“Intergalactic” é cancelada na 1ª temporada
A rede de TV paga britânica Sky cancelou a série de ficção científica “Intergalactic” após sua 1ª temporada. Durante participação no festival de TV de Edimburgo, Gabriel Silver, Diretor de Comissionamento de Dramas da rede disse que a empresa ficou “decepcionada com os números da audiência” do programa, que foi transmitido pela Sky One no início deste ano. A premissa de “Intergalactic” era interessante. A série seguia um grupo de presidiárias espaciais em fuga. O problema é que o desenvolvimento não ficou à altura das atrações de naves de foragidos que a precederam, da clássica “Blake 7” até as mais recentes “Dark Matter” e “Vagrant Queen”, que também sofreram cancelamentos e ficaram sem fim. A crítica achou medíocre, com 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criada por Julie Gearey (“Diário Secreto de uma Garota de Programa”), a série destacava Savannah Steyn (“Predadores Assassinos”), Eleanor Tomlinson (“The Nevers”), Parminder Nagra (“Plantão Médico”/E.R.) e Natasha O’Keeffe (“Peaky Blinders”) em seu elenco. Silver acrescentou que a produção acabou sendo um “risco maior do que antecipávamos”, observando a dificuldade em encontrar público para “sci-fis com sotaque inglês”. Veja abaixo o trailer original de “Intergalactic”.
Sérgio Reis é o novo Wilson Simonal
O jornal O Globo foi o primeiro a fazer a relação entre Sérgio Reis e o cancelamento histórico de Wilson Simonal na cultura brasileira. E os fatos parecem apontar cada vez mais que o futuro do cantor caipira de 81 anos será lembrar de seu passado. Para quem nasceu neste século, há o filme “Simonal” (2018), mas vale resumir. Um dos artistas mais famosos do Brasil, Simonal caiu no ostracismo por ter convidado dois amigos do DOPS, a temida polícia política da ditadura, para enquadrar um ex-contador que suspeitava estar lhe roubando. O caso vazou, rendeu fama de aliado da ditadura e dedo-duro ao cantor e culminou num dos primeiros cancelamentos culturais do Brasil no início dos anos 1970. Já Sérgio Reis gravou vídeos e áudios como parte de uma conspiração antidemocrática, que a Procuradoria Geral da República (PGR) rotulou como “levante”, programada para acontecer em torno do Dia da Independência em Brasília com planos de “quebrar tudo”, cercar o Congresso e invadir o STF (Supremo Tribunal Federal), criando caos para “autorizar” o presidente Bolsonaro a dar um “contragolpe” – isto é, reestabelecer a ditadura no Brasil. “No dia 7 de setembro nós não vamos fazer nenhuma manifestação pela data, para não atrapalhar o presidente. Mas vamos parar em volta de Brasília”, contou Sergio Reis no áudio que circulou em grupos de Whatsapp, avisando que encontraria o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco), ao lado de líderes dos sindicatos de caminhoneiros e produtores de soja no dia 8 de setembro para entregar uma intimação: “Eles vão receber um documento dizendo assim: ‘Vocês têm 72 horas para aprovar o voto impresso e para tirar todos os minitros do Supremo Tribunal Federal’. Não é um pedido, é uma ordem. Se não cumprirem em 72 horas, nós vamos parar o país”. “Não é um pedido, é uma ordem. Assim que vou falar com o presidente do Senado”, repetiu Reis em outra gravação. “Enquanto o Senado não tomar essa posição que nós mandamos fazer, vamos ficar em Brasília e não saímos de lá até isso acontecer. E, se em 30 dias não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”, disparou. Ele foi rapidamente repudiado por vários colegas, inclusive por parceiros históricos. “Eu estou profundamente decepcionado com a atitude do Sérgio em ameaçar a normalidade constitucional para fazer valer seus pontos de vista, desprezando o debate leal e democrático. Pregar a paralisação do país para obrigar o Senado a fechar o Supremo vai além do rocambolesco”, afirmou Guarabyra, que disse ter desistido de gravar uma parceria com o cantor bolsonarista. O compositor Luiz Carlos Sá e os cantores Maria Rita e Guilherme Arantes também comunicaram que deixaram o álbum de duetos de Sérgio Reis, atualmente em produção, que não tem mais autorização para incluir suas vozes e composições. “A democracia é um bem conquistado a duras penas. A música é uma arte democrática. Portanto, jamais usarei o meu prestígio para tentar usurpar o nosso sistema democrático”, resumiu Renato Teixeira, também buscando distanciamento. Além disso, o próprio Sérgio Reis revelou que teve shows e comerciais cancelados após suas manifestações golpistas. “Querem me massacrar. Já estou tendo prejuízo. Cancelaram quatro shows e dois comerciais que ia fazer agora. Tiraram do ar um que faço para um supermercado de Curitiba. Vão tirar por um mês do ar e esperar para ver o que acontece”, contou Sérgio Reis, em entrevista. Wilson Simonal só foi descancelado após sua morte, graças ao esforço dos filhos para contar melhor sua história. E ele nunca foi golpista.
Continuação da série clássica “Punky, a Levada da Breca” é cancelada
O revival de “Punky, a Levada da Breca” com a estrela da série original, Soleil Moon Frye, tornou-se o primeiro cancelamento da plataforma Peacock. Intitulada em inglês “Punky Brewster”, a série não será mais produzida após os 10 episódios de sua 1ª e agora única temporada. “’Punky Brewster’ foi uma série amada que abordou enredos significativos com muito coração”, disse Lisa Katz, presidente do departamento de séries roteirizadas da NBCUniversal Television e Streaming, em comunicado. “Foi uma luz brilhante para tantos telespectadores e somos eternamente gratos ao Universal Studio Group, aos produtores, ao elenco e à equipe, especialmente a Soleil Moon Frye por reacender o Punky Power dentro de todos nós.” Exibida originalmente entre 1984 e 1988, “Punky, a Levada da Breca” girava em torno de uma garota abandonada pela mãe em um shopping. Sem se deixar abater, ela começa a morar num apartamento vago de um prédio administrado pelo viúvo Henry (George Gaynes), que depois a adota. No Brasil, a sitcom foi transmitida com grande sucesso pelo SBT, e depois de cansar de reprisar por lá passou ainda pela Rede Bandeirantes. Além disso, uma versão em desenho animado foi produzida entre 1985 e 1987. A série acabou quando Soleil Moon Frye tinha 12 anos. Mas ela não parou de atuar, aparecendo em várias outras atrações televisivas, inclusive em “Friends”, “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) e “Anos Incríveis” (The Wonder Years), até se destacar num papel fixo em “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira” (1996–2003) e como dubladora da franquia animada baseada nas bonecas “Bratz” (2004-2013). A atriz retomou a personagem em fevereiro nos EUA, interpretando Punky como uma mulher adulta. Na verdade, uma atrapalhada mãe divorciada de três crianças, que ainda não superou a separação do marido e ainda resolve incluir na família uma menina perdida que a lembrava de sua própria infância. A produção seguia uma tendência de outras séries em que crianças de programas clássicos retornavam adultas para estrelar continuações – situação que aconteceu recentemente em “Fuller House” e “A Casa da Raven” (Raven’s Home). Soleil Moon Frye não era a única integrante do elenco original de volta em “Punky Brewster”. Chrie Johnson também retomou seu papel como Cherie, melhor amiga de Punky. As novidades ficavam por conta de Freddie Prinze Jr. (“Ela É Demais”), que vive o ex-marido, Noah Cottrell (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), Oliver de los Santos (“Occupation: Rainfall”) e Lauren Lindsey Donzis (“No Good Nick”) como os filhos e a estreante Quinn Copeland, como a nova “Punky” – ou melhor, Izzy. “Punky Brewster” foi lançada na Peacock junto ao revival de outra atração infantil antiga, “Galera do Barulho”, que foi renovada para a 2ª temporada. As duas séries permanecem inéditas no país, assim como a plataforma Peacock, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da atração.
Amazon cancela “Panic” após uma temporada
A Amazon cancelou a série “Panic” após apenas uma temporada. A atração contou uma história completa, o que facilitou a decisão da plataforma. “Panic” era criação de Lauren Oliver, escritora de “Antes que Eu Vá” e que também assina o best-seller em que a trama da série se baseia. Na linha de “Nerve: Um Jogo Sem Regras” e “Jogos Vorazes” (sem a distopia sci-fi), a história girava em torno de uma competição entre formandos do Ensino Médio com desafios arriscados no interior dos EUA, valendo um prêmio em dinheiro para o vencedor – e um destino trágico para os derrotados. O elenco reunia vários jovens ainda pouco conhecidos, como Olivia Welch (da minissérie “Inacreditável”), Mike Faist (“Selvagem”), Jessica Sula (“Fragmentado”), Camron Jones (“The Purge”), Ray Nicholson (“Bela Vingança”) e Jordan Elsass (“Superman and Lois”), além de Enrique Murciano (“Bloodline”) como o xerife da cidade. Lançada em maio passado, a série fez parte, junto com a renovada “The Wilds”, da primeira safra de tramas infanto-juvenis encomendadas para o Prime Video em 2018. Como parte do esforço nessa área, a Amazon ainda prepara a série baseada no filme “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” e “Hot Pink”, estrelado por Sarah Michelle Gellar. Relembre abaixo o trailer de “Panic”.
“Zoey e a Sua Fantástica Playlist” pode voltar em especial de Natal
Cancelada em junho, a série “Zoey e a Sua Fantástica Playlist” (Zoey’s Extraordinary Playlist) pode ganhar um especial de Natal. Segundo o site Deadline, o projeto não é para a TV. Quando cancelou a série, a rede NBC deu adeus a seus direitos. O revival está sendo negociado com a plataforma Roku e, caso faça sucesso, pode levar a uma nova temporada inédita da série. O elenco e a equipe de produção já estão finalizando acordos para retornar para o especial, incluindo a protagonista Jane Levy e todos os coadjuvantes. O retorno seria resultado dos “esforços extensos” da Lionsgate Television para não deixar a série acabar após duas temporadas. “Zoey e a Sua Fantástica Playlist” tinha uma média de 1,8 milhão de telespectadores ao vivo, mas aumentava seu público nas plataformas digitais – atingindo até 3,6 milhões – e era bem cotada, com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por isso, a Lionsgate alimentava até a expectativa de uma mudança da atração para o serviço de streaming Peacock, do mesmo conglomerado da NBC, o que acabou não acontecendo. A série gira em torno da personagem-título, vivida por Jane Levy (“O Homem nas Trevas”), uma jovem inteligente, mas socialmente deslocada, que de uma hora para outra passa a escutar os pensamentos de todos ao seu redor. O detalhe é que esses pensamentos se manifestam de uma forma peculiar: por meio de canções e grandes números musicais. Em suma, todos passam a cantar e dançar à sua volta, expressando o que realmente estão pensando. Criada por Austin Winsberg, escritor da adaptação do musical “A Noviça Rebelde Ao Vivo!” (2013), e produzida pelo cineasta Paul Feig, diretor de “Missão Madrinha de Casamento” (2011), “Caça-Fantasmas” (2015) e “Um Pequeno Favor” (2018), a série também reuniu em seu elenco Lauren Graham (“Gilmore Girls”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”), Alex Newell (“Glee”), John Clarence Stewart (“Luke Cage”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”) e Mary Steenburgen (“The Last Man on Earth”/”O Último Cara da Terra”). No Brasil, as duas temporadas foram disponibilizadas pela Globoplay.
“Tuca & Bertie” é renovada para azar da Netflix
O Adult Swim, versão do Cartoon Network para adultos, renovou a série animada “Tuca & Bertie” para sua 3ª temporada, tornando ainda mais evidente o equívoco da Netflix, que originalmente cancelou a série após uma temporada. Em sua nova casa, a atração se revelou um sucesso de público e crítica, atingindo 100% de aprovação em seu segundo de produção, segundo o portal Rotten Tomatoes. A animação criada por Lisa Hanawalt e produzida pela equipe do sucesso “BoJack Horsemen” conta a história de duas amigas passarinhas em suas aventuras e crises comuns às fêmeas de qualquer espécie, com dublagem original das comediantes Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) e Ali Wong (“American Housewife”). O elenco de vozes ainda conta com Steven Yeun (indicado ao Oscar por “Minari”), Nicole Byer (“Mandou Bem!”), Pamela Adlon (“Better Things”) e Richard E. Grant (“Loki”). Na época do cancelamento, a Netflix recebeu foi alvo de várias críticas negativas, com direito até a editoriais em publicações importantes, como a revista Variety, que considerou a decisão da plataforma como “desapontadora”. Fãs também reclamaram ativamente nas redes sociais com a hashtag #SaveTucaAndBertie. Até que o Adult Swim salvou “Tuca & Bertie” e ganhou um hit, para azar da Netflix. Lembram quando era a Netflix que salvava séries canceladas?
Stephen King se junta à campanha para salvar a série “Manifest”
O escritor Stephen King se juntou à campanha para salvar a série “Manifest”. Cancelada em junho pela rede NBC, a série virou um fenômeno em streaming na mesma semana, com sua chegada na Netflix nos EUA, liderando o ranking da audiência americana da plataforma por um mês inteiro. E conforme mais gente descobre a atração, maior fica a campanha de fãs por #SaveManifest. Mas o tuite do autor de “O Iluminado”, “It: A Coisa”, “Carrie, a Estranha” e tantos outros clássicos de terror dá um peso maior aos esforços de salvamento da série. O próprio criador de “Manifest” reconheceu a importância da entrada do escritor na campanha, dizendo-se honrado. “Não há maior influência na minha narrativa que o senhor. Eu me sinto honrado”, escreveu Jeff Rake. O apoio do autor de renome internacional ajuda a aumentar o interesse pela campanha. Afinal, nem todos os 6,5 milhões de seguidores de King podem ter ouvido falar de “Manifest” antes dele chamar atenção para a série, o que significa que muitos podem reagir à recomendação, seja buscando conhecer a série, seja se engajando por seu resgate. Neste momento, a Netflix ainda expressa dúvidas sobre se vale a pena salvar a série. Mas enquanto a plataforma pondera, a própria NBC parece ter se arrependido do cancelamento. A rede percebeu tardiamente ter tomado a decisão errada, ao optar por renovar “Good Girls” entre suas quatro atrações de audiência intermediária. É que, na hora de assinar os contratos para a 5ª temporada, não houve acerto financeiro com as atrizes da atração, que acabou cancelada apesar de tudo. A NBC também não se animou com um novo derivado de “Law & Order”, chamado “Law & Order: For the Defense”, e anunciou ter desistido do projeto na semana passada. Com isso, ficou com verbas extras de produção e um buraco na programação que não existiam quando “Manifest” foi abandonada. Segundo apurou o site Deadline, essa nova e inesperada situação teria levado a rede a buscar a Warner, que produz a série, para conversar. O problema é que, neste meio tempo, os contratos com o elenco venceram e já há atores assinando com novas produções. A última notícia do showrunner Jeff Rake sobre o assunto foi em 27 de julho, em que ele escreveu: “Eu não tenho notícias”. There may be no greater influence on my storytelling than you, sir. I am humbled. 🙏 — Jeff Rake (@jeff_rake) August 3, 2021
Sucesso de “Manifest” em streaming está prestes a render “descancelamento”
Desde que foi cancelada pela rede americana NBC no mês passado, “Manifest” viu seus fãs se multiplicarem. Não apenas em campanhas pelo salvamento da série, mas em audiência mesmo. A atração estreou na Netflix na mesma época do cancelamento e desde então a lidera a audiência da plataforma, consagrando-se por semanas consecutivas como o programa mais visto em streaming dos EUA. Atentos a este desdobramento, o criador da série, Jeff Rake, e a equipe da Warner Bros. TV tentaram convencer a Netflix a salvar a atração. A princípio, a resposta da plataforma foi negativa. Mas os números de audiência não caíram como muitos acreditavam que aconteceria com o cancelamento, que deixou a trama sem fim. Ao contrário, as maratonas aumentaram, mantendo a série na liderança do Top 10 da Netflix por um mês inteiro. Impressionada com esse fenômeno, a Netflix teria voltado à mesa de negociações. Mas enquanto a plataforma ia e vinha, outra reviravolta ainda mais inesperada aconteceu na televisão. A própria NBC teria se arrependido do cancelamento. As informações são do site Deadline, que buscou representantes da Warner, Netflix e NBC para confirmar os rumores, mas todos se recusaram a comentar. Neste caso, a recusa serviu como confirmação tácita da negociação em andamento – negar a história seria bem fácil, se nada estivesse acontecendo nos bastidores. A verdade é que a NBC percebeu tardiamente ter tomado a decisão errada em relação a “Manifest”, seu cancelamento de maior audiência. A ideia era renovar apenas uma das quatro atrações que balançavam no canal e a opção teria sido “Good Girls”. Só que, na hora de assinar os contratos para a 5ª temporada, não houve acerto financeiro com as atrizes da atração, que acabou cancelada apesar de tudo. A NBC também não se animou com um novo derivado de “Law & Order”, chamado “Law & Order: For the Defense”, e anunciou ter desistido do projeto na semana passada. Com isso, ficou com verbas extras de produção e um buraco na programação que não existiam quando “Manifest” foi abandonada. A nova situação teria levado a rede a buscar a Warner para reabrir as conversas sobre a série. Só que, a esta altura, a Netflix já estava em negociações. Um acordo entre as partes interessadas é improvável, porque a Warner vendeu os direitos internacionais de “Manifest” para diferentes empresas, mercado por mercado – por exemplo, para o canal pago Sky no Reino Unido e a plataforma Globoplay no Brasil. Portanto, estaria descartada uma divisão que deixasse uma vindoura temporada inédita na NBC nos EUA e na Netflix no exterior. Os únicos direitos na mesa são para exibição nos EUA. Mas o sucesso de “Manifest” em streaming nos EUA é muito grande para a Netflix ignorar. Enquanto NBC, Netflix e Warner não entram em acordo, o showrunner Jeff Rake voltou a atiçar os fãs com os supostos desenvolvimentos de bastidores. Em 12 de julho, ele começou a retuitar histórias sobre o forte desempenho da série na Netflix, acrescentando legendas como “O caso da renovação” e “O caso da renovação se constrói”, pedindo repetidamente aos fãs que “mantenham a fé”. Até que, na segunda-feira (19/7), publicou: “Vocês estão sendo ouvidos”. E fixou este tuite no topo de seu feed.
Amazon descarta série da “Máfia dos Tigres” com Nicolas Cage
A Amazon desistiu de produzir uma minissérie baseada na vida de Joe Exotic, que seria estrelada por Nicolas Cage. Diante da reviravolta, a produtora CBS Television Studios deve levar o projeto para outras plataformas. A decisão da Amazon pode ter levada em conta a ligação do personagem com sua maior rival na guerra dos streamings. A história de Joe Exotic se tornou mundialmente conhecida após ser transformada na série documental “A Máfia dos Tigres” (Tiger King), da Netflix. De todo modo, a trama não é uma adaptação do programa, visto por 34,3 milhões de assinantes americanos em seus dez primeiros dias, segundo informações não auditadas da Netflix, mas em reportagens da revista Texas Monthly sobre como Exotic ganhou seu apelido, construiu um zoológico particular em Oklahoma e alimentou sua rivalidade mortal com Carole Baskin, ativista de direitos de animais. Criada pelo roteirista Dan Lagana (“American Vandal”), a atração teria entre sete e oito episódios, e deveria marcar a estreia de Nicolas Cage numa série. Com o impasse entre Amazon e CBS, agora a NBCUniversal ganhou tempo para preparar sua própria minissérie sobre Joe Exotic, que será o primeiro programa exibido simultaneamente na TV aberta (rede NBC), TV paga (USA Network) e numa plataforma de streaming (Peacock). Esta produção vai trazer Kate McKinnon como Carole Baskin e John Cameron Mitchell (“Hedwig: Rock, Amor e Traição”) como Joe Exotic, mas ainda não tem previsão de estreia.
“Good Witch” é cancelada após sete temporadas
O canal pago americano Hallmark cancelou a série “Good Witch” após sete temporadas. A atração tinha uma audiência fiel, que rendia mais de 2 milhões de telespectadores ao vivo, e vai exibir seu último episódio no dia 25 de julho. A produção era uma extensão da franquia de telefilmes “A Bruxa do Bem” (The Good Witch), iniciada em 2008 e que antes da série já tinha rendido sete longas produzidos pelo Hallmark. Assim como nos filmes, a atração era estrelada por Catherine Bell (série “Army Wives”) no papel da feiticeira Cassie Nightingale. Ela se manifestou nas redes sociais, agradecendo a experiência. “Sou muito grata por 7 temporadas… e 13 anos (de filmes) de ‘Good Witch’, trabalhando com os mais gentis e talentosos elenco e equipe, produtores, rede! Sempre me senti como numa família”, escreveu Bell em suas redes sociais, após o anúncio do final da produção. Ela também comentou a personagem-título afetou sua vida pessoal pela postura de ser “sempre positiva, inspiradora e edificante”. “Ela me inspirou a ser uma pessoa melhor, a ser mais gentil, amorosa e receptiva”. E completou dizendo que, assim como os fãs, vai sentir falta da série. “Mas estou definitivamente sorrindo porque ela aconteceu.” Os responsáveis pela série eram o diretor Craig Pryce, que dirigiu os telefilmes originais, e a roteirista Sue Tenney, da série clássica “Sétimo Céu” (7th Heaven). E o elenco ainda destacava James Denton (de “Desperate Housewives”), como o vizinho charmoso, Bailee Madison (“The Fosters”) como filha adolescente da bruxa, que saiu da série no final da 5ª temporada ao “ir para a faculdade”, além da recente inclusão de Katherine Barrell (“Wynonna Earp”) como a primeira personagem LGBTQIAP+ do conservador canal Hallmark. No Brasil, as cinco primeiras temporadas foram disponibilizadas pela Netflix. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Catherine Bell (@therealcatherinebell)
Netflix cancela “Cursed” sem fazer alarde
A Netflix cancelou a série “Cursed: A Lenda do Lago”, que não retornará para uma 2ª temporada. Seguindo a prática de esconder seus fracassos, a plataforma não anunciou publicamente o destino da produção, mesmo tendo passado um ano de sua exibição original. Em vez disso, liberou, sem fazer alarde, os atores de seus contratos para buscarem outros trabalhos. Criada por Frank Miller (o autor dos quadrinhos de “300”, “Cavaleiro das Trevas” e “Sin City”) e Tom Wheeler (roteirista da animação “O Gato de Botas”), a série propunha uma revisão radical da conhecida lenda do Rei Arthur, transformando Nimue, a Dama do Lago, em protagonista. A série trazia Katherine Langford (a Hannah de “13 Reasons Why”) como a predestinada Nimue e também destacava Gustaf Skarsgård (o Floki de “Vikings”) como Merlin e Devon Terrell (Barack Obama no drama indie “Barry”) no papel de um Arthur negro e mercenário. Relembre abaixo o trailer da atração, que chegou ao streaming com bastante fanfarra em julho de 2020.
2ª temporada de “Lovecraft Country” teria zumbis
Após o anúncio do cancelamento de “Lovecraft Country”, a showrunner da série, Misha Green, revelou as ideias que foram rejeitadas pela HBO para continuar a produção. Segundo Green, o novo ano mostraria os Estados Unidos divididos em quatro regiões (mapa abaixo), uma das quais seria dominada por zumbis. “Whitelands é um território completamente dominado por zumbis. A maioria deles é lerda, mas algumas regiões têm zumbis rápidos também. Um preço do feitiço ‘da Origem foi a criação da população zumbi”, ela explicou. “Anos após a epidemia, uma força tarefa foi organizada para isolar os zumbis em uma locação só, no centro da América. As Whitelands agora funcionam como uma fronteira perigosa entre o Sul, Oeste e territórios do Norte”, completou. Aparentemente, a HBO não gostou dessa premissa, que afasta radicalmente a trama da história do livro adaptado na 1ª e agora única temporada. Passada nos anos 1950, a trama original girava em torno de Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, na forma de criaturas vorazes, rituais místicos e magia negra, e tentam sobreviver a tudo isso. O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Para a produção, ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criadora da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Com sua mistura de terror, drama racial de época e até ficção científica, a produção virou assunto obrigatório da cultura pop, além de alimentar discussões sobre inclusão e representatividade, no momento em que aconteciam as grandes manifestações do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos EUA. Graças ao engajamento criado por um forte boca a boca, a série estrelada por Jurnee Smollett e Jonathan Majors viu seu público disparar. A atração estreou com 1,5 milhões de espectadores ao vivo na HBO, mas quando terminou sua trajetória, após dois meses de exibição, o episódio inaugural já tinha ultrapassado a marca de 10 milhões de visualizações em todas as mídias. Mas a recepção entusiástica não garantiu uma renovação automática, porque a 1ª temporada foi baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado no Brasil como “Território Lovecraft”) e uma eventual 2ª temporada teria que mostrar uma trama inédita – como aconteceu, por exemplo, com “Big Little Lies”. A HBO esperou para ver qual seria o rumo da história num potencial segundo ano antes de tomar sua decisão. E após ouvir a proposta, preferiu encerrar a produção, recusando a abordagem apresentada. A taste of the Season 2 Bible. Wish we could have brought you #LovecraftCountry: Supremacy. Thank you to everyone who watched and engaged. 🖤✊🏾 #noconfederate pic.twitter.com/BONbSfbjWg — Misha Green (@MishaGreen) July 3, 2021 *whispers* Just to clarify…🧟♀️🧟♂️ #LovecraftCountry pic.twitter.com/rYxrYT1y18 — Misha Green (@MishaGreen) July 3, 2021
“Lovecraft Country” é cancelada pela HBO
Uma das séries mais celebradas e inventivas da HBO em 2020, “Lovecraft Country”, não terá 2ª temporada. Como a atração nunca foi anunciada como minissérie, isso significa que ela foi cancelada, embora o canal pago americano tenha optado pelo cuidado de usar eufemismos ao comunicar a decisão. “Não vamos avançar com uma 2ª temporada de ‘Lovecraft Country’” , disse a emissora em nota à imprensa. “Somos gratos à dedicação do talentoso elenco e equipe, e a Misha Green, que criou esta série inovadora. E para os fãs, obrigado por se juntar a nós nesta jornada”. Com sua mistura de terror, drama racial de época e até ficção científica, “Lovecraft Country” virou assunto obrigatório da cultura pop, além de alimentar discussões sobre inclusão e representatividade, no momento em que aconteceram as grandes manifestações do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos EUA. Graças ao engajamento criado por um forte boca a boca, a série estrelada por Jurnee Smollett e Jonathan Majors viu seu público disparar. A atração estreou com 1,5 milhões de espectadores ao vivo na HBO, mas quando terminou sua trajetória, após dois meses de exibição, o episódio inaugural já tinha ultrapassado a marca de 10 milhões de visualizações em todas as mídias. O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Para a produção, ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criadora da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Já a direção do primeiro episódio ficou a cargo de outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). Passada nos anos 1950, a trama girava em torno de Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, na forma de criaturas vorazes, e tentam sobreviver a tudo isso. Mas a recepção entusiástica não garantiu uma renovação automática, porque a 1ª temporada foi baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado no Brasil como “Território Lovecraft”) e uma eventual 2ª temporada teria que mostrar uma trama inédita – como aconteceu, por exemplo, com “Big Little Lies”. A HBO esperou para ver qual seria o rumo da história num potencial segundo ano antes de tomar sua decisão. “Misha está trabalhando com uma pequena equipe de escritores e eles estão chegando com uma abordagem”, disse Casey Bloys, diretor de conteúdo da HBO e da HBO Max, em fevereiro passado para o site Deadline. “Todos nós queremos ter certeza de que ela tem uma história para contar. É onde ela está agora, trabalhando nessas ideias. Estou muito esperançoso, assim como Misha, então estamos dando a eles tempo para trabalhar.” No final das contas, após cuidadosa consideração, o canal achou melhor encerrar a produção, recusando a proposta apresentada.












