Globoplay adquire documentário sobre prisão de Caetano Veloso pela ditadura
A Globoplay comprou os direitos de transmissão do documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968, durante a ditadura militar. O longa chega à plataforma de streaming no dia 7 de setembro, mesmo dia de sua première mundial na 77ª edição do Festival de Veneza. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), “Narciso em férias” será exibido fora de competição no festival italiano. O documentário traz o depoimento de Caetano Veloso sobre sua experiência na cadeia, que incluiu passar uma semana trancado numa solitária. Ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana, duas semanas após o decreto do AI-5. À época, o regime militar proibiu que jornais divulgassem a prisão dos artistas. No total, Caetano ficou 54 dias encarcerado. Durante o período, ele compôs a canção “Irene”, inspirado pela lembrança da risada de sua irmã mais nova, e ao sair da prisão foi exilado em Londres. Em entrevista à revista americana Variety, Caetano destacou a importância de lembrar esse período histórico para se contrapor à versão dos fatos propagada pelo atual governo negacionista. “O Brasil tem um governo que diz que a ditadura militar foi uma coisa boa. E eles estão tentando lançar uma luz positiva. É hora de falar sobre esse período da maneira que faço no filme”, afirmou.
Estreias online: 15 filmes para ver em casa no fim de semana
Da divertida comédia infantil “Aprendiz de Espiã”, com Dave Bautista, ao drama LGBTQIA+ “Matthias & Maxime”, lançamento do cineasta canadense Xavier Dolan, a programação de cinema digital desta sexta (28/8) reúne opções para todos os gostos. Ainda assim, vale destacar a originalidade da comédia criminal “Origens Secretas”, sobre um serial killer geek. Alguns dos filmes abaixo foram disponibilizados com exibição gratuita. Mas se os 15 títulos sugeridos não agradarem, ainda há mais 74 filmes gratuitos, distribuídos em quatro festivais online simultâneos neste fim de semana (saiba mais). Confira abaixo os trailers e mais detalhes da seleção digital, lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash, que em outros tempos sairiam diretamente em DVD – como “A Ilha”, maior lixão da semana, com Nicolas Cage e 0% de aprovação no Rotten Tomatoes! Aprendiz de Espiã | EUA | 2020 A comédia do ator Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) segue uma fórmula já explorada com sucesso por Arnold Schwarzenegger (“Um Tira no Jardim de Infância”), Jackie Chan (“Missão Quase Impossível”), Dwayne Johnson (“O Fada de Dentes”) e outros fortões em filmes com crianças. Bautista vive um agente da CIA que, durante uma tocaia, é flagrado por uma menina de 9 anos. Ele grava sua espionagem com um celular e negocia não colocar o vídeo no ar em troca de aulas para virar espiã. A precoce Chloe Coleman (de “Big Little Lies” e que também estará em “Avatar 2”) vive a garotinha que dá um baile no durão, até descobrir que ele não é tão insensível quanto tenta parecer. Sucesso digital nos EUA, o filme deve ganhar sequência. Disponível na Amazon. Quase uma Rockstar | EUA | 2020 O drama musical adolescente adapta o livro de mesmo nome, escrito por Matthew Quick, autor de “O Lado Bom da Vida”, e conta uma história edificante sobre como o poder da música é capaz de iluminar a escuridão. A protagonista, vivida por Auli’i Cravalho (revelada como voz de Moana no desenho da Disney), é uma otimista incorrigível, embora sua vida seja mais complicada do que aparenta. A jovem é uma estudante que tenta conciliar o trabalho, a vida e alguns segredos duros sempre com um sorriso no rosto, enquanto sonha entrar numa faculdade prestigiosa de música. Quando novos obstáculos aparecem, ela descobre que pode contar com a família que escolheu (os amigos) para superar os desafios. Dirigido por Brett Haley (“Por Lugares Incríveis” e “Corações Batendo Alto”), o filme é cheio de baladinhas pop, apesar de prometer rock (ou quase) no título. Disponível na Netflix. Origens Secretas | Espanha | 2020 Grande surpresa da Netflix, esta aventura criminal é diversão garantida para geeks de carteirinha. O longa do diretor David Galán Galindo (“Pixel Theory”) acompanha a caça a um serial killer que se inspira nas origens dos heróis da Marvel para matar suas vítimas. Os personagens ainda incluem uma delegada que faz cosplay nas horas de folga e um especialista em quadrinhos que é contratado como consultor da polícia. Pacto de Fuga | Chile | 2020 Drama emocionante de fuga de prisão, o filme é inspirado em um evento real de janeiro de 1990, quando 49 presos políticos chilenos escaparam por um túnel que levaram 18 meses para cavar. Apenas nove foram recapturados e a chamada “Operação Êxito” ridicularizou a já agonizante ditadura militar. Disponível na Amazon. Disponível na Netflix. Antígona | Canadá | 2019 Grande vencedor da premiação da Academia Canadense de Cinema (o Oscar canadense) deste ano, o filme de Sophie Deraspe (“The Seven Last Words”) é uma versão contemporânea da tragédia grega de Sófocles, com enfoque de realismo social. A Antígona canadense faz parte de uma família de refugiados que confronta as autoridades do país para honrar um de seus irmãos e ajudar o outro a escapar da prisão. Ao se ver encurralada por uma lei falha, ela passa a seguir seu próprio senso de justiça, enfrentando dificuldades inimagináveis. Disponível no Cinema Virtual. Matthias & Maxime | Canadá | 2020 O novo filme de Xavier Dolan (“É Apenas o Fim do Mundo”) ganha lançamento digital exclusivo pelo Mubi. A trama gira em torno de dois velhos amigos de infância, Matthias (Gabriel D’Almeida Freitas) e Maxime (interpretado pelo próprio Dolan), que são convidados a compartilhar um beijo para um curta-metragem. Deste beijo surge uma dúvida persistente, confrontando os dois com suas preferências, ameaçando a irmandade de seu círculo social e, eventualmente, mudando suas vidas, já que, até então, só se relacionavam com mulheres. Disponível no Mubi. Canções de Amor | Nova Zelândia | 2019 O musical romântico, embalado por hits do pop neozelandês, tem uma premissa comum a muitos dramas do gênero, em que a filha de um pai moribundo ouve impressionada a história de como ele conheceu e se apaixonou pela mãe dela nos anos 1970. Como curiosidade, a filha é vivida pela cantora Kimbra, em sua estreia como atriz. Já a intérprete da mãe, Rose McIver, era a estrela da série “iZombie”. Disponível no Cinema Virtual. Os Nossos Filhos | Bélgica | 2012 Inédito no circuito comercial brasileiro, a tragédia baseada em fatos reais examina os poderes opressivos dos laços familiares. Como milhões de outros casais, Mounir e Murielle se apaixonam e têm filhos. Mas, ao contrário de outros casais, eles aceitam renunciar à sua autonomia e concordam em viver com o pai adotivo de Mounir. A intérprete de Murielle, Émilie Dequenne (“A Garota do Armário”), foi premiada como Melhor Atriz da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, por sua atuação fantástica. Disponível no Mubi. Tudo pela Arte | Reino Unido | 2020 Um carismático crítico de arte e sua esposa são contratados para roubar um quadro raro de um grande colecionador de pinturas. No entanto, a ganância e a insegurança fazem a missão sair do controle. O elenco destaca Claes Bang (o novo “Drácula”), Elizabeth Debicki (“Tenet”), Donald Sutherland (“Jogos Mortais”) e o cantor Mick Jagger. Disponível no iTunes. Pódio para Todos | Reino Unido | 2020 O documentário da dupla Ian Bonhôte e Peter Ettedgui (de “McQueen”) reflete sobre a importânica dos Jogos Paralímpicos e o seu impacto global na forma como vemos a deficiência, diversidade e excelência. Disponível na Netflix. Echo in the Canyon | EUA | 2020 Documentário que conta a história musical da região de Laurel Canyon, em Los Angeles, na metade dos anos 1960, quando a música folk foi incorporada ao rock por bandas como The Byrds, Buffalo Springfield e The Mamas & The Papas, criando o que ficou conhecido como “som da Califórnia”. Disponível no iTunes Coringa: Coloque um Sorriso no Rosto | EUA | 2020 Disponibilizado de graça pela Apple, o documentário reúne dezenas de entrevistas com quadrinistas, cineastas e astros do cinema que abordam as origens e a evolução do Coringa ao longo dos anos, até sua transformação no vilão dos quadrinhos mais celebrado de todos os tempos. Disponível no iTunes Deus | Chile | 2020 Documentário sobre a crise religiosa que abateu o Chile, realizado pelo coletivo Mapa Fílmico de un País (MAFI) na véspera da visita do Papa Francisco ao país em 2018. O pano de fundo são as acusações de pedofilia contra o bispo Juan Barros, além de debates sobre aborto e desigualdade social. O filme questiona a diferença entre o que prega a Igreja Católica e a realidade mundial. Disponível no iTunes, Google Play, Vivo Play, Sky Play e YouTube Films Amazônia: Sociedade Anônima | Brasil | 2020 O documentário de Estevão Ciavatta (“Santos Dumont”) mostra como, diante do fracasso do governo brasileiro em proteger a Amazônia, índios e ribeirinhos realizam uma união inédita, liderada pelo Cacique Juarez Saw Munduruku, para enfrentar as máfias de roubo de terras e desmatamento ilegal. Disponível no Globoplay Dentro da Minha Pele | Brasil | 2020 O documentário de Toni Venturi (“Estamos Juntos”) e Val Gomes acompanha nove pessoas comuns, com diferentes tons de pele negra, em seu cotidiano na cidade de São Paulo. Ao longo da exibição, eles compartilham situações de racismo, dos velados aos mais explícitos. Disponível no Globoplay
Fim de semana tem 4 festivais online com 74 filmes de graça
Os cinéfilos vão se fartar neste fim de semana com a realização de quatro festivais online simultâneos, que disponibilizam a exibição gratuita de nada menos que 74 filmes. O Panorama Digital de Cinema Suíço reúne 14 longas, alguns deles premiados e imperdíveis, até o dia 6 de setembro na plataforma Sesc Digital. Entre os destaques, estão a cinebiografia “Bruno Manzer – A Voz da Floresta”, sobre o ativista ambiental do título, que rendeu a Sven Schelker o troféu de Melhor Ator na premiação da Academia de Cinema Suíço, e “No Meio do Horizonte”, de Joanne Giger, grande vencedor da Academia Suíça, com o equivalente ao Oscar do país nas categorias de Melhor Filme e Roteiro. O drama rural, passado nos anos 1970, acompanha a dissolução de uma família sob o olhar de um adolescente. Além dos longas, há dois programas dedicados à curtas, um deles para o público adulto e outro para crianças. Cada seleção traz cinco obras diferentes. Por sua vez, a Festa do Cinema Italiano leva 20 filmes à plataforma digital Looke até 10 de setembro, com apenas duas exceções, que só estarão disponíveis por 24 horas. Nove longas são inéditos no circuito cinematográfico nacional, como “Fortunata” (2017), em que Jasmine Trinca (premiada na mostra Um Certo Olhar, em Cannes) vive um casamento fracassado e cuida da filha de oito anos, enquanto sonha em ter seu próprio salão de beleza, e “Os Mosqueteiros do Rei” (2018), paródia de “Os Três Mosqueteiros” que se tornou um dos maiores sucessos recentes do cinema italiano. Mas os melhores títulos são filmes que tiveram passagens relâmpago pelos cinemas de arte e agora podem finalmente ser apreciados com calma pelos cinéfilos. Alguns são fundamentais, como o vencedor da mostra Horizontes do Festival de Veneza, “Nico, 1988” (2017), de Susanna Nicchiarelli, que registra o final da vida da cantora Nico (ex-Velvet Underground), e “Martin Eden” (2019), adaptação da obra homônima de Jack London que rendeu a Copa Volpi de Melhor Ator para Luca Marinelli no Festival de Veneza passado. Além destes, também merece atenção a animação “A Gata Cinderela”, que transporta a fábula “Cinderela” para uma ambientação noir futurista. Infelizmente, esta é uma das exceções, com disponibilidade restrita apenas ao dia 5 de setembro. Já a Mostra Mundo Árabe de Cinema apresenta 16 filmes sobre a cultura árabe, quatro deles inéditos no Brasil e o restante selecionado entre os destaques das edições anteriores, que ficarão disponíveis das 18h desta sexta até 13 de setembro. E de segunda (31/8) a 27 de setembro na plataforma digital do Sesc. Vale reparar que a maioria das produções são documentais, como “Gaza”, Garry Keane e Andrew McConnell, que foi o representante da Irlanda na busca por uma indicação ao Oscar de filme internacional em 2020. O filme registra Gaza como um lugar com esperança em meio ao conflito da região. Entre as ficções, o destaque é o inédito “O Dia em que Perdi Minha Sombra”, da cineasta sírio-francesa Soudade Kaadan, sobre uma mulher que tenta comprar gás no início da guerra na Síria e vê a tarefa cotidiana sair do controle em meio às incertezas da guerra civil. A seleção abre espaço até para documentários de cineastas brasileiros, como “Naila e o Levante”, de Julia Bacha, que retrata a participação das mulheres durante a Primeira Intifada, na Palestina, e como sua importância foi minimizada pela liderança masculina, e “Os Caminhos dos Mascates” de José Luis Mejias, sobre a migração árabe ao Brasil. Para completar, o evento vai mostrar a clássica Trilogia do Deserto, do tunisiano Nacer Khemir, composta pelos filmes “Andarilhos do Deserto” (1984), “O Colar Perdido da Pomba” (1991) e “Baba Aziz, o Príncipe que Contemplava Sua Alma” (2005) Para completar, o Festival Internacional de Cinema LGBTI, normalmente realizado em Brasília, exibirá sua 5ª edição de forma online e gratuita a partir das 18h desta sexta e poderão ser vistos até as 23h59 de domingo (30/8), à exceção de “Erik & Erika”, que terá apenas uma sessão, transmitido às 20h de sábado (29/8). Entre os destaques, encontram-se o australiano “52 Terças-feiras”, premiado no Festival de Berlim, sobre uma adolescente que começa a aprender sobre sexualidade no momento em que sua mãe revela planos de transição de gênero, a comédia uruguaia “Os Golfinhos Vão para o Leste”, premiada no Festival de Gravado, o documentário holandês “Galore”, que venceu vários prêmios de cinema LGBTQIA+ ao contar a história de uma famosa drag queen europeia, o espanhol “Por 80 Dias”, premiado no Festival de San Sebastian, sobre a descoberta da sexualidade na Terceira Idade, e o citado “Erik & Erika”, produção austríaca sobre a vida de Erika Schinegger, estrela do esqui dos anos 1970 que sofreu acusações de fraude quando seu segredo biológico veio à tona. A seleção também inclui curtas e media-metragens nacionais, entre eles “Quebramar”, de Cris Lyra, que venceu prêmios internacionais ao acompanhar jovens lésbicas numa praia deserta, e os documentários “Meu Corpo É Político”, de Alice Riff, “Que os Olhos Ruins Não Te Enxerguem”, de Roberto Maty, “MC Jess”, de Carla Villa-Lobos, “Terra sem Pecado”, de Marcelo Costa, e “Minha História É Outra”, de Mariana Campos. Veja abaixo onde acessar cada evento online. Panorama Digital de Cinema Suíço: http://www.sescsp.org.br/panoramasuico(saiba mais). Festa do Cinema Italiano: https://www.looke.com.br/movies/festa-do-cinema-italiano (saiba mais). Mostra Mundo Árabe de Cinema: https://www.youtube.com/channel/UCfmZ3RvF7GUiHcVFgW2FdJg, http://mundoarabe2020.icarabe.org/ e, a partir de segunda, em https://sesc.digital/categorias/cinema-e-video (saiba mais). Festival Internacional de Cinema LGBTI: https://www.votelgbt.org/flix (saiba mais).
Festival online de cinema LGBTQIA+ disponibiliza 14 filmes de graça
O Festival Internacional de Cinema LGBTI exibirá sua 5ª edição de forma online e gratuita a partir desta sexta (28/8). Anteriormente realizada em Brasília, a mostra deste ano poderá ser acompanhada em todo o país pela plataforma especializada LGBTFLIX, que já reúne 250 filmes de temática LGBTQIA+. A programação traz 14 filmes de diversos países sobre temas como: intersexualidade, transição de gênero, cultura drag, velhice entre os LGBTQs, vidas na periferia e visibilidade lésbica. Todos os filmes serão disponibilizados a partir das 18h desta sexta e poderão ser vistos até as 23h59 de domingo (30/8). A exceção é o filme “Erik & Erika”, que terá apenas uma sessão, transmitido às 20h de sábado (29/8). Entre os destaques, encontram-se o australiano “52 Terças-feiras”, premiado no Festival de Berlim, sobre uma adolescente que começa a aprender sobre sexualidade no momento em que sua mãe revela planos de transição de gênero, a comédia uruguaia “Os Golfinhos Vão para o Leste”, premiada no Festival de Gravado, o documentário holandês “Galore”, que venceu vários prêmios de cinema LGBTQIA+ ao contar a história de uma famosa drag queen europeia, o espanhol “Por 80 Dias”, premiado no Festival de San Sebastian, sobre a descoberta da sexualidade na Terceira Idade, e o citado “Erik & Erika”, produção austríaca sobre a vida de Erika Schinegger, estrela do esqui dos anos 1970 que sofreu acusações de fraude quando seu segredo biológico veio à tona. A seleção também inclui curtas e media-metragens nacionais, entre eles “Quebramar”, de Cris Lyra, que venceu prêmios internacionais ao acompanhar jovens lésbicas numa praia deserta, e os documentários “Meu Corpo É Político”, de Alice Riff, “Que os Olhos Ruins Não Te Enxerguem”, de Roberto Maty, “MC Jess”, de Carla Villa-Lobos, “Terra sem Pecado”, de Marcelo Costa, e “Minha História É Outra, de Mariana Campos. O endereço de acesso aos filmes é https://www.votelgbt.org/flix
Bacurau e A Vida Invisível lideram indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou os indicados à 19ª edição de seu Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Neste ano, a premiação será realiza de forma diferenciada, devido à pandemia de coronavírus, e transmitida pela TV Cultura no dia 10 de outubro. Maiores detalhes serão revelados posteriormente. “Bacurau”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu 15 indicações e lidera a lista de nomeados, seguido de perto por “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz (14 indicações) e, um pouco mais distante, por “Simonal”, de Leonardo Domingues (10 indicações). Além destes três, a categoria de Melhor Longa-metragem Ficção também incluiu “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro, e “Hebe – A Estrela do Brasil”, de Maurício Farias. “Mesmo diante de tantas adversidades, estamos realizando o Grande Prêmio, e este ano vamos homenagear o trabalho dos milhares de profissionais que dedicam suas vidas a encantar as nossas vidas. Não foi fácil, mas o Grande Prêmio tinha que acontecer”, diz Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema, em comunicado. Confira abaixo os indicados nas principais categorias. Melhor Longa-Metragem – Ficção “A vida invisível”, de Karim Aïnouz “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro “Hebe – A estrela do Brasil”, de Maurício Farias “Simonal”, de Leonardo Domingues Melhor Longa-Metragem – Documentário “Alma Imoral”, de Silvio Tendler “Amazônia Groove”, de Bruno Murtinho “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla E Kiko Goifman “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, de Marcelo Gomes “O Barato de Iacanga”, de Thiago Mattar Melhor Longa-Metragem – Comédia “Cine Holliúdy – A Chibata Sideral”, de Halder Gomes “De pernas pro ar 3”, de Julia Rezende “Eu sou mais eu”, de Pedro Amorim “Maria Do Caritó”, de João Paulo Jabur “Minha mãe é uma peça 3”, de Susana Garcia “Socorro, virei uma garota”, de Leandro Neri Melhor Longa-Metragem – Animação “A Ccidade dos piratas”, de Otto Guerra “A princesa de Elymia”, de Silvio Toledo “Tito e os pássaros”, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto Melhor Longa-Metragem – Infantil “Cinderela pop”, de Bruno Garotti “Sobre Rodas”, de Mauro D’addio “Turma da Mônica – Laços”, de Daniel Rezende Melhor Direção Daniel Rezende, por “Turma da Mônica – Laços” Flavia Castro, por “Deslembro” Gabriel Mascaro, por “Divino Amor” Karim Aïnouz, por “A vida invisível” Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por “Bacurau” Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Alexandre Moratto, por “Sócrates” Armando Praça, por “Greta” Claudia Castro, por “Ela Disse, Ele Disse” Dennison Ramalho, por “Morto Não Fala” Leonardo Domingues, por “Simonal” Melhor Atriz Andrea Beltrão como Hebe Camargo, por “Hebe – A Estrela Do Brasil” Bárbara Colen como Tereza, por “Bacurau” Carol Duarte como Eurídice, por “A Vida Invisível” Dira Paes como Joana, por “Divino Amor” Julia Stockler como Guida, por “A Vida Invisível” Melhor Ator Tony Ramos: ‘Deve ter gente que me olha e diz: ‘que cara chato e careta” Daniel de Oliveira como Stênio, por “Morto Não Fala” Fabrício Boliveira como Simonal, por “Simonal” Gregório Duvivier como Antenor, por “A Vida Invisível” Marco Nanini como Pedro, por “Greta” Silvero Pereira como Lunga, por “Bacurau” Melhor Atriz Coadjuvante Alli Willow como Kate, por “Bacurau” Bárbara Santos como Filomena, por “A Vida Invisível” Fernanda Montenegro como Eurídice, por “A Vida Invisível” Karine Teles como Forasteira, por “Bacurau” Sônia Braga como Domingas, por “Bacurau” Melhor Ator Coadjuvante Antonio Saboia como Forasteiro, por “Bacurau” Caco Ciocler como Santana, por “Simonal” Chico Diaz como Veí Gois, por “Cine Holliúdy – A Chibata Sideral” Flávio Bauraqui como Detetive Macedo, por “A Vida Invisível” Júlio Machado como Danilo, por “Divino Amor” Melhor Roteiro Original Beatriz Seigner, por “Los Silencios” Carolina Kotscho, por “Hebe – A Estrela Do Brasil” Flavia Castro, por “Deslembro” Gabriel Mascaro, Rachel Ellis, Esdras Bezerra e Lucas Paraizo, por “Divino Amor” Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por “Bacurau” Melhor Roteiro Adaptado Armando Praça, por “Greta”, adaptado da peça teatral “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou No Irajá”, de Fernando Melo L.G. Bayão, Lui Farias e Letícia Mey, por “Minha fama de mau”, adaptado da obra homônima de Erasmo Carlos Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Dennison Ramalho e Marcelo Starobinas, por “Carcereiros – O Filme”, adaptado do livro “Carcereiros”, de Drauzio Varella Murilo Hauser, Karim Aïnouz e Inés Bortagaray, por “A vida invisível”, baseado no livfro “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha Silvio Tendler e Nilton Bonder, por “Alma imoral”, adaptado da obra “A alma imoral”, de Nilton Bonder Thiago Dottori, por “Turma da Mônica – Laços”, baseado na obra “A Turma Da Mônica”, de Mauricio de Sousa, e inspirado na graphic novel “Laços”, de Victor Cafaggi e Lu Cafaggi Melhor Direção de Fotografia Azul Serra, por “Turma da Mônica – Laços” Bárbara Alvarez, por “A Sombra do Pai” Hélène Louvart, por “A Vida Invisível” Heloisa Passos, por “Deslembro” Nonato Estrela, por “Kardec” Pedro Sotero, por “Bacurau”
Diretor Edu Felistoque disponbiliza seus filmes de graça no YouTube
O cineasta paulistano Edu Felistoque lançou um canal no YouTube para disponibilizar parte de sua filmografia na íntegra. A lista de filmes que podem ser vistos de graça inclui a “Trilogia da Vida Real”, como foram batizados o conjunto formado pelos filmes “Insubordinados” (2014), “Hector” (2016) e “Toro” (2016) – este último premiado no Cine PE. Há também trabalhos mais antigos, como o drama “Inversão” (2010) e o curta documental “Zagati” (2002), premiado no Festival de Gramado, além de outros curtas-metragens e as séries completas “Buscando Buskers” (2017) e “Bipolar” (2010). O canal de Felistoque ainda apresenta teasers de produções ainda inéditas do diretor, como “Terra em Transe ou Transição?” e “Trilha Sonora da Cidade”. “Sempre percebi que o cinema brasileiro não chega de forma abrangente a todos os brasileiros! Muitos dos meus filmes participaram e foram premiados em festivais nacionais e internacionais, como também já foram exibidos em circuitos de salas de cinema e em grandes canais de TV. Embora festivais, salas e canais sejam de extrema importância, são pagos e só alcançam um determinado público. Daí surgiu a ideia de ampliar este alcance, colocando a audiência maior e mais eclética do Youtube em contato com os filmes e séries”, diz o diretor em comunicado sobre a iniciativa. O conteúdo está disponível em https://www.youtube.com/edufelistoque.
Artistas que participaram do filme de Flordelis se dizem enganados
Os famosos que participaram do filme “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar” (2009) se arrependeram de ter se envolvido com a produção. O filme era para ser um documentário sobre o trabalho social da cantora gospel que cresceu na favela e na época tinha adotado 44 crianças, mas acabou contando com um elenco estrelado, digno de novela das 21h da Globo. Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, Deborah Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Reynaldo Gianecchini, Isabel Fillardis e Letícia Sabatella foram filmados recitando um roteiro de louvação à Flordelis, nesta semana indiciada pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, junto com alguns dos filhos adotivos. Todos os atores trabalharam de graça, acreditando que estavam ajudando uma causa social, quando na verdade se tratava de uma peça de propaganda, que ajudou mesmo foi a aspiração política de Flordelis. Ela só não foi presa nos últimos dias porque tem imunidade parlamentar como deputada federal. Leticia Sabatella contou para o UOL que foi levada a participar do filme por seu empresário. “Todos fomos participar de uma ação beneficente. Foi muito rápido o contato com ela. A conheci no mesmo dia. Havia muitas crianças. Enfim, um engodo gigante…” Ela diz ter tirado uma lição da experiência. “Um crime como este… Horrível. Aprendi com o tempo a ter mais cautela com quem ostenta tanto a sua autopromoção, beirando a divindade. Lamento demais pelas vítimas destes lobos em pele de cordeiro”. Outro ator do elenco, Thiago Martins, também desabafou sobre sua participação no projeto. “Fiquei muito triste e decepcionado. Espero que a justiça seja feita e que ela pague pelo seu erro, uma pena apagar toda admiração e respeito que tinha por ela”. Anteriormente, um dos responsáveis pela produção, o editor de moda Marco Antônio Ferraz, já tinha se “arrependido” de ter co-dirigido o filme. “Me arrependo. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, disse Ferraz ao jornal Extra. “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”. Não é a primeira vez que obras de santificação de personalidades brasileiras se provam problemáticas, basta lembrar o documentário “João de Deus: O Silêncio é uma Prece”, lançado um ano antes das denúncias de abuso de cerca de 100 mulheres contra o suposto médium. Flordelis foi indiciada sob acusação de crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. Veja abaixo o trailer do filme.
Diretor do filme de Flordelis se diz enganado por ter filmado “uma mentira”
O diretor Marco Antônio Ferraz se disse arrependido de ter feito o filme “Flordelis: Basta Uma Palavra Para Mudar” (2009) sobre a mulher que adotou 44 filhos, e que agora é implicada no assassinato de seu marido pastor, com a ajuda de alguns dos filhos adotivos. “Me arrependo. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, disse Ferraz ao jornal Extra. “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”. Único filme dirigido por Ferraz, um editor de moda que se sentiu inspirado pela história de Flordelis dos Santos de Souza, a cinebiografia foi codirigida por Anderson Corrêa (“Eu Odeio Meu Chefe!”) e tinha o pastor Anderson do Carmo, que teria sido assassinado por Flordelis, como produtor executivo. “Ele era louco por ela. Fazia qualquer coisa que ela quisesse ou mandasse”, contou Ferraz. “Ele me perguntou o que eu queria que ela vestisse para a pré-estreia e eu disse para contratar um personal stylist. Ele não quis. Pediu que eu comprasse um vestido chique, que dinheiro não seria um problema. Fomos a uma loja de grife e pagamos R$ 2 mil num vestido. Foi um sonho realizado ver aquela mulher, que saiu do morro, ali, chiquérrima e linda. E, no fim das contas, tudo isso não passava de uma mentira.” A produção era para ser um documentário sobre o trabalho social da cantora gospel que cresceu na favela, mas contou com um elenco estrelado, com Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, Deborah Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Reynaldo Gianecchini, Isabel Fillardis e Letícia Sabatella, recitando um roteiro ao lado da verdadeira Flordelis. Na época da estreia, a produção divulgou que nenhum dos atores recebeu cachê para trabalhar no longa e que o lucro da bilheteria seria investido na compra de uma casa para Flordelis e os filhos. Flordelis ficou famosa, entrou na política, virou parlamentar e na segunda (24/8) foi denunciada pelo assassinato de seu marido. O crime aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. Por ter imunidade parlamentar, a deputada não pode ser presa, a não ser em flagrante delito. Mas outras dez pessoas foram denunciadas pelo crime e presas. Entre elas estão uma neta e sete filhos da deputada.
Continuação de Shazam! anuncia título e novo integrante do elenco
O painel da continuação de “Shazam!” foi um dos mais curtos da DC FanDome, com apenas seis minutos! Mesmo assim, revelou duas informações importantes. Primeiro, o título oficial. O filme será oficialmente chamado de “Shazam: Fury of the Gods” (Shazam: Fúria dos Deuses, na tradução literal). E, segundo, o comediante Sinbad se juntará ao elenco em um papel ainda não revelado. A participação rendeu várias brincadeiras envolvendo uma antiga “teoria de conspiração”. Muitas pessoas acreditam que Sinbad estrelou um filme chamado “Shazaam” nos anos 1990. Na verdade, confundem com “Kazaam”, estrelado por Shaquille O’Neal. O tal “Shazaam” nunca existiu, apesar da “lembrança coletiva” de sua produção. Sinbad aproveitou para dizer que, a partir de agora, todos acertarão quando falarem que ele está na franquia “Shazam”. Presente no painel, o diretor David F. Sandberg apenas acenou negativamente com a cabeça quando questionado se aquilo era sério. A sequência de “Shazam!” tem previsão de estreia para novembro de 2022.
Volume Morto: Suspense brasileiro estreia no circuito drive-in
Com cinemas fechados por conta da quarentena na maioria dos estados, alguns lançamentos podem passar em branco. É o caso do suspense brasileiro “Volume Morto”, produção da O2 Filmes que entrou em cartaz em Manaus e chega ao circuito drive-in nesta sexta (21/8), em São Paulo (Cine Drive-In Morumbi e Cine Auto), Brasília (Cine Drive-In), Fortaleza (Imprensa Cine Drive-iN) e outros estados. Escrito e dirigido por Kauê Telloli (diretor de “Eu Nunca”, mas mais conhecido como ator de “O Negócio”), a trama aborda a história de um menino que não fala nas aulas de inglês e, por isso, é apelidado de Volume Morto. Quando seus pais são convocados a irem à escola, algumas histórias vêm à tona. A pouca variedade de ambientes e ausência do personagem central (o menino) contribuem para um tom teatral, que também reflete a falta de recursos – o longa foi rodado em apenas 9 dias – , apesar do resultado bastante profissional. Isto não impediu que sua exibição no Festival de Brasília do ano passado desse o que falar. O filme foi considerado polêmico por suposto menosprezo ao abuso infantil e violência contra mulheres. O elenco destaca Fernanda Vasconcellos (“3%”) como professora, e Júlia Rabello (“Ninguém Tá Olhando”) e Daniel Infantini (“Toda Forma de Amor”) como os pais. Veja o trailer e o pôster abaixo.
Estreias online: 15 filmes para ver em casa neste fim de semana
Da comédia genérica da Netflix “Missão Pijamas” ao documentário político “O Fórum”, selecionados 15 sugestões para quem procura diversão ligeira ou um programa cinéfilo mais profundo para ver em casa, sob as cobertas, neste fim de semana de muito frio no Sul e no Sudeste do Brasil. Confira abaixo os trailers e mais detalhes das sugestões da programação digital – lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash, que em outros tempos sairiam diretamente em DVD. Missão Pijamas | EUA | 2020 Com uma história que lembra “Pequenos Espiões”, crianças precisam salvar os pais raptados por vilões. O elenco volta a reunir Malin Akerman e Joe Manganiello após “Rampage: Destruição Total”, a direção é de Trish Sie (“A Escolha Perfeita 3”) e o enredo mistura gêneros e clichês para contentar toda a família – menos, claro, o cinéfilo da casa. Disponível na Netflix. A Caçada | EUA | 2020 Thriller satírico que chegou a sofrer um ataque virulento do presidente Donald Trump no Twitter, “A Caçada” mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. A premissa, porém, esgota-se rapidamente, conforme acabam figurantes famosos para o diretor Craig Zobel (“Obediência”) eliminar. Por sinal, o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Disponível na Google Play e Vivo Play. Chemical Hearts | EUA | 2020 A adaptação do livro “A Química que Há entre Nós”, de Krystal Sutherland, conta a história de Henry Page (Austin Abrams, de “Euphoria”), de 17 anos, que nunca se apaixonou, até que, no primeiro dia do último ano do ensino médio, ele conhece a estudante transferida Grace Town (Lili Reinhart, de “Riverdale”) e tudo começa a mudar. Grace e Henry são escolhidos para co-editar o jornal da escola, e ele é imediatamente atraído pela misteriosa personagem. Ao descobrir o segredo de partir o coração que mudou sua vida e a deixou traumatizada, andando com uma bengala, ele se apaixona por ela – ou pelo menos pela pessoa que pensa que ela é. Com apenas 57% de aprovação, o filme tem roteiro e direção de Richard Tanne, que anteriormente fez o romance “Michelle e Obama”, sobre o namoro do ex-Presidente Barack Obama e sua futura esposa. Disponível na Amazon. Seberg Contra Todos | EUA | 2020 Kristen Stewart (“As Panteras”) vive uma das atrizes mais icônicas da virada dos anos 1950 para os 1960: Jean Seberg, de clássicos como “Santa Joana” (1958), “Bom Dia, Tristeza” (1958) e “Acossado” (1960). Baseado em fatos reais, o filme acompanha a investigação ilegal do FBI sobre a atriz, quando ela se envolveu com os movimentos civis do final dos anos 1960. O envolvimento também era romântico, graças à sua ligação com o ativista Hakim Jamal, primo de Malcom X e líder do movimento black power – interpretado no longa por Anthony Mackie (o Falcão dos filmes da Marvel). Apesar de elogios à interpretação de Stewart, o roteiro foi considerado superficial e um desserviço às duas atrizes – intérprete e personagem – , rendendo apenas 35% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Disponível no iTunes. Ayka | Rússia | 2018 Drama deprimente sobre uma imigrante pobre e ilegal, capaz de abandonar seu bebê recém-nascido no hospital porque não tem como sustentá-lo nem com três empregos, como faxineira, limpadora de neve nas ruas e em um abatedouro de frangos. Agiotas a perseguem para pagar uma dívida antiga, enquanto ela sofre de remorso no frio de Moscou, precisando desesperadamente de dinheiro e lutando para se manter viva após complicações do pós-parto. A personagem é vivida por Samal Yeslyamova, revelada pelo diretor Sergei Dvortsevoy em seu filme anterior, o premiadíssimo “Tulpan”, junto de um elenco não profissional. Com “Ayka”, ela trocou a condição de amadora pela consagração como Melhor Atriz do Festival de Cannes. Disponível na Looke. A Prima Sofia | França | 2019 Produção premiada que chegou sem alarde ao catálogo da Netflix, o filme de Rebecca Zlotowski (“Grand Central”) acompanha Naima, uma jovem tímida de 16 anos que vive na famosa cidade de Cannes. Quando sua prima Sofia chega de Paris para o veraneio, com a sexualidade à flor da pele e uma atitude que poderia ser considerada promíscua, sua vida muda totalmente. Disponível na Netflix. Snu – A História de Amor que Mudou Portugal | Portugal | 2019 O longa retrata o relacionamento da editora dinamarquesa Snu Abecassis e do primeiro-ministro de Portugal Francisco Sá Carneiro, que era casado, nos anos 1970. A história de amor virou um escândalo político e teve um final trágico. Disponível no Cinema Virtual. Antônia – Uma Sinfonia | Holanda, Bélgica | 2018 Cinebiografia de Antonia Brico (1902-1989), a primeira mulher a reger, com sucesso, grandes orquestras – nada menos que as filarmônicas de Berlim e Nova York, na década de 1930. O filme aborda a juventude de Antonia e a dificuldade de ser aceita no universo dos maestros, até então exclusivamente masculino. Apesar de simplificações, filme de Maria Peters (“Sonny Boy”) venceu prêmios e teve críticas positivas. Disponível no iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e YouTube Filmes. Meu Extraordinário Verão com Tess | Holanda, Alemanha | 2019 Premiado no Festival de Berlim e exibido na Mostra de São Paulo do ano passado, o filme se passa durante um período de férias na praia, em que o menino Sam conhece a Tess, uma menina sonhadora que mostra a ele como viver o presente pode ser melhor que reviver memórias do passado ou esperar por algo que ainda não que aconteceu. Disponível no Cinema Virtual. Crimes de Família | Argentina | 2020 Drama jurídico baseado em fatos reais, acompanha uma mãe que faz tudo para defender o filho, acusado de tentar matar a ex-esposa. A mãe é interpretada por Cecilia Roth, que ficou mundialmente conhecida por sua atuação em “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999). Em meio ao drama central, a trama também aborda temas atuais como corrupção, diferenças de classes, abuso de drogas, violência contra mulher e direitos LGBTQIA+. Disponível na Netflix. Asako I & II | Japão | 2018 Com 15 filmes no currículo, incluindo curtas e documentários, o premiado cineasta Ryûsuke Hamaguchi finalmente chegou ao circuito brasileiro com seu “Asako I & II”, um drama romântico desconcertante. A trama acompanha a jovem Asako (Erika Karata) que, totalmente apaixonada, desmorona quando seu amado desaparece. Ela muda de cidade, sai de Osaka e vai morar em Tóquio para tentar reconstruir sua vida. Até que se espanta ao encontrar um rapaz que é idêntico a seu ex, mas tem outro nome e comportamento completamente diferente. Será que ela vai se deixar envolver pelo desconhecido, que é muito mais atencioso, mas não desperta nela a mesma paixão? Disponível na Looke, Now e Vivo Play. O Fim da Viagem, O Começo de Tudo | Japão | 2019 Considerado um dos maiores cineastas do J-horror, Kiyoshi Kurosawa também costuma fazer dramas serenos como este filme, exibido no Festival de Locarno e de uma delicadeza impressionante. A história se concentra numa repórter de um programa de variedades do Japão, que viaja com sua equipe ao Uzbequistão para uma matéria sobre um peixe lendário. Mas, como não conseguem encontrar o tal peixe, a equipe procura alguma coisa que possa ser interessante para não perder a viagem. Sem pauta, Yoko (a cantora Atsuko Maeda) decide conhecer os pontos turísticos do lugar, ao mesmo tempo que lida com a solidão, a saudade do namorado e uma forte insegurança, tendo em vista que em determinado momento ele deixa de retornar suas mensagens. Não parece muito? O filme tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Looke e Vivo Play. O Fórum | Alemanha | 2020 O documentário sobre o Fórum Econômico de Davos mostra o impacto da pauta ambiental sobre as maiores lideranças mundiais, incluindo a reação de Donald Trump, a frustração generalizada e o completo despreparo de Jair Bolsonaro para participar de negociações e conversas sobre o tema. O presidente brasileiro é apresentado quase como um vilão cômico, em meio a imagens de queimadas na Amazônia. Paralelamente, a produção ainda encaixa entrevistas francas do fundador do Fórum, Klaus Martin Schwab, e discursos da jovem Greta Thunberg, que também respingam na imagem brasileira. Disponível no iTunes e Vivo Play. The Stand: How One Gesture Shook the World | EUA | 2020 O documentário explora a força de uma das imagens mais icônicas de nosso tempo, criada nas Olimpíadas de 1968, quando dois medalhistas afro-americanos resolveram protestar em silêncio, com a cabeça baixa e os punhos erguidos, durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos. Mais de 50 anos depois, esse evento permanece profundamente inspirador, polêmico e até mesmo incompreendido como uma das declarações mais abertamente políticas da história dos esportes. Disponível no Now. Eduardo Galeano, Vagamundo | Brasil | 2020 O uruguaio Eduardo Galeano, morto em 2015, foi um dos maiores escritores latino-americanos. Cinco anos antes de sua morte, o autor de “As Veias Abertas da América Latina” recebeu o cineasta Felipe Nepomuceno em sua casa em Montevidéu para uma entrevista. Este é ponto de partida do documentário, que também traz depoimentos de amigos e artistas. Disponível no Now e Vivo Play.
Ludmilla vira atriz de cinema no primeiro filme feito na pandemia
Primeiro filme brasileiro rodado na pandemia, “Moscow”, que marca a estreia de Ludmilla no cinema, já terminou sua fotografia principal. A produção começou no início de agosto em São Paulo, após a flexibilização da quarentena na cidade, e suas filmagens duraram apenas 12 dias, tempo recorde para um longa, que costuma demorar mais (às vezes bem mais) de um mês de captação de imagens. A rapidez tem a ver com as condições de bastidores, com equipe reduzida e uso de manequins realísticos como figurantes, devido à pandemia de coronavírus. Mas para realizar tudo em tempo reduzido foram semanas de preparação em condições controladas de segurança e higiene. O resultado do empenho foi a ausência de casos de contaminação no set durante as filmagens. “Moscow” se passa em apenas uma noite, com foco em um clube de jazz em São Paulo e deve ter uma estética de quadrinhos. A direção está a cargo de outro estreante no cinema, Mess Santos, que vem do universo dos clipes nacionais, e está realizando o filme sem incentivos federais. O elenco ainda destaca Thaila Ayala (“Pica-Pau: O Filme”), que viverá a protagonista da história, Jennifer Nascimento (novela “Pega Pega”), Werner Schünemann (novela “Tempo de Amar”), Bruno Fagundes (“3%”) e Micael (novela “O Tempo Não Para”). Vale lembrar que Ludmilla faz sua estreia no cinema depois de gravar participação na 2ª temporada de “Arcanjo Renegado”, ainda inédita no Globoplay. Curiosamente, o filme se passa no mundo da música, mas ela não vai cantar. Quem canta na produção é Jennifer Nascimento, que disputou o reality musical “Popstar” e participa da equipe de “The Voice Brasil”. Para o lançamento, a equipe está negociando com uma grande plataforma de streaming, mas também busca distribuidoras que possam levar o filme aos cinemas.
Cinemas brasileiros vão reabrir com festival de blockbusters clássicos
Os cinemas brasileiros estão se preparando para uma possível reabertura a partir de setembro. Mas isso não vai acontecer com lançamentos atuais, apesar de a data ser propícia para receber “Mulan” e “Tenet”. Os distribuidores e exibidores querem, primeiro, reconquistar a confiança do público, e para isso estão programando sessões iniciais com sucessos conhecidos. Batizada de festival De Volta para o Cinema, a iniciativa tem o objetivo de estimular a volta do público com sessões a preços acessíveis. O projeto contará com 24 filmes divididos em oito temas dentro dos gêneros de ação, comédia, ficção científica, terror, fantasia, suspense e drama com ingressos de R$ 10,00 para salas convencionais e R$ 20,00 para salas VIP, além da meia-entrada. A princípio, o chamado “festival” está programado para estrear no dia 3 de setembro. Isto é daqui a duas semanas. Entretanto, não há sinais claros de parte das autoridades para que os cinemas possam abrir nesta data nos principais mercados do país. Manaus foi a primeira grande cidade a autorizar o retorno da atividade, em agosto. No Rio de Janeiro, há expectativa de autorização para a reabertura em setembro. Mas São Paulo segue sem previsão, a espera do avanço das fases de quarentena. Caso a data não possa ser cumprida em muitos locais, a ideia é manter a programação do festival de acordo com a abertura das salas em cada cidade do país, entrando em cartaz sempre na primeira semana de abertura de cada local. Nesta reabertura, as salas funcionarão com público reduzido, com espaço de duas poltronas livres entre os espectadores, para garantir o distanciamento social. Os espaços também disponibilizarão álcool em gel ao longo do percurso do cliente. Além disso, os intervalos entre as sessões serão ampliados e as salas higienizadas – incluindo as poltronas, corrimões e guarda-copos. As máscaras serão obrigatórias desde a entrada do espaço e todos terão suas temperaturas medidas. Apesar disso, a iniciativa gerou protestos nas redes sociais. Um tuíte sobre o projeto na conta de Érico Borgo, um dos idealizadores do festival, disparou comentários negativos de usuários, que argumentaram ser irresponsável reabrir os cinemas enquanto os números da pandemia continuam elevados no país. Já outros argumentaram que vários ramos de negócios já tiveram autorização de reabrir (com ou sem medidas de segurança), e que isso serviria para ajudar exibidores em situação financeira complicada após meses de fechamento. Veja os filmes selecionados para o festival “De Volta Para o Cinema” abaixo, divididos por categorias. A Fantástica Lista de Clássicos Pop “Superman: O Filme” “Os Caça-Fantasmas” “Matrix” “De Volta Para o Futuro” A Lista do Espanto “Invocação do Mal” “O Exorcista” (Versão do Diretor) “O Iluminado” “Tubarão” A Sociedade das Sagas “Harry Potter e a Pedra Filosofal” “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” “Crepúsculo” A Vingança dos Geeks “Os Vingadores” “Batman: O Cavaleiro das Trevas” “Homem-Aranha no Aranhaverso” Curtindo a Família Adoidado “Divertida Mente” “Minions” “Turma da Mônica: Laços” “ET – O Extraterrestre” Dias de Identidade “Corra!” “Mulher-Maravilha” “Pantera Negra” Sob o Domínio do Drama “O Palhaço” “Os Bons Companheiros” Tropa de Risos “Até Que a Sorte nos Separe” “Fala Sério, Mãe!” “Minha Mãe É uma Peça”











