Os Novos Mutantes tem estreia digital anunciada pela Amazon
Depois de tantos adiamentos, o longa dos Novos Mutantes deve ser lançado direto em streaming. O filme do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) apareceu nesta segunda (4/5) em pré-venda digital na Amazon nos Estados Unidos, com o preço de US$ 25 para compra – e não para aluguel – , mas a loja digital não informa quando ele será disponibilizado. Veja abaixo. A Amazon fechou um acordo internacional com a Disney, que lhe deu prioridade de lançamento de filmes do estúdio nos países que ainda não tem acesso à plataforma Disney+ (Disney Plus) – caso do Brasil. Mas o anúncio de VOD sugere que “Os Novos Mutantes” terá distribuição fora do streaming do estúdio até na América do Norte. A Disney ainda não se pronunciou oficialmente sobre o destino da produção, que deveria chegar aos cinemas no dia 2 de abril. A estreia foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, mas nenhuma outra data foi anunciada para seu lançamento. O estúdio já divulgou um novo cronograma para os filmes adiados pela crise sanitária sem citar “Os Novos Mutantes”. Por outro lado, adiantou que “Artemis Fowl” sairia diretamente em streaming, pela plataforma Disney+ (Disney Plus). O silêncio embute uma culpa da própria Disney no destino do longa. Concebido para inaugurar uma nova franquia derivada dos X-Men, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. O trabalho de pós-produção foi interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. Boone só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.
Rolling Stones disponibilizam shows antigos no YouTube. Veja
Os Rolling Stones anunciaram que vão exibir documentários de antigas turnês em seu canal no YouTube, para ajudar a entreter os fãs durante o período de isolamento social. O projeto recebeu o nome de “Extra Licks” e vai durar seis semanas, apresentando um show diferente a cada domingo, sempre a partir das 16 horas. O primeiro vídeo já foi disponibilizado neste domingo (3/5) e traz 53 minutos de shows da turnê de 2016, realizados na Argentina, Brasil (no Morumbi) e no Peru, durante a última passagem da banda pela América Latina. Partes dessa performance já apareceram no documentário da turnê, “Olé Olé Olé: A Trip Across Latin America”, lançado em Blu-ray há quatro anos e que também inclui cenas no Brasil. Depois disso, os Stones só fizeram mais uma turnê mundial, a “No Filter Tour”, que foi interrompida duas vezes, primeiro por uma cirurgia cardíaca de Mick Jagger e mais recentemente pela pandemia do novo coronavírus.
Desafio junta Scarlett Johansson, Margot Robbie, Zoe Saldana e dublês em vídeo de lutas virtuais
A dublê e atriz Zoë Bell, que protagonizou “À Prova de Morte” (2007), de Quentin Tarantino, lançou um desafio para as colegas de filmes de ação, envolvendo-as numa briga virtual coletiva. A brincadeira começou no TikTok, primeiro entre dublês, e acabou chegando às outras redes sociais com a participação de estrelas famosas, numa distribuição de chutes, socos e golpes de todos os tipos contra as câmeras. O resultado, muito bem editado e produzido pela própria Bell, pode ser visto abaixo. Além de estrelas como Florence Pugh (“Midsommar”), Scarlett Johansson (“Viúva Negra”), Rosario Dawson (“Demolidor”), Halle Berry (“X-Men”), Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”), Drew Barrymore, Cameron Dias (ambas de “As Panteras”) e suas dublês, o vídeo também mostra atrizes incorporando personagens de seus filmes, como Daryl Hannah, voltando a viver Ellie Driver, de “Kill Bill” (2004), Lucy Lawless com o chakram de “Xena: A Princesa Guerreira” e Margot Robbie, apelando ao taco de beisebol da Arlequina. Confira abaixo a corrente da porrada à distância, que monstra como as profissionais do cinema de ação estão matando o tédio e mantendo a forma durante o isolamento social preventivo contra a pandemia de coronavírus.
J.K. Rowling doa 1 milhão de libras para ajudar vulneráveis à pandemia de coronavírus
A escritora J.K. Rowling, que criou “Harry Potter” e assina os roteiros da franquia “Animais Fantásticos”, anunciou a doação de 1 milhão de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,8 milhões) para ajudar populações vulneráveis afetadas pela pandemia da covid-19. O anúncio foi feito no sábado (2/5), dia do 22º aniversário da Batalha de Hogwarts, que na saga de “Harry Potter” marca o maior confronto entre os aliados do bruxinho e as forças de Lord Voldemort. Após dizer que parecia inadequado falar de mortes da ficção neste momento em que vivemos, em que tantas pessoas estão perdendo seus entes queridos, Rowling afirmou que faria a doação para ajudar “os mais pobres e mais vulneráveis, que são mais afetados”. Metade da quantia doada pela autora será destinada a uma organização que presta auxílio aos sem-teto, enquanto a outra metade irá para uma instituição voltada a mulheres em situação de violência doméstica. “Como sempre em uma crise deste tipo, os mais vulneráveis são os que mais sofrem”, ela escreveu no Twitter. A doação ocorre um mês após Rowling, que tem 54 anos e é casada com um médico, dizer que havia se recuperado de uma suspeita de covid-19 após ficar doente por duas semanas. Ela disse ter três profissionais de serviços essenciais em sua família imediata e que estava dividida entre “orgulho e ansiedade”. A contribuição de Rowling marca a mais recente doação de uma celebridade aos esforços de assistência. Longe de ser um “grande equalizador”, como disse Madonna, repetindo alguns políticos, a pandemia não afeta ricos do mesmo modo que os pobres, por isso a solidariedade se mostra absolutamente relevante para preservar vidas.
Sebastião Salgado lança campanha contra extermínio indígena por covid-19 com apoio da O2 Filmes
A O2 Filmes realizou um vídeo em apoio a uma campanha do fotógrafo Sebastião Salgado para que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros intervenham e evitem um extermínio indígena por conta da pandemia do novo coronavírus. Produzido pelo cineasta Fernando Meirelles (“Dois Papas”), o vídeo tem narração do premiado fotógrafo e é ilustrado por fotos que ele tirou ao longo dos sete anos em que conviveu com os povos da Amazônia, além de incluir os rostos de alguns apoiadores famosos. A campanha busca assinaturas numa petição que já conta com mais de 6 mil signatários, incluindo algumas personalidades nacionais e internacionais, como Paul McCartney, Madonna, Chico Buarque, Brad Pitt, Richard Gere, Meryl Streep, Glenn Close, Sylvester Stallone, Sting, João Carlos Martins, Caetano Veloso e os cineastas Oliver Stone, Pedro Almodóvar, Alfonso Cuarón, Alejandro G. Iñárritu e, claro, Fernando Meirelles. A lista também traz os nomes do escritor Mario Vargas Llosa, da modelo brasileira Gisele Bündchen, da apresentadora e empresária americana Oprah Winfrey, do príncipe Albert de Mônaco, do cientista brasileiro Carlos Nobre e muitos outros. “Os povos indígenas do Brasil enfrentam uma ameaça extrema à sua própria sobrevivência devido à pandemia de coronavírus. Há cinco séculos atrás, esses grupos étnicos foram dizimados por doenças trazidas pelos colonizadores europeus. Desde então, sucessivas crises epidemiológicas mataram a maioria de suas populações. Agora, com esse novo flagelo se espalhando rapidamente por todo o Brasil, povos indígenas, como aqueles que vivem isolados na Bacia Amazônica, podem ser completamente eliminados, uma vez que não têm defesa contra o Coronavírus. Sua situação é duplamente crítica, porque os territórios reconhecidos para o uso exclusivo dos povos indígenas estão sendo invadidos por atividades ilegais de garimpeiros, madeireiros e grileiros”, alerta o fotógrafo na petição. “Esses povos indígenas fazem parte da extraordinária história de nossa espécie. Seu desaparecimento seria uma grande tragédia para o Brasil e uma imensa perda para a humanidade. Não há tempo a perder”, completa o texto da campanha, assinado por Salgado e sua esposa, Lélia Wanick Salgado. Para completar a mensagem, o vídeo produzido por Meirelles pede: “pressione o governo”, além de pedir para que a campanha seja compartilhada. O endereço da petição é este aqui), e a iniciativa também tem uma página no Instagram: 2020 Indígenas. Salgado, Meirelles e a O2 Filmes já tinham trabalhado juntos anteriormente num vídeo sobre a Amazônia concebido para eventos da Cúpula do Clima, da ONU, em setembro passado.
Dinheiro que pode salvar indústria audivisual está bloqueado há 17 meses por Bolsonaro
Jair Bolsonaro já demonstrou claramente como gosta de governar: criando crises para causar paralisias setoriais. O caso mais dramático acontece na área da Cultura. Ao tomar posse em Brasília, ele transformou o MinC em Secretaria e a subordinou ao Ministério da Cidadania. Poucos meses depois, trocou tudo de novo, transformando a Cultura num apêndice do Ministério do Turismo. Só que “esqueceu” de completar totalmente a mudança, criando impasses no organograma que deixam a pasta numa espécie de limbo, dividida entre dois ministérios. Paralelamente, Bolsonaro também “esqueceu” de nomear representantes de comitês e agências, vetou renovações de leis de incentivo, impediu patrocínios de estatais e reduziu a importância do secretário especial da Cultura até transformá-lo num cargo figurativo e tapa-buraco. Aliados do presidente espalham nas redes sociais que a atual secretária, Regina Duarte, já estaria com os dias contados. Ela foi empossada sob ataques de bolsonaristas e, dois meses depois, ainda não terminou o processo de definir os novos chefes de fundações, museus, entidades, pastas, etc, devido a vetos daquele que teria lhe dado “carta branca”. Quando cair, quem assumir seu lugar provavelmente recomeçará todas as nomeações de novo, com nova “carta branca” de Bolsonaro. A repetição escancarada do método revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. Esta paralisia por incompetência planejada tem acumulado uma fortuna nos cofres do governo. E ajudado a quebrar setores que Bolsonaro considera inimigos. Em crise desde antes da pandemia do novo coronavírus, graças à suspensão de fontes de verbas que dependiam de liberação estatal, a indústria audiovisual brasileira experimenta uma agonia sem precedentes. Enquanto isso, o governo deixa parado mais de R$ 700 milhões do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), que deveriam ter sido liberados no começo de 2019. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida fizeram com que o governo Bolsonaro levasse 12 meses para viabilizar a criação do comitê responsável por formular editais e gerir o FSA. E mesmo formado há cinco meses, o comitê ainda não se reuniu uma vez sequer para deliberar sobre a verba – sua função primordial. Por conta disso, o dinheiro que poderia salvar a indústria audiovisual do país está bloqueado há 17 meses sob o caos criado propositalmente pelo governo Bolsonaro. Embora a secretaria da Cultura tenha sido transferida para o Ministério do Turismo, o comitê gestor do FSA ainda está ligado, em seu organograma, ao Ministério da Cidadania. Essa é uma das confusões propositais que impedem o andamento de muitas medidas. São propositais, porque o presidente não faz nada para colocar ordem na situação, apesar de apelos de representantes do setor e provavelmente da própria Regina Duarte. Mas não há pressa. Para manter tudo parado, Bolsonaro só avança para dar ré. Outro exemplo dessa estratégia de rodar parafuso espanado materializa-se na iniciativa de nomear para a Ancine pessoas que o mercado jamais pressionaria para que assumissem logo suas funções. Bolsonaro indicou em fevereiro um pastor, Edilásio Barra, o Tutuca, e a produtora de um festival evangélico, Veronica Blender, para duas de três vagas que estão abertas na diretoria da Ancine desde o ano passado. Nomes sem nenhuma representatividade, quase nulidades no mercado, e até agora nenhum dos dois foi sabatinado pelo Senado. A situação de Blender é até pior. Sua indicação sequer foi enviada para análise pelo Planalto. Com tanta inércia, o dinheiro do FSA continua aplicado e rendendo juros. Estes juros não podem ser revertidos diretamente em novos projetos. Eles são remetidos ao Tesouro Nacional. Como a taxa Condecine, que gera o montante do FSA, não deixou de ser cobrada, os mais de US$ 700 milhões declarados, relativos a taxação da indústria audiovisual em 2018, já dobraram e começam a triplicar. Os números totais não foram revelados. Mas o governo deve ter mais de US$ 1,5 bilhão da indústria audiovisual bloqueados, enquanto o setor quebra. Como o comitê gestor não formula editais nem providencia a gestão dessa verba, a Ancine resolveu formular sua própria política para o dinheiro, propondo emprestar à juros para cineastas e produtores. O dinheiro, que deveria servir como investimento em fomento, viraria assim instrumento bancário. Só que até esse desvio de objeto – pode chamar de acinte – precisaria de aval do comitê gestor… Enquanto isso, a indústria segue quebrando, porque subestima Bolsonaro. Muitos ainda acham que é possível argumentar com o governo do “e daí?”. Já deveria ser evidente que o FSA só será liberado por via judicial.
Estreia de John Wick 4 é adiada em um ano
A estreia de “John Wick 4” foi adiada em um ano, devido à pandemia do novo coronavírus. Originalmente previsto para 21 de maio de 2021, o filme agora só vai estrear em 27 de maio de 2022. A mudança significa um alívio para os fãs de Keanu Reeves, que temiam ter que escolher entre este filme e “Matrix 4”, programados para estrear no mesmo dia. Os mais entusiasmados, que pretendiam ver os dois, chegaram a batizar 21 de maio de 2021 de “Keanu Day” nas redes sociais. Por curiosidade, Chad Stahelski, o diretor de “John Wick 4”, revelou nesta semana que vai coordenar cenas de ação em “Matrix 4”. Ele e seu colega David Leitch, que dirigiram juntos o primeiro filme da nova franquia, trabalharam na trilogia original de “Matrix” como dublês, coordenadores de dublês e diretores de segunda unidade. “John Wick 4” ainda não começou a ser filmado. A produção aguarda o final dos trabalhos em “Matrix 4” para poder contar com Keanu, mas este filme teve as filmagens suspensas em seu começo, pela pandemia. De todo modo, o longa de Stahelski foi apenas uma das produções da Lionsgate a ter sua data de lançamento afetada pela pandemia do coronavírus. O estúdio anunciou ainda novas datas para “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” e “Dupla Explosiva 2”, entre outros. Chama atenção o fato de que o primeiro lançamento programado para o estúdio vai acontecer em outubro deste ano. Confira as novas datas abaixo, lembrando que elas se referem às estreias nos Estados Unidos. “Fatale”: 30 de outubro de 2020 “Voyagers”: 25 de novembro de 2020 “The Devil’s Light”: 8 de janeiro de 2021 “Chaos Walking”: 22 de janeiro de 2021 “The Unbearable Weight of Massive Talent”: 19 de março de 2021 “The Asset”: 23 de abril de 2021 “Espiral”: 21 de maio de 2021 “Barb and Star Go to the Vista Del Mar”: 16 de julho de 2021 “Antebellum”: agosto de 2021 “Dupla Explosiva 2”: agosto de 2021 “American Underdog”: 10 de dezembro de 2021 “John Wick 4”: 27 de maio de 2022
Petra Costa diz que coronavírus revela “ódio pela humanidade” de alguns políticos
A cineasta Petra Costa, indicada ao Oscar 2019 pelo documentário “Democracia em Vertigem”, apresentou uma masterclass de três horas em streaming no festival de cinema suíço Visions du Reél, na quinta-feira (30/4), em que falou de seu próximo projeto, o documentário “Distopia”, sobre as consequências da pandemia do novo coronavírus. Falando sobre o aspecto político da covid-19, ela diz ter constatado que a doença deixou claro o fascismo de alguns líderes políticos, especialmente no Brasil. “Eu acho que a pandemia revela muito do que não era óbvio para todos: essa retórica fascista estava escondida atrás da retórica do ódio pelo diferente, pela esquerda, pelo Partido dos Trabalhadores, pelos artistas, gays, mulheres”, opinou a cineasta, em registro da revista Variety. “O que o coronavírus mostra é que se trata de um ódio pela humanidade. Um desejo por morte”, apontou. O novo filme de Petra Costa, cujo título veio à tona na palestra, é um filme sobre o isolamento social a partir do ponto de vista da população brasileira, conforme atravessa o atual período. Para reunir as imagens, ela fez um pedido em suas redes sociais para que pessoas de todo o país encaminhassem vídeos com seus cotidianos e testemunhos da pandemia. “Estamos coletando narrativas e perspectivas de várias pessoas sobre suas quarentenas. Eu convido a qualquer um que queira compartilhar suas imagens e vamos pagar por tudo caso as utilizemos. Adoraríamos compor um mosaico com as mais variadas visões”, ela explicou. Contatos e vídeos devem ser encaminhados para o email dystopia@buscavidefilmes.com. A tendência é que o resultado seja tão polarizador quanto “Democracia em Vertigem”, pois o Brasil jamais deixou de lado a polarização desde o Impeachment de Dilma Rousseff, culminando na eleição de Jair Bolsonaro à presidência. Na palestra, Petra explicou que “Democracia em Vertigem” foi resultado de seu tempo. “O filme só poderia ser polarizador porque o que aconteceu era polarizador. Construíram um muro em frente ao Congresso. Qualquer filme sobre o que aconteceu no Brasil nos últimos cinco anos seria polarizador”, explicou. “Eu já estava lidando com essa divisão dentro da minha própria família e como encontrava essa contradição do Brasil ali”, relembrou. Sobre a possibilidade de uma continuação de seu documentário mais famoso e premiado, Petra deixou a questão em aberto. “É algo que me assombra também. Não tenho resposta para isso ainda”, admitiu.
Madonna diz ter anticorpos para o novo coronavírus
A cantora e cineasta Madonna revelou em um vídeo no Instagram que fez um teste de anticorpos para o novo coronavírus e apresentou resultado positivo. A revelação aparece no 14º vídeo diário que a cantora tem postado com o título “Quarentena”. “Fiz um teste no outro dia. E descobri que tenho os anticorpos. Então amanhã, vou apenas dar uma volta longa em um carro, vou abrir a janela e respirar, vou respirar no ar da covid-19. Sim. Espero que o sol esteja brilhando”, disse. O vídeo foi feito em tom de performance e Madonna não explicou se sentiu algum sintoma da doença ou se ficou assintomática. Segundo a agência americana de controle de doenças, um resultado positivo deste teste “mostra que você tem anticorpos que provavelmente resultaram de uma infecção pela covid-19”. Entretanto, a Organização Mundial de Saúde diz não há indícios suficientes para garantir que uma pessoa fica imune a covid-19 depois de desenvolver anticorpos com a superação de uma infecção, nem que deixa de ser imediatamente transmissor do vírus – por isso, a necessidade de quarentena. Exemplo de persistência do vírus, o jogador argentino Dybala, da Juventus, coleciona três diagnósticos positivos para a doença, espaçados por semanas, e aguarda o resultado do quarto em isolamento social. Madonna tem 63 anos de idade e pertence ao grupo de risco do coronavírus. Veja seu vídeo performático abaixo. Ver essa foto no Instagram #staysafe #staysane Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 30 de Abr, 2020 às 1:46 PDT
Will Smith faz reencontro virtual com elenco de Um Maluco no Pedaço
O ator Will Smith voltou a reencontrar sua família televisiva favorita, com uma reunião virtual do elenco de “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel-Air). A reunião do elenco original da série dos anos 1990 aconteceu durante um episódio da série “Will from Home”, que Will Smith está gravando em sua casa para a plataforma Snapchat. Foi a primeira vez que todos os atores se reuniram desde 1996, ano em que a série deixou de ser produzida. Na transmissão, Smith bateu um papo com seus primos da ficção, Alfonso Ribeiro, Tatyana Ali e Karyn Parson – Carlton, Ashley e Hilary Banks, respectivamente. A tia Vivian (Daphne Maxwell Reid), o mordomo Geoffrey (Joseph Marcell) e o melhor amigo de Will na série, Jazz (DJ Jazzy Jeff), também participaram do reencontro. Eles conversaram sobre como “Um Maluco no Pedaço” marcou suas vidas para sempre. “Algum de vocês tem problema em se sentir preso com o mundo esperando que vocês sejam sempre seus personagens?”, quis saber Will. Jazzy contou que até hoje os fãs não se esquecem de seu aperto de mão – pra lá de especial – com Will. “Eu ficava realmente incomodado que todos queriam fazer o aperto de mão. Dava pra ver nos olhos das pessoas quando eles estavam prestes a fazer o aperto de mão, e eu só pegava suas mãos e apertava. Fora isso, estou bem”, recordou o DJ, que chegou a pegar covid-19, mas já está melhor. Smith também recordou como Alfonso teve um papel importante na escolha do nome de seu personagem. “Se você vai mesmo fazer essa série, você precisa ser o Will Smith”, recordou o eterno Carlton, ao tocarem no assunto. Desde a época, eles já sentiam que seriam lembrados pelo show. “Foi um baita insight profundo que você teve, você disse, ‘Porque as pessoas vão te chamar disso pelo resto da vida’”, lembrou o protagonista, que até então era mais conhecido como o rapper Fresh Prince. Eles também homenagearam o ator James Avery, intérprete do adorável Tio Phil, que morreu em 2013 aos 68 anos. Veja abaixo.
The Flash: Coronavírus interrompeu negociações para renovação do contrato do astro da série
A pandemia do novo coronavírus não interrompeu apenas a 6ª temporada de “The Flash”. O ator Grant Gustin, protagonista da série, revelou que a suspensão dos trabalhos paralisou também as negociações sobre a extensão de seu contrato por mais dois anos. O contrato entre ator e os produtores prevê apenas mais uma temporada de “The Flash” e as partes negociavam uma extensão até a 9ª temporada. “As conversas foram iniciadas para adicionar a 8ª e a 9ª, mas essa pandemia aconteceu e tudo parou”, ele contou ao site TV Line. “Não sei quando vamos voltar [a gravar episódios] e nem quando vamos retomar as negociações”, afirmou o ator. Com a interrupção das gravações do sexto ano, a temporada vai acabar com apenas 19 episódios, o total produzido, em 19 de maio nos EUA. “The Flash” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Chefe da Universal diz que o público vê mais filmes em casa que no cinema
Envolvido numa polêmica com as grandes redes de exibição após lançar “Trolls 2” diretamente para locação digital nos EUA, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, parabenizou nesta quinta (30/4) a iniciativa dos responsáveis pela disponibilização do desenho animado, que rendeu mais de US$ 100 milhões em VOD, e ainda disse que o público vê mais filmes em casa que nas salas do circuito cinematográfico. O comentário de Shell aconteceu durante uma videoconferência com acionistas do estúdio e membros da imprensa. Após salientar que “a distribuição tradicional nos cinemas sem dúvidas voltará a ser a peça central das nossas operações” após a pandemia, Shell concluiu que a disponibilização digital de filmes, seja em plataformas de assinatura, como a Netflix, ou por locação via serviços on demand (VOD), também precisa ser considerada importante. O executivo comentou de forma entusiasmada os resultados obtidos com o lançamento de “Trolls 2” em VOD, que foi o estopim para o conflito entre o estúdio e os exibidores. “Os números que conseguimos foram muito interessantes. O filme estava pronto, e a gente investiu muito dinheiro nele. Além disso, o público estava precisando de uma opção infantil em casa”, argumentou. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2”. O problema é que, ao comemorar esses números e sinalizar que o estúdio deve lançar mais filmes dessa forma, Shell despertou a ira do parque exibidor. Grandes redes de cinema, como AMC Theatres e Regal Cinemas, nos EUA, e Odeon, no Reino Unido, afirmaram que, quando reabrirem para o público, vão boicotar os filmes da Universal. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. “Eu acho que os consumidores voltarão aos cinemas quando puderem, mas o streaming será parte do esquema de distribuição, querendo ou não. Mesmo que seja como uma oferta complementar”, conclui Shell, em sua avaliação do futuro do negócio cinematográfico.
BBC estuda colocar equipes de séries em quarenta conjunta para retomar a produção de episódios
A BBC está estudando a possibilidade de colocar atores, diretores, roteiristas e técnicos de séries em quarentena juntos, para que possam ser retomadas as produções de novos episódios de suas atrações. A iniciativa partiu de Piers Wenger, responsável pelo departamento de dramas da emissora. Falando em sessão virtual do Festival de Edimburgo, acompanhada pelo jornal The Guardian, o executivo citou reality shows como “Strictly Come Dancing” e novelas como “EastEnders”, além de “dramas de alto calibre” (a BBC produz títulos como “Peaky Blinders”, “Doctor Who” e “Line of Duty”). Wenger admitiu que a emissora teria que pagar mais para grandes astros aceitarem ficar em quarentena, totalmente afastados de suas famílias e suas vidas normais, durante o período de produção de uma série. No entanto, ele disse que a BBC “não terá outra escolha se quiser retomar a produção de originais”. Quanto a reality shows como “Strictly”, a ideia seria retomar as filmagens com equipes completas, mas sem auditório. Por enquanto, novelas como “EastEnders” estão mostrando capítulos inéditos em dias alternados, para esticar o período em que podem aproveitar as cenas gravadas antes do agravamento da pandemia. A BBC acredita que o público logo deve se cansar dos “programas caseiros”, como lives de artistas musicais e talk shows por videoconferência com convidados em suas casas. “Não queremos que tudo seja feito no Zoom para sempre”, definiu Wenger.












