Almodóvar triunfa sob aplausos e elogios na abertura do Festival de Veneza
O filme de abertura do Festival de Veneza, “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar, levantou a plateia da histórica Sala Grande, com nove minutos de aplausos ao seu final. O drama, que traça a complicada relação de duas mulheres (Penélope Cruz e a novata Milena Smit) que se conhecem nohospital onde vão dar à luz, também recebeu algumas das críticas mais positivas da carreira do diretor espanhol. Com o colorido de sempre, mas com investimento no melodrama em vez do humor, o filme foi considerado “triunfante” pelo site americano Deadline, uma “ternura infinita” pela revista Time, “obra fascinante” segundo o Hollywood Reporter, “o trabalho de um artista que alcançou o auge de seu ofício e perguntou: ‘O que vem a seguir?’, escreveu o site The Wrap, “o melhor de Pedro Almodóvar desde ‘Tudo Sobre Minha Mãe'”, comparou a Variety. A produção reforça a mudança temática na filmografia de Almodóvar, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória” (2019), o filme mais recente e autobiográfico do diretor, que também trouxe Penélope Cruz no papel de mãe. O elenco também destaca Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”), Israel Elejalde (“Veneno”) e outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar, e que teve sua première justamente no Festival de Veneza. “Madres Paralelas” estreia em 8 de outubro na Espanha e em dezembro nos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Veja abaixo o trailer da produção.
Madres Paralelas: Veja o trailer do novo filme de Pedro Almodóvar
Após a polêmica da censura ao pôster no Instagram, “Madres Paralelas”, o novo filme de Pedro Almodóvar, ganhou seu primeiro trailer completo. A prévia gira em torno da maternidade da personagem de Penélope Cruz, que volta a trabalhar com o diretor na esteira do sucesso de “Dor e Glória”. O filme reforça a mudança temática na produção de Almodóvar, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor, que também trouxe Penélope Cruz no papel de mãe. Além de Cruz, o filme tem como protagonistas Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), e ainda destaca Israel Elejalde (“Veneno”) e outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” estreia logo em seguida na Espanha e em dezembro nos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Pedro Almodóvar critica Instagram por censura ao cartaz de seu novo filme
O diretor espanhol Pedro Almodóvar pronunciou-se nesta quinta-feira (12/8) contra a censura que sofreu no Instagram, após o cartaz de seu novo filme, “Madres Paralelas”, ter sido bloqueado na página de sua produtora, El Deseo. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. “Madres Paralelas” gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os primeiros anos de vida das crianças. Graças à repercussão negativa da censura, o cartaz foi restabelecido na quarta (11/8) e a empresa Facebook, dona do Instagram, emitiu um pedido oficial de desculpas. Em seu comunicado, publicado na conta oficial de Penélope Cruz, uma das atrizes do novo filme, o diretor agradeceu aos fãs e à imprensa por terem “conseguido que as mentes por trás do algoritmo que decide o que é, ou não, obsceno e ofensivo tenham recuado e permitido que o cartaz circule livremente”. Almodóvar aproveitou para condenar a censura por algoritmo. “Temos que nos manter em alerta antes que as máquinas decidam o que podemos fazer e o que não podemos fazer”, advertiu Almodóvar. “Sempre confiei na amabilidade dos desconhecidos, mas desde que sejam humanos, e um algoritmo não é humano”, acrescentou. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Penélope Cruz (@penelopecruzoficial)
Instagram se desculpa por censurar pôster do novo filme de Pedro Almodóvar
O Instagram se desculpou oficialmente por bloquear a imagem do pôster de “Madres Paralelas”, do cineasta Pedro Almodóvar, da página da produtora do filme, após classificar a imagem como imprópria por conter um mamilo feminino. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. “Fazemos, no entanto, exceções para permitir nudez em determinadas circunstâncias, o que inclui quando há um contexto artístico claro. Por isso, restauramos as postagens compartilhando o pôster do filme de Almodóvar no Instagram, e sentimos muito por qualquer confusão causada”, disse o Facebook, dono do Instagram, em um comunicado. Com a liberação, a arte voltou a aparecer no Instagram da El Deseo. Veja abaixo. Seu criador, o designer espanhol Javier Jaén, festejou a mudança de atitude da plataforma. “Um milhão de agradecimentos a todos vocês que tornaram isso possível compartilhando o pôster. Graças a El Deseo e a Pedro Almodóvar pela coragem, integridade e liberdade”, ele escreveu, ao lado de um post do comunicado da rede social. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por El Deseo (@eldeseo_) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)
Instagram censura pôster do novo filme de Pedro Almodóvar
O bom e velho Instagram não falha. O cartaz do novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, “Madres Paralelas”, que mostra um mamilo derramando uma gota de leite, foi, conforme previsto, bloqueado na rede social por desrespeitar as condições de uso. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. O cartaz era um trabalho artístico, que colocava a foto do mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho. A montagem transformava o leite derramado na metáfora visual de um choro, de forma a refletir o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. “Você deveria ter vergonha, Instagram”, denunciou o artista responsável pela ilustração, o designer espanhol Javier Jaén, após a censura. Inconformado, ele voltou a postar o cartaz e pediu para os seguidores compartilharem a imagem. “Como era de se esperar o Instagram retirou o cartaz que fizemos para o último filme de Almodóvar, ‘Madres Paralelas’. Vou postar de novo. Obrigado por compartilhar”, escreveu o designer ao lado da nova publicação, que por enquanto ainda está no ar em sua conta no Instagram. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)
Madres Paralelas: Novo filme de Pedro Almodóvar desafia Instagram com pôster artístico
A El Deseo, produtora de Pedro Almodóvar, divulgou o pôster do novo filme do cineasta, “Madres Paralelas”, nas redes sociais. O mais curioso é que o Instagram [ainda] não bloqueou o cartaz, apesar de conter o close de um seio feminino, algo que a plataforma proíbe que seja exibido em sua rede. A arte inclui a foto de um mamilo escorrendo leite. A imagem ocupa um desenho geométrico com forma de olho, que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A apresentação reflete o tema do filme, que abordará a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. O filme reforça a mudança temática na produção mais recente do diretor, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o diretor na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” estreia logo em seguida na Espanha e em dezembro nos EUA, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil. Teaser Póster oficial de #MadresParalelas de #PedroAlmodóvar. En salas españolas el 10 de septiembre. pic.twitter.com/33cIfAYEMe — el deseo (@eldeseo) August 9, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por El Deseo (@eldeseo_)
Novo filme de Pedro Almodóvar ganha primeiro teaser
A Sony divulgou o primeiro teaser de “Madres Paralelas”, que volta a reunir o diretor Pedro Almodóvar com a atriz Penélope Cruz. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia. O filme acompanha a vida paralela dos dois primeiros anos de vida de seus filhos. O filme reforça a mudança temática na produção mais recente do diretor, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006 – e que também foi estrelado por Cruz. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor, em que Cruz interpretou a mãe do protagonista. No novo longa, Cruz divide o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988), primeiro longa do cineasta espanhol a ser indicado ao Oscar. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, em 1 de setembro, “Madres Paralelas” estreia logo em seguida na Espanha e em dezembro nos EUA. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Penélope Cruz e Antonio Banderas tentam filmar juntos em teaser de comédia
A Mediapro divulgou o primeiro teaser da comédia “Official Competition”, que volta a juntar os astros espanhóis Penélope Cruz e Antonio Banderas após “Dor e Glória”. O elenco ainda destaca o argentino Oscar Martínez (“O Cidadão Ilustre”). Escrita e dirigida pelos argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat (ambos também de “O Cidadão Ilustre”), a trama acompanha três artistas que não se suportam tentando fazer um filme que deixe sua marca na história. Cruz vive a diretora, Banderas é um galã de Hollywood e Martínez é um ator premiado de teatro, que considera o colega de cena canastrão. Já selecionado para o Festival de Toronto, “Official Competition” também deve aparecer na lista de premières do Festival de Veneza, que será divulgada na segunda-feira (26/7).
Pilar Bardem (1939-2021)
A atriz espanhola Pilar Bardem, mãe do astro Javier Bardem, morreu no sábado (17/7) aos 82 anos, anunciaram seus filhos nas redes sociais. “Queremos compartilhar a notícia de que nossa mãe, nosso exemplo, faleceu. Partiu em paz, sem sofrer, e cercada pelo amor de seus entes”, informaram Carlos, Mónica e Javier em nota publicada no Twitter de Carlos esta noite. Nascida na cidade de Sevilha em 1939, Pilar era filha de um casal de atores e irmã do cineasta Juan Antonio Bardem. Com uma carreira iniciada nos anos 1960, ela participou de dezenas de filmes, peças de teatros e séries, construindo uma carreira sólida na Espanha. Sua filmografia inclui trabalhos de alguns dos maiores cineastas espanhóis, como Pedro Almodóvar (“Carne Trêmula”), Julio Medem (“Vacas”), Bigas Lunas (“As Idades de Lulu”) e do próprio irmão (“El Poder del Deseo”). Embora seja considerada uma especialista em comédias, ela atuou em todos os gêneros e venceu o Prêmio Goya de Melhor Atriz Coadjuvante pelo suspense “Ninguém Falará de Nós Quando Estivermos Mortos”, de Agustín Díaz Yanes, em 1995. Ela também era uma ativista reconhecida pelo envolvimento em causas solidárias e pela melhoria das condições do sindicato de atores. “Ela nos deixa seu enorme legado no cinema, no teatro e na televisão. Mas a grande Pilar Bardem era, antes de tudo, uma defensora da igualdade, da liberdade e dos direitos de todas e todos”, tuitou o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez. Pilar Bardem teve três filhos e todos deram sequência à tradição de artes da família. O mais famoso deles, Javier, conquistou o Oscar por seu papel em “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007).
“Quem Matou Sara?” é a série mais vista da Netflix em 2021
A Netflix anunciou que o thriller mexicano “Quem Matou Sara?” foi a série mais popular de seu catálogo de streaming no primeiro trimestre de 2021, com uma estimativa de 55 milhões de visualizações de assinantes desde seu lançamento no mês passado. Criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”), “Quem Matou Sara?” gira em torno da vingança de um homem que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imaginava é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara são seu principal obstáculo para chegar à verdade. A série foi lançado em 24 de março e renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming. A 2ª temporada já tem estreia marcada, para o dia 19 de maio. Entre as atrações americanas, a empresa revelou que “Amigas para Sempre” (Firefly Lane), que junta Katherine Heigl (a Dra. Izzie Stevens de “Grey’s Anatomy”) e Sarah Chalke (a Dra. Eliot Reid de “Scrubs”), foi a série mais assistida, por 49 milhões de pessoas desde seu lançamento em 3 de fevereiro – abaixo do público da produção mexicana. Já a lista de filmes juntou mais público, com destaque para “Eu Me Importo” (I Care A Lot), estrelado por Rosamund Pike, com 56 milhões de visualizações, a comédia infantil “Dia do Sim” (Yes Day), liderado por Jennifer Garner e vista por 62 milhões, e a sci-fi militar “Zona de Combate” (Outside The Wire), com Anthony Mackie, assistida 66 milhões de vezes. Entre os longas internacionais, os líderes foram o thriller espanhol “Abaixo de Zero” (Below Zero) com 47 milhões de visualizações, a comédia romântica polonesa “Amor²” (Squared Love), vista por 31 milhões de espectadores, e a sci-fi sul-coreana “Nova Ordem Espacial” (Space Sweepers), que atingiu 26 milhões. Veja abaixo o trailer da 1ª temporada de “Quem Matou Sara?”.
Bird Box vai ganhar filme derivado espanhol
A história de “Bird Box”, terror apocalíptico que foi o maior sucesso da Netflix em 2018, vai continuar em streaming, mas não será da forma como os fãs estão esperando. Ainda sem título, o projeto será um derivado espanhol com roteiro e direção dos irmãos Alex e David Pastor, responsáveis por “A Casa”, na Netflix, pelo thriller apocalíptico “Virus” e pela série “Incorporated” no canal pago Syfy. A trama ainda não foi divulgada, mas será ambientada no mesmo universo do filme estrelado por Sandra Bullock. As filmagens começam ainda em 2021, na Espanha, com elenco ainda não divulgado. Segundo o site Deadline, o projeto pode ser o primeiro de muitos derivados internacionais de “Bird Box”, que mostrariam a situação em que se encontra o mundo após a chegada de uma destrutiva força alienígena, descrita pelo escritor Josh Malerman em seu livro de 2014. Malerman chegou a escrever uma continuação oficial de seu livro original, intitulada “Malorie”, nome da personagem de Sandra Bullock na adaptação em streaming. No ano passado, ele disse que a Netflix também iria filmar essa história. “Não posso dizer muito, mas posso dizer que está em desenvolvimento”, revelou. “Às vezes é estranho todo esse segredo, mas estou envolvido”, ressaltou.
Goya 2021 premia Las Niñas em edição feminista do “Oscar espanhol”
A 35ª edição do prêmio Goya, o Oscar do cinema espanhol, premiou neste sábado (6/3) “Las Niñas” como o Melhor Filme do ano. Primeira obra da cineasta Pilar Palomero, o longa acompanha a passagem para a adolescência de um grupo de alunas de um colégio de freiras e venceu, ao todo, quatro Goyas, superando o favoritismo de “Adú”, filme sobre a imigração que rendeu o Goya de Melhor Direção para Salvador Calvo. “Las Niñas” fez história por ter sido o primeiro filme dirigido por uma mulher a vencer o prêmio espanhol. Ambientada no começo dos anos 1990, a trama apresenta as primeiras experiências deste grupo, ao qual se junta a recém-chegada Brisa, uma jovem descolada que ouve rock e se veste de forma diferente. Elas compartilham o primeiro cigarro, o uso de batom, as primeiras festas e os primeiros flertes, conversando sobre seus medos e anseios. O Goya de Melhor Atriz foi para Patricia López Arnaiz, protagonista de “Ane”, que vive uma jovem mãe divorciada, disposta a tudo para recuperar a filha, e o de Melhor Ator para Mario Casas, que faz sua transição de galã a ator dramático com o thriller “No Matarás”. Questões de gênero aparecem fortemente na premiação, com “Las Niñas” e “La Boda de Rosa”, de Iciar Bollaín, bem como no filme que mais ganhou prêmios, “Silenciadas”, de Pablo Agüero, uma versão feminista dos julgamentos de bruxas da Inquisição de 1609. As mulheres também quase empataram com os homens em número de prêmios, vencendo 12 categorias contra 13 masculinas, incluindo três prêmios compartilhados. Para completar, Daniela Cajías se tornou a primeira diretora de fotografia feminina a conquistar sua categoria no Goya, por “Las Niñas”. Entre os demais contemplados da noite, “El Olvido que Seremos”, sobre a violência política na Colômbia dos anos 1970 e 1980, tornou-se a primeira produção colombiana a ganhar o Goya de Melhor Filme Iberoamericano. Realizada por videoconferência por causa da pandemia de coronavírus, a cerimônia foi apresentada pelo ator Antonio Banderas (“Dor e Glória”) e contou com participação de trabalhadores da área da saúde, em homenagem a seus esforços para enfrentar a covid-19. À exceção de “Adu”, lançado (sem divulgação) pela Netflix, os demais filmes premiados são inéditos no Brasil. Veja abaixo uma prévia de todos os longas vencedores do Goya 2021. Las Ninas | Melhor Filme, Diretor Estreante, Roteiro Original e Fotografia Adu | Melhor Direção, Ator Revelação, Cenografia, Som No Mataras | Melhor Ator Ane | Melhor Atriz, Atriz Revelação, Roteiro Adaptado Sentimental | Melhor Ator Coadjuvante La Boda de Rosa | Melhor Atriz Coadjuvante, Canção Original Silenciadas | Melhor Direção Artística, Figurino, Trilha Sonora, Efeitos Visuais El Año del Descubrimiento | Melhor Documentário, Edição La Gallina Turuleca | Melhor Animação El Olvido que Seremos | Melhor Filme Iberoamericano (Colombia) Meu Pai | Melhor Filme Europeu (Reino Unido)
Pedro Almodóvar filmará novo filme sobre mães com Penélope Cruz
A atriz Penélope Cruz e o diretor Pedro Almodóvar vão se juntar mais uma vez no filme “Madres Paralelas”. Almodóvar manteve “Madres Paralelas” em banho-maria por algum tempo, mas à medida que os meses de lockdown se desenrolaram durante a pandemia de covid-19 na Espanha, ele conseguiu focar e terminar o roteiro, que gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia. O filme acompanha a vida paralela dos dois primeiros anos de vida de seus filhos, disse Almodóvar à agência de notícias espanhola EFE, em junho. O novo filme reflete uma mudança temática na filmografia do diretor, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros filmes, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006 – e que também foi estrelado por Cruz. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor, em que Cruz interpretou a mãe do protagonista. “Com ‘Madres paralelas’ volto ao universo feminino, à maternidade, à família. Falo da importância dos ancestrais e descendentes. A inevitável presença de memória. Há muitas mães na minha filmografia, as que fazem parte dessa história são muito diferentes”, disse Almodóvar em comunicado. No novo longa, Cruz dividirá o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988), primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Como contador de histórias, mães imperfeitas me inspiram mais neste momento. Penélope Cruz, Aitana Sánchez Gijón e a jovem Milena Smit farão as três mães do filme, acompanhadas por Israel Elejalde como protagonista masculino. É também uma nova colaboração com as minhas queridas Julieta Serrano e Rossy de Palma. ‘Madres Paralelas’ será um drama intenso. Ou assim espero”, completou Almodóvar. As filmagens estão agendadas para o final de março.











