Uma Fada Veio Me Visitar: Trailer mostra volta de Xuxa ao cinema após 14 anos
A Imagem Filmes divulgou o trailer do novo filme de Xuxa, “Uma Fada Veio Me Visitar”. A prévia lembra um programa humorístico, com algumas cenas de série adolescente, ao mostrar como Luna, uma jovem que não acredita em fadas, acaba recebendo a visita de uma delas. Na trama, após passar quatro décadas congelada, a Fada Tatu, vivida por Xuxa, é escolhida para transformar Luna e Lara, que se odeiam, em melhores amigas. Mas para cumprir a missão, a fada precisará lidar com as mudanças do século 21. Xuxa não fazia um filme há 14 anos, desde “Xuxa em O Mistério de Feiurinha”, coestrelado por sua filha Sasha em 2009. Mas já tem um longa com fadas no currículo, “Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas”, lançado em 2002. Na nova produção, ela contracena com Antonia “Tontom” Périssé, filha caçula de Heloisa Périssé, além de Dani Calabresa, Lívia Inhudes, Manuela Kfuri, Vitória Valentim, Henrique Camargo e Lucas Burgatti. Se a premissa do longa parece ligeiramente conhecida, é porque se trata de uma adaptação do livro homônimo de Thalita Rebouças, que já tinha inspirado outro filme, “É Fada” (2016), estrelado por Kéfera Buchmann e Klara Castanho. Desta vez, o roteiro é da própria Thalita Rebouças, em parceria com Patrícia Andrade (“Entre Irmãs”), e a direção ficou a cargo de Viviane Jundi (“Detetives do Prédio Azul 2: O Mistério Italiano”). A estreia está marcada para 12 de outubro, Dia das Crianças.
Rodrigo Santoro compartilha imagens de filmagens na Amazônia
O ator Rodrigo Santoro postou nesta terça (25/7) uma série de fotos no Rio Negro, na Amazônia, onde aparece com um novo visual. O ator está no local para as filmagens do longa “Outro Lado do Céu”, dirigido por Gabriel Mascaro (“Divino Amor”), e se diz feliz com a oportunidade de conhecer o estado. Imersão na Amazônia “Nos últimos dias estive mergulhado no ‘Outro Lado do Céu’, novo filme de Gabriel Mascaro. Além de ser um diretor que eu admiro e com quem sempre quis trabalhar, o convite pra mergulhar nesse Brasil da Amazônia, do Rio Negro, do coração da floresta foi um verdadeiro presente”, disse ele no Instagram. Durante a viagem, o ator foi para Novo Airão, nadou no Rio Negro, passeou de barco, conheceu comunidades indígenas e comeu tucunaré. “O lugar aqui é maior do que tudo e, absolutamente imerso, tive a sensação de que isso potencializou o nosso trabalho, a nossa entrega. Espero que vocês gostem”, afirmou o ator. Santoro chamou atenção principalmente por apresentar um visual com barba e cabelo grande cacheado. “A terceira foto está de cair o queixo. Linda demais!”, elogiou uma seguidora. Quem também está no filme é Tainá Müller, da famosa série “Bom dia, Verônica”, que postou imagens de comunidades ribeirinhas do Amazonas nos Stories do Instagram. Sobre o “Outro Lado do Céu” Como no longa anterior de Mascaro, o premiado “Divino Amor” (2019), a trama do filme é uma distopia e se passa após o governo criar um sistema de isolamento compulsório para idosos acima de 80 anos, que devem ser confinados numa colônia. Teca, uma das personagens, tem 77 anos e vive num vilarejo em Muriti, na Amazônia, quando é surpreendida pela notícia. É quando ela resolve, escondida dos oficiais, embarcar numa viagem nos rios e ao submundo para realizar seu último sonho: passear de avião. Com produção da Globo Filmes, o longa deve ter estreia mundial em 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro)
Festival de Veneza aposta em polêmicas com filmes de Polanski e Woody Allen
O 80º Festival de Veneza, que ocorrerá de 30 de agosto a 9 de setembro, anunciou uma seleção de filmes que promete atrair a atenção internacional, mas também gerar controvérsias. Entre os filmes selecionados estão obras de diretores que foram recentemente “cancelados” por denúncias de abusos sexuais: Roman Polanski, Woody Allen e Luc Besson. Diretores polêmicos Polanski, que fugiu dos EUA em 1978 após ser condenado por agressão sexual a uma adolescente, apresentará seu novo filme, “The Palace”, fora da competição. Woody Allen traz “Coup de Chance”, e Luc Besson estreará “DogMan” na competição. Todos os três cineastas foram alvo de alegações de abuso e, no contexto do movimento #MeToo, de campanhas de cancelamento online. No entanto, apenas Polanski foi acusado formalmente de um crime. Woody Allen foi considerado inocente das alegações de abuso de sua filha adotiva nos anos 1990 e os tribunais franceses rejeitaram repetidamente as acusações contra Besson, inclusive recentemente descartando um caso envolvendo uma suposta agressão a uma atriz belga. Alberto Barbera, diretor do festival, defendeu a escolha de incluir Polanski na programação oficial. “O caso Polanski [tem sido] debatido há 50 anos. Não entendo por que não se pode distinguir entre as responsabilidades do homem e as do artista”, disse ele. “Polanski tem 90 anos, é um dos poucos mestres em atividade, fez um filme extraordinário… Pode ser o último filme de sua carreira, embora eu espero que ele faça como [Joaquim] de Oliveira, que fez filmes até os 105 anos. Eu me posiciono firmemente entre aqueles que no debate distinguem [entre] a responsabilidade do homem e a do artista.” Filmes descancelados “The Palace”, de Polanski, é descrito como uma comédia negra ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo em 1999. O elenco inclui John Cleese, Luca Barbareschi, Oliver Masucci, Fanny Ardant e Mickey Rourke. Já “Coup de Chance”, de Allen, é o primeiro filme do diretor em francês. Nos últimos anos, Allen encontrou dificuldades para garantir financiamento nos EUA para seus filmes, após as alegações de abuso de sua filha adotiva, Dylan Farrow, ressurgirem na era pós-#MeToo. No entanto, distribuidores europeus continuaram a apoiá-lo. O novo filme, que será lançado na França em 27 de setembro, inclui um elenco de estrelas francesas, incluindo Lou de Laage, Valerie Lemercier, Melvil Poupaud e Niels Schneider. “DogMan”, de Besson, marca o retorno do diretor ao cinema, após se afastar por quatro anos para lidar com acusações de assédio e estupro. O drama, que traz Caleb Landry Jones como um jovem marcado pela vida, que encontra sua salvação através do amor por seus cães, foi um sucesso de pré-vendas para a Kinology no European Film Market em Berlim em fevereiro, vendendo seus direitos de exibição para quase todo o mundo. Cinema brasileiro A programação do Festival de Veneza também exibe o longa-metragem brasileiro “Sem Coração”, que fará sua estreia mundial na mostra paralela Horizonte. O filme é uma coprodução oficial entre Brasil, França e Itália, dirigido e escrito por Nara Normande e Tião, e produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan, Alberto Fasulo (Itália) e pela Vitrine Filmes. “Sem Coração” se passa no verão de 1996, no litoral de Alagoas, e acompanha Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022. Presença de grandes cineastas Outros destaques do festival são “The Killer”, de David Fincher, que traz Michael Fassbender como um assassino frio que começa a desenvolver uma consciência, e “Maestro”, de Bradley Cooper, um drama sobre o grande maestro Leonard Bernstein. Ambos são lançamentos da Netflix, que também está competindo pelo Leão do Ouro com “El Conde”, do chileno Pablo Larrain, que retrata o ditador Augusto Pinochet como um vampiro. A lista de cineastas americanos ainda inclui Ava DuVernay, que traz “Origin”, sobre o sistema de hierarquia que moldou os EUA, Sofia Coppola, que apresenta a cinebiografia “Priscilla”, cinebiografia de Priscilla Presley, e Michael Mann, que entra na disputa com o drama de corrida “Ferrari”, com Adam Driver no papel de Enzo Ferrari, o fundador da famosa marca de carros. O festival também mostrará a estreia do diretor mexicano Michel Franco em inglês, com “Memory”, um filme ambientado em Nova York e estrelado por Jessica Chastain e Peter Sarsgaard, além de novos filmes do diretor japonês de “Drive My Car”, Ryûsuke Hamaguchi, chamado “Evil Does Not Exist”, e do grego Yorgos Lanthimos, a ficção científica surrealista “Poor Things”, estrelado por Emma Stone. Seleção europeia A Itália também marca forte presença com seis títulos na competição, liderados pelo filme de abertura “Comandante”, um épico anti-guerra ambicioso estrelado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. Outros destaques italianos incluem “Io Capitano”, de Matteo Garrone, sobre a jornada homérica de dois jovens africanos que deixam Dakar para chegar à Europa, e “Finalmente L’alba”, de Saverio Costanzo, ambientado na Cinecittà durante os anos 1950, quando as famosas instalações de cinema eram conhecidas como a “Hollywood no Tibre”. Da França, vem o já mencionado “Dogman”, de Luc Besson, e “The Beast”, uma sci-fi de Bertrand Bonello que traz Léa Seydoux como uma jovem atormentada que decide purificar seu DNA em uma máquina, que a levará em uma jornada por uma série de vidas passadas. Outros filmes notáveis incluem os poloneses “The Green Border”, de Agnieszka Holland, sobre a crise humanitária desencadeada pelo presidente bielorrusso Lukaschenko, que em 2021 abriu a fronteira da Bielorrússia com a Polônia para migrantes, e “Kobieta Z”, da dupla de diretores Małgorzata Szumowska e Michał Englert. O Festival de Veneza de 2023 acontecerá de 30 de agosto a 9 de setembro.
Silvero Pereira será Maníaco do Parque em novo filme do Prime Video
O ator Silvero Pereira (“Pantanal”) estará na pele de Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como o Maníaco do Parque, em novo filme de true crime do Prime Video. A produção contará a história do serial killer condenado a mais de 260 anos de prisão por estupro e assassinato de pelo menos sete mulheres. O filme terá assinatura do diretor Maurício Eça e será produzido por Marcelo Braga, responsáveis pela dobradinha “A Menina que Matous os Pais” e “O Menino que Matou meus Pais”. Já o roteiro será feito por L.G. Bayão (“O Doutrinador”) com base nas pesquisas realizadas pela jornalista investigativa Thaís Nunes. Além de Silvero Pereira, o longa-metragem terá Giovanna Grigio (“Perdida”) no papel de Elena, uma repórter em início de carreira que vê o caso como a chance de alavancar sua carreira. O anúncio foi feito pela Amazon nesta terça-feira (25/7) junto com a revelação de uma série documental sob ponto de vista das sobreviventes e famílias das vítimas. A segunda obra será intitulada “Maníaco do Parque: A História Não Contada” e também está prevista para 2024. O documentário será dirigido por Thais Nunes junto com Maurício Eça, com produção executiva de Marcelo Braga e Flávia Tonalezi (“Mulheres Olímpicas”). Segundo a Amazon, os projetos surgiram numa pesquisa realizada pela produtora Santa Rita Filmes, que busca novas informações sobre o Maníaco do Parque. As obras analisaram mais de 20 mil páginas e ouviram mais de 50 pessoas envolvidas no crime brutal. Relembre o caso O motoboy Francisco de Assis Pereira foi acusado de atacar 21 mulheres e assassinado 10 delas, escondendo seus corpos no Parque do Estado, em São Paulo. Ele é réu confesso de 11 vítimas, mas só obteve condenação por sete. A história do serial killer, que se tornou um dos mais conhecidos do Brasil, foi revelada pela repórter Elena após investigação minuciosa sobre os crimes. “Enquanto Francisco segue vivendo livre e atacando mulheres, sua fama na mídia sensacionalista cresce vertiginosamente, gerando terror na capital paulista”, diz a sinopse do longa-metragem da Amazon Prime Video. Já a série documental deve apresentar depoimentos inéditos e revelações surpreendentes sobre o caso, bem como os equívocos na apuração e o papel da mídia durante a investigação criminal.
Amor Estranho Amor: Filme polêmico de Xuxa será exibido na TV
O filme “Amor Estranho Amor”, protagonizado por Xuxa Meneghel em 1982, vai passar na TV paga neste domingo (23/7). Após voltar a ser assunto com o lançamento de “Xuxa – O Documentário” pela Globoplay, o famoso drama de Walter Hugo Khouri, que chegou a ser tirado de circulação por Xuxa, será transmitido às às 23h30 pelo Canal Brasil. Controvérsias e censura “Amor Estranho Amor” contém toques de erotismo e tem sido objeto de controvérsia desde o seu lançamento. Na trama, Xuxa interpreta Tamara, uma garota de 15 anos que foi vendida para um prostíbulo. Além de mostrar cenas de nudez de Xuxa, o filme também mostra a apresentadora simulando sexo com um garoto de 12 anos, interpretado por Marcelo Ribeiro. Xuxa, que tinha 17 anos na época das filmagens, relembrou o filme durante o lançamento de seu documentário. Ela revelou que até hoje algumas pessoas a chamam de pedófila por ter protagonizado a cena erótica com um menor de idade. “As pessoas não querem saber que é uma ficção, não olham a história sobre exploração infantil”, explicou a apresentadora. Ex-ator mirim defende filme O ex-ator mirim, que hoje é empresário, participou do documentário do Globoplay e defendeu o longa. “Na verdade, o filme nunca foi polêmico, polemizaram ele”, avaliou Marcelo. O problema com o longa só aconteceu porque depois Xuxa começou a apresentar programas infantis na TV. Segundo ela, locadoras apelavam para vender as fitas: “Diziam: ‘Venha ver o que a Xuxa faz com seus baixinhos’. Isso foi pesado, não tinha nada a ver”. Xuxa acabou se arrependendo de ter participado da produção. Tentando proteger sua reputação, ela conseguiu tirar o filme de circulação na justiça – o que acabou prejudicando a carreira de Marcelo. “Infelizmente, aconteceu toda essa polemização, que me tirou do circuito. A minha imagem iria associar negativamente ao seu nome. Eu sofri isso. Me abafaram, me colocaram num caldeirão e acabou.” A volta de “Amor Estranho Amor” Depois de vetar a exibição do filme de 1991 a 2018, pagando em torno de R$ 345 mil por ano pelos direitos da obra, Xuxa acabou desistindo do bloqueio. Assim, “Amor Estranho Amor” pôde receber um relançamento e voltar à mídia. O próprio Canal Brasil já havia exibido o filme em 2021. A nova exibição do longa na televisão marca mais um capítulo na história de “Amor Estranho Amor”, que continua a gerar debates e controvérsias quatro décadas após seu lançamento. Em seu documentário, a Rainha dos Baixinhos pediu que as pessoas assistam ao filme para tirarem suas próprias conclusões e enterrem de vez a ilusão de que se trata de uma produção pornô. Na verdade, a história fala dos bastidores da política do Brasil e faz uma denuncia sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes.
10 Filmes: As principais estreias para ver em casa
Bastante eclética, a programação de cinema em casa desta semana tem comédia de ação, thriller sul-coreano, drama brasileiro, suspenses, romances e punk rock. Confira abaixo a seleção com os 10 principais lançamentos para ver em streaming. CLONARAM TYRONE! | NETFLIX A comédia estrelada por John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Jamie Foxx (“Dupla Jornada”) combina humor, sci-fi e ação com o estilo do cinema blaxploitation dos anos 1970. Na trama, Boyega interpreta Fontaine, um traficante de drogas que deveria estar morto após ser baleado por seu rival. Só ele que nunca levou o tiro, que atingiu outra pessoa exatamente igual. Ao investigar o mistério, ao lado de Yo-Yo (Teyonah Parris, de “WandaVision”) e do cafetão Slick Charles (Foxx), Fontaine descobre o plano de uma misteriosa organização para clonar a população negra. A direção é de Juel Taylor (roteirista de “Creed II”), que também escreveu o roteiro ao lado de Tony Rettenmaier (“Space Jam 2: Um Novo Legado”). A BRUXA – PARTE 1: A SUBVERSÃO | HBO MAX O thriller sul-coreano gira em torno de Ja-yoon (interpretada pela estreante Kim Da-mi), uma adolescente talentosa que vive uma vida pacata em uma cidadezinha rural, até aparecer em um programa de talentos na televisão e atrair a atenção de figuras de seu passado esquecido. É que a jovem aparentemente normal escapou de uma instalação governamental secreta quando criança e possui habilidades especiais. Perseguida, Ja-yoon começa a descobrir seus poderes e a enfrentar uma série de conflitos e lutas – intensas, acrobáticas e criativas – , enquanto tenta desvendar os mistérios de sua origem e identidade. Visualmente impressionante, com sequências de ação de tirar o fôlego e uma estética futurista industrial que contrasta com a simplicidade da vida rural de Ja-yoon, o filme de 2018 é a primeira parte de uma trilogia do diretor Park Hoon-jung (“Nova Ordem”), que lançou a segunda parte nos cinemas no ano passado. SEDE ASSASSINA | VOD* A estreia em Hollywood do cineasta argentino Damian Szifrón (“Relatos Selvagens”) é um thriller policial sobre a caça a um sniper assassino. Profissional que mata seus alvos à distância sem deixar pistas, o serial killer escapa de todas as tentativas de captura, até que uma policial inexperiente é recrutada para o caso num palpite do chefe da investigação, e demonstra que seu perfil desajustado pode ser a chave para entender a mente desse assassino. O elenco destaca Shailene Woodley (“Divergente”), Ben Mendelsohn (“Capitã Marvel”) e Jovan Adepo (“Babilônia”). ASSASSINO SEM RASTRO | HBO MAX Mais um thriller de ação de Liam Neeson (“Busca Frenética”), que mesmo após completar 70 anos segue dando tiros e correndo sem parar – com ajuda de dublês. Desta vez, ele vive um assassino experiente na mira do FBI. Quando se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, vira um John Wick da Terceira Idade para caçar e matar as pessoas que o contrataram, antes que elas – ou o FBI – o encontrem primeiro. Para complicar, sua memória começa a vacilar e ele é forçado a questionar todas as suas ações, inclusive em quem pode confiar. A direção é de outro veterano: Martin Campbell, que assinou dois filmes de “007”. Isto ajuda “Assassino sem Rastro” a ser melhor que “Agente das Sombras”, “Missão Resgate”, “Na Mira do Perigo”, “Legado Explosivo” e outros thrillers genéricos recentes da carreira do ator. DESEJO PROIBIDO | VOD* O novo drama romântico do polonês Tomasz Mandes, diretor da franquia “365 Dias”, tem todos os defeitos que os fãs de erotismo soft minimizam. O novelão com atores são ruins de corpos belos gira em torno de uma mulher mais velha, que se envolve com um instrutor de paraquedismo 15 anos mais novo. O affair se complica quando a filha da mulher resolve aparecer sem avisar e fica furiosa ao descobrir a relação, decidindo fazer de tudo para acabar com o romance, inclusive se oferecer para o amante da própria mãe. O protagonista masculino é um dos galãs de “365 Dias”, o italiano Simone Susinna, atual affair da cantora Anitta. A FELICIDADE DAS COISAS | MUBI A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, como um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo de 2021. NADA É POR ACASO | AMAZON PRIME VIDEO O drama espírita nacional acompanha duas mulheres desconhecidas que, após muitos encontros furtuitos, percebem estar ligados por laços formados além dessa vida. Curiosamente, o diretor Márcio Trigo, que estreia no cinema, é mais conhecido por programas humorísticos do Multishow, como “Treme Treme”, “Xilindró” e “Multi Tom”. O elenco destaca Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”), Mika Guluzian (“Pacto de Sangue”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”). VERGEL | VOD* Em pleno verão, uma mulher brasileira (Camila Morgado, de “Bom Dia, Verônica”) espera o corpo do seu marido que foi morto durante as férias do casal na Argentina. A burocracia é tanta e a espera tão longa que ela começa a perder a noção do tempo e o senso de realidade. O apartamento onde ela está hospedada é cheio de plantas, que são quase personagens, mas ela sequer consegue cuidar delas. Até que uma vizinha (Maricel Álvarez, de “O Tradutor”) se oferece para ajudar a regar e a mulher encontra nessa desconhecida alguém com quem compartilhar sua dor. Drama minimalista de confinamento, o filme da cineasta argentina Kris Niklison (“Diletante”) também registra a última performance de Maria Alice Vergueiro (“Tapa na Pantera”), falecida em 2020. RUDE BOY | MUBI O clássico “perdido” de 1980 co-dirigido por Jack Hazan e David Mingay, é um retrato do cenário punk britânico no auge da banda The Clash. O filme foi rodado durante a produção do álbum “Give ‘Em Enough Rope”, mas ganhou proeminência após o grande sucesso comercial do álbum duplo “London Calling”. O enredo principal se concentra em Ray Gange, um jovem à deriva (que também é um dos roteiristas), que passa de empregado de uma sex shop em Soho a roadie do The Clash. Embora ele se torne parte do círculo interno da banda, Gange representa tudo o que a banda se opõe: a intolerância e a política reacionária. A trama do filme é construída em torno das sessões de gravação e performances ao vivo do The Clash, incluindo o concerto “Rock Against Racism”, que aconteceu em Victoria Park em 1978. Embora o filme tenha estrutura narrativa inconsistente, a força da música e das performances do The Clash compensa tudo, fornecendo um retrato autêntico da banda em seu auge. “Rude Boy” também é lembrado por sua polêmica devido à insatisfação da banda com uma subtrama que difamava os jovens negros em Londres durante a era Thatcher. O grupo até tentou desautorizar o filme. Entretanto, a passagem do tempo o transformou em um documento valioso. Ainda que amargo, é um testemunho do auge do punk e um retrato da época, com uma trilha repleto de clássicos do Clash, como “Career Opportunities”, “I’m So Bored With the USA”, “Stay Free” e “I Fought The Law”. THE PUNK SINGER | FILMICCA O documentário retrata a vida e a carreira de Kathleen Hanna, uma figura influente na cultura punk e no universo feminista, e ícone do movimento riot grrrl dos anos 1990. Dirigido por Sini Anderson, o filme demonstra a importância de Hanna para o rock alternativo americano, como vocalista da influente banda Bikini Kill, e sua luta contra a doença de Lyme, que levou ao fim da banda em 2005. A narrativa é construída a partir de uma rica coleção de material de arquivo, incluindo performances ao vivo, entrevistas de vários roqueiros lendários e momentos pessoais, que ilustram a energia e a paixão de Hanna tanto no palco quanto fora dele. A história de Hanna é contada de forma cronológica, desde seus primeiros dias no Bikini Kill, passando pela fundação do movimento riot grrrl, sua influência no Nirvana e sua saída abrupta da cena musical devido à doença de Lyme. O filme também destaca a relação de Hanna com seu marido, Adam Horowitz, também conhecido como Ad-Rock dos Beastie Boys, e a importância de seu apoio durante a fase mais difícil de sua vida. O documentário termina com um concerto de tributo a Hanna em 2010, onde várias bandas interpretam suas músicas e ela mesma se apresenta com seu novo projeto musical, Julie Ruin. Depois disso, a cantora ainda lançou o projeto punk eletrônico Le Tigre. Mas só foi superar a doença em 2015, situação que lhe permitiu dar uma reviravolta. Depois de colocar um The à frente da banda Julie Ruin e lançar dois álbuns, ela retomou o Bikini Kill em 2019. As riot grrls originais tiveram os planos da grande volta atrapalhados pela pandemia, mas tocaram em vários festivais nos últimos dois anos e permanecem juntas até hoje. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Uma Fada Veio Me Visitar: Volta de Xuxa ao cinema ganha pôster
A Imagem Filmes divulgou o pôster do novo filme de Xuxa, “Uma Fada Veio Me Visitar”. Vale lembrar que Xuxa já fez um filme com fadas, “Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas”, lançado em 2002. Já a nova produção é baseada no livro homônimo de Thalita Rebouças, que inspirou outro filme, “É Fada” (2016), estrelado por Kéfera Buchmann e Klara Castanho. A trama acompanha Luna, uma adolescente que não acredita em fadas, mas acaba recebendo a visita de uma delas e as duas se tornam grande amigas. O elenco destaca Antonia Périssé, filha caçula de Heloisa Périssé, além de Dani Calabresa, Lívia Inhudes, Manuela Kfuri, Vitória Valentim, Henrique Camargo e Lucas Burgatti. O roteiro é da própria Thalita Rebouças, em parceria com Patrícia Andrade (“Entre Irmãs”), e a direção é de Viviane Jundi (“Detetives do Prédio Azul 2: O Mistério Italiano”), com produção da Bonze e coprodução da Paramount e da Rubi. Ainda não há previsão de estreia. Xuxa não fazia um filme desde “Xuxa em O Mistério de Feiurinha”, coestrelado por sua filha Sasha em 2009. A apresentadora, que ganhou um documentário da Globoplay nesta semana, também será vista em breve em “Tarã”, série infantil do Disney+ em que tem o papel de uma farmacêutica e é mãe da protagonista, uma menina de 14 anos, descendente de um povo originário da Amazônia. Angélica também está no elenco.
Bruno Barreto vai filmar história da ativista Maha Mamo
A vida de Maha Mamo, ativista de Direitos Humanos que passou 30 anos como apátrida, será contada em um filme dirigido por Bruno Barreto (“Flores Raras”). Maha é filha de sírios e, por conta da combinação de leis religiosas e de nacionalidade no país árabe que impedem casamentos inter-religiosos, ela não pôde ser registrada lá. Seu pai é cristão e sua mãe, muçulmana. Após uma longa batalha, Maha adquiriu a nacionalidade brasileira em 2018. Intitulado “The Yellow Passport” (O Passaporte Amarelo), o projeto cinematográfico encontra-se em fase de desenvolvimento pela produtora Fábrica, que teve participação majoritária adquirida recentemente pelo grupo multimídia Banijay, sediado na França. Uma história de luta pelo direito de existir A trajetória de Maha foi narrada em detalhes no livro “Maha Mamo – A Luta de uma Apátrida pelo Direito de Existir”, publicado em 2020. Nessa obra, escrita em parceria com o jornalista Darcio Oliveira, Maha relata desde sua infância e juventude em Beirute até a vida no Brasil. Apátrida é como são chamadas as pessoas sem pátria, que não têm uma nacionalidade e, por consequência, vivem sem os direitos básicos garantidos a qualquer cidadão. Nessa condição, Maha e seus irmãos enfrentaram obstáculos para exercer questões elementares de cidadania, como a frequência escolar, acesso a hospitais ou o simples direito de ir e vir, devido à falta de documentação. A busca pelo pertencimento No livro, Maha compartilha sua busca por pertencer ao mundo, descrevendo desde os esforços da mãe para matricular os filhos sem documentos em uma escola — visando a educação como único meio de assegurar um futuro mais digno — até a vida no Brasil, único país que abriu suas portas para que os irmãos Mamo existissem oficialmente. Nessa jornada, Maha contou com o apoio do ACNUR, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Maha Mamo é hoje um símbolo da campanha I Belong, que pretende acabar com a apatridia no mundo. Sua história se tornou uma inspiração para todos aqueles que foram privados de seus sonhos. Demonstrando força e determinação, ela nunca desistiu, mesmo diante de obstáculos aparentemente intransponíveis. Como destaca Maha, ela é filha de uma mulher chamada Kifah, que significa “luta” em árabe, e este sempre foi o seu lema.
Festival de Gramado homenageará cinco mulheres importantes do cinema brasileiro
Em um feito inédito, a edição de 2023 do Festival de Gramado vai homenagear exclusivamente mulheres que contribuíram significativamente para o cinema brasileiro. A produtora Lucy Barreto receberá o Troféu Eduardo Abelin, a atriz Ingrid Guimarães será agraciada com o Troféu Cidade de Gramado, Laura Cardoso e Léa Garcia serão homenageadas com o Troféu Oscarito, e Alice Braga contemplada com o Troféu Kikito de Cristal. A presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, enalteceu o protagonismo feminino no setor. “Pela primeira vez na nossa história estamos entregando todas as nossas honrarias a mulheres. Assim, refletimos sobre as diversas gerações de mulheres que construíram e constroem o cinema no Brasil”, afirmou Volk. Lucy Barreto, mineira de Uberlândia, é uma das produtoras mais ativas do cinema brasileiro. Com uma carreira que remonta ao final dos anos 1960, Barreto é reconhecida por sua contribuição à indústria audiovisual nacional e internacional, tendo produzido importantes obras do cinema brasileiro como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “O Quatrilho” (1995), e “Flores Raras” (2013). Por sua vez, a atriz Ingrid Guimarães tornou-se uma das atrizes mais populares do Brasil. Natural de Goiânia, ela acumula uma carreira de mais de 35 anos, com inúmeros sucessos no teatro, na televisão e no cinema. Ingrid foi responsável por uma revolução no cinema nacional, com a trilogia “De Pernas Pro Ar” (2010-2019), um dos maiores sucessos cinematográficos do século, além de ter participado do primeiro “Minhã Mãe É uma Peça” (2013) e de comédias como “Fala Sério, Mãe” (2017), que consolidaram seu nome entre os mais populares do cinema brasileiro. A veterana atriz Laura Cardoso, de 95 anos e mais de sete décadas dedicadas à atuação, é uma pioneira na televisão brasileira. Estreou em 1952 e coleciona prêmios até hoje. No cinema, participou de clássicos como “Corisco, O Diabo Loiro” (1968), “Tiradentes, O Mártir da Independência” (1977) e “Terra Estrangeira” (1995). Seu trabalho mais recente é a comédia “De Perto Ela Não é Normal” (2020). Também com vasta experiência, Léa Garcia está com 90 anos e soma mais de 100 produções no cinema, teatro e televisão. Peça fundamental na quebra da barreira dos personagens até então destinados a atrizes negras, ela se destacou em novelas como “Selva de Pedra” (1972), “Escrava Isaura” (1976), “Xica da Silva” (1996) e “O Clone” (2001). Além disso, já foi premiada no próprio Festival de Gramado com “Filhas do Vento” (2004) e os curtas “Hoje tem Ragu” (2008) e “Acalanto” (2013). Mais jovem da lista, aos 40 anos Alice Braga é mais vista em Hollywood que no Brasil. Sobrinha da famosa Sonia Braga, ela estourou com “Cidade de Deus” (2002) e, desde então, já participou de 40 produções, atuando ao lado de nomes como Will Smith, Anthony Hopkins, Margot Robbie, Ben Affleck e Matt Damon. Mas nem por isso abandonou a terra natal, encontrando tempo para filmar obras como “Entre Idas e Vindas” (2016) e “Eduardo e Mônica” (2020). As homenageadas receberão suas honrarias durante a 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado, em uma celebração à contribuição feminina à indústria do cinema.
10 Filmes: O novo Bird Box e as principais estreias do streaming
Filmes de terror marcam a programação de estreias para ver em casa nesta semana, com o lançamento do derivado espanhol de “Bird Box” na Netflix e mais dois títulos elogiados – e inéditos – nas locadoras digitais. A relação de destaques ainda inclui a superprodução “Babilônia”, dramas indies e europeus, além de dois documentários – um de rock e outro brasileiro. Confira abaixo a curadoria do Top 10. BIRD BOX BARCELONA | NETFLIX Derivado do sucesso apocalíptico “Bird Box”, estrelado por Sandra Bullock em 2018, o filme é uma história paralela, passada em Barcelona e com um elenco espanhol. A trama acompanha a proliferação de casos de loucura e suicídio pela Europa, concentrando-se num grupo de sobreviventes na cidade do título, que tentam escapar ao caos cobrindo os olhos com vendas, para não ser influenciado pela ameaça que ninguém pode ver. O detalhe é que um grupo de fanáticos faz questão que todos vejam as criaturas enlouquecedoras. O elenco conta com alguns astros conhecidos dos filmes de Pedro Almodóvar, como Lola Dueñas (“Abraços Partidos”), Michelle Jenner (“Julieta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Dor e Gloria”), além de Diego Calva (“Aceleradas”), Mario Casas (“As Bruxas de Zugarramurdi”), Alejandra Howard (“Fátima: A História de um Milagre”), Patrick Criado (“Antidisturbios”), Celia Freijeiro (“Uma Visão Diferente”), Gonzalo de Castro (“Sob Suspeita”), a inglesa Georgina Campbell (“Krypton”) e a menina alemã Naila Schuberth (“Blackout”). Roteiro e direção estão a cargo dos irmãos Álex e David Pastor, responsáveis pelo bom thriller apocalíptico “Virus”, pelas séries “Incorporated” e “The Head: Mistério na Antártida”, além do suspense “A Casa” na própria Netflix. Mas a crítica internacional achou o trabalho apenas mediano. PISCINA INFINITA | VOD* O novo horror de Brandon Cronenberg (“Possessor”), filho do mestre David Cronenberg (“Crimes of the Future”), passa-se num resort tropical de luxo, onde James, um escritor com bloqueio criativo (Alexander Skarsgård, de “Succession”), e sua esposa rica (Cleopatra Coleman, de “Dopesick”) tiram férias ao estilo “The White Lotus”. No entanto, a suposta tranquilidade do paraíso rapidamente desmorona quando eles são convidados por outro casal, que inclui a fã sedutora do escritor, Gabi (Mia Goth, de “Pearl”), para explorar o lado mais sombrio do país tropical. Enquanto Skarsgård apresenta uma performance cativante ao revelar instintos ferais e masoquistas, é Goth quem mantém o público na ponta dos pés com sua energia arrebatadora, alternando entre sutileza e histeria de maneira espetacular. Um acidente de carro resultante de uma noite de bebedeira coloca o protagonista em um dilema de vida ou morte, levando a trama a um rumo bizarro, com a revelação de um sistema de justiça peculiar que permite aos turistas ricos testemunhar e experimentar a sua própria morte por meio de clones. Cronenberg, seguindo os passos de seu pai, constrói uma trama que vai além do simples terror, com uma narrativa marcada pela paranoia e a sátira da elite, inspirado nos clássicos surrealistas do mestre Luis Buñuel. A visão distorcida de luxo, orgias e hedonismo, bem como o conflito entre a riqueza e a pobreza, são capturados de forma habilidosa e visceral, dando ao filme um toque de humor negro. A despeito do clima pesado e das situações perturbadoras, a narrativa é frequentemente permeada por momentos de comédia e mudanças súbitas de tom. Embora o filme seja instigante e assustador em sua maneira macabra e provocativa, também oferece uma profundidade de caracterização raramente encontrada em filmes de horror mais convencionais. EIGHT FOR SILVER | VOD* O terror gótico estrelado por Boyd Holbrook (“Logan”) e Kelly Reilly (“Yellowstone”) faz uma releitura da lenda do lobisomem. A trama se passa numa propriedade rural remota do final do século 19, que começa a sofrer ataques sobrenaturais. Após aldeões espalharem rumores sobre uma maldição, o patologista John McBride (Holbrook), que perdeu a família para um surto semelhante anos antes, chega para investigar o caso que envolve a aristocrática família Laurent. A narrativa envolve um grupo de capangas contratado pela família Laurent para exterminar um acampamento de ciganos em suas terras, o que provoca uma maldição que se manifesta através de transformações em lobisomens. Paralelamente, a comunidade enfrenta uma epidemia de cólera e desafios criados pela separação das classes. Com isso, a trama oferece uma visão única das lendas de lobisomens, misturando momentos de horror com contexto social e cultural. Também conhecido como “The Cursed”, o filme escrito e dirigido por Sean Ellis (“Operação Anthropoid”) foi exibido nos festivais de Sundance e Sitges, e atingiu 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes (alta para terror). BABILÔNIA | PARAMOUNT+ Grande extravagância do diretor Damien Chazelle (“La La Land”), o filme é uma recriação da Era de Ouro da indústria cinematográfica americana, durante a transição do cinema mudo para o falado, como muito sexo, drogas e jazz. A maioria dos personagens é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate em “Era uma Vez… em Hollywood”, Margot Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual dos anos 1920, Já o personagem de Brad Pitt (que venceu o Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood”) é baseado em grandes atores do período, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. A encenação é exageradíssima, tudo é histérico, mas não faltam os que adoram justamente esse aspecto da produção. Por sinal, mesmo com críticas negativas (56% de aprovação no Rotten Tomatoes), o filme venceu 40 prêmios por sua realização técnica e foi indicado a três Oscars. Além de Pitt e Robbie, o elenco estelar inclui Diego Calva (“Narcos: México”), Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. SEM ALTERNATIVA | VOD* O drama de William Dickerson (“Detour”) é uma adaptação do romance de estreia do próprio diretor, lançado em 2012 e inspirado em sua própria vida, incluindo a luta de sua irmã contra a doença mental e o vício, que culminou em seu suicídio em 2014. Ambientada num subúrbio de classe alta de Nova York, a obra retrata a adolescência de dois irmãos durante o auge do grunge, pouco depois da morte de Kurt Cobain em 1994. Thomas e Bridget Harrison, interpretados pelos novatos Conor Proft e Michaela Cavazos, são filhos de um juiz conservador envolvido em escândalos (Harry Hamlin, de “As Bruxas Mayfair”). Thomas é o baterista de uma banda pop punk e Bridget usa o rap para expressar sua insatisfação com o mundo. Ao mesmo tempo em que Thomas se concentra em sua banda e na ansiedade pela resposta de sua candidatura à universidade, Bridget lida com o equilíbrio delicado entre antidepressivos e um crescente alcoolismo. Ambos encontram na música um meio de expressão e uma fuga de suas realidades. Bridget logo adota o nome artístico de Bri Da B e começa a ganhar destaque no cenário do hip-hop local, enquanto Thomas aspira transformar sua banda no “novo Nirvana”. A obra se destaca por sua abordagem autêntica e profundamente sentida da adolescência, trazendo uma perspectiva sincera sobre as dificuldades de crescer em meio à turbulência da doença mental e as mudanças na cena musical da época. STARS AT NOON | VOD* Dirigido pela aclamada cineasta francesa Claire Denis (“High Life”), o drama ambientado na Nicarágua contemporânea acompanha a história de Trish, uma jornalista americana interpretada por Margaret Qualley (“Maid”). Chegando ao país com grandes ambições profissionais, ela rapidamente se vê em um modo de sobrevivência, tendo suas esperanças e recursos financeiros desgastados ao longo do tempo. Inicialmente movida por um idealismo juvenil, ela agora flutua entre bares e camas aleatórias, buscando manter-se em um país turbulento. Sua vida toma um rumo diferente quando conhece Daniel (interpretado por Joe Alwyn, de “Duas Rainhas”), um inglês misterioso que afirma trabalhar para uma empresa de petróleo. O que se inicia como uma atração superficial pela disponibilidade financeira de Daniel, rapidamente se transforma em uma intensa paixão, conduzindo a trama por uma paisagem de motéis baratos e paredes suadas, em meio ao tumulto social da Nicarágua. Mas as tensões políticas e conflitos que se desenrolam ao redor do casal são ofuscados por seus encontros intensos. Com uma performance mercurial de Qualley e Alwyn, “Stars at Noon” oferece uma representação poderosa de corpos entrelaçados, desconforto cultural e lutas por sobrevivência. Baseada no romance homônimo de 1986 de Denis Johnson, a narrativa não convencional apresenta uma abordagem honesta à experiência do expatriado, que é, ao mesmo tempo, fascinante e inquietante. TRÊS MULHERES – UMA ESPERANÇA| VOD* Inspirado em eventos reais, o drama europeu é ambientado nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial, após um trem carregado de prisioneiros judeus ser abandonado por soldados nazistas em fuga das tropas soviéticas. Interceptados pelos comunistas, os passageiros famintos e doentes encontram refúgio numa pequena aldeia alemã sob controle do Exército Vermelho. A protagonista do filme, Simone (Hanna van Vliet, de “Anne+: O Filme”), é instruída pela líder comunista Vera (Eugénie Anselin, de “Nós Duas”) a morar na casa de uma órfã chamada Winnie (Anna Bachmann, de “Loverboy”), que teve os pais assassinados durante a invasão. A situação é complicada pela epidemia de tifo que os soviéticos tentam controlar. Enfrentando circunstâncias difíceis, as três mulheres acabam unindo seus destinos, enquanto cada uma enfrenta suas próprias injustiças e tormentos. Roteiro e direção são da holandesa Saskia Diesing (“Nena”). A SALA DOS PROFESSORES | FILMICCA O longa-metragem de estreia da diretora croata Sonja Tarokić centra-se na vida de Anamarija, uma conselheira escolar trintona interpretada por Marina Redžepović (“Batalha dos Zumbis”) em seu primeiro papel principal num grande filme. Ao começar seu trabalho numa escola primária de Zagreb, ela enfrenta uma série de desafios enquanto tenta ajudar seus alunos e lida com a dinâmica complicada da instituição. Anamarija confronta inúmeros problemas, desde um aluno problemático que luta contra a dinâmica familiar até a oposição que enfrenta de Vedrana (Nives Ivanković), a diretora da escola. No entanto, o conflito central se dá com Siniša (Stojan Matavulj), um professor de História excêntrico e paranoico que prefere evitar o convívio com os demais colegas de trabalho. Este insistente clima de caos e tensão na escola leva Anamarija a perceber que, para sobreviver neste ambiente, precisará sacrificar sua própria integridade. Apesar das múltiplas tramas e subtramas, o longa se concentra em grande parte na escola, com apenas alguns desvios para um passeio e algumas cenas na casa de Anamarija. Tarokić adota uma abordagem à la Robert Altman, criando uma mise-en-scène complexa, executada com excelência, que se desenvolve em um murmúrio incessante de vozes de adultos e crianças. A estratégia é de proporcionar, com atraso, informações sobre eventos chave que ocorrem frequentemente fora de cena, reforçando a sensação de caos mal controlado. Embora a obra seja dominada por vermelhos e brancos, a performance arrebatadora de Matavulj como o professor de História e a manipulação deliciosa de Ivanković como a diretora aparentemente ignorante são as características que adicionam tensão e tempero ao filme. SIRENS | FILMICCA A obra da diretora marroquino-americana Rita Baghdadi mergulha na vida das integrantes da banda de thrash metal Slave to Sirens, formada nos arredores de Beirute, Líbano. A banda, composta por cinco mulheres, é conduzida por suas fundadoras, Lilas Mayassi e Shery Bechara, que além de serem musicistas talentosas, enfrentam o desafio de se expressarem através de um gênero musical que não é exatamente popular em sua região. A narrativa é centrada em Lilas, uma guitarrista obstinada e apaixonada que mantém em segredo seu interesse por garotas. Lilas e Shery não apenas compartilham uma química musical intensa, mas também um passado complicado....
“Missão: Impossível 7” é a grande estreia da semana nos cinemas
Um dos filmes mais esperados do ano, “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” começa a ser exibido em 1,3 mil salas nesta quinta (13/7), acompanhado de elogios rasgados da crítica internacional e enorme expectativa do público. Tom Cruise fará o impossível ocupando mais de um terço do circuito brasileiro. Apesar disso, duas fantasias românticas também terão lançamento amplo: “O Portal Secreto”, com distribuição em mais de 300 telas, e a produção brasileira “Perdida”, que chega em 500. Confira a seguir todas as estreias da semana no cinema. MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 Tom Cruise volta a impressionar os fãs de cinema no papel de Ethan Hunt, o agente incansável da MIF (Força Missão Impossível), que desta vez enfrenta um inimigo conhecido como a Entidade, um programa de inteligência artificial prestes a ganhar consciência e ameaçar a existência do mundo. Ao lado do protagonista, um elenco de apoio composto por Rebecca Ferguson, Ving Rhames, Simon Pegg, Vanessa Kirby e a nova adição, Hayley Atwell (a “Agente Carter”), junta-se para combater esta ameaça iminente. A trama em si é mera desculpa para um impressionante desfile de cenas vertiginosas passadas num cenário global, que vão desde o deserto árabe até a capital italiana, sem esquecer os abismos da Noruega, enquanto Ethan e sua equipe envolvem-se em perseguições frenéticas de carros, saltos de paraquedas de tirar o fôlego e lutas em cima de um trem em disparada. A dedicação de Cruise e sua insistência em realizar suas próprias cenas de ação se traduzem em sequências que justificam o nome de “Missão: Impossível” – e que são uma característica definidora da franquia. Mas desta vez o filme não é apenas um festival de ação, pois também explora a paranoia mundial em torno da recente ascensão da inteligência artificial. Unanimidade entre a crítica, com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme também tem um desfecho trágico para os fãs da franquia, enquanto prepara o terreno para o que está por vir no próximo capítulo da saga. O PORTAL SECRETO A nova fantasia ao estilo “Harry Potter” é uma adaptação do romance de Tom Holt e se desenrola em JW Wells & Co, uma venerável corporação mágica londrina, responsável por orquestrar todos os incidentes diários de coincidência e imprevistos que ocorrem na vida urbana. Inicialmente, o recém-chegado estagiário Paul Carpenter (Patrick Gibson, de “Sombra e Ossos”) desconhece completamente a verdadeira função da empresa quando aceita o emprego. Diferente de sua colega novata Sophie (Sophie Wilde, de “Eden”), que possui habilidades empáticas, ele parece não ter talentos notáveis. Por isso, se sente aliviado quando o CEO da empresa (Christoph Waltz, de “Django Livre”) o encarrega de encontrar uma porta mágica que desapareceu em algum lugar da empresa. Mas, nessa busca, ele se vê constantemente surpreendido por essa espécie de Hogwarts corporativa, repleta de regras arbitrárias e objetos misteriosos. Dirigido pelo experiente diretor de TV Jeffrey Walker (“H2O: Meninas Sereias”) e co-produzido pela Jim Henson Company (produtora dos “Muppets”), o filme também destaca em seu elenco o veterano Sam Neill (“Jurassic Park”) como um gerente impiedoso, que têm planos diferentes para o futuro do mundo. Com elementos de fantasia e comédia, “A Porta Portátil” também apresenta um toque de sátira e brinca com a ideia da porta capaz de conduzir à diferentes dimensões. No entanto, a história central gira em torno dos protagonistas e de seu envolvimento romântico, tornando o filme uma raridade dentro do cinema comercial familiar. PERDIDA Giovanna Grigio (“Rebelde”) estrela a adaptação do livro de Carina Rissi, que conta uma fantasia romântica com viagem no tempo. Na trama, Sofia (Grigio) é uma jovem moderna apaixonada por obras antigas, como os clássicos de Jane Austen. Ao tentar convencer uma editora a investir no nicho, ela acaba se frustrando com o pedido negado. Logo em seguida, a personagem é transportada para um mundo semelhante ao dos livros que tanto gosta, ambientados no século 19. Completamente perdida, Sofia conta com a ajuda do encantador Ian Clarke (Bruno Montaleone, de “Verdades Secretas”) para resolver o mistério por trás de sua chegada naquele lugar – enquanto vive seu próprio romance de época. Primeiro longa dirigido por Katherine Chediak Putnam e Dean Law (do curta “Inferno”), o elenco ainda conta com Nathália Falcão (“Desalma”), Bia Arantes (“Órfãos da Terra”), Sérgio Malheiros (“Um Natal Cheio de Graça”), Hélio de la Peña (“Conversa Piada”) e Luciana Paes (“Galeria Futuro”). A NOITE DO DIA 12 O thriller vencedor de seis prêmio César (o Oscar da França), incluindo Melhor Filme francês do ano, é a investigação de um crime real: o assassinato de Clara, uma estudante de 21 anos (interpretada por Lulu Cotton-Frapier, de “Instituto Voltaire”), que é morta de forma brutal no interior do país. Após sair da casa de sua melhor amiga em uma festa do pijama, ela decide voltar para casa sozinha às 3 da manhã, sendo atacada por uma figura encapuzada que a queima viva. O caso é entregue à polícia de Grenoble, liderada pelo recém-promovido Capitão Yohan Vivès (Bastien Bouillon, de “A Garota Radiante”), um jovem reservado e de comportamento neutro, que tem como parceiro o veterano Marceau (interpretado por Bouli Lanners, de “Adeus, Idiotas”) de temperamento explosivo. Ao longo da investigação, são apresentados diversos suspeitos, cada um mais sinistro que o outro, mas todos acabam descartados por serem óbvios demais, mantendo a audiência sempre na expectativa de uma solução. A obra do cineasta Dominik Moll (“Eden”) utiliza a narrativa não apenas para solucionar o mistério, mas também para explorar as dinâmicas e hipocrisias existentes dentro da própria força policial. O filme sugere que o assassinato de Clara, além de uma tragédia pessoal, é um reflexo das dinâmicas sociais e do sexismo. Embora a investigação seja o foco central, as ambiguidades e o clima sombrio da história refletem a realidade crua, afastando-se das convenções típicas das histórias de crime. HERÓI DE SANGUE O drama de guerra explora a história não muito difundida dos Tirailleurs Senegaleses – regimentos de africanos colonizados que foram forçados a servir no exército francês durante a 1ª Guerra Mundial. Dirigido por Mathieu Vadepied (“La Vie en Grand”), acompanha um pai (interpretado por Omar Sy, de “Lupin”) que voluntariamente se alista para proteger seu filho (interpretado por Alassane Diong, de “O Rei das Sombras”), no auge da sangrenta Batalha de Verdun. Bakary, um pacífico pastor em Senegal, se vê no meio da guerra quando seu filho de 17 anos é recrutado pelo exército francês. Para salvaguardar a vida de Thierno, Bakary também se alista, levando a dupla para as trincheiras da 1ª Guerra Mundial. O tenente francês branco, Chambreau (interpretado por Jonas Bloquet, de “1899”), nomeia Thierno como cabo após um ato heroico na batalha, colocando-o numa posição curiosa, comandando um esquadrão que também inclui seu próprio pai. Enquanto isso, Bakary faz todo o possível para ambos escaparem. Além da representação visceral do campo de batalha, o filme apresenta momentos intensos de conflito entre duas gerações, simbolizados pelas visões contrastantes de Bakary e Thierno. Enquanto Bakary sonha em retornar ao Senegal e retomar sua vida pacífica como pastor de gado, Thierno começa a vislumbrar a possibilidade de construir uma nova vida na França. Ao mesmo tempo, o filme destaca-se pela maneira como toca em temas de colonialismo e imperialismo durante a guerra. LUZ NOS TRÓPICOS A cineasta franco-colombiana Paula Gaitán (“Exilados do Vulcão”) conta 4 horas de histórias paralelas, separadas por 150 anos no Tempo, num mesmo espaço fluvial. O filme se desdobra em torno da jornada de um jovem indígena, interpretado por Begê Muniz, que parte em busca de sua ancestralidade Kuikuro, numa viagem pelo Parque do Xingu até as águas do Pantanal. Esta narrativa é entrelaçada com cenas que retratam a rotina de colonizadores franceses e portugueses explorando a floresta amazônica, que oferecem perspectivas contrastantes em idiomas português, francês, kuikuro e outros. Gaitán é conhecida por sua habilidade em mesclar registros documentais e ficcionais. “Luz nos Trópicos” convida o espectador para uma jornada de metamorfoses, apresentando uma mistura de imagens de arquivos, película, Super 8, 16mm, documentação dialógica, experimentação pictórica e rítmica, cinema de fluxo e cortes rápidos. E inclui até uma performance musical de batuques liderada por Arrigo Barnabé, que interpreta um dos estrangeiros da trama. Reconhecido em vários festivais de cinema, o longa longuíssimo foi exibido na 70ª edição do Festival de Berlim e venceu o 9º Olhar de Cinema, mostra de cinema independente de Curitiba.
Cláudia Abreu tem desejo de matar em trailer de suspense
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Tempos de Barbárie – Ato I: Terapia da Vingança”, um “Desejo de Matar” brasileiro estrelado por Cláudia Abreu (“Desalma”). Dirigido por Marcos Bernstein (“O Amor Dá Voltas”, o suspense nacional traz o personagem da atriz em busca por vingança após sua filha ser vítima de um assalto violento. Abreu vive uma advogada chamada Carla, cuja vida sofre uma reviravolta brutal quando sua filha é baleada em uma tentativa de assalto e fica em estado grave. Apesar de buscar apoio em grupos de ajuda, ela se encontra insatisfeita com a falta de resultados da investigação policial e decide fazer justiça com as próprias mãos. Elenco grandioso O elenco também conta com Júlia Lemmertz (“Novo Mundo”), Alexandre Borges (“Deus Salve o Rei”), César Melo (“Bom Dia, Verônica”), Kikito Junqueira (“A Força do Querer”), Pierre Santos (“Impuros”), Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”) e Claudia Di Moura (“Segundo Sol”). Bernstein também é um dos roteiristas do filme, juntamente com Victor Atherino (“Faroeste Caboclo”) e Paulo Dimantas (“Todas as Melodias”). O filme marca o primeiro trabalho de Cláudia Abreu após sair da Globo, onde trabalhou durante 37 anos. A estreia está marcada para 17 de agosto.
“Elementos” lidera bilheterias do Brasil pelo terceiro fim de semana
Pelo terceiro fim de semana consecutivo, a nova animação da Disney/Pixar, “Elementos”, dominou as bilheterias brasileiras, surpreendendo com uma arrecadação de R$ 9,33 milhões, superior à semana passada. Segundo dados da Comscore, o longa conseguiu atrair um público de 439 mil pessoas, alcançando a expressiva soma total de R$ 33,7 milhões no Brasil até o momento. Em uma disputa acirrada pelo 2º lugar, a estreia de “Sobrenatural: A Porta Vermelha”, quinto filme da franquia de terror, superou “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”. Com uma arrecadação de R$ 5,7 milhões em seu primeiro final de semana no país, o horror da Sony conquistou 269 mil espectadores, enquanto o último “Indiana Jones” ficou com R$ 4,7 milhões e público de 190 mil pessoas. O resto da bilheteria O Top 5 da bilheteria nacional continua a ser dominada por grandes franquias e blockbusters. “The Flash” e “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” mantiveram-se em destaque, vendendo 89 mil e 87 mil ingressos, respectivamente. “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” merece um destaque especial, tendo acumulado um público de 3,26 milhões de pessoas e uma renda de R$ 62,36 milhões desde sua estreia em 1 de junho. Em contraste, a estreia de “Os Aventureiros – A Origem”, novo filme de Luccas Neto, que conta com uma base de fãs considerável devido a seu canal do YouTube, levou apenas 80 mil espectadores aos cinemas, ficando em 6º lugar com uma arrecadação de R$ 1,64 milhão. A lista completa do Top 10 nacional também inclui “A Pequena Sereia”, com um público de 57,7 mil espectadores, “Transformers: O Despertar das Feras”, com 20,5 mil bilhetes vendidos, “Velozes e Furiosos 10”, com 13,7 mil ingressos, e “Que Horas eu Te Pego?” e seus 11,1 mil espectadores. No total, os dez filmes mais assistidos entre os dias 6 e 9 de julho somaram uma receita de R$ 28,36 milhões, levando 1,31 milhão de pessoas aos cinemas. Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | ELEMENTOS | 2 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | 3 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 4 | THE FLASH | 5 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO |












