Bilheterias: Sully mantém liderança faturando mais que Bruxa de Blair e O Bebê de Bridget Jones juntos
Novo drama estrelado por Tom Hanks, “Sully: O Herói do Rio Hudson” se manteve na liderança das bilheterias norte-americanas (EUA e Canadá) pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando mais que a soma da estreia de duas continuações de franquias famosas, que tiveram grande investimento em marketing para sua divulgação. O filme dirigido por Clint Eastwood, baseado na história real do piloto que evitou uma tragédia recente na aviação americana, fez US$ 21,8 milhões e já se aproximou dos US$ 100 milhões mundiais, um desempenho promissor para seu orçamento de US$ 60 milhões. “É uma história bem feita”, disse Jeff Goldstein, vice-presidente-executivo de distribuição da Warner Bros. em comunicado, ressaltando ainda que “o boca a boca é sensacional”. As continuações que decepcionaram foram “Bruxa de Blair” e “O Bebê de Bridget Jones”, sequências de filmes que chegaram ao cinema uma geração atrás. Nenhum dos dois longas rendeu grandes filas, arrecadando US$ 9,7 milhões e US$ 8,2 milhões, respectivamente. O valor só não representa um fracasso para “Bruxa de Blair”, porque foi filmado com câmeras portáteis e pouco investimento, com um orçamento de produção de US$ 5 milhões – menor, inclusive, que seus gastos de marketing. Já o “O Bebê de Bridget Jones” custou US$ 35 milhões e provavelmente o dobro disso em marketing, tamanha a presença do filme na mídia. A estreia no Brasil está marcada para 29 de setembro. O terceiro lançamento da semana, “Snowden”, de Oliver Stone, abriu em 4º lugar, mas não muito distante dos demais, com US$ 8 milhões. Cinebiografia do informante Edward Snowden, que denunciou o programa de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional) americana, responsável pela vigilância da internet e dos celulares de todos os cidadãos, a produção custou US$ 40 milhões, mas foi econômica em sua divulgação, apostando na repercussão de sua première no Festival de Toronto. O problema é que a crítica não se entusiasmou. O longa teve 58% de aprovação na média do Rotten Tomatoes, bem mais que os 37% de “Bruxa de Blair”, mas bem menos que os 78% do terceiro “Bridget Jones”. Para piorar sua perspectiva de rendimento internacional, “Snowden” não tem previsão de lançamento no Brasil. O terror “O Homem nas Trevas” fecha o Top 5, atingindo uma arrecadação doméstica de US$ 75,3 milhões, que o consolida como o segundo maior sucesso do gênero na América do Norte em 2016 – atrás somente de “Invocação do Mal 2”, com US$ 102,4 milhões nos EUA e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 22 milhões Total EUA: US$ 70,5 milhões Total Mundo: US$ 93,9 milhões 2. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 9,6 milhões Total EUA: US$ 9,6 milhões Total Mundo: US$ 14,5 milhões 3. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 8,2 milhões Total Mundo: US$ 38,1 milhões 4. Snowden Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 8 milhões Total Mundo: US$ 8 milhões 5. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 75,3 milhões Total Mundo: US$ 107 milhões 6. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 22,6 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 7. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 4,7 milhões Total EUA: US$ 313,7 milhões Total Mundo: US$ 718,8 milhões 8. As Aventuras de Robinson Crusoé Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 27,5 milhões 9. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 44,2 milhões Total Mundo: US$ 54,6 milhões 10. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 72,8 milhões Total Mundo: US$ 113 milhões
Diretor de Napoleon Dynamite vai filmar Bater ou Correr 3
A MGM contratou o diretor Jared Hess (“Napoleon Dynamite”) para comandar o terceiro “Bater ou Correr”. Caso os leitores precisem de ajuda para lembrar, já que o último filme da “franquia” passou há 13 anos, “Bater ou Correr” é uma comédia western de 2000, que junta os atores Jackie Chan e Owen Wilson. Para ajudar ainda mais: é basicamente “A Hora do Rush”, só que com cowboys. No primeiro filme, dirigido por Tom Dey (“Armações do Amor”), Chan vive um guarda imperial chinês que precisava resgatar uma princesa com a ajuda de um ladrão de trens interpretado por Wilson. No segundo, “Bater ou Correr em Londres”, sob o comando de David Dobkin (“Penetras Bons de Bico”), a dupla luta contra um grupo criminoso que assassinou o pai do personagem de Chan. Nenhum deles foi um estouro comercial. Juntos, os filmes arrecadaram US$ 187 milhões nas bilheterias mundiais. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o terceiro longa vai se chamar “Shanghai Dawn” (título original). Detalhes sobre a nova trama ainda não foram revelados, mas a história foi novamente concebida por Miles Millar e Alfred Gough (criadores das séries “Smallville” e “Into the Badlands”), dupla que assinou as duas tramas anteriores, mas roteirizada pelos estreantes Theodore Riley e Aaron Buchsbaum. Antes disso, o diretor Jared Hess lança outra parceria com Owen Wilson: Gênios do Crime, comédia que ainda inclui no elenco Zach Galifianakis e Kristen Wiig, com estreia marcada para 29 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Roubo da Taça é respiro de bom humor em meio à fase triste das comédias brasileiras
É curioso notar como poucas coisas evoluíram, três décadas após o roubo da taça Jules Rimet, conforme mostrado pelo diretor Caito Ortiz e o roteirista Lusa Silvestre em “O Roubo da Taça”. Assim como em 1983, o Brasil vive novamente um período de crise, com a inflação nas alturas, o aumento desenfreado do desemprego e um sentimento coletivo de desesperança. Por tudo isso, é compreensível a comoção que se impôs quando a CBF anunciou o roubo da taça Jules Rimet, um símbolo de orgulho para uma nação aos frangalhos, que ao menos tinha se provado vitoriosa por três vezes no gramado, número de edições da Copa do Mundo de Futebol que o país tinha vencido, para ficar definitivamente com a Taça. O fato de termos servido de palco para receber a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 só estreitam os paralelos. Em “O Roubo da Taça”, a recriação do crime é relativamente fiel. São os personagens os elementos mais ficcionais da produção, especialmente Dolores (Taís Araújo), não somente a companheira de Peralta (Paulo Tiefenthaler), o idealizador do roubo, como também a narradora informal da história e a única figura que não tem equivalente na realidade. Agente de seguros, Peralta vive na pindaíba por sustentar o vício em jogos de azar. Quando deve um valor exorbitante, as abordagens de Bispo (Hamilton Vaz Pereira), o seu agiota, ganham um tom de ameaça. Vem assim o esquema com o seu amigo Borracha (Danilo Grangheia), em furtar a réplica da taça Jules Rimet na sede da CBF para revendê-la. No entanto, a dupla de paspalhos descobre, a partir dos noticiários, que a taça em exibição era a original. O crime, claro, se transformou em um escândalo e as investigações da Polícia Federal, temida como nunca num Brasil recém-saído do período de ditadura, buscava intervir com métodos nada éticos. Por isso, a insegurança de Peralta e Borracha, que se veem em apuros para repassar a taça. Além da história, é importante salientar o quanto “O Roubo da Taça” é fiel em sua recriação de época. Premiado no Festival de Gramado, Fábio Goldfarb assina uma direção de arte que deslumbra principalmente pela atenção aos pequenos detalhes, como os rótulos de produtos e os utensílios comuns no cotidiano da classe média dos anos 1980. Também laureado em Gramado, o diretor de fotografia Ralph Strelow encontra as cores certas para preservar uma atmosfera retrô sem que ela soe falsificada. Raridade em nossas comédias, “O Roubo da Taça” consegue fazer com que a narrativa iguale o mesmo refinamento de sua estética. Com senso de ritmo, Caito Ortiz também é dono de um bom timing cômico, jamais permitindo que o humor se exceda ao ponto de fazer chacota de uma história verídica com alguns traços sombrios. Outra distinção é como os personagens parecem se portar diante de uma linha tênue, que separa o heroísmo da vilania. E isto é um bem-vindo alívio, em meio a uma safra que parece obcecada em fabricar lições de moral. O filme inteiro é um respiro de qualidade e bom-humor que redime a triste fase das comédias brasileiras. (Leia também a entrevista com o diretor e o roteirista)
Easy: Série de humor sexual com Orlando Bloom ganha fotos e trailer legendado
A plataforma de streaming Netflix divulgou 10 fotos, o pôster e o primeiro trailer legendado de “Easy”, nova série de comédia que só fala daquilo. Concebida como uma antologia tradicional, com episódios independentes, a série vai acompanhar diversos personagens em busca de amor, mas principalmente de sexo. Criada por Joe Swanberg (“Um Brinde à Amizade”), a série terá oito episódios escritos, dirigidos e produzidos pelo cineasta indie, que reuniu um grande elenco para sua estreia no gênero, destacando atuações de Orlando Bloom (“O Hobbit”), Malin Akerman (série “Trophy Wife”), Jake Johnson (série “New Girl”), Dave Franco (“Vizinhos”), Hannibal Buress (“Dois Caras Legais”), Emily Ratajkowski (“Garota Exemplar”), Jacqueline Toboni (série “Grimm”), Kiersey Clemons (“Um Vizinho Perigoso”), Michael Chernus (série “Orange Is the New Black”), Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem entre Gigantes”), Aya Cash (série “You’re the Worst”), Kate Micucci (“Sonhos à Deriva”) e Elizabeth Reaser (“Crepúsculo”), entre outros. “Easy” estreia na Netflix na quinta-feira (22/9).
Ed Helms e Owen Wilson são bastardos no trailer de comédia besteirol
A Roadshow Films divulgou três fotos e o primeiro trailer de “Bastards”, besteirol em que Ed Helms ignora a curva perigosa e volta a pegar a estrada, após o fracasso da continuação de “Férias Frustradas” (2015). Em vez de uma bela mulher e filhos irritantes, desta vez ele vai acompanhado de Owen Wilson (“Os Estagiários”), que interpreta seu irmão gêmeo (!). Na trama, os dois descobrem que são bastardos após sua mãe, vivida por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”), confessar que inventou um pai, supostamente morto de câncer, para não traumatizá-los, mas nunca soube quem a engravidou. Isto porque, conforme eles descobrem, ela era muito popular. Felizes por saberem que têm um pai vivo, eles só precisam descobrir agora quem ele é. E dê-lhe estrada, no melhor (ou pior) estilo “Debi e Lóide”. O elenco inclui, entre os candidatos a papai, os atores J.K. Simmons (“Whiplash”), Terry Bradshaw (“Armações do Amor”) e até Ving Rhames (“Missão Impossível: Nação Secreta”). O filme marca a estreia na direção de Lawrence Sher, diretor de fotografia da trilogia “Se Beber, Não Case!” (protagonizada por Helms) e foi escrito por Justin Malen, que, tomara, tenha se esforçado mais em sua vindoura adaptação de “Baywatch”. A comédia estreia em 16 de março no Brasil, dois meses após o lançamento nos EUA.
No Tomorrow: Remake de série brasileira ganha pôster e novos comerciais
A rede americana CW divulgou o pôster e dois novos comerciais de “No Tomorrow”, série de comédia baseada na produção brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. As prévias exploram o aspecto romântico da premissa, sobre um casal que constrói seu relacionamento em torno da crença que o mundo vai acabar em poucos meses. A série gira em torno de Evie, personagem de Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), empregada de uma grande loja, cuja falta de carisma é compensada por seu excesso de otimismo. Sua vida sem graça vira do avesso quando ela conhece Xavier com X, um hipster new age vivido por Joshua Sasse (série “Galavant”), que leva a vida seguindo o slogan “Carpe Diem” (aproveitar o dia). O encanto com o belo exemplar masculino, porém, não a impede de reparar que ele é um pouquinho maluco, ao decidir largar o emprego e viver intensamente como se não houvesse amanhã, porque acredita mesmo que não vai haver amanhã – ou pelo menos não haverá 2018, já que o mundo vai acabar em oito meses e 20 dias, com a colisão de um asteroide. Dividida, ela não sabe se foge do louco ou se deixar levar, aproveitando a “apocalista” do rapaz para se divertir, enquanto o mundo – ou o romance – não acaba. O remake alterou a premissa da produção da rede Globo para adequá-la aos dias atuais, já que, na série brasileira, o maluco acreditava numa profecia maia sobre o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012. “Como Aproveitar o Fim do Mundo” durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação de uma novela venezuelana), “No Tomorrow” é a única série nova de comédia da próxima temporada da rede CW, que, se não tem atraído público com o gênero, vem conquistando prêmios – com a própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”. A estreia vai acontecer em 4 de outubro nos EUA.
Evangeline Lilly será a mãe do anticristo em comédia de terror da Netflix
A atriz Evangeline Lilly (“Homem-Formiga”) vai estrelar a comédia de terror “Little Evil”, que está sendo produzida pela Netflix. Segundo o site da revista Variety, ela viverá a mulher dos sonhos de Adam Scott (série “Parks and Recration”), que também pode ser a mãe do anticristo. O filme tem direção e roteiro de Eli Craig, especialista no gênero terrir, que antes fez “Tucker e Dale Contra o Mal” (2004), mas teve seu piloto de série baseada em “Zumbilândia” recusado pela Amazon. Em “Little Evil”, Gary (Scott) consegue se casar com a mulher dos seus sonhos (Lilly), mas descobre que o filho de seis anos da amada pode ser o anticristo. O elenco ainda conta com Donald Faison (“KickAss 2”), Chris D’Elia (série “Undateable”), Bridget Everett (“Descompensada”), Clancy Brown (“Cowboys & Aliens”) e Tyler Labine (“Tucker e Dale Contra o Mal”). As filmagens devem começar na próxima semana em Cleveland para uma estreia em 2017.
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.
Divorce: Veja o trailer legendado da nova série de Sarah Jessica Parker
O canal pago HBO divulgou o pôster e o trailer legendado da série de comédia “Divorce”, que marca a volta de Sarah Jessica Parker à TV, 12 anos após o fim da série “Sex And The City” (1998-2004). A prévia mostra a dificuldade de convivência, irritação e falta de paciência que marca o final do relacionamento dos protagonistas, vividos por Parker e Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”). Em vez de palavras, eles se comunicam por atos de “guerra” e gestos agressivos. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), a série se passa em Nova York e contará a história de um processo de divórcio muito longo. A trama é centrada em Parker, que, após decidir se separar, percebe que a vida de divorciada é mais difícil que pensava. O elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”), Charlie Kilgore (“Moonrise Kingdom”) e Tracy Letts (série “Homeland”). A estreia está marcada para 9 de outubro.
The Big Bang Theory: Veja as fotos do casamento de Penny e Leonard
A rede americana CBS divulgou as fotos do episódio de estreia da 10ª temporada de “The Big Bang Theory”, que registram o casamento de Penny (Kaley Cuoco) e Leonard (Johnny Galecki). Trata-se da cerimônia tradicional, que o casal faz para agradar a família de Penny. Por conta disso, a série de comédia escalou novos atores para viverem a família da noiva. Katey Sagal (série “Sons of Anarchy”) interpretará a mãe e Jack McBrayer (série “30 Rock”) o irmão traficante da personagem. Por sua vez, o pai de Penny já tinha aparecido algumas vezes na atração, interpretado por Keith Carradine (série “Dexter”). Intitulado “The Conjugal Conjecture”, o episódio também vai lidar com o fato de o pai de Leonard e a mãe de Sheldon terem passado a noite juntos. 10ª temporada de “The Big Bang Theory” estreia na próxima segunda-feira (19/9) nos EUA.
Josh Hutcherson vai estrelar série de comédia sci-fi de Seth Rogen
O serviço de streaming Hulu anunciou a produção da 1ª temporada da série de comédia sci-fi “Future Man”, que será estrelada por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) e produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores-roteiristas de “A Entrevista” e criadores da série “Preacher”. De quebra, ainda divulgou a primeira foto, que pode ser conferida acima. “Future Man” é uma criação da dupla Kyle Hunter e Ariel Schaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells”, também produzida por Rogen e Goldberg. A trama gira em torno de Josh Futturman, que é apenas um zelador durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial. Segundo a sinopse, o personagem de Josh Hutcherson vive com os pais e tem um péssimo emprego no centro de pesquisas de disfunções sexuais Devlin. Após viver uma adolescência repleta de doenças, Josh tornou-se uma pessoa antissocial, com baixa auto-estima e dificuldade de se aproximar das mulheres. A única coisa em que se destaca é o Cybergeddon, game ambientado em um futuro distópico em que seu personagem, Future Man, é o campeão do mundo. Quando Josh ultrapassa o último nível, os personagens vão ao mundo real avisá-lo que o jogo era na verdade um vídeo de treinamento e que ele fora selecionado para viajar no tempo e ajudá-los a salvar o mundo. A questão é se ele está pronto. A resposta: claro que não. O elenco também inclui Eliza Coupe (série “Happy Endings”), Derek Wilson (série “Preacher”), Ed Begley Jr. (“Caça-Fantasmas”) e Glenne Headly (série “The Night Of”). O programa está previsto para estrear no Hulu em 2017.
The Last Man on Earth: Trailer da 3ª temporada revela nova ameaça à vida pacata do pós-apocalipse
A rede americana Fox divulgou uma imagem promocional, o pôster e o comercial da 3ª temporada de “The Last Man on Earth”. A prévia inclui elogios da crítica e mostra uma nova ameaça à tranquilidade pós-apocalíptica dos últimos moradores de Malibu, quando o ameaçador Pat Brown, o personagem de Mark Boone Junior (série “Sons of Anarchy”), desembarca na praia, acompanhado por homens em trajes protetores de ameaças biológicas. Pat Brown apareceu em dois episódios da temporada passada, tentando matar o astronauta vivido por Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), que é irmão de Phil (Will Forte), o protagonista da trama, e morrendo de medo do vírus que exterminou mais de 99% da humanidade. Criada e estrelada por Will Forte (“Nebraska”), e com produção da dupla de cineastas Phil Lord e Chris Miller (“Anjos da Lei”), “The Last Man on Earth” se passa após uma catástrofe deixar apenas um punhado de pessoas vivas no planeta. Apesar deste resumo trágico, trata-se de uma comédia bastante divertida, que foi indicada a quatro prêmios Emmy. A 3ª temporada estreia em 25 de setembro nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago FX.
Crazy Ex-Girlfriend: Comercial da 2ª temporada destaca elogios da crítica e premiações
A rede americana CW divulgou o comercial da 2ª temporada de “Crazy Ex-Girlfriend”, destacando as críticas positivas e suas premiações. Que sirva de incentivo ao público, já que, apesar dos elogios, “Crazy Ex-Girlfriend” tem o pior público entre todas as séries do canal, e só não foi cancelada porque é, ironicamente, também a mais prestigiada pelos formadores de opinião. Criada pela roteirista Aline Brosh McKenna (“O Diabo Veste Prada”) e a atriz Rachel Bloom (série “Frango Robô”), que protagoniza a atração, a série acompanha uma mulher (a própria Bloom) que jamais superou o rompimento com seu antigo namorado de colegial e um dia decide abandonar o trabalho e sua vida em Nova York para persegui-lo na pequena cidade de West Covina, na Califórnia. Obcecada, ela só pensa, fala e canta o ex. Isto é, a atração inclui canções e coreografias elaboradas de espetáculos musicais. Originalmente desenvolvida para o canal pago Showtime, “Crazy Ex-Girlfriend” foi resgatada pela CW, onde deu sequência à experiência da rede com comédias, após “Jane the Virgin” também cativar a crítica e as premiações. Insistindo no gênero, a CW ainda lançará na próxima temporada sua terceira série de comédia, “No Tomorrow”, que é remake da brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. A 2ª temporada de “Crazy Ex-Girlfriend” estreia em 21 de outubro nos EUA.












