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  • Etc,  Filme

    Elizabeth Sellars (1923 – 2019)

    2 de janeiro de 2020 /

    A atriz escocesa Elizabeth Sellars, que estrelou vários clássicos de cinema nos anos 1950, morreu na segunda-feira (30/12) em sua casa na França, aos 98 anos de idade. Sellars estudou Direito e pretendia advogar antes de ser convencida por sua amiga Jean Hardwicke (sobrinha do ator britânico Cedric Hardwicke) a participar de um teste para um papel de atriz. Isto mudou sua carreira. Ela trocou de curso, matriculando-se na Academia Real de Artes Dramáticas e, em seguida, estreou nos palcos de Londres numa montagem de “Os Irmãos Karamazov”, estrelada pelo lendário Alec Guinness (o “Ben” Kenobi de “Star Wars”). A jovem atriz logo foi escalada para filmes de grandes cineastas britânicos, como “As Cartas de Madeleine” (1950), de David Lean, “O Ódio Era Mais Forte” (1952), de Basil Dearden, e “Devoção de Assassino” (1952), de Charles Crichton. Na época, Crichton chegou a descrevê-la como “um cruzamento entre o fascínio de Ingrid Bergman e o poder de Bette Davis”. Em 1954, ela fez sua estreia em Hollywood, atuando no drama criminal “A Condessa Descalça” (1954), de Joseph L. Mankiewicz, como esposa de Humphrey Bogart, que estava mais interessado em Ava Gardner, e no romance histórico “Désirée, o Amor de Napoleão” (1954), de Henry Koster, como a irmã da personagem-título, vivida por Jean Simmons – Marlon Brando tinha o papel de Napoleão. A popularidade de seus filmes americanos lhe garantiu o protagonismo ao voltar ao cinema britânico, tornando-se a principal intérprete feminina de “Entre a Terra e o Céu” (1957), novamente dirigida por Charles Crichton, e “Carga Perigosa” (1957), de Leslie Morgan. Em seguida, ainda estrelou dois filmes de John Gillermin, “O Dia em que Roubaram o Banco da Inglaterra” e “A Fúria de um Bruto”, ambos lançados em 1960, mesmo ano em que se casou com um cirurgião chamado Frank Henley – de quem ficou viúva, em 2009. Após nova passagem por Hollywood, que rendeu “55 Dias em Pequim” (1963), uma superprodução dirigida por Nicholas Ray que voltou a reuni-la com Ava Garner, Sellars viveu a mãe de Hayley Mills em “Corações Feridos” (1964) e passou a ser considerada “velha” para os padrões da indústria cinematográfica da época. Tinha chegado aos 40 anos. Seus últimos filmes foram o terror da Hammer “O Sarcófago Maldito” (1967) e o drama “O Assalariado” (1973), filmados entre um grande hiato, que a atriz preencheu com participações em várias séries clássicas, de “Os Vingadores” a “Shadows of Fear”. Ela continuou ativa na televisão britânica até 1990.

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  • Filme,  Música

    Neil Innes (1944 – 2019)

    30 de dezembro de 2019 /

    O ator e músico inglês Neil Innes, que fez vários trabalhos com a trupe de comédia Monty Python, morreu no domingo (29/12) aos 75 anos, enquanto viajava com a família na França. Segundo seu agente a morte foi inesperada, porque ele não estava doente. A carreira de Innes começou no início dos anos 1960 com a formação da Bonzo Dog Doo-Dah Band, uma combinação de rock e comédia de vanguarda, que em 1968 lançou o single “I’m the Urban Spaceman”, co-produzido por Paul McCartney. Uma das músicas da banda, “Death Cab for Cutie”, de 1967, mais tarde inspirou o nome de uma banda de rock indie americana. A estreia na TV se deu pelas mãos dos Beatles, numa participação no telefilme clássico “Magical Mystery Tour” (1967), que também incluiu uma música de sua banda. A partir daí, a Bonzo Dog Doo-Dah Band passou a fazer participações musicais no programa humorístico “Do Not Adjust Your Set”, que foi o embrião do Monty Python. As duas temporadas da comédia, exibidas entre 1967 e 1969, contava com os futuros pythons Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin. A banda se dispersou na época do lançamento do humorístico “Monty Python’s Flying Circus” em 1969, levando Innes a explorar novas parcerias. Ele se tornou um “associado” dos pythons ao contribuir com músicas originais para esquetes e para dois álbuns de comédia da trupe, além de participar de shows, acompanhando os comediantes em várias turnês. Quando o Monty Python decidiu fazer filmes, Innes estreou como compositor cinematográfico. Ele criou várias músicas e teve pequenos papéis em “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado” (1975) e “A Vida de Brian” (1979) – este último, por sinal, foi produzido pelo ex-beatle George Harrison. Ao final do programa televisivo dos pythons, Innes continuou trabalhando com os integrantes do grupo em diferentes projetos. Ele participou do programa de esquetes “Rutland Weekend Television”, concebido por Eric Iddle em 1975, que exibia a “programação” de um canal de TV de baixo orçamento. A produção não teve o mesmo sucesso do “Flying Circus”, mas originou o personagem mais conhecido de Innes, o músico fictício Ron Nasty, um pastiche de John Lennon que liderava a banda televisiva The Rutles. The Rutles chegou a tocar ao vivo no programa humorístico americano “Saturday Night Live” e ganhou um telefilme especial em 1978, escrito, dirigido e coestrelado por Eric Iddle, que se tornou cultuadíssimo. Intitulado “The Rutles: All You Need Is Cash”, o longa narrava o apogeu e a queda do grupo musical, com depoimentos de artistas famosos (George Harrison e Mick Jagger, por exemplo), satirizando de forma explícita a carreira dos Beatles – e o mais interessante: com aval dos próprios Beatles. Para completar, a banda ainda lançou um disco de verdade. Curiosamente, outra banda “pastiche” dos Beatles, Oasis, foi processada por plágio de uma das músicas de Innes. Os irmãos Gallagher foram obrigados a dar créditos de compositor para ele na canção “Whatever”, de 1994. Essa história real acabou incorporada ao folclore da banda fictícia, inspirou uma música inédita (“Shangri-La”) e promoveu um breve revival dos Rutles, que lançaram um disco de “faixas raras” em 1996 – “The Rutles Archaeology”, paródia de “The Beatles Archaeology”. Innes também participou do filme “Jabberwocky: Um Herói por Acaso” (1977), fantasia estrelada por Michael Palin, Terry Jones e dirigida por Terry Gilliam (responsável pelas animações dos pythons e pela direção do “Cálice Sagrado”), e de outros projetos individuais dos humoristas, como “O Padre Apaixonado” (1982), igualmente estrelado por Palin, e “As Aventuras de Erik, o Viking” (1989), de Terry Jones. Além disso, continuou a acompanhar as turnês dos pythons, como foi registrado no célebre documentário “Monty Python – Ao Vivo no Hollywood Bowl” (1982). Paralelamente, ele ainda teve o seu próprio programa de TV, “The Innes Book of Records”, que durou três temporadas, de 1979 a 1981, antes de migrar para a programação infantil da BBC – compondo músicas e atuando em produções como a fantasia “Puddle Lane” (1985-1988) e similares por vários anos. Um de seus últimos trabalhos foi o documentário “The Rutles 2: Can’t Buy Me Lunch” (2004), uma retrospectiva da carreira dos Rutles. Relembre (ou conheça) abaixo cinco músicas dos Rutles, em clipes extraídos do telefilme clássico de 1978.

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  • Filme

    Magnatas do Crime: Matthew McConaughey é o poderoso chefão em novo trailer

    23 de dezembro de 2019 /

    A STX divulgou um novo trailer de “The Gentleman”, que ganhou o título de “Magnatas do Crime” no Brasil. A produção traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira – época de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco ainda inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.

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  • Filme

    Keira Knightley interrompe concurso de Miss Mundo no trailer de Misbehaviour

    20 de dezembro de 2019 /

    O estúdio Pathe divulgou o primeiro pôster, fotos e o trailer de “Misbehaviour”, drama feminista estrelado por Keira Knightley (“Segredos Oficiais”). A prévia revela uma estrutura ambiciosa, com vários personagens e tramas paralelas, mais parecida com uma série que um filme. A trama é baseada em fatos reais e retrata, entre outros temas, um protesto feminista contra o concurso de Miss Mundo de 1970. Na ocasião, mulheres lideradas por Sally Alexander (Knightley) interromperam piadas machistas do comediante Bob Hope (Greg Kinnear, de “House of Cards”), apresentador do concurso, para chamar atenção para a desigualdade de gênero e o sexismo da atração, que se resumia a julgar mulheres por seus corpos. Por outro lado, entre as concorrentes estava a candidata de Granada, Jennifer Hosten (Gugu Mbatha-Raw, de “Uma Dobra no Tempo”), que acreditava poder chamar atenção para as minorias raciais com sua participação. Para ampliar ainda mais a polêmica, o evento também apresentou duas candidatas da África do Sul, uma branca e uma negra, durante o auge do apartheid, e enfrentou um atentado terrorista da Angry Brigade, organização da extrema esquerda britânica. O resultado do concurso acabou sendo histórico. O roteiro foi escrito por Gaby Chiappe (“Sua Melhor História”) e Rebecca Frayn (“Além da Liberdade”), a direção é de Philippa Lowthorpe (da série “The Crown” ) e o elenco ainda inclui Jessie Buckley (“As Loucuras de Rose”), Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Emma Corrin (“Pennyworth”), Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Lesley Manville (“Trama Fantasma”). A estreia está marcada para 13 de março no Reino Unido, mas inda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Greed: Trailer de comédia mostra mau gosto e exploração descarada dos podres de ricos

    6 de dezembro de 2019 /

    A divisão britânica da Sony divulgou o primeiro trailer de “Greed”, comédia sobre o universo de opulência, mau gosto, falto de tato e exploração descarada dos podres de ricos, que teria sofrido censura do próprio estúdio. O filme traz Steve Coogan (“Philomena”) como um multimilionário inspirado pelo presidente do Arcadia Group, Sir Philip Green, e teria sofrido uma série de cortes para proteger as “relações corporativas” da Sony, devido a seu tema polêmico. A denúncia foi feita pelo diretor Michael Winterbottom (“O Assassino em Mim”) em entrevista publicada há dois meses no jornal inglês The Guardian. Originalmente, o filme de Winterbottom terminava com uma lista de marcas que lucravam com salários baixos de trabalhadores em fábricas asiáticas, mas Winterbottom afirmou que Laine Kline, chefe da Sony Pictures International, que cofinanciou o filme e o distribui globalmente, ordenou que essas referências fossem removidas, assim como citações a pessoas como Beyoncé, Stevie Wonder, Robbie Williams, Tom Jones, Jennifer Lopez e as Destiny’s Child, que recebiam dinheiro para ir às festas de Philip Green, o milionário que inspira a produção. A trama se passa justamente durante uma festa grandiosa de seu protagonista, enquanto um jornalista investiga as condições de semi-escravidão dos funcionários das fábricas asiáticas responsáveis por tamanha riqueza. O tom da prévia chega a lembrar “O Lobo de Wall Street”. Mas não deve ser tão bom quanto a referência, porque, mesmo antes dos cortes, ao ser exibido nos festivais de Toronto e Londres, dividiu a crítica, atingindo 63% de aprovação na média registrada pelo agregador Rotten Tomatoes. Além de Coogan como o dono de uma grife de moda multimilionária, o elenco inclui Isla Fisher (“Um Truque de Mestre”), Asa Butterfield (“Sex Education”), Shirley Henderson (“T2: Trainspotting”), Sophie Cookson (“Kingsman: O Círculo Dourado”), Stephen Fry (“The Great Indoors”), David Mitchell (“Peep Show”) e Jamie Blackley (“O Homem Irracional”). A estreia comercial está marcada para 21 de fevereiro no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Documentário da guerra na Síria vence premiação do Cinema Independente Britânico

    2 de dezembro de 2019 /

    A principal premiação do cinema independente britânico, British Independent Film Awards (BIFA), consagrou na noite de domingo (1/12) o documentário “For Sama” como melhor filme do ano. O longa dirigido por Waad Al-Kateab e Edward Watts também faturou as categorias de Documentário, Direção e Edição. A grande vitória coloca “For Sama” como favorito ao Oscar de Melhor Documentário. Descrito como uma experiência feminina de guerra, o filme mostra o cotidiano da diretora Waad-Al-Khateab durante os cinco anos que viveu em Aleppo, uma das cidades mais afetadas pela guerra na Síria, onde se apaixonou e teve sua filha Sama, que batiza a obra. O filme com maior número de indicações, “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), acabou conquistando a maior quantidade de troféus. Foram cinco estatuetas: Melhor Roteiro (Armando Iannucci e Simon Blackwell), Ator Coadjuvante (Hugh Laurie), Figurino, Cenografia e Casting. Entre os atores principais, os vencedores foram Josh O’Connor (por “Only You”) e Renee Zellweger (por “Judy”). Bastante elogiada por sua interpretação de Judy Garland, a atriz deve receber mais prêmios na temporada, antes de ser indicada ao Oscar. O mesmo também pode ser dito a respeito da produção sul-coreana “Parasita”, que venceu a categoria de Melhor Filme Independente Internacional. O longa de Bong Joon-ho é unanimidade da crítica desde que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A cerimônia do BIFA, realizada em Londres, também prestou homenagem à atriz Kristin Scott Thomas com um prêmio especial por sua carreira. Confira a baixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme Independente Britânico “For Sama” Melhor Direção Waad Al-Kateab e Edward Watts (“For Sama”) Melhor Roteiro Armando Iannucci e Simon Blackwell (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Atriz Renee Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Josh O’Connor (“Only You”) Melhor Atriz Coadjuvante Ruthxjiah Bellenea (“The Last Tree”) Melhor Ator Coadjuvante Hugh Laurie (“The Personal History of David Copperfield”) Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi (“The Last Tree”) Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Harry Wootliff (“Only You”) Roteirista Revelação Emma Jane (“Unsworth Animals”) Produtor Revelação Kate Byers e Linn Waite (“Bait”) Melhor Documentário “For Sama” Melhor Filme Independente Internacional “Parasita” (Coreia do Sul) The Raindance Discovery Award “Children of the Snow Land” Melhor Casting Sarah Crowe (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Direção de Fotografia Benjamin Kracun (“Beats”) Melhor Figurino Suzie Harman e Robert Worley (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Edição Chloe Lambourne e Simon Mcmahon (“For Sama”) Melhores Efeitos Visuais Howard Jones (“A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon”) Melhor Maquiagem e Penteado Jeremy Woodhead (“Judy”) Melhor Música Jack Arnold (“Wild Rose”) Melhor Cenografia Cristina Casali (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Som David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström e Robert Farr (“Beats”) The Richard Harris Award Kristin Scott Thomas

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    The Gentleman: Elenco grandioso do novo drama criminal de Guy Ritchie ganha pôsteres individuais

    20 de novembro de 2019 /

    A STX divulgou uma coleção de pôsteres de “The Gentleman” para destacar individualmente os integrantes do impressionante elenco da produção. As artes destacam Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”), Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Colin Farrell (“Dumbo”), Matthew McConaughey (“Interestelar”), Henry Golding (“Podres de Ricos”) e Michelle Dockery (“Downton Abbey”). O filme marca a volta do diretor Guy Ritchie às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira, em dramas criminais cultuados como “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Na trama, Charlie Hunnam vive um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime americano (Matthew McConaughey) que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.

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    Segredos Oficiais pertence à melhor tradição dos thrillers políticos

    9 de novembro de 2019 /

    “Segredos Oficiais” é um thriller político na tradição dos melhores produzidos pela Nova Hollywood nos anos 1970, mas com aquele toque de maior realismo das produções britânicas. O filme conta a história real de Katharine Gun, vivida com brilhantismo por Keira Knightley (“Colette”). Funcionária de uma agência de inteligência da Inglaterra, ela obteve um memorando bombástico que revelava uma tentativa dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido de pressionar os demais países para obter apoio da ONU à guerra contra o Iraque em 2003, tendo como principal desculpa a existência das notórias – e inventadas – “armas de destruição em massa”. O filme é narrado com uma maestria impressionante, ainda que de maneira bem clássica. Talvez o maior mérito seja do roteiro, que foi coescrito pelo diretor Gavin Hood e consegue amarrar bem todos os personagens, apresentados nos momentos certos, e costurar a trama complexa de uma forma envolvente. É interessante como certos filmes, mesmo tratando de eventos ocorridos com uma distanciamento temporal relativamente grande, ainda falam sobre o momento atual. Afinal, vazamentos de informações privilegiadas estampam cada vez mais manchetes de jornais. Mas Gun não é retratada como uma heroína. O filme a mostra como uma pessoa comum que sente a necessidade de agir para impedir uma guerra (infelizmente, os Estados Unidos iniciam o ataque, mesmo sem o apoio da ONU) e que tem sua vida virada do avesso ao tomar essa decisão. O risco não é só dela, que pode ser presa, mas para seu marido, por ser imigrante, que enfrenta ameaças de deportação. O enredo vai sendo tecido com cuidado e esmero. Após a apresentação da personagem de Keira Knightley e as ações fundamentais para que o memorando ganhe o mundo, somos apresentados aos jornalistas do The Observer, principalmente àquele que escreveria a história, Martin Bright (em interpretação de Matt Smith, de “The Crown”). Depois, entra em cena o advogado Ben Emmerson (Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”), que será responsável pela defesa da jovem. O excelente trabalho dos atores e o modo como o filme lida de forma realista com o mundo dos jornais, o circo da mídia e todo o drama kafkiano enfrentado por Gun, contribui para que “Segredos Oficiais” não deva nada a outras obras recentes de denúncias jornalísticas, como “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom McCarthy, “Conspiração e Poder”, de James Vanderbilt, ou “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. E para quem não conhece a história real de Katharine Gun, o melhor é não pesquisar nada, pois o final é surpreendente.

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  • Filme

    Comédia do criador de Veep lidera indicações ao prêmio do cinema independente britânico

    30 de outubro de 2019 /

    A principal premiação do cinema independente britânico, conhecida pela sigla BIFA (British Independent Film Awards), anunciou os indicados a sua edição deste ano. Destaque da lista, a comédia “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), é o filme com mais indicações. A adaptação do romance de Charles Dickens concorre a 11 prêmios, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator (Dev Patel), Ator e Atriz Coadjuvantes (Hugh Laurie e Tilda Swinton). Logo atrás aparece o drama musical “Wild Rose”, de Tom Harper (“The Aeronauts”), com 10 nomeações. Mas é “Judy”, de Rupert Goold (“A História Verdadeira”), para todos os efeitos uma produção inglesa de baixo orçamento, o filme mais oscarizável da relação, apesar de ter obtida apenas 5 indicações. Renee Zellwegger é favoritíssima ao prêmio de Melhor Atriz por seu retrato de Judy Garland. A 22ª cerimônia do BIFA vai acontecer em 1 de dezembro em Londres. Melhor Filme Independente Britânico Bait For Sama The Personal History of David Copperfield The Souvenir Wild Rose Melhor Direção Waad Al-Kateab, Edward Watts, For Sama Oliver Hermanus, Moffie Joanna Hogg, The Souvenir Mark Jenkin, Bait Asif Kapadia, Diego Maradona Melhor Atriz Jessie Buckley, Wild Rose Holliday Grainger, Animals Sally Hawkins, Eternal Beauty Vicky Knight, Dirty God Renee Zellweger, Judy Melhor Ator Sam Adewunmi, The Last Tree Tom Burke, The Souvenir Kris Hitchen, Sorry We Missed You Josh O’Connor, Only You Dev Patel, The Personal History of David Copperfield Melhor Roteiro Joanna Hogg, The Souvenir Armando Iannucci, Simon Blackwell, The Personal History of David Copperfield Paul Laverty, Sorry We Missed You Peter Strickland, In Fabric Nicole Taylor, Wild Rose Melhor Atriz Coadjuvante Jessica Barden, Scarborough Ruthxjiah Bellenea, The Last Tree Elizabeth Debicki, Vita & Virginia Tilda Swinton, The Personal History of David Copperfield Julie Walters, Wild Rose Melhor Ator Coadjuvante Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Hugh Laurie, The Personal History of David Copperfield Edlison Manuel, Olbera Núñez, Yuli – The Carlos Acosta Story Peter Mullan, The Vanishing Bluey Robinson, Dirty God Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Will Becher, Richard Phelan, A Shaun The Sheep Movie: Farmageddon Fyzal Boulifa, Lynn + Lucy Ninian Doff, Boyz in the Wood Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Harry Wootliff, Only You Produtor Revelação Finn Bruce, Tucked Kate Byers, Linn Waite, Bait Joy Gharoro-Akpojotor, Blue Story [Also Produced by Damian Jones] Becky Read, Three Identical Strangers [Also Produced by Grace Hughes-Hallett] Jack Sidey, Moffie [Also Produced by Eric Abraham] Roteirista Revelação Kieran Hurley, Beats Lisa Owens, Days of the Bagnold Summer Nicole Taylor, Wild Rose Emma Jane, Unsworth Animals Harry Wootliff, Only You Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi, The Last Tree Vicky Knight, Dirty God Lorn Macdonald, Beats Roxanne Scrimshaw, Lynn + Lucy Honor Swinton Byrne, The Souvenir Melhor Documentário Coup 53, Taghi Amirani, Walter Murch, Paul Zaentz Diego Maradona, Asif Kapadia, James Gay-Rees, Paul Martin For Sama, Waad Al-Kateab, Edward Watts Seahorse, Jeanie Finlay, Andrea Cornwell Tell Me Who I Am, Ed Perkins, Simon Chinn The Raindance Discovery Award A Bump Along the Way, Shelly Love Children of the Snow Land, Zara Balfour, Marcus Stephenson, Mark Hakansson Here for Life, Andrea Luka Zimmerman, Adrian Jackson, James Lingwood, Michael Morris, Cressida Day Muscle, Gerard Johnson, Matthew James Wilkinson, Richard Wylie, Ed Barratt The Street, Zed Nelson Melhor Filme Independente Internacional Ash Is Purest White Marriage Story Monos Parasite Portrait of a Lady on Fire Melhor Elenco Shaheen Baig, In Fabric Shaheen Baig, Aisha Bywaters, The Last Tree Kahleen Crawford, Caroline Stewart, Only You Kahleen Crawford, Wild Rose Sarah Crowe, The Personal History of David Copperfield Melhor Direção de Fotografia Ole Bratt Birkeland, Judy Benjamin Kracun, Beats Zac Nicholson, The Personal History of David Copperfield Jamie D Ramsay, Moffie Ari Wegner, In Fabric Melhor Figurino Suzie Harman, Robert Worley, The Personal History of David Copperfield Anna Mary Scott Robbins, Wild Rose Grace Snell, The Souvenir Jany Temime, Judy Jo Thompson, In Fabric Melhor Edição Mick Audsley, Peter Lambert, The Personal History of David Copperfield Mark Jenkin, Bait Chris King, Diego Maradona Chloe Lambourne, Simon Mcmahon, For Sama Helle Le Fevre, The Souvenir Melhores Efeitos Visuais Howard Jones, A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon Paul Mann, In Fabric Andy Quinn, The Boy Who Harnessed the Wind Melhor Maquiagem e Penteado Morten Jacobsen, Rogier Samuels, Lindelotte Van Der Meer, Dirty God Karen Hartley-Thomas, The Personal History of David Copperfield Emma Scott, In Fabric Jody Williams, Wild Rose Jeremy Woodhead, Judy Melhor Música Jack Arnold, Wild Rose Cavern Of Anti-Matter, In Fabric Nainita Desai, For Sama Antonio Pinto, Diego Maradona Jd Twitch, Penelope Trappes, Stephen Hindman, Beats Melhor Cenografia Cristina Casali, The Personal History of David Copperfield Stéphane Collonge, The Souvenir Kave Quinn, Judy Anne Seibel, The White Crow Paki Smith, In Fabric Melhor Som Anna My Bertmark, Jonathan Seale, Jules Woods, Gwen David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström, Robert Farr, Beats Stephen Griffiths, Tim Cavagin, Max Walsh, Andy Shelley, Diego Maradona Lee Walpole, Colin Nicholson, Stuart Hilliker, Wild Rose Martin Pavey, In Fabric

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  • Filme,  Música

    A Música da Minha Vida celebra Bruce Springsteen e o poder da música

    27 de outubro de 2019 /

    Filme indie britânico baseado nas memórias do jornalista inglês de ascendência paquistanesa Sarfraz Manzoor (e registradas no livro “Greetings from Bury Park: Race, Religion and Rock N’ Roll”, lançado por ele em 2007), “A Música da Minha Vida” (“Blinded by the Light”, no original) é uma declaração de amor a Bruce Springsteen, num contexto direto, e ao poder revolucionário da música, numa visão mais ampla. A trama retorna aos difíceis anos 1980 com Margaret Thatcher como primeira ministra do Reino Unido. A família de Manzoor (aqui apresentada como Javed Khan) vive em Luton e, seguindo seus preceitos, deseja encontrar uma parceira para o rapaz, tanto quanto espera que ele siga uma profissão tradicional, como médico ou advogado. Javed (interpretado por Viveik Kalra), porém, escreve poesias e também letras de música para uma banda de amigos e tem seu texto elogiado na escola, o que rende um estágio no jornal local, e o sonho de alçar voos mais altos… sozinho. Mas os dogmas da família (e o desemprego do pai) começam a pesar sobre seus ombros, e é neste momento em que ele encontra a luz, ou melhor, Bruce Springsteen, numa fita cassete emprestada por um amigo de escola (que, assim como ele, sofre racismo por seus pais também não serem ingleses – ainda que ele seja). Para Javed, Bruce traduz seus sentimentos, suas angustias e duvidas em canções como “Born To Run”, “The River”, “Badlands” e “Thunder Road”, e ancorado nelas ele pretende enfrentar o mundo (começando por sua família). Filme agridoce, previsível e que apenas tateia temas espinhosos (como o racismo, religião e a extrema-direita britânica), “A Música da Minha Vida” tem direção de Gurinder Chadha (de “Driblando o Destino” e carrega todos os cacoetes de uma produção independente, mas se destaca por sua bela trilha sonora (Bruce não apenas cedeu arrasadoras versões ao vivo raras como também uma canção inédita, “I’ll Stand By You”, que havia sido feita para um dos filmes de Harry Potter, mas ficou de fora) e sua força sonhadora, alcançando um resultado muito mais (hummm) honesto e interessante do que, digamos, “Yesterday”, “Rocketman” e “Bohemian Rhapsody”, ainda que aquém (emocionalmente) de “Springsteen on Broadway” e “Springsteen & I”.

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  • Filme

    The Gentleman: Matthew McConaughey é chefão do crime no trailer do novo filme de Guy Ritchie

    2 de outubro de 2019 /

    A STX divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Gentleman”, que traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira. O envolvimento com drogas e diversas reviravoltas apresentadas na prévia evocam sua saudosa estreia, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), enquanto o elenco grandioso sugere o filme seguinte, “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco grandioso inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Série

    Filme Sexy Beast vai virar série da Paramount

    14 de julho de 2019 /

    A Paramount encomendou uma temporada de 10 episódios de “Sexy Beast”, série que adapta o filme homônimo de 2000. A produção é uma parceria entre os estúdios Anonymous Content e Paramount Television, responsáveis por sucessos como “13 Reasons Why” e “The Alienist”. Estreia do cineasta Jonathan Glazer (“Reencarnação” e “Sob a Pele”), “Sexy Beast” é um filme de gângsteres que rendeu até uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Ben Kingsley. Na trama, Ray Winstone vive Gal Dove, um ladrão que resolve se aposentar da vida do crime, saindo em férias com sua mulher e amigos para a Espanha. Mas seu antigo parceiro Don Logan (papel de Kingsley) quer que ele participe de um grande assalto em Londres e se recusa a aceitar “não” como resposta. Ian McShane também está no elenco com o poderoso chefão Teddy Bass, que se beneficiaria do crime. A série será um prólogo que contará o passado criminoso desses personagens, mostrando o começo da parceria entre Gal Dove e Don Logan, na época em que começam a trabalhar para o chefão Teddy Bass e Gal conhece e se apaixona pela estrela de cinema adulto DeeDee – sua futura esposa. Gal é um ladrão brilhante e Don é um gângster cruel, e a série vai explorar o complicado relacionamento do par, em meio à loucura sedutora do mundo criminoso de Londres durante os vibrantes e voláteis anos 1990. A atração foi desenvolvida por Michael Caleo, roteirista das séries clássicas “Rescue Me” e “Os Sopranos”, além do filme “A Família”, de Luc Besson, e o primeiro episódio terá direção da cineasta Karyn Kusama (“O Peso do Passado”). Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    Renee Zellweger é Judy Garland em trailer emocionante de cinebiografia

    8 de julho de 2019 /

    A LD Entertainment divulgou o pôster e o emocionante trailer completo de “Judy”, cinebiografia em que Renee Zellwegger se transforma em Judy Garland. A trama acompanha a lendária atriz de “O Mágico de Oz” (1939) e “Nasce uma Estrela” (1954) no final de sua vida. Separada, endividada e sem opções para cuidar dos filhos, ela aceita embarcar numa turnê de shows em Londres em 1968, onde realiza espetáculos concorridos, envolve-se com o último amor de sua vida, dá vexames e luta contra a depressão, semanas antes de morrer de overdose aos 47 anos de idade. É um grande melodrama. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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