Riri Williams, a sucessora do Homem de Ferro, ganha carne e osso em vídeo do MIT
Riri Williams, a sucessora de Tony Stark nos quadrinhos da Marvel, ganhou sua primeira versão de carne e osso. A origem da heroína Coração de Ferro inspirou uma curta publicitário do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a mais prestigiada faculdade de tecnologia dos Estados Unidos. Criado pelos próprios alunos do instituto (a protagonista é a estudante Ayomide F, que vai se formar no ano que vem), o vídeo surpreende pela capacidade de narrar a história com emoção e ótimos efeitos visuais. A escolha da personagem não foi aleatória. Nos quadrinhos, Riri é uma estudante prodígio do MIT, que usa seus conhecimentos para criar, por conta própria, uma armadura tecnológica similar à do Homem de Ferro. Impressionando Stark, ela ganha aval para se tornar a mais nova super-heroína da Marvel, que ainda nem completou um ano de existência e já está fazendo propaganda na internet.
Curta sci-fi estrelado por Anton Yelchin vai virar superprodução da Warner
O curta sci-fi “Rise” (2016), um dos últimos trabalhos do ator Anton Yelchin (“Star Trek: Sem Fronteiras”), falecido em junho passado, chamou a atenção dos grandes estúdios americanos e acabou tendo seus direitos adquiridos pela Warner Bros, que pretende transformar sua história numa superprodução, repleta de efeitos visuais. “Rise” se passa em um futuro distópico, onde a tentativa de criação de uma inteligência artificial provoca o início de uma guerra entre homens e máquinas. David Karlak, diretor do curta, vai repetir a função na versão em longa-metragem. Ele escreveu o roteiro original com a dupla Patrick Melton e Marcus Dunstan, roteiristas da franquia “Jogos Mortais” e criadores do terror “O Colecionador de Corpos”, no qual o diretor trabalhou como supervisor de efeitos visuais. O trio também está desenvolvendo um thriller sobrenatural para a Fox, intitulado “Outliers”. Ainda não há informações sobre a data de lançamento do filme, mas o curta pode ser visto abaixo.
Fotos de bastidores registram começo das gravações da continuação de Simplesmente Amor
Surgiram as primeiras fotos dos bastidores do curta que vai marcar o reencontro dos personagens de “Simplesmente Amor” (2003), uma das comédias românticas mais queridas do século. As imagens foram disponibilizadas no Twitter da roteirista Emma Freud e revelam o início das gravações, com participações do diretor Richard Curtis e dos atores Hugh Grant e Martine McCutcheon. Os dois intérpretes viveram um dos casais da trama original e ainda estão juntos na sequência. Pela encenação, ele também parece continuar a exercer o cargo de Primeiro Ministro britânico. O reencontro está sendo produzido como parte da campanha beneficente anual da Comic Relief, instituição de caridade britânica que usa artistas famosos e humor para ajudar a diminuir a pobreza em vários países do mundo. Richard Curtis é um dos fundadores da instituição. A ideia é mostrar num curta de 10 minutos como estão os personagens em 2017. O resultado será exibido no dia 24 de março no canal BBC One, como parte do Red Nose Day, espécie de Criança Esperança britânico. Por sinal, o curta foi batizado de “Red Nose Day Actually”, numa referência ao evento e ao título original da comédia, “Love Actually”. Além do casal mencionado, também participarão do reencontro Keira Knightley, Colin Firth, Liam Neeson, Bill Nighy, Rowan Atkinson, Lucia Moniz, Thomas Brodie-Sangster, Olivia Olson e até o matador de zumbis Andrew Lincoln. Muitos usuários pediram uma homenagem ao ator Alan Rickman, que participou do filme e morreu no ano passado, mas Emma Thompson informou que não participará do reencontro justamente porque Rickman, seu par na comédia, não será mencionado. “Simplesmente Amor” foi também um dos primeiros trabalhos de Rodrigo Santoro em inglês, mas nem ele nem seu par romântico, Laura Linney, foram citados no projeto.
Emma Thompson não participará da sequência de Simplesmente Amor devido à morte de Alan Rickman
A atriz Emma Thompson não vai participar da sequência de “Simplesmente Amor” (2003), a comédia romântica adorada de Richard Curtis, que mostrará num curta-metragem o que aconteceu com seus personagens após 14 anos. Mas não porque ela se recusou. O motivo foi a morte do intérprete de seu par romântico no filme, o ator Alan Rickman, falecido no ano passado. Emma Thompson explicou ao jornal The Guardian que Richard Curtis escreveu a ela enquanto planejava o filme e confessou a dificuldade de escalá-la. “Richard me escreveu e disse: ‘Querida, não podemos fazer nada para você por causa de Alan’, e eu respondi: ‘Não, é claro, seria triste, muito triste’”, contou. A atriz também disse que, como o curta é planejado para ajudar a Comic Relief, uma instituição de caridade britânica, abordar a perda do colega não seria uma boa opção. “É muito cedo. Nós pensamos e pensamos sobre ele, mas pareceu errado. Foi absolutamente a decisão certa”, admitiu. No filme lançado em 2003, Emma Thompson interpretava a esposa de Rickman, que estava considerando um caso extraconjugal com uma colega de trabalho. O ator morreu em janeiro de 2016, vítima de um câncer. A produção será estrelada pelos atores que participaram do filme original, Hugh Grant, Keira Knightley, Colin Firth, Liam Neeson, Bill Nighy, Rowan Atkinson, Martine McCutcheon, Lucia Moniz, Thomas Brodie-Sangster, Olivia Olson e até o matador de zumbis Andrew Lincoln. O filme foi também um dos primeiros trabalhos de Rodrigo Santoro em inglês, mas o nome do brasileiro não foi mencionado. Na trama, ele fez par romântico com Laura Linney. A ideia é mostrar num curta de 10 minutos como estão os personagens em 2017. O resultado será exibido no dia 24 de março no canal BBC One durante o Red Nose Day, espécie de Criança Esperança britânico.
Primeiro curta de Godard, considerado perdido, reaparece na íntegra no YouTube
Um dos filmes mais raros do mundo apareceu completo no YouTube. Trata-se do primeiro curta de ficção do mestre francês Jean-Luc Godard e considerado perdido. Intitulado “Une Femme Coquette” (uma mulher faceira), a produção de 1955 é filmada em preto e branco e, em seus 9 minutos, já demonstra a energia e rebeldia que marcaria “Acossado” (1960) e a nouvelle vague, antecipando a revolução sexual dos anos 1960. Baseado em uma história escrita por Guy De Maupassant, o curta mostra as tentativas de uma jovem de flertar com um estranho. Agnès (Maria Lysandre), uma jovem burguesa de Genebra, escreve (e narra) uma carta para uma amiga contando como acabara de trair o marido. Fascinada pelos gestos e atitudes adotados por uma prostituta para atrair seus clientes, Agnès decide imitá-la e seduz o primeiro homem que vê (Roland Tolma), em um banco de jardim. A produção traz uma aparição do próprio Godard, então com 24 anos, e foi readaptada no clássico longa-metragem “Masculino-Feminino”, em 1965. Como curiosidade, o diretor é creditado com um pseudônimo, Hans Lucas, que Godard usava para escrever críticas.
Comédia romântica cult Simplesmente Amor vai ganhar continuação por uma boa causa
Uma das comédias românticas mais queridas do século, “Simplesmente Amor” (2003) vai ganhar continuação em um curta-metragem, produzido como parte da campanha beneficente anual da Comic Relief, instituição de caridade britânica que usa artistas famosos e humor para ajudar a diminuir a pobreza em vários países do mundo. Segundo o site da rede britânica BBC, parceiro da Comic Relief, o filme será escrito e dirigido por Richard Curtis, que comandou o longa de 2003 e é um dos fundadores da instituição. A produção será estrelada pelos atores que participaram do filme original, Hugh Grant, Keira Knightley, Colin Firth, Liam Neeson, Bill Nighy, Rowan Atkinson, Martine McCutcheon, Lucia Moniz, Thomas Brodie-Sangster, Olivia Olson e até o matador de zumbis Andrew Lincoln. O filme foi também um dos primeiros trabalhos de Rodrigo Santoro em inglês, mas o nome do brasileiro não foi mencionado. Na trama, ele fez par romântico com Laura Linney. A ideia é mostrar num curta de 10 minutos como estão os personagens em 2017 e será exibido no dia 24 de março no canal BBC One durante o Red Nose Day, espécie de Criança Esperança britânico. No Twitter, a roteirista Emma Freud pediu sugestões de enredo para seus seguidores, afirmando que o roteiro ainda está sendo escrito. Muitos usuários pediram uma homenagem ao ator Alan Rickman, que integrou o elenco original e morreu no ano passado.
Zootopia vence o Annie 2017, o “Oscar da animação”
“Zootopia: Essa Cidade é o Bicho” foi o grande vencedor do Annie Awards, considerado o Oscar da animação. A animação da Disney conquistou seis prêmios, incluindo o de melhor filme animado, na cerimônia que aconteceu no domingo (5/2), em Los Angeles. Com uma mensagem sobre respeito à diversidade, “Zootopia” se passa em uma cidade habitada por diversas espécies animais, em que uma coelha tentar quebrar com os padrões para ser respeitada como policial. Além de Melhor Animação do ano, o longa também levou os troféus de Direção, Roteiro, Design de Personagem, Storyboard de Filme Animado e Dublagem. Vencedor também do Globo de Ouro, o filme desponta como grande favorito ao Oscar 2017 em sua categoria. Os vencedores do Annie têm conquistado o troféu da Academia em todas as premiações desde 2006. Outra animação da Disney, “Moana” levou dois troféus, de Efeitos Especiais e Dublagem, neste último em empate com “Zootopia”, enquanto “Piper”, da Pixar, conquistou o prêmio de Melhor Curta Animada. O estúdio ainda contabilizou vitórias nas categorias live action, pela criação de personagens digitais de “Mogli, o Menino Lobo” e os efeitos de “Doutor Estranho”. “Kubo e as Cordas Mágicas”, que concorria em 10 categorias, ganhou três prêmios, de Animação de Personagem, Design de Produção e Edição. As animações “Pearl”, “Bobs Burger” e “Caçadores de Trolls” dividiram os prêmios na categoria TV. Confira abaixo a lista dos vencedores nas principais categorias da premiação. CINEMA MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO Zootopia MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO INDEPENDENTE A Tartaruga Vermelha MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO Piper MELHOR DIREÇÃO Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush, por Zootopia MELHOR ROTEIRO Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush, por Zootopia MELHOR DUBLAGEM Auili’i Cravalho, por Moana: Um Mar de Aventuras Jason Bateman, por Zootopia MELHORES EFEITOS EM ANIMAÇÃO Moana: Um Mar de Aventuras MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Zootopia MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM Zootopia MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION Mogli – O Menino Lobo MELHORES EFEITOS EM LIVE-ACTION Doutor Estranho MELHOR TRILHA-SONORA O Pequeno Príncipe TELEVISÃO MELHOR ANIMAÇÃO INFANTIL A Hora da Aventura MELHOR ANIMAÇÃO ADULTA Bob’s Burgers MELHOR DIREÇÃO Patrick Osborne, por Pearl MELHOR ROTEIRO Lizzie Molyneux e Wendy Molyneux, por Bob’s Burgers MELHOR DUBLAGEM Carlos Alazraqui, por The Mr. Peabody & Serman Show MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM Caçadores de Troll MELHOR TRILHA-SONORA Pearl
Kristen Stewart publica artigo científico sobre inteligência artificial
Depois de atriz, modelo e recentemente diretora, Kristen Stewart busca ser reconhecida como cientista. Ela foi coautora de uma artigo científico sobre Inteligência Artificial, desenvolvido em parceria com Bhautik J Joshi e David Shapiro, respectivamente engenheiro de efeitos especiais e produtor de sua estreia na direção, o curta “Come Swim”. Publicado online no site arXiv.org, vinculado à Universidade de Cornell, instituição de ensino privada de Nova York, o texto explica uma técnica digital desenvolvida para o filme, chamada Transferência de Estilo Neural, que na verdade é uma forma de inteligência artificial que transfere o estilo visual de uma coisa para outra usando um mapeamento de imagens baseado no aprendizado de uma máquina. O filme mostra duas perspectivas do dia de um homem, com metade das imagens com visual realista e a outra metade no estilo de pintura impressionista. Este efeito foi realizado por meio da Transferência de Estilo Neural. Segundo o artigo, trata-se de “uma técnica marcante e recentemente desenvolvida que usa redes neurais para redesenhar artisticamente uma imagem no estilo de uma imagem usada como fonte”. O artigo cientifico detalha o uso desta técnica em um cenário de produção, aplicando-a para redesenhar cenas-chave em ‘Come Swim’ no estilo da pintura impressionista que inspirou o filme. “Documentamos como a técnica pode ser conduzida dentro da estrutura de um processo criativo iterativo para obter uma aparência desejada e propor o amplo mapeamento do espaço de parâmetros para o controle criativo. Esperamos que este mapeamento possa fornecer ideias sobre prioridades em pesquisas futuras.” O site permite que qualquer pessoa submeta artigos acadêmicos sem precisar da “aprovação dos pares”, ou seja, não foi necessário que um professor ou pesquisador de alta graduação aprove o conteúdo antes de publicá-lo. No entanto, todo o conteúdo submetido é moderado. E os frequentadores da comunidade elogiaram a pesquisa. “Come Swim” está na programação do Festival de Sundance, nos EUA.
Financiamento de Chaves brasileiro fracassa e o projeto vai virar quadrinhos
O sonho do diretor mineiro Marcos Pena de lançar uma continuação para “Moleque”, o seu “Chaves” brasileiro, acabou. Após o curta inspirado na série mexicana atingir mais de 200 mil visualizações no YouTube (veja aqui) e ser selecionado para festivais na Espanha, Argentina, Índia, Malta, Bolívia e Estados Unidos, o cineasta apostou em um financiamento coletivo para realizar um segundo filme, mas a arrecadação foi irrisória: menos de 2% do orçamento. Devido ao fracasso do crowdfunding, o segundo curta-metragem de “Moleque” foi cancelado, mas o roteiro ainda pode ser aproveitado. Ele divulgou um vídeo (veja abaixo) contando o que aconteceu e convidando artistas de quadrinhos a procurá-lo, visando realizar uma adaptação da história como uma graphic novel. E já deu resultado. Ele fechou com o desenhista que assumirá o projeto: Dan Arrows, conhecido por assinar a HQ “Samurai Boy”. A história será mais sombria do que a do primeiro episódio, seguindo uma trama dos Espíritos Zombeteiros. “Tentei a ideia de ser uma coisa meio ‘Stranger Things’, mas vamos tentar transpor na HQ’, o diretor contou ao UOL. E apesar do fracasso de seu crowdfrunding, Pena planeja fazer um novo financiamento coletivo para vender o material. “Vamos fazer um box com a HQ inédita, o DVD com o primeiro filme e outros brindes. A tiragem será limitada, então só as pessoas que reservaram pelo financiamento terão direito”, contou. O cineasta projeta ainda um terceiro episódio em formato de game.
21 astros de Hollywood cantam I Will Survive em vídeo da revista W
A revista W reuniu alguns dos maiores astros de Hollywood da temporada e pediu para eles cantarem “I Will Survive”, o clássico de Gloria Gaynor que marcou a era das discotecas. A música já ganhou muitas conotações ao longo da história, sendo a mais clara a de quem se assume gay. No contexto atual, a luta pela sobrevivência das estrelas parece dirigida à presidência de Donald Trump. No total, 21 artistas participaram do projeto: Emma Stone, Natalie Portman, Amy Adams, Matthew McConaughey, Andrew Garfield, Felicity Jones, Mahershala Ali, Dakota Fanning, Chris Pine, Michelle Williams, Naomi Harris, Michael Shannon, Greta Gerwig, Ruth Negga, Joel Edgerton, Hailey Stenfeld, Anya Taylor-Joy, Alden Ehrenreich, Dev Patel, Lucas Hedges e Taraji P. Henson, que arrasa na parte final. A maior parte deles apoiou publicamente a candidata derrotada Hillary Clinton. Dirigido pela editora da revista, Lynn Hirschberg, o vídeo edita trechos de cada interpretaçã, realizada de jeitos diferentes, numa montagem que fica entre o empolgante e o engraçado. Confira abaixo.
Vídeo criativo transforma 2016 em filme de terror
As mortes de tantas celebridades e os acontecimentos traumáticos de 2016 inspiraram o Friend Dog Studios a produzir um curta em forma de trailer para “2016: The Movie”, transformando o ano num filme de terror. Tudo começa de forma inocente, com a comemoração do ano novo numa casa nova, mas de repente coisas inesperadas começam a acontecer, como a morte de lendas, de David Bowie à Carrie Fisher, celulares explodem, a Inglaterra deixa a União Europeia e um serial killer com a máscara de Donald Trump acaba de vez com a tranquilidade dos personagens. É bem divertido, mas a esperança é que não haja uma sequência. Ou que “2017: The Movie” seja uma comédia.
Andrea Tonacci (1944 – 2016)
Morreu o cineasta Andrea Tonacci, um dos principais nomes do cinema marginal brasileiro. Ele faleceu na sexta-feira, vítima de câncer no pâncreas. Tonacci nasceu em Roma, na Itália, em 1944, e se mudou com a família para São Paulo aos 10 anos. Fez sua estreia no cinema com o curta “Olho por Olho” (1966), feito na mesma época e com a mesma equipe de “Documentário”, de Rogério Sganzerla, e “O Pedestre”, de Otoniel Santos Pereira. Seu primeiro longa, “Bang-Bang” (1971), com Paulo Cesar Pereio numa máscara de macaco, se tornou um marco do cinema marginal brasileiro, como ficou conhecida a geração contracultural, que reagia ao intelectualismo exacerbado do Cinema Novo. A ditadura militar não distinguia entre os dois movimentos e tratava de dificultar a exibição por igual. Por isso, o filme teve carreira restrita a cineclubes no Brasil, mas acabou escolhido para a prestigiada Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Rodada em Belo Horizonte, a obra trazia Pereio mascarado e delirante, em fuga de sujeitos estranhos, e pode ser interpretada como alegoria à falta de saídas diante da ditadura. Ele também provocou a ditadura com o curta “Blábláblá” (1968), em que o ator Paulo Gracindo vivia um ditador demagógico. Mas não demorou a abandonar as alegorias para mostrar o que realmente acontecia no país, aproximando-se da linguagem documental e se especializando em temas da cultura indígena. Em curto período, ele dirigiu filmes como “Guaranis do Espírito Santo” (1979), “Os Araras” (1980) e “Conversas no Maranhão” (1977-83). Nos anos 1990, fez apenas um documentário sobre a “Biblioteca Nacional” (1997) para ressurgir com força na década seguinte com seu filme mais impactante, “Serras da Desordem” (2006), que resgata a história do massacre da tribo Awá-Guajá nos anos 1970 na Amazônia, a partir do ponto de vista de um sobrevivente. Combinação de documentário com ficção, o longa venceu os prêmios de Melhor Filme, Direção e Fotografia no Festival de Gramado. E recentemente entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). O último filme de Tonacci foi “Já Visto Jamais Visto” (2014), no qual o cineasta revisita suas memórias com registros inéditos de imagens de família, viagens, projetos inacabados, etc. No começo do ano, ele completou o balaço com uma homenagem e retrospectiva no Festival de Tiradentes, em celebração aos seus 50 anos de carreira.
New York Times celebra em fotos e curtas os melhores atores de 2016: Natalie Portman, Emma Stone, Casey Affleck, Kristen Stewart, etc
O jornal The New York Times lançou seu ensaio tradicional dedicado aos atores que se destacaram ao longo do ano. Para a edição de 2016 foi reunido um grupo impressionante de intérpretes, que participaram de sessões de fotos e da produção de curtas temáticos. A lista inclui Ruth Negga (destaque por “Loving”), Natalie Portman (“Jackie”), Isabelle Huppert (“Elle”), Emma Stone (“La La Land”), Casey Affleck (“Manchete à Beira-Mar”), Kristen Stewart (“Café Society”), Don Cheadle (“Miles Ahead”), Taraji P. Henson (“Estrelas Além do Tempo”), Sasha Lane (“Docinho da América”), Krisha Fairchild (“Krisha”), Royalt Hightower (estrela mirim de “The Fits”), Denzel Washington e Viola Davis (ambos por “Fences”), Alex Hibbert, Ashton Sanders e Trevant Rhodes (que interpretaram o mesmo personagem em “Moonlight”), A estética clássica de Hollywood escolhida para demonstrar o talento da classe de 2016 foi “L.A. Noir”. Mas com um toque do século 21. Isto é, a fotografia em noir et blanc foi feita com câmeras de VR, gerando vídeos em 360 graus. Dirigidos por Gina Prince-Bythewood (“A Vida Secreta das Abelhas” e “Bastidores da Fama”) e Ami Canaan Mann (“Jackie & Ryan: Amor Sem Medidas”), os curtas são marcados por pouca luz, fumaça de cigarros e ambientação de bar, onde um desfile de mulheres fatais, gângsteres, músicos de jazz e cerco policial recriam o imaginário noir dos anos 1940. Já o ensaio fotográfico foi assinado pelo inglês Jack Davison. Confira abaixo.












