Hair Love: Veja na íntegra o vencedor do Oscar 2020 de Melhor Curta de Animação
Vencedor do Oscar 2020 de Melhor Curta de Animação, “Hair Love” pode ser visto em sua íntegra no YouTube. O desenho com apenas 6 minutos e 47 segundos de duração mostra um pai que precisa aprender a arrumar o cabelo de sua filha, uma tarefa que antes ficava com a mãe. De forma bem-humorada, a história mostra o desespero do homem ao ter que se entender com potes de cremes e ferramentas para desempenhar a função. Apesar de retratar uma situação cotidiana, o filme transmite várias mensagens importantes, como destacou a produtora Karen Rupert Toliver em seu discurso ao receber a estatueta do Oscar. “Foi um trabalho feito com muito amor. Porque acreditamos que a representatividade importa. Principalmente nos desenhos animados, que geralmente são nosso primeiro contato com o mundo dos filmes.” Matthew A. Cherry, roteirista e um dos diretores do filme, acrescentou que um de seus objetivos com “Hair Love” era o de normalizar o cabelo afro, que ainda enfrenta muitos estigmas sociais. Cherry, que também é ex-jogador de futebol americano, aproveitou o espaço no Oscar para fazer campanha por uma lei que pune a discriminação contra o cabelo afro e que já entrou em vigor em alguns estados dos Estados Unidos. Veja o divertido filme abaixo.
Joaquin Phoenix estrela curta ambientalista contra incêndios e desmatamentos no Brasil e Austrália
O ator Joaquin Phoenix, que no domingo (9/2) deve vencer o Oscar de Melhor Ator por “Coringa”, é a estrela de um curta ambientalista lançado nesta sexta (6/2). Em “Guardians of Life”, ele interpreta um médico num planeta Terra agonizante. Gravado em um pronto-socorro de Los Angeles, o filme mostra médicos tentando salvar um paciente não identificado cuja ausência de sinais vitais simboliza a ameaça da mudança climática. Quando a falência de seus órgãos é anunciada, mãos ensaguentadas de uma médica se afasta do corpo, revelando em seu interior o desmatamento e os incêndios florestais que vão da Austrália à Amazônia. “Qual o próximo?”, pergunta o vídeo, pedindo para o espectador agir agora. “Realmente é um pedido de ação”, disse o ator, em comunicado sobre o lançamento. “As pessoas não percebem que ainda há tempo, mas somente se reagirmos agora e fizermos mudanças abrangentes em nosso consumo. Não podemos esperar que os governos resolvam estes problemas por nós.” Além de Phoenix, o elenco do curta inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Oona Chaplin (de “Game of Thrones” e neta de Charles Chaplin), Rosario Dawson (“Luke Cage”), Matthew Modine (“Stranger Things”), Q’orianka Kilcher (“Yellowstone”) e o músico Albert Hammond Jr. (da banda The Strokes). A direção é de Shaun Monson, do documentário “Terráqueos”, narrado justamente por Joaquin Phoenix. Um dos astros mais proeminentes de Hollywood a chamar atenção para o perigo do aquecimento global, Phoenix se juntou ao grupo ambientalista Rebelião contra a Extinção e à Amazon Watch, uma organização sediada na Califórnia que faz campanha para proteger a floresta amazônica, para produzir o curta, o primeiro de uma série de vídeos que pretendem provocar ações de combate à mudança climática. Há cerca de um mês, Phoenix chegou a ser preso em um protesto contra a mudança climática organizado pela colega Jane Fonda, em Washington, alguns dias depois de vencer o Globo de Ouro como protagonista de “Coringa”. Veja o curta ambientalista abaixo.
David Lynch comemora 74 anos com curta inédito na Netflix
David Lynch comemorou seu aniversário de 74 anos, completados na segunda-feira (20/1), com o lançamento de um curta inédito na Netflix. Com 17 minutos de duração e filmado em preto e branco, “What Did Jack Do?” traz o diretor de “Veludo Azul” (1986), “Cidade dos Sonhos” (2001) e da série “Twin Peaks” entrevistando um macaco suspeito de cometer um assassinato. A Netflix não divulgou trailer, mas postou as fotos do elenco nas redes sociais, que podem ser vistas abaixo. Um macaco suspeito de um assassinato sendo interrogado por um detetive em uma estação de trem. Claramente um filme dirigido pelo David Lynch. O aniversário é dele, mas quem ganha presente é você. pic.twitter.com/yBgW3iGMPI — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) January 20, 2020
Lana Del Rey lança curta com três músicas de seu último disco
A cantora Lana Del Rey divulgou um curta de 14 minutos para seu disco mais recente, “Norman F***ing Rockwell”, dirigido por seu irmão Chuck Grant. Além da faixa-título, o vídeo também contém as canções “Bartender” e “Happiness Is a Butterfly”. Lana começou a divulgação do disco em setembro de 2018, com o lançamento da faixa “Mariners Apartment Complex”, e seguiu extraindo clipes do disco, como “Doin’ Time”, que chegou a virar meme ao mostrar uma versão gigante da cantora andando pela cidade de Los Angeles. Além deste álbum, ela gravou recentemente um cover de “Season of the Witch” para o filme “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” e participou da trilha de “As Panteras”, dividindo vocais com Ariana Grande e Miley Cyrus na faixa “Don’t Call me Angel”. Esta gravação rendeu polêmica, porque as rádios receberam uma versão compacta, sem a parte de Lana Del Rey.
Sparkshorts: Conheça os curtas da Pixar da nova série da Disney+ (Disney Plus)
A plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) vai lançar “Pixar SparkShorts”, uma coleção de curtas da Pixar. O projeto ganhou pôsteres e um trailer, que podem ser vistos abaixo. Quatro dos curtas serão disponibilizados no lançamento do serviço, em 12 de novembro nos Estados Unidos: “Purl”, “Kitbull”, “Smash and Grab” e “Float”. Os dois restantes, “Wind” e “Loop”, chegarão à plataforma em 13 de dezembro e 10 de janeiro, respectivamente. Detalhe interessante: a equipe responsável pelos seis curtas se divide igualmente entre cineastas homens e mulheres. Embora demore um pouco mais para os fãs brasileiros poderem acessar a Disney+ (Disney Plus), a plataforma tem planos de expandir sua cobertura para a América Latina em 2020, já com produções locais. De todo modo, a primeira leva dos “Sparkshorts” não é inédita. Os três primeiros curtas tiveram première na SIGGRAPH (conferência de computação gráfica) do ano passado e foram disponibilizados no YouTube. Eles podem ser vistos já, imediatamente, logo abaixo. Confira após o trailer do projeto.
Marvel libera curta integral do Porco-Aranha com dublador do Aranhaverso
A Marvel divulgou em seu canal no YouTube o curta animado “Peter Porker – O Espetacular Porco-Aranha” (“Spider-Ham: Caught in a Ham”), que mostra uma aventura solo do personagem de “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018). Peter Porker fazia parte de um universo antropomórfico da Marvel, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. A tentativa de lançar quadrinhos de humor da Marvel teve curta duração. Por isso, a ideia de um Porco-Aranha só foi voltar a fazer rir numa piada aleatória do filme de “Os Simpsons” (em 2007), antes de ganhar proeminência no primeiro longa animado do Homem-Aranha. O curta foi lançado originalmente como um extra do blu-ray do filme vencedor do Oscar de Melhor Animação, e traz o comediante John Mulaney repetindo seu papel vocal como Porco-Aranha. Na trama, ele enfrenta seu grande inimigo, o Dr. Crawdaddy (voz de Aaron LaPlante, dublador dos Gremlins de “Hotel Transilvânia 3”) Roteiro e direção são de Miguel Jiron, que trabalhou na animação do “Aranhaverso”. Além de vencer o Oscar, “Homem-Aranha no Aranhaverso” foi sucesso de público e crítica e já teve sua sequência encomendada.
Arnold Schwarzenegger é o presidente dos EUA em foto de Kung Fury 2
A produção do filme indie “Kung Fury 2” divulgou uma foto da participação de Arnold Schwarzenegger como o presidente dos Estados Unidos. O filme é uma sequência em longa-metragem de um divertido curta feito por David Sandberg em 2015, uma homenagem aos filmes trash de ação de 35 anos atrás. No curta, Miami é mantida em segurança graças ao trabalho de Kung Fury, o melhor policial dos anos 1980. Seus Thundercops são uma força policial formada para derrotar o vilão Kung Fuhrer, Adolf Hitler. Mas a morte trágica de um de seus membros faz com que o grupo se dissipe, ao mesmo tempo que um vilão misterioso nasce das sombras para auxiliar o Fuhrer na busca da arma definitiva. Assim, Kung Fury deve viajar pelo espaço e pelo tempo para salvar seus amigos, defender a prestigiada Academia de Kung Fu de Miami e derrotar o mal de uma vez por todas. O longa também é dirigido por Sandberg, que ainda interpreta Kung Fury. E o elenco também inclui Michael Fassbender e Alexandra Shipp (ambos de “X-Men: Fênix Negra”), além de Jorma Taccone (“Popstar: Sem Parar, Sem Limites”) como Hitler e dublagem do veterano David Hasselhoff (“Supermáquina”). Schwarzenegger comentou a produção em seu Twitter. “Conheci David há mais de quatro anos quando ele me mostrou o curta de ‘Kung Fury’. Eu morri de rir e disse que se ele fosse fazer um longa disso, eu participaria. Agora nós estamos nos divertindo bastante durante a gravação do longa. A visão e persistência dele me inspiram, e espero que inspire vocês também”. Ainda não há previsão de estreia para a sequência de “Kung Fury”.
Curta oficial de Jurassic World mostra dinossauros soltos após o último filme
A Universal Pictures divulgou um curta derivado do universo de “Jurassic World”. Dirigido por Colin Trevorrow, que também comanda a franquia, “Battle at Big Rock” se passa um ano após os eventos de “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). O vídeo mostra o que aconteceu após os dinossauros saíram da Ilha Nublar e se espalharem pelo continente, mostrando o encontro inesperado dos bichos com uma família acampada num parque nacional. O elenco é encabeçado por Natalie Martinez (“Corrida Mortal”) e André Holland (“Moonlight”). A história foi escrita por Emily Carmichael, que também será roteirista de “Jurassic World 3”. A previsão de estreia da continuação é apenas para junho de 2021.
Diretor de filme LGBTQIA+ atacado por Bolsonaro diz sofrer ameaças de morte
O cineasta Bruno Victor Santos revelou que vem recebendo ataques nas redes sociais após seu filme “Afronte” ser mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) numa live. O projeto da adaptação do curta numa série foi citado entre por Bolsonaro numa live em agosto, em que o presidente se manifestou contra produções de temática LGBTQIA+, afirmando que não iria liberar verba para esse tipo de “filmes”. “Um discurso de ataque tão direto do presidente valida que outras pessoas façam o mesmo”, escreveu o diretor num desabafo publicado pelo site The Intercept Brasil. “E eu recebi ataques extremamente dolorosos, desde apoios à fala [de Bolsonaro] e à censura, até gente falando da cor da minha pele, da minha orientação sexual.” Bruno conta que ele foi chamado de “cosplay de Marielle Franco” em um dos ataques. Ele considera motivo de orgulho ser comparado à figura da vereadora assassinada em 2018, mas o motivo da associação é o pior possível. “O que eles estão falando que eu mereço ter uma morte parecida com a dela. E eu fiquei com medo, me retirei das redes sociais. E sei que essas pessoas são covardes e gostam de violência, e que elas querem que a população preta, principalmente LGBT, continue sendo massacrada”, declarou. Codirigdo por Bruno Victor e Marcus Azevedo, o curta “Afronte” mostra a realidade vivida por negros homossexuais no Distrito Federal. Exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no Festival de Brasília em 2017, a obra venceu o Prêmio Saruê, concedido pelo jornal Correio Braziliense no evento da capital – o nome é homenagem ao longa-metragem “O País de São Saruê”, de Vladimir Carvalho, retirado do Festival de Brasília em 1971 por conta da censura. “Confesso que não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja, ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme mostrando a realidade vivida por negros homossexuais no DF, não dá para entender. Mais um filme que foi para o saco”, disse o Bolsonaro, deixando claro a ordem de impedir a produção do projeto. Seis dias depois, uma portaria do Ministério da Cidadania suspendeu o edital para a produção das séries atacadas pelo presidente – que, na ocasião da live, achava que eram filmes. Para não fazer as séries, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afetou apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. E isso já traz consequências claras para o setor. Após a fala de Bolsonaro e a ação de Osmar Terra, entidades LGBTQIA+ denunciam o presidente na Procuradoria Geral da República por homofobia e o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro já instaurou um inquérito civil para apurar a suspensão do edital. A suspeita de homofobia também é uma das questões apuradas. Além disso, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. Bolsonaro já foi condenado por declarações homofóbicas em 2011, tendo que pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça. Isto porque na época o crime não era equiparado ao racismo, que contempla penas de reclusão. Isto mudou neste ano, em entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que igualou as punições a todos os atos de intolerância.
Bruna Linzmeyer vai estrelar curta LGBTQIA+ com a cantora Zélia Duncan
A atriz Bruna Linzmeyer (“O Filme da Minha Vida”) vai estrelar um curta com a cantora Zélia Duncan em “homenagem às sapatonas”, como diz o perfil do projeto no Instagram. Lésbicas e militantes na causa LGBTQIA+, elas atuarão em “Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui”, com roteiro e direção de Érica Sarmet. No filme, Zélia Duncan interpreta Vange, uma motoqueira solitária que “se encanta pela relação e liberdade de quatro garotas”, de acordo com a descrição de sua personagem. Uma dela é Rô, vivida por Bruna Linzmeyer. “No filme, Vange (Zélia Duncan), uma motoqueira solitária, se encanta pela relação e liberdade de 4 garotas, Rô (Bruna Linzmeyer), Ângela (Lorrane Motta), Alice (Camila Rocha) e Granado (Clarissa Ribeiro), com quem passa um final de semana onde trocas sobre a vivência e a cultura sapatão se fazem presentes, acompanhadas de um afeto mútuo que aos poucos se instaura”, diz a sinopse. Não há previsão de estreia.
Animação brasileira com Rodrigo Santoro é premiada no Festival de Veneza
O curta animado “A Linha”, de Ricardo Laganaro, foi premiado com o troféu de Melhor Experiência em Realidade Virtual do Festival de Veneza. O filme foi exibido na mostra dedicada a obras em Realidade Virtual, que exploram as possibilidades de interação entre público e filme. Com 13 minutos, o curta é narrado por Rodrigo Santoro e conta a história de um menino tímido que se apaixona por uma jovem, na São Paulo dos anos 1940. O espectador participa da trama ajudando o protagonista a escolher caminhos e a entregar uma flor à moça. “Incrível ser o segundo brasileiro aqui esta noite, não?”, disse o animador, ao receber o prêmio, referindo-se à conquista de Bárbara Paz, cujo filme “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” foi considerado o Melhor Documentário do festival, em exibição na Mostra Venezia Classici.
Mostra do Filme Marginal sofre censura no Rio de Janeiro
A 3ª Mostra do Filme Marginal sofreu censura do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro. Os organizadores do evento foram comunicados que três curtas da programação tinham sido vetados e não poderiam ser exibidos. “Após o envio da programação, a instituição nos comunicou sobre a impossibilidade de exibição de três filmes selecionados. Não concordamos com o entendimento da instituição e nos posicionamos contrário a postura da mesma”, acusaram os curadores da mostra em comunicado, destacando que sofreram censura. Os três filmes proibidos foram “Mente Aberta”, “Rebento” e “Nosso Sagrado”. Nos dois primeiros, há referências ao presidente Jair Bolsonaro. “Mente Aberta”, de Getúlio Ribeiro, cineasta de Nova Iguaçu, trata de “um sujeito que se autodenomina um ‘cidadão de bem’, tem uma relação opressora com a família e tenta nos convencer de que é a vitima”. Nele, Getúlio usa três declarações do Bolsonaro, não editadas, e de diferente momentos da carreira dele. “Não existe homofobia no Brasil”, “Nenhum pai gostaria de chegar em casa e ver seu filho brincando de boneca” e “eu sou a favor da tortura, você sabe disso. E o povo brasileiro também”. “O filme já passou em outros festivais e isso nunca aconteceu comigo. Vi coisa muito mais radical que não foi censurada. É um filme de oito minutos, que passaria, a galera ia ver e ficaria por isso”, disse o diretor Getúlio Ribeiro ao jornal O Globo. Os diretores dos outros curtas preferiram não se manifestar. Mas os curadores da mostra foram incisivos, aptando por cancelar todo o evento na CCJF por não aceitarem censura. Isso não significa que as forças obscuras venceram. Ao contrário. Toda a mostra, inclusive com os “proibidões”, será exibida na íntegra em novo local, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Em resposta à polêmica, o Centro Cultural da Justiça Federal emitiu com um comunicado em que diz que “a restrição das temáticas propostas ao CCJF dá-se estritamente pelo dever constitucional de imparcialidade a que está submetido o Poder Judiciário Federal”. E lista: “O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) tem, dentre seus critérios estabelecidos para sediar eventos culturais e artísticos, o de não promover produções de cunho corporativo, religioso ou político-partidário, independentemente de que pessoa, instituição ou conceito ideológico esteja sendo defendido ou criticado”. O país não via um filme ter sua exibição proibida por motivo estritamente político desde “Pra Frente Brasil”, de 1982, durante a ditadura militar.
Ilha das Flores é eleito melhor curta brasileiro de todos os tempos
A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) realizou uma eleição entre seus membros para apuração de um ranking com os melhores curtas brasileiros de todos os tempos. E o 1º lugar ficou com “Ilha das Flores”, que projetou o cineasta Jorge Furtado para além do Rio Grande do Sul. A produção gaúcha, disponível na plataforma Canal Brasil Play, venceu o Festival de Gramado de 1989. No ano seguinte, ganhou o Urso de Prata da categoria no Festival de Berlim, em 1990. Aclamado pela crítica, tornou-se tema de aula nas escolas e objeto de estudo de teses acadêmicas. O curta mostra em 12 minutos a trajetória de um tomate desde sua plantação até ser rejeitado dentro de uma casa e virar objeto de disputa entre humanos e porcos em um lixão. Outros títulos destacados pela votação incluem “Di” (1977), de Glauber Rocha, Blábláblá” (1968), de Andrea Tonacci, “A Velha a Fiar” (1964), de Humberto Mauro, e “Couro de Gato” (1962), de Joaquim Pedro de Andrade, que completam o Top 5. Furtado tem outo trabalho na lista, “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda” (1986), co-dirigido com José Pedro Goulart, na 20ª posição. O resultado servirá de base para um livro realizado em parceria com Canal Brasil e Editora Letramento. Intitulado “Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”, a publicação será lançada no segundo semestre de 2019, com ensaios dedicados a cada um dos títulos. Veja abaixo uma versão completa de “Ilha das Flores”, em baixa definição.










