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  • Filme

    Comédia Perfeita É a Mãe vai ganhar versão masculina

    14 de outubro de 2016 /

    A STX Entertainment anunciou que vai explorar o sucesso da “Perfeita É a Mãe” (Bad Moms) numa série de produtos, incluindo um reality show e um spin-off cinematográfico que pretende ser a versão masculina da história. Intitulado em inglês “Bad Dads”, o filme já ganhou data de estreia, mas esta é a única informação disponível sobre o projeto até o momento. Curiosamente, o estúdio nem disfarça que se trata de um caça-niqueis. A comédia original, estrelada por Mila Kunis (“O Destino de Júpiter”), Kristen Bell (“A Chefa”) e Kathryn Hahn (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), foi um dos lançamentos mais lucrativos do estúdio. Custou US$ 20 milhões e faturou US$ 128 milhões. Escrita e dirigida pela dupla Jon Lucas e Scott Moore (roteiristas de “Se Beber, Não Case!”), a trama girava em torno da personagem de Kunis, uma mãe solteira que tem dificuldades em equilibrar o trabalho, os filhos e todas as responsabilidades que cercam a maternidade, até chegar ao esgotamento em plena reunião da APM (Associação de Pais e Mestres) da escola das crianças. Estressada, estafada e infeliz, ela acaba encontrando apoio em outras mães sofredoras, que desistem de tentar ser perfeitas e decidem se divertir para variar. A versão masculina dessa história, porém, não seria muito diferente do que Lucas e Moore já fizeram com “Se Beber, Não Case!”. O mais curioso é que o estúdio marcou a estreia para 17 de julho de 2017. Ou seja, sem elenco, diretor ou roteirista definidos, o filme já deveria ter começado a ser rodado para cumprir esse cronograma.

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  • Filme

    Army of One: Nicolas Cage caça Osama Bin Laden em trailer de comédia do diretor de Borat

    13 de outubro de 2016 /

    A Dimension Films divulgou o pôster e o trailer de “Army of One”, comédia bizarra de Larry Charles, o diretor de “Borat” (2006), “Bruno” (2009) e “O Ditador” (2012), que traz Nicolas Cage (“O Motoqueiro Fantasma”) como um homem obcecado por matar Osama Bin Laden. Ele é um americano comum, que um dia recebe um chamado de ninguém menos que Deus, vivido pelo ator Russell Brand (“Arthur, o Milionário Irresistível”), para cumprir sua missão. O mais impressionante é que a jornada inacreditável do personagem, resumida no vídeo, realmente aconteceu. O maluco Gary Faulkner existe de verdade. Ele foi até o Paquistão, armado com sua espada, para matar Bin Laden em 2010. Acabou detido e enviado de volta aos EUA, ficando famoso com a proeza, a ponto de virar filme. O filme é estranho o suficiente para o estúdio não arriscar sua estreia no cinema. A produção será lançada diretamente em VOD e home video em novembro nos EUA, e não há previsão de lançamento no Brasil.  

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  • Filme

    Sucesso da TV brasileira dos anos 1980, Capitão Gay pode virar filme

    11 de outubro de 2016 /

    Um antigo personagem de Jô Soares pode virar filme. Segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, vem aí a comédia do “Capitão Gay”. O personagem era uma espécie de sátira gay do Batman, interpretado por Jô Soares no programa humorístico “Viva o Gordo”, nos anos 1980. Criado por Max Nunes, o personagem era um dos carro-chefe da atração da rede Globo, ao lado de seu fiel assistente, Carlos Suely, vivido por Eliezer Motta. A colunista adianta que o cineasta Matheus Souza (“Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida”) já entregou o roteiro e assinará a direção do longa, que será desenvolvido pela produtora Zola. Entretanto, não é a primeira vez que um filme do “Capitão Gay” é assunto da coluna. Em 2012, Kogut publicou que Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) viveria o personagem no cinema, num filme de José Henrique Fonseca (“Heleno”), com produção da Goritzia. Resta saber como um personagem caricato, que funcionava nos anos 1980, seria visto pelo público mais exigente e politicamente mais correto do século 21. Se bem que o terrível “Crô – O Filme” (2013) foi um sucesso de público.

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  • É Fada - Kéfera Buchmann
    Filme

    Bilheterias mostram Kéfera Buchman mais popular que Porta dos Fundos nos cinemas

    10 de outubro de 2016 /

    A youtuber Kéfera Buchman passou no teste de popularidade nos cinemas. Ele levou mais gente para ver seu filme de estreia que seus colegas mais famosos do YouTube, a trupe Porta dos Fundos. Os dados são da empresa especializada comScore. 368,5 mil pessoas pagaram para ver as caretas de Kéfera em “É Fada!”, que rendeu R$ 5 milhões em seus quatro primeiros dias. Foi o filme mais visto no fim de semana, mas não o de maior faturamento. Com lançamento em salas 3D e IMAX, “O Lar das Crianças Peculiares” manteve a liderança em arrecadação, tirando R$ 6,15 milhões de 362,9 mil de pagantes. Há duas semanas em cartaz, a fantasia de Tim Burton já soma 1 milhão de espectadores no Brasil. Já a versão de “Festa da Salsicha”, adaptada e dublada pela Porta dos Fundos, abriu apenas em 9º lugar, visto por 52,9 mil pessoas e rendendo 797,3 mil. Para servir de comparação, Kéfera bateu a Porta dos Fundos duas vezes. Além desse trabalho de adaptação, a estreia da trupe fez pouco mais da metade que a youtuber solo conquistou em seu primeiro filme. Vale lembrar: a comédia “Contrato Vitalício” abriu com R$ 2,7 milhões em 4º lugar no mês de julho.

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  • Filme

    Tô Ryca! recicla história conhecida em busca do grande público

    7 de outubro de 2016 /

    Há filmes que funcionam mais como um estudo antropológico do que para serem apreciados por suas qualidades. É mais ou menos o caso de “Tô Ryca!”, de Pedro Antonio, que se assume popularesco mais do que popular, que pretende dar voz a uma parcela pobre da sociedade que vai ao cinema e vai gostar de se ver na tela, nem que seja nos pequenos dramas de não ter crédito para colocar no celular ou de só poder ligar para alguém da mesma operadora. Dá para ficar pensando como esse tipo de situação será visto daqui a dez anos. Herdeiro das comédias que tratam de pessoas pobres em contraste com pessoas ricas ou mais sofisticadas, “Tô Ryca!” remete às chanchadas dos anos 1950. Mas ultimamente essa obsessão pelo dinheiro aparece cada vez mais presente, em filmes como “Até que a Sorte nos Separe” (2012), “Vai que Cola” (2015) e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Diz muito sobre a nossa sociedade. Ou nosso cinema. Refletindo como as pessoas parecem mais interessadas em futilidades que conteúdo. Na trama extremamente simples, que funciona mais como um jogo, Selminha (Samantha Schmütz) é uma moça humilde que trabalha como frentista e vive reclamando da pobreza com sua melhor amiga Luane (Katiuscia Canoro). Até o dia em que ela recebe uma proposta de herança de um velho familiar. Ela teria que gastar R$ 30 milhões em um intervalo de um mês sem dizer a ninguém sobre isso e sem adquirir nenhum bem. A tarefa se mostra mais difícil do que ela imagina, como bem sabe quem já assistiu “Chuva de Milhões” (1985), que é basicamente a mesma história – inclusive no numerário e na parte política. “Tô Ryca!” quase consegue atingir um certo grau de decência graças à presença de Marcelo Adnet, que interpreta o político da linha conservadora desta “versão”, um “homem de bem”. Como Adnet é muito inteligente na criação dos mais variados tipos, ele se mostra muito à vontade no papel. É pequena a sua participação, mas é marcante, especialmente no terço final. É possível dar boas gargalhadas na cena do debate para prefeito do Rio de Janeiro entre ele e Selminha, a tal moça que tem a possibilidade de ficar milionária. O filme não é tão feio quanto aparenta, com seu elenco do programa “Zorra Total”, nem é uma tortura como muitos possam imaginar. É um filme que tem agradado ao grande público, que sai da sessão feliz. Além do mais, é uma das últimas vezes em que se poderá ver Marília Pêra no cinema. Ainda que por pouquíssimos minutos.

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  • Série

    The Big Bang Theory: Nova temporada pode ser a última da série

    6 de outubro de 2016 /

    A série mais vista dos Estados Unidos, “The Big Bang Theory”, pode acabar em 2017. É que o contrato milionário, que torna seus protagonistas os atores mais bem-pagos da TV americana, dura apenas até o fim da 10ª e atual temporada. O futuro da atração nerd dependerá da disposição da rede CBS e dos estúdios Warner de bancar um novo aumento salarial para suas estrelas, que já ganham US$ 1 milhão por episódio (o que dá US$ 24 milhões por temporada). Em 2014, as negociações com os atores Jim Parsons, Johnny Galecki e Kaley Cuoco foram tensas, e o acordo foi feito apenas dois dias antes do início das gravações da 8ª temporada. Na ocasião, o trio fechou um contrato de três anos, que acaba em maio de 2017. Ao ser questionada no mês passado pelo apresentador de talk show Jimmy Kimmel se atuaria numa eventual 11ª temporada de Big Bang, Kaley Cuoco respondeu: “Esta é uma pergunta muito cara”. Já o presidente de entretenimento da CBS, Glenn Geller, tem sido mais político ao falar sobre o futuro da atração. “Estamos muito confiantes de que todos os envolvidos querem ir além do ano 10, e sabemos que a Warner Bros. finalizará esses acordos”, comentou em um seminário da TCA (Associação dos Críticos de Televisão dos Estados Unidos), em agosto. Até hoje, nenhuma rede de TV dos Estados Unidos pagou mais do que US$ 1 milhão por episódio para um grupo de protagonistas. Este teto foi inaugurado pelos seis atores de “Friends” (1994-2004) e pelo casal de “Mad About You” (1992-1999). Entretanto, individualmente, o maior salário pago a um ator já chegou a US$ 1,8 milhão por episódio, quando Charlie Sheen estava à frente de “Two and a Half Men” (2003-2015).

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  • Filme

    Danilo Gentili se machuca ao fazer cena de briga em seu filme

    5 de outubro de 2016 /

    O comediante Danilo Gentili cortou o dedo e ficou com o olho roxo ao buscar realismo nas filmagens de uma cena de luta para o seu filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. O incidente rendeu dois pontos e uma marca no rosto de Gentili. Ele terá de usar maquiagem para seguir com as filmagens, que, apesar do incidente, seguem normalmente. Os golpes foram aplicados pelo ator Daniel Pimentel, que gravava as cenas com o humorista na suíte presidencial de um hotel em São Paulo. Os atores Raul Gazola e Joana Fomm e o músico Rogério Skylab também estavam no set. No elenco também estão o mexicano Carlos Villagrán (o Quico, do seriado Chaves) e Moacyr Franco, que interpretam o diretor e o faxineiro da escola. O longa é baseado no livro homônimo de 2009 do humorista e o próprio Gentili assina o roteiro da adaptação. A direção é de Fabrício Bittar, do MTV Sports, e a estreia deve acontecer no primeiro trimestre de 2017.

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  • Filme

    Bilheteria: O Lar das Crianças Peculiares fatura pouco, mas estreia em 1º lugar nos EUA

    2 de outubro de 2016 /

    Na disputa entre os dois lançamentos mais comentados do fim de semana nos cinemas norte-americanos, a fantasia sobrepujou a história real. “O Lar das Crianças Peculiares”, dirigido por Tim Burton, estreou em 1º lugar nas bilheterias, mas não pode se considerar um blockbuster, com faturamento de US$ 28,5 milhões. Mesmo assim, o valor foi suficiente para superar a outra grande estreia, “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, de Peter Berg, que ficou em 2º com US$ 20,6 milhões. Os dois filmes custaram uma fábula, US$ 110 milhões cada, somente com gastos de produção, e essa disputa pelo topo é ilusória em relação aos valores que precisariam atingir. Por este começo morno, fica claro que apenas o mercado doméstico será insuficiente para cobrir suas despesas. A fantasia das crianças mutantes superpoderosas – ou melhor, peculiares – teve um começo melhor no exterior, faturando mais US$ 36,5 milhões para atingir um total de US$ 65 milhões em sua largada. Já o desastre estrelado por Mark Wahlberg fez US$ 12,4 milhões para arredondar seu total em US$ 33 milhões. É pouco, mas o lançamento internacional se deu em mercados menores, à exceção do Reino Unido. A estreia no Brasil acontece na quinta (6/10). Entre a crítica americana, os desempenhos foram inversos. Houve um pouco de enfado em relação ao novo filme colorido de Tim Burton, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas muito entusiasmo para o incêndio na plataforma de petróleo, com 82% de salivação. Logo abaixo das duas novidades, o ranking destaca o remake de “Sete Homens e um Destino”, que liderou a arrecadação em sua estreia na semana passada. O filme de Antoine Fuqua faturou mais de US$ 15 milhões, um desempenho ainda impressionante para o gênero western, que chega a US$ 61,6 milhões em dez dias no mercado doméstico. Em todo o mundo, o filme superou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Cegonhas” é que não voou como o estúdio gostaria, caindo para o 4º lugar, com US$ 13,8 milhões e um total de US$ 77,6 milhões em todo o mundo – fraquinho numa temporada em que as animações quebraram recordes de faturamento. Por outro lado, o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson” somou mais US$ 8,4 milhões, ao fechar o top 5, para atingir US$ 105 milhões nos EUA em quatro semanas. É um valor expressivo para um drama, ainda mais para um drama estrelado por um ator veterano e dirigido por diretor que poderia ser pai do ator veterano. De fato, trata-se de um dos maiores sucessos recentes da carreira de ambos, Tom Hanks e Clint Eastwood. No passado não muito distante, Hollywood virava as costas para seus grandes cineastas após uma certa idade. Eastwood está com 76 anos e vem do maior sucesso de sua carreira, “Sniper Americano”, com outro filme que impressiona, tanto pela popularidade quanto pelas críticas positivas (82%). O público brasileiro, porém, ainda vai precisar esperar muito para saber porque “Sully” fez tanto sucesso, já que a estreia nacional está marcada apenas para 1 de dezembro. Para completar, resta ressaltar o fracasso de “Gênios do Crime”, também lançada no Brasil neste fim de semana – em circuito superestimado. Em sua estreia nos EUA, a comédia besteirol fez US$ 6,6 milhões em mais de 3 mil salas. O fiasco também foi significativo entre a crítica, com meros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 28,5 milhões Total EUA: US$ 28,5 milhões Total Mundo: US$ 65 milhões 2. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões 3. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 15,7 milhões Total EUA: US$ 61,6 milhões Total Mundo: US$ 108,1 milhões 4. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 77,6 milhões 5. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 105,3 milhões Total Mundo: US$ 151,6 milhões 6. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 6,6 milhões 7. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 2,37 milhões Total EUA: US$ 84,7 milhões Total Mundo: US$ 129,2 milhões 9. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 2,33 milhões Total EUA: US$ 20,9 milhões Total Mundo: US$ 120,8 milhões 10. Snowden Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 18,7 milhões Total Mundo: US$ 18,7 milhões

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    Um Homem Só consegue ir além do pastiche da comédia fantástica

    2 de outubro de 2016 /

    Bem como a maioria de nós, Arnaldo (Vladimir Brichta, de “Muitos Homens Num Só”) é um sujeito sufocado por um cotidiano banal, não encontrando em suas tarefas padronizadas algum respiro para repensar o que o importuna e qual a melhor maneira de agir. Os seus incômodos vão desde um casamento no piloto automático com Aline (Ingrid Guimarães, numa personagem ainda mais antipática que a Nena de “Um Namorado Para Minha Mulher”) até o emprego burocrático no qual o único alívio é a amizade com Mascarenhas (Otávio Muller, de “O Gorila”). Ao usar o banheiro privativo do seu trabalho, Arnaldo ouve uma conversa sobre uma clínica secreta capaz de clonar pessoas. O intento do procedimento é fazer com que a cópia assuma as funções do original enquanto este recebe uma segunda chance para viver uma outra possibilidade. A única regra é que as duas versões jamais devem se cruzar: caso infringida, a cópia deverá ser imediatamente eliminada e o original reassumir o seu posto. A princípio, Cláudia Jouvin, diretora de primeira viagem e roteirista com vasta experiência em produções televisivas e cinematográficas, parece fazer nada mais que um pastiche de comédia e fantasia, como “O Homem do Futuro” (2011) realizou com “De Volta ao Futuro” (1985). O teor fantástico da premissa se mostra sem qualquer complexidade e as coisas parecem rumar para um romance de pegada hipster com a entrada de Josie (Mariana Ximenes, “Uma Loucura de Mulher”), uma jovem tresloucada que trabalha em um cemitério de animais com a sua “tia” Leila (Eliane Giardini, de “Olga”), que é, na realidade, a ex-companheira de sua falecida mãe. Ledo engano. O diferencial de “Um Homem Só” já começa pelo tratamento visual e cenográfico. Premiado no penúltimo Festival de Gramado, o diretor de fotografia argentino Adrian Teijido (série “Narcos”) transforma uma cidade ensolarada como o Rio de Janeiro no ambiente mais lúgubre imaginável, algo que reverbera ainda mais com a direção de arte de Claudio Amaral Peixoto e Joana Mureb (que trabalharam juntos em “Qualquer Gato Vira-Lata”), conferindo no acúmulo de objetos nas residências de cada personagem um sentimento de apego por algo que já partiu, seja uma pessoa ou uma ambição de vida. Há também outra virtude em “Um Homem Só” e ela deve ser creditada totalmente à Cláudia Jouvin. A diretora e roteirista carioca tem um domínio de seu material, comprovado não somente pelas surpresas que prega na segunda metade do filme, mas principalmente ao não abrir nenhuma concessão no ato final. É como se Jouvin sustentasse o discurso de que não há mágica capaz de camuflar a nebulosidade de nossas escolhas. Um ceticismo em forma de um risco que vai fazer muita gente sair de cabeça baixa do cinema, mas que fortalece a nossa singularidade como indivíduos que não podem ser duplicados.

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    Comédia vampírica What We Do in the Shadows vai virar série

    30 de setembro de 2016 /

    A comédia neozelandesa “What We Do in the Shadows”, cultuada, premiada e inexplicavelmente inédita no Brasil, vai render uma série de TV. O diretor Taika Waititi confirmou a novidade em seu Twitter, após a imprensa do país dar a notícia. O filme original tinha estrutura de falso documentário, acompanhando uma equipe de documentaristas que ganhou acesso ao exclusivo mundo dos vampiros. Mas em vez de captar momentos tensos e aterrorizantes, acaba testemunhando vampiros que fazem tricô e tarefas domésticas, como passar aspirador de pó – mas nunca lavar as louças, que se acumulam a séculos. Mesmo quando saem para a noite, eles não provocam medo nem fazem sucesso com as mulheres, encontrando grande dificuldade para entrar em bares sem serem convidados. Waititi e Jermaine Celement (da série “Flight of the Conchords”), que criaram, dirigiram e estrelaram juntos o longa-metragem, nunca esconderam que desejavam levar a produção para a televisão. Mas a série não será centrada em seus personagens e sim em dois coadjuvantes, os policiais Karen (vivida por Karen O’Leary) e Mike (Mike Minogue), inocentes e facilmente manipuláveis, que tentam manter os humanos a salvo de todos as atividades sobrenaturais que ocorrem na cidade. A série vai se chamar “Paranormal Unit” e terá seis episódios de 30 minutos em sua 1ª temporada, no canal neozelandês TVNZ 2. “Pense em Mulder e Scully, mas num país em que nada acontece”, descreveu Waititi no Twitter. Enquanto a série não estreia, Waititi continua filmando seu novo projeto, um filminho chamado “Thor: Ragnarok”…

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    A História Real de um Assassino Falso: Trailer legendado mostra Kevin James em apuros na Netflix

    30 de setembro de 2016 /

    A plataforma de streaming Netflix divulgou duas fotos, o pôster e o trailer de “A História Real de um Assassino Falso”, comédia de ação estrelada por Kevin James (“Segurança de Shopping”). A prévia mostra como a obra de ficção de um aspirante a escritor de livros de espionagem é confundida com a biografia real de um assassino profissional e o faz ser perseguido por criminosos internacionais, que querem usá-lo num golpe de estado. O elenco também inclui a colombiana Zulay Henao (“Veia de Lutador”), Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”), Maurice Compte (série “Narcos”), Andrew Howard (“Busca Implacável 3”), Rob Riggle (“Anjos da Lei”), Kelen Coleman (série “The McCarthys”) e Kim Coates (série “Sons of Anarchy”). O filme tem direção de Jeff Wadlow (“Kick Ass 2”) e estreia em 11 de novembro na Netflix.  

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    You’re the Worst é renovada para 4ª temporada sob elogios rasgados da crítica

    28 de setembro de 2016 /

    A série “You’re the Worst” foi renovada para sua 4ª temporada pelo canal pago americano FXX. A renovação aconteceu após a exibição de apenas quatro episódios da 3ª temporada. A produção de comédia, que encontra humor em temas sombrios, incluindo depressão clínica e estresse pós-traumático, é uma das séries mais elogiadas pela crítica americana, com uma cotação de 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes para sua nova temporada. Criada por Stephen Falk (roteirista da série “Weeds” e produtor da série “Orange is the New Black”), “You’re the Worst” acompanha o casal cínico Jimmy (Chris Geere) e Gretchen (Aya Cash), que tenta manter uma relação baseada apenas na atração sexual, enquanto trazem à tona o pior de cada um. Até que eles descobrem que a autodestruição também pode ser compartilhada a dois. A 3ª temporada se encerra no dia 20 de novembro, e os próximos episódios devem estrear em meados de 2017, em data a ser anunciada.

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    High Maintenance: Nova série maconheira é renovada após dois episódios

    28 de setembro de 2016 /

    O canal pago americano HBO renovou sua nova série de comédia “High Maintenance” para a 2ª temporada. Criada e estrelada por Ben Sinclair (“Irmãs”), a atração acompanha um traficante de maconha do Brooklyn que atende clientes com as mais diversas neuroses. Sinclair concebeu “High Maintenance” com sua esposa, Katja Blichfeld (diretora de casting de “30 Rock”), como uma websérie, que foi produzida entre 2012 e 2015, antes de chegar à TV. A encomenda da 1ª temporada foi bastante curta, de apenas seis episódios, todos escritos e dirigidos pelo casal. Mas já no segundo episódio, exibido na sexta-passada (23/9), o HBO percebeu que tinha encontrado um novo sucesso. “A resposta aos episódios excedeu todas as nossas expectativas”, disse o presidente de programação da HBO Casey Bloys, em comunicado. “Ben e Katja são brilhantes contadores de histórias não convencionais e estamos animado para ver o que eles sonham para nós em nossa 2ª temporada.” Aproveite e veja o trailer da série.

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