindo, e eu tendo que correr para sair de casa para que ele não me seguisse. Foram situações constrangedoras. Acho que caiu a ficha de que a gente realmente está separado e que não quero mais, pelo menos neste momento”, disse ela, que ainda vive com Wagner até vender o imóvel. O casamento de Ângela e Wagner chegou ao fim em abril deste ano, quando o cirurgião decidiu se mudar para os Estados Unidos, sem avaliar a vontade da atriz em permanecer no Brasil para concluir seus estudos de psicanálise. “Ele ficou dois meses e voltou, porque ainda tem questões aqui para resolver. Ele também queria que eu fosse, mas não adianta ficar forçando barra. Quem sabe, ele indo para os Estados Unidos, a gente até possa reatar, dependendo da mudança da conduta dele. Foram 20 anos juntos e não quero ter inimizade com ele”, ponderou a modelo. Ângela também expressou desejo de encorajar outras mulheres vítimas de danos morais: “Tendo essa notoriedade na mídia, esse é o meu dever. Quantas mulheres passam pela mesma situação ou pior e não denunciam? Não pode ter medo, porque a Lei Maria da Penha é para isso. Também sou cristã, e é meu dever ajudar os outros.” Denúncias salvam vidas Ângela Bismarchi afirmou que realizou a denúncia para tentar se proteger, já que ela não tem a intenção de prejudicá-lo. A modelo acredita que seu ex-marido teve mudanças comportamentais desde que o caso foi parar na Justiça. “Preferi denunciar para dar uma segurada nele, e estou ajudando-o, porque pessoas descontroladas fazem besteira. Ele agora está até um pouco mais calmo, porque está sendo acompanhado pela assistente social da Delegacia da Mulher. Eu também passei por essa conversa com ela. Ele estava muito enciumado, e o assédio [a ela] também é muito grande. A gente está tentando agora ter um convívio melhor.” Wagner de Moraes, por sua vez, acredita na reconciliação com a ex-esposa: “Essa é uma separação que, no meu coração, jamais será definitiva. Foi muito amor, carinho, afinidade e trabalho em conjunto.” “Somos muito fiéis a Deus, e Ele fará a reaproximação no momento certo, cada dia melhor, mais certo, com mais felicidade e mais amor. É isso que eu espero daqui para frente, porque briga de casal, entre duas pessoas que se amam, é muito comum. O amor que temos um pelo outro é muito grande, e é assim que eu vejo a vida, e vejo eu e Ângela”, garantiu o cirurgião plástico. O caso de Ângela Bismarchi corre em segredo de Justiça.
Lucas Bissoli revela famoso que dá em cima de Eslovênia: José Loreto
Lucas Bissoli, ex-participante do “Big Brother Brasil 22”, revelou o nome do famoso que tem enviado mensagens “indevidas” para sua namorada, a também ex-BBB 22 Eslovênia Marques. Em conversa com o colunista Leo Dias na segunda-feira (31/7), Lucas identificou o ator José Loreto como o autor das mensagens, afirmando que ele “não respeita a relação dos outros”. Desabafo nas redes sociais O caso veio à tona na quinta-feira (27/7), quando Lucas fez um desabafo no Instagram, expressando seu desconforto com um famoso que estaria enviando mensagens para Eslovênia. Sem revelar o nome na ocasião, Bissoli criticou o comportamento do famoso, a quem chamou de “sem caráter”. “Tem gente que interpreta o ‘mais forte que o mundo’. Tá achando o que, irmão? Respeita o relacionamento alheio, cara”, disparou Lucas. Você não é melhor do que ninguém. Se enxerga, seu sem caráter”. Fãs do casal perceberam, no desabafo, que o alvo era José Loreto pela referência ao “Mais Forte que o Mundo”, título de um filme e uma série estrelados pelo ator. Eslovênia também comentou a situação, acrescentando: “Só para vocês entenderem, galera, é coisa de ficar mandando DM, respondendo coisas. Enfim, falta de respeito bizarra”. Agora, Lucas confirmou que José Loreto, atualmente no ar com a novela “Vai na Fé”, estaria insistindo em enviar mensagens e fazer comentários indevidos nas postagens de Eslovênia, mesmo sabendo que ela está em um relacionamento. Loreto está solteiro desde janeiro, quando terminou seu relacionamento com Rafa Kallimann. Relacionamento de Lucas e Eslovênia Lucas Bissoli e Eslovênia Marques se conheceram durante o confinamento no “Big Brother Brasil 22” e estão juntos desde então. No mesmo dia em que Lucas fez o desabafo nas redes sociais, o casal estava celebrando 1 ano e 6 meses de namoro. Em uma declaração de amor nas redes sociais, Eslovênia escreveu: “Feliz 1 ano e 6 meses! É só o início de toda uma vida juntos. Obrigada por ser meu melhor amigo, meu amor, meu parceiro. Obrigada por me fazer feliz e por ser exatamente como é. Eu te amo!”. Até o momento, a assessoria de José Loreto não se pronunciou sobre as acusações. Enquanto isso, a novela “Vai na Fé”, na qual Loreto interpreta Lui Lorenzo, tem previsão de término no dia 11 de agosto.
Lucas Bissoli detona famoso após flerte com Eslovênia Marques: “Cara de pau”
Lucas Bissoli ficou furioso na quinta-feira (27/7) com um famoso que deu em cima de sua namorada, a modelo Eslovênia Marques. No Instagram, o médico expôs a situação delicada em meio ao aniversário de namoro do casal e mandou um recado sincerão para o suposto talarico. Ao lado da ex-BBB, Lucas publicou um vídeo em que aparece revoltado com a falta de respeito com seu namoro. “1 ano e 6 meses de só alegria, mas a gente veio falar uma coisinha com vocês. Esse mundo que a gente está é nojento e principalmente nesse nosso meio. Tem muita gente cara de pau e sem caráter”, disparou ele. Mais forte que o mundo “Tem gente que interpreta o ‘mais forte que o mundo’. Tá achando o que, irmão? Respeita o relacionamento alheio, cara. Você não é melhor do que ninguém. Se enxerga, seu sem caráter. O que é seu está guardado. O cara lá de cima não erra jamais”, reclamou o médico. Fãs do casal acreditam que o alvo do desabafo é José Loreto, pela referência ao “Mais Forte que o Mundo”, título de um filme e uma série estrelados pelo ator. Eslovênia, por sua vez, deu detalhes sobre a situação constrangedora que tem vivido nas redes sociais. A influencer se mostrou incomodada com as mensagens de assédios: “Só para vocês entenderem, é coisa de ficarem mandado DM, respondendo coisa, falta de respeito, mesmo. É Bizarro.” Aniversário de namoro Eslovênia Marques e Lucas Bissoli se conheceram durante o “BBB 22”, reality show onde engataram um romance em rede nacional. A relação permaneceu firme e forte após o término do programa. Na última quinta-feira (27/7), eles comemoraram 1 ano e seis meses de namoro com direito a troca de declarações nas redes sociais. 🚨EITA! Lucas Bissoli afirmou que um artista está enviando mensagens para a sua namorada Eslovênia: 'O que é seu tá guardado ' pic.twitter.com/gWne913VqT — PortalPurple! (@Portalpurple_) July 28, 2023
Gérard Depardieu recebe 14ª acusação de importunação sexual
Uma profissional da indústria do cinema revelou ter sido assediada pelo ator Gérard Depardieu, que já enfrenta processos por outros 13 casos semelhantes. Segundo o canal francês FranceInfo, a nova vítima preferiu não prestar queixas por medo de represálias trabalhistas. De acordo com o depoimento, a assistente de produção trabalhou duas vezes com Depardieu, que teria feito comentários impróprios na frente da equipe, além de propostas sexuais e toques indesejados. A vítima também acrescentou ter visto os órgãos genitais do ator e disse ter sido bloqueada em um corredor. Membros da equipe confirmaram que a funcionária teria feito relatos dos ataques no final das filmagens. “Ele abaixou as calças e me mostrou o pênis. Fiquei com medo e saí da sala o mais rápido que pude. Ele me alcançou no corredor, me prendeu contra a parede com a sua barriga, me bloqueando, então, eu não pude não fazer nada”, disse a vítima. Denúncias graves Desde 2018, Gérard Depardieu recebe acusações de importunação sexual nos bastidores de diferentes produções. Ao todo, o ator teria assediado 14 mulheres entre 2004 e 2022. As denúncias surgiram através no portal Médiapart, em abril do ano passado. Segundo os relatos, os casos teriam acontecido nas filmagens de títulos franceses como “Piaf – Um Hino ao Amor” (2007), “Hello Goodbye” (2008), “L’Autre Dumas” (2010) e da série “Marseille” (2016-2018). A primeira acusação partiu de Charlotte Arnould, uma atriz na casa dos 20 anos, que teria sido estuprada em duas ocasiões distintas por Depardieu. As situações teriam ocorrido em uma das residências do ator, dentro de um contexto de “ensaio informal” de uma peça. Em 2020, Depardieu foi indiciado por estupro e agressão sexual após um longo período de investigação sobre a denúncia da atriz. Ele sempre negou todas as acusações. O artista voltou a ser alvo de denúncias em abril deste ano, quando outras vítimas decidiram acusá-lo de importunação sexual em sets de filmagens. Apenas três delas prestaram depoimento à polícia, pois não teriam sido levadas a sério pelos diretores das produções.
Artista plástica processa viúva de Gal Costa por danos morais e materiais
A artista plástica Daniela Cutait, que vendeu em 2020 sua casa no Jardim Europa, em São Paulo, para a cantora Gal Costa, entrou na última sexta-feira (7/7) com uma ação de danos morais e materiais contra Wilma Petrillo, viúva da cantora. Em sua ação, Daniela citou o “envolvimento (de Wilma) em histórias de trambiques e humilhações”, afirmando ter se tornado “mais uma vítima do comportamento contumaz de humilhações da ré”. Contas atrasadas Os advogados de Daniela Cutait detalham no processo que a titularidade das contas de gás e luz do imóvel não foram transferidas, o que causava problemas para sua cliente. Daniela “passou a receber diversas mensagens de cobrança dos débitos de luz e gás atrasados, sempre com a observação de que, não havendo o pagamento, seu CPF seria ‘negativado nos próximos dias’ (…) e avisos de inscrição nos órgãos de proteção ao crédito.” No caso da fatura de luz, a artista plástica se viu obrigada a pagar o débito (de R$ 2.999) para que a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica, desligasse a energia da casa — permitindo assim a transferência de titularidade. Já em relação à fatura de gás, Daniela afirma que Wilma a “bloqueou no WhatsApp, ignorou todas as solicitações, desligou o telefone em sua cara e proibiu a entrada dos funcionários da Comgás para realizar o desligamento”. A defesa de Daniela Cutait solicita que a Justiça obrigue Wilma Petrillo a realizar a troca da titularidade da conta de gás, a indenizá-la em R$ 20 mil por danos morais e a reembolsá-la pelo valor pago à Enel. A ação inclui ainda o pedido “ao pagamento das custas, despesas processuais e demais verbas decorrentes do ônus sucumbencial, em especial, dos honorários advocatícios a serem fixados”. Bate-boca As acusações de contas atrasadas vieram à tona no final de junho. Na ocasião, Wilma Petrillo se defendeu afirmando que “tem todos os comprovantes de pagamentos” e que irá “colocar o jurídico para resolver”. Ela também acusou Daniela de estar mentindo e de viver “pendurada nos maridos ingênuos”, além de criticar a carreira da artista plástica. Daniela Cutait respondeu às acusações de Wilma afirmando que “ela está me confundindo. Eu não sou pendurada em marido algum. Graças a Deus” e avisou que tomaria as atuais medidas legais contra Wilma por danos morais. Polêmicas envolvendo Wilma Petrillo Wilma Petrillo foi alvo de uma reportagem de denúncia na revista Piauí na semana passada, que envolveu seu nome em vários escândalos. Ela foi alvo de acusações de extorsão e até agressões, levantando suspeitas de golpes em empresários, produtores culturais e outras pessoas, além de assédio moral contra ex-funcionários de Gal Costa e de ações prejudiciais à carreira da cantora. A morte da cantora Gal Costa, em novembro de 2022, aos 77 anos, adicionou mais um elemento de controvérsia em torno de Petrillo. Como a causa da morte não foi revelada, pessoas próximas à cantora decidiram pedir uma exumação e autópsia ao suspeitar do envolvimento da viúva no caso.
Viúva de Gal Costa teria dado golpes e prejudicado carreira da cantora
A empresária Wilma Petrillo virou tema de uma reportagem polêmica da revista Piauí. O texto da edição de julho, escrito por Thallys Braga, revelou que a viúva de Gal Costa teria praticado golpes financeiros em nome da cantora. Segundo a reportagem, Wilma é acusada de assédio moral contra ex-funcionários, ameaças e golpes financeiros. A empresária ainda teria sido a responsável pela falência de Gal, uma das maiores artistas da Música Popular Brasileira (MPB). Chantagens Um dos depoimentos que chamam a atenção foi feito por Bruno Prado, médico próximo do casal. Ele afirmou ter emprestado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil para uma cirurgia nos olhos, que demorou a ser paga. Prado acrescentou que, como forma da retaliação, deixou de ser convidado em eventos sociais de Gal. A matéria também destaca que Wilma teria ameaçado contar a sexualidade de Prado para seus familiares. “Se você continuar me cobrando, eu vou fazer uma coisa muito bonitinha: conto pro teu pai que você é viado”, ela teria dito. Com medo das consequências, Prado teria escrito um e-mail sobre a história para Gal, que prometeu o pagamento da dívida. O médico ainda decidiu contar sua orientação sexual e recebeu acolhimento familiar. As ameaças de Wilma teriam continuado, o que resultou em um boletim de ocorrência feito por Prado. “Você vai tomar uma surra tão bonita que vai aprender a respeitar os outros”, relatou o médico. Shows perdidos O produtor Ricardo Frugoli também se diz uma das vítimas de Wilma Petrillo. Na reportagem, ele conta que Gal teria perdido oportunidades de show no Brasil e na Europa devido ao comportamento da esposa. A cantora soube por Frugoli que a esposa era acusada de intriga, furtos e humilhação nos bastidores. Porém, ela se recusou a acreditar nas alegações intensas e nunca mais tocaram no assunto. “Durante muito tempo, fui o cara que não deixou a bomba explodir. Continuar ali era importante para protegê-la do que vinha acontecendo na carreira e dentro de casa”, contou o produtor, que também abriu um boletim de ocorrência e acabou demitido quatro dias depois. Relato semelhante foi dado por Rodrigo Bruggermann, produtor responsável pelos shows de “Recanto” nas cidades do sul do Brasil. “Além de ser grosseira, ela fazia mudanças de última hora e aplicava taxas surpresa”, disse ele que define Wilma como “a pior pessoa com quem lidei nesse meio”. O empresário Maurício Pessoa teria sido outro prejudicado por Wilma. Em 2013, ele sofreu um rombo financeiro após conseguir um patrocínio de R$ 700 mil da Natura Musical. A cantora deveria realizar seis shows e a gravação de um álbum ao vivo, mas a empresária pediu retorno imediato de 80% do valor. Os primeiros shows só aconteceram anos depois. Dentre outras coisas, Wilma Petrillo também é acusada de ter barrado um show de Gal no prestigiado Carnegie Hall, em Nova York. A empresária dizia que a cantora “não gostava de se apresentar nos Estados Unidos”. Fontes próximas negaram a informação e disseram que a cantora não retornava aos EUA por medo de ser presa, já que Wilma teria vendido um de seus imóveis e se recusou a pagar os impostos da venda. Tóxica e abusiva Um dos dois funcionários revelou que chegou a testemunhar uma discussão de Gal e Wilma, em meados de 2015. A cantora estaria indignada com os serviços prestados pela esposa e acabou envolvida em um embate físico. “O dinheiro entra e some, as dívidas não param de chegar. Que tipo de empresária é você?”, teria dito Gal. “Você é uma velha, as pessoas não querem mais te contratar”, rebateu Wilma. Buraco negro financeiro A reportagem da Piauí questiona sobre a fortuna deixada por Gal Costa após sua morte. No entanto, amigos próximos revelaram que as finanças da cantora eram um “buraco negro” e foram minadas por conta de Wilma. Segundo apuração, Gal deixou apenas um imóvel valioso que será herdado por seu filho único, Gabriel Costa. A residência foi comprada por R$ 5 milhões em 2020 e está localizada no bairro dos Jardins.












