Um ano após ser cancelada, The Last Man Standing tem volta confirmada à televisão
A Fox confirmou o resgate de “Last Man Standing”, que havia sido cancelada há um ano pela rede ABC. A série de comédia protagonizada por Tim Allen tem, assim, o revival mais rápido já visto – em comparação com “Arquivo X” e “Roseanne”, por exemplo. Ou o resgate mais demorado de todos os tempos – em comparação com “The Mindy Project” e “Nashville”. O próprio Allen já tinha vazado a existência de negociações para o revival há uma semana. Mas a Fox aguardou para anunciar o retorno numa data simbólica: no aniversário de um ano do cancelamento. Na época, a decisão da ABC foi considerada incompreensível, já que a série tinha público de renovação, vista em média por 6,4 milhões de telespectadores ao vivo. “‘Last Man Standing’ terminou cedo demais, e o clamor dos fãs tem sido ensurdecedor”, disseram em comunicado os presidentes da Fox TV, Gary Newman e Dana Walden. “Queríamos remontar o show desde a gravação final, há um ano, e Tim também não perdeu a esperança. Graças aos milhões de telespectadores dedicados e ao irreprimível Tim Allen, o cancelamento não foi o fim de ‘Last Man Standing’. ” Allen vai reprisar seu papel como Mike Baxter, o único homem numa família repleta de mulheres – esposa e três filhas – , que se sentia extremamente incomodado pelo crescente empoderamento feminino do mundo atual. Na descrição oficial: um homem “que tenta manter sua masculinidade em um mundo cada vez mais dominado por mulheres”. “Claro que estou animado!”, Allen disse em um comunicado. “Quando eu ouvi a oferta para criar mais episódios de ‘Last Man Standing’, eu dei um soco no ar com tanta força que acabei com um mau jeito nas costas… Eu não poderia ser mais grato aos fãs que escreveram petições e mantiveram a paixão e o incrível apoio pelo programa”, completou. A série de comédia protagonizada por Tim Allen entre 2011 e 2017 voltará para sua 7ª temporada no outono norte-americano (entre setembro e novembro). Sua volta pela Fox é estimulada por dois fatores. Trata-se de uma produção da casa, mais especificamente da 20th Century Fox Television, o que facilitou o acordo. O outro detalhe determinante foi o enorme sucesso do revival de “Roseanne”, sitcom que compartilha o mesmo viés político conservador de “Last Man Standing”. Muitos críticos comentaram, há um ano, que a ABC tinha cometido um erro estratégico ao cancelar a série criada por Jack Burditt (roteirista das clássicas “Mad About You” e “Just Shoot Me”), porque ela tinha boa audiência na demografia dos eleitores de Donald Trump, perfil raro entre as séries exibidas nos Estados Unidos. Afinal, os produtores de TV tendem a priorizar uma agenda progressista, evitando ao máximo ideais reacionários, como as preocupações machistas do personagem de Allen em sua sitcom. Mas, ao mesmo tempo que cancelou “Last Man Standing”, a ABC reforçou a produção de séries sobre famílias inclusivas, mostrando claramente um viés politizado em sua programação. Ou seja, o cancelamento foi mesmo uma decisão política. E não é só a ABC que torcia o nariz para a própria série. Vale observar que “Last Man Standing” nem sequer tem avaliação no site Rotten Tomatoes, porque a crítica simplesmente não se interessa por ela. Só o povão que elegeu Trump prestigiava. Não por acaso, Allen chegou até a se fantasiar de Trump num episódio. Já a Fox não compartilha da mesma agenda da ABC, a ponto de o canal Fox News, do mesmo conglomerado, ser considerado quase porta-voz de Trump. Uma curiosidade dessa negociação é que ela acontece após a Disney (dona da ABC) comprar o estúdio Fox, que detém os direitos de produção de “Last Man Standing”. Ainda não há previsão para a troca de comando, que depende de aprovação do governo (de Trump), e tampouco está claro como se dará a relação entre o estúdio Fox e o canal Fox, que continuará com os proprietários atuais.
20 séries são canceladas em 24 horas nos Estados Unidos
As últimas 24 horas representaram momentos de tensão para as equipes de produções das séries da TV aberta americana, conforme as redes ABC, NBC, CW e Fox revelaram dezenas de títulos nas listas de cancelamentos e renovações do ano. Ao todo, o período trouxe 20 cancelamentos, o que inclui “The Expanse”, contrabandeado da TV paga. A lista inclui algumas séries estabelecidas, como “Brooklyn Nine-Nine” (5 temporadas), “The Last Man on Earth” (4), “Lucifer” e “Quantico” (ambas com 3 temporadas), mas a maioria não passou do primeiro turno. Os produtores de “The Expanse” já prometeram tentar emplacar a continuação da série em outra plataforma. Os de “Brooklyn Nine-Nine” negociam voltar em outro canal (atualização: conseguiram!). E os de “Lucifer” só pediram desculpas aos fãs, porque a série será encerrada na próxima segunda (14/5) com um grande cliffhanger – isto é, ficará sem final. O objetivo desse limpa é liberar a grade dos canais para as estreias da próxima temporada. A concentração dos cortes nesta sexta (11/5) também foi consequência da proximidade dos upfronts, em que as redes de TV dos Estados Unidos revelam para a imprensa e anunciantes suas novas programações para o outono (entre setembro e janeiro). Neste ano, os upfronts começam na segunda-feira (14/5), com apresentações da NBC e da Fox, seguidas pelos anúncios da ABC na terça, CBS na quarta e CW na quinta. Confira abaixo a lista completa das séries canceladas nas últimas 24 horas. Clique nos títulos de cada atração para saber mais sobre cada uma delas, inclusive dados de audiência e o que motivou seus cancelamentos. E lembre-se: as próximas 48 horas trarão mais novidades. Séries cultuadas como “Gotham”, na Fox, “Agents of SHIELD”, na ABC, e “Criminal Minds”, na CBS, ainda não tiveram seus destinos revelados. “Alex, Inc.” “The Brave” “Brooklyn Nine-Nine” “The Crossing” “Deception” “Designated Survivor” “The Exorcist” “The Expanse” “Great News” “Inhumans” “Kevin (Probably) Saves the World” “The Last Man on Earth” “Life Sentence” “Lucifer” “The Mick” “Quantico” “Rise” “Taken” “Ten Days in the Valley” “Valor”
Série Great News, de Tina Fey, é cancelada na 2ª temporada
A rede NBC anunciou o cancelamento da série de comédia “Great News” em sua 2ª temporada. A atração estreante nunca foi um grande sucesso, mas perdeu mais de 1 milhão de telespectadores, desabando de 3,5 milhões na 1ª temporada para 2,1 milhões no final do segundo ano. Aí, não adiantou o bom relacionamento com sua produtora, Tina Fey, que foi responsável por uma das comédias de maior reconhecimento crítico do canal nos últimos anos, “30 Rock” (ou, como querem os tradutores da TV aberta, “Um Maluco na TV”). Criada por Tracey Wigfield (roteirista de “30 Rock” e “The Mindy Project”), “Great News” tinha uma premissa capaz de cruzar “Mary Tyler Moore” (1970–1977) e “Um Senhor Estagiário” (2015). A trama gira em torno do ambiente de trabalho tumultuado de uma produtora de telejornal, vivida por Briga Heelan (série “Love”), que além de precisar lidar com o estresse diário do emprego e um âncora intratável (John Michael Higgins, de “A Escolha Perfeita”), vê-se em apuros ainda maiores quando seu chefe (Adam Campbell, da série “Unbreakable Kimmy Schmidt”) decide contratar a mãe dela (interpretada pela veterana comediante Andrea Martin, de “Casamento Grego”) como sua nova estagiária.
Cancelamentos de Inhumans e Ten Days in the Valley são oficializados
A rede ABC oficializou os cancelamentos das séries “Inhumans” e “Ten Days in the Valley”. Ambas já eram tratadas como canceladas em decorrência de baixas audiências, críticas negativas e falta de novidades sobre seus futuros, apesar das temporadas inaugurais terem ido ao ar no ano passado. Baseada nos quadrinhos dos Inumanos, “Inhumans” foi o primeiro grande fracasso da Marvel, encerrada com público de 1,9 milhão e 0,4 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Alardeada como uma superprodução, a primeira série a estrear no cinema com projeção grandiosa no circuito Imax, tornou-se uma frustração de tamanho colossal, com a escalação de um diretor especialista em continuações de filmes trash para o projeto. Não por acaso, foi considerada a pior atração televisiva de 2017, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Com isso, a Marvel queimou a franquia, que a certa altura esteve cotada para chegar aos cinemas com Vin Diesel no papel principal – como o herói mudo Raio Negro. Por sua vez, “Ten Days in the Valley” foi a primeira série virtualmente cancelada da temporada passada. Devido à falta de interesse do público, o programa passou a ser exibido com episódios duplos aos sábados, dia em que tradicionalmente não há séries na TV aberta americana. e durante o período de fim de ano, quando as demais séries estavam em pausa. A audiência, que já era baixa, chegou a 1,3 milhão e 0,2 ponto. Criada por Tassie Cameron (que criou a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a série misturava suspense e trama novelesca, e marcava a volta de Kyra Sedgwick à TV após cinco anos. A atriz, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, vivia uma mãe solteira e produtora de televisão, que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, seu mundo – e a controversa série policial que ela produz – implode.
The Crossing, Deception, Kevin (Probably) Saves the World e Alex, Inc são canceladas na 1ª temporada
A rede ABC cancelou quatro séries recém-lançadas. Os dramas “The Crossing” e “Deception” e as comédias “Kevin (Probably) Saves the World” e “Alex, Inc” não voltarão para uma 2ª temporada. Ainda em exibição, “The Crossing” e “Deception” até tiveram boas estreias, entre as melhores da ABC em três anos. A primeira abriu 5,4 milhões de telespectadores ao vivo e 1,0 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes) no começo de abril, mas a trama repleta de clichês do gênero sci-fi não segurou o público, que caiu para 3,6 milhões e 0,5 ponto. Criada por Dan Dworkin e Jay Beattie (da série “Scream”), “The Crossing” trazia Steve Zahn (série “Treme”) como o xerife de uma cidadezinha que tem que lidar com a chegada de refugiados em sua praia. De forma misteriosa, eles aparecem sem barco e dizendo fugir de uma guerra devastadora. O detalhe é que a guerra só vai acontecer no futuro. Para completar, alguns deles começam a demonstrar superpoderes. “Deception” tinha mais público, mas experimentou uma queda maior, de 5,9 milhões de telespectadores ao vivo e 1,2 ponto na demo para 3,9 milhões e 0,7 ponto. A trama girava em torno de um mágico famoso, chamado Cameron Black, que decide ajudar o FBI a resolver um mistério e logo passa a solucionar um caso por semana, usando os truques e segredos de sua profissão como guia para a resolução de crimes impossíveis. Criada por Chris Fedak (criador de “Chuck”), a ideia remete a “Truque de Mestre” (2013), além de evocar a interação volátil entre um leigo presunçoso e uma policial/agente federal sexy, que é o lugar-comum de “The Mentalist” (2008-2015), “Castle” (2009–2016), “Limitless” (2015–2016), “Rosewood” (2015-2017), “Lucifer” (2015-) e inúmeras outras séries de procedimento. O mágico é vivido por Jack Cutmore-Scott (“Kingsman: Serviço Secreto”) e a agente sexy por Ilfenesh Hadera (“Baywatch”). Já as comédias nunca flertaram com a possibilidade de renovação. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” começou com 4,2 milhões telespectadores e 1 ponto, desabando episódio a episódio, até terminar em março com 2,5 milhões e 0,7 – a pior audiência dentre as séries de comédia do canal. Na trama, Kevin era um divorciado fracassado que passa a ser assediado por uma mulher que só ele vê. Dizendo ser do céu, ela afirma que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). Por fim, “Alex, Inc” estreou em março com 4,6 milhões de telespectadores e 1,12 ponto, mas seu episódio mais recente foi visto por 3 milhões e registrou 0,7 na demo. A série marcou a volta de Zach Braff à televisão, sete anos após o final de “Scrubs”. E era basicamente uma extensão das ideias de “Lições em Família” (2014), a comédia indie em que o diretor-roteirista-ator interpretava um sonhador em crise, forçado a reexaminar sua vida e carreira, tendo mulher e filhos para sustentar. Apesar dessa semelhança, não foi o ator quem criou a premissa, mas o roteirista Matt Tarses (criador de “Mad Love”). Os dois tinham trabalho juntos em “Scrubs”.
Limpa de séries: Quantico, Designated Survivor, Taken e The Brave são canceladas
As redes americanas ABC e NBC promoveram uma limpa em suas séries de ação. Cada canal cancelou um par de séries do gênero. Os cortes mais sentidos aconteceram na ABC, responsável por tirar do ar duas atrações anteriormente badaladas, que se perderam pelo caminho ao passar por reinvenções. Mais longeva das séries, “Quantico” vai acabar em sua 3ª temporada. A decisão foi tomada após a exibição de apenas três episódios do atual arco narrativo, que confirmaram o desgaste, com 2,2 milhões de telespectadores e 0,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Vale lembrar que “Quantico” teve 4,3 milhões de telespectadores e 1,24 pontos na temporada inaugural. Contribuíram para esta queda três anos com elencos e missões diferentes, sem falar que a trama já não tinha nada a ver com o título da produção – o centro de treinamento de agentes do FBI de Quantico só apareceu nos primeiros episódios. O fim de “Designated Survivor” acontece com a conclusão da 2ª temporada, após atingir seu pior público: 3,2 milhões na quarta-passada (9/5). A série, que traz Keifer Sutherland (“24 Horas”) como presidente dos EUA, caiu de 5,8 milhões de telespectadores em seu primeiro ano para uma média 3,9 milhões e 0,72 ponto. Os produtores tentaram reverter a tendência com mudanças no elenco – entraram Kim Raver (também de “24 Horas”) e até Michael J. Fox (o eterno Marty McFly de “De Volta ao Futuro”). Mas não teve jeito. A trama criada por David Guggenheim, roteirista do filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), despede-se do público na próxima quarta (16/5). Na NBC, os cortes causaram menos abalo por atingirem “Taken”, que nunca decolou, e a estreante “Valor”. Inspirada na franquia “Busca Frenética”, “Taken” era uma espécie de prólogo dos filmes estrelados por Liam Neeson, mas com muita liberdade criativa. Apesar de acompanhar a juventude do agente Bryan Mills, a trama era ambientada nos dias atuais e não nos anos 1970, como seria o caso se a idade do ator original fosse levada em conta. A atração já era considerada virtualmente cancelada, ao voltar irreconhecível após intervenção do canal, que reagiu à aprovação de apenas 32% de seu primeiro ano no site Rotten Tomatoes. Ela só chegou na 2ª temporada devido ao interesse internacional. Por se basear numa franquia conhecida, atraiu interesse de muitos mercados estrangeiros, tornando-se lucrativa para o estúdio NBCUniversal, parceiro da EuropaCorp (estúdio do filme) na produção. Mas o público do canal não aprovou as mudanças a rodo. Diante de uma sintonia de 2,7 milhões ao vivo e 0,4 ponto na demo, a NBC optou por tirar a série do ar após a exibição de 11 episódios de sua 2ª temporada. Os capítulos que restam serão despejados nos sábados, dia em que não há outras séries no ar, durante o verão americano. Já o cancelamento de “The Brave” reflete a saturação do gênero das séries de ação militar na atual safra da TV aberta dos Estados Unidos. Após o sucesso de “Six” na TV paga, as redes americanas lançaram nada menos que três atrações similares, centradas em missões perigosas realizadas por equipes de elite das forças armadas do país. “The Brave” é a segunda cancelada, após “Valor” na rede CW. Em compensação, “SEAL Team” foi renovada na rede CBS. Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida”), “The Brave” destacava em seu elenco Mike Vogel (série “Under the Dome”) e Anne Heche (série “Aftermath”), e tinha o maior público entre todas as séries canceladas desta leva: 4,6 milhões ao vivo e 0,9 ponto. O último episódio foi exibido em janeiro. No Brasil, “Quantico” e “The Brave” são exibidas pelo canal pago AXN, “Designated Survivor” pela Netflix e “Taken” pela Amazon Prime.
The Expanse é cancelada na 3ª temporada
O canal pago SyFy cancelou a série “The Expanse”. A 3ª temporada, que ainda está em sua reta inicial na TV americana, será a última da produção, considerada a mais cara do SyFy, graças a efeitos visuais cinematográficos. Mas “The Expanse” não era apenas visualmente deslumbrante. Seu universo, com inúmeros personagens e diferentes alianças, foi construído de forma paciente e complexa, como apenas a literatura costuma realizar – por isso, era considerada um “Game of Thrones” espacial. Não por acaso, a atração era baseada numa franquia literária: “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey. E embora os episódios atuais pareçam apontar para a resolução da trama, eles adaptam apenas o segundo volume de um total de seis livros. Logicamente, havia planos para continuar a série. Tanto que os diretores da produtora Alcon Entertainment anunciaram que pretendem buscar um novo canal/plataforma para a produção. A série é distribuída internacionalmente pela Netflix. “Estamos muito desapontados que a série não vá voltar para o Syfy”, disseram Andrew Kosove e Broderick Johnson em comunicado. “Respeitamos a decisão do Syfy de terminar esta parceria, mas dado o sucesso crítico e comercial da série, planejamos buscar outras oportunidades para essa incrível e original criação”. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que pretende conduzir a uma guerra entre mundos. O elenco multinacional é encabeçado por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada ainda acrescentou a Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”). Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação. A série foi cancelada ao atingir seu melhor momento. A 3ª temporada de “The Expanse” está com 100% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. Entretanto, vinha registrando baixa audiência, com 570 mil telespectadores por episódio e média de 0,18 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Segundo o site Deadline, a decisão de cancelar a série não foi unânime. Mas o SyFy preferiu apostar em outro grande investimento com trama espacial para a próxima temporada: “Nightflyers”, baseada na obra do escritor George R.R. Martin (autor que inspirou “Game of Thrones”).
Lucifer é cancelada na 3ª temporada, deixando a série sem final
A Fox cancelou a série “Lucifer”, que assim encerra sua produção na 3ª temporada. A informação foi adiantada pelo protagonista da série, o ator Tom Ellis, em uma mensagem compartilhada no Twitter. “Foi a experiência mais incrível interpretar Lucifer e me apaixonar por vocês, os fãs, nos últimos três anos”, escreveu o ator. “Me enche de tristeza confirmar os rumores sobre os quais alguns de vocês estavam perguntando. A Fox realmente cancelou Lucifer. Sinto muito, pessoal”. A mensagem levou os fãs da série ao desespero, já dando indícios de que não faltarão campanhas para sua continuação em outro canal – ou melhor, plataforma de streaming, para onde as esperanças estão voltadas. A série chega ao fim com uma média de 3,2 milhões de telespectadores e 0,8 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. O último episódio vai ao ar na próxima quarta-feira (16/5) nos Estados Unidos. Mas, embora conclua as jornadas de alguns personagens, não foi concebido para encerrar a série e frustrará os fãs. O produtor executivo Joe Henderson revelou que o final será “um cliffhanger enorme”. A ideia era convencer a Fox a renovar a série pelo menos para concluir a história, mas a estratégia se voltou contra eles. “Sinto muito”, escreveu Henderson pelo Twitter, pedindo desculpas pela falta de conclusão da trama. No Brasil, “Lucifer” é exibida com bastante atraso pelo canal pago Universal. Assim, a notícia chega junto da realização de um evento do canal na Av. Paulista para divulgar a série, previsto para domingo (13/5). #badtiming. It has been the most amazing experience over the past 3 years playing Lucifer and falling in love with you, the fans. It fills me with great sadness to confirm the rumours that some of you have been asking. Fox has indeed cancelled #lucifer I’m so sorry guys. #gutted — tom ellis (@tomellis17) 11 de maio de 2018 We created a season finale with a huge cliffhanger so that there was no way Fox could cancel us. Instead, we're going to frustrate the hell out of you fans. I'm so sorry for that. #Lucifer — Joe Henderson (@Henderson_Joe) May 11, 2018
Séries Brooklyn Nine-Nine, The Last Man on Earth e The Mick são canceladas
A Fox anunciou o cancelamento de três séries de comédias de sua programação: “Brooklyn Nine-Nine”, “The Last Man on Earth” e “The Mick” não voltarão para novas temporadas. Infelizmente, seus produtores não puderam se programar para encerrar suas tramas numa temporada abreviada, uma vantagem conquistada por “New Girl”, que exibirá seu último episódio na próxima terça-feira (15/5). “Brooklyn Nine-Nine” foi o cancelamento mais sentido, porque era a produção mais premiada do canal, com dois Globos de Ouro (Melhor Série de Comédia e Ator para Andy Samberg) e um Critics Choice (Melhor Ator Coadjuvante para Andre Braugher). Uma hashtag com o nome da série virou trending topics no Twitter, com fãs lamentando a decisão da emissora. Entretanto, a audiência vinha em queda livre – de 2,1 milhões de telespectadores ao vivo em 2017 para 1,7 milhão e 0,7 ponto na demo em sua 5ª e agora última temporada. Só não era a pior audiência do canal, porque a Fox também produziu o terror “The Exorcist”. Os números baixos também assombraram “The Last Man on Earth”, apesar de queda menos acentuada – dos mesmos 2,1 milhões para 1,9 milhões e 0,7 ponto na 4ª e derradeira temporada. Novata da turma, “The Mick” acabou com o mesmo desempenho: 2,1 milhões ao vivo e 0,7 ponto em sua 2ª temporada. Assim, do total de sete séries de comédia exibidas na última temporada, a Fox só decidiu continuar com uma: a estreante “The Orville” – que tem média de 4,3 milhões de telespectadores. Vale lembrar que o canal ainda não definiu o destino das também estreantes “Ghosted” e “L.A. to Vegas”.
Série Valor é oficialmente cancelada na 1ª temporada
A rede americana CW oficializou o cancelamento de “Valor”. A série já era considerada virtualmente cancelada desde novembro do ano passado, quando não recebeu o pedido de “back-9”, a encomenda de 9 episódios a mais, que completaria sua temporada inicial. A ironia é que “Valor” tinha mais público que “Dynasty”, lançada na mesma época e que acabou renovada. O programa registrava em média 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio. Entretanto, sofria com uma pontuação horrível na demo (a faixa demográfica de 18 a 49 anos, público-alvo dos anunciantes), onde marcava apenas 0,24. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend”, renovadas, e a estreante “Life Sentence”, recém-cancelada, tinham menos público. “Valor” também foi destruída pela crítica, com apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercutia as consequências de uma missão de resgate mal-executada em território inimigo. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, seria necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisavam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destacava Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”).
Tim Allen revela negociações para volta da série Last Man Standing
Um ano depois de ser cancelada pela rede ABC, “Last Man Standing” pode ser resgatada pela Fox. A novidade foi sugerida pelo astro Tim Allen, estrela da série, em mensagem a seus seguidores nas redes sociais. O revival ainda estaria em fase inicial de planejamento, mas Allen está otimista, ao falar que uma nova temporada “pode se tornar uma realidade”. Veja abaixo. A volta da série pela Fox é estimulada por dois fatores. Trata-se de uma produção da casa, mais especificamente da 20th Century Fox Television, o que facilita o acordo. O outro detalhe determinante foi o enorme sucesso do revival de “Roseanne”, sitcom que compartilha o mesmo viés político conservador de “Last Man Standing”. Muitos críticos comentaram que a ABC cometeu um erro estratégico ao cancelar a série de Tim Allen, porque ela tinha boa audiência na demografia dos eleitores de Donald Trump como poucas outras séries exibidas nos Estados Unidos. Afinal, os produtores de TV tendem a priorizar uma agenda progressista, evitando ao máximo ideais reacionários, como as preocupações machistas do personagem de Allen em sua sitcom. Na série, Allen sofria por ser o único homem numa família repleta de mulheres – esposa e três filhas – e se sentia extremamente incomodado pelo crescente empoderamento feminino do mundo atual. Para se ter noção do respaldo do público, “Last Man Standing” tinha uma das audiências mais consistentes da ABC. A 6ª temporada, encerrada em março de 2017, foi vista em média por 6,4 milhões de telespectadores, contra 6,7 milhões da temporada anterior. E o detalhe: com a desvantagem de ser exibida às sextas, dia de pior público da TV americana. Ao mesmo tempo, a progressista “Modern Family” da mesma ABC foi assistida por 5,7 milhões de telespectadores na atual temporada, em franco declínio – perde uma média de 1 milhão de telespectadores a cada ano. Mas enquanto “Modern Family” venceu prêmios e rende discussão, pouca gente repercutiu a persistência de Tim Allen em contar as mesmas piadas conservadoras, semana após semana. De forma significativa, “Last Man Standing” nem sequer tem avaliação no site Rotten Tomatoes, porque a crítica simplesmente não se interessou por ela. Só o povão que elegeu Trump gostava. Não por acaso, Allen chegou até a se fantasiar de Trump num episódio. Os proprietários atuais da Fox tem o mesmo perfil conservador da série, a ponto de o canal Fox News ser quase porta-voz de Trump. O problema para este projeto supostamente sob medida é que a Disney, tradicionalmente mais liberal (e dona da ABC), comprou o estúdio Fox, que detém os direitos de produção de “Last Man Standing”. Ainda não há previsão para a troca de comando, que depende de aprovação do governo (de Trump), mas essa pode ser uma pedra no caminho da produção, embora o próprio Tim Allen seja bastante querido pela Disney – ele é o dublador de Buzz Lightyear nos desenhos de “Toy Story”. They heard all your voices people!! LMS just might be a reality. Keep it up. Who wants more #LastManStanding ? — Tim Allen (@ofctimallen) May 3, 2018
Trailer revela clima tenso da 3ª e última temporada de Shades of Blue
A rede NBC divulgou o trailer da 3ª e última temporada de “Shades of Blue”, série policial estrelada por Jennifer Lopez. A prévia revela o clima tenso do desfecho, que culmina com o testemunho da protagonista, revelando os crimes dos colegas policiais num tribunal. Criada pelo roteirista Adi Hasak, autor dos thrillers de ação “Dupla Implacável” (2010) e “3 Dias Para Matar (2014), a série marcou a volta de Lopez à TV após 20 anos – ela foi lançada como dançarina no programa humorístico “In Living Colour” nos anos 1990. A experiência só não vai durar mais devido à agenda lotada da atriz, que não está dando conta de seus compromissos – entre eles, o especial musical “Bye Bye Birdie”, dois filmes, o reality show “World of Dance” e uma residência de shows em Las Vegas, a ser finalizada em setembro. Além de estrelar a série, Lopez também é produtora executiva de “Shades of Blue”, em parceria com Ryan Seacrest, apresentador do “American Idol”, programa de calouros que teve Lopez como jurada. Os 10 episódios finais estrearão em 17 de junho nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Universal.
Unbreakable Kimmy Schmidt evoca Mary Tyler Moore em vídeo de sua 4ª e última temporada
A Netflix divulgou um vídeo de “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que revela a data de estreia da 4ª e última temporada da atração. A prévia sugere um começo de episódio, no alto astral da personagem. E chama atenção a forma como a sequência remete à abertura da série clássica “Mary Tyler Moore”, com direito a boina atirada para cima, numa explosão de otimismo. Mas se os gorros de Mary Richards (a personagem de Mary Tyler Moore em 1970) desapareciam no ar de Minneapolis no começo de cada episódio, as boinas de Kimmy (Ellie Kemper) viram decoração de uma árvore em Nova York. A 4ª temporada será dividida em duas partes. Os primeiros seis episódios chegam à Netflix em 30 de maio e outros sete serão lançados mais adiante, encerrando a série. De acordo com o site Deadline, a Universal Television teria um plano de finalizar a trama com a produção de um filme, escrito por Tina Fey e Robert Carlock, co-criadores da série. Ainda não há posição oficial da plataforma sobre este projeto. Enquanto isso, compare abaixo as semelhanças entre os otimismos de Kimmy e Mary, duas garotas que acreditavam poder mudar o mundo com seus sorrisos. E Mary Richards, de fato, mudou.











