Amazon descarta série da “Máfia dos Tigres” com Nicolas Cage
A Amazon desistiu de produzir uma minissérie baseada na vida de Joe Exotic, que seria estrelada por Nicolas Cage. Diante da reviravolta, a produtora CBS Television Studios deve levar o projeto para outras plataformas. A decisão da Amazon pode ter levada em conta a ligação do personagem com sua maior rival na guerra dos streamings. A história de Joe Exotic se tornou mundialmente conhecida após ser transformada na série documental “A Máfia dos Tigres” (Tiger King), da Netflix. De todo modo, a trama não é uma adaptação do programa, visto por 34,3 milhões de assinantes americanos em seus dez primeiros dias, segundo informações não auditadas da Netflix, mas em reportagens da revista Texas Monthly sobre como Exotic ganhou seu apelido, construiu um zoológico particular em Oklahoma e alimentou sua rivalidade mortal com Carole Baskin, ativista de direitos de animais. Criada pelo roteirista Dan Lagana (“American Vandal”), a atração teria entre sete e oito episódios, e deveria marcar a estreia de Nicolas Cage numa série. Com o impasse entre Amazon e CBS, agora a NBCUniversal ganhou tempo para preparar sua própria minissérie sobre Joe Exotic, que será o primeiro programa exibido simultaneamente na TV aberta (rede NBC), TV paga (USA Network) e numa plataforma de streaming (Peacock). Esta produção vai trazer Kate McKinnon como Carole Baskin e John Cameron Mitchell (“Hedwig: Rock, Amor e Traição”) como Joe Exotic, mas ainda não tem previsão de estreia.
“Good Witch” é cancelada após sete temporadas
O canal pago americano Hallmark cancelou a série “Good Witch” após sete temporadas. A atração tinha uma audiência fiel, que rendia mais de 2 milhões de telespectadores ao vivo, e vai exibir seu último episódio no dia 25 de julho. A produção era uma extensão da franquia de telefilmes “A Bruxa do Bem” (The Good Witch), iniciada em 2008 e que antes da série já tinha rendido sete longas produzidos pelo Hallmark. Assim como nos filmes, a atração era estrelada por Catherine Bell (série “Army Wives”) no papel da feiticeira Cassie Nightingale. Ela se manifestou nas redes sociais, agradecendo a experiência. “Sou muito grata por 7 temporadas… e 13 anos (de filmes) de ‘Good Witch’, trabalhando com os mais gentis e talentosos elenco e equipe, produtores, rede! Sempre me senti como numa família”, escreveu Bell em suas redes sociais, após o anúncio do final da produção. Ela também comentou a personagem-título afetou sua vida pessoal pela postura de ser “sempre positiva, inspiradora e edificante”. “Ela me inspirou a ser uma pessoa melhor, a ser mais gentil, amorosa e receptiva”. E completou dizendo que, assim como os fãs, vai sentir falta da série. “Mas estou definitivamente sorrindo porque ela aconteceu.” Os responsáveis pela série eram o diretor Craig Pryce, que dirigiu os telefilmes originais, e a roteirista Sue Tenney, da série clássica “Sétimo Céu” (7th Heaven). E o elenco ainda destacava James Denton (de “Desperate Housewives”), como o vizinho charmoso, Bailee Madison (“The Fosters”) como filha adolescente da bruxa, que saiu da série no final da 5ª temporada ao “ir para a faculdade”, além da recente inclusão de Katherine Barrell (“Wynonna Earp”) como a primeira personagem LGBTQIAP+ do conservador canal Hallmark. No Brasil, as cinco primeiras temporadas foram disponibilizadas pela Netflix. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Catherine Bell (@therealcatherinebell)
Netflix cancela “Cursed” sem fazer alarde
A Netflix cancelou a série “Cursed: A Lenda do Lago”, que não retornará para uma 2ª temporada. Seguindo a prática de esconder seus fracassos, a plataforma não anunciou publicamente o destino da produção, mesmo tendo passado um ano de sua exibição original. Em vez disso, liberou, sem fazer alarde, os atores de seus contratos para buscarem outros trabalhos. Criada por Frank Miller (o autor dos quadrinhos de “300”, “Cavaleiro das Trevas” e “Sin City”) e Tom Wheeler (roteirista da animação “O Gato de Botas”), a série propunha uma revisão radical da conhecida lenda do Rei Arthur, transformando Nimue, a Dama do Lago, em protagonista. A série trazia Katherine Langford (a Hannah de “13 Reasons Why”) como a predestinada Nimue e também destacava Gustaf Skarsgård (o Floki de “Vikings”) como Merlin e Devon Terrell (Barack Obama no drama indie “Barry”) no papel de um Arthur negro e mercenário. Relembre abaixo o trailer da atração, que chegou ao streaming com bastante fanfarra em julho de 2020.
2ª temporada de “Lovecraft Country” teria zumbis
Após o anúncio do cancelamento de “Lovecraft Country”, a showrunner da série, Misha Green, revelou as ideias que foram rejeitadas pela HBO para continuar a produção. Segundo Green, o novo ano mostraria os Estados Unidos divididos em quatro regiões (mapa abaixo), uma das quais seria dominada por zumbis. “Whitelands é um território completamente dominado por zumbis. A maioria deles é lerda, mas algumas regiões têm zumbis rápidos também. Um preço do feitiço ‘da Origem foi a criação da população zumbi”, ela explicou. “Anos após a epidemia, uma força tarefa foi organizada para isolar os zumbis em uma locação só, no centro da América. As Whitelands agora funcionam como uma fronteira perigosa entre o Sul, Oeste e territórios do Norte”, completou. Aparentemente, a HBO não gostou dessa premissa, que afasta radicalmente a trama da história do livro adaptado na 1ª e agora única temporada. Passada nos anos 1950, a trama original girava em torno de Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, na forma de criaturas vorazes, rituais místicos e magia negra, e tentam sobreviver a tudo isso. O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Para a produção, ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criadora da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Com sua mistura de terror, drama racial de época e até ficção científica, a produção virou assunto obrigatório da cultura pop, além de alimentar discussões sobre inclusão e representatividade, no momento em que aconteciam as grandes manifestações do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos EUA. Graças ao engajamento criado por um forte boca a boca, a série estrelada por Jurnee Smollett e Jonathan Majors viu seu público disparar. A atração estreou com 1,5 milhões de espectadores ao vivo na HBO, mas quando terminou sua trajetória, após dois meses de exibição, o episódio inaugural já tinha ultrapassado a marca de 10 milhões de visualizações em todas as mídias. Mas a recepção entusiástica não garantiu uma renovação automática, porque a 1ª temporada foi baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado no Brasil como “Território Lovecraft”) e uma eventual 2ª temporada teria que mostrar uma trama inédita – como aconteceu, por exemplo, com “Big Little Lies”. A HBO esperou para ver qual seria o rumo da história num potencial segundo ano antes de tomar sua decisão. E após ouvir a proposta, preferiu encerrar a produção, recusando a abordagem apresentada. A taste of the Season 2 Bible. Wish we could have brought you #LovecraftCountry: Supremacy. Thank you to everyone who watched and engaged. 🖤✊🏾 #noconfederate pic.twitter.com/BONbSfbjWg — Misha Green (@MishaGreen) July 3, 2021 *whispers* Just to clarify…🧟♀️🧟♂️ #LovecraftCountry pic.twitter.com/rYxrYT1y18 — Misha Green (@MishaGreen) July 3, 2021
“Lovecraft Country” é cancelada pela HBO
Uma das séries mais celebradas e inventivas da HBO em 2020, “Lovecraft Country”, não terá 2ª temporada. Como a atração nunca foi anunciada como minissérie, isso significa que ela foi cancelada, embora o canal pago americano tenha optado pelo cuidado de usar eufemismos ao comunicar a decisão. “Não vamos avançar com uma 2ª temporada de ‘Lovecraft Country’” , disse a emissora em nota à imprensa. “Somos gratos à dedicação do talentoso elenco e equipe, e a Misha Green, que criou esta série inovadora. E para os fãs, obrigado por se juntar a nós nesta jornada”. Com sua mistura de terror, drama racial de época e até ficção científica, “Lovecraft Country” virou assunto obrigatório da cultura pop, além de alimentar discussões sobre inclusão e representatividade, no momento em que aconteceram as grandes manifestações do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos EUA. Graças ao engajamento criado por um forte boca a boca, a série estrelada por Jurnee Smollett e Jonathan Majors viu seu público disparar. A atração estreou com 1,5 milhões de espectadores ao vivo na HBO, mas quando terminou sua trajetória, após dois meses de exibição, o episódio inaugural já tinha ultrapassado a marca de 10 milhões de visualizações em todas as mídias. O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Para a produção, ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criadora da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Já a direção do primeiro episódio ficou a cargo de outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). Passada nos anos 1950, a trama girava em torno de Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, na forma de criaturas vorazes, e tentam sobreviver a tudo isso. Mas a recepção entusiástica não garantiu uma renovação automática, porque a 1ª temporada foi baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado no Brasil como “Território Lovecraft”) e uma eventual 2ª temporada teria que mostrar uma trama inédita – como aconteceu, por exemplo, com “Big Little Lies”. A HBO esperou para ver qual seria o rumo da história num potencial segundo ano antes de tomar sua decisão. “Misha está trabalhando com uma pequena equipe de escritores e eles estão chegando com uma abordagem”, disse Casey Bloys, diretor de conteúdo da HBO e da HBO Max, em fevereiro passado para o site Deadline. “Todos nós queremos ter certeza de que ela tem uma história para contar. É onde ela está agora, trabalhando nessas ideias. Estou muito esperançoso, assim como Misha, então estamos dando a eles tempo para trabalhar.” No final das contas, após cuidadosa consideração, o canal achou melhor encerrar a produção, recusando a proposta apresentada.
“Good Girls” é cancelada após quatro temporadas
A série “Good Girls” foi cancelada pela rede NBC na reta final de sua 4ª temporada. Os últimos episódios inéditos serão exibidos ao longo das próximas semanas nos EUA. A trama da série deveria durar mais uma temporada, mas embora existissem conversas para levar a produção para a plataforma Peacock, que pertence ao conglomerado NBCUniversal, um contrato anterior, firmado com a Netflix, impediu o negócio. “Good Girls” era produzida em parceria com a Netflix, que adquiriu os direitos de exibição internacional exclusiva num acordo feito antes de a NBCUniversal lançar seu próprio serviço de streaming. Com a impossibilidade de levar à série para a Peacock, os produtores da Universal Television ainda tentaram convencer a Netflix a assumir mais custos de produção para uma última temporada, mas não conseguiram avançar nessas negociações. Desenvolvida por Jenna Bans (criadora de “The Family” e produtora de “Scandal”), a série girava em torno de três mães suburbanas que, com dificuldades para pagar as contas, resolvem roubar o supermercado local. Mas quando o valor do saque se revela muito maior do que o esperado, elas descobrem que o lugar era usado para guardar dinheiro de gângsteres, com consequências para o resto da série. As protagonistas eram interpretadas por Christina Hendricks (“Mad Men”), Mae Whitman (“Parenthood”) e Retta (“Parks and Recreation”). Os fãs brasileiros acompanhavam a série pela Netflix, que até o momento disponibilizou as três primeiras temporadas.
Netflix cancela “#BlackAF”, série do criador de “Black-ish”
A Netflix cancelou “#BlackAF”, primeira série de Kenya Barris (criador de “Black-ish” e seus derivados) na plataforma, lançada em abril do ano passado passado. Foi Barris quem deu a notícia, durante uma reportagem sobre seus projetos, feita pela revista The Hollywood Reporter. A série chegou a ser renovada – e nesta semana a suposta renovação completaria exatamente um ano – , mas os episódios não foram produzidos devido à pandemia, dando tempo para a plataforma mudar de ideia em relação à continuidade da atração. Apesar do final, existem planos para explorar os personagens em telefilmes. “#BlackAF” acompanhava uma versão fictícia do próprio Barris, que ao lado da esposa Joya (personagem fictícia vivida por Rashida Jones, de “Parks & Recreation”) tenta ensinar lições relevantes para os filhos, enquanto é constantemente questionado sobre sua negritude, já que tem uma vida de branco rico e famoso. Além de Barris e Jones, a série contava com participações especiais de várias celebridades negras dos EUA, como os cineastas Tim Story e Ava DuVernay, o produtor Will Packer e os atores Tyler Perry, Issa Rae, Lena Waithe e Mike Epps, interpretando a si mesmos. Já os seis “filhos” do roteirista eram interpretados por Genneya Walton, Iman Benson, Scarlet Spencer, Justin Claiborne, Ravi Cabot-Conyers e Richard Gardenhire Jr. Pouco promovida, a série não deu o que falar. E a crítica achou medíocre, com apenas 46% de aprovação no Rotten Tomatoes. Veja abaixo o trailer da 1ª e única temporada da produção.
Netflix não salva “Manifest” e elenco se despede
A Netflix examinou os números e decidiu não salvar “Manifest”, que acabou ficando sem fim ao ser cancelada pela rede NBC. Após a emissora exibir o final da 3ª temporada, deixando o mistério da trama sem resolução, os produtores tentaram uma salvação junto à Netflix, aproveitando que maratonas da atração lideravam o ranking de audiência da plataforma na última semana. Mas os responsáveis pela decisão resolveram não repetir “Lucifer”, salva do cancelamento também após três temporadas. Com a recusa da Netflix, o estúdio Warner Bros. Television desistiu de buscar um lar alternativo para continuar a série. Como os contratos do elenco já tinham expirado e eles se mantinham ligados ao projeto apenas por boa vontade, todos foram notificados de que não há mais chances de a série ser retomada. “Estamos destruídos”, disse Matt Long, intérprete de Zeke, em um post no Instagram, refletindo como os atores reagiram ao cancelamento. A maioria do elenco foi às redes sociais se despedir, entre eles Josh Dallas, que interpretou Ben Stone, o principal protagonista, que agradeceu o apoio dos fãs. “Lamento dizer que é o fim da linha”, ele anunciou. “Estamos muito orgulhosos de ter trazido essa história para vocês ao longo de três temporadas. Gostaríamos muito de poder terminar a jornada com vocês. Mas não estava nas cartas”, explicou. O criador da série, Jeff Rake, disse que jamais esquecerá a devoção dos fãs da série. “Vocês assistiram religiosamente, analisando cada palavra, choraram muito, riram um pouco, resolveram um quebra-cabeças e nunca, jamais, hesitaram em seu apoio. Eu nunca poderei me esquecer disso”, escreveu. Rake nunca escondeu o plano de contar a história em seis temporadas, das quais apenas metade foram produzidas. Veja abaixo alguns dos “manifestos” da equipe de “Manifest” sobre o fim da série. Manifest Gratitude, Final Edition Thank YOU, our fans. You became the Manifesters at Comic-Con 2018. Ever since, you’ve watched religiously, parsed every word, cried a lot, laughed a little, puzzle-solved, and never, ever, wavered in your support. I’ll never forget it. 🙏❤️ — Jeff Rake (@jeff_rake) June 22, 2021 directors, stunning cast and the best damn crew in the business. Thanks to @warnerbrostv and @nbc for giving us a home. And lastly, thank you to the fans who embraced #manifest and these characters and flew with us on #flight828. I love you all… onwards! Ben Stone, out. ♥️♥️♥️✈️ — joshdallas (@JoshDallas) June 22, 2021 Hanging up the Stone hat now. Love Michaela pic.twitter.com/tRtYCf1ugg — Melissa Roxburgh (@melissaroxburgh) June 22, 2021 Honestly I have never been more proud to be part of an ensemble more committed, selfless and honest than these beautiful souls. They have become my family. Thank you @warnerbrostv n @nbc for giving us a platform. Three years isn’t an easy feat in this business so thanks! — JR Ramirez (@JR8Ramirez) June 22, 2021 thank u @jeff_rake for letting me bring olive to life. she will always be a part of me. ❤️ i will be forever grateful. #Manifest ily — luna blaise (@lunablaise) June 22, 2021 I will always be grateful to @jeff_rake for letting me be part of this amazing show. #manifest brought together a group of people, both cast and crew, who became a family. I learned so much and will always be "connected" to them. Thank you to the amazing fans too. You rock. ✈️ — Jack Messina (@theJackMessina) June 22, 2021 These 3 years felt like what I imagine college years feel like. I left home, I explored, I failed, tried new things, pushed myself, found my confidence and found a small crew of people who I could be myself around. I’m closing this chapter with a ❤️ full of gratitude. #manifest pic.twitter.com/DWAv8xnQfC — parveen kaur (@Misspkc) June 22, 2021 I’ve been acting professionally since my 20s. I’ve never worked With a cast or crew like Manifest. I’ve never engaged with fans like manifesters. Clever, supportive, brilliant and kind. I’ll see you all next time 🙂 love you, keep the faith🙏🏿❤️🙂 — Daryl Edwards (@Darylgedwards) June 22, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matt Long (@realmattlong) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Athena Karkanis (@athenakarkanis)
Meu Pai e Outros Vexames: Netflix cancela série de Jamie Foxx
A Netflix cancelou “Meu Pai e Outros Vexames” (Dad Stop Embarrassing Me!), série de comédia estrelada por Jamie Foxx após uma temporada. Inspirada no relacionamento de Foxx com sua filha Corinne, a produção era a primeira série do ator em 20 anos, desde que ele saiu da TV para o cinema. O showrunner, por sinal, era Bentley Kyle Evans, co-criador da série anterior do astro, “The Jamie Foxx Show”, que durou 100 episódios entre 1996 e 2001. O elenco também incluía David Alan Grier, que coestrelou com Foxx o humorístico “In Living Color” nos anos 1990, além de Kyla-Drew (“Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”), no papel de sua filha, e Jonathan Kite (“2 Broke Girls”). A filha real, Corinne Foxx, era coprodutora. Lançada em abril passado, a série não teve a menor repercussão, a menos que se conte as críticas extremamente negativas recebidas da imprensa americana. Com apenas 25% de aprovação na média do Rotten Tomatoes, “Meu Pai e Outros Vexames” foi um verdadeiro vexame do pai de Corinne. Com a agenda cheia, Foxx pode até ter comemorado o cancelamento, já que pretende estrelar uma minissérie como Mike Tyson, trabalha atualmente em três longas simultâneos e ainda tem mais três projetos encaminhados. Seu próximo filme será “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, com estreia em dezembro, em que repetirá o papel do vilão Elektro, visto em “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2014).
Manifest pode ser salva pela Netflix
O desempenho de “Manifest” em streaming pode salvar a série, que foi cancelada pela rede NBC na terça passada (15/6), após três temporadas, deixando sua história sem fim. A Netflix se tornou o principal alvo da Warner Bros. TV, responsável pela produção, para um resgate de última hora, graças ao sucesso das duas primeiras temporadas da série na empresa. O timing foi bastante oportuno, já que a estreia de “Manifest” aconteceu na quinta-feira retrasada (10/6) no catálogo americano da Netflix, onde subiu rapidamente ao 1º lugar e passou a liderar o ranking como conteúdo mais visto da plataforma por uma semana consecutiva. Segundo o site Deadline, as conversas entre a Warner e a Netflix já teriam começado. A empresa de streaming estaria avaliando a viabilidade e os custos de produzir uma 4ª temporada da atração. Embora muitas produtoras vejam o streamer como salvação, a Netflix não resgatou muitas séries, sendo a mais notável “Lucifer”. Como “Lucifer” é uma produção da Warner Bros. TV, já existe uma base de entendimento entre o estúdio e o serviço sobre como proceder. Outra coincidência é que Netflix também assumiu “Lucifer” após três temporadas e renovou a série por outras três. “Manifest”, que encerrou sua 3ª (e até o momento última) temporada em 10 de junho, também tinha um plano de durar seis temporadas. O criador da série, Jeff Rake, ainda tem esperanças de contar a história completa e tem apoiado o movimento #SaveManifest, que está crescendo visivelmente nas redes sociais. O elenco topou esperar duas semanas pelas conversas com a Netflix, antes de procurar outras opções para suas carreiras. Todos também apoiaram a hashtag dos fãs e, segundo as fontes do Deadline, estariam dispostos a continuar no programa. No Brasil, “Manifest” faz parte do acervo do Globoplay e chegou a ter seu primeiro episódio exibido na rede Globo com grande audiência – 28 pontos no Ibope Kantar, tanto no Rio quanto em São Paulo, um dos melhores resultados do ano da faixa chamada de “Tela Quente”.
The Moodys: Fox cancela série de Denis Leary na 2ª temporada
A Fox decidiu aposentar a família Moody. A rede americana de TV cancelou “The Moodys” após sua 2ª temporada. Originalmente, o casal formado por Denis Leary (“Rescue Me”) e Elizabeth Perkins (“Sharp Objects”), além de todos os seus parentes, deveriam aparecer apenas em seis episódios, numa temporada centrada numa festa de Natal. Mas a Fox quis conhecer melhor a família disfuncional de Chicago. Infelizmente, ao estender a história para um segundo ano, a série precisou modificar sua premissa natalina, passando a acompanhar os Moodys em seu cotidiano diário. E isso não interessou tanto ao público, que abandonou a atração. Como resultado, a rede discretamente tirou o programa do ar após seu quinto episódio da 2ª temporada, em abril passado, retornando só agora em junho com os três capítulos finais. A produção da CBS TV Studios era originalmente baseada na série australiana “A Moody Christmas”, e foi adaptada por Bob Fisher, Rob Greenberg (dupla do remake de “Homem ao Mar”) e Tad Quill (“Angel from Hell”). Juntamente com Leary e Perkins, os Moodys incluíam François Arnaud (“Midnight, Texas”), Chelsea Frei (“Toymakers”) e Jay Baruchel (“Os Brutamontes”) nos papéis dos filhos adultos da família, e o elenco ainda trazia Maria Gabriela de Faria (“Deadly Class”), Josh Segarra (“Arrow”), Kevin Bigley (“Here and Now”) e Gerry Dee (“Mr. D”).
Netflix cancela “Grand Army” após uma temporada
A Netflix cancelou “Grand Army”, série dramática adolescente que abordava vários temas polêmicos, como violência sexual, racismo e bullying. Criada por Katie Cappiello e inspirada em sua peça “Slut”, a série acompanhava alunos da maior escola pública de ensino médio do Brooklyn, em Nova York, enquanto lutam para ter sucesso, sobreviver, se aventurar, se libertar e conquistar um lugar no futuro. Entre eles estava a adolescente Joey Del Marco (Odessa A’zion, da série “Fam” e filha da comediante Pamela Adlon), que sofre uma agressão sexual e cuja busca por justiça acaba ocasionando rupturas na escola. Repleto de jovens, o elenco incluía muitos estreantes, como Brittany Adebumola, Odley Jean, Amalia Yoo, Crystal Sha’re Nelson, Alphonso Romero Jones, Marcela Avelina e Ashley Ganger, ao lado dos um pouco mais experientes Amir Bageria (“Degrassi: Next Class”), Maliq Johnson (“Olhos que Condenam”), Anthony Ippolito (“Primetime: What Would You Do?”) e Sydney Meyer (“V Wars”). A série estreou em outubro do ano passado, com uma temporada de 10 episódios, e o cancelamento foi apurado pela revista Variety, sem que a Netflix tenha dado qualquer satisfação a seus assinantes sobre a continuidade ou interrupção da história após oito meses. Conhecida por alardear sucessos com números inflados, a Netflix também tem fama de silenciar diante de seus cancelamentos, que acontecem sem manifestações públicas da empresa.
Jane Levy critica canal da Universal por privilegiar séries de “crime e armas”
A atriz Jane Levy (“O Homem nas Trevas”) reclamou da rede NBC após o cancelamento da série “Zoey e a Sua Fantástica Playlist” (Zoey’s Extraordinary Playlist), ao final de sua 2ª temporada. Estrela da atração, Levy taxou a decisão de “movimento errado” da emissora, acrescentando que uma série “sobre o amor” era muito necessário em um canal que agora passa a ter só “crime e armas” em sua programação. “Sinto muito, mas tenho que dizer o seguinte: ver a nova programação da NBC é como imaginar que “ok, poderíamos assistir apenas a muitos programas sobre crime e armas’”, disse Levy ao site da revista Vanity Fair. “Nossa série é sobre amor. É uma pena tirar isso do ar. Eu sinto que é o movimento errado.” Na série, a personagem Zoey (Levy) é uma jovem inteligente, mas socialmente deslocada, que de uma hora para outra passa a escutar os pensamentos de todos ao seu redor. O detalhe é que esses pensamentos se manifestam de uma forma peculiar: por meio de canções e grandes números musicais. Em suma, todos passam a cantar e dançar à sua volta, expressando o que realmente estão pensando. A produção tinha uma média de 1,8 milhão de telespectadores ao vivo, mas aumentava seu público nas plataformas digitais – atingindo até 3,6 milhões – e era bem cotada, com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por isso, havia a expectativa de uma mudança da atração para o serviço de streaming Peacock, do mesmo conglomerado, o que acabou não acontecendo. A própria Levy contou que todos do elenco acreditavam nessa possibilidade. “Quando terminamos [de gravar] a 2ª temporada, coloquei todas as minhas coisas no armazenamento no Canadá [onde o programa é gravado]”, disse ela. “Eu estava tipo, ‘É claro que vamos voltar’… Na sexta-feira passada, parecia que havia um sinal verde. E então na manhã de segunda-feira foi um sinal vermelho”. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo showrunner Austin Winsberg, que tuitou na quarta-feira passada que se recusava “a acreditar que o programa estava morto”. Winsberg chegou a dizer que a série poderia ser levada para outra plataforma. “Podemos ter uma chance real em outro lugar”, escreveu ele. A Lionsgate Television, que co-produziu a atração com a Universal Television, anunciou na semana passada que estava buscando outra casa para a série fora da NBCUniversal. No Brasil, a 1ª temporada foi disponibilizada pela Globoplay.












