Clipe da banda Angra chama atenção por participação da cantora Sandy
A banda Angra divulgou seu novo clipe de heavy metal, que traz uma participação curiosa: a estrela do filme de terror “Quando Eu Era Vivo” (2014), também conhecida como a cantora romântica Sandy. A música “Black Widow’s Web”, revelada no começo do ano no disco “Omni”, já dava o que falar pela parceria com a cantora e no clipe ela incorpora o visual que, nos bastidores da gravação, ganhou o apelido de “gótica suave” e de “Sandy Trevosa”. Além de Sandy, o clipe conta com a aparição de outra vocalista, fazendo os vocais guturais. É a canadense Alissa White-Gluz, da banda Arch Enemy, que tem a voz e o visual mais ousados da produção. O clipe, porém, ganhou um trecho a mais de Sandy. Durante uma pausa na música, a cantora declama frases sobre vaidade, em inglês soturno. Antes do lançamento, Sandy contou que o filho, Theo, de quatro anos, aprovou sua participação. “Ele amou, porque ele é muito metaleiro, ele é fã do Sepultura e agora tá virando fã do Angra também”. Angra e Sandy já haviam trocado elogios pela parceria inusitada. “Foi um prazer participar dessa música do Angra que tem um sentido muito importante nos dias de hoje. Não foi só a música que me atraiu, mas toda a ideia da letra, a questão da ‘viúva negra’ como uma analogia com as mídias sociais. Quando o Rafael (Bittencourt, guitarrista) me trouxe essa ideia, fiquei super empolgada em poder fazer parte. Adoro desafios e amo ter oportunidades de fazer coisas que, talvez, as pessoas não esperem de mim artisticamente. Espero que o público goste, eu fiquei bem feliz com o resultado”, postou Sandy em seu Facebook. “Ter a Sandy foi uma das coisas mais especiais, porque ela é uma das grandes cantoras do Brasil e uma pessoa que foi muito amável, receptível, que está disposta a se arriscar”, disse Rafael Bittencourt, ao UOL. Curiosamente, o diretor do clipe, Leo Liberti, convive com artistas desses dois extremos musicais, assinando vídeos para Megadeth e Sérgio Reis.
YouTube vai transformar clipe do Maroon 5 em série
O YouTube anunciou a produção de uma série inspirada no clipe de “Sugar”, da banda Maroon. Lançado em janeiro de 2015, o vídeo mostrava a banda aparecendo de “penetra” em casamentos de fãs para fazer shows de surpresa, emocionando noivos e convidados, que tinham suas reações autênticas filmadas em estilo de reality show. A ideia da série é registrar outras pegadinhas do bem, trazendo vários artistas para surpreender fãs em eventos inesperados a cada episódio. Segundo a revista Billboard, além da banda liderada por Adam Levine, a série vai contar com episódios focados em Blake Shelton e Kelly Clarkson, colegas do vocalista no programa “The Voice”. Outros artistas confirmados no projeto são Snoop Dogg, Charlie Puth, A$AP Ferg e Bad Bunny. Os fãs que receberão as surpresas não serão escolhidos ao acaso, mas pessoas reconhecidas por seus trabalhos comunitários ou beneficentes. O cineasta David Dobkin, que dirigiu o clipe e é especialista em tramas de “penetras” – é dele a comédia “Penetras Bons de Bico” – vai assinar a produção. Ainda não há previsão para o lançamento da série. Enquanto isso, relembre o clipe abaixo.
Ariana Grande vira uma deusa em seu melhor clipe, o empoderador God Is a Woman
Ariana Grande lançou o que já é considerado por muitos fãs como o melhor clipe de sua carreira, “God Is a Woman”. No vídeo, que confronta a narrativa do patriarcado para a história da civilização, Ariana se torna divina, poderosa, uma deusa. Ela faz mais que proclamar que Deus é mulher, o título da canção. Vira essa personagem simbólica, ao oferecer uma releitura completa do mundo, sob uma perspectiva feminina. A cantora se agiganta, aparece nua, faz diversas referências vaginais e grávidas, e logo embarca numa trajetória de alta cultura pela história da civilização, na qual dá vida ao universo e ao Jardim do Éden, segundo a iconografia cristã. Como forma de ilustrar sua História pop, ela transforma seu corpo na escultura “O Pensador”, de Auguste Rodin, na escultura medieval “Lupa Capitolina”, e no afresco “A Criação de Adão”, de Michelangelo, pintado no teto da Capela Sistina. A esse resumo museológico se juntam curiosos efeitos digitais retrôs, que exploram de animação convencional a colagens de chroma key antiquadas, sem esquecer uma cena bizarra de marionetes de marmotas e a abertura sexy de aquarela viva. Não é um clipe modernoso. É um clipe atemporal. E ele ainda tem explicação embutida, ao interromper a música para materializar um monólogo de Madonna, que (dublada por Ariana) parafraseia a Bíblia (ou “Pulp Fiction”, escolha), trocando os gêneros. Esse intervalo logo emenda em outra referência high cult, quando Ariana joga um martelo gigante contra o teto do Panteão, em Roma – que funciona como uma igreja dedicada à “Santa Maria e os Mártires” – trazendo maior iluminação ao mundo videográfico, enquanto a música se transforma num gospel com coral ressoante de cada vez mais convertidas. A direção é de Dave Myers, o diretor mais relevante dos clipes atuais – que venceu tudo no ano passado, do MTV Video Music Awards ao Grammy, por seu trabalho com o rapper Kendrick Lamar. Este é o terceiro vídeo de Myers para a cantora em 2018. Ele também assinou os clipes de “No Tears Left to Cry” e “The Light Is Coming”, que completam com “God Is a Woman” todos os clipes antecipados do álbum “Sweetener”, que só será lançado em agosto.
Nego do Borel se solta e impacta em clipe com beijão em modelo
O canal do produtor Kondzilla divulgou o novo clipe de Nego do Borel, “Me Solta”. E ele já é o número 1 entre os mais vistos no YouTube nacional. Não é à toa. No vídeo dirigido por Lucas Romor, a força do pancadão e o refrão contagiante colocam o morro para dançar, transformando em baile funk as ruas do Borel, no Rio, onde personagens coloridos se multiplicam em coreografias espontâneas. O mais colorido, claro, é o próprio Nego de cabelo tingido de loiro, batom, salto alto, bolsa e camiseta vermelha-cheguei bem justa, num modelito que exalta a vontade de dançar descrita pela canção, numa referência ao espírito alegre LGBT e às mulheres que querem ter direito de dançar sem ser importunadas – “me solta, p*rra”. A surpresa para quem acompanha a carreira do funkeiro, que já aprontou em outros clipes com Anitta, Maiara e Maraísa, é que Borel se soltou mesmo, com beijão na boca do modelo Jonathan Dobal, um dos bonitões que integram o programa “Ferdinando Show”, no Multishow. O resultado impactou. Os fãs curtiram, decoraram facinho o refrão e em poucos minutos lotaram a página do YouTube de comentários, falando principalmente do beijo. Preconceituosos formaram minoria pouco barulhenta, diante de quem saiu rindo do babado, ainda que atordoado pelo pancadão a 150 bpms. Mas também teve politicamente correto que achou uma afronta ao movimento LGBT – não pode, porque ele é hetero e tem foto com Bolsonaro, como se também não tivesse foto com a bandeira do arco-íris – , provando mais uma vez que a militância de esquerda é tão moralista quanto os movimentos mais reacionários de tradição, família e propriedade – se solta, p*rra.
Nicki Minaj vira sereia e rola seminua no mar em clipe com Ariana Grande
Nicki Minaj divulgou o clipe de “Bed”, sua nova parceria com Ariana Grande. Apesar do título falar em cama, a maioria das sequências se passam à beira-mar, onde Nicki rebola e rola seminua, até virar sereia. Já Ariana Grande passa o clipe inteira seca e comportada. A direção é de Hype Williams, que costumava ser literalmente o hype dos clipes de rap, mas desta vez entrega um trabalho bastante convencional, entre uma produção softcore e um comercial da Beats by Dre. Como curiosidade, os rapazes que aparecem ao final são jogadores do futebol americano – Odell Beckham Jr. e Brad Wing. A própria Nicki Minaj deve ter achado que o clipe podia ter ficado melhor, já que, junto da divulgação, anunciou nas redes sociais que em breve revelaria outra versão com outro diretor. “Bed” é o segundo clipe extraído do próximo álbum da rapper, “Queen”, que chega em 10 de agosto. Antes, ela lançou “Chun-Li”, que lhe rendeu um Top 10 na parada da Billboard.
Charlie Sheen faz participação em clipe de rapper sobre viciados em drogas
O ator Charlie Sheen voltou a explorar sua imagem de “doidão” ao participar do clipe de “Drug Addicts” (“viciados em drogas”, em tradução literal), do rapper Lil Pump. No vídeo, o ator interpreta o médico de uma clínica de reabilitação que, ao invés de ajudar os pacientes, fica “chapado” com eles. Antes mesmo de ser demitido de “Two and a Half Men”, em meio a uma briga com o criador Chuck Lorre, seguida por um mergulho público nas drogas, Sheen já tinha diversas vezes por clínicas de reabilitação graças ao seu vício. Mais recentemente, ele revelou ter sido diagnosticado com HIV positivo. “Drug Addicts” é a primeira música do segundo álbum de Lil Pump, que estreou no mercado fonográfico em 2017.
Tessa Thompson assume relacionamento com Janelle Monáe
A atriz Tessa Thompson (de “Thor: Ragnarok”) assumiu que está mesmo num relacionamento com a cantora e atriz Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”). Em uma entrevista ao Net-A-Porter, Thompson se assumiu bissexual e confirmou seu namoro atual, após inúmeras especulações de tabloides e sites de fofocas. “Nós nos amamos profundamente, somos tão próximas. Nós vibramos na mesma frequência. Se as pessoas quiserem especular sobre o que somos, tudo bem. Isso não me incomoda. É complicado porque Janelle e eu somos pessoas muito privadas e estamos ambas tentando navegar como você concilia querer ter essa privacidade e espaço, mas também querer usar sua plataforma e influência.” “Isso era algo de que eu tinha consciência em termos de fazer essa declaração em torno de Janelle e eu. Eu quero que todos tenham essa liberdade e o apoio que eu tenho dos meus entes queridos”, acrescentou. Além de serem vistas abraçadinhas em diversos eventos, Tessa Thompson e Janelle Monáe já vem demonstrando afeto em vídeos desde 2015, quando a atriz apareceu no clipe “Yoga”, da cantora, e foram bem além do simples carinho em “Make Me Feel”, um hino ao amor bissexual. Neste ano, Thompson apareceu entre as pernas de Monáe no sugestivo clipe de “Pynk”.
Rapper XXXTentacion aparece em seu próprio funeral em clipe póstumo
O rapper XXXTentacion ganhou um clipe póstumo e bastante mórbido, dez dias após ser assassinado. No vídeo, que foi escrito e dirigido pelo próprio rapper, ele aparece em uma cena que retrata seu próprio funeral. Ele também aparece em outro plano, diante de um personagem inteiramente vestido preto. E ao final precisa lutar contra si mesmo na cerimônia fúnebre, quando o cadáver sai do caixão e parece enfrentar seu espírito. A música é “Sad”, seu maior sucesso, que mal toca durante a produção, desenvolvida praticamente como um curta-metragem de 6 minutos. O rapper de 20 anos foi baleado e morto enquanto comprava uma moto na cidade de Deerfield Beach, na Flórida, a cerca de 70 km de Miami, no dia 18 de junho. De acordo com um comunicado oficial da polícia, divulgado após a confirmação da morte, XXXTentacion estava deixando a concessionária quando foi abordado por dois homens negros armados. Um dos suspeitos atirou diversas vezes, acertando o músico, que foi levado para o hospital, mas não resistiu.
Luke Cage ganha música e clipe do lendário rapper Rakim
A Netflix aproveitou a participação da lenda do rap Rakim em “Luke Cage” para divulgar um clipe da música “Kings Paradise”, criada especialmente para a série. O vídeo mistura as cenas do artista na produção com trechos de ação da 2ª temporada. Considerado o rapper favorito de todos os rappers, Rakim revolucionou o hip-hop nos anos 1980 com seu então parceiro, o DJ Eric B, ao lançar um dos melhores discos de todos os tempos, “Paid in Full”, de 1987. Por sinal, uma música daquele álbum foi usada com destaque no trailer da 2ª temporada da série, a clássica “I Ain’t No Joke”. Como curiosidade, ainda vale lembrar que um dos últimos hits da dupla Eric B & Rakim também foi concebido como trilha sonora: “Juice”, do filmaço homônimo de 1992, estrelado pelo então iniciante Tupac Shakur. Desde então, Rakim gravou apenas três álbuns solos e estava desde 2009 sem lançar músicas novas – apenas participações como convidado de outros artistas. O título da canção “Kings Paradise” se refere ao nightclub mostrado na série da Netflix, o Harlem Paradise, e a letra destaca personagens do Harlem, como os músicos Louis Armstrong e Lena Horne, o ativista Malcolm X e o próprio Luke Cage.
Beyoncé e Jay-Z lançam clipe gravado entre as obras-primas do museu do Louvre
Beyoncé e Jay-Z lançaram de surpresa um clipe rodado no Louvre, em Paris. O vídeo é o primeiro acompanhamento visual do disco “Everything Is Love”, gravado sem o menor alarde pelo casal mais famoso do mundo da música. A tática já é método de trabalho habitual de Beyoncé, que gravou em sigilo e revelou seus dois últimos discos de repente. Intitulada “Apeshit” e identificada como obra da dupla The Carters (sobrenome do casal), a música aborda uma plateia enlouquecida, em contraste com a imagem plácida do casal diante da Mona Lisa. O destaque da produção são as coreografias realizadas nos corredores do museu e diante de obras de arte sem preço, que em alguns momentos aludem às cenas dos quadros e esculturas históricos. O clipe tem direção de Ricky Saiz, que filmou “Yoncé” para a cantora em 2013. É lindo. E uma homenagem sob medida para o tamanho do ego de Jay-Z, que na letra ataca o Grammy por não premiar seu último disco, “4:44”, e revela ter recusado convite para se apresentar no Superbowl, porque se considera maior que o evento esportivo. Obviamente, sua arte só poderia ser digna do Louvre.
Novo clipe do Arcade Fire combina romance, animação e sci-fi trash
A banda canadense Arcade Fire lançou o clipe da música “Chemistry”, que combina atores reais e animação para criar uma história de amor em clima de sci-fi trash. Dirigido por Ray Tintori (de clipes de The Killers e MGMT), o vídeo mostra o amor à primeira vista entre um cão garçom e uma gata numa festa black tie de tubarões malignos, que resolvem impedir o namoro entre os bichos diferentes, apesar da química que rolou entre o casal. O protagonista sofre pra cachorro. Leva socos, chutes, rola escada abaixo e é jogado para fora do local. Mas não se dá por vencido até enfrentar o último tubarão assassino, que se revela o Exterminador do Futuro de sua espécie, numa luta que vai parar no espaço. A música faz parte do quinto álbum da banda, “Everything Now”, e não é das mais empolgantes. O clipe também vem dividindo opiniões nas redes sociais.
Clipe junta Anitta e Silva numa estética de pop art
Anitta não para. Ela está em mais um clipe, “Fica Tudo Bem”, participando de um dueto romântico com Silva, cantor da nova MPB. A música é muito diferente do que se espera de Anitta, baseada em violão e voz, sem recursos eletrônicos. Já o vídeo remete ao período de “Essa Mina É Louca”, quando os clipes da cantora esboçavam influências de quadrinhos. “Fica Tudo Bem” atualiza e radicalizada essa estética “pop art” com cores vivas e imagens surreais. Não fosse o fato de os diretores (a dupla Hardcuore, composta pelos artistas gráficos Breno Pineschi e Rafael Cazes) gravarem muitos comerciais com a mesma pegada, seria o caso de apontar influência dos clipes da artista americana St. Vincent. Vale destacar que a direção de fotografia é assinada por Marcelo Durst, cinematógrafo de clássicos modernos do cinema brasileiro, como “Os Matadores” (1997), “Ação Entre Amigos” (1998), “Estorvo” (2000) e o recente “Big Jato” (2016). Anitta contou em entrevista ao programa “Vídeo Show”, que aceitou prontamente o convite para gravar o dueto com Silva. “Quando eu gosto da música, eu não fico pensando muito no amanhã não. Eu gostei, eu gravo e faço. E essa música eu amei.” “Fica Tudo Bem” é uma das 13 faixas do disco “Brasileiro”, o quinto e mais recente trabalho do cantor capixaba de 29 anos. Lançada há três semanas, a música chegou a entrar no ranking global das 50 músicas virais do Spotify. Antes de ganhar clipe, o áudio da faixa contava com mais de 1,2 milhão de reproduções no canal de Silva no YouTube. O cantor foi indicado ao Grammy Latino de 2017 de Melhor Álbum de MPB com “Silva Canta Marisa”, disco dedicado à cantora fluminense de quem também se declara fã.
Taylor Swift e Brandon Routh são amantes em clipe gravado nos cenários da série Mad Men
A dupla country Sugarland lançou o clipe de “Babe”, que inclui participação dobrada de Taylor Swift, como cantora e atriz convidada. Na historinha que ilustra a letra de corações partidos, Taylor vive a secretária ruiva, pega em flagrante com o patrão, casado com a dona de casa loira vivida por Jennifer Nettles (cantora do Sugarland). No meio deste triângulo, está o ator Brandon Routh (o Ray Palmer da série “Legends of Tomorrow”), abusando de seu charme de bom moço, enquanto se porta mal. O clipe remete claramente à “Mad Men”, tanto nos figurinos e ambientes do começo dos anos 1960, quanto na encenação e sugestão de personagens. E não é por acaso: a gravação usou os cenários da série. O detalhe é que os cabelos vermelhos de Taylor Swift fazem mais que aludir a Joan Harris (a personagem da atriz Christina Hendricks em “Mad Men”). “Babe” foi originalmente composta pela cantora em parceria com Pat Monahan (cantor da banda Train) para o disco “Red”, mas acabou cortada da seleção final do lançamento de 2012. Apenas agora, seis anos depois, a faixa ressurge em gravação da dupla Sugarland. A cor da peruca também serve de referência para a origem da canção. Para completar, a direção do clipe ficou a cargo de Anthony Mandler, que assinou os clipes da era de “Red”. A música teria sido escrita após Taylor flagrar um ex-namorado a traindo. Ela própria sugeriu que o vídeo se passasse na época de “Mad Men” e provavelmente influenciou até na escolha do diretor, que nunca tinha trabalhado com Sugarland antes.












