Rolando Boldrin, ator e criador do “Som Brasil”, morre aos 86 anos
O ator, cantor e apresentador Rolando Boldrin morreu nesta quarta-feira (9/11) aos 86 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein havia dois meses, mas a causa da morte não foi informada. Com mais de 60 anos de carreira na TV, Rolando Boldrin foi galã de novelas e se tornou profundamente identificado com a divulgação da música regional brasileira nos programas “Som Brasil”, que criou na Globo, e “Sr. Brasil”, que ele apresentava há 17 anos na TV Cultura. “Ele tirou o Brasil da gaveta e fez coro com os artistas mais representativos de todas as regiões do país. Em seu programa, o cenário privilegiava os artesãos brasileiros e era circundado por imagens dos artistas que fizeram a nossa história, escrita, falada e cantada, e que já viajaram, muitos deles ‘fora do combinado’, conforme costumava dizer Rolando”, disse a TV Cultura em nota oficial. Como ator, ele também fez História na TV brasileira. Boldrin protagonizou a primeiríssima novela da Record TV, “A Muralha”, produção de época lançada em 1954 quando ainda não existia videotape e toda a programação televisiva era exibida ao vivo. Participou ainda de vários programas clássicos da Tupi, incluindo diversos teleteatros ao vivo, como “TV Teatro”, “TV de Vanguarda” e “Grande Teatro Tupi”, além de novelas históricas, como a primeira protagonizada por Gloria Menezes, “Há Sempre o Amanhã” (1960), e o fenômeno de audiência “O Direito de Nascer” (1964). Ao voltar à Record na virada da década, fez nova passagem marcante por novelas, entre elas “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970) e “Os Deuses Estão Mortos” (1971), antes de ressurgir na Tupi na icônica “Mulheres de Areia” (1973). Ele permaneceu na Tupi até o final dos anos 1970, participando de “O Profeta” (1977) e “Roda de Fogo” (1978) antes de migrar para a rede Bandeirantes em 1979, onde fez mais quatro novelas, com destaque para “Os Imigrantes” (1981), maior sucesso da teledramaturgia da emissora, assinada por Benedito Ruy Barbosa (autor também de “Pantanal”), que teve mais de 450 capítulos de duração. Boldrin se despediu das novelas com a maratona da Band. Em 1981, ele foi para a Globo, onde virou apresentador. O próprio ator criou o programa “Som Brasil”, que tinha como objetivo divulgar a música regional brasileira, até então pouco reconhecida. Exibida nas manhãs de domingo, a produção se tornou um enorme sucesso, ficando no ar até 2013. Mas Boldrin bateu de frente com a emissora e, insatisfeito com o horário de exibição, deixou a apresentação em 1984, sendo substituído pelo ator Lima Duarte. Ele adaptou o projeto e o relançou com outro nome, “Empório Brasileiro” na Band, e depois como “Empório Brasil” no SBT. Em 2005, fechou com a TV Cultura para continuar seu projeto no programa “Sr. Brasil”, que era exibido até hoje. Apesar de ter largado as novelas, ele permaneceu ligado à atuação, trabalhando em filmes como “Doramundo” (1978) e “O Tronco” (1999), ambos de João Batista de Andrade, “Ele, o Boto” (1987), de Walter Lima Jr., e o recente “O Filme da Minha Vida” (2017), de Selton Mello. Segundo a nota da Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, Boldrin dizia que continuava a ser fundamentalmente um ator. “Esse tem sido meu trabalho a vida inteira; radioator, ator de novela, de teatro, de cinema, um ator que canta, declama poesias e conta histórias”, descrevia-se.
Band vai exibir “Manhãs de Setembro” da Amazon
A Band e a Amazon Prime Video fecharam um acordo para que a série brasileira de streaming “Manhãs de Setembro” seja exibida na TV aberta. Pelo contrato, a rede de televisão exibirá os cinco capítulos da 1ª temporada em suas madrugadas, após o programa “Esporte Total”, a partir do dia 26. Serão as “madrugadas” de setembro. A negociação seria uma forma de também divulgar a 2ª temporada, que estreia três dias antes, na sexta-feira (23/9). “Manhãs de Setembro” acompanha Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter tido um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai, ela inicialmente refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça ao ver que o menino não tem opções. A série também é estrelada pela ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”), Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”) e a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”). Originalmente concebida como minissérie, a atração agradou público e crítica e, em sua 2ª temporada, vai explorar o reencontro entre Cassandra e seu próprio pai distante, vivido por Seu Jorge (“Marighella”). Outras novidades do elenco dos novos capítulos são as participações de Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”) e dos cantores Ney Matogrosso e Mart’nália na trama. Produção da O2 Filmes, a série tem roteiro de Josefina Trotta (“Amigo de Aluguel”), Alice Marcone (“Born to Fashion”) e Marcelo Montenegro (“Lili, a Ex”), e conta com direção de Luis Pinheiro (“Samantha”) e Dainara Toffoli (“Amigo de Aluguel”).
Rubens Caribé (1965-2022)
O ator Rubens Caribé, galã de novelas da Globo e do SBT, morreu neste domingo (5/6), aos 56 anos. Ele enfrentava um câncer de boca há alguns anos e passava tratamento contra a doença. Destaque do teatro paulista nos 1990 e 2000, o ator foi integrante do Teatro do Ornitorrinco e chegou à televisão embalado pelo sucesso de crítica – venceu vários prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) ao longo da carreira. Sua estreia nas telas ocorreu na minissérie “Anos Rebeldes”, de 1992, e em seguida fez sua primeira novela, integrando “Fera Ferida” (1993). Fez ainda “Malhação” (em 1995) e as séries “Retrato de Mulher” (1994) e “Contos de Verão” na Globo, antes de começar um giro pelas concorrentes. No SBT, destacou-se com as novelas “Sangue do Meu Sangue” (1995) e “Os Ossos do Barão” (1997), além da série “Antônio Alves, Taxista” (1996). Depois fez “Canoa do Bagre” (1997) na Record e “Serras Azuis” (1998) na Band, antes de ter nova passagem pela Globo em episódios de “Você Decide” e na série “Sandy & Júnior” (1999). A carreira itinerante ainda incluiu passagens por “Pícara Sonhadora” (2001) e os humorísticos “Ô… Coitado!” (2000) e “Meu Cunhado” (2005) no SBT, a longa novela “Cidadão Brasileiro” (2006), na Record, mais uma volta para a Globo em “Sete Pecados” (2007) e sua última passagem pelo SBT em “Uma Rosa com Amor” (2010), sua novela final. Caribé também fez um punhado de filmes, especializando-se em produções criminais como “Sombras de Julho” (1995), de Marco Altberg, “Inversão” (2010), de Edu Felistoque, e “Cano Serrado” (2019), de Erik de Castro. Seu último trabalho nas telas foi a participação em dois episódios de “Cidade Invisível”, sucesso da Netflix, em 2021. Mas seu principal palco sempre foi o teatro, onde estrelou as mais diversas montagens, de “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Shakespeare, até o musical “Hair”. Rubens era casado com o músico Ricardo Severo e virou sex simbol LGBTQIAP+ ao posar nu para a revisa G Magazine, num dos ensaios mais populares da história da publicação. Vários colegas lamentaram sua morte nas redes sociais. Mika Lins resumiu: “Um dia triste para o teatro”.
Gorete Milagres vai voltar a viver a Filó em série de comédia
Gorete Milagres vai voltar a trabalhar com Moacyr Franco em nova sitcom da Band. Os dois fizeram uma parceria de sucesso em “Ô… Coitado”, que teve três temporadas exibidas no SBT entre 1999 e 2000. Curiosamente, a comediante vai repetir o mesmo papel, a empregada Filomena, mais conhecida como Filó. Mas Moacyr Franco viverá outro personagem. Ele será pai de Marcelo Médici (“Vai que Cola”) e os dois tentarão salvar a empresa da família da falência. Ainda sem título, a atração vai se passar num escritório, em que Filó trabalha como faz-tudo. O elenco também contará com Valéria Vitoriano, retomando a personagem Rossicléa (do programa “Rossicléa Vai”, da extinta rede Manchete), a ex-panicat Aricia Silva e atores do grupo Café com Bobagem. Ainda sem título divulgado, a comédia será exibida aos sábados, às 20h30m. A direção é de Mauricio Donato (“Domingo Espetacular”), a redação final de Márcio Araújo (“Turma da Mônica em Cinegibi: O Filme”) e a supervisão de Claudio Torres Gonzaga (“Os Parças”). A gravação do piloto está marcada para o fim deste mês nos Estúdios Vera Cruz, em São Bernardo do Campo.
HBO Max fará concurso no “Faustão na Band” para revelar atriz
A HBO Max firmou parceria com a Band para promover o concurso “Uma Nova Estrela Para o Brasil”, que irá escolher no programa “Faustão na Band” uma atriz para o elenco de “Segundas Intenções”, a primeira novela da plataforma de streaming – que a HBO Max chama de “telessérie”. A abertura das inscrições será anunciada em breve. As candidatas de todo o Brasil terão que enviar um vídeo, com duração de até dois minutos, apresentando um texto de escolha livre e que será avaliado pela equipe da HBO Max. A equipe também será responsável por fazer uma seleção prévia, que reduzirá o número de candidatas para 12 concorrentes escolhidas para participar da competição televisiva. A disputa acontecerá ao longo de cinco semanas e envolver diferentes dinâmicas de atuação com a presença de atores que integrarão o elenco da novela. Um júri artístico e técnico e o voto do auditório definirão a escolhida. “Estamos muito felizes pela parceria com o Faustão, que tem uma reconhecida experiência em lançar novos talentos. Este concurso é uma etapa importante na pré-produção de ‘Segundas Intenções’, nossa primeira telessérie. Tenho certeza de que vamos nos surpreender com o nível das inscrições. O Brasil é um grande celeiro de excelentes artistas”, comentou Mônica Albuquerque, head de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America. “O pioneirismo em lançar uma nova atriz utilizando dois canais de plataformas diferentes já é um marco muito interessante dentro do nosso mercado. Essa parceria traz uma nova experiência para o público da Band e para todos os assinantes da HBO Max”, acrescenta Cris Moreira, diretor geral de Comercialização do Grupo Bandeirantes de Comunicação. “Segundas Intenções” é uma criação de Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”) com direção de Joana Jabace (“Diário de Um Confinado”) e supervisão geral de Silvio de Abreu (“Guerra dos Sexos”). A trama acompanha uma protagonista típica de novela (ou de séries parecidas como novelas, como “Revenge”) em busca de justiça. Sofia era criança quando viu sua mãe ser presa injustamente por causa de sua tia, Lola (Camila Pitanga), uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos. Sem rumo, ela é acolhida pela amorosa família Paixão, que também está sofrendo porque a filha Rebeca, uma candidata a modelo, foi parar no hospital após uma cirurgia plástica mal sucedida. Sofia e sua nova família se unem na dor e na indignação contra os culpados pelas suas tragédias: Lola e Benjamin Argento, um playboy cirurgião plástico, herdeiro de um império da beleza. Claro que Lola e Benjamin se casam, em uma união de forças, interesses e facilitação narrativa. Anos depois, já adulta, Sofia traça seu plano de vingança.
Com covid-19, Faustão interrompe gravações
Logo na semana de estreia de seu programa na Band, o apresentador Fausto Silva foi diagnosticado com covid-19 e afastado das gravações. Ele está assintomático e mandou um recado para seu amigo José Luiz Datena durante o “Brasil Urgente” exibido nesta quarta (19/1). Segundo Datena, Faustão está bem e fará um novo teste na próxima segunda-feira (24/1). “Eu não tenho nenhum sintoma, nunca tive resultados tão bons nos meus exames. Nem ia fazer PCR, fiz duas vezes quando estive em Miami. Mas agora deu positivo. Estou fora até a segunda-feira, quando vou fazer um novo teste”, diz o texto enviado pelo apresentador. Como muitos programas do “Faustão na Band” foram gravados com antecedência, as exibições não serão interrompidas por conta do diagnóstico. Com gravações quase que diárias na Band, Fausto Silva recebeu Luana Piovani e Mariana Rios um dia antes de testar positivo para covid-19. Assim como todos que participaram do programa, elas testaram negativo para a doença. Fausto Silva voltou a apresentar uma atração na televisão após sete meses do anúncio de sua saída da TV Globo. O “Faustão na Band” teve o seu primeiro programa na segunda-feira (17/1), quando surpreendeu ao assumir a vice-liderança da programação televisiva em São Paulo.
Estreia de Faustão coloca Band na vice-liderança da TV brasileira
A estreia do novo programa de Fausto Silva, o “Faustão na Band” foi vice-líder de audiência na Grande São Paulo, principal mercado publicitário do país, num desempenho acima das expectativas da própria emissora em sua estreia. No ar das 20h30 às 22h40, o programa registrou 8 pontos de média, com picos de 10, superando a audiência de novelas da Record (7 pontos) e do SBT (6,6). Só ficou atrás da Globo (22,4), enfrentando o “Jornal Nacional”, “Um Lugar ao Sol” e o começo do “BBB 22”. Os dados são da Kantar Ibope Media, mas como se trata de uma prévia, com registro de momento, podem sofrer alterações no resultado consolidado, que sai na manhã de terça-feira (18/1). O desempenho chama a atenção porque o novo programa de Faustão foi lançado em um horário que a emissora tinha audiência baixa (1,5 ponto) e que, até dezembro, era ocupado por programação religiosa. A Band não disputava contra Record e SBT nesse horário desde 2009, quando exibia o humorístico “Uma Escolinha Muito Louca”. Os atrativos de Faustão para enfrentar a audiência foram Zeca Pagodinho, Seu Jorge e Alexandre Pires, além das tradicionais Videocassetadas. O programa será diário e Fausto Silva fez questão de reforçar que cada dia trará atrações diferentes. Nesta terça-feira, por exemplo, será lançado o novo quadro Grana ou Fama, um show de calouros.
Françoise Forton (1957–2022)
A atriz Françoise Forton morreu no domingo (16/12), no Rio de Janeiro, aos 64 anos. Estrela de novelas que marcaram época, ela estava em tratamento contra um câncer. Ela iniciou a carreira aos 13 anos, no filme “Marcelo Zona Sul” (1970), e entrou na Globo aos 16, aparecendo em um episódio da versão original de “A Grande Família”, em 1973, interpretando a namorada de Tuco (Luiz Armando Queiroz). Ela seguiu na televisão com a novela “Fogo sobre Terra” em 1974, interpretando a rebelde Estrada-de-Fogo, seu primeiro de muitos papéis importantes nas telenovelas da emissora. Em 1975, protagonizou “Cuca Legal” como Virgínia, uma das três mulheres de Mário Barroso (Francisco Cuoco), emendando o papel com a ativista Mariana, que lutava pelos direitos da mulheres na novela das dez “O Grito”. No mesmo ano, fez dois filmes da era da pornochanchada, “Relatório de Um Homem Casado” (1974) e “O Sósia da Morte” (1975). Tinha 18 quando o último foi lançado, estampando sua nudez no pôster. Seu papel mais famoso de mocinha veio no ano seguinte, 1976, quando protagonizou “Estúpido Cupido”, novela ambientada nos anos 1960. Sua personagem era Maria Tereza, uma moça sonhadora que desejava sair da pequena Albuquerque para ser eleita Miss Brasil. Porém, o namorado João (Ricardo Blat), aspirante a jornalista, morre de ciúmes e pretende se casar com ela, colocando-se como empecilho a seus planos. Foi um fenômeno de audiência. Mas após o fim da novela ela passou sete anos afastada da televisão, voltando só em 1983 na Rede Bandeirantes, onde fez a novela “Sabor de Mel” e a série “Casa de Irene”. Forton retornou à Globo em 1988 na novela “Bebê a Bordo”, em que interpretou a sensual Glória, e se destacou no ano seguinte em outro sucesso, “Tieta”, como a vilã Helena, esposa de Ascânio (Reginaldo Faria). Ainda atuou em “Meu Bem, Meu Mal” (1990), foi uma das “Perigosas Peruas” (1992), integrou “Sonho Meu” (1993), “Quatro por Quatro” (1994) e teve seu grande destaque como vilã em “Explode Coração”, a primeira telenovela a ser gravada no Projac, na pele de Eugênia Avelar, mulher requintada e fria, apaixonada pelo protagonista Júlio (Edson Celulari). A lista de novelas de sua segunda passagem pela Globo também inclui “Anjo de Mim” (1996), “Por Amor” (1997), “Uga Uga” (2000), “O Clone” (2001) e “Kubanacan” (2003). Depois de viver a fútil Concheta, a atriz passou a trabalhar no SBT, onde estrelou dois remakes de novelas mexicanas, “Seus Olhos” (2004) e “Os Ricos Também Choram” (2005). Em seguida, assinou contrato com a Rede Record, onde permaneceu até o ano de 2011, participando de “Luz do Sol” (2007), “Caminhos do Coração” (2008), “Os Mutantes” (2008) e “Ribeirão do Tempo” (2010). No mesmo ano, filmou “Leo e Bia”, filme do cantor Oswaldo Montenegro. E em seguida voltou à Globo, fazendo participações em “Amor à Vida” (2013), “I Love Paraisópolis” (2015) e “Tempo de Amar” (2017). Seus últimos trabalhos foram bastante diversificados: a série “Prata da Casa” (2017) na Fox, o filme sertanejo “Coração de Cowboy” (2018) e a novela “Amor sem Igual” (2019), da Record.
Netflix cancela “Julie and the Phantoms” e não avisa
A Netflix cancelou a série “Julie and the Phantoms” usando seu método favorito para informar aos fãs: o silêncio. Foram quase um ano e meio sem que o destino da atração se tornasse conhecido, numa estratégia que usou a passagem do tempo como fator de esquecimento. Como também é costume na comunicação da plataforma, que só se manifesta para dar boas notícias, o cancelamento não ganhou menção oficial, sem qualquer satisfação aos fãs. Em vez disso, o público precisou descobrir que a série musical tinha acabado após sua única temporada por meio de Kenny Ortega, o diretor e produtor da atração. Num post publicado neste sábado (18/12) em seu Instagram, Ortega afirmou que a Netflix só comunicou que não faria a 2ª temporada nesta semana. Ele agradeceu o carinho dos fãs e disse que, apesar de triste, a equipe de “Julie and the Phantoms” estava orgulhosa de seu trabalho. “Ficamos sabendo nesta semana que a Netflix não fará a nossa 2ª temporada. Apesar de nossos corações tristes, seguimos em frente com orgulho pelo que conquistamos como um time e a família que construímos enquanto criávamos ‘Julie’. Esperamos que vocês continuem a nos acompanhar à medida que continuamos com nossos trabalhos e carreiras. Bom final de ano para todos”, escreveu o cineasta. Curiosamente, a série americana era remake da produção juvenil brasileira “Julie e os Fantasmas”, que também acabou na 1ª temporada, deixando os fãs inconformados – apesar de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série Infantil do mundo em 2013. Na adaptação americana, a história ganhou ares de “High School Musical” assombrado, o que também tem relação com Kenny Ortega, que dirigiu os três filmes da franquia do Disney Channel. A trama girava em torno da Julie do título, uma jovem apaixonada por música que perde a vontade de tocar quando a mãe morre. Até que redescobre o prazer musical quando encontra mortos da sua idade, isto é, uma banda formada por três fantasmas, mortos nos anos 1990. Pena que não é uma banda de rock gótico, que teria a ver com o tema, mas de pop teen comum do Disney Channel do fim dos anos 2000 (em versão de 2021), que passa longe de assombrar. O elenco destacava Madison Reyes, que antes só tinha figurado num curta-metragem, no papel de Julie (interpretada por Mariana Lessa no Brasil). Já os músicos da banda fantasma eram Charlie Gillespie (visto em “Charmed”, “Degrassi: Next Class” e no filme “Runt”), Jeremy Shada (dublador de Finn em “A Hora da Aventura”) e Owen Patrick Joyner (de “100 Coisas para Fazer Antes do High School” e “Esquadrão de Cavaleiros”). Para completar o elenco, Carlos Ponce (“Devious Maids”, “Major Crimes”) vivia o pai de Julie, que nesta versão era viúvo, e o menino Sonny Bustamante (visto na série “Law & Order True Crime”) interpretava o irmão mais novo da protagonista. A produção americana venceu três prêmios Emmy e o prêmio Imagen, dedicado a talentos latinos nos EUA, de melhor estrela jovem para Madison Reyes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kenny Ortega (@kennyortegablog)
Rogério Samora (1959–2021)
O ator português Rogério Samora morreu nesta quarta (15/12), de 62 anos, após 147 dias hospitalizado em Lisboa. Ele estava internado desde julho, após sofrer uma parada cardíaca durante a gravação de uma novela. Conhecido no Brasil pela novela “Nazaré”, da Band, Samora sofreu um infarto nos estúdios da SIC enquanto gravava uma novela portuguesa, “Amor Amor”. O artista tem um papel importante na trama e, antes de se sentir mal, estava contracenando com outro ator conhecido dos brasileiros, Ricardo Pereira (“Deus Salve o Rei”, “Minha Vida em Marte”), que é o protagonista. Ele foi acudido rapidamente pelos colegas e equipes de produção da novela e levado para o Hospital Amador Sintra. Mesmo assim, não conseguiu se recuperar. Nascido em Lisboa, em 28 de outubro de 1958, Samora acumulava mais de 40 anos de carreira. Ele começou no teatro e participou de muitas novelas, séries, programas de televisão e filmes premiados, incluindo três longas do mestre Manoel de Oliveira, “Os Canibais” (1988), “Palavra e Utopia” (2000) e “O Quinto Império – Ontem Como Hoje” (2004), além de “Capitães de Abril” (2000), de Maria de Medeiros, e “As Mil e Uma Noites” (2015), de Miguel Gomes, entre outras obras premiadas. Samora também fez dois filmes brasileiros: “Solidão, Uma Linda História de Amor”, de Victor di Mello, em 1989, contracenando com Tarcísio Meira, Maitê Proença, Nuno Leal Maia, Vera Gimenez e até Pelé, e “Diário de Um Novo Mundo”, de Paulo Nascimento, em 2005, ao lado de Edson Celulari e Daniela Escobar.
Globo demite mulher de Faustão e apresentador dará entrevista na Band
Com a antecipação da saída de Fausto Silva do comando do “Domingão”, sua esposa Luciana Cardoso também foi afastada pela emissora. Ela trabalhava como roteirista e produtora do programa do marido há mais de uma década e seguirá com Faustão para a Band. A saída de Luciana teria sido em comum acordo, já que seu contrato acabou em março, mas ela continuou creditada como roteirista até o último dia do marido no programa. Ela cuidava das demandas pessoais de Fausto Silva e também ajudava a selecionar os famosos que participam do júri artístico da “Super Dança dos Famosos”. Atualmente negociando detalhes de sua rescisão, Faustão pretende estrear logo na Band, nem que seja concedendo uma entrevista exclusiva à sua nova casa. O mais cotado para comandar as boas-vindas à Faustão na Band é o também apresentador José Luiz Datena. Mas não em seu programa habitual, o “Brasil Urgente”, e sim na faixa nobre da emissora. Foi o acerto de Faustão com a Band que precipitou sua saída do “Domingão”. O vazamento da informação na imprensa, oito meses antes do fim de seu contrato, incomodou a cúpula da emissora. Após a Globo trocar Faustão por Thiago Leifert, a estreia do apresentador na Band, inicialmente planejada para 2022, pode acontecer ainda neste esse ano.
Maurice Capovilla (1936-2021)
O cineasta Maurice Capovilla morreu no sábado (29/5), aos 85 anos, em decorrência de uma doença pulmonar. O anúncio foi feito por sua mulher, Marilia Alvim, em seu perfil no Facebook. Um dos últimos mestres do cinema que nasceu durante a ditadura militar, na encruzilhada entre o enfrentamento e a alegoria, ele sofria de Alzheimer há cinco anos. Capovilla deixou sua marca em obras que retratavam as condições de vida dos brasileiros, como “Bebel, Garota Propaganda” (1968), seu primeira longa-metragem, inspirado no livro “Bebel que a Cidade Comeu”, de Ignácio Loyola Brandão, sobre uma menina pobre contratada para ser o rosto de uma marca de sabonetes. O longa seguinte, “O Profeta da Fome” (1969), marcou época por juntar a estética da fome do Cinema Novo com os temas contraculturais do cinema marginal. Na trama, José Mojica Marins vivia um faquir decadente, que ao ser expulso de um circo pegava a estrada e virava ídolo religioso de uma pequena cidade. Foi um dos raros desempenhos de Mojica no cinema sem representar Zé do Caixão, seu icônico personagem. Três anos depois, os dois trocaram de papéis, com Capovilla virando ator dirigido por Mojica em “O Ritual dos Sádicos” (1970), um dos mais famosos filmes de Zé do Caixão. Ele também filmou “Noites de Iemanjá” (1971), misturando misticismo e terror, e o celebrado drama “O Jogo da Vida” (1977), premiado no Festival de Gramado, com música de João Bosco, Aldir Blanc e Radamés Gnatalli, e atuação inspirada de Lima Duarte, Gianfrancesco Guarnieri e Maurício do Valle como três malandros que ganham a vida com trapaças de sinuca. Como diretor, fez tanto ficções como documentários. Um de seus primeiros curtas, “Subterrâneos do Futebol” (1965), chamou atenção por mostrar o esporte por um ângulo pouco glamouroso, tornando-se pioneiro do “cinema verdade” no país. Outro, “Meninos do Tietê” (1963), foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires. Ainda gravou “O Último Dia de Lampião” (1975), documentário feito durante sua passagem pela rede Globo, onde foi diretor do “Globo Repórter”. A versatilidade do cineasta também o tornou diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. E na Band fez até novela, comandando “O Todo-Poderoso” (1979). Afastado dos cinemas desde 1980, Capovilla voltou em 2003 com “Harmada”, adaptação do romance de João Gilberto Noll com toques de surrealismo e metalinguagem. E encerrou a carreira com “Nervos de Aço” (2016), novo mergulho marginal, que transformava Arrigo Barnabé em ator e propunha releituras dos sambas de Lupicínio Rodrigues num universo teatral.
Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante podem estrelar nova série de comédia
Miguel Falabella, Tom Cavalcante e Marisa Orth podem voltar a trabalhar juntos num novo projeto. Sem contratos com a Globo, os humoristas que marcaram época no “Sai de Baixo” estariam planejando um reencontro na Band. O trio de “Sai de Baixo” voltaria a estrelar novamente uma comédia de situação. Falabella e Orth interpretaram o casal Caco Antibes e Magda nas oito temporadas do programa lançado em 1996 na Globo – incluindo o revival de quatro episódios no canal pago Viva, em 2013. Já Cavalcante foi o porteiro Ribamar até o começo da 4ª temporada. Todos eles voltaram a se encontrar no filme com os personagens, lançado em 2019. A informação surgiu na coluna de Flávio Ricco e seria desdobramento da volta de Fausto Silva à Band em 2022, que tem trazido boas perspectivas financeiras para o ano que vem na emissora paulista.










