Stanley Donen (1924 – 2019)
Morreu Stanley Donen, o último diretor da era de ouro de Hollywood, que assinou clássicos como “Cantando na Chuva” (1952), “Cinderela em Paris” (1957) e “Charada” (1963). Ele tinha 94 anos e nenhum detalhe adicional sobre sua morte, revelada na manhã deste sábado (23/2), foi fornecido pela família. Considerado um dos diretores mais influentes dos musicais americanos, ele foi responsável – junto com Vincent Minnelli e Busby Berkeley – por estabelecer a estética dos filmes da MGM, celebrados até hoje – e homenageados recentemente por “La La Land”. Mas, inacreditavelmente, nunca recebeu uma indicação ao Oscar e nunca venceu um troféu do Sindicato dos Diretores. Não por acaso, seu filho, que tuitou a notícia de sua morte, o descreveu como “um enorme talento muitas vezes menosprezado”. Stanley Donen nasceu em 13 de abril de 1924, na cidade de Columbia, Carolina do Sul. Apaixonado pela dança, ele começou a dançar aos 10 anos em peças de teatro locais. “Vi Fred Astaire em ‘Voando para o Rio’ quando eu tinha 9 anos e isso mudou minha vida”, ele contou para a revista Vanity Fair em 2013. “Pareceu maravilhoso e minha vida não era maravilhosa. A alegria de dançar um musical! E Fred era tão incrível, e Ginger [Rogers] – meu Deus, e Ginger!” Ele foi aprovado para a Universidade da Carolina do Sul, mas em vez de seguir os estudos resolveu mudar-se para Nova York em busca de vagas no teatro musical. Sua estreia como dançarino da Broadway aconteceu em 1940, quando entrou no elenco de apoio da montagem de “Pal Joey”, estrelada por Gene Kelly. Sua dedicação chamou atenção de Kelly, que acabou se tornando seu padrinho profissional. Ao ser contratado para coreografar a comédia musical “Best Foot Forward”, Kelly escolheu Donen para ajudá-lo como coreógrafo assistente. Na época, o futuro cineasta tinha apenas 17 anos. E conseguiu impressionar até o diretor do espetáculo, George Abbott. Em 1943, a MGM adquiriu os direitos da peça para transformá-la em filme – lançado como “A Rainha dos Corações” no Brasil. Os produtores resolveram trazer um integrante da montagem da Broadway para ajudar na transposição para o cinema, e assim começou a carreira hollywoodiana do jovem Donen, praticamente junto com sua maioridade. Nos cinco anos seguintes, o jovem trabalhou na coreografia de nada menos que 14 filmes, quatro na Columbia e o restante na MGM. Dois desses filmes foram estrelados por seu velho amigo Gene Kelly, “Modelos” (1944) e “Vida à Larga” (1947). A amizade da dupla se fortaleceu ainda mais no cinema e os dois se tornaram parceiros criativos. Juntos, coreografaram e escreveram a história do clássico musical “A Bela Ditadora” (1949), estrelado por Kelly, Frank Sinatra e Esther Williams. E a experiência foi tão positiva, que a dupla resolveu dar um novo passo, assumindo pela primeira vez a direção de um filme. Os dois estrearam juntos como diretores – co-diretores, portanto – no clássico instantâneo “Um Dia em Nova York” (1949), em que Kelly e Sinatra viveram marinheiros com um dia de folga para se divertir e se apaixonar na metrópole. Donen comandou sozinho seu trabalho seguinte, quando teve a oportunidade de dirigir o dançarino que o inspirara a seguir carreira. Ele filmou Fred Astaire num dos maiores sucessos do astro, “Núpcias Reais” (1951), criando uma das sequências mais famosas da história dos musicais – quando Astaire dança nas paredes e no teto, décadas antes de existirem efeitos especiais de computador. O diretor tinha só 27 anos e já fazia mágica cinematográfica. Mas foi seu reencontro com Gene Kelly que representou sua canonização no panteão dos deuses do cinema. Os dois retomaram a parceria em 1952, naquele que viria a ser considerado o maior musical de todos os tempos: “Cantando na Chuva”. O filme marcou época porque, ao contrário de muitos outros musicais, foi concebido especificamente para o cinema e não era uma adaptação da Broadway. Tinha danças elaboradíssimas, criadas pela dupla de diretores, e com longa duração, que incluíam movimentos acrobáticos. Também representou uma síntese da história de Hollywood, referenciando vários filmes para narrar a transição da era do cinema mudo para o “cantado”. Ao mesmo tempo, explorou de forma vanguardista uma ousadia de Donen, que foi pioneiro em tirar os musicais das encenações em palcos para levá-los às ruas. No caso de “Cantando na Chuva”, ruas cenográficas, mas esburacadas e cheias de poças d’água, que faziam parte da coreografia. No ano em que a Academia premiou o ultrapassado “O Maior Espetáculo da Terra” (1952), “Cantando na Chuva” foi esnobado pelo Oscar. Sua vingança foi se tornar inesquecível, presente em todas as listas importantes de Melhores Filmes da História, influenciando novas e novíssimas gerações, dos responsáveis por “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) a “O Artista” (2011) e “La La Land” (2016). A dupla ainda voltou a se reunir em “Dançando nas Nuvens” (1955), mas o fato da ex-mulher de Donen (a atriz Jeanne Coyne) se envolver com Kelly acabou afastando os dois amigos. De todo modo, o diretor acabou se destacando mais na carreira solo a partir de “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Em 1957, ele fez o fantástico “Cinderela em Paris”, reunindo-se novamente com Fred Astaire e iniciando sua parceria com a deslumbrante Audrey Hepburn. O filme teve grande impacto na moda, consagrando sua estrela como musa fashion – ela vive uma modelo existencialista, que prefere usar o pretinho básico. Mas também na dança e no cinema, graças ao passo seguinte da ousadia de Donen. Desta vez, ele organizou uma grande coreografia do casal ao ar livre – e à luz do dia – , à beira de um lago real. Os musicais nunca mais foram os mesmos. Donen ainda dividiu créditos de direção com seu antigo diretor da Broadway, George Abbott, em “Um Pijama para Dois” (1957), filme que avançou ainda mais as coreografias ao ar livre, ao transformar um piquenique numa grande dança. A dupla também assinou o bem-sucedido “O Parceiro de Satanás” (1958). Foram muitos outros musicais, até que o gênero começou a sair de moda, levando o diretor a levar sua ousadia para novas vertentes. Ao filmar “Indiscreta” (1958), chegou a desafiar os censores com uma cena em que mostrou Cary Grant na cama com Ingrid Bergman. Para burlar a proibição da época, ele editou a sequência de forma a mostrar os dois simultaneamente numa tela dividida – sua justificativa para demonstrar que eles não estavam juntos no cenário íntimo, embora aparecessem juntos na mesma cena. O cineasta ainda reinventou-se à frente de thrillers filmados em technicolor vibrante, que combinavam suspense e aventura delirante. Com filmes como “Charada” (1963), estrelado por Audrey Hepburn e Cary Grant, e “Arabesque” (1966), com Sophia Loren e Gregory Peck, Donen se tornou o mais hitchcockiano dos diretores americanos de sua época, aperfeiçoando a fórmula de “Ladrão de Casaca” (1955) e “Intriga Internacional” (1959) – clássicos de Alfred Hitchcock que, por sinal, foram estrelados por Cary Grant. Ele ainda dirigiu comédias de sucesso, como “Um Caminho para Dois” (1967), novamente com Audrey Hepburn, e “O Diabo É Meu Sócio” (1967), com Dudley Moore. Também foi responsável pela adorada adaptação do livro infantil “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas fracassou com “Os Aventureiros do Lucky Lady” (1975) e ao se aventurar pela ficção científica em “Saturno 3” (1980), despedindo-se de Hollywood com a comédia “Feitiço do Rio” (1984), estrelada por Michael Caine. Dois anos depois, surpreendeu o mundo ao dirigir um clipe musical, no começo da era da MTV. Ele assinou o célebre vídeo de “Dancing in the Ceiling” (1986), em que o cantor Lionel Ritchie aparecia dançando no teto, de cabeça para a baixo – uma citação direta de seu clássico “Núpcias Reais”. Seus últimos trabalhos foram um episódio da série “A Gata e o Rato” (Moonlighting) em 1986 e o telefilme “Cartas de Amor” (1999). Em 1998, Donen finalmente foi homenageado pela Academia, que lhe concedeu um Oscar honorário pela carreira, “em apreciação a uma obra marcada pela graça, elegância, inteligência e inovação visual”. Ele recebeu sua estatueta das mãos de Martin Scorsese e, então, docemente cantarolou a letra da música “Cheek to Cheek”: “O céu, eu estou no céu, meu coração bate de modo que mal posso falar…” Ao longo da vida, o diretor teve seis relacionamentos amorosos importantes, casando-se cincoo vezes: com a dançarina, coreógrafa e atriz Jeanne Coyne (que o trocou por Kelly), a atriz Marion Marshall, a condessa inglesa Adelle Beatty, a atriz Yvette Mimieux e a vendedora Pamela Braden. Ele vivia, desde 1999, com a cineasta Elaine May.
Carol Channing (1921 – 2019)
A atriz Carol Channing, ícone do teatro e do cinema norte-americanos, morreu nesta terça-feira (15/1). Conhecida por originar o papel principal de “Hello Dolly!” no teatro e pela performance indicada ao Oscar no filme “Positivamente Millie”, ela tinha 97 anos de idade e morreu de causas naturais em sua casa no interior da Califórnia, nos EUA. Channing nasceu em Seattle em 31 de janeiro de 1921, filha de um editor de jornal, e fez sua estréia na Broadway aos 20 anos, em outubro de 1941, durante uma montagem de “Let’s Face It!” como substituta de Eve Arden. Seu talento logo ficou evidente e ela começou a aparecer também em programas de variedades, sitcoms e especiais televisivos, começando pelo “The Milton Berle Show” em 1948. Em 1949, ela viveu seu primeiro papel principal na Broadway, como Lorelei Lee na estreia teatral de “Os Homens Preferem as Loiras”, onde colocou sua marca na canção “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”. Interpretação que depois seria reprisada por Marilyn Monroe no cinema. Assim como ocorreria mais tarde com “Hello Dolly!” (apresentado pela primeira vez em 1964), Channing não foi chamada para estrelar a versão cinematográfica do musical. Se “Os Homens Preferem as Loiras” eternizou Marilyn Monroe, a adaptação para o cinema de “Dolly” impulsionou a carreira cinematográfica de Barbra Streisand. Por causa de seu estilo exagerado, Channing nunca foi uma grande estrela do cinema, mas impressionou nas poucas aparições que fez na tela grande. Conseguiu, por exemplo, roubar a cena de Julie Andrews e Mary Tyler Moore em “Positivamente Millie” (1967), que lhe rendeu sua única indicação ao Oscar. Apesar desse reconhecimento da Academia, foi mesmo no teatro que se consagrou, vencendo três prêmios Tony. Mas seus troféus ainda incluíram um prêmio Emmy pelo especial televisivo “An Evening With Carol Channing”, exibido em 1966. No cinema, Channing participou também de “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (1978), musical inspirado pelos Beatles e estrelado por Bee Gees e Peter Frampton. Também interpretou a Rainha Branca em uma versão de “Alice no País das Maravilhas” para a TV, lançada em 1985. Sua última aparição para câmeras foi na série “Style & Substance”, em 1998, num episódio em que interpretou a si mesma. Por fim, em 2006, voltou às telinhas apenas com a voz, para uma participação especial em “Uma Família da Pesada” (Family Guy).
Fosse/Verdon: Trailer de minissérie com Sam Rockwell e Michelle Williams capricha nas coreografias
O canal pago FX divulgou o primeiro trailer da minissérie “Fosse/Verdon”, que traz Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) e Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) respectivamente como o diretor e coreógrafo Bob Fosse e a atriz e dançarina Gwen Verdon. A prévia é repleta de coreografias, recriando momentos famosos da carreira do casal, como os espetáculos da Broadway “Charity, Meu Amor”, “Cabaret” e “Chicago”. A minissérie vai acompanhar suas trajetórias como um casal de artistas que, como destaca o release da FX, “mudou a cara do entretenimento americano – a um custo perigoso”. O elenco da série também inclui Margaret Qualley (“The Leftovers”), Norbert Leo Butz (“Bloodline”), Aya Cash (“You’re the Worst”), Susan Misner (“Billions”) e Bianca Marroquín (“Eleanor”), Paul Reiser (“Stranger Things”), além de Nate Corddry (“Mindhunter”) como Neil Simon, Kelli Barrett (“O Justiceiro”) como Liza Minnelli e Laura Osnes (“City of Dreams”) como Shirley MacLaine. “Fosse/Verdon” ainda não tem previsão de estreia.
Peter Masterson (1934 – 2018)
O ator, roteirista e diretor Peter Masterson, que foi bastante ativo nas décadas de 1970 e 1980 à frente e atrás das câmeras, morreu na quarta-feira (19/12), após sofrer uma queda em sua casa, no interior de Nova York. Ele tinha 84 anos e sofria de doença de Parkinson. Nascido Carlos Bee Masterson Jr. em 1 de junho de 1934, ele fez sua estreia no cinema com papéis no filme de guerra “A Baia da Emboscada” (1966) e no thriller clássico “No Calor da Noite” (1967), que venceu o Oscar. Após aparecer em outros longa e séries, foi escalado como o diretor da clínica que sugere uma maneira de salvar uma jovem (Linda Blair) aparentemente possuída pelo demônio. “Você já ouviu falar em exorcismo?”, ele pergunta para a mãe (Ellen Burstyn) da garota, introduzindo a trama de “O Exorcista” (1973), um dos filmes mais famosos dos anos 1970. Ele também apareceu em outro clássico do período, “As Esposas de Stepford” (1975), como o marido da protagonista Katharine Ross. A produção também marcou a estreia de sua filha no cinema, a atriz Mary Stuart Masterson, que viveu a filha de sua personagem aos oito anos de idade. Depois disso, Peter Masterson só apareceu em mais dois filmes, encerrando a carreira de ator cinematográfico com “Jardins de Pedra” (1987), de Francis Ford Coppola. Mas não aposentou das câmeras. Apenas passou para trás delas. Em 1978, ele escreveu a peça “A Melhor Casa Suspeita do Texas”, que virou um enorme sucesso na Broadway e acabou se tornando também um blockbuster de cinema em 1982, com Burt Reynolds e Dolly Parton nos papéis principais. A partir daí, passou a se interessar por outras funções que não fossem atuação. Fez sua estreia como diretor em “O Regresso para Bountiful” (1985), drama de época que rendeu muitos elogios da crítica e o Oscar de Melhor Atriz para Geraldine Page. Mas, infelizmente, não voltou a conseguir a mesma repercussão com suas obras seguintes. Dirigiu, ao todo, nove longa-metragens e dois telefilmes até 2005, entre eles “Lua Cheia em Blue Water” (1988), com Gene Hackman, “Amores e Desencontros” (1997), estrelado por Diane Keaton e Sam Shepard, e “Lily Dale” (1996), protagonizado por sua filha Mary Stuart Masterson. Em depoimento emocionado para a imprensa, a atriz descreveu Peter Masterson como “o melhor pai imaginável e uma verdadeira inspiração para mim, de forma criativa e em todos os sentidos”.
Rebel Wilson entra na adaptação de Cats estrelada por Taylor Swift
A atriz Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”) entrou no musical “Cats”, adaptação do famoso sucesso da Broadway, que será estrelada pela cantora Taylor Swift. Ela vai viver a gata Jennyanydots. Na peça original de Andrew Lloyd Webber, a personagem é conhecida por ser preguiçosa, passar seus dias no sol e suas noites cozinhando e servindo como professora para um grupo de ratos. O elenco do musical também inclui Ian McKellen (“O Hobbit”), Idris Elba (“A Torre Negra”), Jennifer Hudson (“Dreamgirls”), Judi Dench (“Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”) e James Corden (“Caminhos da Floresta”). Composto por Andrew Lloyd Webber a partir da coleção de poemas escritas por T.S. Eliot, “Cats” conta a história dos gatos jellicle (palavra que só eles sabem o seu significado), que se reúnem uma vez ao ano para decidir quem deve ir para um lugar melhor. O espetáculo estreou no West End londrino em 1981 e teve longa temporada de sucesso na Broadway, entre 1987 e 2006. A direção é de Tom Hopper, que já comandou outra adaptação da Broadway, “Os Miseráveis” (2012). As filmagens devem começar no final do ano e a estreia está marcada para 20 de dezembro de 2019.
Steven Spielberg vai produzir remake musical de A Cor Púrpura
O primeiro drama da carreira de Steven Spielberg, “A Cor Púrpura” (1985), vai ganhar remake do próprio diretor, desta vez como musical. Spielberg e Oprah Winfrey, que atuou no longa original, juntaram-se para produzir uma nova versão cinematográfica do romance homônimo de Alice Walker, que terá como ponto de partida não o longa indicado a 10 Oscars, mas o musical da Broadway que disputou 11 prêmios Tony em 2006. E o veterano compositor, jazzista e produtor Quincy Jones, que trabalhou na trilha dos anos 1980, juntou-se ao projeto para desenvolver a parte musical. Winfrey e Jones também produziram a adaptação da Broadway, ao lado de Scott Sanders (responsável pelo revival de “Evita”). Para quem não lembra, a história é centrada em Celie, uma negra do sul dos Estados Unidos que é abusada pelo pai e pelo marido. No filme de Spielberg, a protagonista foi vivida pela então desconhecida Whoopi Goldberg, que recebeu uma indicação ao Oscar, assim como Oprah, como Melhor Atriz Coadjuvante pelo primeiro papel de cinema de sua carreira. Com um orçamento de US$ 15 milhões, “A Cor Púrpura” arrecadou mais de US$ 140 milhões nos cinemas mundiais. O musical sobre a obra estreou na Broadway em 2005 e, após quase mil apresentações, voltou a ser encenado em 2016, ocasião em que venceu dois Tonys. Steven Spielberg anda rondando o gênero musical nos últimos tempos. Ele está desenvolvendo um remake (desnecessário) da obra-prima “Amor, Sublime Amor” (1961), mas não se apresenta como diretor do projeto de remake musical de “A Cor Púrpura”, apenas como produtor. Em estágio inicial, o projeto ainda não possui nem roteirista definido.
Jake Gyllenhaal vai estrelar cinebiografia do maestro e compositor Leonard Bernstein
O ator Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) interpretará o lendário maestro e compositor Leonard Bernstein em “The American”, cinebiografia com direção de Cary Fukunaga (“Beasts of No Nation”). O longa vai adaptar a biografia escrita por Humphrey Burton e seguirá a ascensão meteórica de Bernstein, após conduzir a Filarmônica de Nova York aos 25 anos, numa carreira de prestígio que inclui indicação ao Oscar pela trilha sonora de “Sindicato de Ladrões” (1954) e a criação de um dos mais bem-sucedidos musicais da Broadway, “West Side Story”, cuja adaptação cinematográfica venceu nada menos que 10 Oscars em 1962, inclusive Melhor Filme. O roteiro foi escrito por Michael Mitnick (“O Doador de Memórias”). “Como muitas pessoas, Leonard Bernstein encontrou seu caminho em minha vida e coração através de ‘West Side Story’ quando eu era criança”, disse Gyllenhaal, no comunicado do anúncio do projeto. “Mas quando fiquei mais velho e comecei a aprender sobre o escopo de seu trabalho, comecei a entender a extensão de sua contribuição inigualável e a dívida de gratidão que a cultura americana moderna lhe deve. Como homem, Bernstein era uma figura fascinante – cheia de genialidade e contradição – e será uma honra incrível contar sua história com um amigo talentoso como Cary”. Ainda não há previsão de estreia. Vale lembrar que ninguém menos que Steven Spielberg (“Jogador Nº 1”) andava circulando filmar uma biografia de Bernstein e/ou um remake de “West Side Story” – que foi lançado nos cinemas brasileiros como “Amor, Sublime Amor”. Até uma chamada de elenco chegou a surgir na mídia sobre o projeto.
Jesus Christ Superstar com John Legend e Alice Cooper ganha novo comercial
A rede NBC divulgou o primeiro teaser da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. O comercial tem clima de show de rock, ao som da música mais conhecida do espetáculo, enquanto destaca aparcipações dos cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend – que interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada em filme por Norman Jewison em 1973. O musical irá ao ar ao vivo no dia 1º de abril nos Estados Unidos.
Nanette Fabray (1920 – 2018)
Morreu Nanette Fabray, estrela do teatro, do cinema e da TV americana, que venceu o Tony nos anos 1940 e três Emmys nos 1950. Fabray tinha 97 anos e faleceu na quinta (22/2) em sua casa em Palos Verdes, na Califórnia. Californiana criada em Los Angeles, Nanette praticamente saiu da formatura no colegial para sua estreia no cinema, com apenas 19 anos de idade. Seu primeiro papel foi como uma aia da rainha Elizabeth I (Bette Davis) em “Meu Reino Por um Amor” (1939), quando ainda assinava Nanette Fabares. Mas sua carreira acabou tomando o rumo do palco. Quando voltou ao cinema no famoso musical “A Roda da Fortuna”, em 1954, já era uma estrela premiada da Broadway. Por isso mesmo, o filme aproveitou seu talento para incluir uma coreografia memorável, em que ela, Fred Astaire e Jack Buchanan interpretavam bebês, com cabeças e torsos de tamanho adulto, mas pernas curtas de crianças. No mesmo ano, ela estrelou seu primeiro papel fixo na TV, na série “Caesar’s Hour”, do humorista Sid Caesar. E em 1956 venceu dois prêmios Emmy como Melhor Comediante (como a categoria era chamada na época) e Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho. Nanette ainda bisou a segunda categoria no ano seguinte, com um detalhe vexatório para os produtores da atração: a vitória aconteceu após ela ter sido demitida, após seu agente exigir um melhor salário. Não quiseram nem ouvir que ela quase deu sua vida para a série. Em 1955, Nanette ficou hospitalizada duas semanas depois de ter sido nocauteada pela queda de tubos nos bastidores do programa, durante uma transmissão. Ela não emplacou mais nenhum sucesso televisivo, mas fez inúmeras aparições em séries e programas de variedades. Nos anos 1970, teve participações recorrentes como mãe de duas personagens icônicas da TV: de Mary Tyler Moore na série que levava o nome da atriz e de Ann Romano, personagem de Bonnie Franklin na sitcom “One Day at a Time”. Uma década mais tarde, ela ainda viveu outra mãe na série “Coach”, desde vez da personagem Christine Armstrong, vivida por sua sobrinha Shelley Fabares. Foi o último trabalho de Nanette. Os problemas de audição acabaram encurtando sua carreira. Ela deixou de cantar ao vivo aos 30 anos, quando percebeu que não conseguia ouvir direito a orquestra, durante a apresentação de um musical. Foi isso que a fez migrar da Broadway para a TV. A atriz foi diagnosticada com otosclerose, uma doença em que o crescimento excessivo nos ossos da orelha média interfere na transmissão do som. Mas guardou isso em segredo, vendo o problema se agravar a cada ano, até ficar praticamente surda. Quando assumiu a doença, virou porta-voz do Conselho Nacional sobre Deficiência e lutou pelos direitos dos deficientes, o que lhe rendeu inúmeros prêmios humanitários, inclusive do Sindicato dos Atores.
Versão televisiva de Jesus Christ Superstar ganha primeiro teaser
A rede NBC divulgou o primeiro teaser da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. O comercial traz apenas cenas de público e uma banda no palco, ao som da música mais conhecida do espetáculo, enquanto destaca os nomes dos cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend – que interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada em filme por Norman Jewison em 1973. O musical irá ao ar ao vivo no dia 1º de abril nos Estados Unidos.
Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend vão estrelar versão televisiva de Jesus Christ Superstar
Os cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend são os primeiros nomes confirmados da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. Eles interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. Não será a primeira vez que Jesus será interpretado por um homem negro. O trash “Color of the Cross” (2006) chegou a ir ao limite de afirmar que Jesus foi assassinado justamente por ser negro. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada num filme famoso por Norman Jewison em 1973. Na época, Judas também foi interpretado por um artista negro, Carl Anderson, que cantou a música mais famosa da produção (veja abaixo). O musical irá ao ar ao vivo na rede NBC no dia 1º de abril.
Victor Garber vai deixar a série Legends of Tomorrow
O ator Victor Garber vai deixar a série “Legends of Tomorrow” na atual temporada. Ele interpreta o professor Martin Stein desde 2015. Originalmente introduzido na série “The Flash”, o personagem se junta ao mecânico Jefferson Jackson (Franz Drameh) para formar o poderoso Nuclear (Firestorm), o que também coloca em cheque a continuação deste herói na trama. O motivo para a saída do ator não foi informado, mas Garber vai atuar na produção da Broadway “Hello, Dolly!” a partir de janeiro, o que pode gerado um conflito de agendas. Já a partida do personagem foi prenunciada na estréia da 3ª temporada, onde Stein descobriu que será vovô e avisou que em breve se afastaria da equipe de heróis para acompanhar o parto da filha Lily (Christina Brucato). “Legends of Tomorrow” estreou sua 3ª temporada nesta semana nos EUA. Os novos episódios chegam ao Brasil em 23 de outubro, pelo canal pago Warner.
Viola Davis levou um Oscar merecidíssimo por Uma Limite Entre Nós
“Fences”, a peça teatral de August Wilson, foi levada na Broadway com Denzel Washington e Viola Davis como protagonistas. A versão cinematográfica, que recebeu o mesmo nome (aqui, “Um Limite Entre Nós”), teve August Wilson como roteirista, foi dirigida por Denzel Washington e protagonizada por ele e Viola. É um drama familiar, um melodrama como muitos outros, bem construído, com bons diálogos, acrescentando a esses ingredientes uma realidade norte-americana de grande hostilidade aos negros, na década de 1950. O filme não disfarça sua origem teatral, mas tem um bom ritmo e uma temática e personagens consistentes. O seu maior triunfo, sem dúvida, são seus dois maravilhosos atores principais: Denzel Washington e Viola Davis. Eles dão um show de interpretações, revivendo os papéis que já haviam desempenhado no teatro. Viola venceu o Oscar 2017 de Melhor Atriz Coadjuvante (por que coadjuvante?), o Globo de Ouro e o BAFTA britânico. Prêmios merecidíssimos. Denzel merecia outro tanto. E o elenco de atores é todo muito bom, de primeira linha.











