Alicia Silverstone e Mena Suvari vão estrelar série feminista
O canal pago americano TV Land divulgou a foto do elenco (acima) para anunciar a aprovação do piloto e a encomenda da série de comédia “American Woman”, que é ligeiramente baseada na vida da atriz Kyle Richards. Ela foi uma das primeiras vítimas de Michael Myers em “Halloween” (1978) e participou das séries clássicas “Os Pioneiros” e “E.R.”, mas o público americano a conhece mais hoje em dia como uma das “Real Housewives of Beverly Hills”. A trama vai se passar na década de 1970, em meio à revolução sexual e à ascensão do feminismo. A ex-“Patricinha de Beverly Hills” Alicia Silverstone vai estrelar a atração como Bonnie Nolan, uma mãe com duas filhas (Makenna James e Lia Ryan McHugh) que se encontra diante de um mundo inteiramente novo após deixar seu marido. Enquanto se esforça para sustentar sua família, Bonnie também busca deixar a sua própria marca no mundo, junto com suas duas melhores amigas, Kathleen (a ex-“Beleza Americana” Mena Suvari) e Diana (Jennifer Bartels). O problema é que o mundo não está muito disposto a lhes facilitar nada. “American Woman” é uma criação de John Riggi (roteirista de “30 Rock”) e terá produção de John Wells (diretor de “Àlbum de Família” e produtor das séries “E.R.” e “Shameless”). Fofoca: a irmã de Kyle Richards, Kathy Hilton, teria dado piti ao saber que a série será produzida, receando que algumas histórias da época venham à tona. A 1ª temporada terá 12 episódios, mas a data de estreia ainda não foi divulgada.
Eu Fico Loko: Cinebiografia de Christian Figueiredo ganha clipe. Isto mesmo: cinebiografia de Christian Figueiredo!
Nesses dias em que 15 minutos de fama vale por uma vida inteira, mais um Youtuber está ganhando filme. A diferença é que, ao contrário da fantasia de fada de Kéfera Buchmann, o filme de Christian Figueiredo é uma cinebiografia. A obsessão do rapaz por se tornar popular atingiu outro nível, incentivada por produtores que consideram que sua história de vida é cinematográfica. Tudo bem, vai ver que ele lutou numa guerra, liderou um movimento, criou uma lei famosa, compôs hits que marcaram época, teve papéis icônicos, viveu romances escandalosos… Não? Não, ele tem 22 anos mesmo e seu filme é a história de um moleque que quer ser popular. O final é spoiler: ele vai fazer um filme sobre como era um moleque que queria ser popular. Enfim, Justin Bieber começou assim. E a maioria das pessoas sem idade para votar acha que ele é talentoso. E, como Justin Bieber começou assim, a primeira prévia do filme de Christian Figueiredo é um clipe. Ou melhor, um trailer com música, que os produtores chamam de clipe. E quer saber como as pessoas que podem votar não entendem nada (e sem precisar ver quem elegem)? O clipe/trailer já foi visto 1,7 milhão de vezes em quatro dias, no canal do Youtuber. O nome do filme, claro, é “Eu Fico Loko”, o mesmo do canal. A direção é de Bruno Garotti, que estreia na função após trabalhar como diretor assistente dos dois “S.O.S.: Mulheres ao Mar” e “Linda de Morrer”, entre outras produções. E o elenco destaca Alessandra Negrini (“2 Coelhos”) como a mãe do rapaz. A estreia dessa loucura está prevista para março. Vale avisar que, em janeiro, estreia “Internet – O Filme”, sobre Youtubers que queriam ser famosos e fizeram um filme sobre serem Youtubers que queriam ser famosos. O bagulho é loko.
Ninguém Entra, Ninguém Sai: Besteirol passado em motel ganha trailer, fotos e pôster
A Caribe Produções divulgou o pôster, as primeiras fotos e o trailer do besteirol “Ninguém Entra, Ninguém Sai”. O título, que lembra um quadro do antigo “TV Pirata”, adapta, na verdade, uma crônica de Luis Fernando Veríssimo. A prévia resume a piada – e é só uma piada, bastante estendida por diversos detalhes – , mostrando o que acontece quando um motel é cercado pela polícia e vários casais são surpreendidos sem poder sair do local, enquanto curiosos e a imprensa armam o circo. O filme marca a estreia de Hsu Chien na direção de longas. Taiwanês radicado no Brasil, ele foi assistente de direção de mais de 60 filmes, entre eles o americano “Turistas” (2006), o épico “Chatô, o Rei do Brasil” e diversos blockbusters do gênero besteirol, como “De Pernas pro Ar” (2010), “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013). O elenco junta um monte de coadjuvantes do Multishow, do Porta dos Fundos e do “Zorra”, da Globo, com Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”), uma irreconhecível Guta Stresser (a ex-Bebel de “A Grande Família”), André Mattos (de “Tropa de Elite”) e o homem, a lenda, o mito, o verdadeiro Sergio Mallandro (“Muita Calma Nessa Hora”). A estreia está marcada para 4 de maio.
A Última Ressaca do Ano: Trailer legendado traz festa natalina repleta de astros e destruição
A Paramount Pictures divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer legendado de “A Última Ressaca do Ano” (Christmas Office Party), que reúne uma seleção de astros de comédias americanas. A prévia mostra uma confraternização de fim de ano que foge de controle, como uma versão de escritório da festa teen de “Projeto X” (2012), com muitas piadas de sexo, álcool e destruição de propriedade. O elenco grandioso inclui Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”), Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), T.J. Miller (“Deadpool”), Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Jamie Chung (“Se Beber, Não Case! Parte II”), Jillian Bell (“Anjos da Lei 2”), Courtney B. Vance (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Randall Park (“A Entrevista”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), entre muitos outros. O filme tem direção da dupla Josh Gordon e Will Speck, que já dirigiu Aniston e Bateman na comédia “Coincidências do Amor” (2010), e foi escrito por outra dupla, Jon Lucas e Scott Moore, os responsáveis por “Se Beber, Não Case” (2009). De forma apropriada para a premissa natalina, a estreia está marcada para 8 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Lego Batman: Novo trailer da animação introduz o Coringa e Batgirl
A Warner Bros. divulgou novos pôster e trailer da animação “Lego Batman – O Filme”, spin-off de “Uma Aventura Lego” (2014). Em versão dublada e original (sem legendas), a prévia explora a solidão de Batman, a adoção de Robin, introduz o vilão Coringa e apresenta Barbara Gordon como a nova Comissária de Gotham City, cujo sonho é combater o crime com Batman. Na versão original, a voz de Batman é feita por Will Arnett, que dublou o herói em “Uma Aventura Lego”. Além dele, o elenco original destaca Michael Cera (“Scott Pilgrim contra o Mundo”) como a voz de Robin, Rosario Dawson (série “Demolidor”) como Barbara/Batgirl, Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”) como o Coringa, Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”) no papel de Alfred e a cantora Mariah Carey (“O Mordomo da Casa Branca”) como a Prefeita de Gotham City. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”) e a direção está a cargo de Chris McKay (série “Frango Robô”), que trabalhou como supervisor de animação de “Uma Aventura Lego”. “Lego Batman” tem estreia marcada para 9 de fevereiro de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Adam DeVine vai estrelar comédia de acampamento de mágicos da Disney
A Disney contratou Adam DeVine (“A Escolha Perfeita”) e Jeffrey Tambor (série “Transparent”) para protagonizarem sua nova comédia infantil “Magic Camp”. A história gira em torno do personagem de DeVine, que é convencido por seu ex-mentor (Tambor) a retornar ao acampamento de verão de sua juventude como conselheiro, na esperança de retomar sua carreira de mágico, e acaba encontrando inspiração na turma desorganizada e rebelde de aspirantes a mágicos. Além de mentor, o personagem de Tambor também é o proprietário do “Magic Camp”. A direção está a cargo de Mark Water (“Meninas Malvadas”), que volta à Disney onde dirigiu um de seus maiores sucessos, o remake de “Sexta-Feira Muito Louca” (2003). O projeto de “Magic Camp” já é antigo e chegou a ter Steve Martin (“Simplesmente Complicado”) cotado para o papel de mentor. Ele próprio escreveu a primeira versão do roteiro, que foi refeito recentemente por Dan Gregor e Doug Mand, roteiristas da série “How I Met Your Mother”. As filmagens vão começar em dezembro em Los Angeles e ainda não há previsão para a estreia.
Kevin Can Wait: Trailer revela participação de Adam Sandler na série de Kevin James
A rede CBS divulgou o trailer do próximo episódio de “Kevin Can Wait”, nova série de comédia estrelada por Kevin James (“O Zelador Animal”). E a surpresa fica por conta de uma participação bastante especial: Adam Sandler. Os dois amigões já fizeram diversos filmes juntos, com Sandler como protagonista. Agora, os papéis se invertem com a visita do comediante à série do parceiro. Na prévia, James até diz que ele é a pessoa mais importante na vida dele, exceto pela mulher. E, curiosamente, James e Sandler já foram até casados no cinema, em “Eu os Declaro Marido e… Larry” (2007). Entretanto, não é a primeira vez que Sandler visita uma série estrelada por Kevin James. Anos atrás, ele fez uma participação na sitcom que projetou o ator gordinho, “The King of Queens” (1998-2007). Em “Kevin Can Wait”, Kevin James vive um policial recentemente aposentado, que descobre que passar mais tempo com a esposa (Erinn Hayes, de “Childrens Hospital”) e os filhos pode ser mais difícil do que enfrentar o crime. A participação de Sandler em “Kevin Can Wait” vai acontecer no episódio “Who’s Better Than Us?”, em que Kevin fica sabendo como o seu ex-parceiro policial (Sandler) está muito feliz com o substituto que ocupou sua vaga. Com ciúmes, ele resolve lembrar ao amigo o que ele está perdendo. O papel do novato, por sinal, também será uma participação especial: o ex-campeão da UFC Chris Weidman. “Who’s Better Than Us?” vai ao ar na segunda-feira (7/11) nos EUA. A série será exibida no Brasil em breve pelo canal pago Warner.
Série de Zendaya, Agente K.C. é renovada pelo Disney Channel
O Disney Channel renovou a série teen “Agente K.C.”, estrelada por Zendaya, para sua 3ª temporada. Atualmente no ar em sua 2ª temporada, “Agente K.C.” é um dos maiores sucessos do Disney Channel, atingindo 106 milhões de espectadores, por meio de diversas plataformas, apenas nos EUA. Ao fazer o anúncio, Adam Bonnett, vice-presidente executivo de programação original, Disney Channels Worldwide mencionou o sucesso e a qualidade da atração. “Estamos muito orgulhosos do sucesso de ‘Agente KC’ e de como a série é popular em todas as nossas diferentes plataformas. A série vai continuar a entregar sequências de ação que ultrapassam os limites das produções de comédia com a mesma qualidade narrativa e elenco talentoso liderado pela incomparável Zendaya”. Zendaya acrescentou, no mesmo comunicado: “Estou feliz por poder continuar a fazer uma série positiva para as crianças de todo o mundo. Fiquem atentos para a 3ª temporada – que vai elevar tudo para o próximo nível!” A série de comédia e ação acompanha KC Cooper, uma geniazinha de matemática do ensino médio e fera em artes marciais, que vira uma super-espiã internacional para a agência secreta do governo conhecida apenas como a Organização. Quando não está tentando navegar os altos e baixos da vida adolescente com sua melhor amiga Marisa, KC, juntamente com seus pais, os agentes experientes Craig e Kira, e seus irmãos mais novos Ernie e Judy (um robô humanóide), realiza missões secretas para salvar o mundo todo. Lembrou de “Pequenos Espiões” (2001)? Apesar da renovação, será difícil segurar Zendaya por outro ano, já que a jovem atriz completou 20 anos em setembro, idade que a torna “velha” para o canal infantil. Além disso, ela começou a dar passos ousados no cinema, coestrelando o filme do “Homem-Aranha” como nada menos que Mary Jane Watson e participando do musical “The Greatest Showman”, ao lado de Hugh Jackman. Os dois filmes chegam aos cinemas em 2017.
Fala Sério, Mãe: Paulo Gustavo se junta a Ingrid Guimarães e Larissa Manoela em novo besteirol
Paulo Gustavo tem mesmo vocação para mãe. O astro da franquia “Minha Mãe É uma Peça” entrou no elenco do filme “Fala Sério, Mãe”. Ele postou uma foto no Instagram em que aparece ao lado das estrelas da produção, a rainha do besteirol Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e a atriz mirim Larissa Manoela (“Carrossel”). Por sinal, Larissa e Ingrid também postaram suas versões do selfie à três. O encontro dos campeões de bilheteria, porém, será breve. Gustavo escreveu ao lado da foto que sua participação é pequena. “Ontem fiz uma pequena participação, mas que eu fiquei imensamente feliz, no filme da minha amiga máxima @ingridguimaraesoficial! ‘Fala Sério, Mãe’ e ainda contracenei com essa linda e boa atriz @lmanoelaoficial! Amei! Muito Obrigado”, disse ele. Por sinal, a mãe do título, desta vez, não é Paulo Gustavo, mas a personagem de Ingrid Guimarães. Larissa, claro, vive a filha. E a pequena notável do SBT também terá a chance de contracenar com o namorado (como eles crescem rápido, hoje em dia), o ator João Guilherme Ávila (“Entrando numa Roubada”). O elenco da comédia ainda inclui Marcelo Laham (“Um Namorado para Minha Mulher”). A trama é baseada no livro homônimo escrito por Thalita Rebouças, a mesma autora de “É Fada!”, e a direção está a cargo de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”). Ainda sem data confirmada, “Fala Sério, Mãe” deverá chegar aos cinemas em 2017.
Os Penetras 2: Novo trailer mostra exatamente o que se espera de um besteirol brasileiro
A Universal divulgou o novo trailer do besteirol “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?”. E é exatamente o que se espera: uma coleção de piadas sem graça, calcadas em situações preconceituosas de homossexualidade, com direito a alguns palavrões básicos. O subtítulo de duplo sentido “Quem Dá Mais?” resume o tom da comédia. A continuação traz de volta os protagonistas do primeiro longa. Além dos penetras do título, que são os comediantes televisivos Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, também retornam Stepan Nercessian, a russa Elena Sopova e Mariana Ximenes. Entre as novidades do elenco, destaca-se Danton Mello, em seu sexto besteirol consecutivo. A direção é novamente de Andrucha Waddington, que antes de submergir na onda besteirol do cinema brasileiro, tinha uma carreira promissora, com dramas premiados em festivais internacionais. A estreia está marcada para 19 de janeiro. E se é isso que o público quer, que seja penetrado.
Viola Davis desenvolve nova série passada nos anos 1960
Viola Davis está desenvolvendo o projeto de uma nova sitcom de época para a rede americana ABC. Protagonista de “How to Get Away With Murder”, exibida no canal, ela pretende emplacar “The Zipcoders”, uma comédia musical que vai focar em temas raciais na década de 1960. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, a história se passa em 1968 e vai focar uma mulher divorciada, mãe de três filhos, que se muda para Austin, no Texas, para ficar mais perto da irmã após o assassinato de Martin Luther King Jr. Lá, seu filho adolescente forma uma banda de rock, o que causa espanto na família, nos amigos e na comunidade em geral. O conceito de “The Zipcoders” é uma ideia original de Davis e de seu marido, o também ator Julius Tennon (“Get on Up: A História de James Brown”), que será trabalhada pelo roteirista Marshall Todd (“Uma Turma do Barulho”). Ou seja, o projeto ainda está em suas etapas iniciais, em busca de aval para gravar um piloto.
Bilheterias: Inferno tem a pior estreia da franquia iniciada por O Código Da Vinci nos EUA
A estreia de “Inferno”, que no Brasil foi batizado de “Inferno – O Filme”, nem precisou do título nacional idiota para passar ridículo nos EUA. Terceiro filme (mas o único “O Filme”) da franquia iniciada por “O Código Da Vinci” (2006) e “Anjos & Demônios” (2009), seu lançamento apenas confirmou as previsões apocalíticas do mercado. Com uma arrecadação pífia de US$ 15 milhões, mal conseguiu abrir em 2º lugar. E nem incomodou a liderança nas bilheterias da comédia “Boo! A Madea Halloween”, enésima produção em que Tyler Perry se veste de mulher para viver Madea – a Dona Hermínia americana. Em duas semanas no 1º lugar, o Halloween de Madea já rendeu US$ 52 milhões, mas, como os filmes anteriores, não deve ser lançado no Brasil – nem em outros países de parque exibidor relevante. “Inferno”, por outro lado, esquentou sua abertura com o mercado internacional, onde faturou mais de US$ 100 milhões. É uma compensação relativa por ter sido a pior abertura das adaptações de Dan Brown. Vale lembrar que “O Código da Vinci” foi um blockbuster, que abriu com US$ 77 milhões apenas nos EUA, enquanto “Anjos & Demônios” deu para o gasto, com uma estreia doméstica de US$ 46,2 milhões. Para piorar, o filme é o quarto fracasso seguido do diretor Ron Howard, que não emplaca uma boa bilheteria desde, justamente, “Anjos & Demônios” (2009). A crítica jogou a pá de cal na esperança da Sony de se segurar por algum tempo no Top 10 ao avaliar o lançamento como podre – apenas 20% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Os demais filmes em cartaz também confirmaram tendência de queda, apontando que suas pretensões giram em torno de recuperar seus investimentos. Com possibilidade de conseguir empatar os custos, “Jack Reacher – Sem Retorno” fechou o Top 3 com meros US$ 9,5 milhões em seu segundo fim de semana em exibição. Mas, em todo o mundo, já soma US$ 93,8 milhões. Com orçamento de US$ 60 milhões, precisaria ao menos dobrar o total já obtido para entrar no amarelo. Mais barato, “O Contador” custou US$ 44 milhões, mas vem faturamento bem menos, atingindo US$ 72 milhões em todo o mundo. Com orçamento equivalente e mais bem sucedida, “A Garota no Trem” chegou a US$ 122,4 milhões. Entretanto, nesta semana caiu fora do Top 5. De forma relevante, o maior sucesso de toda essa leva é o filme pouco incensado que fecha o Top 5. “Ouija: Origem do Mal” já faturou US$ 43,7 milhões. Pode parecer pouco, mas foi filmado por somente US$ 9 milhões. Enquanto os filmes caros da lista fazem as contas para sair do vermelho, o terror barato só contabiliza lucros. E, por mais irônico que possa parecer, até elogios da crítica. “Ouija” tem 82% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Aproveite e leia a crítica. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Boo! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 16,6 milhões Total EUA: US$ 52 milhões Total Mundo: US$ 52 milhões 2. Inferno – O Filme Fim de semana: US$ 15 milhões Total EUA: US$ 15 milhões Total Mundo: US$ 147,7 milhões 3. Jack Reacher: Sem Retorno Fim de semana: US$ 9,5 milhões Total EUA: US$ 39,6 milhões Total Mundo: US$ 93,8 milhões 4. O Contador Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 61,2 milhões Total Mundo: US$ 72,1 milhões 5. Ouija: Origem do Mal Fim de semana: US$ 7 milhões Total EUA: US$ 24,6 milhões Total Mundo: US$ 43,7 milhões 6. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 65,9 milhões Total Mundo: US$ 122,4 milhões 7. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 79,8 milhões Total Mundo: US$ 232,5 milhões 8. Vizinhos Nada Secretos Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 10,7 milhões Total Mundo: US$ 14 milhões 9. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 68,2 milhões Total Mundo: US$ 153,5 milhões 10. Ae Dil Hai Mushkil Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 2,1 milhões Total Mundo: US$ 2,1 milhões
Doce Veneno é um filme de outra época, mais divertida e libertária
“Doce Veneno” evoca a época das pornochanchadas brasileiras ou, equivalente, a era de ouro do cinema erótico italiano. Mas também na França das décadas de 1970 e 1980 se produzia filmes mais apelativos, ainda que o cinema do país sempre parecesse tratar a sexualidade com mais naturalidade e menos malícia do que nós e os italianos. A comédia de Jean-François Richet (“Herança de Sangue”) é, na verdade, remake de um desses filmes, que busca fazer graça, mexer um pouco com a libido e também encher os olhos do espectador com a beleza e o viço de sua estrela, a ninfeta que dá em cima do melhor amigo do próprio pai. Para se ter ideia, o cartaz do filme original, traduzido como “Um Momento de Loucura” em 1977, era uma ilustração sacana de Georges Wolinski, o mestre do cartum erótico francês, assassinado no massacre da revista Charlie Hebdo, vítima da repressão e do mau humor contemporâneo. Na trama, dois amigos, Laurent (Vincent Cassel, de “Jason Bourne”) e Antoine (François Cluzet, de “Intocáveis”), levam suas jovens filhas para passar uns dias na praia para se divertirem. Laurent é divorciado e Antoine está passando por uma crise no casamento. O filme já começa com os quatro dentro do carro e a caminho da casa que servirá de local para muitas confusões e intrigas. Mas tudo é visto de maneira bem leve, embora às vezes o diretor pese um pouco a mão, e em ocasiões Cluzet esteja visivelmente exagerado no registro cômico, especialmente quando descobre que um sujeito bem mais velho andou mexendo com sua filha. A cena fica, claramente, parecendo mesmo de um filme de outra década. Curiosamente, a mesma premissa serviu de inspiração para um filme americano bem parecido, “Feitiço do Rio” (1984), que contou com Michael Caine como protagonista e trouxe Demi Moore de topless nas praias cariocas. “Doce Veneno” é um pouco menos apelativo, embora seja generoso em pelo menos uma cena de nudez da lolita estreante, Lola Le Lann. De fato, a cena que os dois protagonistas ficam pela primeira vez juntos, uma cena na praia, é uma das melhores do filme. Mas enquanto a lolita insiste que a vida é pra ser vivida agora, ou algo do tipo, Laurent morre de preocupação, pois estaria se envolvendo com uma menor de idade (17 anos e meio), bem mais nova do que ele e, pior, filha de seu grande amigo. Mas quem espera que o filme prossiga com esse tom de provocação sensual pode até ficar um pouco decepcionado, já que há um interesse maior no modo como essa relação, que nasceu em noite de lua cheia, abalará as estruturas das relações entre amigos e pais e filhas dentro daquele ambiente. Ainda que não se trate de um grande filme, é agradável de ver. E o anacronismo não incomoda. Ao contrário: acaba funcionando a seu favor, por mais que muitos considerem o resultado uma simples bobagem. Enquanto mais bobagens como essa aparecerem nas comédias contemporâneas, mais claro ficará que o cinema de décadas passadas era bem mais divertido e libertário. É como se a culpa que sente o personagem de Cassel tivesse sido incorporada por todas as novas gerações em relação ao prazer.












