Fãs de Sense8 organizam “pegação coletiva” em protesto contra cancelamento da série
O cancelamento de “Sense8” deixou muitos fãs irritados em todo o mundo. Um site chamado renewsensate.com entrou no ar e uma petição para a Netflix rever sua decisão já conta com mais de 330 mil assinaturas no site Change.org. No Brasil, um dos mercados em que a série tinha mais adeptos, as redes sociais se encheram de memes e manifestações contra a decisão da Netflix, que deixou a produção sem final. E nesses dias de protestos políticos, os fãs decidiram levar sua indignação para as ruas. Um evento foi marcado para domingo (4/5), na Avenida Paulista, em São Paulo, onde a série gravou cenas de sua 2ª temporada. E é, no mínimo, diferente. O protesto propõe uma “pegação coletiva”, numa referências às cenas de orgia que aconteciam no seriado. Até agora, o evento no Facebook tem cerca de 8 mil pessoas confirmadas e outras 16 mil interessadas. O protesto está marcado para começar a partir das 17h do domingo no vão do Masp, na capital paulista. A página do evento também registra a tristeza e a revolta dos fãs com o cancelamento, mas também gente que nem conhecia a série, mas se interessou pela pegação. “Não sei o que é ‘Sense8’, mas sei o que é suruba. Tô dentro”, comentou um, mais irreverente.
Netflix avisa que vai cancelar mais séries
Fãs e produtores de séries que se acostumaram a ver as atrações da Netflix serem renovadas eternamente se assustaram com o cancelamento duplo dos últimos dias. Em menos de uma semana, a plataforma cancelou duas séries de cineastas prestigiados, “The Get Down”, de Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), e “Sense8”, das irmãs Wachowski (“Matrix”). Mas cancelamentos deveriam ser mais comuns na Netflix, segundo o CEO do serviço de streaming, Reed Hastings. “Cancelamos pouquíssimas séries. Estou sempre pressionando nossa equipe de conteúdo para tomar mais riscos, experimentar coisas mais loucas. Nós temos que ter uma taxa de cancelamento mais alta”, ele disse, em entrevista à CNBC. Para Hastings, a taxa de sucessos da Netflix é elevada demais para o padrão de produções de séries. Isso faz com que séries de alcance mediano percam importância. E ele quer mais séries que gerem discussão. Segundo o empresário, ao investir em atrações surpreendentes, “passamos a ter obras inacreditavelmente bem-sucedidas, como ’13 Reasons Why’. Essa série foi surpreendente. É um ótimo programa, mas não percebemos o quanto conquistaria o público.” Em outras palavras, Hastings deseja que suas séries não sejam apenas bem-sucedidas. Elas precisam ser extremamente bem-sucedidas. Embora a Netflix não divulgue dados de audiência, “13 Reasons Why” foi uma das séries mais polêmicas e comentadas do ano, por causa da forma com que retrata o suicídio. No começo de maio, ela foi renovada para sua 2ª temporada. Antes de “Sense8” e “The Get Down”, a Netflix só tinha cancelado “Lilyhammer”, “Hemlock Grove”, “Marco Polo” e “Longmire”.
Elenco de Sense8 fica de “coração partido” com o cancelamento da série
A Netflix pegou todo mundo de surpresa ao anunciar o cancelamento de “Sense8” menos de um mês após a estreia da 2ª temporada. A internet surtou e já há até um abaixo-assinado para tentar reverter a situação. Mas o mais impressionante é o desolamento do elenco, que foi ao Twitter agradecer aos fãs e se despedir da série. “Estamos todos de coração partido. Esse programa era a definição de global, igualdade, inovação e diversidade. A TV na forma mais representativa e inclusiva”, disse Freema Agyeman, que interpretava Amanita Caplan, sintetizando o sentimento do grupo. “Lamento que Sense8 foi cancelada, foi uma experiência incrível. Obrigada a todos que assistiram e apoiaram o seriado. Sentirei saudades”, escreveu Tina Desai, a Dandekar. “Me desculpem, gente. Muito obrigado pela paixão e apoio nesses últimos dias, foi tocante ver o amor de vocês pelo seriado. Em frente!”, tuitou Brian J. Smith, que fez o papel de Will Gorski. ”Muito amor pelo elenco e equipe de produção que trabalharam tanto nas duas temporadas. Tenho muito orgulho de ter sido parte da série mais épica de todas”, finalizou Adam Shapiro, que interpreta o doutor Metzger. Veja abaixo os tuítes originais: We are all heartbroken.?This show was the DEFINITION of global, equal, groundbreaking, diverse. TV at its most representational & inclusive. https://t.co/hfHxzEE54b — Freema Agyeman (@FreemaOfficial) June 1, 2017 Sorry guys. Thanks for your passion and support these last few days, was very moving to see your love for the show. En Evant! https://t.co/77H3Ob7OGB — Brian J. Smith (@BrianJacobSmith) June 1, 2017 I'm sorry #Sense8 has been cancelled. It was an incredible experience. Thank u to everyone who watched and supported the show. Wl miss it. — Tina Desai (@tinadesai07) June 1, 2017 Much ❤️ to the cast & crew who worked so hard on the 2 seasons. I have so much #Pride to have been part of the most EPIC show ever. #Sense8 https://t.co/onWiEAdLQt — Adam Shapir? (@adamshapiro) June 1, 2017
Sense8 é cancelada menos de um mês após a estreia da 2ª temporada
A Netflix anunciou o cancelamento de “Sense8”, série sci-fi das irmãs Lilly e Lana Wachowski (“Matrix”), menos de um mês após a disponibilização de sua 2ª temporada. “Após 23 episódios, 16 cidades e 13 países, a história dos grupo Sense8 terminou”, disse Cindy Holland, vice-presidente de conteúdo original do serviço de streaming, em comunicado divulgado à imprensa americana. “Foi tudo o que nós e os fãs sonhávamos que seria: ousada, emotiva, impressionante, vigorosa e completamente inesquecível”, continuou. “Nunca houve uma série mais global com elenco e equipe igualmente diversa e internacional, o que se refletiu na apaixonada comunidade de fãs pelo mundo. Agradecemos Lana, Lilly, Joe (Michael Straczynski, cocriador da série) e Grant (Hill, produtor executivo) por sua visão, e todo o elenco e equipe por seu trabalho e comprometimento.” Mas ao contrário do clima de “missão cumprida” do comunicado, a série sai do ar deixando questões no ar e com a vontade dos envolvidos de continuar. Na terça (30/5), dois dias antes da guilhotina cair, o ator Brian J. Smith usou o Twitter para conclamar os fãs a fazerem campanha pela renovação. “Se não mostramos nosso apoio, ‘Sense8’ pode não ser renovado. Vamos tuitar o máximo possível a hashtag #RenewSense8”, ele escreveu. A série estreou em 2015 com uma proposta ousada. A trama acompanhava oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. Por conta disso, eles também começam a compartilhar seus sentimentos e visões de mundo, permitindo um diálogo entre diferentes culturas. A série era apontada como a primeira sci-fi abertamente queer, não apenas por incluir personagens gays e transgêneros, mas por abordar o modo de vida LGBTQ em sua trama. Um dos episódios da 2ª e agora última temporada foi gravado na Parada de Orgulho LGBT de São Paulo. O cancelamento de “Sense8 chega apenas uma semana após a Netflix anunciar o fim de “The Get Down”, série musical criada por Baz Luhrmann. As duas têm em comum o fato de serem projetos criados por cineastas com custos elevadíssimos. Não por coincidência, a Netflix já tinha cancelado “Marco Polo”, que também se situava entre suas séries mais caras, apontando uma tendência de revisão de metas. Da lista das mais dispendiosas, apenas “The Crown”, premiada com Globos de Ouro, SAG e BAFTA Awards, foi renovada.
Sucesso de crítica, série Quarry é cancelada após 1ª temporada
O canal pago americano Cinemax anunciou o cancelamento da série “Quarry” após a 1ª temporada. Sucesso de crítica, com 75% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a série também tinha um público acima da média do canal. O problema é que uma reestruturação da HBO fez com que o Cinemax mudasse seu foco. O canal vai passar a ter uma programação centrada em filmes de ação. Esse “rebranding” já tinha levado ao cancelamento da série “The Knick”, drama médico de época do cineasta Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”). E também pode tirar do ar o terror “Outcast”, baseado em quadrinhos de Robert Kirkman (“The Walking Dead”). Para piorar o cenário para séries de qualidade, a mudança acontece ao mesmo tempo em que o WGN América cancelou suas séries. Num desabafo publicado em seu blog pessoal, o roteirista-produtor Michael D. Fuller revelou que metade da 2ª temporada já estava escrita, porque havia confiança na continuidade da produção. Afinal, todos os fatores que garantem uma renovação, como boas críticas e público fiel, estavam presentes. A série foi desenvolvida por Fuller e Graham Gordy, ambos roteiristas da série dramática “Rectify”, e produzida em parceria com Greg Yaitanes, diretor e produtor de “Banshee”, a série mais bem-sucedida do Cinemax. Adaptação do livro de Max Allan Collins, “Quarry” girava em torno de um ex-fuzileiro (Logan Marshall-Green, de “Prometheus”), que ao retornar do Vietnã em 1972 era evitado por aqueles que amava, tornando-se alvo de comentários pejorativos por ter lutado numa guerra suja. Transformado em pária, o combatente duro e desiludido acaba recrutado por uma rede de assassinos de aluguel, que atua ao longo do rio Mississippi. Além de Logan Marshall-Green, o elenco destaca Jodi Balfour (série “Bomb Girls”), Peter Mullan (“Cavalo de Guerra”), Nikki Amuka-Bird (“O Destino de Jupiter”), Damon Herriman (série “Flesh and Bone”) e Edoardo Ballerini (série “Boardwalk Empire”).
Série mais cara da Netflix, The Get Down é cancelada após uma temporada
A Netflix cancelou a série “The Get Down”, criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), após a disponibilização da segunda metade de sua temporada inaugural sem muita fanfarra. Considerada a mais cara produção do serviço de streaming, a série despertou grande expectativa, mas se revelou bem diferente do que se esperava. Prometida como um relato da origem do hip-hop, a atração se revelou fantasiosa e coreografada como um grande musical. Mesmo acompanhando personagens fictícios, a produção incorporou fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash era um dos produtores, ao lado do rapper Nas e do crítico e escritor Nelson George, que trabalharam junto com Luhrmann para garantir a autenticidade da recriação da época. Passada no berço do hip-hop em meados dos anos 1970, a trama girava em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos de South Bronx, em Nova York, que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços para a cena artística de Manhattan. A história também tinha uma trama paralela, envolvendo uma cantora de discoteca filha de um pastor evangélico. O elenco incluía uma nova geração de atores negros e latinos, mas também nomes conhecidos como Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Giancarlo Esposito (série “Breaking Bad”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”) e Justice Smith (“Cidades de Papel”). Segundo o instituto de pesquisa Symphony Advanced Media, a primeira parte da temporada de estreia, lançada em agosto do ano passado, foi vista por 3,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos em seus primeiros 31 dias no ar — menos de um quinto do registrado por “Orange is the New Black” em sua 4ª temporada. O fracasso é ainda maior considerando os altos custos de produção — um total de US$ 120 milhões, sendo US$ 7,5 milhões por episódio, maior orçamento de uma série da plataforma — e as várias paralisações na produção, que atrapalharam o andamento do projeto, criando a necessidade de dividir a temporada em duas partes – a segunda metade foi disponibilizada em abril. De acordo com a revista Variety, “The Get Down” teve a produção interrompida e reiniciada tantas vezes que a equipe passou a apelidá-la de “The Shut Down” (“Desligada”, em inglês). Relatos falam em bastidores tumultuados pelo perfeccionismo de Luhrman, que não teria se adaptado ao formato de produção em série. Durante as gravações, Luhrman chegou a se declarar sobrecarregado e considerou abandonar o projeto, mas decidiu ao menos terminar uma temporada completa.
Série Chicago Justice é cancelada
O universo Chicago, do produtor Dick Wolf, começou a diminuir. A rede NBC confirmou o cancelamento da série “Chicago Justice” após uma temporada. A atração não agradou à emissora como outras séries, “Chicago Fire”, “Chicago PD” e “Chicago Med”, que foram renovadas. Mas ela tinha uma média de 6,1 milhões de telespectadores, um número apenas ligeiramente abaixo das demais. A mais assistida, “Chicago Fire”, tem média de 7 milhões de telespectadores ao vivo. Mas o destino de “Chicago Justice” pode ser reflexo de um dado mais significativo, refletindo a mudança comercial causada pela entrada em cena dos serviços de streaming. Séries procedurais, como as produzidas por Dick Wolf, não atraem as plataformas de streaming e os canais da TV paga, que tem comprado apenas reprises de produções serializadas. Isto significa que a NBCUniversal, produtora da atração e dona do canal, lucra menos com Dick Wolf. De forma significativa, até agora nenhum canal ou plataforma americana mostrou interesse em adquirir as reprises de “Chicago Fire”, a mais velha da turma. “Chicago Fire” foi renovado para sua 6ª temporada, “Chicago PD” para a 5ª e “Chicago Med” para a 3ª. Todas são exibidas no Brasil pelo canal pago Universal.
Trailer de 5 minutos da nova série Young Sheldon é sensacional
A rede CBS divulgou as fotos e o primeiro trailer de “Young Sheldon”, série de comédia que tem tudo para se tornar a mais bem-sucedida da próxima temporada. Spin-off de “The Big Bang Theory” centrado na infância do personagem vivido por Jim Parsons, a série destaca um prodígio real, o jovem Iain Armitage, que interpreta o prodígio da ficção. A prévia faz rir e também é emocionante, ao mostrar como o pequeno gênio interagia na infância com sua família e escola normais. A ligação com a série principal é garantida com uma introdução feita por cenas de “The Big Bang Theory” e narração deliciosa do próprio Jim Parsons, que dá sua versão para os eventos mostrados, ao mesmo tempo em que o artifício aproxima a produção do clima nostálgico de “Anos Incríveis” e “The Goldbergs”, com direito à evocação do final dos anos 1980. Grande achado da produção, Iain Armitage tem apenas oito anos de idade, mas sua dedicação à dramaturgia é tanta que, além de atuar, ele mantém um canal no YouTube onde faz críticas de teatro. Sério. Ele também foi visto recentemente na minissérie “Big Little Lies”, interpretando o filho de Shailene Woodley (“A Culpa É das Estrelas”). Mas o casting mais curioso é o da mãe de Sheldon, Mary Cooper. Ela será vivida por Zoe Perry (série “The Family”), que na vida real é filha de Laurie Metcalf, que interpreta a versão mais velha da personagem na série original. A família Cooper ainda inclui Lance Barber (série “The Comeback”) como o pai e as crianças Raegan Revord (vista em dois episódios de “Modern Family”) e o estreante Montana Jordan como os irmãos de Sheldon. “Young Sheldon” foi desenvolvida pelo criador e um dos roteiristas principais de “The Big Bang Theory”, respectivamente Chuck Lorre e Steven Molaro, e o piloto dirigido pelo cineasta Jon Favreau (de “Homem de Ferro” e “Mogli, o Menino Lobo”) A série estreia em 25 de setembro nos Estados Unidos.
The Odd Couple, Pure Genius, Training Day e Doubt são oficialmente canceladas
A rede CBS oficializou os cancelamentos das séries “The Odd Couple”, “Training Day”, “Pure Genius” e “Doubt”. As quatro já estavam informalmente canceladas. Única “veterana” da lista, a produção de “The Odd Couple” foi interrompida ao final da 3ª temporada. O Matthew Perry compartilhou a notícia em abril, em seu Twitter. Remake de uma série clássica dos anos 1970, por sua vez inspirada no filme “Um Estranho Casal” (1968), a nova versão da história dos dois solteiros (Perry e Thomas Lennon) que dividem um apartamento nunca conseguiu emplacar uma boa audiência, exibindo apenas temporadas reduzidas – de 12 a 13 episódios – nos três anos em que esteve no ar. Curiosamente, seus números seriam suficientes para garantir renovação em outro canal. A última temporada registrou média de 4,9 milhões de telespectadores. Infelizmente, a CBS, como líder de audiência, exige mais público que as demais emissoras para manter uma série no ar. As outras três séries eram estreantes e tiveram seus destinos determinados com mais antecedência. “Pure Genius” teve apenas 13 episódios exibidos, mas poderia até ser considerada um sucesso, com média de 5,3 milhões de telespectadores. Seu problema era o tipo de público que alcançava, marcando apenas 0,86 pontos na demografia-chave para os anunciantes (adultos de 18 a 49 anos). Criação de Jason Katims e Sarah Watson (ambos de “Parenthood”), sua trama se passava num hospital high tech, financiado por um bilionário do Vale do Silício (Augustus Prew, da série “The Borgias”), que aplicava o que havia de mais moderno e revolucionário na Medicina para tratar casos complexos, na esperança de que seus médicos pudessem curar sua própria doença rara. O bom elenco incluía Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Odette Annable (séries “House” e “Banshee”), Brenda Song (série “Dads”), Reshma Shetty (série “Royal Pains”), Ward Horton (“Annabelle”) e Matthew John Armstrong (série “Heroes”). “Training Day” foi um fiasco de público e crítica, com 3,4 milhões de telespectadores e míseros 21% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o final da série se tornou inevitável devido a um fator trágico: a morte inesperada de Bill Paxton, seu protagonista. Criada por Will Beall (roteirista do fraco “Caça aos Gângsteres”), a série era inspirada pelo filme “Dia de Treinamento” (2001). Paxton tinha o papel equivalente ao que rendeu o Oscar a Denzel Washington, como o policial corrupto que recebe a missão de treinar um novato, um jovem negro idealista, vivido pelo quase estreante Justin Cornwell (visto antes num episódio de “Chicago P.D.”), numa inversão das etnias dos protagonistas do filme. A versão televisiva ainda incluía outros jovens policiais, interpretados por Katrina Law (série “Arrow”) e Drew Van Acker (série “Pretty Little Liars”). Por fim, “Doubt” foi o grande fiasco da temporada, tirada do ar após a exibição de apenas dois episódios. Os capítulos chegaram a ter média de 4,6 milhões de telespectadores, mas somente 0,66 pontos na demo. Criação do casal Tony Phelan e Joan Rater (de “Grey’s Anatomy”), “Doubt” era estrelada por Katherine Heigl (também ex-“Grey’s Anatomy”), que interpretava uma advogada impulsiva, atraída por um cliente suspeito de assassinar a própria esposa. O elenco também incluía Steven Pasquale (série “Rescue Me”), Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”), Dulé Hill (série “Psych”), Dreama Walker (série “Apartment 23”) e o veterano Elliott Gould (“Onze Homens e um Segredo”).
Frequency e No Tomorrow ganham epílogos com desfechos das séries
A rede CW surpreendeu com uma iniciativa nobre para atender aos fãs de suas séries canceladas “Frequency” e “No Tomorrow”. Ambas saíram do ar sem um final, mas o canal divulgou em seu aplicativo desfechos criados especialmente para encerrar suas tramas. No caso de “Frequency”, trata-se de um vídeo de cerca de quatro minutos, em que a detetive policial Raimy Sullivan (Peyton List) fala pela última vez com seu pai Frank Sullivan (Riley Smith). Veja abaixo. Já “No Tomorrow” ganhou um final estendido de dois minutos, com um texto explicando o que aconteceu com os personagens. Infelizmente, este vídeo só está disponível no aplicativo para residentes nos Estados Unidos. Frequency CW Series Epilogue – The Unaired Final Series Ending from Frequency Fan on Vimeo.
Scream Queens é cancelada após duas temporadas
A Fox anunciou o cancelamento de “Scream Queens” após duas temporadas. Já esperado, o final da série foi confirmado pelo presidente da rede, Gary Newman, durante a apresentação da programação de outono da Fox para a imprensa e anunciantes – evento conhecido como upfront. “É uma série de antologia, e Ryan sentiu que ele contou a história ao longo das duas temporadas, ele sentiu a história estava completa”, disse Newman, referindo-se ao criador da atração, Ryan Murphy. “Não há planos para voltar e contar mais histórias”, completou. Mas Murphy estará de volta à Fox na próxima temporada com uma nova série, seu primeiro drama na TV aberta, “9-1-1”, estrelado por Angela Bassett, com quem trabalhou em “American Horror Story”. Sátira de terror, “Scream Queens” nunca teve uma boa audiência e só se manteve no ar por duas temporadas por conta do prestígio de Murphy. De fato, a série foi o único equívoco da carreira do produtor, que já lançou sucessos como “Estética” (Nip/Tuck), “Glee”, “American Horror Story”, “American Crime Story” e o recente “Feud”. A 1ª temporada, vista por 2,7 milhões de telespectadores, acompanhava a matança de um serial killer num campus universitário, enquanto a 2ª, sintonizada por apenas 1,4 milhão, mostrou as personagens sobreviventes num hospital suspeito. Apesar do tom trash e das piadas fracas, a crítica norte-americana parecia gostar da atração, como mostram os 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes. De forma sintomática, antes mesmo do destino da série ser definido, duas de suas protagonistas já tinham avisado que não voltariam: Keke Palmer entrou na série “Berlin Station”, do canal pago Epix, e Lea Michele gravou o piloto de “The Mayor”, para a rede ABC. O bom elenco de “Screem Queens” ainda incluía Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Abigail Breslin e Billie Lourd.
Confira a lista completa das mais de 20 séries canceladas na temporada de cortes da TV americana
As grandes redes americanas se preparam para anunciar suas novas programações televisivas para a temporada de outono e verão, mas o ritual inclui também a revelação de cortes. A tradição de definir renovações e cancelamentos na última hora rendeu uma grande concentração de baixas na semana passada. Foram cortes sangrentos, com mais de 20 vítimas. A lista de séries canceladas inclui atrações veteranas como “2 Broke Girls” e “Last Man Standing”, ambas com seis temporadas, cultuadas como “Sleepy Hollow”, muitas novatas, como “The Blacklist: Redemption” e “Making History”, e até atrações premiadas com o Emmy, como “American Crime”. Alguns títulos já tinham saído do ar e aguardavam apenas a confirmação da guilhotina. Outros surpreenderam por parecer que iam continuar por mais uma temporada. “2 Broke Girls” foi a série que durou mais, com 138 episódios, enquanto “Doubt”, estrelada por Katherine Heigl, representa o outro extremo, saindo do ar com apenas dois episódios exibidos. O detalhe é que ainda não acabou. Séries como “Chicago: Justice”, “Quantico” e “Code Black”, entre outras, ainda não tiveram seu destino definido. Ou seja, há mais uma semana de definições pela frente. Quem perdeu de vista todos os cortes, já que foram muitos, pode checar abaixo a lista das séries que já tiveram seu final decretado. Clique nos títulos de cada uma delas para saber o que levou as redes a interromper suas produções, acessando informações como audiência e bastidores das negociações. Eis as séries que acabaram em 2017 por decisão das redes de TV aberta dos Estados Unidos: “2 Broke Girls” (CBS) – exibida no Brasil pelo canal pago Warner e SBT “American Crime” (ABC) – AXN e Netflix “APB” (Fox) – inédita no Brasil “Conviction” (ABC) – inédita no Brasil “Dr. Ken” (ABC) – inédita no Brasil “Doubt” (CBS) – inédita no Brasil “Emerald City” (NBC) – Fox1 “Frequency” (CW) – Warner “Imaginary Mary” (ABC) – inédita no Brasil “Last Man Standing” (ABC) – Comedy Central “Making History” (Fox) – inédita no Brasil “No Tomorrow” (CW) – inédita no Brasil “Notorious” (ABC) – inédita no Brasil “Pitch” (Fox) – inédita no Brasil “Powerless” (NBC) – Warner “Pure Genius” (CBS) – Universal “Rosewood” (Fox) – Fox Life “Secrets and Lies” (ABC) – Canal Sony e Netflix “Sleepy Hollow” (Fox) – Fox, Band e Netflix “Son of Zorn” (Fox) – FX “The Blacklist: Redemption” (NBC) – AXN “The Catch” (ABC) – Canal Sony e Crackle “The Great Indoors” (CBS) – inédita no Brasil “The Real O’Neals” (ABC) – inédita no Brasil “Time After Time” (ABC) – inédita no Brasil Além destas, as séries “Bones” (Fox), “Grimm” (NBC), “Reign” (CW) e “The Vampire Diaries” (CW) também exibiram seus capítulos finais, mas foram avisadas ou negociaram o encerramento com bastante antecedência, fora da temporada de cortes, e puderam conduzir suas tramas a uma conclusão planejada.
Série Timeless tem cancelamento revertido e é renovada para a 2ª temporada
A série “Timeless” conseguiu uma façanha, mudando a história de forma real. A atração sobre viajantes do tempo teve seu cancelamento anunciado pela rede NBC, mas em poucas horas os fãs se mobilizaram, lançando uma campanha por seu resgate, inconformados pela interrupção sem uma conclusão. A mobilização sensibilizou a NBC e a rede voltou atrás, anunciando a renovação de “Timeless” para a 2ª temporada. Que cliffhanger de final de temporada! Ao comemorar a reversão do cancelamento, Eric Kripke, um dos criadores de “Timeless”, escreveu no Twitter que sua equipe tinha viajado no tempo para mudar a decisão da CBS, numa referência à trama da série. Além das campanhas dos fãs, “Timeless” liderou uma pesquisa do jornal USA Today sobre quais séries canceladas mereciam ter sido renovadas. Desenvolvida por Kripke (criador também de “Supernatural” e “Revolution”) e Shawn Ryan (“The Shield” e “Last Resort”), a atração acompanha um trio de viajantes do tempo que persegue um criminoso por momentos importantes da história americana. Na trama, Goran Visnjic (série “Extant”) rouba uma máquina do tempo secreta de última geração com a intenção de destruir a América alterando o passado. A única esperança reside em uma inesperada equipe: um cientista (Malcolm Barrett, de “Better Off Ted”), um soldado (Matt Lanter, de “90210”) e uma professora de história (Abigail Spencer, de “Rectify”), que devem usar um protótipo da máquina para tentar impedir os planos do vilão. The #TimeTeam went back 3 days, and changed history. @nbc picked us up for 10 episodes. Seriously. Airs next summer. #TimelessRenewed pic.twitter.com/SDkeShlByL — Eric Kripke (@therealKripke) 13 de maio de 2017












