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    Retrospectiva: Os Melhores Filmes de 2019

    9 de janeiro de 2020 /

    Listas de fim de ano são uma tradição no exercício da frustração. Elas sempre deixam de fora algum título esquecido pela crítica ou favorito do público. Na tentativa de remediar os “esquecimentos”, neste ano a Pipoca Moderna, por meio de seu editor, reuniu uma coleção de listas para vários gostos e inclinações. Além do Top 10, foram relacionados diversos Top 5 em diferentes categorias – que abrangem desde as divisões tradicionais de gênero até um “mapa” da produção cinematográfica mundial, sem esquecer algumas peculiaridades do mercado, como o crescimento do streaming e as deficiências do circuito nacional. À exceção de duas listas específicas, foram considerados apenas filmes lançados no Brasil em 2019, tanto na programação de cinema – em alguns casos, apenas em São Paulo – quanto em streaming – filmes da Netflix, Amazon ou oferecidos para locação via Video On Demand no YouTube, Google Play, iTunes, etc. Melhor filme de 2019, o vencedor do Festival de Cannes “Parasita”, de Bong Joon Ho, também liderou mais duas listas: de melhor filme de suspense e de produção asiática. Vale observar que os títulos do Oriente Médio foram computados juntos do cinema africano, pois ambos são sub-representados no mercado nacional, e que faltaram produções da Oceania para somar um Top 5. A seleção também reflete a falsa polêmica de Martin Scorsese, que acusou os filmes da Marvel de não serem cinema. “Vingadores: Ultimato” entrou no Top 10, assim como outras adaptações de quadrinhos, como “Coringa” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Mas “O Irlandês”, incensado drama de 3h30 de streaming do diretor americano, não. A Netflix, entretanto, está bem defendida na seleção pelo melhor drama americano de 2019: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach – além de aparecer com outras produções. Indicado para representar o Brasil no Oscar, “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, é o top nacional, seguido por “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ambos os filmes foram premiados no mesmo Festival de Cannes que consagrou “Parasita”, e encabeçam uma lista especialmente indicada para quem, como Jair Bolsonaro, não conhece o cinema de qualidade feito no país. A análise de todos os lançamentos de 2019 também deixou evidente que a maioria dos filmes distribuídos no mercado brasileiro é muito fraca. E como Bolsonaro vetou incentivos para ampliar o parque exibidor, isso deve se perpetuar, negando espaço nas telas para filmes premiados e cultuadíssimos. O fato de a comédia de terror “Ready or Not” sair direto em streaming em VOD, quando representou um dos maiores sucessos do gênero nos EUA, também diz muito sobre as decisões tomadas pelos estúdios nacionais. Pior que isso é constatar a qualidade dos títulos que nem sequer têm previsão de lançamento em qualquer tela do país. Não há maior incentivo à pirataria que a “curadoria” mesquinha do mercado e um governo que trabalha para travar todo o setor. Confira abaixo as listas de cinema com os melhores títulos de 2019. 10 MELHORES FILMES DE 2019         1. Parasita | Cine 2. História de um Casamento | Netflix 3. Coringa | Cine 4. Dor e Glória | Cine 5. Amor Até as Cinzas | Cine 6. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 7. Vingadores: Ultimato | Cine 8. Entre Facas e Segredos | Cine 9. Guerra Fria | Cine 10. Era uma Vez em Hollywood | Cine         5 MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2019             1. Bacurau | Cine 2. A Vida Invisível | Cine 3. Deslembro | Cine 4. Temporada | Cine 5. Divino Amor | Cine             5 MELHORES FILMES DE DRAMA DE 2019             1. História de um Casamento | Netflix 2. Dor e Glória | Cine 3. Amor Até as Cinzas | Cine 4. Guerra Fria | Cine 5. Oitava Série | VOD               5 MELHORES FILMES DE COMÉDIA DE 2019             1. Entre Facas e Segredos | Cine 2. Fora de Série | Cine 3. Meu Nome É Dolemite | Netflix 4. A Maratona de Brittany | Cine 5. Meu Eterno Talvez | Netflix               5 MELHORES FILMES DE AÇÃO E AVENTURA DE 2019             1. Os Aeronautas | Amazon 2. John Wick 3: Parabellum | Cine 3. Vingança a Sangue Frio | Cine 4. Operação Fronteira | Netflix 5. Implacável | VOD               5 MELHORES FILMES DE SCI-FI DE 2019             1. Ad Astra | Cine 2. High Life | Cine 3. I Am Mother | Netflix 4. Code 8 | VOD 5. A Gente Se Vê Ontem | Netflix               5 MELHORES FILMES DE SUSPENSE DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Entre Facas e Segredos | Cine 3. Predadores Assassinos | Cine 4. O Professor Substituto | Cine 5. Em Trânsito | Cine               5 MELHORES FILMES DE TERROR DE 2019             1. Nós | Cine 2. Climax | Cine 3. Border | Cine 4. Ready or Not | VOD 5. Midsommar | Cine               5 MELHORES FILMES DE ANIMAÇÃO DE 2019             1. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 2. Perdi Meu Corpo | Netflix 3. Link Perdido | Cine 4. Toy Story 4 | Cine 5. Como Treinar seu Dragão 3 | Cine               5 MELHORES FILMES DE QUADRINHOS DE 2019             1. Coringa | Cine 2. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 3. Vingadores: Ultimato | Cine 4. Homem-Aranha: Longe de Casa | Cine 5. Shazam! | Cine               5 MELHORES FILMES DE ROCK DE 2019             1. Rocketman | Cine 2. Yesterday | Cine 3. A Música da Minha Vida | Cine 4. The Dirt | Netflix 5. As Loucuras de Rose | Cine               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS DE 2019             1. O Silêncio dos Outros | Cine 2. Fyre Festival | Netflix 3. Indústria Americana | Netflix 4. One Child Nation | Amazon 5. Apollo 11 | VOD               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS DE 2019             1. Bixa Travesty | Cine 2. Estou me Guardando pra Quando o Carnaval Chegar | Cine 3. O Barato de Iacanga | Cine 4. Torre das Donzelas | Cine 5. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Cine           5 MELHORES FILMES LATINO-AMERICANOS DE 2019             1. Pássaros de Verão | Cine 2. A Camareira | Cine 3. A Odisseia dos Tontos | Cine 4. Vermelho Sol | Cine 5. Tarde para Morrer Jovem | Cine               5 MELHORES FILMES EUROPEUS DE 2019             1. Dor e Glória | Cine 2. Guerra Fria | Cine 3. Uma Mulher Alta | Cine 4. Climax | Cine 5. O Professor Substituto | Cine               5 MELHORES FILMES AFRICANOS E ÁRABES DE 2019             1. Cafarnaum | Cine 2. O Paraíso Deve ser Aqui | Cine 3. Atlantique | Netflix 4. Adam | Cine 5. Rafiki | Cine               5 MELHORES FILMES ASIÁTICOS DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Amor Até as Cinzas | Cine 3. Assunto de Família | Cine 4. O Fim da Viagem, o Começo de Tudo | Cine 5. Longa Jornada Noite Adentro | Cine               5 MELHORES FILMES DE STREAMING DE 2019             1. Uma História de Casamento | Netflix 2. Os Aeronautas | Amazon 3. Oitava Série | VOD 4. Fé Corrompida | VOD 5. Meu Nome É Dolemite | Netflix               5 MELHORES FILMES DE 2019 QUE ESTREIAM ATÉ O OSCAR               1. 1917 | Cine 2. Jóias Brutas | Netflix 3. Jojo Rabbit | Cine 4. Retrato de uma Jovem em Chamas | Cine 5. Adoráveis Mulheres | Cine               5 MELHORES FILMES DE 2019 SEM PREVISÃO PARA O BRASIL             1. One Cut of the Dead (Japão) 2. The Last Black Man in San Francisco (EUA) 3. The Standoff at Sparrow Creek (EUA) 4. The Nightingale (Austrália) 5. Extreme Job (Coreia do Sul)  

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    Bolsonaro estabelece novas – últimas? – Cotas de Tela do cinema brasileiro

    25 de dezembro de 2019 /

    Um decreto publicado na terça-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro estabelece as novas cotas obrigatórias de exibição de filmes brasileiros nos cinemas do país em 2020. A regulamentação era aguardada pelo setor audiovisual, por conta da ocupação predatória de “Vingadores: Ultimato” (80% de todas as salas) em 2019, enquanto “De Pernas pro Ar 3” ainda lotava sessões. O setor passou 2019 inteiro sem regulamentação. Desde que Bolsonaro assumiu o governo, há um ano, a política para o audiovisual foi sobretudo de desmontagem do que existia até então. Apesar de finalmente agir sobre o assunto, o governo pretende extinguir o mecanismo no próximo ano, quando ele deveria ser renovado para um novo período. Em agosto, o ministro da Cidadania Osmar Terra, então à frente da Cultura, revelou com todas as letras os planos federais. “É uma lei que até ano que vem tem cota. Depois tem que rever isso”, disse, relacionando a reserva obrigatória para filmes brasileiros com salas de cinemas vazias. A primeira versão da Cota de Tela foi criada nos anos 1930, no governo de Getúlio Vargas. Atualmente, o tema é regulado por Medida Provisória assinada em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O mecanismo determina que, até 2021, as salas brasileiras são obrigadas a exibir filmes brasileiros por um número mínimo de dias. A cada ano, este número deve ser definido por meio de um decreto. O descumprimento implica uma multa de 5% da receita bruta média diária do cinema, multiplicada pelos dias em que as cotas não forem respeitadas. O número de filmes brasileiros que devem ser exibidos varia de acordo com o tamanho das empresas exibidoras. Pelo novo decreto, uma empresa que tiver apenas uma sala é obrigada a exibir por 27 dias até três filmes brasileiros em sua programação de 2020. Já empresas que tenham a partir de 201 salas devem dedicar 57 dias de sua programação ao cinema nacional, com pelo menos 24 títulos diferentes. Salas que optarem por programar voluntariamente filmes brasileiros a partir das 17h poderão reduzir em 20% a cota obrigatória. A proteção defendida por FHC, o presidente sociólogo que entendia de economia (veja-se o plano Real), foi estabelecida durante a multiplicação das salas multiplex, que substituíram os antigos cinemas de rua com programações de grandes redes, cujas sedes encontram-se no exterior. As redes programam em bloco, uniformizando a exibição de filmes em todo o país a partir do modelo de distribuição americano. Um dos motivos para a revolução cinematográfica em curso em vários países asiáticos, como a China e a Coreia do Sul, por exemplo, deve-se a Cotas de Tela que desagradam aos EUA, restringindo a quantidade e a ocupação de filmes hollywoodianos em seus mercados. É famosa a foto em que o cineasta Park Chan-wook protesta, em 2006, segurando um cartaz em que se lê “Sem Cota de Telas não haveria ‘Oldboy'”, numa reação dos cineastas do país à pressão dos EUA para diminuir as cotas. Na ocasião, a reserva foi reduzida e ainda assim os cinemas coreanos permaneceram obrigados a exibir 76 dias completos de programação nacional. Em 2012, o cinema local registrou um “market share” de 52,9% e, em 2019, venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes pela primeira vez, com “Parasita”, de Bong Joon Ho. A China já chegou a restringir a entrada de filmes americanos a 20 por ano. Aos poucos, aumentou esse número, mas sobretaxa a produção estrangeira, usando um imposto similar ao Condecine brasileiro para reverter os dólares de Hollywood em incentivo ao seu cinema nacional. Graças a esses mecanismos, tornou-se o segundo maior e mais rico mercado cinematográfico do mundo. A União Europeia trata a situação de forma diferente, oferecendo incentivos financeiros aos países que reservem 50% de suas telas para produções do continente. Na França, o “market share” atingiu 41,6% neste século, e o país ainda promove seu cinema com eventos no exterior – como o Festival Varilux de Cinema Francês, que acontece anualmente no Brasil. Na Espanha, além do incentivo da UE, ainda existe uma reserva de 25% de toda a programação de cinema para filmes nacionais. Mesmo com a Cota de Tela, produções brasileiras ocuparam apenas 14,4% do parque exibidor nacional em 2018, de acordo com relatório da Ancine. Como ficaria sem ela? Segundo Paula Barreto, da LCBarreto — uma das maiores produtoras de cinema do Brasil —, a bilheteria nacional do cinema deste ano, comparada ao mesmo período do ano passado, ficou 40% mais fraca. A diferença? Bolsonaro não assinou a Cota de Tela em 2019.

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  • Filme

    Vencedor de Cannes, Parasita surpreende a cada reviravolta

    16 de novembro de 2019 /

    “Parasita”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e indicado pela Coreia do Sul para disputar o Oscar de Filme Internacional (ex-Filme em Língua Estrangeira), é um produto poderoso. A narrativa se refere a uma família pobre, que se aproveita de uma oportunidade de trabalho temporário para um de seus membros para parasitar uma família rica. Para desenvolver essa história, o cineasta Bong Joon-ho (de “Expresso do Amanhã”) se vale de uma variedade de gêneros. “Parasita” é comédia, destila um humor que produz riso na plateia. É também um drama, até bem pesado. Não há personagem que saia incólume de lá. Tem muito suspense e um sem-número de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. Tem também alguns elementos fantasiosos, surrealistas, eu diria. Ao mesmo tempo, aborda aspectos da realidade social que estão subjacentes à situação, mas também explicitados na dinâmica das classes sociais envolvidas na trama. Até aspectos políticos da divisão das Coreias aparecem, dando um toque inteligente em cenas de humor. O filme consegue intrincar todos esses elementos dos diferentes gêneros cinematográficos com bastante competência, sem artificializar as passagens de um a outro registro e sem perder o ritmo. Ao contrário, o ritmo só cresce após cada reviravolta. Os desdobramentos das ações, na realidade, produzem novas histórias e situações-problema. Constituem-se num desafio novo a cada um dos personagens, deixando sempre em aberto aonde é que tudo isso vai parar. É um filme imprevisível, mas que conta com um roteiro muito bem engendrado. É, sem dúvida, um dos maiores destaques do cinema mundial em 2019.

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  • Série

    Astro de Game of Thrones entra na série baseada no filme Expresso do Amanhã

    31 de outubro de 2019 /

    O ator Sean Bean, conhecido por interpretar Ned Stark em “Game of Thrones”, entrou na 2ª temporada de “Snowpiercer”, série ainda inédita que já se encontra em seu segundo ano de produção. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme homônimo do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho, lançado no Brasil como “Expresso do Amanhã” (2013), que, por sua vez, era baseado nos quadrinhos franceses de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette (“O Perfuraneve”). A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). O papel de Sean Bean é mantido em sigilo, mas é possível especular, pela aparição tardia, que seja equivalente ao desempenhado por Ed Harris (“Westworld”) no filme de 2013. A série foi desenvolvida por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) – um dos motivos para a demora da estreia da produção. “Snowpiercer” deve chegar à TV na primavera americana (entre março e maio) de 2020.

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  • Série

    Snowpiercer: Cena animada revela o mundo pós-apocalíptico da série baseada em Expresso do Amanhã

    6 de outubro de 2019 /

    O canal pago americano TNT divulgou uma cena, que parece ser a abertura da série sci-fi “Snowpiercer”, baseada nos quadrinhos e no filme lançado no Brasil como “Expresso do Amanhã” (2013). A prévia foi apresentada durante a New York Comic Con. Começa como uma animação, mas logo vira uma live-action violenta, que ilustra a transformação do clima do planeta numa nova era glacial e como centenas de pessoas conseguiram sobreviver. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho, por sua vez baseado nos quadrinhos franceses de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). A série foi desenvolvida por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”). Apesar disso – e de praticamente cinco anos de produção, devido à troca – já se encontra renovada para sua 2ª temporada. A previsão de estreia é para a primavera (entre março e maio) de 2020.

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    Série baseada na sci-fi Expresso do Amanhã sofre nova reviravolta de bastidores

    2 de outubro de 2019 /

    O lançamento de “Snowpiercer”, uma das séries de bastidores mais conturbados dos últimos anos, acaba de ganhar mais uma reviravolta. A decisão surreal de exibir a série dramática de ficção científica, baseada no filme “Expresso do Amanhã” (2013), no canal pago de comédias TBS foi revertida. A atração vai agora estrear na TNT, que encomendou a produção em primeiro lugar. Sabe-se lá quanto, porém. Kevin Reilly, diretor de conteúdo da HBO Max e presidente da TNT, TBS e TruTV emitiu um comunicado esquisito, que cita pesquisas, testes e considerações para constatar o óbvio. “Tivemos a oportunidade única de testar e explorar mais detalhadamente onde esse programa teria melhor desempenho. Enquanto ainda estamos adicionando dramas ao TBS, depois de mais pesquisas e considerações, decidimos manter ‘Snowpiercer’ na TNT”, disse Reilly, que em seguida admite que não sabia do que a série se tratava, descobrindo apenas após ver os episódios. “Agora que vimos essa incrível série de ficção científica pós-apocalíptica em sua totalidade, e entendendo melhor o público a quem este programa atrairá, estamos confiantes de que o desempenho será mais forte na TNT”. “Snowpiercer” seria a primeira atração original dramática da TBS. O equívoco inicial partiu da nova chefia da divisão televisiva da (agora) WarnerMedia, que pretende diminuir as diferenças entre TBS e TNT, os dois canais de séries da Turner. A médio prazo, o objetivo é estimular a produção de mais séries, que seriam exploradas pela plataforma de streaming HBO Max. Mas havia consequências de curto e longo prazo a considerar, como a perda de identidade dos canais até a redundância completa de um deles, caso se tornassem iguais. O anúncio veio após quatro anos e meio (isto mesmo, quatro anos e meio!) da encomenda do piloto inicial de “Snowpiercer”. Além da demora em sua produção, a série teve seu criador demitido após ser aprovada. Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”) se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) em janeiro do ano passado. O caos se instalou de vez quando o diretor Scott Derrickson (de “Doutor Estranho”) pediu demissão em seguida, recusando-se a refazer o piloto escrito por Friedman, seguindo novas orientações de Mason. Assim, o piloto precisou ser refilmado por um novo diretor, James Hawes (da série “Black Mirror”), levando a aumento no atraso do trabalho. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho em que se baseia, “Expresso do Amanhã”, por sua vez inspirado numa história em quadrinhos francesa de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento do trem sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação inclui Jennifer Connelly (“Noé”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Daveed Diggs (série “The Get Down”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). Até o momento, a série segue sem previsão de estreia. Mas já foi renovada para sua 2ª temporada.

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    Parasita: Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes ganha 60 fotos e primeiro trailer americano

    14 de agosto de 2019 /

    O estúdio indie Neon divulgou mais de 60 fotos, o pôster e o trailer americano de “Parasita”, longa do sul-coreano Bong Joon-ho (“Expresso do Amanhã”) que foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2019 – primeira vez que uma produção sul-coreana venceu o festival francês Um dos filmes mais elogiados do ano, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Parasita” é uma sátira de humor negro sobre a injustiça social e narra a história de uma família pobre, em um bairro infestado por pragas, que forja um diploma para que um dos filhos arranje emprego. Ele vai trabalhar em uma luxuosa mansão, como professor particular de uma menina milionária, e passa a indicar seus parentes para trabalhos em outras funções na mansão – mesmo que, para isso, eles precisem prejudicar outras pessoas. A conquista representa uma reviravolta na trajetória do cineasta, que foi mal-recebido em sua passagem anterior por Cannes, simplesmente porque seu filme “Okja” (2017) era uma produção da Netflix. Desde então, o festival barrou produções de streaming em sua competição. O filme vai chegar aos cinemas americanos apenas em 11 de outubro e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Snowpiercer: Série baseada na sci-fi Expresso do Amanhã ganha primeiro trailer e fotos

    22 de julho de 2019 /

    O canal pago americano TBS divulgou nove fotos e o primeiro trailer da série sci-fi “Snowpiercer”, baseada no filme de mesmo nome, lançado no Brasil como “Expresso do Amanhã”. A prévia chama atenção para o fato de se tratar de uma adaptação desenvolvida pelo criador de “Orphan Black”. Mas não é bem assim. O vídeo veio à tona nada menos que quatro anos depois da encomenda do projeto, originalmente concebido pelo roteirista Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) para o canal pago TNT. Mas após o piloto ser gravado, Friedman e a emissora se desentenderam sobre os rumos da atração e ele acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”). Por tabela, isto rendeu outro conflito, quando o diretor Scott Derrickson (de “Doutor Estranho”) recusou-se a refazer o piloto finalizado, seguindo novas orientações. James Hawes, diretor de dois episódios de “Black Mirror”, assumiu a regravação e a série tomou outro caminho. Tão diferente que acabou saindo da TNT para virar a primeira atração dramática do canal especializado em comédias TBS – numa “estratégia” da nova chefia da divisão televisiva da (agora) WarnerMedia para diminuir as diferenças entre os dois canais de séries da Turner. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho, por sua vez baseado em quadrinhos franceses de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). Já renovada para sua 2ª temporada, a série ainda não tem previsão de estreia.

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    Sul-coreano Bong Joon-ho vence a Palma de Ouro no Festival de Cannes

    25 de maio de 2019 /

    O filme “Parasite”, do sul-coreano Bong Joon-ho, foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2019. Um dos favoritos da crítica, o longa é uma sátira de humor negro sobre a injustiça social e narra a história de uma família pobre, em um apartamento infestado por pragas, que forja um diploma para que um dos filhos arranje emprego. Ele vai trabalhar em uma luxuosa mansão, como professor particular de uma menina milionária, e passa a indicar seus parentes para trabalhos em outras funções na mansão – mesmo que, para isso, eles precisem prejudicar outras pessoas. O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, presidente do júri da mostra competitiva, afirmou que a premiação de “Parasite” foi unânime entre os votantes. A conquista representa uma reviravolta na trajetória do cineasta sul-coreano, que foi mal-recebido em sua passagem anterior pelo festival, simplesmente porque seu filme “Okja” (2017) era uma produção da Netflix. Desde então, o festival barrou produções de streaming em sua competição. Com a consagração de “Parasite”, feito sem participação do serviço de streaming, Cannes ressalta sua posição de que filmes da Netflix não são cinema – ou, ao menos, não são dignos de competir no festival. “Roma”, por exemplo, foi barrado na competição do ano passado – mas venceu o Festival de Veneza e três Oscars. O Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da competição, foi para “Atlantique”, da franco-senegalesa Mati Diop. Drama sobre um casal de namorados do Senegal que se separa depois que o rapaz tenta a sorte em uma travessia a barco para a Europa, o filme foi o primeiro de uma diretora negra a competir pela Palma de Ouro. A cineasta é sobrinha de um dos diretores mais importantes do continente africano, Djibril Diop Mambéty (de “A Viagem da Hiena”, de 1973). O brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, dividiu o Prêmio do Júri, equivalente ao 3º lugar, com “Les Misérables”, do francês Ladj Ly. Mais detalhes sobre a conquista da produção brasileira podem ser lidos aqui. Já “Les Misérables” também se destacou na competição por ter um diretor negro. O drama aborda criminalidade de menores e repressão violenta, a partir do ponto de vista de um policial novato. Nenhum dos três filmes que receberam os prêmios do júri tiveram a mesma receptividade de “Parasite”. Se não pertenciam à grande faixa de mediocridade da seleção do festival, tampouco estavam entre os favoritos da crítica a receber algum reconhecimento na competição. Dentre eles, “Bacurau” foi o que se saiu melhor na média apurada pelo site Rotten Tomatoes, com 88% de aprovação, seguido por “Atlantique”, com 87%, e “Les Misérables”, com 75%. Em termos de comparação, “Parasite” teve 96%. O prêmio de Melhor Direção ficou com os veteranos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne por “Le Jeune Ahmed” (o jovem Ahmed), sobre um jovem muçulmano que é seduzido pela radicalização islâmica. Por coincidência, o longa belga também teve pouca repercussão crítica. De fato, foi considerado um dos mais fracos de toda a competição, com apenas 54% de aprovação no Rotten Tomatoes. Neste caso, o prestígio dos Dardenne, que já venceram duas Palmas de Ouro – por “Rosetta”, em 1999, e por “A Criança”, em 2005 – , pode ter influenciado a decisão do júri. Outro veterano, o espanhol Antonio Banderas, venceu o prêmio de Melhor Ator por “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar. No filme, ele vive o alterego de Almodóvar, um cineasta deprimido que revisita trechos da própria vida, reencontrando antigos amores e relembrando a forte relação com sua mãe. A inglesa Emily Beecham (a Viúva da série “Into the Badlands”) ficou com o prêmio de Melhor Atriz por “Little Joe”, da austríaca Jessica Hausner. No longa, ela interpreta uma cientista que cria uma flor capaz de trazer felicidade às pessoas. Mas ao perceber que seu experimento pode ser perigoso, passa a questionar sua própria criação. “Dor e Glória” e “Little Joe” também não eram favoritos da crítica, com 88% e 71%, respectivamente. Para não dizer que a premiação foi uma decepção completa, o prêmio de Melhor Roteiro ficou com um dos filmes mais celebrados do festival: “Portrait de la Jeune Fille en Feu” (retrato da garota em fogo), da francesa Céline Sciamma, que também venceu a Palma Queer, de Melhor Filme LGBTQIA+ de Cannes. A trama se passa no século 18 e mostra como uma pintora, contratada por uma aristocrata para retratar sua filha, apaixona-se pelo seu “tema”. A produção francesa também apaixonou a crítica internacional e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já o filme vencedor do Prêmio da Crítica – e que também tem 100% no RT – , “It Must Be Heaven”, do palestino Elia Suleiman, recebeu uma… Menção Especial. Entre os demais filmes que saíram sem reconhecimento, encontram-se “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, “O Traidor”, de Marco Bellocchio, e “Sorry We Missed You”, de Ken Loach. Por sinal, o filme de Tarantino chegou a receber 95% de aprovação no Rotten Tomatoes – mais que “Parasite”. O balanço inevitável da premiação leva a concluir que o Festival de Cannes 2019 foi mesmo fraquíssimo. Tivessem sido premiados os favoritos da crítica, o evento teria outro peso, ao apontar caminhos. Mas a verdade é que a seleção foi terrível, com muitos filmes medíocres, como o dos irmãos Dardenne, e até um título que conseguiu a façanha de sair do festival com 0% de aprovação, “Mektoub, My Love: Intermezzo”, de Abdellatif Kechiche – cineasta que já venceu a Palma de Ouro por “Azul É a Cor Mais Quente” (2013). O Festival de Cannes 2019 apostou no passado, com a inclusão de diversos diretores consagrados, mas pode ter prejudicado seu futuro ao subestimar obras mais contundentes de uma nova geração, representada por Suleiman e Sciamma. Claro que “Parasite” foi uma escolha esperta, mas as opções politicamente corretas e de prestígio de museu acabam pesando contra a relevância do festival. Em 2018, a mostra de Cannes já tinha ficado na sombra da seleção do Festival de Veneza. Este ano, corre risco de ser ultrapassada com folga.

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  • Série

    Série baseada no filme Expresso do Amanhã é renovada antes da estreia

    18 de maio de 2019 /

    A série sci-fi “Snowpiercer”, baseada no filme de mesmo nome, lançado no Brasil como “Expresso do Amanhã”, foi renovada para sua 2ª temporada. Detalhe: a série ainda nem tem data de estreia conhecida. A renovação foi acompanhada por uma mudança de emissora. Originalmente encomendada pelo canal pago TNT, a série vai passar agora no TBS nos Estados Unidos. Curiosamente, o TBS era um canal pago especializado em comédias. “Snowpiercer” será a primeira atração original dramática de sua programação. A iniciativa partiu da nova chefia da divisão televisiva da (agora) WarnerMedia, que pretende diminuir as diferenças entre TBS e TNT, os dois canais de séries da Turner. A médio prazo, o objetivo é estimular a produção de mais séries, que seriam exploradas pela plataforma de streaming que a Warner pretende lançar até o final do ano. A curto prazo, isso pode confundir o público e levar ao cancelamento de séries. Mas se a estratégia der certo, a longo prazo a consequência pode ser o fechamento de um dos canais, já que, sem identidade distinta, ficarão redundantes. O anúncio da renovação vem após quatro anos (isto mesmo, quatro anos!) da encomenda do piloto inicial de “Snowpiercer”. E reflete positivamente sobre o conteúdo – que permanece inédito – , após várias notícias de problemas de bastidores. Além da demora em sua produção, a série teve seu criador demitido após ser aprovada. Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”) se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) em janeiro do ano passado. O caos se instalou de vez quando o diretor Scott Derrickson (de “Doutor Estranho”) pediu demissão em seguida, recusando-se a refazer o piloto escrito por Friedman, seguindo novas orientações de Mason. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho, por sua vez baseado em quadrinhos franceses de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento do trem sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação inclui Jennifer Connelly (“Noé”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Daveed Diggs (série “The Get Down”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). Até o momento, nenhuma imagem da produção foi revelada. Mesmo assim, a expectativa é que a série estreie durante o verão norte-americano (entre junho e agosto).

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  • Etc

    Kim Ki-duk sofre derrota em tentativa de reverter denúncias de abuso de atrizes sul-coreanas

    11 de janeiro de 2019 /

    O cineasta sul-coreano Kim Ki-duk sofreu uma derrota em sua tentativa de transformar acusações de abuso de várias atrizes em processo de calúnia. Um tribunal de Justiça do país negou ao diretor a possibilidade de processar suas acusadoras, bem como a imprensa por relatar o caso. No final de 2017, uma atriz sul-coreana acusou o cineasta de agressão física e sexual, e um popular noticiário televisivo relatou o caso, trazendo à tona outras alegações em março de 2018. Aclamado pela crítica internacional e vencedor do Leão de Ouro, em Veneza, e o Urso de Prata de Melhor Diretor, em Berlim, Kim Ki-duk nega as acusações e tentou processar a atriz e a emissora. Sob as leis que definem difamação na Coréia do Sul, até afirmar a verdade pode ser considerada crime, se isso manchar a reputação social de alguém. Mas os promotores rejeitaram as queixas de Kim, já que as denúncias foram feitas em âmbito processual. A atriz em questão disse que Kim a forçou a fazer cenas de sexo improvisadas e a espancou repetidamente no set do filme “Moebius” (2013), antes de eventualmente substituí-la por outra atriz. Os promotores do processo original desistiram da acusação de abuso sexual, alegando falta de provas, mas enquadraram Kim por agressão física. Ele foi condenado a pagar uma pequena indenização equivalente a US$ 4,6 mil. Desde então, várias outras atrizes se apresentaram, acusando o diretor de estuprá-las ou assediá-las, em reportagens do programa jornalístico “PD Notebook”, do canal MBC, fazendo o movimento #MeToo ganhar força na Coreia do Sul. Kim queria que os promotores investigassem os jornalistas do “PD Notebook” por difamação e a atriz de “Moebius”, cuja identidade é protegida pela Justiça, por difamação e falsa acusação. Perdeu. E sua situação ficou ainda mais difícil. Seu filme mais recente já foi recebido com protestos no Festival de Berlim, em fevereiro passado. E sua participação no festival apenas serviu para tornar as acusações conhecidas fora da Coreia. Ao ser perguntado, na entrevista coletiva do evento, se gostaria de se desculpar por bater na atriz, Kim declinou. “Não, acho lamentável que isso tenha sido transformado em um processo judicial”, disse ele. “Human, Space, Time and Human” deveria ter sido lançado em abril, mas acabou adiado indefinidamente após a repercussão negativa de seu comportamento. A revista The Hollywood Reporter também apurou com fontes na indústria cinematográfica sul-coreana que Kim Ki-duk não tem nenhum outro projeto em desenvolvimento e está incomunicável desde que voltou de Berlim. Um dos mais proeminentes cineastas sul-coreanos de sua geração, Kim Ki-duk teve a maioria de seus filmes lançados no Brasil, entre eles “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” (2003), “Casa Vazia” (2004) e “O Arco” (2005). De um modo geral, são dramas de poucos diálogos, que preferem investir em cenas de sexo e violência – a maioria contra mulheres.

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  • Filme

    Em Chamas é filme raro para ver, ler o livro e rever novamente

    23 de dezembro de 2018 /

    Veja o filme, leia o conto, reveja o filme. Não é sempre que a gente se sente compelido a fazer isso, graças a uma obra cinematográfica capaz de intrigar e maravilhar. Mas este é o caso de “Em Chamas”, do diretor sul-coreano Lee Chang-dong, cuja última obra para cinema havia sido “Poesia” (2010). Passou tanto tempo assim entre um filme e outro e acabou por preservar um cineasta de maior quilate. O conto que inspirou o longa, “Queimar Celeiros”, contido no livro “O Elefante Desaparece”, de Haruki Murakami, é bem sintético em sua trama. Chang-dong acrescenta muita coisa a partir de uma história aparentemente simples e que se passa em sua maior parte na varanda da casa do personagem Jong-su (Ah-in Yoo, de “Sado”), onde ele recebe o casal Hae-mi (a estreante Jun Jong-seo) e Ben (Steven Yeun, mais conhecido como o querido Glenn, da série “The Walking Dead”). O próprio Chang-dong confessa que destinou mais esforço e energia para esta cena e para a cena final. As demais, ainda que maravilhosas também, ele dirigiu dando menor importância. Isso não deixa de ser coerente com o que vemos no filme, mas também não deixa de ser impressionante, levando em consideração a grande quantidade de cenas estupendas da obra, mesmo em sua sutileza. Vendo o filme pela segunda vez, por exemplo, é possível notar certos detalhes e belezas que na primeira podem passar desapercebidos. A própria aproximação de Hae-mi com Jong-su é feita com esmero. A moça, que no início não parece ser tão interessante assim para o rapaz, passa a se tornar cada vez mais digna de seu afeto, embora no começo ele não saiba disso. Na casa de Hae-mi, quando os dois fazem sexo, e Jong-su, um aspirante a romancista, olha com atenção e interesse para os arredores e para a janela do quarto, é como se ele estivesse procurando entender e captar melhor aquele momento de sua vida. E depois há coisas um tanto surreais, como o gato que nunca aparece; ou o tal celeiro que, apesar de mencionado, também não é detectado, assim como a garota que desaparece. A história acontece depois que Hae-mi volta da África e conhece Ben, um rapaz que é tudo que Jong-su não é: confiante, rico, tranquilo e bem-sucedido. “Como ele mora em uma casa como essa tendo a idade que tem?”, Jong-su pergunta a Hae-mi, a namorada de Ben. E esse nem é um dos grandes mistérios que intrigam Jong-su. O desaparecimento de Hae-mi é que o atormenta e passa a ser a razão de sua existência. Assim como encontrar o tal celeiro queimado por Ben. Quanto à tal cena da varanda, ela é tão cheia de encantamento que faz o coração do espectador pulsar mais forte. Tanto no momento em que os três estão fumando um baseado, quanto na cena da dança de Hae-mi, que parece saída de um filme de David Lynch. Isso se dá principalmente pela inclusão de uma música de Miles Davis, a mesma que aparece em “Ascensor para o Cadafalso” (1958), de Louis Malle. O próprio Chang-dong disse que gosta muito do filme de Malle, em entrevista para a revista Cinema Scope (edição 75). Se há algo no filme capaz de empolgar menos são as cenas em que Jong-su tenta lidar com a prisão do pai. O reencontro com a mãe é interessante, mas toda a parte com o pai parece pequena diante da trama principal, quase como se fosse possível destacar. Funciona mais para acentuar o aspecto da solidão e abandono a que o personagem foi submetido. No mais, há muito o que se alimentar da riqueza de “Em Chamas”, seja tentando entender mais detalhes de sua trama, seja se aproveitando também das influências literárias (o próprio Murakami, William Faulkner, F. Scott Fitzgerald) e musicais, seja adentrando na profundidade e no abismo de seus personagens. Não é sempre que vemos um filme assim.

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  • Filme

    Diretor de Doutor Estranho se recusa a regravar piloto da série baseada em Expresso do Amanhã

    2 de julho de 2018 /

    O cineasta Scott Derrickson (diretor de “Doutor Estranho”) recusou-se a regravar cenas do piloto de “Snowpiercer”, série baseada no filme “Expresso do Amanhã”, após mudanças ordenadas pelo novo showrunner, Graeme Mason. Em uma mensagem postada em seu Twitter, ele elogiou o trabalho do showrunner anterior e disse que não refilmaria o piloto, por considerá-lo um de seus melhores trabalhos. “O roteiro de 72 páginas do piloto de ‘Snowpiercer’, escrito por Josh Friedman, é o melhor que eu já li”, ele escreveu. “O piloto que dirigi a partir daquele script pode ter sido meu melhor trabalho. O novo showrunner tem uma visão radicalmente diferente para a série. Estou renunciando à minha opção de dirigir estas refilmagens extremas”. Friedman saiu da “Snowpiercer” em janeiro e foi substituído pelo co-criador de “Orphan Black”, Graeme Mason. Diferenças criativas foram apontadas como motivos para o afastamento. Canal e produtor não entraram em acordo sobre a continuação da história após a trama do piloto. Friedman também escreveu “Guerra dos Mundos” (2005), a série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” (2008-2009) e está envolvido com as continuações de “Avatar” (2009). A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma dos quadrinhos de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette e do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento do trem sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação inclui Jennifer Connelly (“Noé”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Daveed Diggs (série “The Get Down”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). The 72-page Snowpiercer TV pilot script by @Josh_Friedman is the best I’ve ever read. The feature-length pilot I made from that script may be my best work. The new show runner has a radically different vision for the show. I am forgoing my option to direct the extreme reshoots. — Scott Derrickson (@scottderrickson) June 29, 2018

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