Elenco de GLOW lança campanha para encerrar a série com filme
O elenco completo de “GLOW” se reuniu num evento virtual no sábado (10/11) para relembrar os melhores momentos da série. O encontro, que deveria ser festivo, acabou tendo clima de velório, porque a série foi cancelada pela Netflix na semana passada, após ter sido renovada para sua 4ª temporada. A plataforma justificou a decisão pelas dificuldades criadas para gravar cenas de lutas em meio à pandemia de coronavírus. Ao introduzir a reunião, a atriz Betty Gilpin ressaltou que ela foi programada antes do cancelamento ser anunciado. “A gente ainda achava que teríamos uma 4ª temporada, então parece que a gente convidou vocês para o nosso casamento e daí o noivo fez sexo com uma garçonete e agora só estamos bêbadas no salão de festa gritando ‘aproveitem os quiches porque acabou!'” Durante a conversa, o ator Marc Maron defendeu que a Netflix fizesse um filme para concluir a história de “GLOW” e dar um encerramento mais respeitoso à série. “Seria uma coisa muito divertida, e me parece algo que a Netflix poderia fazer. Seria simples e resolveria o problema. Mas quem sabe o que eles vão fazer? Eu acho uma ótima ideia e eu espero que as pessoas apoiem o suficiente para levantar o interesse dos executivos lá”. Com o cancelamento, a trama da atração ficará sem o final planejado por seus produtores. O fim da série passa a ser o último capítulo da 3ª temporada, exibido há mais de um ano, em agosto de 2019. Detalhe: esse final passa longe de ser definitivo, pois preparava a história para um novo recomeço. No fundo, porém, a decisão da plataforma apenas apressou o cancelamento, já que os planos previam encerrar a série no quarto ano da produção. Inspirado em fatos reais, a atração acompanhava as aventuras de um grupo de mulheres reunido pelo produtor Sam Sylvia (Marc Maron) para estrelar um pioneiro programa de TV de luta livre feminina nos anos 1980. No final do terceiro ano, a estrela das lutas, Debbie (Betty Gilpin), resolveu criar sua própria produtora e profissionalizar o negócio, causando um racha. O elenco também incluía Alison Brie (“Community”), Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. “GLOW” foi indicada a 15 Emmys e venceu três estatuetas da Academia da Televisão.
Elenco de GLOW reage com tristeza ao cancelamento da série
O elenco de “GLOW” lamentou nas redes sociais a forma como aconteceu o cancelamento inesperado da série, anunciado pela Netflix na segunda-feira (5/10). A plataforma considerou que a produção tinha ficado inviabilizada, após seguidos adiamentos de gravações da 4ª temporada, devido à pandemia de coronavírus, e deixou a trama sem o final prometido. Alison Brie, Marc Maron e outras estrelas declararam-se tristes e desapontados com a decisão. “Vou sentir falta disso… Mas serei sempre grata à minha família ‘GLOW’ por mudar minha vida para sempre”, escreveu Brie no Instagram, compartilhando uma foto com suas colegas de elenco no set da produção, fazendo caretas estúpidas em seus trajes de luta. Rebekka Johnson, por sua vez, reagiu à notícia pedindo aos seguidores do Twitter que usassem suas máscaras, já que a covid-19 continua impedindo gravações de diversos outros títulos. Veja as reações das estrelas abaixo. Ver essa foto no Instagram Going to miss this… Forever grateful to my GLOW family for changing my life forever. ❤️ #glownetflix Uma publicação compartilhada por Alison Brie (@alisonbrie) em 5 de Out, 2020 às 4:32 PDT WEAR A MASK! 😭😭😭😭 https://t.co/nqTE7Rcirz — rebekka johnson (@HelloRebekka) October 5, 2020 devastated. #saveglow https://t.co/4eOhFlmTrG — Kimmy Gatewood (@kimmygatewood) October 6, 2020 No more GLOW. Sorry. Stinks. — marc maron (@marcmaron) October 5, 2020 My heart. pic.twitter.com/JCaQwTpfC3 — Britt Baron (@brittbaron) October 5, 2020 So glad to have been a tiny part of this show. I will play Betty Gilpin’s husband or ex-husband or mail carrier or anything, anytime anyone ever asks me to. She’s one of my favorite scene partners of all time, and I was beyond lucky to get to stand toe-to-toe with her. https://t.co/RgoPjZRJU0 — Rich Sommer (@richsommer) October 5, 2020 Thank you for changing my life Liz. https://t.co/ochd0m7LSw — Shakira Barrera (@Shakirax3) October 5, 2020
GLOW: Pandemia impede 4ª temporada e série é cancelada
A Netflix decidiu cancelar a série “GLOW” após vários adiamentos do começo das gravações de sua 4ª temporada. As restrições impostas pelos protocolos de higiene e segurança para a retomada dos trabalhos durante a pandemia tornaram muito difícil a continuidade da produção, graças ao contato físico constante exigido pelas cenas que retratam lutas livres femininas. “Tomamos a difícil decisão de não fazer uma 4ª temporada de ‘GLOW’ devido ao coronavírus, que tornou a gravação desta série fisicamente íntima com seu grande elenco especialmente desafiadora”, disse a Netflix em um comunicado. “Somos muito gratos aos criadores Liz Flahive e Carly Mensch, Jenji Kohan e todos os escritores, elenco e equipe por compartilhar esta história sobre as mulheres incríveis de ‘GLOW’ conosco e com o mundo.” A série tinha sido renovada no ano passado e a produção chegou a começar os trabalhos da 4ª temporada nos primeiros meses do ano, mas foi interrompida em seu início devido à pandemia. Segundo apurou a revista Variety, os atores foram pagos integralmente pela 4ª temporada. “O coronavírus matou seres humanos reais. É uma tragédia nacional e deve ser nosso foco. O coronavírus também aparentemente tirou nosso programa do ar”, disseram os criadores da série, Liz Flahive e Carly Mensch, em um comunicado. “A Netflix decidiu não terminar as gravações da última temporada de ‘GLOW’. Recebemos liberdade criativa para fazer uma comédia complicada sobre mulheres e contar suas histórias. E lutas. E agora isso se foi. Há um monte de coisas ruins acontecendo no mundo que são muito maiores do que isso agora. Mas ainda é uma pena que não possamos ver essas 15 mulheres juntas novamente. Sentiremos falta de nosso elenco de palhaços estranhos e de nossa equipe heroica. Foi o melhor trabalho”. Com o cancelamento, a trama da atração ficará sem o final planejado por seus produtores. O fim da série passa a ser o último capítulo da 3ª temporada, exibido há mais de um ano, em agosto de 2019. Detalhe: esse final passa longe de ser definitivo, pois preparava a história para um novo recomeço. No fundo, porém, a decisão da plataforma apenas apressou o cancelamento, já que os planos previam encerrar a série no quarto ano da produção. Inspirado em fatos reais, a atração acompanhava as aventuras de um grupo de mulheres reunido pelo produtor Sam Sylvia (Marc Maron) para estrelar um pioneiro programa de TV de luta livre feminina nos anos 1980. No final do terceiro ano, a estrela das lutas, Debbie (Betty Gilpin), resolveu criar sua própria produtora e profissionalizar o negócio, causando um racha. O elenco também incluía Alison Brie (“Community”), Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. “GLOW” foi indicada a 15 Emmys e venceu três estatuetas da Academia da Televisão. A notícia é especialmente ruim para a produtora Jenji Kohan, que, além de “GLOW”, ainda perdeu sua nova série, “Caçadora de Recompensas”, também cancelada pela Netflix nesta segunda (5/10).
Netflix cancela Caçadoras de Recompensas na 1ª temporada
A Netflix cancelou a série “Caçadoras de Recompensas”, que no Brasil eliminou parte de seu título original. A série era na verdade sobre caçadoras de recompensa adolescentes e a palavra eliminada do título original, “Teenage Bounty Hunters”, é que fazia a diferença – e dava o tom – da produção. O cancelamento foi confirmado cerca de dois meses após a estreia da produção, que disponibilizou seus 10 episódios no dia 14 de agosto. A série girava em torno de duas irmãs gêmeas que levam a rebeldia adolescente a outro nível, ao descobrir que são capazes de surpreender e prender criminosos, porque ninguém desconfia que adolescentes possam fazer isso, e decidem se juntar a um caçador de recompensas veterano para aprender os truques do negócio. Os episódios mostravam as duas equilibrando os riscos de sua profissão secreta com os problemas de sua vida no ensino médio, incluindo romance, sexo, aulas e, claro, as terríveis meninas populares da escola. O elenco era encabeçado por Maddie Phillips (“Ghost Wars”) e Anjelica Bette Fellini (“The Gifted”) como as irmãs caçadoras de recompensa, Kadeem Hardison (“Agente K.C.”) como seu mentor, Virginia Williams (“Charmed”) e Mackenzie Astin (“Homeland”) como os pais sem noção e Spencer House (“The Society”) como o bonitão da classe. Primeira série criada por Kathleen Jordan (roteirista de “American Princess”), “Caçadoras de Recompensas” contava com os experientes Jenji Kohan (criadora de “Weeds” e “Orange Is the New Black”) e Jesse Peretz (diretor de “Juliet, Nua e Crua”) entre os produtores. Peretz também dirigiu o primeiro episódio.
F Is For Family é renovada para 5ª e última temporada
A Netflix renovou “F Is for Family” para sua 5ª e última temporada. A série animada, que lembra uma mistura de “Os Simpsons” e “O Rei do Pedaço”, acompanha a família Murphy, bem mais desbocada que os personagens das animações da Fox. E também politicamente incorretos, já que a trama se passa nos anos 1970. A série é uma criação de Michael Price, produtor-roteirista de “Os Simpsons”, e Bill Burr, humorista americano de stand-up que participou das comédias “Uma Noite Fora de Série” (2010), “As Bem-Armadas” (2014) e “Pai em Dose Dupla” (2015). Além de escrever os episódios, Burr dubla Frank Murphy, o patriarca de uma família dos anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo o criador. O elenco de vozes ainda inclui Laura Dern (“Big Little Lies”) como Sue, a esposa de Frank, e Justin Long (“Amor à Distância”) como o filho mais velho, Kevin, além de incluir participações do comediante Vince Vaughn (“Os Estagiários”), que também é produtor da atração. “Trabalhar neste programa com o grande Bill Burr, Vince Vaughn e nosso incrível elenco, escritores, produtores e equipe foi a maior alegria da minha vida, e estou muito feliz por podermos fazer mais uma temporada com os Murphys, disse o co-criador e produtor executivo Price em comunicado. “Serei eternamente grato a todos na Netflix, Gaumont e Wild West que nos deixaram compartilhar essa família estressada, desbocada e amorosa com o mundo.” A 4ª temporada foi disponibilizada em junho passado e não há previsão para a estreia dos novos/últimos episódios.
Netflix cancela O Cristal Encantado e deixa série sem fim
A Netflix decidiu cancelar “O Cristal Encantado: A Era da Resistência”. O cancelamento foi comunicado após a série ganhar o Emmy de Melhor Programa Infantil na semana passada, e um ano após a estreia da atração. “Podemos confirmar que não teremos mais temporadas de ‘O Cristal Encantado: A Era da Resistência”, disse a produtora Lisa Henson, em comunicado divulgado à imprensa nesta segunda (21/9). “Sabemos que os fãs gostariam de saber como esse capítulo da saga se encerra, por isso nós procuraremos formas de contar essa história no futuro”, ela acrescentou. “Agradecemos à Netflix por ter acreditado na gente e realizado uma série tão ambiciosa. Estamos muito orgulhosos pelo trabalho feito em ‘A Era da Resistência’, que foi aclamado pelos fãs, pela crítica e por nossos colegas”, encerrou a produtora. Com a decisão, a série ficou sem final, já que acabou num cliffhanger. Não está claro porque exatamente a produção não foi renovada ou o que levou a Netflix a se manifestar apenas após um ano, mas o site The Hollywood Reporter apurou que “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” foi considerada um fracasso para a plataforma de streaming, a ponto de ser citada como um dos motivos do afastamento da executiva de longa data Cindy Holland, que ajudou a dar vida à série. Uma “decepção cara”, de acordo com uma fonte não identificada. Ao falar sobre a série com o site Gizmodo, no início deste ano, o produtor executivo Javier Grillo-Marxuach observou que o programa não era apenas caro como também apresentou a produção mais longa da história da Netflix. “Esta série não é uma franquia que você pode dizer ‘Ok, vamos contratar um monte de novos escritores para desenvolver a primeira temporada’. Este é um trabalho dinástico de amor artesanal. Para fazer direito, você precisa de todos. Você precisa dos Hensons, você precisa dos Frouds. Você precisa de um certo compromisso financeiro e também aceitar o fato de que leva tempo. E é difícil acertar. De tudo em que trabalhei, este era provavelmente a série mais difícil de acertar. E todas as condições precisam ser reunidas para que seja exatamente o que precisa ser”, explicou o produtor. A série era um prólogo do clássico infantil “O Cristal Encantado” (1982), de Jim Henson, que foi o primeiro filme de fantasia feito inteiramente com bonecos. Além disso, os bichos não são fantoches, como os Muppets, mas animatronics, que se movimentavam por meio de comandos eletrônicos, e isso foi mantido na série, aliado a efeitos visuais modernos. O comando da produção ficou nas mãos do cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que produziu e dirigiu os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix, com roteiros de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). Já o elenco de dubladores reuniu uma constelação de estrelas, como Taron Egerton (“Robin Hood: A Origem”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), que deram vida aos heróis Rian, Brea e Deet, protagonistas da série. Além deles, o elenco coadjuvante era igualmente impressionante, incluindo Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Lena Headey (“Game of Thrones”), Natalie Dormer (também de “Game of Thrones”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”).
Younger vai acabar na 7ª temporada
O criador de “Younger”, Darren Star, revelou que a vindoura temporada será o final da série. Ele deu a notícia durante entrevista promocional de sua nova atração na Netflix, “Emily in Paris”, para o site TVLine. “Estamos planejando não oficialmente [a 7ª temporada] como uma temporada final”, disse o produtor. A série do canal pago americano TV Land que está fora do ar desde que concluiu sua 6ª temporada em setembro de 2019. A atração estava prestes a começar a rodar sua 7ª temporada em Nova York quando a pandemia paralisou todas as produções. Com as gravações agora marcadas para começar “em algumas semanas”, Star atualmente pondera sobre como irá integrar a crise do coronavírus na história – mas isso não deve acontecer no início da 7ª temporada. “Muitos episódios foram escritos” antes da pandemia, o produtor contou ao TVLine. Além disso, “a ação de ‘Younger’ meio que começa de onde parou a última temporada, que foi antes da pandemia. Mas acho que estamos ansiosos para incorporá-la à ação conforme a temporada avançar”. E mesmo que a próxima temporada seja de fato o canto do cisne do show, o mundo de “Younger” pode continuar em uma série derivada. Star confirmou que um spin-off centrado na personagem Kelsey Peters, vivida por Hilary Duff (a eterna “Lizzie McGuire”), está em desenvolvimento. A comédia romântica idealizada pelo criador de “Sex And The City” adapta o romance homônimo de Pamela Redmond Satran e acompanha Liza (Sutton Foster), uma mãe solteira de 40 anos que finge ter menos de 30 para conseguir e manter um emprego. Mas além de se esforçar para parecer mais nova, ela também tem que se adaptar à juventude dos dias de hoje. Além de Foster e Duff, o elenco ainda conta com Miriam Shor (série “The Good Wife”), Peter Hermann (série “Law & Order: SVU”), Molly Bernard (“Sully”), Charles Michael Davis (série “The Originals”), Nico Tortorella (série “The Following”) e Debi Mazar (série “Entourage”).
J.K. Rowling é “cancelada” ao lançar livro sobre assassino travesti
Longe de querer encerrar a polêmica que lhe rendeu fama de transfóbica, a escritora J.K. Rowling, criadora de Harry Potter, resolveu acirrar ainda mais os ânimos da comunidade LGBTQIA+ com o lançamento de um livro sobre um assassino travesti. Intitulado “Troubled Blood”, o livro faz parte da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o – contraditório, no contexto – pseudônimo masculino de Robert Galbraith. O lançamento acontece nesta terça-feira (15/9), mas bastou sua sinopse para diversas manifestações negativas originarem a hashtag #RIPJKRowling, decretando a morte – ou o cancelamento definitivo – da escritora. O jornalista Jake Kerridge, que resenhou o livro para o jornal britânico The Telegaph, foi um dos primeiros a alertar que “Troubled Blood” tem uma “subtrama de fazer os críticos de Rowling fumegarem de raiva”. A moral do livro, de acordo com a avaliação de Kerridge, é “nunca confie em um homem de vestido”. Na história, Cormoran Strike investiga um caso ocorrido em 1974, em que o desaparecimento de uma mulher parece relacionado a um serial killer que se veste de mulher. A descrição remete a um dos argumentos utilizados por Rowling para atacar o que ela chama de “ativismo trans”. Dizendo que seu ponto de vista era feminista, ela escreveu em junho no seu blog: “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele… Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”. Por conta dessas posições, ela foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne, e ainda ganhou uma lição de Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV. Maines, que aos 15 anos foi proibida de frequentar o banheiro de sua escola, escreveu um longo ensaio para demonstrar que a falta de fundamento dos argumentos de Rowling expressavam apenas preconceito. Amanda Arnold, do site The Cut, sintetizou o problema, num artigo publicado nesta segunda (14/9). “Depois de escrever a série de livros infantis mais vendidos da História, poderia-se imaginar que JK Rowling sairia dos holofotes para buscar uma vida mais tranquila e confortável. Em vez disso, nos últimos nove meses, a autora de Harry Potter decidiu direcionar sua energia para multiplicar suas opiniões não solicitadas sobre mulheres trans – ou seja, sua crença de que mulheres trans não se qualificam de fato como mulheres”. Os maiores fã-clubes de Harry Potter já tinham renegado a autora, afirmando que não divulgaria nenhuma de suas ações que não tivessem relação ao universo do bruxinho. Em julho, os sites da MuggleNet e The Leaky Cauldron, duas das maiores e mais bem estabelecidas comunidades de fãs do universo infantil da autora, divulgaram um comunicado conjunto em apoio a pessoas trans e rejeitando os comentários transfóbicos reiterados por Rowling. “Embora seja difícil falar contra alguém cujo trabalho há tanto tempo admiramos, seria errado não usar nossas plataformas para combater os danos que ela causou”, diz o texto. Como a escritora se mantem obcecada em alimentar cada vez mais a polêmica, a Warner não sabe o que fazer em relação a “Animais Fantásticos 3”, que perdeu cronograma de filmagens, embora estivesse em pré-produção quando a pandemia paralisou seus trabalhos. Para complicar, o filme pode ser estrelado por Johnny Depp, que é outro que insiste em jogar sua imagem na lama, levando escândalos pessoais para julgamentos públicos. A pandemia pode ser uma boa desculpa para o estúdio cancelar a produção.
Amazon desiste de série sobre conquistadores espanhóis com Javier Bardem
As restrições geradas pelos cuidados demandados pelo coronavírus levaram a Amazona desistir de produzir uma série sobre a conquista espanhola do México. Produzida pela Amblin, empresa de Steven Spielberg, a série, intitulada “Cortés y Moctezuma”, seria estrelada por Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Em comunicado conjunto, Amazon e Amblin afirmaram que não haveria como “reiniciar a produção num futuro próximo para alcançar a escala e o escopo planejados” para a série. As empresas afirmaram que têm “enorme respeito” pelo trabalho de toda equipe, incluindo os produtores – e astros mexicanos – Gael García Bernal e Diego Luna e o roteirista Steve Zaillian (“O Irlandês”). “Esperamos trabalhar juntos no futuro”, diz o anúncio do cancelamento. Projeto antigo de Spielberg, que chegou a ser considerado para o cinema, “Cortés y Moctuzema” teria um orçamento altíssimo comparado a outras séries e era vista como a maior produção em língua espanhola da história. Além do custo elevado, a quantidade de figurantes prevista para várias cenas tornou a produção impraticável devido a pandemia. Além disso, manter guardados e intactos todos os (muitos) cenários já criados para produção por tempo indeterminado provou-se proibitivo, especialmente caro para uma série sem previsão de gravação.
Produtor revela destruição da casa de Sabrina após cancelamento da Netflix
O produtor Robert Aguirre-Sacasa divulgou um vídeo “brutal” em seu Instagram, em que mostra a demolição da casa da família Spellman, lar da bruxinha Sabrina. Na legenda, o roteirista e produtor disse que a designer Lisa Soper guardou o cata-vento e alguns sapos de madeira da casa. “Muito amor e magia entraram nesta casa das bruxas. Muitas memórias foram feitas dentro de suas paredes. Muitas noites eram passadas aqui. Com muitos mosquitos e muitas rãs. E muitas pessoas maravilhosas, todas tendo o mesmo sonho sombrio”, contou. A demolição foi consequência do cancelamento de “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. A série vai acabar em sua Parte 4, já gravada, mas ainda sem previsão de estreia. Curiosamente, “O Mundo Sombrio de Sabrina” parecia ser um dos grandes sucessos da Netflix, que não revela números de audiência. A impressão se devia ao fato de o programa ter ganhado um especial de Natal e ter sido renovado com bastante antecedência (no final de 2018) para suas Partes 3 e 4. O final de “Sabrina” é a culminação de uma fase terrível na carreira de Aguirre-Sacasa, que recentemente também teve sua outra série baseada em quadrinhos da Archie Comics, “Katy Keene”, cancelada pela rede The CW após a 1ª temporada. Além disso, o projeto que ele desenvolvia para a rede ABC, “The Brides”, sobre as noivas de Drácula, foi recusado. Nesta semana, começou a circular a informação de que ele estaria envolvido num projeto de reboot de “Pretty Little Liars” (saiba mais). Mas de concreto mesmo o produtor só tem atualmente uma série no ar, “Riverdale”, justamente sua primeira atração, que retornará para a 5ª temporada em 2021. Ver essa foto no Instagram Prepare yourselves, Coven. This one is brutal. A lot of love and magic went into this witch-house. A lot of memories were made within its walls. A lot of late nights were spent here. With a lot of mosquitoes and a lot of frogs. And a lot of wonderful people all dreaming the same dark dream. (I always picture @kiernanshipka in her special chair, sleeping soundly, with her familiar Frankie guarding her.) Before shooting started, we spent many, many weeks looking for the Spellman house. In the end, our incredible production designer @lieselottesoper said: “I think we need to build it. This has to be as iconic as the Psycho house.” And that’s what Lisa and her team made. She was there today when they knocked it down. And she saved certain things, including the house’s weathervane. (And maybe the odd wooden frog or two.) We haven’t seen the last of that weathervane. As Zelda says in Part Four: “There is no death for witches. Only transformation.” The story of the witches of Greendale isn’t over. We still have Part Four, waiting for you, with the Eldritch terrors. And after that… Well, come closer and I’ll tell you a secret…🔮🖤📺🔥🌑🕷👠👩👩👧🧟♂️👸🏼👨🏻💻💋 Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras) em 31 de Ago, 2020 às 10:31 PDT
NOS4A2 é cancelada após duas temporadas
O canal pago americano AMC cancelou “NOS4A2” (lê-se “Nosferatu”), uma semana após o final da 2º temporada. O showrunner Jami O’Brien compartilhou a notícia no Twitter: “Bem, amigos, ouvi do AMC na semana passada. Não vamos fazer uma 3ª temporada de ‘NOS4A2’. É uma chatice, mas estou grato por termos conseguido pelo menos terminar de adaptar o enredo do romance fantástico de Joe Hill… Parabéns a cada membro de nossa equipe fenomenal por duas temporadas de TV estranha e maravilhosa. Vou sentir falta de ver todos em Little Rhody este ano, mas estou extremamente orgulhoso de tudo o que fizemos juntos.” A série teve uma estreia razoável, mas perdeu metade do público na 2ª temporada. Baseada no livro de mesmo nome do autor Joe Hill (“Amaldiçoado”), filho do escritor Stephen King (“It – A Coisa”), a série acompanhava a luta de Vic McQueen (Ashleigh Cummings), uma jovem artista que descobre que tem uma habilidade sobrenatural de rastrear Charlie Manx (Zachary Quinto), um vilão aparentemente imortal, que se alimenta de almas de crianças e depois joga o que sobrou delas em “Christmasland” – “uma distorcida vila natalina imaginada por Manx, onde todos os dias são Natal e a infelicidade é contra a lei”, segundo a descrição oficial. A adaptação era assinada pela produtora-roteirista Jami O’Brien (de “Fear the Walking Dead”) e também era transmitida no Brasil pelo canal pago AMC. CONGRATULATIONS to every single member of our phenomenal team on two seasons of weird and wonderful TV. I will miss seeing everyone back in Little Rhody this year, but I’m awfully proud of all we’ve done together… 2/4 — Jami O'Brien (@jami_obrien) August 31, 2020
Altered Carbon é cancelada após duas temporadas
A Netflix cancelou a série de ficção científica “Altered Carbon”, seis meses após a exibição da sua 2ª temporada. A série também rendeu um longa animado, lançado em março passado, mas teria sofrido queda de audiência após a mudança de protagonista entre o primeiro e o segundo ano de produção. Graças à sua premissa sci-fi, a troca de intérprete foi integrada ao roteiro. Vivido pelo ator sueco Joel Kinnaman (o Rick Flag de “Esquadrão Suicida”), Takeshi Kovacks foi interpretado por Anthony Mackie (o Falcão de “Vingadores: Ultimato”) na última temporada. O personagem, por sinal, também já foi mostrado como um homem oriental, encarnado por Will Yun Lee (da série “The Good Doctor”) em flashbacks da temporada inaugural e como um clone na temporada final. Esta multiplicidade de aparências se deve a “Altered Carbon” se passar num futuro distante, em que a mente humana foi digitalizada e quem tem dinheiro pode transferir todas as suas memórias e sua personalidade de um corpo para outro, conforme vai envelhecendo, para usufruir da vida eterna. A série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), e era baseada numa saga literária cyberpunk de Richard K. Morgan. O elenco de coadjuvantes ainda incluía Renée Elise Goldsberry e Chris Conner como a líder rebelde Quellcrist Falconer e a inteligência artificial Poe, além de Simone Missick (a Misty Knight de “Luke Cage”), Dina Shihabi (“Jack Ryan”), Toren Liebrecht (“Operação Final”) e James Saito (“Eli Stone”) na 2ª temporada.
Penny Dreadful: City of Angels é cancelada após uma temporada
O canal pago Showtime cancelou “Penny Dreadful: City of Angels”. O spin-off de “Penny Dreadful” não conseguiu repetir a performance da série original, atraindo metade da audiência que acompanhou a primeira encarnação do programa. “O Showtime decidiu não avançar com outra temporada de ‘Penny Dreadful: City of Angels’. Gostaríamos de agradecer aos produtores executivos John Logan, Michael Aguilar e todo o elenco e equipe por seu excelente trabalho neste projeto”, disse o canal pago em comunicado nesta sexta-feira (21/9). A decisão frustra os planos do criador John Logan, que já tinha planejado uma 2ª temporada. “Eu tenho um plano para a próxima temporada; espero que continue indefinidamente. Há tantas histórias que estou animado para continuar explorando”, ele disse em abril ao Hollywood Reporter. Logan e Showtime lançaram a bem-sucedida “Penny Dreadful” em 2014, utilizando personagens famosos da literatura gótica, incluindo o monstro de Frankenstein, Dorian Gray, o Lobisomem e personagens do romance “Drácula”, interpretados por um elenco de cinema – Eva Green, Josh Hartnet, Timothy Dalton. Mas o criador resolver encerrar, de surpresa, a produção em sua 3ª temporada. Em sua nova versão, a série abandonou os personagens góticos e avançou no tempo para mostrar a Los Angeles dos anos 1930, explorando terrores reais, como o fascismo e o racismo, ao lado de aparições do além. Na trama, ao investigar um assassinato macabro, um detetive (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) acaba descobrindo um submundo das trevas na metrópole americana. O elenco incluía ainda Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”), a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”) e principalmente Natalie Dormer (“Game of Thrones”), que encarnou quatro personagens diferentes. O cancelamento de “Penny Dreadful: City of Angels” acompanha o final de várias séries do Showtime, como “Homeland”, “Shameless”, “Ray Donovan” e “Kidding”.












