Os Parças 2 já foi visto por mais de 500 mil pessoas “sem estrear”
“Os Parças 2” já levou 526 mil pessoas aos cinemas em duas semanas, segundo levantamento da Comscore. Nesse período, arrecadou R$ 8 milhões em bilheteria. Mas o detalhe é que a comédia com Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa ainda não estreou. O lançamento oficial está marcado apenas para a próxima quinta (28/11). A piada do mercado brasileira é dizer que um filme com distribuição em centenas de cinema e venda de ingressos aberta para consumidores em todos os horários não está em cartaz. O que acontece, dizem, são pré-estreias. Mas pré-estreia é uma antecipação restrita em horário limitado, não uma exibição massiva em 249 salas. Não por acaso, a comédia brasileira foi o segundo filme mais assistido nos cinemas de quinta a domingo (24/11), atrás apenas de “Malévola — Dona do Mal”, que se manteve na liderança pela sexta semana consecutiva. Em termos de comparação, a fábula da Disney foi exibida em 219 salas – isto é, em menos cinemas que o filme que “ainda não estreou” – e arrecadou R$ 2,4 milhões no fim de semana. Desde o lançamento, a versão bruxa de Angelina Jolie levou 4,9 milhões de pessoas aos cinemas e faturou R$ 79,9 milhões em bilheteria no Brasil. Lançado na quinta, “Mais que vencedores” foi o 3º filme mais visto do período, apesar de ter a maior distribuição (em 280 salas), rendendo R$ 1,9 milhão. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 20 a 24 Nov:1. Malévola – A Dona do Mal2. Os Parças 23. Mais Que Vencedores4. Coringa 5. A Familia Adams6. Dora e a Cidade Perdida7. A Invasão ao Serviço Secreto8. As Panteras9. Ford vs Ferrari10. Um dia de Chuva em Nova York — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 25, 2019
Gugu Liberato (1959 – 2019)
O apresentador de TV Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22/11) aos 60 anos, após um acidente doméstico em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos, na última quarta-feira. Ele caiu de uma altura de quatro metros, enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa, e não resistiu aos ferimentos. No momento do acidente, estava acompanhado apenas de sua mulher, Rose Di Matteo. Filho de pais portugueses, Antônio Augusto Moraes Liberato, começou na televisão aos 14 anos como auxiliar de produção do Silvio Santos, à época na TV Globo. O jovem paulistano foi chamado por Silvio porque lhe escrevia cartas sugerindo programas. Sílvio Santos o transformou em apresentador ao assumir o controle de um canal de TV, a TVS, depois transformada na rede SBT, e Gugu mais que correspondeu, conquistando grandes audiências nas noites de sábados com seus programas “Viva a Noite” (1982-1992) e “Sabadão Sertanejo (1991-1996)”. Durante sua passagem pelo SBT, ele ajudou a promover a febre das boys band no Brasil, primeiro com o grupo porto-riquenho Menudos, depois com o similar nacional Dominó. Fez tanto sucesso que, no final dos anos 1980, recebeu uma oferta da Globo para assumir a programação dominical da emissora. Mas Silvio Santos interviu, oferecendo-lhe parte de seu horário de domingo, um grande aumento salarial e honorários de publicidade. Gugu passou a apresentar os quadros “Passa ou Repassa” e “Cidade contra Cidade” na faixa que até então era inteiramente comandada por Sílvio Santos, até assumir um programa próprio, “Domingo legal” (exibido até 2009) no SBT. Enquanto isso, Faustão foi contratado pela Globo e os programas dos dois protagonizaram uma das maiores guerras de audiência da década de 1990. Nos últimos anos, o apresentador tinha se mudado para a Record, onde estrelou “Gugu” (2015-2017) e atualmente comandava o reality “Power Couple Brasil” e o show de talentos “Canta Comigo”. Por conta de sua enorme popularidade com o público brasileiro, Gugu também acabou aparecendo em alguns filmes. E não foram poucos. Ele participou de sete longa-metragens, sempre de temática infantil. A estreia aconteceu em “Padre Pedro e a Revolta das Crianças” (1984) como coadjuvante de Pedro de Lara, jurado do “Show dos Calouros”, de Sílvio Santos. Mas, curiosamente, seus filmes seguintes foram todos com astros da Globo: três filmes dos Trapalhões (“Os Fantasmas Trapalhões”, “O Casamento dos Trapalhões”, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”), dois longas solo de Renato Aragão (“Uma Escola Atrapalhada” e “O Noviço Rebelde”) e uma produção da Xuxa (“Xuxa e os Duendes”), que foi seu último papel no cinema em 2001. O apresentador deixa três filhos, frutos do casamento com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as filhas gêmeas, Marina e Sofia, de 15.
Indianara vence o Festival Mix Brasil
A organização do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade divulgou os vencedores de sua 27ª edição. A premiação de diversos títulos acabou destacando o documentário “Indianara”, que levou o Coelho de Prata. Dirigido por Marcelo Barbosa e Aude Chevalier-Beaumel, também teve passagem pelo Festival de Cannes 2019, ganhou a categoria mais importante do evento no Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil. Revolucionária por natureza, Indianara Siqueira lidera um grupo de mulheres transgênero que luta pela própria sobrevivência em um lugar tomado por preconceito, intolerância e polarização. Desde disputas partidárias até o puro combate contra o governo opressor, a ativista de origens humildes passou por uma longa trajetória até se tornar ícone do movimento. Entre os curtas-metragens, o vencedor foi “Bonde”. O prêmio do público ficou com “Alice Júnior”, enquanto o drama francês “Retrato de uma Jovem em Chamas” foi o melhor entre os longas internacionais. Confira abaixo a premiação completa Júri oficial de longas-metragens brasileiros Coelho de Ouro de melhor longa-metragem: Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa Coelho de Prata de melhor direção: Bea Morbach, Débora McDowell e Renata Taylor, Transamazônia Coelho de Prata de melhor roteiro: Gustavo Vinagre e Marcelo Diório, A Rosa Azul de Novalis Coelho de Prata de melhor interpretação: Anne Celestino Motta, Alice Júnior Menção honrosa: Alice Júnior, de Gil Baroni Bonde Júri oficial de curtas-metragens brasileiros Coelho de Ouro de melhor curta-metragem: Bonde, de Asaph Lucas Coelho de Prata de melhor direção: Loli Menezes, Selma Depois da Chuva Coelho de Prata de melhor roteiro: Camila Gaglianone, Cris Lyra, Ananda Maranhão, Elis Menezes, Lana Lopes, Raíssa Lopes e Yakini Kalid, Quebramar Coelho de Prata de melhor interpretação: Wallie Ruy, Marie Menção honrosa: Divina Valéria, Marie Alice Júnior Prêmio do público Melhor longa-metragem nacional: Alice Júnior, de Gil Baroni Melhor longa-metragem internacional: Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma Melhor curta-metragem nacional: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Melhor curta-metragem internacional: Les Saints de Kiko, de Manuel Marmier Marina Lima, entre André Fischer e Josi Geller Fogaça Prêmios especiais Prêmio Ícone Mix: Marina Lima Prêmio Suzy Capó: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Prêmio Canal Brasil de Curtas: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca Prêmio Sesc TV: Homens Invisíveis, de Luís Carlos Alencar Prêmio Show do Gongo All Stars: A Drag a Gozar, de Kiko César Prêmio Ida Feldman: Vinheta da 27ª edição, de autoria da agência Vetor Zero Prêmio Big Mix Diversity: Huni Kuin, de Bobware e Beya Xiña Bena Prêmio Mix Literário: Ninguém Vai Lembrar de Mim, de Gabriela Soutello Prêmio Mix Literário (Menção honrosa): Glitter, de Bruno Ribeiro
Spirit Awards: A Vida Invisível é indicado ao “Oscar do cinema independente”
O Independent Spirit Awards, um dos principais prêmios da indústria cinematográfica americana, considerado uma espécie de Oscar do cinema independente, divulgou nesta quinta (21/11) sua lista de indicados para sua premiação de 2020. E o longa brasileiro “A Vida Invisível” entrou na disputa do troféu de Melhor Filme Internacional. O longa de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”), lançado nesta quinta nos cinemas, já venceu a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e vários prêmios internacionais. No Spirit Awards, vai concorrer com filmes da França (“Os Miseráveis” e “Retrato de Uma Jovem em Chamas”), Coreia do Sul (“Parasita”), Peru (“Retablo”) e Reino Unido (“The Souvenir”) na categoria. A lista de Melhores Filmes americanos inclui alguns títulos badalados da temporada, como “História de um Casamento”, com Scarlett Johansson e Adam Driver, “Unuct Gems”, com Adam Sandler, e “The Farewell”, com Awkwafina. A surpresa ficou pela lembrança de “A Hidden Life” (2019), novo filme do diretor Terrence Malick. “História de um Casamento” saiu na frente, com um prêmio antecipado. Vai levar o Robert Altman Award, distribuído pela organização do evento para o melhor elenco do ano. Além de Scarlett Johansson e Adam Driver, a produção da Netflix inclui Laura Dern, Alan Alda, Ray Liotta e Merritt Wever. Outros filmes com destaque na premiação são “O Farol”, “Honey Boy”, “As Golpistas”, “The Mustang”, “Luce” e “Judy”. A cerimônia do Independent Spirit Awards ocorre no dia 8 de fevereiro em Santa Mônica, na Califórnia. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Filme A Hidden Life Clemency The Farewell História de Um Casamento Unuct Gems Melhor Direção Robert Eggers, por O Farol Alma Har’el, por Honey Boy Lulius Onah, por Luce Benny Safdie & Josh Safdie, por Unuct Gems Lorene Scafaria, por As Golpistas Melhor Filme de Estreia Olivia Wilde, por Fora de Série Michael Angelo Corvino, por The Climb Kent Jones, por A Vida de Diane Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Laure de Clermont-Tonnere, por The Mustang Stefon Bristol, por A Gente se Vê Ontem Melhor Atriz Karen Allen, por Colewell Hong Chau, por Driveways Elisabeth Moss, por Her Smell Mary Kay Place, por A Vida de Diane Alfre Woodard, por Clemency Renée Zellweger, por Judy Melhor Ator Chris Galust, por Give Me Liberty Kelvin Harrison Jr., por Luce Robert Pattinson, por O Farol Adam Sandler, por Uncut Gems Matthias Schoenaerts, por The Mustang Melhor Atriz Coadjuvante Jennifer Lopez, por As Golpistas Taylor Russell, por Waves Zhao Shuzhen, por The Farewell Lauren “Lolo” Spencer, por Give Me Liberty Octavia Spencer, por Luce Melhor Ator Coadjuvante Willem Dafoe, por O Farol Noah Jupe, por Honey Boy Shia LaBeouf, por Honey Boy Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco Wendell Pierce, por Burning Cane Melhor Roteiro Noah Baumbach, por História de um Casamento Jason Begue & Shawn Snyder, por Ao Pó Voltará Ronald Bronstein, Benny Safdie & Josh Safdie, por Uncut Gems Chinonye Chukwu, por Clemency Tarrell Alvin McCraney, por High Flying Bird Melhor Roteiro de Estreia Fredrica Bailey & Stefon Bristol, por A Gente Se Vê Ontem Hannah Bos & Paul Thureen, por Driveways Bridget Savage Cole & Danielle Krudy, por Blow the Man Down Jocelyn Deboer & Dawn Luebbe, por Greener Grass James Montague & Craig W. Sanger, por The Vast of Night Melhor Fotografia Todd Banhazi, por As Golpistas Jarin Blaschke, por O Farol Natasha Braier, por Honey Boy Chanarun Chotrungroi, por The Third Wife Pawel Pogorzelski, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Melhor Edição Julie Béziau, por The Third Wife Ronald Bronstein & Benny Safdie, por Uncut Gems Tyler L. Cook, por Sword of Trust Louise Ford, por O Farol Kirill Mikhanovsky, por Give me Liberty John Cassavetes Award (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) Burning Cane Colewell Give Me Liberty Premature Loucas Noites com Emily Melhor Documentário Indústria Americana Apollo 11 For Sama Honeyland Island of the Hungry Ghosts Melhor Filme Internacional A Vida Invisível (Brasil) Os Miseráveis (França) Parasita (Coreia do Sul) Retrato de uma Jovem em Chamas (França) Retablo (Peru) The Souvenir (Reino Unido) Melhor Revelação Ernesto Green, por Premature Ash Mayfair, por The Third Wife Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Truer Than Fiction Award (revelação em documentário) Khalik Allah, por Black Mother Davy Rothbart, por 17 Blocks Nadia Shihab, por Jaddoland Erick Stroll & Chase Whiteside, por América Bonnie Award (para cineastas mulheres) Marielle Heller Lulu Wang Kelly Reichardt Robert Altman Award (Melhor elenco) História de um Casamento
Lula agradece Fábio Barreto pelo “filme que fez sobre minha juventude”
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva manifestou-se nas redes sociais sobre a morte do cineasta Fábio Barreto, que foi diretor do longa “Lula, o Filho do Brasil”. “Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude”, escreveu Lula no Twitter. “Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores”, completou o político. O cineasta estava em coma desde 2009, quando sofreu um grave acidente de carro, dois dias após a première de “Lula, o Filho do Brasil” no Festival de Brasília. O último trabalho de Fábio Barreto acabou se tornando o longa mais controvertido de sua carreira, após a consagração de ter obtido a segunda indicação brasileira no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “Quatrilho”. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. Fábio Barreto não viu nada disso, apenas a recepção positiva à première no Festival de Brasília, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou. Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019
Fábio Barreto (1957 – 2019)
Morreu na noite de quarta-feira (20/11), no Rio, o cineasta Fábio Barreto, diretor dos filmes “O Quatrilho” e “Lula, o Filho do Brasil”. Ele tinha 62 anos e estava em coma desde dezembro de 2009, após capotar o carro no Rio. Filho dos produtores Luiz Carlos e Lucy Barreto e irmão do cineasta Bruno Barreto, Fábio começou a trabalhar como diretor de cinema em 1977, fazendo curtas-metragens — a estreia aconteceu com “A História de José e Maria”, quando ele tinha 20 anos. Foi assistente de direção do irmão mais velho em “Amor Bandido” (1978), e de Cacá Diegues em “Bye Bye Brasil” (1979), antes de dirigir seu primeiro longa em 1982, “Índia, a Filha do Sol”, com Gloria Pires. Sua estreia foi lançada no Festival de Cannes. Fábio Barreto também atuou em alguns filmes, como “Memórias do Cárcere” (1984) e “For All – O Trampolim da Vitória” (1997). Mas seu principal foco foi a direção. Ao longa da carreira, dirigiu 10 longas dos mais variados gêneros, como o thriller de vingança “Luzia Homem” (1988), o caça-níquel musical “Lambada” (1989), ironicamente pouco visto, e o drama religioso “Nossa Senhora de Caravaggio” (2006). Seu longa-metragem de maior relevância foi “O Quatrilho” (1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. Estrelada por Gloria Pires e Patrícia Pillar, a produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Quatrilho” foi apenas o segundo longa brasileiro a disputar o Oscar, 33 anos após “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, lançado em 1962. O filme também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Glória Pires no Festival de Havana. Mas a qualidade vista naquele filme não se manteve nas obras seguintes, que incluem o romance tropical “Bela Donna” (1998) e o drama de época “A Paixão de Jacobina” (2002). O último trabalho do diretor se tornou seu longa mais controvertido. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. O destaque positivo da produção foi a participação de Gloria Pires como mãe de Lula, repetindo parceria com o cineasta que a lançou no cinema em “Índia, a Filha do Sol” e também a escalou no premiado “O Quatrilho”. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. O filme teve première no Festival de Brasilía, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, Fábio Barreto capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou.
A Vida Invisível: Candidato brasileiro ao Oscar é principal estreia de cinema da semana
A programação de estreias desta quinta-feira (21/11) oferece muita variedade, mas para o público brasileiro não deveria haver opção mais importante que “A Vida Invisível”, candidato do país a uma vaga no Oscar 2020, na categoria de Melhor Filme Internacional. Baseado em livro de Martha Batalha, o filme acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. O longa de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) venceu a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e vários prêmios internacionais. E ainda destaca em seu elenco a atriz Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar por “Central do Brasil” e uma das atrizes mais respeitadas do país – exceto pelo atual Secretário da Cultura do Brasil, que a chamou de “canalha” num discurso de rede social de baixíssimo nível, mas ao gosto do presidente Jair Bolsonaro, que ofereceu ao secretário o seu atual cargo. Entre os demais lançamentos, chama atenção “Um Dia de Chuva em Nova York”, novo filme de Woody Allen, que não tem previsão de lançamento nos Estados Unidos devido a uma disputa entre o diretor e o estúdio Amazon. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, mas atores do filme, como Timothée Chalamet (“Me Chame por Seu Nome”) e Rebecca Hall (“Vicky Cristina Barcelona”), viram-se pressionados pela opinião pública e afirmaram que não filmariam mais com Allen, recusando-se a divulgar a obra. Em meio a essa polêmica, “Um Dia de Chuva em Nova York” ainda foi alvo de fake news, que espalharam que sua trama acompanhava um diretor idoso tendo um caso com uma menor de idade. Não é nada disso. Veja o trailer abaixo. Outra curiosidade é que a imprensa europeia amou o filme, enquanto a americana detestou. As estreias amplas também incluem o filme (convencional) de guerra “Midway – Batalha em Alto Mar”, de Roland Emmerich (o diretor de “Independence Day”), que surpreendeu nas bilheterias norte-americanas há dois fins de semana, o suspense da Terceira Idade “A Grande Mentira”, com os veteranos Ian McKellen e Helen Mirren, e a estupidez de “Medo Profundo – O Segundo Ataque”, em que turistas americanas (filhas de Sylvester Stallone e Jamie Foxx) são atacadas por tubarões no Nordeste brasileiro, enquanto mergulham entre relíquias… maias! As ofertas do circuito limitado ainda trazem o documentário “Bixa Travesty”, com a cantora trans Linn da Quebrada, que venceu vários prêmios internacionais, e o terror “Recife Assombrado”, inspirado no livro de Gilberto Freyre “Assombrações do Recife Velho”. Mas há muitas outras estreias. Confira abaixo a lista completa abaixo, com suas sinopses e trailers. A Vida Invisível | Brasil | Drama Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier). Um Dia de Chuva em Nova York | EUA | Comédia Os jovens Ashleigh (Elle Fanning) e Gatsby (Timothée Chalamet) formam um casal que planeja uma viagem romântica a Nova York. No entanto, quando chegam no local, os planos mudam: Ashleigh descobre a possibilidade de fazer uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber) e Gatsby acaba encontrando a irmã (Selena Gomez) de uma antiga namorada. Ao longo do passeio, Ashleigh e Gatsby descobrem novas paixões e oportunidades únicas. Midway – Batalha em Alto Mar | EUA | Guerra O filme traz a perspectiva de soldados e aviadores (americanos e japoneses) que lutaram bravamente durante a Batalha de Midway, no Oceano Pacífico em junho de 1942. Graças a mensagens codificadas, a Marinha americana conseguiu identificar a localização e o horário dos ataques planejados pela Marinha Imperial Japonesa. Até hoje a batalha naval de Midway é considerada pelos historiadores como um dos pontos mais relevantes para o fim da 2ª Guerra Mundial. A Grande Mentira | EUA | Suspense Em um jogo de gato e rato, o golpista Roy Courtnay (Ian McKellen) não resiste aplicar seu golpe mais uma vez quando conhece a recém-viúva Betty McLeish (Helen Mirren) online. Porém, à medida em que a mulher abre sua casa e sua vida para o vigarista, ele se surpreende quando começa a se importar com ela. Medo Profundo – O Segundo Ataque | EUA | Suspense Quatro adolescentes viajam para explorar uma cidade maia submersa. Uma vez lá dentro, a empolgação das jovens se transforma em um choque de terror quando descobrem que as ruínas submersas são um campo de caça para os grandes e mortais tubarões brancos. Com seus suprimentos de ar diminuindo constantemente, as amigas devem navegar pelo labirinto subaquático de cavernas claustrofóbicas e túneis sinistros em busca de uma saída do inferno aquático. Recife Assombrado | Brasil | Terror A busca de Hermano por seu irmão desaparecido na capital pernambucana, uma cidade assombrada por seres de lendas populares e assustadoras. Bixa Travesty | Brasil | Documentário O corpo político de Linn da Quebrada, cantora transexual negra, é a força motriz desse documentário que captura a sua esfera pública e privada, ambas marcadas não só por sua presença de palco inusitada, mas também por sua incessante luta pela desconstrução de estereótipos de gênero, classe e raça. Fogo contra Fogo | África do Sul | Drama Baseado na história real de Solomon Kalushi Mahlangu, um jovem vendedor ambulante que, atraído pelo movimento de libertação, luta contra o opressivo governo do apartheid sul-africano na cidade de Pretória em 1976. Quando ele e seus companheiros são abordados pela polícia durante uma missão, Solomon sofre duas acusações de homicídio e passa a ter que provar sua inocência e lutar por sua vida. Mais que Vencedores | EUA | Drama John Harrison (Alex Kendrick) é um treinador de time de basquete de ensino médio que tem seus sonhos arruinados quando a maior fábrica da cidade é fechada, fazendo com que centenas de famílias precisem se mudar. Relutante em mudar de esporte, ele se vê obrigado a treinar corredores, o que acaba lhe juntando com uma inusitada atleta para ganhar a maior corrida do ano. O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos | Rússia | Animação O rei correu o risco de perder sua família devido as ações malignas da Rainha da Neve. Quando ele encontra uma forma de acabar com a magia do mundo, todas as criaturas com poderes mágicos são banidas para a “Terra dos Espelhos”. Somente uma pessoa pode manter os seres mágicos no nosso mundo e impedir que eles fiquem presos. PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro | Reino Unido | Documentário Enquanto trabalha para desenvolver seu mais novo álbum, a cantora e compositora PJ Harvey passa por epifanias criativas e busca por novas inspirações. Documentada de perto, ela trilha uma jornada intimista ao redor do mundo para reunir todas as influências possíveis em sua próxima criação. UMA – Luz dos Himalaias | Brasil, Índia | Documentário Documentário retrata a fé que movimenta milhares de visitantes de diferentes partes do mundo todos os anos à Índia. Elas vão ao encontro do Rio Ganges. Segundo à tradição, o lugar proporciona autoconhecimento e cura de traumas do passado, na medida em que ele simboliza a sabedoria ancestral indiana, encarnando uma fonte de conhecimento para aqueles que têm dúvidas sobre seus caminhos.
A Próxima Canção: Marcelo Serrado vira roqueiro no cinema
O ator Marcelo Serrado (“Crô em Família”) vai viver um roqueiro quarentão, anacrônico e parado no tempo no filme “A Próxima Canção”, do diretor Pedro Amorim (“Eu Sou Mais Eu”). A produtora Querosene Filmes divulgou a primeira foto do ator caracterizado para o papel. Veja acima Serrado com sua guitarra (Fender, é claro) e “peruca de roqueiro”. O longa, que já foi filmado, mostrará o personagem de Serrado precisando se virar, após ser abandonado pela mulher. Mas, para fazer sucesso pela primeira vez, terá que esquecer o orgulho e tocar num reality show musical ao lado de uma deslumbrada aspirante à estrela da música pop. Também fazem parte do elenco Tathi Lopes (“Socorro, Virei uma Garota!”), Luis Miranda (“Crô em Família”), Paulinho Serra (“Vai que Cola 2: O Começo”) e Emanuelle Araújo (“Bingo: O Rei das Manhãs”). O roteiro é de Fernando Ceylão (“É Fada!”), Patricia Corso (“Samantha!”) e Mari Trench (“Pedro e Bianca”). Em fase de pós-produção, “A Próxima Canção” deve ser lançado no ano que vem com distribuição da Fox.
Málevola — Dona do Mal lidera bilheterias do Brasil pela quinta semana
Contrariando tendência mundial, “Málevola — Dona do Mal” é um enorme sucesso no Brasil. O filme arrecadou R$ 75 milhões em ingressos vendidos durante suas cinco semanas de exibição no país e lidera até hoje as bilheterias nacionais, segundo levantamento da consultoria Comscore. A produção da Disney também se mantém como o filme com maior distribuição entre os cinemas brasileiros, o que ajuda a explicar seu sucesso local. Exibida em 446 salas, a produção foi assistida por 339 mil pessoas e obteve R$ 5,9 milhões entre quinta e domingo (17/11). Na América do Norte, “Málevola — Dona do Mal” teve desempenho bem diverso. Após as mesmas cinco semanas, ocupa atualmente o 9º lugar na bilheteria, tendo recém-cruzado os US$ 100 milhões de arrecadação doméstica. O ranking da Comscore ainda registra uma anomalia típica do parque exibidor nacional, ao qualificar um filme que ainda não estreou oficialmente em 2º lugar. A comédia brasileira “Os Parças 2” tem lançamento marcado apenas para a próxima semana, no dia 28 de novembro, mas já está entre os longas mais vistos. Fenômeno paranormal? Viagem no tempo? Brecha interdimensional? Apenas o velho truque de marcar uma data e lançar bem antes, com ampla distribuição, e chamar a venda de ingressos aberta a todo o público e em todos os horários de “pré-estreia”. “Coringa” completa o Top 3 com a comemoração de um recorde. Desde a estreia, há sete semanas, o filme acumula renda de R$ 149,7 milhões e público de 4,6 milhões de pessoas. Neste fim de semana em que o longa alcançou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornou-se o filme de maior arrecadação no Brasil com classificação etária para maiores de 16 anos. Para completar, o principal lançamento do fim de semana passado, “As Panteras”, fez fiasco maior no Brasil que nos Estados Unidos, abrindo apenas em 6º lugar. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 14 – 17/Nov:1. Malévola-Dona do Mal2. Os Parças 2 ( Pré Estreia) 3. Coringa4. A Família Adams5. Dora e a Cidade Perdida 6. As Panteras7. Invasão ao Serviço Secreto8. Ford vs Ferrari9. Exterminador do Futuro9. Doutor Sono — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 18, 2019
As Panteras é a maior estreia do feriadão com muitas opções de cinema
O fim de semana prolongado pelo feriado de sexta-feira (15/11) animou a programação de cinema, que vai receber muitas estreias comerciais. A maior delas é o reboot de “As Panteras”, que tem lançamento simultâneo aos Estados Unidos. O filme transforma a agência de detetives da série clássica dos anos 1970 num serviço internacional de agentes secretos, enquanto mantém o clima lúdico, que combina cenas de ação com comédia. O destaque da produção é seu elenco, liderado por Kristen Stewart (“Crepúsculo”) e Naomi Scott (“Aladdin”), além da novata Ella Balinska (“The Athena”) e de Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), que também assina a direção. A provação de 64% no Rotten Tomatoes aponta que o nível é o mesmo de “As Panteras” de 2000, com Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Mas, na verdade, resulta mais bobinho que a continuação daquele filme, o fraco “As Panteras: Detonando” (2003). A aventura infantil “Dora e a Cidade Perdida”, adaptação de uma série animada da Nickelodeon, e “Invasão ao Serviço Secreto”, terceiro filme em que Gerard Butler tem que proteger o presidente dos Estados Unidos, já saíram de cartaz na América do Norte. O Brasil é o último país do mundo a exibir os dois no cinema. O primeiro agradou a crítica norte-americana (84%), mas não aos fãs da animação, fracassando nas bilheterias. Já o thriller foi considerado podre pela imprensa (39%), porém faturou o suficiente para garantir a produção de mais uma sequência. Mais duas obras americanas completam o circuito principal, mas são outro tipo de filmes: dramas da temporada de premiações. “Ford vs Ferrari” e “O Irlandês” também têm estreia simultânea com os Estados Unidos. Dirigido por James Mangold (“Logan”), o filme de corridas traz Christian Bale (“Vice”) e Matt Damon (“Pequena Grande Vida”) respectivamente como o piloto britânico Ken Miles e o engenheiro americano Carroll Shelby. Juntos, os dois tentam criar um carro que permitiria à Ford destronar a Ferrari na famosa corrida francesa de 24 Horas de Le Mans, em 1966. O problema é que para serem bem-sucedidos precisam superar a visão corporativa da própria Ford. Caso raro em que arte e entretenimento se complementam na tela, agradou em cheio com 90% no Rotten Tomatoes. Em menos cinemas, “O Irlandês” tem sido chamado de “obra-prima” em algumas críticas, atingindo 96% de aprovação. Baseado numa história real, marca a volta de Martin Scorsese aos dramas de mafiosos e à sua famosa parceria com o ator Robert De Niro. Os dois não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). Ainda há outros veteranos da trama, como Joe Pesci (igualmente de “Cassino”), Al Pacino (“O Poderoso Chefão”) e Harvey Keitel (“Caminhos Perigosos”), todos rejuvenescidos digitalmente. A produção é a maior aposta da Netflix para o Oscar 2020 e seu lançamento tímido reflete a expectativa do mercado para seu lançamento logo em seguida, em duas semanas, ao streaming. Para contrabalançar o tom masculino dos dramas americanos, o circuito limitado destaca duas produções de cineastas femininas, “A Camareira”, candidato do México a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2020, e “Adam”, representante do Marrocos na mesma premiação. Bem cotados, os longas das estreantes Lila Avilés e Maryam Touzani têm, respectivamente, 100% e 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, e lidam com empoderamento e solidariedade diante de condições sociais adversas. Espremidos na programação, dois filmes brasileiros também merecem atenção. Primeiro longa de Tiago Melo (diretor de segunda unidade de “Divino Amor”), “Azougue Nazaré” ilustra o embate da religião contra o maracatu no interior de Pernambuco. Filmado com intérpretes não profissionais, acabou premiando Valmir do Côco como Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado – e ainda foi exibido em diversos festivais internacionais. O último destaque é o impactante documentário “Diz a Ela que Me Viu Chorar”, que registra o cotidiano de dependentes de crack no Hotel Social Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, projeto voltado para promover uma reinserção social de dependentes de drogas e que foi desativado após cortes financeiros na administração municipal – fato que torna o registro da diretora Maíra Bühler (“Ela Sonhou que Eu Morri”) ainda mais triste. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. As Panteras | EUA | Ação Nova adaptação cinematográfica da série policial que foi sucesso na década de 1970. Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) embarcam numa perigosa missão global, a fim de impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade. Dora e a Cidade Perdida | EUA | Aventura Ambientado na floresta peruana, o filme narra as aventuras de Dora (Isabella Merced) junto de seu macaco Botas, amigos que acabou de fazer na escola e um misterioso explorador a fim de salvar seus pais de mercenários. Mas Dora também terá de solucionar um grande mistério envolvendo Paratapa, uma antiga cidade perdida dos Incas. Invasão ao Serviço Secreto | EUA | Ação Dedicado e sempre focado em seu trabalho, o agente do Serviço Secreto Mike Banning (Gerard Butler) vê sua vida mudar completamente da noite para o dia ao ser acusado de conspirar para o assassinato do presidente dos Estados Unidos. Quando percebe que todos estão atrás dele, Mike corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu enquanto foge de outros agentes. Ford vs. Ferrari | EUA | Drama Durante a década de 1960, a Ford resolve entrar no ramo das corridas automobilísticas de forma que a empresa ganhe o prestígio e o glamour da concorrente Ferrari, campeoníssima em várias corridas. Para tanto, contrata o ex-piloto Carroll Shelby (Matt Damon) para chefiar a empreitada. Por mais que tenha carta branca para montar sua equipe, incluindo o piloto e engenheiro Ken Miles (Christian Bale), Shelby enfrenta problemas com a diretoria da Ford, especialmente pela mentalidade mais voltada para os negócios e a imagem da empresa do que propriamente em relação ao aspecto esportivo. O Irlandês | EUA | Drama Conhecido como “O Irlandês”, Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente. Azougue Nazaré | Brasil | Drama O Carnaval, a maior festa brasileira, conhecida internacionalmente, mobiliza as populações de diversas cidades Brasil afora. Em uma cidade do interior, em meio aos canaviais, um grupo de pessoas vive suas vidas, suas tensões, seus desafios, seus sonhos e também rituais fantásticos à espera da chegada dos dias de festa. A Camareira | México, EUA | Drama Eve (Gabriela Cartol) é uma jovem mãe solteira que trabalha longas horas como camareira em um hotel de luxo na Cidade do México. Sonhando com uma vida melhor, ela se inscreve no programa de educação para adultos do hotel. Porém, logo percebe que nem sempre quem faz o trabalho pesado é recompensado. Adam | Marrocos, França | Drama Abla é uma mulher viúva e mãe de uma menina de dez anos de idade. Batalhando para sobreviver e conseguir um bom futuro para sua filha, ela começa um negócio vendendo pães e doces marroquinos. Quando uma jovem grávida aparece em sua porta buscando refúgio, ela se vê obrigada a repensar seu estilo pragmático de maternidade e tem sua vida mudada completamente. Estaremos Sempre Juntos | França | Comédia Preocupado com os rumos da vida, Max (François Cluzet) decide tirar um final de semana de folga em sua casa de praia. Mas seus planos são interrompidos com a chegada de Eric (Gilles Lellouche), Marie (Marion Cotillard), Vincent (Benoît Magimel), Isabelle (Pascale Arbillot) e Antoine (Laurent Lafitte), que planejavam uma festa de aniversário surpresa para ele. Depois de anos afastados, será que a amizade entre todos continua a mesma? Diz A Ela que Me Viu Chorar | Brasil | Documentário Por mais que suas trajetórias possam ter sido diferentes, o destino de todos eles, até então, é o mesmo: ser refém do próprio vício. Confinados em um prédio localizado em São Paulo, um grupo de viciados em crack luta para reconstruir a própria vida enquanto passa pela difícil fase da desintoxicação. Enquanto alguns encaram a situação com bom humor e otimismo, outros já viram dias melhores.
Festival Mix Brasil celebra diversidade sexual em tempos sombrios no país
O mais importante festival brasileiro dedicado à diversidade de gênero, o Mix Brasil, começa nesta quarta (13/11), em São Paulo, em meio a ataques de políticos e conservadores contra produções LGBTQIA+ no país. Destoando de outros governos, a capital paulista tem se mantido como uma ilha da tolerância, e o Mix Brasil irá até inaugurar um novo espaço na cidade: o Centro Cultural da Diversidade, com programação focada principalmente em temas LGBTQIA+. O idealizador do festival Mix Brasil, André Fischer, é também diretor do local, administrado pela Prefeitura de São Paulo e localizado no antigo teatro Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi, zona nobre de São Paulo. “Uma parte daquele quarteirão foi demolida para a construção de um prédio, o que chamou a atenção da atriz Eva Wilma. Ela ajudou no tombamento do imóvel a tempo e virou a madrinha do novo espaço cultural”, contou Fischer, em entrevista ao jornal O Globo. Com o tema “Persistir”, o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade também ocupa outros espaços de São Paulo com mais de 200 sessões de cinema e atrações como teatro, realidade virtual, música, literatura, conferências e games. Entre os destaques da programação, há vários filmes inéditos no Brasil, como “O Príncipe”, de Sebastián Muñoz, vencedor do Leão Queer no Festival de Veneza, “Retrato de uma Jovem em Chamas”, de Céline Sciamma, premiado como Melhor Roteiro em Cannes, “Matthias e Maxime”, longa de Xavier Dolan estrelado pelo próprio diretor canadense, e “E Então Nós Dançamos” (And Then We Danced), de Levan Akin, candidato da Suécia ao Oscar, que teve sua première atacada por manifestantes de extrema direita na semana passada. O Mix Brasil também homenageará a cantora e compositora Marina Lima com o prêmio Ícone Mix. Ela é o tema do filme “Uma Garota Chamada Marina”, de Candé Salles. A programação completa pode ser conferida no site oficial do evento (clique aqui).
Doutor Sono dá vexame com estreia em 5º lugar no Brasil
O fracasso de “Doutor Sono” se estendeu ao Brasil. A adaptação de Stephen King estreou em 5º lugar entre os filmes mais assistidos de quinta a domingo (10/11) no país, segundo levantamento da auditoria Comscore. A sequência de “O Iluminado” (1980) ficou atrás de “Malévola: Dona do Mal”, “Coringa”, “A Família Adams” e “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”. Com o excesso de blockbusters em cartaz, o filme foi exibido em apenas 191 salas. Com isso, levou 128 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,3 milhões. Nos EUA, a estreia foi a segunda maior bilheteria do fim de semana, mas teve uma arrecadação muito abaixo do esperado. Teorias para o fracasso incluem desde a saturação de adaptações de Stephen King – “Doutor Sono” é a terceira de 2019, sem contar as séries – , o título muito ruim e o fato de remeter a um filme com 39 anos, que a maioria dos frequentadores de cinema não lembra ou nem assistiu. Enquanto isso, “Malévola: Dona do Mal”, exibido há quatro semanas, foi o filme mais visto no Brasil no fim de semana. Em cartaz em mais salas que a concorrência – 411 ao todo – , o filme da Disney teve 410 mil espectadores e faturou R$ 7,1 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, o longa já foi visto por 4,1 milhões de pessoas e rendeu R$ 66,8 milhões. “Coringa” ficou com o 2º lugar, com exibição em 334 salas, público de 279 mil pessoas e R$ 5,2 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, há seis semanas, o longa acumula 9 milhões de espectadores e R$ 144 milhões em bilheteria. “A Família Adams” completa o Top 3. Exibido em 343 salas, o longa teve público de 279,2 mil pessoas e vendeu R$ 4,6 milhões em ingressos. Em duas semanas, acumula 784 mil espectadores e R$ 12,6 milhões em bilheteria. Vale reparar o óbvio nesses números: os filmes com maior distribuição arrecadam mais. Teorias à parte, esta é a principal explicação para o fraco desempenho de “Doutor Sono” no Brasil. Confira abaixo a lista dos 10 filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil SEGUNDA 11/NOV:1. Malévola-Dona do Mal2. Coringa3. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio4. A Familia Adams5. Doutor Sono6. Parasita7. Zumbilândia Atire Duas Vezes8. A Odisseia dos Tontos8. Cadê você, Bernadette?9. Downtown Abbey — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 12, 2019
Minha Mãe É uma Peça 3 ganha trailer completo com gravidez, casamento e viagem aos EUA
A Downtown Filmes divulgou o trailer completo de “Minha Mãe É uma Peça 3”. A esta altura, o público já sabe do que se trata. E, pelo sucesso de bilheteria dos filmes anteriores, também deve achar muito engraçado. De todo modo, vai o comentário: bastante teatralizada, a prévia não tem uma piada capaz de fazer rir quem já não for fã de carteirinha. Mesmo assim, recebeu o rótulo de “hilário” de blogs que cobrem celebridades. A trama apresenta duas novidades na vida de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), relacionada a seus filhos: o casamento de Juliano (Rodrigo Pandolfo) e a gravidez de Marcelina (Mariana Xavier). O fato de o casamento ser gay é meio escondido no vídeo. No cinema, já se sabe que nem vai ter beijo. Há também uma terceira “novidade”: o velho truque da viagem aos Estados Unidos, aparentemente obrigatória em continuação de comédia brasileira de sucesso. A fórmula é tão batida que o próprio Paulo Gustavo já embarcou nela em outra “franquia”, “Minha Vida em Marte”, no ano passado. Com direção de Susana Garcia (“Minha Vida em Marte”), o terceiro “Minha Mãe É uma Peça” chega aos cinemas em 26 de dezembro.










