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  • Filme

    Bela Vingança, Demons Slayer e Mundo em Caos estreiam nos cinemas

    13 de maio de 2021 /

    A programação de cinema retoma, aos poucos, o ritmo normal com vários lançamentos de apelo e circuitos distintos – amplo e limitado. O grande destaque é a estreia tardia de “Bela Vingança”, último filme do Oscar 2021 a ganhar exibição no país. Vencedor na categoria de Melhor Roteiro Original, o suspense de humor ácido também é um dos filmes mais criativos e inesperados dos últimos tempos. Na trama, a personagem de Carey Mulligan (“Mudbound”) resolve se vingar dos homens, após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade, sofrer depressão e se suicidar enquanto sua denúncia era desconsiderada pela instituição. Transformando-se numa justiceira, a protagonista passa a se fingir de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados, principalmente os responsáveis pelo destino da amiga. O filme marcou a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (“Aves de Rapina”). Fenômeno mundial, “Demon Slayer: Mugen Train – O Filme” chega ao Brasil após se tornar a maior bilheteria do cinema japonês em todos os tempos. A produção também bateu “Mortal Kombat” para liderar as bilheterias dos EUA no fim de semana passado. Baseada em um mangá popular, escrito e ilustrado por Koyoharu Gotōge desde 2016, “Demon Slayer” também já tinha sido adaptado num anime em 2019, que se tornou campeão de audiência – e pode ser visto na Netflix. Por sinal, o filme é uma continuação direta da 1ª temporada do anime e tem o mesmo diretor da série, Haruo Sotozaki, que estreia no cinema. A história acompanha Tanjiro Kamado e sua irmã, Nezuko, que levavam uma vida pacata até serem atacados por demônios. Além de perder todos seus familiares, Tanjiro viu sua irmã ser possuída. Para tentar torná-la humana novamente e impedir que outros passem pelos mesmos transtornos, o menino vira o “demon slayer” (matador de demônios) do título. O circuito amplo ainda inclui o frustrante “Mundo em Caos”, sci-fi cara de Doug Liman (diretor do ótimo “No Limite do Amanhã”), que mesmo juntando Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel) e Daisy Ridley (a Rey de “Star Wars”) implodiu nas bilheterias e atingiu míseros 23% de aprovação entre a crítica norte-americana. O enredo cheio de furos e ainda assim previsível se passa em outro planeta, após a Terra ficar inabitável. Quando um vírus infecta aquela civilização, supostamente exterminando as mulheres e fazendo com que os pensamentos de todos os homens possam ser ouvidos sem controle, o caos se instala e abre caminho para um autocrata corrupto (Mads Mikkelsen, de “Rogue One”) tomar o poder. É neste cenário distópico que a astronauta vivida por Daisy Ridley vai parar, após sua nave apresentar problemas. “Mundo em Caos” também é o único lançamento abaixo da crítica da semana. Todos os demais títulos internacionais atingiram mais de 90% no Rotten Tomatoes, inclusive “Mães de Verdade”, da premiada cineasta japonesa Naomi Kawase, e “Um Divã na Tunísia”, da francesa estreante Manele Labidi, que chegam no circuito “de arte”. A lista de estreias ainda se completa com dois documentários brasileiros, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, sobre o movimento estudantil dos anos 1970 e 1980, e “Boa Noite”, focado no ex-apresentador do “Jornal Nacional” Cid Moreira. Confira abaixo os trailers de todas as opções.     Bela Vingança | EUA | 2020     Demon Slayer: Mugen Train – O Filme | Japão | 2020     Mundo em Caos | EUA | 2021     Mães de Verdade | Japão | 2020     Um Divã na Tunísia | França, Tunísia | 2019     Libelu – Abaixo a Ditadura | Brasil | 2021     Boa Noite | Brasil | 2019

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  • Filme

    Trailer da comédia “Quem Vai Ficar com Mário?” revela música inédita de Pabllo Vittar

    12 de maio de 2021 /

    A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Quem Vai Ficar com Mário?”, comédia LGBTQIA+ que inclui uma música inédita de Pabllo Vittar em sua trilha sonora. A canção “O Menino e o Espelho” toca ao final da prévia. A trama é uma farsa romântica que evoca os tempos de “A Gaiola das Loucas”, peça de 1973 que já ganhou duas versões de cinema, sempre com atores heterossexuais se passando por gays. “Quem Vai Ficar com Mário?” repete a fórmula em seus papéis centrais, embora os tempos atuais exijam um mínimo de representatividade – gays interpretando gays. Assim como em “A Gaiola das Loucas”, a trama de “Quem Vai Ficar com Mário?” gira em torno de homens gays que precisam se passar por heterossexuais. A diferença é que agora quem vai parar no armário é o filho e não o pai. Claro, há várias outras distinções, mas quando o núcleo estrelado por Nany People (“Acredite, um Espírito Baixou em Mim”), uma legítima representante da comunidade LGBTQIA+, entra em cena, a farsa básica da “mãe” de “A Gaiola das Loucas” é encenada em toda a sua extensão. Daniel Rocha (de “Irmãos Freitas”) vive o Mário do título. Que Mário? Aquele do armário, que resolve visitar sua família tradicional para contar para seu pai (José Victor Castiel, de “Chuteira Preta”) que é gay e mora junto com seu namorado (Felipe Abib, de “Vai que dá Certo”). Mas os planos são atropelados por seu irmão mais velho (Rômulo Arantes Neto, de “Depois a Louca Sou Eu”), que resolve se assumir antes e quase mata o pai conservador. No hospital, o pai coloca Mário à frente da cervejaria da família no lugar do irmão. Pressionado a agir como hetero, o rapaz acaba se envolvendo com Ana (Letícia Lima, de “Amor de Mãe”), uma coach empresarial ousada que veio ajudar a modernizar os negócios. Só que seu namorado resolve visitá-lo e agora eles precisam lidar com a farsa. A maior farsa, porém, é que os citados são todos (menos Nany) atores heteros (pelo que se sabe) vivendo gays que tentam se passar por heteros. Letícia Lima e Daniel Rocha chegaram até mesmo a namorar. O filme tem direção de Hsu Chien (“Ninguém Entra, Ninguém Sai”) e estreia nos cinemas no dia 27 de maio.

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  • Filme,  Música

    Disco clássico de Belchior vai ganhar documentário

    12 de maio de 2021 /

    Renato Terra, codiretor de “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020), encontrou outro tema musical para seu próximo documentário. Ele planeja abordar o disco “Alucinação”, de Belchior (1946-2017). O documentário terá o mesmo nome do álbum lançado em 1976, que registrou um repertório absolutamente clássico, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “Como o Diabo Gosta”. E este é só o lado A. O outro lado tem a faixa-título, “Não Leve Flores”, “À Palo Seco”, “Fotografia 3×4” e “Antes do Fim”. Todas as faixas marcaram época. A ideia é explorar as canções como um mergulho na geração que viveu intensamente os anos 1970. As imagens serão costuradas com as canções de Belchior para potencializar lembranças, sensações e sonhos de uma geração que desejou “amar e mudar as coisas”, na definição do comunicado sobre a iniciativa. Terra vai escrever e dirigir o longa, que contará com codireção de Marcos Caetano e Leo Caetano, numa produção da Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Inquietude. Relembre abaixo a música que abre o disco.

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  • Etc

    Pagodeiros do Kiloucura e Molejo viverão polícia e bandido em nova produção nacional

    11 de maio de 2021 /

    Os pagodeiros Anderson Leonardo e Gerson Dupan vão interpretar seus primeiros personagens de ficção em “Contravenção”, produção que vai se passar nos bastidores da jogatina e do tráfico no Rio de Janeiro. Dupan, ex-integrante do grupo Kiloucura e atual Família Retrô, vai estrear como ator no papel de um inspetor da polícia civil, chamado Freitas. Já Anderson, do grupo Molejo, que já apareceu como ele mesmo nos filmes “Chocante” (2017) e “No Gogó do Paulinho” (2020), viverá Bundinha, traficante em quem outro criminoso, um homossexual conhecido como Fátima Vitória, estará “de olho” na trama. As gravações de “Contravenção” já estão acontecendo para uma expectativa de estreia em agosto na plataforma de streaming NOW. Um teaser do projeto começou a circular no final de março, antes da inclusão de Anderson Leonardo, revelando que se trata de uma série com direção do ator Felippe Luhan, o Manjubinha da novela “Verão 90”. Entretanto, a notícia da escalação do integrante do Molejo chegou na imprensa carioca nesta terça (11/5) mencionando “Contravenção” como um filme dirigido por outro ator, Sandro Villas (que no teaser é identificado como roteirista). Como curiosidade, o elenco ainda conta com outros músicos, como MC Smith, Rogerinho do Querô e Titto Jr, além de Peter Brandão, que é o CEO da Tamanduá Produções, produtora do projeto.

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  • Filme

    Inédito nos cinemas, “Marighella” vaza em sites piratas

    11 de maio de 2021 /

    Ainda inédito nos cinemas brasileiros, o filme “Marighella”, estreia do ator Wagner Moura na direção, vazou em sites piratas no último fim de semana. Desde sábado (9/5), links para baixar o filme surgiram em sites diversos e até em páginas de Facebook, como a da torcida de futebol Palmeiras Antifascita. O vazamento se originou de cópia do streaming oficial americano. O filme está disponível nos EUA desde 30 de abril. A pirataria abriu uma crise na produção, gerando uma reunião de emergência entre Moura, a produtora O2 Filmes e a distribuidora Paris Filmes no começo da noite de segunda-feira (10/5). O objetivo era decidir o que fazer diante do vazamento. Falando à Folha de S. Paulo, o produtor Fernando Meirelles sugeriu adiantar a estreia e disponibilizar o filme em streaming também no Brasil. Entretanto, a decisão foi manter o cronograma anteriormente acertado. Os responsáveis pela produção se manifestaram em comunicado divulgado após a reunião. “‘Marighella’ estreou nos Estados Unidos no dia 30 de abril. O longa foi disponibilizado em algumas plataformas digitais para usuários do país, o que possibilitou o vazamento do filme para a internet no último final de semana. A estratégia de lançamento nos cinemas brasileiros segue a mesma. ‘Marighella’ será lançado oficialmente no segundo semestre”, resume a nota. O filme tem estreia prevista para 20 de novembro e, a princípio, a data se mantém. Paralelamente, as páginas com os links piratas de “Marighella” foram sendo derrubadas durante toda a tarde de segunda. O caso lembra o vazamento do primeiro “Tropa de Elite”, de 2007. Antes da era do streaming, uma versão não finalizada foi desviada da pós-produção e virou DVD, que acabou comercializada por camelôs de todo o país. Isto não impediu o filme de se tornar um fenômeno de bilheterias. “Marighella” está pronto há dois anos. Sua première mundial foi no Festival de Berlim de 2019, sob aplausos, e a estreia nacional estava inicialmente programada para novembro do mesmo ano. Entretanto, o longa passou a enfrentar dificuldades para agendar seu lançamento, a ponto de Wagner Moura acusar o governo de sabotar o planejamento com uma censura burocrática. “Bolsonaro já gastou tempo para detonar o filme e a mim. Quando o presidente de um país se declara pessoalmente contra uma obra cultural específica e um setor específico, não dá para não dizer que não é perseguição política”, ele disse, em entrevista ao colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, em 2020. O presidente realmente atacou o filme sem tê-lo visto, assim como vários robôs, que tentaram manipular a nota da produção em sites americanos, chamando atenção das empresas, que derrubaram as mensagens de ódio e mudaram até regras para evitar a prática de “review bombing” – terrorismo virtual. Na nota que vale, o filme atingiu 88% de aprovação da crítica norte-americana, na análise do site Rotten Tomatoes. O “problema” dos bolsonaristas com o filme é a narrativa dos últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele foi executado em uma emboscada da polícia na época da ditadura militar. Transformado em herói na tela, ele é considerado um bandido comum por quem afirma que a ditadura foi “ditabranda”. Protagonizado por Seu Jorge (“Cidade de Deus””), o elenco também conta com Adriana Esteves (“Benzinho”), Humberto Carrão (“Paraíso Perdido”), Bruno Gagliasso (“Todas as Canções de Amor”) e Herson Capri (“Minha Mãe é uma Peça 3”). Veja abaixo o trailer da produção.

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  • Filme

    Cleo e Glória Pires vão atuar juntas pela primeira vez

    7 de maio de 2021 /

    A atriz Cleo Pires revelou em seu Instagram que vai contracenar pela primeira vez com a mãe no cinema. Assim como na vida real, ela interpretará a filha de Glória Pires no próximo filme protagonizada pela veterana, “Vovó Ninja”, que tem estreia prevista para o segundo semestre de 2021. Na postagem feita na rede social, Cleo destacou que é a primeira vez que as duas interpretam mãe e filha nos cinemas – uma “experiência incrível”. A produção começou a ser filmada no final de abril em uma fazenda em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, com direção de Bruno Barreto. O filme marca um reencontro entre o diretor e Glória Pires, oito anos após a atriz estrelar “Flores Raras”. A personagem da atriz é a vovó Arlete, que recebe em sua fazenda os três netinhos pequenos (Angelo Vital, Luiza Salles e Michel Felberg), depois de muito tempo sem vê-los, e eles descobrem que a avó tem algumas “habilidades fora do comum” após uma tentativa de roubo no local. Glória Pires praticou Tai Chi Chuan para o papel, mas, segundo o diretor, apesar de conter cenas de ação, o foco do filme é outro. Trata-se de uma comédia para a família, centrada na relação da vovó com os netos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Me (@cleo)

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  • Etc

    Paulo Gustavo morreu com contrato assinado para virar estrela da Amazon

    6 de maio de 2021 /

    Humorista de maior sucesso no Brasil, Paulo Gustavo morreu no momento em que pretendia fazer decolar sua carreira internacional. Falecido na terça (4/5), em decorrência de complicações da covid-19, ele tinha assinado um contrato de longo prazo com a Amazon para ser a principal estrela brasileira da plataforma. O contrato iria começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, com duração de cinco anos. Até lá, Paulo Gustavo iria cumprir seus compromissos profissionais no Grupo Globo – entre eles o lançamento de uma série baseada na peça e nos filmes de “Minha Mãe é uma Peça”. Roteiro, cenário e figurinos estavam prontos, mas, na véspera do início das gravações, Paulo Gustavo foi internado com covid-19. Segundo apurou a revista Piauí, a negociação entre Paulo Gustavo e a Amazon levou mais de dois anos e só foi fechada pela promessa de internacionalização de sua carreira e a chance de assinar como produtor-executivo de seus projetos. A proposta era fazer séries, filmes e especiais de fim de ano. O contrato previa exclusividade e participação nos lucros, com uma cláusula segundo a qual receberia, além de um valor fixo anual, um complemento de acordo com a performance de cada obra. Ainda conforme a Piauí, só as luvas do contrato, para tê-lo no casting da Amazon, foram de R$ 1,8 milhão. E a estimativa do negócio era para que ele ganhasse R$ 5 milhões por ano – valor que poderia ser maior a depender do sucesso de cada produto. O acordo também previa que seus próximos filmes poderiam estrear no cinema, para só depois migrarem para o catálogo do streaming. Com o negócio, a Amazon passaria a contar com o artista mais popular do país, que só em seu último filme, “Minha Mãe é uma Peça 3”, levou 11,5 milhões de brasileiros ao cinema e rendeu R$ 143,9 milhões de bilheteria – o maior faturamento de um filme nacional em todos os tempos. Ele também tinha um dos maiores cachês do mercado publicitário brasileiro, mas devolvia parte do que arrecadava em obras sociais. O padre Julio Lancellotti contou que o artista doou 1,5 milhão de reais só para o projeto Obras Sociais Irmã Dulce. Paulo Gustavo também doou R$ 500 mil para a compra de oxigênio durante a crise deste ano em Manaus. E durante o auge da pandemia no ano passado, depositou R$ 1 mil ao longo de três meses para 120 pessoas que trabalharam em seus filmes – que empregavam direta e indiretamente 150 pessoas.

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    O pior filme do ano estreia nos cinemas

    6 de maio de 2021 /

    Oficialmente, a principal estreia desta quinta (6/5) nos cinemas é “Godzilla vs. Kong”. Mas o filme não só saiu na quinta passada como liderou as bilheterias do último fim de semana em “pré-estreia”, conforme registrado. A lista factual de lançamentos é composta por filmes bem menores, figurativa e literalmente, em relação aos monstros gigantes da Warner. Um dos destaques é o drama brasileiro “Raia 4”, sobre uma pré-adolescente apática que se dedica à natação competitiva. Sua expressão quase inalterada durante a projeção reflete uma história em que aparentemente nada acontece, até que tudo acontece, num final daqueles que ressignifica a história, rende discussões e justifica a consagração do longa de estreia do jovem gaúcho Emiliano Cunha com o Prêmio da Crítica – além do Kikito de Melhor Fotografia – no Festival de Gramado de 2019. A programação tem mais dois filmes premiados. A comédia francesa “Minhas Férias com Patrick” rendeu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz para Laure Calamy. A história em si é típica do cinema do país, acompanhando uma farsa entre amantes. Calamy vive a professora amante do pai de um de seus alunos, que resolve encontrá-lo “por coincidência” nas férias com a esposa e o filho. O passeio, porém, envolve um burro (o animal, não o marido) não muito cooperativo. O outro título “premiado” é “Music”, estreia da cantora Sia como cineasta. Levou três Framboesas de Ouro, consagrando-se como o mais premiado do anti-Oscar 2021, o troféu que ninguém quer, porque ridiculariza os piores filmes e artistas do ano. Catástrofe absoluta, com apenas 8% de aprovação no Rotten Tomatoes, o musical de Sia sobre uma garota autista (a musa mirim da cantora, Maddie Ziegler) é tão ruim, mas tão ruim que ainda vai virar cult. “Music” levou três Framboesas para casa: Pior Atriz, para Kate Hudson, Pior Atriz Coadjuvante para Maddie Ziegler e Pior Direção para Sia. Para quem gosta, há outra ruindade chegando nos cinemas, o terror “Rogai por Nós”, com 27% no Rotten Tomatoes, e outro cult, o final de “Fate/Stay Night”, uma das sagas de anime mais dark de todos os tempos – imagine “Battle Royale” com mágica – , mas que só fará sentido para quem viu a série e os outros dois longas da franquia. Confira abaixo os trailers de todos esses lançamentos.     Raia 4 | Brasil | 2019     Minhas Férias com Patrick | França, Bélgica | 2020     Music | EUA | 2020     Rogai por Nós | EUA | 2021     Fate/Stay Night Heavens Feel: III – Spring Song | Japão | 2020

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    Paulo Gustavo (1978-2021)

    4 de maio de 2021 /

    O ator Paulo Gustavo, um dos maiores nomes da nova safra do humor brasileiro, morreu aos 42 anos por complicações relacionadas à covid-19. Internado com sintomas da doença desde o dia 13 de março, ele foi entubado oito dias depois e continuou a apresentar piora do quadro respiratório, precisando sofrer intervenções cirúrgicas e broncoscópicas e ser submetido à terapia por ECMO, uma técnica também conhecida como pulmão artificial que auxilia na oxigenação do sangue. Seu estado de saúde se agravou definitivamente no domingo passado (2/5), em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa (uma abertura entre os pulmões e as veias), permitindo a passagem de bolhas de ar na corrente sanguínea. Isto causou uma embolia, que atingiu seu sistema nervoso central, tornando o quadro irreversível. O falecimento foi anunciado no começo da noite desta terça (4/5). “Às 21h12 desta terça-feira, lamentavelmente o paciente Paulo Gustavo Monteiro faleceu, vítima da covid-19 e suas complicações. Em todos os momentos de sua internação, tanto o paciente quanto os seus familiares e amigos próximos tiveram condutas irretocáveis, transmitindo confiança na equipe médica e nos demais profissionais que participaram de seu tratamento”, disse a equipe do ator, em nota enviada à imprensa. “A equipe profissional que participou de seu tratamento está profundamente consternada e solidária ao sofrimento de todos”, completou o comunicado. Natural de Niterói, Paulo usou a cidade como cenário dos filmes de “Minha Mãe é uma Peça” e encontrava inspiração em várias histórias de sua vida, baseando-se em sua mãe para criar sua personagem mais conhecida, Dona Hermínia, protagonista da mais famosa trilogia cinematográfica do Brasil. Dona Hermínia surgiu pela primeira vez em 2004 na peça “Surto”, que Paulo estrelou ao lado de Samatha Schmütz. “A primeira vez que minha mãe viu, ela brincou: ‘quero 10% da bilheteria, sou eu que estou ali!”, o ator contou no “Programa do Jô” em 2007. A personagem ganhou ainda mais destaque em 2006, com a estreia de “Minha Mãe é uma Peça”, com a qual Paulo Gustavo ganhou o Prêmio Shell de Melhor Ator. Dona Hermínia entrou para a História do teatro num grande monólogo, escrito e interpretado pelo comediante, representando a personalidade de uma típica dona de casa brasileira, sempre à beira de um ataque de nervos. Antes de adaptar a peça para os cinemas, o ator começou a fazer pequenas participações na TV, aparecendo na novela “Prova de Amor”, da Record, e nas séries “Minha Nada Mole Vida” e “A Diarista”, da Globo. Ele integrou até o “Sítio do Picapau Amarelo”, num longo arco de 2007 como delegado de polícia, ocasião em que começou a chamar atenção por sua capacidade de se conectar com o público infantil. Conexão que também foi explorada no cinema, em “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” (2007). Seu primeiro destaque nas telas foi o cabeleireiro Renée do filme “Divã”, de 2009, que voltou a aparecer na série homônima da Globo de 2011, roubando as cenas da protagonista, vivida por Lilia Cabral. No mesmo ano, a personalidade expansiva e divertida fez a Globo apostar em Paulo Gustavo para encabeçar vários projetos, visando uma guinada do canal pago Multishow rumo ao humor. O primeiro sucesso foi o humorístico “220 Volts”, seguido, dois anos depois, por “Vai que Cola” e, mais adiante, “A Vila”. Ele levou a divertida e resmungona Dona Hermínia para o cinema em 2013, no primeiro “Minha Mãe é uma Peça – O Filme”, que foi seguido por “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014) e “Vai que Cola – O Filme” (2015), todos campeões de bilheteria. Depois do sucesso de “Minha Mãe é uma Peça 2” (2016), que arrecadou surpreendentes R$ 123,8 milhões, Paulo Gustavo tornou-se tão conhecido que apareceu como ele mesmo pela primeira vez no cinema, na comédia teen “Fala Sério, Mãe” (2017), com Larissa Manoela. O ator soube equilibrar o sucesso comercial com o sucesso pessoal. Em meio ao estouro de seus filmes, ele se casou com o médico Thales Bretas, com quem teve dois filhos, Gael e Romeu, através de uma barriga de aluguel. Os meninos nasceram em agosto de 2019. Entre as festividades, Paulo Gustavo estrelou as continuações “Minha Vida em Marte” (2018) e “Minha Mãe é uma Peça 3” (2019), quebrando recordes de bilheteria. Em 2020, seu terceiro filme da Dona Hermínia se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos, com faturamento de R$ 143,9 milhões. Prestigiado como fenômeno cinematográfico, ele passou a ser tratado como grande estrela da Globo, que resolveu exibir um especial de fim de ano de “220 Volts” em sua programação, permitindo a Paulo Gustavo apresentar aos espectadores do canal seus vários personagens, incluindo Senhora dos Absurdos, Maria Enfisema, o Palyboy, e outros, no final de 2020. O canal também trouxe as primeiras temporadas de “Vai que Cola” para a TV aberta e planejava produzir uma série inédita em torno de Dona Hermínia. Ao mesmo tempo, o ator não escondia sua preocupação com o coronavírus. Em maio do ano passado, chegou a se definir “paranoico” com a pandemia. “Estou porque tenho problema respiratório. A medicina não sabe como esse vírus reage dentro de cada pessoa”. Ele contou que estava cumprindo à risca o isolamento por pavor de se contaminar. “Tenho medo de pegar isso, a pessoa não saber o que usar em mim e eu morrer. Tenho medo”, explicou, em entrevista a Ingrid Guimarães, no canal de YouTube do programa “Além da Conta”. Apesar de todos os cuidados, ele acabou contraindo o vírus e mesmo lutando muito não conseguiu resistir. Um boletim médico divulgado na segunda (3/5) revelou que ele chegou a readquirir consciência no fim de semana e interagir com a equipe e com seu marido, conseguindo se despedir.

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  • Filme

    Trailer de “Carnaval” mostra o Brasil de antes da pandemia

    3 de maio de 2021 /

    A Netflix divulgou o pôster e mais um trailer de “Carnaval”, comédia brasileira que se passa durante a festa do título. As imagens são gatilho, como anuncia a própria prévia, pois abusam das aglomerações. É que as filmagens foram feitas antes da pandemia e do choque do cancelamento do Carnaval de verdade neste ano – o que pode se repetir em 2022. É uma comédia que acaba lembrando do grande drama nacional, agora em clima de suspense com CPI. Na trama, a influenciadora digital Nina descobre um vídeo de traição do namorado sendo viralizado e, para superar o término, usa seus contatos para viajar para Salvador durante a folia, junto das três melhores amigas e com tudo pago. A premissa lembra comédias de “Viagens das Garotas” recentes de Hollywood, inclusive “Ibiza”, outra produção com clima de festa em locação turística da Netflix. Apostando em “influencers”, o elenco destaca Flávia Pavanelli (“As Aventuras de Poliana”), GKay (“Os Roni”), Giovanna Cordeiro (“Socorro, Virei uma Garota!”), Bruna Inocencio (“Bom Sucesso”) e Samya Pascotto (“Todas as Mulheres do Mundo”), além de Micael (“Rebelde BR”) e o cantor Jean Pedro (“Tungstênio”) como interesses românticos. O filme tem direção de Leandro Neri (“Socorro, Virei uma Garota!”), que também escreveu o roteiro com Audemir Leuzinger (“Vestida para Casar”) e Luisa Mascarenhas (autora do livro “A Vida Virtual como Ela É”). O lançamento chega à plataforma em 2 de junho.

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  • Etc

    WarnerMedia pretende produzir cinco filmes por ano no Brasil

    29 de abril de 2021 /

    A WarnerMedia anunciou nesta semana que vai produzir 15 filmes originais por ano na América Latina, nos próximos três anos, e um terço deles (cinco) serão feitos no Brasil. As produções terão o selo Particular Crowd, como parte de um “hub” de realização cinematográfica colaborativa para toda a WarnerMedia Latin America, tanto para títulos voltados ao cinema da Warner Bros quanto para a plataforma de streaming HBO Max. Lançado no ano passado, o Particular Crowd já realizou pequenos encontros virtuais entre executivos da companhia e diretores, produtores, autores e atores brasileiros. Os filmes irão abranger diferentes gêneros como comédia, romance, terror, suspense e filmes para a família. Para a executiva Monica Albuquerque, uma das diretoras do departamento de entretenimento da WarnerMedia América Latina, o Brasil é um dos mercados com maior capacidade de fornecer conteúdo para a iniciativa. “Este não é um mercado emergente, é um mercado muito bem estabelecido, pioneiro no cinema. A WarnerMedia Latin America no Brasil já trabalha com diversos talentos e cineastas locais e celebramos as diversas perspectivas que eles trazem para a mesa”, ela afirmou em comunicado.

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  • Filme

    “Godzilla vs. Kong” invade cinemas “de surpresa” nesta quinta

    29 de abril de 2021 /

    Dois fenômenos curiosos acontecem nos cinemas nesta quinta (29/4). Para começar, o maior lançamento é um filme que oficialmente só entra em cartaz na próxima semana. A Warner adiou a estreia de “Godzilla vs. Kong” para sexta que vem (6/5), mas quem não souber disso e procurar assistir neste fim de semana, data originalmente marcada para o lançamento, vai encontrar a produção em cartaz na maioria das salas. Fenômeno de bilheteria, “Godzilla vs. Kong” chega ao Brasil após bater o recorde de arrecadação mundial de Hollywood durante a pandemia. O filme dirigido por Adam Wingard (“Você é o Próximo”) é um espetáculo visual que entrega o que promete, com batalhas entre os dois monstros e também contra uma ameaça em comum, Mechagodzilla, outro kaiju importado dos filmes clássicos da produtora japonesa Toho. Quarto lançamento do MonsterVerse da produtora Legendary, que começou com “Godzilla” (2014), foi seguido por “Kong: A Ilha da Caveira” (2017) e quase acabou após o desempenho abaixo do esperado de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019), o novo lançamento acompanha a agência Monarch, vista em todos os longas, em uma nova missão perigosa, que encontra pistas sobre a origem dos Titãs (denominação dada aos monstros) e esbarra numa conspiração para varrer as criaturas, boas e ruins, da face da Terra para sempre. O elenco inclui os atores Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Eiza Gonzalez (“Em Ritmo de Fuga”), Julian Dennison (“Deadpool 2”), Demián Bichir (“A Freira”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) e a família remanescente do filme anterior, formada por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) e Kyle Chandler (“Bloodline”). A propósito, “Nomadland”, também apontado por alguns como estreia da semana, já está em cartaz há 14 dias. O filme vencedor do Oscar 2021 foi lançado no Brasil quando a maioria das salas do país (e todas de São Paulo) ainda estavam fechadas, mas pôde ser visto na reabertura na véspera da premiação. Na verdade, as estreias oficiais da programação desta semana são outras. E o outro fato inusitado que resulta disso é que são todas produções brasileiras – algumas, inclusive, exibidas com o acompanhamento de curtas nacionais. São sete longas, incluindo uma antologia de José Eduardo Belmonte com grande elenco dedicada à obra do escritor Ariano Suassuna (“O Auto da Boa Mentira”) e um novo terror do especialista Rodrigo Aragão (“O Cemitério das Almas Perdidas”). Veja os trailers de todas as estreias abaixo.     Godzilla vs. Kong | EUA | 2021     O Auto da Boa Mentira | Brasil | 2021     O Cemitério das Almas Perdidas | Brasil | 2020     Entre Nós, um Segredo | Brasil, México, Burkina Fasso | 2020     Desvio | Brasil | 2021     A Torre | Brasil | 2020     Chão | Brasil | 2019     Nazinha – Olhai por Nós | Brasil | 2020

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  • Filme

    Glória Pires será a Vovó Ninja em novo filme de Bruno Barreto

    28 de abril de 2021 /

    A atriz Glória Pires vai voltar a trabalhar com o diretor Bruno Barreto no cinema. Oito anos após estrelar “Flores Raras”, ela interpretará a personagem-título de “Vovó Ninja”. A produção começou a ser filmada nesta semana em uma fazenda em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Na trama, a vovó Arlete recebe em sua fazenda os três netinhos pequenos (Angelo Vital, Luiza Salles e Michel Felberg), depois de muito tempo sem vê-los, e eles descobrem que a avó tem algumas “habilidades fora do comum” após uma tentativa de roubo no local. Glória Pires tem praticado Tai Chi Chuan e tenho treinado diariamente para o papel, mas, segundo o diretor, apesar de conter cenas de ação, o foco do filme é outro. Trata-se de um filme para a família, centrado na relação da vovó com os netos. Coprodução da Galeria Distribuidora com a LC Barreto e o Grupo Telefilms, “Vovó Ninja” tem estreia prevista para o segundo semestre deste ano. .

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