Instinct é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS cancelou a série policial “Instinct” antes do final de sua 2ª temporada. A atração queimará o material ainda inédito com a exibição de dois a três episódios nos próximos domingos. O criador da série, Michael Rauch, anunciou o cancelamento na sexta-feira (16/8) no Twitter. “Estou muito triste em transmitir a notícia de que ‘Instinct’ não será renovada para uma 3ª temporada. Vamos dobrar neste domingo e nosso final de temporada/série será em 25 de agosto.” Rauch também agradeceu as estrelas da série Alan Cumming e Bojana Novakovic por “fazer de Dylan & Lizzie mais do que eu jamais poderia ter esperado”. “Obrigado à nossa equipe incrível, elenco, escritores, produtores e todos os que ajudaram a fazer nosso show, com respeito, talento e bondade”, acrescentou. “E um gigante obrigado aos nossos fãs obstinados por seu amor, lealdade e excelente gosto (é cedo demais para pedir um reboot?)” Novakovic, que interpretou a parceira de Cumming, Lizzie, no programa, compartilhou sua decepção no Twitter. “Mas quando uma porta se fecha outra … na verdade, f—se. Isso é um pé no saco. Amor a todos os nossos fãs, ao elenco e à equipe mais incrível. Obrigado a todos por dois anos fantásticos.” Lançada em 2018, “Instinct” foi alardeada como o primeiro drama da TV aberta americana com protagonista gay. Baseado no romance homônimo do escritor James Patterson (autor do livro que inspirou a série “Zoo”), a série girava em torno do Dr. Dylan Reinhart (Alan Cumming), um ex-agente da CIA que se tornou escritor e professor, e que é procurado pela polícia para auxiliar uma investigação, após um serial killer se inspirar num de seus livros para cometer assassinatos. Mas, apesar da distinção LGBT do protagonista, a premissa criada por Michael Rauch (roteirista-produtor de “Royal Pains”) era bastante genérica, alimentada pelo conflito de uma parceria forçada entre um detetive da polícia (Bojana Novakovic, de “Eu, Tônia”) e um assistente amador – fórmula que tem sido requentada desde que Eddie Murphy estreou no cinema há 36 anos com “48 Horas”. Junte-se à receita o elemento literário e o resultado fica ainda mais próximo do óbvio, ou melhor, do casal de “Castle”. Não por acaso, a rede CBS é responsável pelas produções mais convencionais da TV americana. E, ironicamente, vinha sendo criticada pela falta de diversidade entre os personagens de suas séries. Com 6,6 milhões de telespectadores em sua 1ª temporada, “Instinct” poderia ser considerado mais um sucesso policial do canal, mas a baixa pontuação de 0,63 na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes) já incomodava ao revelar uma obviedade: que o público que acompanha séries de fórmulas batidas é bem mais velho que o desejado. O cancelamento se tornou inevitável quando a audiência caiu para a metade no segundo ano da produção, rendendo apenas 3,5 milhões de telespectadores ao vivo e 0,31 na demo. Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen.
Disney cancela Duro de Matar 6, Flash Gordon e mais de 200 filmes da Fox
A Disney caiu matando em cima do calendário de produções da 20th Century Fox, cancelando vários projetos que estavam sendo desenvolvidos. Estima-se que mais de 200 filmes foram enterrados pelos novos donos do estúdio, entre eles o sexto “Duro de Matar”, uma adaptação rival de “Pinóquio”, a versão feminina da “Liga Extraordinária”, um novo “Flash Gordon”, terrores baseados em livros de Stephen King, continuações de “Assassin’s Creek”, “Hitman” e “Poder sem Limites” e filmagens dos games “Megaman”, “The Sims” e “Magic: The Gathering”. Os cortes são consequência do fracasso de todos os filmes da Fox em 2019, de “Alita: Anjo de Combate” a “X-Men: Fênix Negra”, que fizeram a Disney sofrer uma perda de US$ 170 milhões no período fiscal, mesmo com o sucesso das produções da Marvel. Em conferência com acionistas, o CEO da empresa, Bob Iger, foi claro a respeito disso. “Um dos grandes problemas foi que o desempenho do estúdio da Fox ficou abaixo do que costumava ser, e muito abaixo de onde esperávamos que ficasse quando fizemos a aquisição”, disse o executivo. A ideia é que a Fox, que no ano passado produziu 12 longa-metragens (sem contar os títulos da Fox Searchlight e da agora extinta Fox 2000), passará a produzir apenas 5 lançamentos anuais para o cinema. Entretanto, o estúdio não ficaria ocioso, já que passaria a produzir também para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus).
The Deuce: Pornografia entra na era do vídeo no trailer da última temporada
A HBO divulgou o trailer da 3ª e última temporada de “The Deuce”, série sobre a indústria pornográfica estrelada por James Franco (“Artista do Desastre”). A prévia revela a entrada da pornografia na era do VHS, responsável por uma revolução no setor. Criada por David Simon e George Pelecanos (respectivamente criador e roteirista de “The Wire”, uma das melhores séries já feitas), “The Deuce” conta a história da legalização e do crescimento da indústria pornográfica em Nova York, abordando também a epidemia da Aids, a violência resultante do aumento do tráfico de cocaína e a especulação imobiliária que acabou mudando a cidade. A produção chegou a ser paralisada entre a 1ª e a 2ª temporada, ocasião em que quase foi cancelada graças às acusações de assédio sexual contra James Franco, trazidas à tona após ele vencer o Globo de Ouro 2017 por seu papel no filme “Artista do Desastre”. Além de interpretar irmãos gêmeos na série, Franco é produtor e dirigiu dois episódios. A HBO declarou ter conduzido uma investigação interna sobre o comportamento do ator no set e, após constatar ausência de reclamações contra o astro, deu prosseguimento à produção. O elenco também destaca a atriz Maggie Gyllenhaal (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”), Margarita Levieva (série “Revange”), Gary Carr (série “Downton Abbey”), Emily Meade (“Nerve”), Lawrence Gilliard Jr. (série “The Walking Dead”), Chris Bauer (série “True Blood”), Dominique Fishback (minissérie “Show Me a Hero”), Michael Rispoli (série “Magic City”), Kim Director (“A Bruxa de Blair 2”), Olivia Luccardi (série “Orange Is the New Black”) e o rapper Method Man (série “Luke Cage”). Os novos episódios começarão a ser exibidos no dia 9 de setembro.
Criadora de The OA diz que chorou ao saber do cancelamento da série
A atriz Brit Marling usou as redes sociais para comentar o cancelamento da série “The OA”, que ela criou com o cineasta Zal Batmanglij. Ela postou uma carta aberta aos fãs da série logo após a Netflix anunciar o final da produção nesta segunda (5/8). “Caros fãs de ‘The OA’, alguns de vocês já sabem ou saberão agora que a Netflix não vai dar continuidade a ‘The OA’. Zal e eu estamos profundamente tristes em não terminar a história. A primeira vez que eu ouvi a notícia eu tive que chorar. Assim também fez um dos nossos executivos da Netflix que esteve com nós desde os primeiros dias, quando estávamos esboçando o porão de Hap para começar a produção. Tem sido uma jornada incrível para todos que trabalharam e se importaram com a série. O longo texto também explicou porque ela optou por contar uma história de ficção científica e a liberdade que sentiu ao criar um mundo com uma protagonista feminina, em que o poder de mudança foi colocado nas mãos do coletivo. Ela até tentou ver o lado positivo de não concluir a trama de “The OA”, que terminou a 2ª temporada com um grande gancho. “Talvez, de alguma forma, seja OK não concluir esses personagens. Steve Winchell ficará suspenso no tempo em nossas imaginações, infinitamente evoluindo, correndo para sempre, até finalmente alcançar a ambulância e OA”, concluiu. A série, que abordava a existência de um multiverso e os esforços coletivos para alterar realidades, também incluía a espanhola Paz Vega (“O Mensageiro”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Jason Isaacs (franquia “Harry Potter”), Phyllis Smith (série “The Office”), Will Brill (“Not Fade Away”), Patrick Gibson (minissérie “The Passing Bells”), a cantora Sharon Van Etten e o ator Scott Wilson (série “The Walking Dead”), que faleceu no ano passado. O cancelamento se soma a vários outros na Netflix, que repensa sua estratégia para enfrentar a “guerra dos streamings” em 2020. Ver essa foto no Instagram the end of #theoa “??????” – last text to Grandma Vu Uma publicação compartilhada por Brit Marling (@britmarling) em 5 de Ago, 2019 às 10:05 PDT
Netflix cancela a série The OA após a 2ª temporada
A Netflix cancelou “The OA”, série sci-fi criada e estrelada por Brit Marling (“A Outra Terra”), mais de quatro meses após a exibição de sua 2ª temporada, encerrada com um “gancho” gigante que não terá conclusão. O últimos capítulos, por sinal, estrearam 27 meses após os episódios inaugurais. A demora pode ter a ver com o preciosismo da produção, já que todos os episódios são dirigidos pelo cocriador, o cineasta Zal Batmanglij (irmão do ex-guitarrista da banda Vampire Weekend). Antes de fazer “The OA”, Marling e Batmanglij trabalharam juntos nos filmes “A Seita Misteriosa” (2011) e “O Sistema” (2013). A série, que abordava a existência de um multiverso e os esforços coletivos para alterar realidades, também incluía a espanhola Paz Vega (“O Mensageiro”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Jason Isaacs (franquia “Harry Potter”), Phyllis Smith (série “The Office”), Will Brill (“Not Fade Away”), Patrick Gibson (minissérie “The Passing Bells”), a cantora Sharon Van Etten e o ator Scott Wilson (série “The Walking Dead”), que faleceu no ano passado. A decisão se soma a vários cancelamentos em marcha na Netflix, que repensa sua estratégia para enfrentar a “guerra dos streamings” em 2020.
Netflix anuncia que 13 Reasons Why vai acabar na 4ª temporada
A Netflix emendou a divulgação do teaser da 3ª temporada de “13 Reasons Why” com o anúncio de que a série terá mais um ano de produção e será encerrada em 2020. A produção da 4ª e última temporada já está em andamento. Ela vai mostrar a formatura do elenco principal no ensino médio. A renovação e o cancelamento simultâneos são consequência do contrato assinado pelo elenco em agosto do ano passado, que incluía apenas a gravação de mais duas temporadas. Caso quisesse continuar a produzir a série, a Netflix teria que renegociar novamente com os atores. A história original do livro “Os 13 Porquês”, em que “13 Reasons Why” é baseada, foi totalmente contada na 1ª temporada. Mas, como acabou se tornando um sucesso, devido à repercussão de cenas polêmicas, os roteiristas de TV tem buscado formas de estender a trama. A 3ª temporada, por exemplo, será um mistério de assassinato ao estilo de “Pretty Little Liars”. A verdade é que a crítica já abandonou a série. Se a 1ª temporada obteve 79% de aprovação no Rotten Tomatoes, a 2ª desabou para 25%. A decisão de finalizar a série também acompanha a tendência da Netflix de não cultivar produções longevas. As únicas exceções foram as primeiras séries que produziu, “House of Cards” e “Orange Is the New Black”. Conforme as séries duram mais, elas se tornam mais caras com renegociações de salários e direitos. Mas é uma decisão que desagrada as produtoras, que perdem os lucros que viriam com essas renegociações.
Autora de Outlander se irrita com comentários do chefe da Starz sobre o que torna a série “feminina”
O COO e segundo em comando do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, não irritou apenas o elenco e os roteiristas de “Counterpart” com suas declarações no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Diana Gabaldon, autora dos livros que inspiraram a série “Outlander”, ficou frustrada com a comparação feita pelo executivo entre as duas produções, especialmente por ele menosprezar a “inteligência” de sua criação. Após dizer que “Counterpart” foi cancelada porque era “muito complicada” e “masculina demais”, subentendendo que as mulheres não tinha inteligência suficiente para acompanhar a atração – escrita por uma redação majoritariamente feminina – , ele deu exemplo das cenas de Sam Heughan sem camisa em “Outlander” como o que o público feminino do canal buscava. E sem citar que a série poderia ser inteligente. Hirsch disse à imprensa que a “Starz tem a maior de audiência de mulheres com mais de 18 anos na TV paga premium” e tem manobrado sua programação para melhor capturar o “público feminino premium”. E foi isto que levou ao cancelamento de “Counterpart”, uma das poucas séries com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “’Counterpart’ foi uma grande série, tivemos ótimos parceiros na produtora MRC e Justin [Marks, criador] é um grande escritor, mas foi uma série muito complicada, uma série muito masculina. Quando contratamos a produção e nos comprometemos a fazer duas temporadas, ainda não tínhamos aprofundado essa estratégia de ser um canal premium feminino”, disse ele. E aí o executivo aprofundou. “Já ‘Outlander’, você pode dizer que é ótima porque as mulheres gostam e porque traz uma cirurgiã que volta no tempo, mas também há outro lado disso, que é um colírio para esse público, como quando [Heughan] está sem camisa. Você tem que ser muito atencioso ao decidir o conteúdo e ver se realmente vai ser feminino ou não”. Gabaldon, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares da saga literária que inspira a série, lamentou o comentário no Twitter. “Não sei, não, Jeffrey. Não posso dizer que vejo muita gente falando sobre Jamie (o personagem de Sam Heughan) sem camisa, a menos que seja para mencionar o choque e o horror de suas cicatrizes”, disse, sobre seu personagem. Isto porque as costas dele são uma massa de cicatrizes, graças às várias vezes em que foi açoitado. As marcas são um visual frequentemente referenciado nos livros e na série. Ela ainda acrescentou que, enquanto é verdade que a série tem grande público feminino, as mulheres assistem “Outlander” com “seus maridos ou namorados” e que, pelas mensagens que ela recebe, “o que eles mais dizem que gostam é a inteligência da história e a complexidade e força do relação entre Jamie e Claire. Eles também amam a beleza visual da série e a profundidade emocional da atuação”. “Se você está procurando uma base de apoio, acho que talvez ‘inteligência’ seja um bom lugar para começar”, concluiu. Veja o tuite de Gabaldon abaixo, com link para o texto maior. @Outlander_Starz – Jeffrey Hirsch Well, I dunno, Jeffrey… At the moment, I’ve got 30+ million books in (cont) https://t.co/0yS8boo5xJ — Diana Gabaldon (@Writer_DG) 29 de julho de 2019
Amazon cancela cinco séries originais
A Amazon confirmou o cancelamento de cinco séries originais da plataforma Prime Video: “The Romanoffs”, “Too Old To Die Young”, “Patriot”, “Lore” e “Forever”. A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, deu as más notícias neste sábado (22/7), durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). No mesmo evento, ela também anunciou renovações (leia aqui). Das cinco, a melhor era “Forever”. A comédia acompanhava o casal formado por Maya Rudolph e Fred Armisen (veteranos do programa “Saturday Night Live”) em sua vida confortável, porém monótona em Riverside, na Califórnia, até que decidem sair da rotina com uma viagem de esqui, adentrando situações completamente desconhecidas. Criada pelos roteiristas Alan Yang (“Master of None”) e Matt Hubbard (“30 Rock”), ambos vencedores do Emmy, a série tinha 94% de aprovação da crítica. Igualmente bem cotada, a sátira de espionagem “Patriot” teve duas temporadas e acompanhava o espião relutante e depressivo John Tavner (Michael Dorman), em uma trama de intriga internacional recheada de humor negro. Criada por Steven Conrad (roteirista de “A Vida Secreta de Walter Mitty”), tinha 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi prejudicada por um hiato muito longo entre as temporadas. Os primeiros 10 episódios foram disponibilizados em 2015 e os seguintes apenas em novembro passado. Também com duas temporadas, “Lore” era uma antologia de terror, baseada num podcast sobre histórias supostamente reais que deram origem aos mitos e lendas dos dias atuais, e combinava documentário, animação e encenação com produção de Ben Silverman (série “The Office”), Howard T. Owens (reality “Planet of the Apps”), Gale Anne Hurd (série “The Walking Dead”), Brett-Patrick Jenkins (reality “Face Off”), Glen Morgan (série “Arquivo X”) e Aaron Mahnke, o criador do podcast. Outra antologia, bem mais badalada e cara, “The Romanoffs” foi um fiasco de Matt Weiner, criador de “Mad Men”, em que cada capítulo girava em torno de pessoas diferentes que se diziam descendentes dos Romanoff, a família real russa assassinada pelos comunistas. Apesar da grande quantidade de famosos em seu elenco, os 8 episódios não repercutiram com a crítica. Chegou a ser considerada medíocre, com aprovação de apenas 51% no Rotten Tomatoes. Por fim, “Too Old To Die Young” era uma produção do cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn (“Drive”) e foi lançada quase secretamente no mês passado. Não há um vídeo sequer na página do YouTube da plataforma para avisar sobre a existência da série, que também não apareceu na home do serviço e teve divulgação basicamente pelo Twitter do diretor. A trama acompanhava um policial em luto (Miles Teller, de “Whiplash”), que se torna amigo do assassino de seu parceiro. Refn dirigiu todos os 10 episódios, que atingiram 66% de aprovação no Rotten Tomatos e, como quis a Amazon, não foram descobertos pelos leitores do site – é a única das cinco sem avaliação do público. Veja abaixo os trailers das cinco produções canceladas. Dear Friends! Please allow me to introduce the first trailer for TOO OLD TO DIE YOUNG. ??❤️ See you on Prime Video June 14. ? @TOTDYTV #byNWR pic.twitter.com/kl118mhbQK pic.twitter.com/Vyj3GmxH2K — Nicolas Winding Refn (@NicolasWR) April 3, 2019
Enterro musical da série Transparent ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo poster e trailer do final da série “Transparent”, que vai acabar com um episódio especial, o primeiro e único sem o protagonista Jeffrey Tambor, demitido após denúncias de assédio sexual. O destino de seu personagem, um pai de família que inicia a transição de gênero na Terceira Idade, assumindo a identidade social de Maura Pfefferman, é revelado logo no começo do vídeo. “Maura morreu”, revela Davina (Alexandra Billings) num telefonema para Shelly (Judith Light), a esposa do falecido. E qual a reação da viúva – e de todo o elenco da produção? Cantar e dançar. E fazer o enterro – em mais de um sentido. A criadora da série, Jill Soloway, decidiu encerrar “Transparent” com um episódio musical em vez de produzir uma 5ª temporada completa – ou uma versão encurtada dela. Tambor foi demitido em fevereiro do ano passado, após uma investigação interna, que apurou denúncia de uma ex-assistente pessoal, Van Barnes, feita em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava comportamento inadequado por parte do ator. Logo em seguida, a colega de elenco Trace Lysette acusou o ator de ter feito comentários sexuais e tentado abusar dela em ocasiões diferentes. Ambas são transexuais. Após a primeira acusação, o ator de 73 anos, que venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, chegou a vir a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. Mas, diante da segunda denúncia, disse que sua permanência na série tinha se tornado insustentável. “Por conta da atmosfera politizada que parece ter afetado nosso set, eu não vejo como posso voltar a ‘Transparent'”, ele chegou a desabafar, em comunicado. Ao ser informado por mensagem de texto que tinha sido demitido, ele ainda se declarou “profundamente desapontado” pelas acusações “injustas”. E logo depois foi arranjar confusão no set de “Arrested Development”, que também chegou ao fim na Netflix. Jeffrey Tambor venceu dois Emmys e um Globo de Ouro como Melhor Ator em Série de Comédia por “Transparent”. Mas o zeitgeist cultural evoluiu muito desde então. Após a série pioneira, mais produções passaram a incluir personagens transexuais em suas tramas, e todos elas são, ao contrário de Tambor, interpretadas por atores transexuais. Há atualmente um entendimento de que heterossexuais não devem viver personagens trans – o que levou até Scarlett Johanssen a abandonar um papel no cinema, num filme sobre uma gângster transexual que, sem ela, como queriam politicamente corretos, não será mais feito. O final musical da série “Transparent” será disponibilizado em 27 de setembro no serviço Prime Video da Amazon.
Amazon renova The Expanse e Carnival Row para novas temporadas
A Amazon renovou as séries “The Expanse” e “Carnival Row” para novas temporadas. Ambas são produções caras, ambiciosas e repletas de efeitos visuais. E têm outro detalhe em comum. A 4ª temporada de “The Expanse”, que também é a primeira produzida para a plataforma Prime Video, e a 1ª de “Carnival Row” ainda não estrearam. A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, anunciou as renovações neste sábado (22/7), durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). No mesmo evento, ela também confirmou o cancelamento de três séries (leia aqui). Criada por Travis Beacham (roteirista de “Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”), “Carnival Row” se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Essas criaturas fugiram de suas terras destruídas por uma guerra em busca de refúgio entre a humanidade. Mas, como acontece com os imigrantes no mundo real, sua chegada faz nascer guetos e tensões. E logo uma série de assassinatos começa a abalar a frágil paz da cidade. O elenco é liderado por Orlando Bloom (“O Senhor dos Anéis”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), respectivamente como uma fada e um inspetor de polícia, e a estreia está marcada para 30 de agosto. Já “The Expanse” foi resgatada pela Amazon após ter sido cancelada pelo canal pago SyFy em maio do ano passado. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série adapta a saga literária “Leviatã Desperta” (Leviathan Wakes), de James S. A. Corey, passada 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. Os novos episódios vão mostrar a chegada da humanidade a planetas mais distantes, mas apenas a partir do dia 13 de dezembro.
Atriz de Counterpart se revolta com executivo que cancelou a série por ser “muito masculina”
Como se poderia esperar, pegou muito mal a declaração do diretor de operações do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, para justificar o cancelamento da elogiadíssima série “Counterpart”, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela disse que a série era boa, mas “muito complicada” e “muito masculina”. E que o canal decidiu privilegiar produções femininas. A atriz Nazanin Boniadi foi ao Twitter protestar. Ela lembrou que “Olivia Williams, Sara Serraiocco, Betty Gabriel e eu pudemos interpretar mulheres complexas, multifacetadas e f*donas, que não estavam em cena para servir aos homens ao redor delas”. “Eu gostaria de encontrar mais roteiros com papéis femininos tão envolventes quanto os de ‘Counterpart'”, acrescentou. Os seguidores da atriz ainda acrescentaram que ouvir que uma obra é “muito complicada” e “muito masculina” numa mesma frase era algo absurdo, como se mulheres não fossem inteligentes para acompanhar uma série bem escrita. A equipe da produção se juntou às reclamações para lembrar que a maioria dos autores responsáveis pela trama “muito masculina” eram mulheres. A redação contava com nove escritores, incluindo o criador Justin Marks, dos quais cinco eram roteiristas femininas. A série era, portanto, mais feminina que masculina. Justin Marks também lamentou, usando apenas uma gif de Olivia Williams decepcionada como resposta. Hmmm… #OliviaWilliams, #SaraSerraiocco, #BettyGabriel & I got to play some badass, multifaceted, complex women who existed in their own right & not just to serve the men around them. I wish I came across more scripts w/ female roles as compelling as the ones in #Counterpart — Nazanin Boniadi (@NazaninBoniadi) July 27, 2019 Our writers room was predominately made of women. — Maegan Houang (@houangm) July 27, 2019 pic.twitter.com/IK34PgAw4o — Justin Marks (@Justin_Marks_) July 26, 2019
Counterpart foi cancelada por ser “muito masculina”
O diretor de operações do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, deu a pior explicação possível para o cancelamento da elogiadíssima série “Counterpart”, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela seria “muito masculina”. A declaração foi feita durante o painel do canal no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), diante do questionamento sobre a decisão de não renovar a série estrelada pelo vencedor do Oscar J.K. Simmons (“Whiplash”) para sua 3ª temporada. “’Counterpart’ foi uma grande série, tivemos ótimos parceiros na produtora MRC e Justin [Marks, criador da série] é um grande escritor, mas foi uma série muito complicada, uma série muito masculina. Quando contratamos a produção e nos comprometemos a fazer duas temporadas, ainda não tínhamos aprofundado essa estratégia de ser um canal premium feminino”, disse ele. “Quando você pondera renovar uma série, ela realmente precisa atender ao público feminino principal e, se isso não for feito, precisamos encontrar outra coisa”, acrescentou Hirsch. “Se não serve a nossa estratégia central, não vamos fazer.” Considerada pela crítica a melhor série sci-fi do século 21, infinitamente superior a “Westworld” (86%), “The Handmaid’s Tale” (87%), “Stranger Things” (93%) e até “Game of Thrones” (89%), “Counterpart” teve cada uma de suas duas temporadas aprovadas com 100% no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, foi cancelada porque atraiu público “masculino”. Hirsch também disse que cancelou a série “Now Apocalypse”, do cineasta Gregg Araki (“Mistérios da Carne””), porque ela atraiu “pouco público feminino”. A série de maior audiência do Starz é a masculina “Power”, centrada em homens gângsteres e com pouquíssimas mulheres em papéis de destaque – ao contrário de “Counterpart”, que tinha oito protagonistas, cinco deles mulheres. O canal também encomendou recentemente um spin-off da franquia cinematográfica “John Wick”, cujo último filme foi visto por público majoritariamente masculino – 63% de homens em sua estreia nos cinemas americanos.
Netflix revolta a crítica com cancelamento de Tuca & Bertie
A Netflix anunciou o cancelamento da série animada “Tuca & Bertie” após apenas uma temporada. A animação criada por Lisa Hanawalt e produzida pela equipe do sucesso “BoJack Horsemen” contava a história de duas amigas passarinhas em suas aventuras e crises comuns às fêmeas de qualquer espécie, com dublagem original das comediantes Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) e Ali Wong (“American Housewife”). O cancelamento foi muito lamentado pela crítica e até gerou alguns editoriais em publicações importantes, como a revista Variety. A série tinha 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes e seu final abrupto, após apenas 10 episódios, foi considerado “uma perda desapontadora”. Fãs também estão reclamando ativamente nas redes sociais com a hashtag #SaveTucaAndBertie. Em seu comunicado oficial, a plataforma de streaming elogiou todo o trabalho dos produtores e elenco de voz, ressaltando que “ainda que ‘Tuca & Bertie’ não tenha uma 2ª temporada, temos orgulho de exibir essa história na Netflix por muitos anos”. Trata-se do texto padrão que acompanha o anúncio de cancelamentos de todas as séries da Netflix, que os fãs da Marvel sabem de cor. Detalhe: a Netflix Brasil jamais disponibilizou um trailer de “Tuca & Bertie” em seu canal do YouTube para avisar sobre a existência da série. Veja abaixo um trailer americano para “descobrir” do que se trata.












