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  • Filme,  Série

    Camila Mendes, de Riverdale, quer fazer filmes brasileiros

    28 de novembro de 2019 /

    A atriz Camila Mendes, interprete de Veronica Lodge em “Riverdale”, gostaria de fazer filmes brasileiros. Filha de pai e mãe brasileiros, ela fala português, apesar de ter nascido e crescido nos Estados Unidos. “Muitas pessoas ficam surpresas ao descobrir [sobre a origem brasileira], mas depois elas pensam ‘nossa, faz sentido, o nome dela é Camila Mendes'”, disse a atriz, em entrevista por telefone ao UOL nesta quinta (28/11). Cheia de projetos, após o sucesso da série, ela afirmou que toparia também trabalhar no Brasil. “Estou aberta a isso”, contou. “Eu acho que não conseguiria improvisar em português, mas com certeza poderia atuar em português. Só teria que ser o projeto certo, com o papel certo”. Apesar do interesse, a atriz admite não ser muito familiarizada com as produções brasileiras, mas se encantou com “Que Horas Ela Volta?”, filme de Anna Muylaert estrelado por Regina Casé, que foi premiado no Festival de Sundance, nos Estados Unidos. “Assisti uns anos atrás e me apaixonei por ele. Achei que era um filme lindo. Com certeza trabalharia [com a diretora]”. Camila também disse que pretende apoiar a inclusão de mais personagens brasileiros no cinema americano, já que muitas personagens que lhe são oferecidas falam espanhol, como Veronica. “Falta representação de brasileiros porque nós somos como uma cultura particular na América Latina. Somos um dos poucos que não falam espanhol, então há essa zona cinzenta esquisita, em que muitos dos papéis que eu disputo tendem a ser de falantes de espanhol ou de personagens que vem de lugares em que se fala espanhol, o que faz com que eu me sinta inadequada, ou que não posso interpretar aquele papel autenticamente”. Ela vai fazer lobby para que suas personagens em Hollywood possam ter origem brasileira. “Eu adoraria levar mais personagens brasileiros às telas e contar histórias de pessoas do Brasil”. Atualmente no ar na 4ª temporada de “Riverdale”, Camila Mendes será vista a seguir na comédia “Palm Springs”, ao lado de Andy Samberg, J.K. Simmons e Tyler Hoechlin, e no terror “Windfall”, com Jamie Chung, Cam Gigandet e Elliott Gould, ambos em fase de pós-produção, mas ainda sem previsão de estreia. “Eu vou levando dia após dia, projeto por projeto, e uso minha intuição para determinar se é o papel certo ou não; se vai me fazer andar para frente de alguma forma ou me desafiar de uma maneira inédita”, explicou sobre as produções.

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  • Filme

    Filmes brasileiros são principais estreias de cinema da semana

    28 de novembro de 2019 /

    A programação de cinema desta quinta (28/11) destaca três produções brasileiras. O filme de maior apelo comercial é “Os Parças 2”, que já foi visto por mais de 500 mil pessoas “sem estrear” – a distribuidora chama de pré-estreia a exibição há duas semanas em mais cinemas que os maiores lançamentos recentes. Comédia movida a trapalhadas e interpretações histéricas, com muitos convidados e ar televisivo, volta a reunir o trio formado por Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa em piadas para quem aprecia o elenco – aparentemente, muita gente. Os outros dois títulos são dramáticos. “Carcereiros – O Filme” é um derivado cinematográfico da série da Globo, que se materializa na tela grande com qualidade – e exageros – de blockbuster americano. A direção é de um especialista em filmes criminais, José Eduardo Belmonte (“Alemão”), que também trabalha na série e imprime um ritmo de ação envolvente. A trama acompanha quase em tempo real um turno de trabalho do personagem vivido por Rodrigo Lombardi, que precisa deixar seus dilemas familiares de lado com a chegada de um prisioneiro especial, Abdel (Kaysar Dadour, ex-“BBB”), um perigoso terrorista internacional, que acrescenta ainda mais tensão ao presídio, em eterna prontidão por conta da luta entre duas facções criminosas. Mas o grande destaque é “Aspirantes”. Sem atores famosos, orçamento mínimo e distribuição limitada, o primeiro filme de Ives Rosenfeld é um gol de placa. Gira em torno de dois amigos que jogam futebol amador e sonham com um futuro no esporte. Mas enquanto um começa a decolar, o outro encara a dura realidade de uma esposa adolescente grávida e a necessidade de trabalhar por salário mínimo. Venceu diversos prêmios, inclusive Diretor, Ator (Ariclenes Barroso) e Atriz Coadjuvante (Julia Bernat) no Festival do Rio, além de ter sido exibido no exterior em festivais de prestígio, como o europeu Karlovy Vary, e arrancar elogios da crítica internacional. Na lista de estreia internacionais, a mais ampla é “Uma Segunda Chance para Amar”, de Paul Feig (“Caça-Fantasmas”), que conta uma história natalina de amor improvável entre Emilia Clarke (a Daenerys de “Game of Thrones”) e Henry Golding (“Podres de Ricos”), ao som de clássicos do cantor George Michael. Tão inofensiva quantos os similares românticos da Netflix, mas melhor que o desastre lindamente fotografado de “A Revolução em Paris”. A sugestão “indie” fica para a comédia islandesa “A Resistência de Inga”, sobre uma viúva que resolve enfrentar a corrupção de sua cooperativa, num clima que lembra “Três Anúncios para um Crime”. Trata-se da estreia da semana com a maior nota no Rotten Tomatoes: 75% de aprovação. Confira abaixo a lista completa dos lançamentos com seus trailers e sinopses. Os Parças 2 | Comédia | Brasil Após saber que China deixou a cadeia e está em busca de vingança, Romeu (Bruno de Luca) precisa conseguir dinheiro para deixar o país o quanto antes. Para tanto, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) juntam forças para reformar uma colônia de férias, de forma a atrair jovens de todo tipo. Quando o empreendimento enfim começa a funcionar, eles logo passam a competir com uma colônia vizinha, bem mais requintada. Carcereiros – O Filme | Drama | Brasil Adriano (Rodrigo Lombardi) é um historiador graduado e contrário à violência que decide virar carcereiro para seguir os passos do pai. Com a chegada de Abdel (Kaysar Dadour), um perigoso terrorista internacional, ao presídio em que trabalha, a tensão aumenta a ponto de provocar duas facções criminosas que vivem separadamente. Adriano terá de enfrentar uma rebelião – além de controlar os passos de Abdel. Aspirantes | Drama | Brasil Júnior (Ariclenes Barroso) é um jovem que tem o sonho de ser um jogador de futebol profissional. Além de ser membro de um pequeno clube de um cidadezinha no estado do Rio de Janeiro, ele é empregado em outro lugar, para ajudar na renda da família. Mas o rapaz não é tão talentoso ou dedicado quanto seu amigo Bento (Sérgio Malheiros), a estrela do time, e por isso, o inveja. Júnior fica cada vez mais desmotivado de perseguir seu sonho quando sua namorada engravida. Uma Segunda Chance para Amar | Comédia | Reino Unido, EUA Kate (Emilia Clarke) é uma jovem inglesa cuja vida é uma bagunça. Ela trabalha como elfo em uma loja temática de natal o ano todo. Quando ela conhece Tom (Henry Golding), o que parecia impossível se torna realidade, conforme o rapaz enxerga através de todas as barreiras que ela construiu. A Resistência de Inga | Comédia | Islândia, Dinamarca, França Inga (Arndís Hrönn Egilsdóttir) é uma fazendeira de uma pequena comunidade da Islândia, que acaba de ficar viúva. Seu marido costumava tomar conta dos negócios e, agora, ela precisa tomar à frente da gestão da fazenda. Decidida a começar uma nova vida em seus próprios termos, ela decide lutar contra a corrupção e injustiça dentro de sua comunidade, se rebelando contra uma poderosa empresa local. A Revolução em Paris | França | Drama Em 1789, o povo francês se mostra cada vez mais descontente com o rei Luís XVI. Homens e mulheres clamam que o monarca abandone o luxo do palácio de Versalhes para descobrir a miséria pelas ruas de Paris. Juntos, eles vão à Assembleia Nacional para fazer pressão em nome de uma revolução. Com as lutas nas ruas e a queda da Bastilha, surgem as condições para o nascimento da República francesa. Um Amante Francês | Comédia | França Após 25 anos morando com Denise, Alex é dispensado de surpresa e fica sem lugar para morar. Obrigado a se mudar para a casa da irmã e do sobrinho, ele decide trabalhar com algo que o dê muito dinheiro e felicidade: ser um gigolô a procura de uma rica herdeira. Bonnie Bears – Aventura em Miniatura | Animação | China Quando os Irmãos ursos Boonie Bears acidentalmente viram miniaturas após experimentarem uma invenção de encolhimento, eles iniciam uma grande aventura para que possam voltar ao tamanho normal. Enquanto buscam um antídoto para o tamanho, os ursos também lutam contra os problemas de poluição que estão acabando com o ecossistema e impedindo que os animais possam viver em paz. Duas Coroas | Docudrama | Polônia No dia 14 agosto de 1941, em Auschwitz, na Polônia, o sacerdote Maximiliano Kolbe (Adam Woronowicz) fez uma difícil escolha: dar a sua vida para salvar um pai de família que mal conhecia. Sem ter ideia do grande legado que deixaria para as gerações futuras, Kolbe dedicou sua jornada à compaixão e solidariedade, e anos depois de sua morte foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II. Liberdade É uma Grande Palavra | Brasil, Uruguai | Documentário Muhammad é um homem palestino que passou 13 anos na Prisão de Guantánamo. Depois de anos de tortura, fome e humilhação, ele tem a oportunidade de começar uma nova vida com sua esposa no Uruguai. O diretor Guillermo Rocamora acompanha Muhammad nos dois anos em que ele tem o apoio financeiro do governo, enquanto ele lida com a burocracia, procura por emprego e tenta se reabilitar à vida fora da prisão. Fernando | Brasil | Documentário Misturando realidade e ficção, o professor e artista Fernando, um brasileiro de 74 anos, é provocado a interpretar sua própria vida e rotina. E, mesmo passando por um momento em que sua saúde está gravemente abalada, toca o seu cotidiano e projetos artísticos sem interrupção. Novas Espécies – A Expedição do Século| Brasil | Documentário Setenta pessoas, dentre eles cinquenta renomados cientistas, exploram a Floresta Amazônica na região da Serra da Mocidade em Roraima jamais visitado pelo homem. Agora, o grupo vai superar os obstáculos que vierem pela frente e nos mostrar o resultado da pesquisa que conseguiu identificar mais de 80 novas espécies de animais, plantas e insetos, numa das mais importantes descobertas científicas do século.

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    Cacau Protásio sofre ataque racista de bombeiros durante filmagens

    27 de novembro de 2019 /

    A reação de bombeiros cariocas à filmagem de uma cena da próxima comédia da atriz Cacau Protásio no Quartel-Central da corporação, no centro do Rio, gerou uma crise de relações públicas, após vazamentos de gravações racistas e homofóbicas dos militares no Whatsapp. Nas cenas de “Juntos e Enrolados”, filmadas no último domingo (24/11), a atriz usa com farda de bombeira e dança no Quartel acompanhada de quatro bailarinos, o que desagradou aos integrantes da corporação. Em uma das mensagens, um homem diz: “Olha a vergonha no pátio do quartel central. Essa mulher do ‘Vai que Cola’, aquela gorda, colocou a farda e botou os dançarinos viados com roupa de bombeiro. Isso é um esculacho, rapaz. Qual é a desse comandante? Vai deixar uma pu**ria dessas no pátio do quartel?”. Em outro áudio, outro homem faz comentários ainda mais pesados, com termos homofóbicos, gordofóbicos e racistas. “Vergonhoso. Mete aquela gorda, preta, filha da puta numa farda de bombeiro, uma bucha de canhão daquela, com um monte de bailarino viado, quebrando até o chão. Vão achar que é o que? Bombeiro? Aquilo é tudo viado. Lamentável.” A atriz, que tem familiares bombeiros, tinha agradecido o acolhimento recebido durante as gravações e se disse orgulhosa por interpretar uma integrante da instituição. “Eu gostaria de agradecer a CBMERJ, na Praça da República, por nós receber muito bem hoje. Nos assessorou em todos os momentos. Muito obrigada. Essa corporação tem meu respeito. Eu estou amando fazer a bombeiro sargento Diana”, escreveu ela no Instagram, acrescentando que sua personagem é uma homenagem a familiares que servem à corporação. “Eu quero homenagear os bombeiros maravilhosos da minha família, Cláudio Valente e Dirceu Protásio”, disse. Mas após a repercussão das mensagens vazadas, ela voltou à rede social numa série de vídeos, em que se mostrou bastante abalada. “Em respeito a vocês, vim aqui dizer o que está acontecendo. Estou fazendo um filme onde interpreto uma bombeiro sargento, e, domingo, fui gravar no batalhão no centro da cidade. Fui super bem recebida e bem assessorada, sendo que tem um bombeiro que fez um vídeo de uma cena solta e espalhou por aí. Em momento algum ele desceu pra saber o que tava acontecendo, o que é que era. E a cena que ele postou é um pedaço de uma cena que é um sonho do meu superior. Eu faço um filme, eu conto história. Aquilo ali é uma ficção, não é realidade. E ele espalhou o vídeo com um áudio me xingando de negra, gorda, filha da puta, cambada de viado. Racismo é preconceito, se ele não sabe. E isso é muito triste. Não entendi por que tanto ódio”, disse. A atriz continuou: “Sou negra, sou gorda, sou brasileira, sou atriz, eu conto histórias, conto ficção. Não mereço ser agredida, assim como nenhuma pessoa. Eu respeito a opinião de alguns bombeiros que dizem que ‘ah, eu não acho certo’, mas vai ver realmente a história antes de agredir. Eu printei tudo o que foi colocado na minha página. Tem uma menina no Facebook também superfalando mal. Postou uma foto minha de farda e os coleguinhas dela me detonando. Tudo isso eu printei, porque é crime. Você ser preconceituoso é crime. Racismo é crime. Você pode não gostar, mas tem que respeitar. E por que esse ódio? Juro que não entendo. A cena é uma alucinação de um personagem, um sonho, quando ele volta eu tô ali, trabalhando. O bombeiro é uma corporação que eu respeito, que amo, que queria ser quando criança. Nas minhas primeiras entrevistas, sempre falei isso”. Cacau aproveitou para criticar a postura dos profissionais que a insultaram. “Sei que sou uma pessoa forte, mas ouvir tudo isso de um ser humano é horrível, é muito triste. E como uma pessoa que veste uma farda tão linda tem essa postura? Como posso dizer que ele salva vidas, que ele faz o amor, tendo essa postura e falando tanta coisa horrorosa, tanta coisa feia, ofendendo? Eu respeito e acho que eles têm o direito de gostar ou não gostar. Mas eles tinham que perguntar primeiro. O mal da gente é primeiro julgar e jogar pedra, pra depois saber o que era e falar que não era algo tão ruim. Só estou aqui pra dizer que racismo é crime. Isso não se faz”, acrescentou, emocionada. Por fim, a atriz disse que, em função da repercussão, existem chances de a cena filmada nunca ser exibida: “A filmagem da gente foi tão legal e, agora, eu ouço que vai ser tirada do filme, que vão mandar cortar. Então por que as pessoas que estavam lá autorizando acharam legal, abraçaram a gente e disseram que estava tudo bem? A gente não fez nada absurdo. Se as pessoas pedirem pra ver a cena, vão ver que não é nada absurdo. Mas respeito a opinião dos bombeiros. Não sei o que eles passam, só admiro. Mas peço que a gente tenha mais compaixão um com o outro”. Em nota oficial, a assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que “não compactua com qualquer ato discriminatório”. “A corporação se solidariza com a atriz Cacau Protásio e já abriu procedimento interno para identificar o(s) militar(es) e apurar a conduta. O CBMERJ reforça o seu compromisso com a população de ‘Vida Alheia e Riquezas Salvar’ independente de cor, gênero, raça ou qualquer outra distinção. Os atos divulgados não representam a corporação centenária que, por anos seguidos, é considerada a instituição mais confiável do Brasil”, diz o comunicado. Ainda sem previsão de lançamento, “Juntos e Enrolados” tem direção de Eduardo Vaisman (“Me Chama de Bruna”) e Rodrigo Van der Put (do especial de Natal Porta dos Fundos “Se Beber, Não Ceie”), e é coestrelado por Rafael Portugal (“Porta dos Fundos”, “Carcereiros – O Filme”). Cacau Protásio tem ainda mais dois filmes para estrear em 2020: as comédias “No Gogó do Paulinho”, em março, e “Canta pra Subir”, em agosto. Ver essa foto no Instagram Eu gostaria de agradecer ao CBMERJ, na praça da República por nos receber muito bem hoje, nos assessorou em todos os momentos, Muito obrigada! Essa corporação tem meu respeito, eu estou amando fazer uma Bombeiro Sargento Diana! Obrigada Deus , mais uma história linda pra contar! Eu quero homenagear os Bombeiros maravilhosos da minha família @clvalente e @dirceuprotasio. Parceiro @pasquim , eu amei nosso dia. #gratidão #obrigadadeus #cinema #comedia #bombeiro #corpodebombeiros Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) em 24 de Nov, 2019 às 4:05 PST Ver essa foto no Instagram Vídeo 1. Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) em 27 de Nov, 2019 às 6:46 PST Ver essa foto no Instagram Vídeo 2. Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) em 27 de Nov, 2019 às 6:48 PST Ver essa foto no Instagram Vídeo 3. Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) em 27 de Nov, 2019 às 6:49 PST Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cacau Protásio (@cacauprotasiooficial) em 27 de Nov, 2019 às 6:50 PST

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    Os Parças 2 já foi visto por mais de 500 mil pessoas “sem estrear”

    26 de novembro de 2019 /

    “Os Parças 2” já levou 526 mil pessoas aos cinemas em duas semanas, segundo levantamento da Comscore. Nesse período, arrecadou R$ 8 milhões em bilheteria. Mas o detalhe é que a comédia com Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa ainda não estreou. O lançamento oficial está marcado apenas para a próxima quinta (28/11). A piada do mercado brasileira é dizer que um filme com distribuição em centenas de cinema e venda de ingressos aberta para consumidores em todos os horários não está em cartaz. O que acontece, dizem, são pré-estreias. Mas pré-estreia é uma antecipação restrita em horário limitado, não uma exibição massiva em 249 salas. Não por acaso, a comédia brasileira foi o segundo filme mais assistido nos cinemas de quinta a domingo (24/11), atrás apenas de “Malévola — Dona do Mal”, que se manteve na liderança pela sexta semana consecutiva. Em termos de comparação, a fábula da Disney foi exibida em 219 salas – isto é, em menos cinemas que o filme que “ainda não estreou” – e arrecadou R$ 2,4 milhões no fim de semana. Desde o lançamento, a versão bruxa de Angelina Jolie levou 4,9 milhões de pessoas aos cinemas e faturou R$ 79,9 milhões em bilheteria no Brasil. Lançado na quinta, “Mais que vencedores” foi o 3º filme mais visto do período, apesar de ter a maior distribuição (em 280 salas), rendendo R$ 1,9 milhão. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 20 a 24 Nov:1. Malévola – A Dona do Mal2. Os Parças 23. Mais Que Vencedores4. Coringa 5. A Familia Adams6. Dora e a Cidade Perdida7. A Invasão ao Serviço Secreto8. As Panteras9. Ford vs Ferrari10. Um dia de Chuva em Nova York — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 25, 2019

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    Gugu Liberato (1959 – 2019)

    22 de novembro de 2019 /

    O apresentador de TV Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22/11) aos 60 anos, após um acidente doméstico em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos, na última quarta-feira. Ele caiu de uma altura de quatro metros, enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa, e não resistiu aos ferimentos. No momento do acidente, estava acompanhado apenas de sua mulher, Rose Di Matteo. Filho de pais portugueses, Antônio Augusto Moraes Liberato, começou na televisão aos 14 anos como auxiliar de produção do Silvio Santos, à época na TV Globo. O jovem paulistano foi chamado por Silvio porque lhe escrevia cartas sugerindo programas. Sílvio Santos o transformou em apresentador ao assumir o controle de um canal de TV, a TVS, depois transformada na rede SBT, e Gugu mais que correspondeu, conquistando grandes audiências nas noites de sábados com seus programas “Viva a Noite” (1982-1992) e “Sabadão Sertanejo (1991-1996)”. Durante sua passagem pelo SBT, ele ajudou a promover a febre das boys band no Brasil, primeiro com o grupo porto-riquenho Menudos, depois com o similar nacional Dominó. Fez tanto sucesso que, no final dos anos 1980, recebeu uma oferta da Globo para assumir a programação dominical da emissora. Mas Silvio Santos interviu, oferecendo-lhe parte de seu horário de domingo, um grande aumento salarial e honorários de publicidade. Gugu passou a apresentar os quadros “Passa ou Repassa” e “Cidade contra Cidade” na faixa que até então era inteiramente comandada por Sílvio Santos, até assumir um programa próprio, “Domingo legal” (exibido até 2009) no SBT. Enquanto isso, Faustão foi contratado pela Globo e os programas dos dois protagonizaram uma das maiores guerras de audiência da década de 1990. Nos últimos anos, o apresentador tinha se mudado para a Record, onde estrelou “Gugu” (2015-2017) e atualmente comandava o reality “Power Couple Brasil” e o show de talentos “Canta Comigo”. Por conta de sua enorme popularidade com o público brasileiro, Gugu também acabou aparecendo em alguns filmes. E não foram poucos. Ele participou de sete longa-metragens, sempre de temática infantil. A estreia aconteceu em “Padre Pedro e a Revolta das Crianças” (1984) como coadjuvante de Pedro de Lara, jurado do “Show dos Calouros”, de Sílvio Santos. Mas, curiosamente, seus filmes seguintes foram todos com astros da Globo: três filmes dos Trapalhões (“Os Fantasmas Trapalhões”, “O Casamento dos Trapalhões”, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”), dois longas solo de Renato Aragão (“Uma Escola Atrapalhada” e “O Noviço Rebelde”) e uma produção da Xuxa (“Xuxa e os Duendes”), que foi seu último papel no cinema em 2001. O apresentador deixa três filhos, frutos do casamento com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as filhas gêmeas, Marina e Sofia, de 15.

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    Indianara vence o Festival Mix Brasil

    21 de novembro de 2019 /

    A organização do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade divulgou os vencedores de sua 27ª edição. A premiação de diversos títulos acabou destacando o documentário “Indianara”, que levou o Coelho de Prata. Dirigido por Marcelo Barbosa e Aude Chevalier-Beaumel, também teve passagem pelo Festival de Cannes 2019, ganhou a categoria mais importante do evento no Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil. Revolucionária por natureza, Indianara Siqueira lidera um grupo de mulheres transgênero que luta pela própria sobrevivência em um lugar tomado por preconceito, intolerância e polarização. Desde disputas partidárias até o puro combate contra o governo opressor, a ativista de origens humildes passou por uma longa trajetória até se tornar ícone do movimento. Entre os curtas-metragens, o vencedor foi “Bonde”. O prêmio do público ficou com “Alice Júnior”, enquanto o drama francês “Retrato de uma Jovem em Chamas” foi o melhor entre os longas internacionais. Confira abaixo a premiação completa Júri oficial de longas-metragens brasileiros Coelho de Ouro de melhor longa-metragem: Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa Coelho de Prata de melhor direção: Bea Morbach, Débora McDowell e Renata Taylor, Transamazônia Coelho de Prata de melhor roteiro: Gustavo Vinagre e Marcelo Diório, A Rosa Azul de Novalis Coelho de Prata de melhor interpretação: Anne Celestino Motta, Alice Júnior Menção honrosa: Alice Júnior, de Gil Baroni Bonde Júri oficial de curtas-metragens brasileiros Coelho de Ouro de melhor curta-metragem: Bonde, de Asaph Lucas Coelho de Prata de melhor direção: Loli Menezes, Selma Depois da Chuva Coelho de Prata de melhor roteiro: Camila Gaglianone, Cris Lyra, Ananda Maranhão, Elis Menezes, Lana Lopes, Raíssa Lopes e Yakini Kalid, Quebramar Coelho de Prata de melhor interpretação: Wallie Ruy, Marie Menção honrosa: Divina Valéria, Marie Alice Júnior Prêmio do público Melhor longa-metragem nacional: Alice Júnior, de Gil Baroni Melhor longa-metragem internacional: Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma Melhor curta-metragem nacional: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Melhor curta-metragem internacional: Les Saints de Kiko, de Manuel Marmier Marina Lima, entre André Fischer e Josi Geller Fogaça Prêmios especiais Prêmio Ícone Mix: Marina Lima Prêmio Suzy Capó: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Prêmio Canal Brasil de Curtas: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca Prêmio Sesc TV: Homens Invisíveis, de Luís Carlos Alencar Prêmio Show do Gongo All Stars: A Drag a Gozar, de Kiko César Prêmio Ida Feldman: Vinheta da 27ª edição, de autoria da agência Vetor Zero Prêmio Big Mix Diversity: Huni Kuin, de Bobware e Beya Xiña Bena Prêmio Mix Literário: Ninguém Vai Lembrar de Mim, de Gabriela Soutello Prêmio Mix Literário (Menção honrosa): Glitter, de Bruno Ribeiro

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    Spirit Awards: A Vida Invisível é indicado ao “Oscar do cinema independente”

    21 de novembro de 2019 /

    O Independent Spirit Awards, um dos principais prêmios da indústria cinematográfica americana, considerado uma espécie de Oscar do cinema independente, divulgou nesta quinta (21/11) sua lista de indicados para sua premiação de 2020. E o longa brasileiro “A Vida Invisível” entrou na disputa do troféu de Melhor Filme Internacional. O longa de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”), lançado nesta quinta nos cinemas, já venceu a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e vários prêmios internacionais. No Spirit Awards, vai concorrer com filmes da França (“Os Miseráveis” e “Retrato de Uma Jovem em Chamas”), Coreia do Sul (“Parasita”), Peru (“Retablo”) e Reino Unido (“The Souvenir”) na categoria. A lista de Melhores Filmes americanos inclui alguns títulos badalados da temporada, como “História de um Casamento”, com Scarlett Johansson e Adam Driver, “Unuct Gems”, com Adam Sandler, e “The Farewell”, com Awkwafina. A surpresa ficou pela lembrança de “A Hidden Life” (2019), novo filme do diretor Terrence Malick. “História de um Casamento” saiu na frente, com um prêmio antecipado. Vai levar o Robert Altman Award, distribuído pela organização do evento para o melhor elenco do ano. Além de Scarlett Johansson e Adam Driver, a produção da Netflix inclui Laura Dern, Alan Alda, Ray Liotta e Merritt Wever. Outros filmes com destaque na premiação são “O Farol”, “Honey Boy”, “As Golpistas”, “The Mustang”, “Luce” e “Judy”. A cerimônia do Independent Spirit Awards ocorre no dia 8 de fevereiro em Santa Mônica, na Califórnia. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Filme A Hidden Life Clemency The Farewell História de Um Casamento Unuct Gems Melhor Direção Robert Eggers, por O Farol Alma Har’el, por Honey Boy Lulius Onah, por Luce Benny Safdie & Josh Safdie, por Unuct Gems Lorene Scafaria, por As Golpistas Melhor Filme de Estreia Olivia Wilde, por Fora de Série Michael Angelo Corvino, por The Climb Kent Jones, por A Vida de Diane Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Laure de Clermont-Tonnere, por The Mustang Stefon Bristol, por A Gente se Vê Ontem Melhor Atriz Karen Allen, por Colewell Hong Chau, por Driveways Elisabeth Moss, por Her Smell Mary Kay Place, por A Vida de Diane Alfre Woodard, por Clemency Renée Zellweger, por Judy Melhor Ator Chris Galust, por Give Me Liberty Kelvin Harrison Jr., por Luce Robert Pattinson, por O Farol Adam Sandler, por Uncut Gems Matthias Schoenaerts, por The Mustang Melhor Atriz Coadjuvante Jennifer Lopez, por As Golpistas Taylor Russell, por Waves Zhao Shuzhen, por The Farewell Lauren “Lolo” Spencer, por Give Me Liberty Octavia Spencer, por Luce Melhor Ator Coadjuvante Willem Dafoe, por O Farol Noah Jupe, por Honey Boy Shia LaBeouf, por Honey Boy Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco Wendell Pierce, por Burning Cane Melhor Roteiro Noah Baumbach, por História de um Casamento Jason Begue & Shawn Snyder, por Ao Pó Voltará Ronald Bronstein, Benny Safdie & Josh Safdie, por Uncut Gems Chinonye Chukwu, por Clemency Tarrell Alvin McCraney, por High Flying Bird Melhor Roteiro de Estreia Fredrica Bailey & Stefon Bristol, por A Gente Se Vê Ontem Hannah Bos & Paul Thureen, por Driveways Bridget Savage Cole & Danielle Krudy, por Blow the Man Down Jocelyn Deboer & Dawn Luebbe, por Greener Grass James Montague & Craig W. Sanger, por The Vast of Night Melhor Fotografia Todd Banhazi, por As Golpistas Jarin Blaschke, por O Farol Natasha Braier, por Honey Boy Chanarun Chotrungroi, por The Third Wife Pawel Pogorzelski, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Melhor Edição Julie Béziau, por The Third Wife Ronald Bronstein & Benny Safdie, por Uncut Gems Tyler L. Cook, por Sword of Trust Louise Ford, por O Farol Kirill Mikhanovsky, por Give me Liberty John Cassavetes Award (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) Burning Cane Colewell Give Me Liberty Premature Loucas Noites com Emily Melhor Documentário Indústria Americana Apollo 11 For Sama Honeyland Island of the Hungry Ghosts Melhor Filme Internacional A Vida Invisível (Brasil) Os Miseráveis (França) Parasita (Coreia do Sul) Retrato de uma Jovem em Chamas (França) Retablo (Peru) The Souvenir (Reino Unido) Melhor Revelação Ernesto Green, por Premature Ash Mayfair, por The Third Wife Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Truer Than Fiction Award (revelação em documentário) Khalik Allah, por Black Mother Davy Rothbart, por 17 Blocks Nadia Shihab, por Jaddoland Erick Stroll & Chase Whiteside, por América Bonnie Award (para cineastas mulheres) Marielle Heller Lulu Wang Kelly Reichardt Robert Altman Award (Melhor elenco) História de um Casamento

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    Lula agradece Fábio Barreto pelo “filme que fez sobre minha juventude”

    21 de novembro de 2019 /

    O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva manifestou-se nas redes sociais sobre a morte do cineasta Fábio Barreto, que foi diretor do longa “Lula, o Filho do Brasil”. “Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude”, escreveu Lula no Twitter. “Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores”, completou o político. O cineasta estava em coma desde 2009, quando sofreu um grave acidente de carro, dois dias após a première de “Lula, o Filho do Brasil” no Festival de Brasília. O último trabalho de Fábio Barreto acabou se tornando o longa mais controvertido de sua carreira, após a consagração de ter obtido a segunda indicação brasileira no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “Quatrilho”. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. Fábio Barreto não viu nada disso, apenas a recepção positiva à première no Festival de Brasília, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou. Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019

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    Fábio Barreto (1957 – 2019)

    21 de novembro de 2019 /

    Morreu na noite de quarta-feira (20/11), no Rio, o cineasta Fábio Barreto, diretor dos filmes “O Quatrilho” e “Lula, o Filho do Brasil”. Ele tinha 62 anos e estava em coma desde dezembro de 2009, após capotar o carro no Rio. Filho dos produtores Luiz Carlos e Lucy Barreto e irmão do cineasta Bruno Barreto, Fábio começou a trabalhar como diretor de cinema em 1977, fazendo curtas-metragens — a estreia aconteceu com “A História de José e Maria”, quando ele tinha 20 anos. Foi assistente de direção do irmão mais velho em “Amor Bandido” (1978), e de Cacá Diegues em “Bye Bye Brasil” (1979), antes de dirigir seu primeiro longa em 1982, “Índia, a Filha do Sol”, com Gloria Pires. Sua estreia foi lançada no Festival de Cannes. Fábio Barreto também atuou em alguns filmes, como “Memórias do Cárcere” (1984) e “For All – O Trampolim da Vitória” (1997). Mas seu principal foco foi a direção. Ao longa da carreira, dirigiu 10 longas dos mais variados gêneros, como o thriller de vingança “Luzia Homem” (1988), o caça-níquel musical “Lambada” (1989), ironicamente pouco visto, e o drama religioso “Nossa Senhora de Caravaggio” (2006). Seu longa-metragem de maior relevância foi “O Quatrilho” (1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. Estrelada por Gloria Pires e Patrícia Pillar, a produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Quatrilho” foi apenas o segundo longa brasileiro a disputar o Oscar, 33 anos após “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, lançado em 1962. O filme também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Glória Pires no Festival de Havana. Mas a qualidade vista naquele filme não se manteve nas obras seguintes, que incluem o romance tropical “Bela Donna” (1998) e o drama de época “A Paixão de Jacobina” (2002). O último trabalho do diretor se tornou seu longa mais controvertido. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. O destaque positivo da produção foi a participação de Gloria Pires como mãe de Lula, repetindo parceria com o cineasta que a lançou no cinema em “Índia, a Filha do Sol” e também a escalou no premiado “O Quatrilho”. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. O filme teve première no Festival de Brasilía, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, Fábio Barreto capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou.

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    A Vida Invisível: Candidato brasileiro ao Oscar é principal estreia de cinema da semana

    20 de novembro de 2019 /

    A programação de estreias desta quinta-feira (21/11) oferece muita variedade, mas para o público brasileiro não deveria haver opção mais importante que “A Vida Invisível”, candidato do país a uma vaga no Oscar 2020, na categoria de Melhor Filme Internacional. Baseado em livro de Martha Batalha, o filme acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. O longa de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) venceu a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e vários prêmios internacionais. E ainda destaca em seu elenco a atriz Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar por “Central do Brasil” e uma das atrizes mais respeitadas do país – exceto pelo atual Secretário da Cultura do Brasil, que a chamou de “canalha” num discurso de rede social de baixíssimo nível, mas ao gosto do presidente Jair Bolsonaro, que ofereceu ao secretário o seu atual cargo. Entre os demais lançamentos, chama atenção “Um Dia de Chuva em Nova York”, novo filme de Woody Allen, que não tem previsão de lançamento nos Estados Unidos devido a uma disputa entre o diretor e o estúdio Amazon. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, mas atores do filme, como Timothée Chalamet (“Me Chame por Seu Nome”) e Rebecca Hall (“Vicky Cristina Barcelona”), viram-se pressionados pela opinião pública e afirmaram que não filmariam mais com Allen, recusando-se a divulgar a obra. Em meio a essa polêmica, “Um Dia de Chuva em Nova York” ainda foi alvo de fake news, que espalharam que sua trama acompanhava um diretor idoso tendo um caso com uma menor de idade. Não é nada disso. Veja o trailer abaixo. Outra curiosidade é que a imprensa europeia amou o filme, enquanto a americana detestou. As estreias amplas também incluem o filme (convencional) de guerra “Midway – Batalha em Alto Mar”, de Roland Emmerich (o diretor de “Independence Day”), que surpreendeu nas bilheterias norte-americanas há dois fins de semana, o suspense da Terceira Idade “A Grande Mentira”, com os veteranos Ian McKellen e Helen Mirren, e a estupidez de “Medo Profundo – O Segundo Ataque”, em que turistas americanas (filhas de Sylvester Stallone e Jamie Foxx) são atacadas por tubarões no Nordeste brasileiro, enquanto mergulham entre relíquias… maias! As ofertas do circuito limitado ainda trazem o documentário “Bixa Travesty”, com a cantora trans Linn da Quebrada, que venceu vários prêmios internacionais, e o terror “Recife Assombrado”, inspirado no livro de Gilberto Freyre “Assombrações do Recife Velho”. Mas há muitas outras estreias. Confira abaixo a lista completa abaixo, com suas sinopses e trailers. A Vida Invisível | Brasil | Drama Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier). Um Dia de Chuva em Nova York | EUA | Comédia Os jovens Ashleigh (Elle Fanning) e Gatsby (Timothée Chalamet) formam um casal que planeja uma viagem romântica a Nova York. No entanto, quando chegam no local, os planos mudam: Ashleigh descobre a possibilidade de fazer uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber) e Gatsby acaba encontrando a irmã (Selena Gomez) de uma antiga namorada. Ao longo do passeio, Ashleigh e Gatsby descobrem novas paixões e oportunidades únicas. Midway – Batalha em Alto Mar | EUA | Guerra O filme traz a perspectiva de soldados e aviadores (americanos e japoneses) que lutaram bravamente durante a Batalha de Midway, no Oceano Pacífico em junho de 1942. Graças a mensagens codificadas, a Marinha americana conseguiu identificar a localização e o horário dos ataques planejados pela Marinha Imperial Japonesa. Até hoje a batalha naval de Midway é considerada pelos historiadores como um dos pontos mais relevantes para o fim da 2ª Guerra Mundial. A Grande Mentira | EUA | Suspense Em um jogo de gato e rato, o golpista Roy Courtnay (Ian McKellen) não resiste aplicar seu golpe mais uma vez quando conhece a recém-viúva Betty McLeish (Helen Mirren) online. Porém, à medida em que a mulher abre sua casa e sua vida para o vigarista, ele se surpreende quando começa a se importar com ela. Medo Profundo – O Segundo Ataque | EUA | Suspense Quatro adolescentes viajam para explorar uma cidade maia submersa. Uma vez lá dentro, a empolgação das jovens se transforma em um choque de terror quando descobrem que as ruínas submersas são um campo de caça para os grandes e mortais tubarões brancos. Com seus suprimentos de ar diminuindo constantemente, as amigas devem navegar pelo labirinto subaquático de cavernas claustrofóbicas e túneis sinistros em busca de uma saída do inferno aquático. Recife Assombrado | Brasil | Terror A busca de Hermano por seu irmão desaparecido na capital pernambucana, uma cidade assombrada por seres de lendas populares e assustadoras. Bixa Travesty | Brasil | Documentário O corpo político de Linn da Quebrada, cantora transexual negra, é a força motriz desse documentário que captura a sua esfera pública e privada, ambas marcadas não só por sua presença de palco inusitada, mas também por sua incessante luta pela desconstrução de estereótipos de gênero, classe e raça. Fogo contra Fogo | África do Sul | Drama Baseado na história real de Solomon Kalushi Mahlangu, um jovem vendedor ambulante que, atraído pelo movimento de libertação, luta contra o opressivo governo do apartheid sul-africano na cidade de Pretória em 1976. Quando ele e seus companheiros são abordados pela polícia durante uma missão, Solomon sofre duas acusações de homicídio e passa a ter que provar sua inocência e lutar por sua vida. Mais que Vencedores | EUA | Drama John Harrison (Alex Kendrick) é um treinador de time de basquete de ensino médio que tem seus sonhos arruinados quando a maior fábrica da cidade é fechada, fazendo com que centenas de famílias precisem se mudar. Relutante em mudar de esporte, ele se vê obrigado a treinar corredores, o que acaba lhe juntando com uma inusitada atleta para ganhar a maior corrida do ano. O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos | Rússia | Animação O rei correu o risco de perder sua família devido as ações malignas da Rainha da Neve. Quando ele encontra uma forma de acabar com a magia do mundo, todas as criaturas com poderes mágicos são banidas para a “Terra dos Espelhos”. Somente uma pessoa pode manter os seres mágicos no nosso mundo e impedir que eles fiquem presos. PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro | Reino Unido | Documentário Enquanto trabalha para desenvolver seu mais novo álbum, a cantora e compositora PJ Harvey passa por epifanias criativas e busca por novas inspirações. Documentada de perto, ela trilha uma jornada intimista ao redor do mundo para reunir todas as influências possíveis em sua próxima criação. UMA – Luz dos Himalaias | Brasil, Índia | Documentário Documentário retrata a fé que movimenta milhares de visitantes de diferentes partes do mundo todos os anos à Índia. Elas vão ao encontro do Rio Ganges. Segundo à tradição, o lugar proporciona autoconhecimento e cura de traumas do passado, na medida em que ele simboliza a sabedoria ancestral indiana, encarnando uma fonte de conhecimento para aqueles que têm dúvidas sobre seus caminhos.

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    A Próxima Canção: Marcelo Serrado vira roqueiro no cinema

    19 de novembro de 2019 /

    O ator Marcelo Serrado (“Crô em Família”) vai viver um roqueiro quarentão, anacrônico e parado no tempo no filme “A Próxima Canção”, do diretor Pedro Amorim (“Eu Sou Mais Eu”). A produtora Querosene Filmes divulgou a primeira foto do ator caracterizado para o papel. Veja acima Serrado com sua guitarra (Fender, é claro) e “peruca de roqueiro”. O longa, que já foi filmado, mostrará o personagem de Serrado precisando se virar, após ser abandonado pela mulher. Mas, para fazer sucesso pela primeira vez, terá que esquecer o orgulho e tocar num reality show musical ao lado de uma deslumbrada aspirante à estrela da música pop. Também fazem parte do elenco Tathi Lopes (“Socorro, Virei uma Garota!”), Luis Miranda (“Crô em Família”), Paulinho Serra (“Vai que Cola 2: O Começo”) e Emanuelle Araújo (“Bingo: O Rei das Manhãs”). O roteiro é de Fernando Ceylão (“É Fada!”), Patricia Corso (“Samantha!”) e Mari Trench (“Pedro e Bianca”). Em fase de pós-produção, “A Próxima Canção” deve ser lançado no ano que vem com distribuição da Fox.

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    Málevola — Dona do Mal lidera bilheterias do Brasil pela quinta semana

    18 de novembro de 2019 /

    Contrariando tendência mundial, “Málevola — Dona do Mal” é um enorme sucesso no Brasil. O filme arrecadou R$ 75 milhões em ingressos vendidos durante suas cinco semanas de exibição no país e lidera até hoje as bilheterias nacionais, segundo levantamento da consultoria Comscore. A produção da Disney também se mantém como o filme com maior distribuição entre os cinemas brasileiros, o que ajuda a explicar seu sucesso local. Exibida em 446 salas, a produção foi assistida por 339 mil pessoas e obteve R$ 5,9 milhões entre quinta e domingo (17/11). Na América do Norte, “Málevola — Dona do Mal” teve desempenho bem diverso. Após as mesmas cinco semanas, ocupa atualmente o 9º lugar na bilheteria, tendo recém-cruzado os US$ 100 milhões de arrecadação doméstica. O ranking da Comscore ainda registra uma anomalia típica do parque exibidor nacional, ao qualificar um filme que ainda não estreou oficialmente em 2º lugar. A comédia brasileira “Os Parças 2” tem lançamento marcado apenas para a próxima semana, no dia 28 de novembro, mas já está entre os longas mais vistos. Fenômeno paranormal? Viagem no tempo? Brecha interdimensional? Apenas o velho truque de marcar uma data e lançar bem antes, com ampla distribuição, e chamar a venda de ingressos aberta a todo o público e em todos os horários de “pré-estreia”. “Coringa” completa o Top 3 com a comemoração de um recorde. Desde a estreia, há sete semanas, o filme acumula renda de R$ 149,7 milhões e público de 4,6 milhões de pessoas. Neste fim de semana em que o longa alcançou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornou-se o filme de maior arrecadação no Brasil com classificação etária para maiores de 16 anos. Para completar, o principal lançamento do fim de semana passado, “As Panteras”, fez fiasco maior no Brasil que nos Estados Unidos, abrindo apenas em 6º lugar. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 14 – 17/Nov:1. Malévola-Dona do Mal2. Os Parças 2 ( Pré Estreia) 3. Coringa4. A Família Adams5. Dora e a Cidade Perdida 6. As Panteras7. Invasão ao Serviço Secreto8. Ford vs Ferrari9. Exterminador do Futuro9. Doutor Sono — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 18, 2019

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    As Panteras é a maior estreia do feriadão com muitas opções de cinema

    14 de novembro de 2019 /

    O fim de semana prolongado pelo feriado de sexta-feira (15/11) animou a programação de cinema, que vai receber muitas estreias comerciais. A maior delas é o reboot de “As Panteras”, que tem lançamento simultâneo aos Estados Unidos. O filme transforma a agência de detetives da série clássica dos anos 1970 num serviço internacional de agentes secretos, enquanto mantém o clima lúdico, que combina cenas de ação com comédia. O destaque da produção é seu elenco, liderado por Kristen Stewart (“Crepúsculo”) e Naomi Scott (“Aladdin”), além da novata Ella Balinska (“The Athena”) e de Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), que também assina a direção. A provação de 64% no Rotten Tomatoes aponta que o nível é o mesmo de “As Panteras” de 2000, com Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Mas, na verdade, resulta mais bobinho que a continuação daquele filme, o fraco “As Panteras: Detonando” (2003). A aventura infantil “Dora e a Cidade Perdida”, adaptação de uma série animada da Nickelodeon, e “Invasão ao Serviço Secreto”, terceiro filme em que Gerard Butler tem que proteger o presidente dos Estados Unidos, já saíram de cartaz na América do Norte. O Brasil é o último país do mundo a exibir os dois no cinema. O primeiro agradou a crítica norte-americana (84%), mas não aos fãs da animação, fracassando nas bilheterias. Já o thriller foi considerado podre pela imprensa (39%), porém faturou o suficiente para garantir a produção de mais uma sequência. Mais duas obras americanas completam o circuito principal, mas são outro tipo de filmes: dramas da temporada de premiações. “Ford vs Ferrari” e “O Irlandês” também têm estreia simultânea com os Estados Unidos. Dirigido por James Mangold (“Logan”), o filme de corridas traz Christian Bale (“Vice”) e Matt Damon (“Pequena Grande Vida”) respectivamente como o piloto britânico Ken Miles e o engenheiro americano Carroll Shelby. Juntos, os dois tentam criar um carro que permitiria à Ford destronar a Ferrari na famosa corrida francesa de 24 Horas de Le Mans, em 1966. O problema é que para serem bem-sucedidos precisam superar a visão corporativa da própria Ford. Caso raro em que arte e entretenimento se complementam na tela, agradou em cheio com 90% no Rotten Tomatoes. Em menos cinemas, “O Irlandês” tem sido chamado de “obra-prima” em algumas críticas, atingindo 96% de aprovação. Baseado numa história real, marca a volta de Martin Scorsese aos dramas de mafiosos e à sua famosa parceria com o ator Robert De Niro. Os dois não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). Ainda há outros veteranos da trama, como Joe Pesci (igualmente de “Cassino”), Al Pacino (“O Poderoso Chefão”) e Harvey Keitel (“Caminhos Perigosos”), todos rejuvenescidos digitalmente. A produção é a maior aposta da Netflix para o Oscar 2020 e seu lançamento tímido reflete a expectativa do mercado para seu lançamento logo em seguida, em duas semanas, ao streaming. Para contrabalançar o tom masculino dos dramas americanos, o circuito limitado destaca duas produções de cineastas femininas, “A Camareira”, candidato do México a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2020, e “Adam”, representante do Marrocos na mesma premiação. Bem cotados, os longas das estreantes Lila Avilés e Maryam Touzani têm, respectivamente, 100% e 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, e lidam com empoderamento e solidariedade diante de condições sociais adversas. Espremidos na programação, dois filmes brasileiros também merecem atenção. Primeiro longa de Tiago Melo (diretor de segunda unidade de “Divino Amor”), “Azougue Nazaré” ilustra o embate da religião contra o maracatu no interior de Pernambuco. Filmado com intérpretes não profissionais, acabou premiando Valmir do Côco como Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado – e ainda foi exibido em diversos festivais internacionais. O último destaque é o impactante documentário “Diz a Ela que Me Viu Chorar”, que registra o cotidiano de dependentes de crack no Hotel Social Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, projeto voltado para promover uma reinserção social de dependentes de drogas e que foi desativado após cortes financeiros na administração municipal – fato que torna o registro da diretora Maíra Bühler (“Ela Sonhou que Eu Morri”) ainda mais triste. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. As Panteras | EUA | Ação Nova adaptação cinematográfica da série policial que foi sucesso na década de 1970. Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) embarcam numa perigosa missão global, a fim de impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade. Dora e a Cidade Perdida | EUA | Aventura Ambientado na floresta peruana, o filme narra as aventuras de Dora (Isabella Merced) junto de seu macaco Botas, amigos que acabou de fazer na escola e um misterioso explorador a fim de salvar seus pais de mercenários. Mas Dora também terá de solucionar um grande mistério envolvendo Paratapa, uma antiga cidade perdida dos Incas. Invasão ao Serviço Secreto | EUA | Ação Dedicado e sempre focado em seu trabalho, o agente do Serviço Secreto Mike Banning (Gerard Butler) vê sua vida mudar completamente da noite para o dia ao ser acusado de conspirar para o assassinato do presidente dos Estados Unidos. Quando percebe que todos estão atrás dele, Mike corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu enquanto foge de outros agentes. Ford vs. Ferrari | EUA | Drama Durante a década de 1960, a Ford resolve entrar no ramo das corridas automobilísticas de forma que a empresa ganhe o prestígio e o glamour da concorrente Ferrari, campeoníssima em várias corridas. Para tanto, contrata o ex-piloto Carroll Shelby (Matt Damon) para chefiar a empreitada. Por mais que tenha carta branca para montar sua equipe, incluindo o piloto e engenheiro Ken Miles (Christian Bale), Shelby enfrenta problemas com a diretoria da Ford, especialmente pela mentalidade mais voltada para os negócios e a imagem da empresa do que propriamente em relação ao aspecto esportivo. O Irlandês | EUA | Drama Conhecido como “O Irlandês”, Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente. Azougue Nazaré | Brasil | Drama O Carnaval, a maior festa brasileira, conhecida internacionalmente, mobiliza as populações de diversas cidades Brasil afora. Em uma cidade do interior, em meio aos canaviais, um grupo de pessoas vive suas vidas, suas tensões, seus desafios, seus sonhos e também rituais fantásticos à espera da chegada dos dias de festa. A Camareira | México, EUA | Drama Eve (Gabriela Cartol) é uma jovem mãe solteira que trabalha longas horas como camareira em um hotel de luxo na Cidade do México. Sonhando com uma vida melhor, ela se inscreve no programa de educação para adultos do hotel. Porém, logo percebe que nem sempre quem faz o trabalho pesado é recompensado. Adam | Marrocos, França | Drama Abla é uma mulher viúva e mãe de uma menina de dez anos de idade. Batalhando para sobreviver e conseguir um bom futuro para sua filha, ela começa um negócio vendendo pães e doces marroquinos. Quando uma jovem grávida aparece em sua porta buscando refúgio, ela se vê obrigada a repensar seu estilo pragmático de maternidade e tem sua vida mudada completamente. Estaremos Sempre Juntos | França | Comédia Preocupado com os rumos da vida, Max (François Cluzet) decide tirar um final de semana de folga em sua casa de praia. Mas seus planos são interrompidos com a chegada de Eric (Gilles Lellouche), Marie (Marion Cotillard), Vincent (Benoît Magimel), Isabelle (Pascale Arbillot) e Antoine (Laurent Lafitte), que planejavam uma festa de aniversário surpresa para ele. Depois de anos afastados, será que a amizade entre todos continua a mesma? Diz A Ela que Me Viu Chorar | Brasil | Documentário Por mais que suas trajetórias possam ter sido diferentes, o destino de todos eles, até então, é o mesmo: ser refém do próprio vício. Confinados em um prédio localizado em São Paulo, um grupo de viciados em crack luta para reconstruir a própria vida enquanto passa pela difícil fase da desintoxicação. Enquanto alguns encaram a situação com bom humor e otimismo, outros já viram dias melhores.

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