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    Guerra Cultural: Secretário de Cultura é demitido após copiar discurso nazista

    17 de janeiro de 2020 /

    A Secretaria Especial da Cultura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o secretário Roberto Alvim foi demitido do cargo. A exoneração acontece um dia depois de Jair Bolsonaro dizer que “depois de décadas, agora temos sim um secretário de Cultura de verdade, que atende o interesse da maioria da população brasileira”, em sua live de quinta-feira (16/1), e após Alvim sugerir que o presidente não fazia censura, mas “curadoria” ao barrar certos conteúdos da produção cultural. O motivo foi um vídeo divulgado no site oficial da Secretaria, em que Alvim adotou discurso nazista, chegando a parafrasear Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha do governo de Adolf Hitler, para falar de como pretende moldar a Cultura no Brasil. O discurso causou grande repercussão nas redes sociais e gerou manifestações entre a classe política. Entre os que pediram a saída de Alvim estão ninguém menos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-A​P), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. No pronunciamento de seu vídeo, Alvim prometia que “a arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada.” Este trecho remete à definição nazista de arte. E é quase cópia do discurso em que Goebbels diz: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferramenta romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”. Diante da clareza identitária entre os dois projetos culturais, Alvim foi às redes sociais defender sua visão para a arte brasileira. “Foi apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica. Eu não citei ninguém. E o trecho fala de uma arte heroica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro. Não há nada de errado com a frase”, ele chegou a escrever. Foi além, acrescentando: “A frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo – é o que queremos ver na Arte nacional”, deixando claro o projeto nazista que pretendia implementar no Brasil. Goebbels fez seu discurso triunfalista em 8 de maio de 1933 em um pronunciamento para diretores de teatro, segundo o livro “Joseph Goebbels: uma Biografia”, de Peter Longerich, publicado no Brasil pela editora Objetiva. Além da cultura, ele também controlou a educação da Alemanha, revisando todo o conteúdo didático para eliminar influências esquerdistas, como acontece sob o governo Bolsonaro. Além disso, censurou a imprensa, o cinema, a música e o teatro, para permitir que apenas a ideologia nazista fosse transmitida, de modo a realizar lavagem cerebral na população. Foi extremamente bem-sucedido e as consequências foram o Holocausto e a 2ª Guerra Mundial. Após dizer que o ideário nazista “é o que queremos ver na Arte nacional”, a situação de Alvim se tornou insustentável. Ele voltou à sua página do Facebook em tom mais resignado, afirmando que não tinha noção da origem nazista da ideologia expressa na frase-chave de seu discurso. “No meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela. O discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores”, Alvim tentou se defender. “Se eu soubesse, jamais a teria dito. Tenho profundo repúdio a qualquer regime totalitário, e declaro minha absoluta repugnância ao regime nazista. Meu posicionamento cristão jamais teria qualquer relação com assassinos…” Entretanto, há realmente vários pontos em comum entre o ideal de arte pura defendido por Alvim e a visão do ministro da propaganda nazista. Tanto nazistas quanto bolsonaristas elegeram “comunistas” e “degenerados” como culpados pela decadência das artes – no caso alemão, os comunistas também eram degenerados (judeus), como os membros da Escola de Frankfurt. Vale lembrar que o ideólogo dos bolsonaristas, Olavo de Carvalho, chegou a acusar o filósofo alemão Theodor Adorno, um dos mais conhecidos frankfurtes, de ser o real compositor das músicas dos Beatles, e que por isso o rock seria música comunista e degenerada. Também teria sido coincidência, por certo, que o vídeo de Alvim escolheu como trilha sonora a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, compositor alemão que era ícone do regime nazista. Alvim afirmou ter colocado seu cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro “com o objetivo de protegê-lo”. O vídeo também foi tirado do site do governo brasileiro, mas se multiplicou pela internet. É possível vê-lo abaixo, em toda a sua repugnância. “O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, afirmou Maia nas redes sociais. Já Alcolumbre, que é judeu, qualificou em nota o discurso de Alvim de “acintoso, descabido e infeliz”. E Toffoli disse que a fala foi “uma ofensa ao povo brasileiro”. Outros que repudiaram o discurso foram o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, e o apresentador Luciano Huck, cotado para disputar as próximas eleições à Presidência. Já Bolsonaro, que havia rasgado elogios à Alvim poucas horas antes, decidiu não se pronunciar sobre o episódio. “O próprio (Alvim) já se manifestou oficialmente. O Planalto não comentará”, disse sua assessoria de imprensa, por escrito, em resposta a um questionamento da Folha de S. Paulo. Na verdade, Alvim deveria ter sido demitido em setembro, na época em que dirigia o Centro de Artes Cênicas da Funarte, quando ofendeu publicamente a atriz Fernanda Montenegro, faltando com qualquer decoro que se espera do cargo, num ataque de truculência fascista contra um dos maiores ícones vivos do país. Acabou promovido por Bolsonaro e levou sua ideologia nefasta para a Secretaria da Cultura, como projeto de governo.

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    Guerra Cultural: Secretário da Cultura diz que censura de Bolsonaro é “curadoria”

    17 de janeiro de 2020 /

    A censura ganhou um novo nome no Brasil. Com Jair Bolsonaro, passou a se chamar “curadoria”. O governo oficializou a nova denominação na live presidencial de quinta (16/1), durante “achado” do Secretário da Cultura Roberto Alvim. O batizado foi motivado pela divulgação do Prêmio Nacional das Artes, que pretende distribuir mais de R$ 20 milhões para obras conservadoras. Trata-se da primeira iniciativa cultural do governo Bolsonaro, um ano após ter tomado posse e de se estabelecer como maior inimigo da Cultura do país – deu fim em Ministério, patrocínios e incentivos, atrasou nomeações no setor, congelou verbas, paralisou a indústria audiovisual, vetou leis de apoio, etc, culminando seu ano inaugural com ataques frequentes à Cultura, à imprensa e à liberdade de expressão. Ao começar a conversa com o secretário na live, Bolsonaro disse que Alvim era a “cultura de verdade no Brasil” e voltou a propagar o mito de que anteriormente existia “a ideia de fazer a cultura para um minoria”. A tese bolsonarista é que o estado só incentivava obras LGBTQIA+ e de temas controversos com sexualidade e drogas, enquanto deveria fomentar a produção de filmes religiosos e patrióticos. Alvim ajudou a exemplificar o que significa a “cultura para a maioria” de Bolsonaro, adiantando que pretende lançar, em fevereiro, um edital para o “cinema sadio, ligado aos nossos valores, com filmes sobre figuras históricas brasileiras e alinhando conservadorismo e arte”. Cinema para quem tem saudades das aulas de Educação Moral e Cívica da época da ditadura militar, que rendeu o filme “Independência ou Morte”, em 1972. Alvim citou literalmente “filmes sobre a independência”. O novo apelido para censura foi evocado quando Bolsonaro lembrou de outro edital, que ele assumiu ter mandado suspender, porque tratava de obras LGTBQ+. “Nós nunca censuramos nada. Eu me revoltei com muitos filmes, mandei suspender qualquer concessão (de verbas), isso não é censura!”, disse o presidente, inspirando seu subordinado. “Não é censura, é curadoria”, batizou Alvim, usando como exemplo as condições dadas por editais para se aprovar as produções – exemplo extremamente infeliz, já que Bolsonaro mandou derrubar um edital para não liberar verba a filmes contemplados, que cumpriram todas as regras, pelo motivo de ter se “revoltado”. Sem se impressionar com essa retórica de Armando Volta, a Justiça brasileira já estabeleceu que a censura de Bolsonaro se chama mesmo censura. Em outubro, a 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro derrubou, em liminar, a portaria que suspendia o edital de séries com temática LGBTQIA+, criticado por Jair Bolsonaro durante uma live em 15 de agosto e evocado novamente em seu programa político desta quinta. Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirmou que a posição do governo trazia indícios de discriminação (leia-se homofobia) e prejuízo à liberdade de expressão (censura). A União já apelou e o juiz Alfredo Jara Moura, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a liminar, mandando a Ancine liberar a verba para as produções. Até agora, a decisão não foi cumprida. Uma das condições previstas para um Impeachment de Presidente da República é descumprir atos, mandados ou sentenças do Judiciário – crime de responsabilidade. Paralelamente, o MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) também entrou com ação civil contra o ministro da Cidadania Osmar Terra, que assumiu a responsabilidade pela suspensão. O edital suspenso previa a produção de 80 séries brasileiras de vários gêneros, entre elas as atrações de temática LGBTQIA+ que Bolsonaro disse que mandaria “pro saco”. Citando quatro títulos do edital, o presidente afirmou em agosto que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema” – eram séries. Ouvido pelo MPF, o ex-secretário especial de Cultura José Henrique Pires, relatou que a decisão de suspender o edital foi “mais uma tentativa de chancelar o que o presidente havia dito, isto é, não veicular conteúdos que não lhe agradem”. Ele disse ainda ter “alertado ao ministro que posições de censura poderiam causar problemas de ordem jurídica, sem falar no prejuízo causado às pessoas que, de boa fé, participaram do concurso, e que estão sem acesso aos recursos previstos”. Não houve, na opinião do antecessor de Alvim, curadoria, mas censura mesmo. E a palavra foi oficializada nos autos. Não foi a única. “Discriminação” também está lá, num processo contra um governo que se defende com eufemismos. De acordo com o MPF, além do dano ao erário causado pela suspensão do concurso, “a discriminação contra pessoas LGBT promovida ou referendada por agentes públicos constitui grave ofensa aos princípios administrativos da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições”. Em outras palavras, o governo agiu de forma desonesta, parcial, ilegal e traiçoeira. Em franca contrariedade a esse parecer, a discriminação e a parcialidade agora estão sendo alçadas à condição de política assumida do governo, com a adoção de uma “curadoria” com “filtros” na Cultura, para bloquear quaisquer conteúdos que “revoltem” Bolsonaro. Em vídeo publicado no site da secretaria da Cultura, Alvim deixou mais claro como pretende transformar a burocracia numa arma ideológica para tentar recriar o surto ufanista da extrema direita de 50 anos atrás. Ao som de trilha triunfalista (de Wagner, o compositor favorito dos nazistas), ele promete um “renascimento da arte e da cultura no Brasil”, enaltecendo a fé do povo brasileiro e sua ligação com Deus para destacar as “poderosas formas estéticas” que serão favorecidas. “Ele (Jair Bolsonaro) pediu que eu faça uma cultura que não destrua, mas que salve a nossa juventude. A cultura é a base da pátria. Quando a cultura adoece, o povo adoece junto. É por isso que queremos uma cultura dinâmica e, ao mesmo tempo, enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes. A pátria, a família, a coragem do povo e sua profunda ligação com Deus amparam nossas ações na criação de políticas públicas. As virtudes da fé, da lealdade, do autossacrifício e da luta contra o mal serão alçadas ao território sagrado das obras de Arte”, disse Alvim, em tom assumidamente evangélico. Em outro trecho, chega a lembrar o discurso do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada.” O discurso de entonação religiosa também vai ao encontro dos esforços do governo para acabar com a neutralidade do estado em relação à religião, favorecendo uma crença específica (cristianismo) sobre as demais. Tende a ser inconstitucional e outro possível crime de responsabilidade – o judiciário deve decidir. E tampouco é diferente do que acontece no Irã, onde o Estado segue rigorosos preceitos religiosos (islâmicos) para atacar “minorias” em nome de Deus. Além disso, o fato de o secretário destacar a importância da fé na “curadoria” que pretende realizar ainda aponta, com certa clareza, uma tendência de favorecimento público à obras de certas empresas religiosas, como a rede Record. Por enquanto, os editais ainda não foram publicados. Mas vale lembrar que, para realizar sua “curadoria”, Bolsonaro colocou algumas peças importantes em lugares estratégicos, contando com a participação de um diretor da rede Record, braço televisivo da Igreja Universal, no comitê que administra o caixa do FSA (Fundo do Setor Audiovisual), e de um pastor no departamento da Ancine que tem a chave do cofre, responsável, justamente, pela confecção dos editais. Ao sugerir uso religioso e ideológico do FSA, o governo está comprando briga com gente mais graúda que um diretor LGBTQIA+ independente. Diretamente impactado, o mercado pode achar ruim a ameaça de desvirtuação do instrumento criado para regulá-lo – a taxa do Condecine, que significa literalmente “Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional” e é a fonte de renda do FSA. Tamanha intervenção estatal nas verbas da Cultura, visando privilegiar certos conteúdos sobre os demais, tende a fazer com que empresas prejudicadas – digamos, Globo e grandes conglomerados internacionais – , unam forças. O ministro Luiz Fux assume a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) em setembro.

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    Marighella ganha nova data de estreia no Brasil

    17 de janeiro de 2020 /

    O polêmico filme “Marighella”, que marca a estreia na direção de Wagner Moura, definiu uma nova data de estreia: 14 de maio. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17/1) pela equipe do filme. A produção, inicialmente programada para chegar aos cinemas brasileiros em novembro do ano passado, teve sua estreia suspensa em setembro. Desde então, o longa enfrentava dificuldades para agendar seu lançamento, e Wagner Moura chegou a acusar o governo de sabotar o planejamento com uma censura burocrática. “Bolsonaro já gastou tempo para detonar o filme e a mim. Quando o presidente de um país se declara pessoalmente contra uma obra cultural específica e um setor específico, não dá para não dizer que não é perseguição política”, ele disse, em entrevista ao colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, nesta semana. “Marighella” teve sua première mundial há quase um ano, no Festival de Berlim, sob aplausos. O filme narra os últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele morreu em uma emboscada por policiais na época da ditadura militar. Protagonizado por Seu Jorge, o elenco conta com Adriana Esteves, Humberto Carrão e Bruno Gagliasso. Em setembro do ano passado, a O2 Filmes, produtora responsável por “Marighella”, divulgou uma nota informando que não havia conseguido cumprir “todos os trâmites” exigidos pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Anteriormente, a produtora já havia recebido uma negativa da Ancine relativa a um pedido de reembolso no valor de R$ 1 milhão. Esta decisão foi comemorada nas redes sociais por Carlos Bolsonaro, o filho vereador do presidente da República. Mais recentemente, a Ancine citou a falta de prestação de contas de um documentário não relacionado e ainda não finalizado da produtora para manter a negativa em relação à verba aprovada para sua distribuição. O filme tem sido alvo de ataques desde que foi anunciado, com direito a campanha realizada por robôs para baixar suas notas na avaliação dos leitores do Rotten Tomatoes e do IMDb. O fato de ter gerado milhares de comentários negativos meses mesmo da estreia chamou atenção das empresas americanas, que derrubaram a maioria das postagens. Todos os comentários dos “leitores” foram apagados no Rotten Tomatoes, que atualmente mantém apenas a avaliação da crítica internacional sobre o filme. Com apenas seis resenhas avaliadas, “Marighella” tem 83% de aprovação.

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    Estreias: Jumanji domina circuito em plena temporada do Oscar

    16 de janeiro de 2020 /

    “Jumanji: Próxima Fase” é o maior lançamento da semana, monopolizando 1,4 mil telas nesta quinta (16/1), apesar da programação incluir filmes indicados ao Oscar. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan chega aos cinemas brasileiros um mês depois do lançamento nos Estados Unidos, com a missão prioritária de faturar milhões e tirar a distância para o primeiro filme, mais bem-sucedido. Assim como aconteceu com “Frozen 2”, o Brasil é o último país do mundo a exibir a produção dos estúdios Sony, que já faturou mais de US$ 670 milhões nas bilheterias mundiais – cerca de US$ 300 milhões a menos que o longa anterior. Mas não foi só a bilheteria que se mostrou inferior. A crítica norte-americana também achou a continuação pior que o longa de 2017, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. As demais estreias da semana tem tom dramático e disputam espaço no circuito limitado. Dois títulos concorrem ao Oscar, dois tentaram concorrer ao Oscar e o último é uma produção de 17 anos atrás. “O Escândalo” disputa três Oscars, com destaque para as indicações das atrizes Charlize Theron e Margot Robbie, nos papéis de jornalistas assediadas pelo chefão da Fox News. Apesar da boa vontade da Academia, o longa do diretor Jay Roach, baseado no escândalo real que derrubou Roger Ailes, não se tornou uma unanimidade crítica. Tem 68% de aprovação no Rotten Tomatoes, um pouco mais que a série “The Loudest Voice” (54%) que conta a mesma história, mas centrada no fundador do canal de notícias. O francês “Os Miseráveis” é muito superior. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e com 84% no Rotten Tomatoes, denuncia abusos policiais num bairro negro e pobre de Paris, combinando o engajamento de um drama social com a tensão de um thriller criminal. Venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes. O holandês “Instinto” e o costarriquenho “O Despertar das Formigas” também disputaram vagas na categoria de Filme Internacional do Oscar 2020, mas não conseguiram vaga entre os cinco indicados. O filme centro-americano ainda venceu a competição latina do Festival de Gramado. Completa a programação “A Melhor Juventude”, drama italiano premiadíssimo de 2003 – venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e seis troféus David di Donatello (o Oscar italiano), inclusive como Melhor Filme daquele ano. Além disso, tem 93% no Rotten Tomatoes e a fama de ser uma “obra prima”. Mas mesmo com esse currículo era considerado um desafio para o mercado brasileiro. A dificuldade de exibição se deve à sua longa duração: o filme tem seis horas de projeção! Até o circuito limitado tem seus… limites. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos suas sinopses e trailers. Jumanji: Próxima Fase | EUA | Aventura Tentado em revisitar o mundo de Jumanji, Spencer (Alex Wolff) decide consertar o jogo de videogame que permite que os jogadores sejam transportados ao local. Logo o quarteto formado por Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Moose Finbar (Kevin Hart), Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roundhouse (Karen Gillan) ressurge, agora comandado por outras pessoas: os avôs de Spencer e Fridge (Danny DeVito e Danny Glover) assumem as personas de Bravestone e Finbar, enquanto o próprio Fridge (Ser’Darius Blain) agora está sob a pele de Oberon. O Escândalo | EUA | Drama Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusa de assédio sexual no ambiente de trabalho. Os Miseráveis | França | Drama Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Colocado no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local. Instinto | Holanda | Drama Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter resolvido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris (Marwan Kenzari), um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a conseguir sua primeira liberdade condicional desacompanhada. O Despertar das Formigas | Costa Rica, Espanha | Drama Vivendo sua rotina da maneira mais regrada e tranquila possível, uma mãe de meia-idade residente no interior da Costa Rica educa suas filhas para que no futuro elas tenham o mesmo comportamento. Mas quando um evento a faz parar para refletir a respeito da vida que leva, ela passa a vagarosamente odiar o seu dia a dia. A Melhor Juventude | Itália | Drama A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 1960 até o início dos anos 2000. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional.

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    Wagner Moura diz que Marighella não consegue estrear no Brasil por censura do governo

    14 de janeiro de 2020 /

    O ator Wagner Moura (“Tropa de Elite”) declarou que não consegue lançar seu primeiro filme como diretor no Brasil devido à censura do governo federal. Em entrevista para a coluna de Leonardo Sakamoto, ele usou explicitamente a palavra “censura” e falou em “perseguição política” para abordar o cancelamento da estreia de “Marighella” e a dificuldade enfrentada para colocar o filme em cartaz. “Como grande empresa, a [produtora] O2 não pode chegar e dizer que a Ancine censurou o filme. Mas eu posso. Sustento o que já disse. É uma censura diferente, mas é censura, que usa instrumentos burocráticos para dificultar produções das quais o governo discorda. Não há uma ordem transparente por parte do governo para que isso aconteça, no entanto já vimos Bolsonaro publicamente dizer que a cultura precisa de um filtro. E esse filtro seria feito pela Ancine”. O longa chegaria aos cinemas em novembro de 2019, mas a estreia foi cancelada após a produtora O2 ter dois pedidos de suplementação de verba negados pela Ancine. Segundo Moura, um processo era de redimensionamento de orçamento e outro de ressarcimento de recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) para cobrir a extensão do orçamento. Segundo Moura, os trâmites, que eram comuns em projetos culturais, passaram a enfrentar dificuldades burocráticas adicionais após a eleição de Bolsonaro. Ele revela que até outro filme da O2, o documentário “O Sentido da Vida”, está sendo usado como desculpa para trancar a verba que poderia ser usada na distribuição do filme. A Ancine alega que a O2 deve esse lançamento. “O atraso na conclusão desse filme ocorreu apenas em novembro de 2019, enquanto a negativa do pedido relativo ao ‘Marighella’ veio em agosto. Ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra”. De acordo com ele, a forma que o governo escolheu para censurar produções artísticas foi “aparelhar” instituições. “Quando a Ancine é aparelhada pelo bolsonarismo, qualquer pedido com relação a um filme como o Marighella será negado”, afirmou. “Depois que a Ancine negou os pedidos feitos pela O2, o cancelamento da estreia foi comemorado pelos filhos de Bolsonaro nas redes sociais”, apontou. “Bolsonaro já gastou tempo para detonar o filme e a mim. Quando o presidente de um país se declara pessoalmente contra uma obra cultural específica e um setor específico, não dá para não dizer que não é perseguição política”. Moura disse ainda que está procurando apoiadores na iniciativa privada para lançar a produção, embora tenha a “esperança de que a Ancine honre o compromisso, uma vez que já havíamos sido contemplados pelo fundo”. Para completar, Moura também comentou a indicação da situação do cinema brasileiro sob Bolsonaro e a indicação do documentário “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. “No ano em que investiram na destruição do nosso cinema, ‘Bacurau’ e ‘A Vida Invisível’ ganharam prêmios em Cannes e, agora, ‘Democracia em Vertigem’ foi indicado ao Oscar. Duvido que qualquer um desses filmes conseguisse financiamento através da Ancine hoje”. “Marighella” teve sua première mundial há quase um ano, no Festival de Berlim, sob aplausos. O filme narra os últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele morreu em uma emboscada por policiais na época da ditadura militar. Protagonizado por Seu Jorge, o elenco conta com Adriana Esteves, Humberto Carrão e Bruno Gagliasso.

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    Oscar 2020: Bolsonaro chama Democracia em Vertigem de “porcaria”

    14 de janeiro de 2020 /

    O presidente Jair Bolsonaro finalmente comentou em público o que achou da indicação do documentário brasileiro “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. Na entrada do Palácio da Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores nesta terça (14/1), ele classificou o filme da cineasta Petra Costa como ficção, lixo e porcaria. “Ah, não, pera. Ficção. Para quem gosta do que o urubu come, é um bom filme”, afirmou o presidente, sugerindo tratar-se de lixo (que o urubu come). Perguntado pela Folha se havia assistido ao documentário para fazer esse comentário, ele disse que não ia “perder tempo com uma porcaria dessas”. Apesar dessa opinião, Bolsonaro está no filme. Ele concedeu uma entrevista exclusiva para a equipe da produção quando era deputado federal, que foi incluída no trabalho final. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.

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    Petra Costa comemora indicação de Democracia em Vertigem – e Leonardo DiCaprio – nas redes sociais

    13 de janeiro de 2020 /

    A cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, representante solitário do Brasil no Oscar 2020, comemorou a indicação de seu filme em inglês e português nas redes sociais. Dizendo-se extasiada – e também “in ecstasy” – , ela escreveu no Twitter, em inglês: “Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias”. E exaltou: “Long live Brazilian cinema!”. O post ganhou versão bilíngue no Instagram, com texto ampliado. “Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, ela acrescentou. Conversando com os seguidores do Twitter, a diretora adiantou que, se puder, pretende aproveitar a cerimônia da Academia para encontrar e pedir desculpas a Leonardo DiCaprio pelos ataques feitos por Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. E acrescentou um “thank you”, num outro post em inglês voltado ao ator americano. “Adoraria que você visse nossa ‘Democracia em Vertigem’ para entender melhor como as chamas são acesas”, disse. As declarações, claro, renderam muitos comentários, à esquerda e à direita. “Democracia em Vertigem” vai competir no Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, quatro dos documentários mais falados e premiados de 2019 – outros favoritos, como “Apollo 11” e “One Child Nation”, não conseguiram indicações. A seu favor conta o cenário político dos Estados Unidos, em que o presidente Donald Trump também enfrenta um processo de impeachment, mas vale reparar que, em outras disputas importantes, como o Gotham e o IDA Documentary Awards, o filme de Petra Costa perdeu para os adversários atuais. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Estamos absolutamente emocionados e extasiados por nossos colegas terem reconhecido a urgência deste filme, e honrados por estarmos na companhia de documentários tão importantes. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar. Gracias a todos que nos ajudaram, a cada passo, a construir essa história. ****************** We are absolutely thrilled and delighted that our colleagues have recognized the urgency of this film and humbled to be in the company of such important storytelling. In a time where the far right is spreading like an epidemic we hope this film can help us all understand how crucial it is to protect our democracies. We are at a time where the personal has become utterly political for so many around the world and I believe it is through stories, language and documentaries that civilizations begin to heal. Thank you, from the bottom of my heart, to all who believed in this story and helped us through every step to bring it to life. Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 13 de Jan, 2020 às 8:01 PST We are in ecstasy for @TheAcademy’s recognition of the urgency of ours #TheEdgeOfDemocracy. In a time in which the far right is spreading like an epidemic, we hope our film can help us understand how crucial it is to protect our democracies. Long live Brazilian cinema! pic.twitter.com/8JasYIaDQQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a @LeoDiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia https://t.co/FtQ9ef7UVe — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Thank you @LeoDiCaprio for all that you have been doing for the Amazon. I would love for you to see our #TheEdgeOfDemocracy to further understand how the flames were lit. pic.twitter.com/qx9qn18LGQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020

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    Oscar 2020: Secretário de Cultura do Brasil diz que indicação de Democracia em Vertigem é “guerra cultural”

    13 de janeiro de 2020 /

    Como era de se esperar, o governo Bolsonaro não gostou nada da indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. O secretário Especial de Cultura do governo Federal, Roberto Alvim, ironizou a inclusão do filme de Petra Costa na categoria de Melhor Documentário. “Se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação”, afirmou à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, nesta segunda (13/1). “Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional”, completou Alvim, aludindo, possivelmente ao comunismo de Hollywood – uma pauta dos anos 1950, onde a paranoia americana via comunistas debaixo da cama. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, conquistando 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes – todos comunistas, pelo visto – e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awardss. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes tão comunistas quanto seus países, Estados Unidos e a Macedônia, na Europa. O macarthismo anacrônico de Alvim consegue ser mais parcial que o filme de Petra Costa, que pelo menos se apresenta como uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes.

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    Lula comemora indicação de Democracia em Vertigem ao Oscar 2020

    13 de janeiro de 2020 /

    O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva comemorou a indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020 com uma mensagem de parabéns para a diretora Petra Costa. “Parabéns, Petra Costa, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história”, escreveu Lula, acrescentando: “Viva o cinema nacional! A verdade vencerá”. “Democracia em Vertigem” mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. O filme chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. https://t.co/3gqBpfdZal — Lula (@LulaOficial) January 13, 2020

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    Oscar 2020: Documentário do Impeachment de Dilma é indicado ao prêmio da Academia dos EUA

    13 de janeiro de 2020 /

    O Brasil está no Oscar 2020. “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos na categoria de Melhor Documentário. O filme mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. A obra de Petra Costa vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. O anúncio das indicações foi feito na manhã dessa segunda-feira (13/1) nos EUA. Reveja o trailer de “Democracia em Vertigem” abaixo. O filme está disponível na Netflix.

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    Modo Avião: Estreia de Larissa Manoela na Netflix ganha primeiro trailer

    9 de janeiro de 2020 /

    A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Modo Avião”, filme que marca a estreia de Larissa Manoela (“Meus 15 Anos”) na plataforma. A prévia resume a história, mostrando a jovem atriz como uma “influencer” adolescente das redes sociais, que não larga o celular, até que um série de acidentes faz sua família tomar uma atitude drástica e mandá-la para “Jupiter” – lugar também conhecido como a fazenda de seu avô sem cobertura de celular. O avô é vivido por ninguém menos que o cantor Erasmo Carlos, que convence a jovem a enfrentar um “detox digital”. É neste ponto que o roteiro embute a lição do famoso best-seller dos anos 1970 “Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas”, trocando a viagem de moto de pai e filho pelo conserto de um velho Mustang por avô e neta, enquanto a protagonista expressa questões existenciais (“Eu quero achar meu caminho… me conhecer melhor”) e a trama se encaminha para a moral da história – como no livro de Robert M. Pirsig, tem a ver com qualidade de vida, reconciliação com a família e… filosofia. Ainda que seja incluída de forma muito superficial, a referência contracultural sugere uma comédia mais profunda que as produções anteriores de Larissa Manoela. E é uma solução criativa melhor que transformar a trama numa fábula sobrenatural, em que Larissa viaja no tempo, troca de sexo ou vira feia para aprender sua lição. Mas vale dizer que a história original não é de autor brasileiro. “Modo Avião” é baseado num conceito do mexicano Alberto Bremmer (“Ya Veremos”). A versão brasileira foi escrita por Renato Fagundes (“Vai que Cola – O Começo”) e Alice Name-Bomtempo (“Vai que Cola” – a série), e a direção ficou a cargo de César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”). O elenco também inclui Katiuscia Canoro (“Tô Ryca!”), André Luiz Frambach (“Chico Xavier”) e Dani Ornellas (“O Inventor de Sonhos”). A estreia está marcada para 23 de janeiro.

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    Retrospectiva: Os Melhores Filmes de 2019

    9 de janeiro de 2020 /

    Listas de fim de ano são uma tradição no exercício da frustração. Elas sempre deixam de fora algum título esquecido pela crítica ou favorito do público. Na tentativa de remediar os “esquecimentos”, neste ano a Pipoca Moderna, por meio de seu editor, reuniu uma coleção de listas para vários gostos e inclinações. Além do Top 10, foram relacionados diversos Top 5 em diferentes categorias – que abrangem desde as divisões tradicionais de gênero até um “mapa” da produção cinematográfica mundial, sem esquecer algumas peculiaridades do mercado, como o crescimento do streaming e as deficiências do circuito nacional. À exceção de duas listas específicas, foram considerados apenas filmes lançados no Brasil em 2019, tanto na programação de cinema – em alguns casos, apenas em São Paulo – quanto em streaming – filmes da Netflix, Amazon ou oferecidos para locação via Video On Demand no YouTube, Google Play, iTunes, etc. Melhor filme de 2019, o vencedor do Festival de Cannes “Parasita”, de Bong Joon Ho, também liderou mais duas listas: de melhor filme de suspense e de produção asiática. Vale observar que os títulos do Oriente Médio foram computados juntos do cinema africano, pois ambos são sub-representados no mercado nacional, e que faltaram produções da Oceania para somar um Top 5. A seleção também reflete a falsa polêmica de Martin Scorsese, que acusou os filmes da Marvel de não serem cinema. “Vingadores: Ultimato” entrou no Top 10, assim como outras adaptações de quadrinhos, como “Coringa” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Mas “O Irlandês”, incensado drama de 3h30 de streaming do diretor americano, não. A Netflix, entretanto, está bem defendida na seleção pelo melhor drama americano de 2019: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach – além de aparecer com outras produções. Indicado para representar o Brasil no Oscar, “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, é o top nacional, seguido por “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ambos os filmes foram premiados no mesmo Festival de Cannes que consagrou “Parasita”, e encabeçam uma lista especialmente indicada para quem, como Jair Bolsonaro, não conhece o cinema de qualidade feito no país. A análise de todos os lançamentos de 2019 também deixou evidente que a maioria dos filmes distribuídos no mercado brasileiro é muito fraca. E como Bolsonaro vetou incentivos para ampliar o parque exibidor, isso deve se perpetuar, negando espaço nas telas para filmes premiados e cultuadíssimos. O fato de a comédia de terror “Ready or Not” sair direto em streaming em VOD, quando representou um dos maiores sucessos do gênero nos EUA, também diz muito sobre as decisões tomadas pelos estúdios nacionais. Pior que isso é constatar a qualidade dos títulos que nem sequer têm previsão de lançamento em qualquer tela do país. Não há maior incentivo à pirataria que a “curadoria” mesquinha do mercado e um governo que trabalha para travar todo o setor. Confira abaixo as listas de cinema com os melhores títulos de 2019. 10 MELHORES FILMES DE 2019         1. Parasita | Cine 2. História de um Casamento | Netflix 3. Coringa | Cine 4. Dor e Glória | Cine 5. Amor Até as Cinzas | Cine 6. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 7. Vingadores: Ultimato | Cine 8. Entre Facas e Segredos | Cine 9. Guerra Fria | Cine 10. Era uma Vez em Hollywood | Cine         5 MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2019             1. Bacurau | Cine 2. A Vida Invisível | Cine 3. Deslembro | Cine 4. Temporada | Cine 5. Divino Amor | Cine             5 MELHORES FILMES DE DRAMA DE 2019             1. História de um Casamento | Netflix 2. Dor e Glória | Cine 3. Amor Até as Cinzas | Cine 4. Guerra Fria | Cine 5. Oitava Série | VOD               5 MELHORES FILMES DE COMÉDIA DE 2019             1. Entre Facas e Segredos | Cine 2. Fora de Série | Cine 3. Meu Nome É Dolemite | Netflix 4. A Maratona de Brittany | Cine 5. Meu Eterno Talvez | Netflix               5 MELHORES FILMES DE AÇÃO E AVENTURA DE 2019             1. Os Aeronautas | Amazon 2. John Wick 3: Parabellum | Cine 3. Vingança a Sangue Frio | Cine 4. Operação Fronteira | Netflix 5. Implacável | VOD               5 MELHORES FILMES DE SCI-FI DE 2019             1. Ad Astra | Cine 2. High Life | Cine 3. I Am Mother | Netflix 4. Code 8 | VOD 5. A Gente Se Vê Ontem | Netflix               5 MELHORES FILMES DE SUSPENSE DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Entre Facas e Segredos | Cine 3. Predadores Assassinos | Cine 4. O Professor Substituto | Cine 5. Em Trânsito | Cine               5 MELHORES FILMES DE TERROR DE 2019             1. Nós | Cine 2. Climax | Cine 3. Border | Cine 4. Ready or Not | VOD 5. Midsommar | Cine               5 MELHORES FILMES DE ANIMAÇÃO DE 2019             1. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 2. Perdi Meu Corpo | Netflix 3. Link Perdido | Cine 4. Toy Story 4 | Cine 5. Como Treinar seu Dragão 3 | Cine               5 MELHORES FILMES DE QUADRINHOS DE 2019             1. Coringa | Cine 2. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 3. Vingadores: Ultimato | Cine 4. Homem-Aranha: Longe de Casa | Cine 5. Shazam! | Cine               5 MELHORES FILMES DE ROCK DE 2019             1. Rocketman | Cine 2. Yesterday | Cine 3. A Música da Minha Vida | Cine 4. The Dirt | Netflix 5. As Loucuras de Rose | Cine               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS DE 2019             1. O Silêncio dos Outros | Cine 2. Fyre Festival | Netflix 3. Indústria Americana | Netflix 4. One Child Nation | Amazon 5. Apollo 11 | VOD               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS DE 2019             1. Bixa Travesty | Cine 2. Estou me Guardando pra Quando o Carnaval Chegar | Cine 3. O Barato de Iacanga | Cine 4. Torre das Donzelas | Cine 5. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Cine           5 MELHORES FILMES LATINO-AMERICANOS DE 2019             1. Pássaros de Verão | Cine 2. A Camareira | Cine 3. A Odisseia dos Tontos | Cine 4. Vermelho Sol | Cine 5. Tarde para Morrer Jovem | Cine               5 MELHORES FILMES EUROPEUS DE 2019             1. Dor e Glória | Cine 2. Guerra Fria | Cine 3. Uma Mulher Alta | Cine 4. Climax | Cine 5. O Professor Substituto | Cine               5 MELHORES FILMES AFRICANOS E ÁRABES DE 2019             1. Cafarnaum | Cine 2. O Paraíso Deve ser Aqui | Cine 3. Atlantique | Netflix 4. Adam | Cine 5. Rafiki | Cine               5 MELHORES FILMES ASIÁTICOS DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Amor Até as Cinzas | Cine 3. Assunto de Família | Cine 4. O Fim da Viagem, o Começo de Tudo | Cine 5. Longa Jornada Noite Adentro | Cine               5 MELHORES FILMES DE STREAMING DE 2019             1. Uma História de Casamento | Netflix 2. Os Aeronautas | Amazon 3. Oitava Série | VOD 4. Fé Corrompida | VOD 5. Meu Nome É Dolemite | Netflix               5 MELHORES FILMES DE 2019 QUE ESTREIAM ATÉ O OSCAR               1. 1917 | Cine 2. Jóias Brutas | Netflix 3. Jojo Rabbit | Cine 4. Retrato de uma Jovem em Chamas | Cine 5. Adoráveis Mulheres | Cine               5 MELHORES FILMES DE 2019 SEM PREVISÃO PARA O BRASIL             1. One Cut of the Dead (Japão) 2. The Last Black Man in San Francisco (EUA) 3. The Standoff at Sparrow Creek (EUA) 4. The Nightingale (Austrália) 5. Extreme Job (Coreia do Sul)  

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    Estreias de cinema destacam primeira superprodução de 2020 e filmes premiados

    8 de janeiro de 2020 /

    Graças às sessões ainda lotadas de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e “Minha Mãe É uma Peça 3”, a semana tem apenas quatro estreias de cinema. Com isso, a primeira superprodução do ano, “Ameaça Profunda”, chegará a poucos salas nesta quinta (9/1), disputando o circuito intermediário com títulos da temporada de premiações. Estrelado por Kristen Stewart (“As Panteras”), o filme de US$ 80 milhões é um “Alien” marinho, em que cientistas são atacados por criaturas desconhecidas numa base submersa no oceano. Após um tremor destruir suas instalações, eles precisam lutar pela sobrevivência contra ameaças que inadvertidamente liberaram ao perfurar o fundo do mar. Não faltam nem sequer as cenas gratuitas da heroína de calcinha, como no longa espacial de 1979. Por essas e outras, foi considerado medíocre, com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. A outra produção americana da semana é o drama “Adoráveis Mulheres”, que abriu o Festival do Rio. Trata-se da versão mais feminista já filmada da velha história de Louisa May Alcott, baseada na vida da própria escritora, sobre quatro irmãs que lutam contra as dificuldades para crescer no final do século 19, durante a Guerra Civil americana. Elas precisam lidar com a descoberta do amor, a inevitabilidade da morte, a superação de perdas, desilusões e vários desafios, que agora se impõem com viés de empoderamento. Esta trama já foi estrelada por Katharine Hepburn, Elizabeth Taylor e, em sua versão dos anos 1990, reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes, Susan Sarandon e Christian Bale. A nova versão, dirigida por Greta Gerwig, tem um elenco tão impressionante quanto, com Emma Watson (“A Bela e a Fera”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Laura Dern (“História de um Casamento”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”), Louis Garrel (“O Formidável”), James Norton (“McMafia”) e principalmente Saoirse Ronan e Timothée Chalamet (dupla que trabalhou com Gerwig em “Lady Bird”), que formam o par central. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Adoráveis Mulheres” venceu vários prêmios da crítica americana e está cotadíssimo para o Oscar em diversas categorias. Ainda mais feminista e abertamente LGBTQIA+, “Retrato de uma Jovem em Chamas” foi o filme francês mais premiado de 2019. Vencedor de dois troféus de Melhor Roteiro, da Academia Europeia de Cinema e do Festival de Cannes, foi também considerado o Melhor Filme nos festivais de Chicago, Hamburgo, Melbourne, etc, além de ser destaque em diversas listas de fim de ano da crítica internacional e ter 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Escrito e dirigido pela francesa Céline Sciamma (“Tomboy”), acompanha uma jovem artista chamada Marianne (Noémie Merlant), contratada para pintar o retrato de casamento de Héloïse (Adèle Haenel), que acabou de deixar o convento. Por a retratada ser uma noiva relutante, Marianne chega sob o disfarce de dama de companhia, observando Héloïse de dia e a pintando secretamente à noite. Inevitavelmente, as duas se aproximam. Para completar a lista de estreias, “Kursk – A Última Missão” também conta uma história de “ameaça profunda”, desta vez baseado em fatos reais. Dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg (“A Caça”), o drama de desastre marinho reúne em seu elenco o belga Matthias Schoenaerts (“A Garota Dinamarquesa”) e a francesa Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”) para recriar o acidente do submarino do título, que aconteceu em 2000, em meio a grande negligência política. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Adoráveis Mulheres | EUA | Drama As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) amadurecem na virada da adolescência para a vida adulta enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras. Retrato de uma Jovem em Chamas | França | Drama Na França do século 18, Marianne (Noémie Merlant) é uma jovem pintora que recebe a tarefa de pintar um retrato de Héloïse (Adèle Haenel) para seu casamento sem que ela saiba. Passando seus dias observando Héloïse e as noites pintando, Marianne se vê cada vez mais próxima de sua modelo conforme os últimos dias de liberdade dela, antes do iminente casamento, chegam ao fim. Ameaça Profunda | EUA | Sci-Fi Um grupo de pesquisadores se encontra num laboratório subaquático a 11 mil metros de profundidade, quando um terremoto destrói a região e expõe a equipe ao risco de morte. Eles são obrigados a caminhar nas profundezas marítimas, com quantidade insuficiente de oxigênio, para tentar sobreviver. No entanto, conforme se deslocam pelo fundo do mar, descobrem a presença de uma criatura mortal de origem desconhecida. Kursk – A Última Missão | Bélgica, França, Noruega | Drama Baseado em fatos reais, o filme narra a explosão e o naufrágio do submarino russo Kursk no ano de 2000. Os tripulantes precisam sobreviver às águas geladas do Mar de Barents enquanto esperam por um resgate que pode não chegar por causa do descaso das autoridades.

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