Once Upon a Time tem pior estreia de temporada de sua história
A ideia de realizar um reboot para aumentar a sintonia de “Once Upon a Time” não deu certo, como demonstram os números da audiência da estreia da 7ª temporada nos Estados Unidos, divulgados pela empresa Nielsen. O primeiro episódio da nova fase da atração, exibido na sexta (6/10) na rede ABC, foi visto por 3,3 milhões de telespectadores e registrou 0,7 ponto na demo (a demografia jovem adulta, que interessa aos anunciantes). Isto representa a pior estreia de temporada da história da série. Até então, o recorde negativo pertencia ao sexto ano, que começou com 3,9 milhões de telespectadores, mas 1,28 na demo. A atual pontuação de 0,7 na demo também é a pior já registrada entre todos os episódios exibidos da atração. Apenas três intérpretes originais foram mantidos no reboot: Lana Parrilla (Regina/Rainha Má), Robert Carlyle (Sr. Gold/Rumpelstiltskin) e Colin O’Donoghue (Hook/Capitão Gancho). A nova trama é centrada na versão adulta de Henry, o menino que originalmente arrastou Emma (Jennifer Morrison), a mãe que o esqueceu, para o mundo dos contos de fadas. Desta vez, é uma menina, Lucy, quem bate na porta de Henry dizendo ser sua filha e convocando-o para uma aventura fabulosa. O papel vivido pelo menino Jared Gilmore é agora encarnado por Andrew J. West (série “The Walking Dead”), enquanto sua filha é desempenhada por Alison Fernandez (intérprete da menina Jane em flasbacks de “Jane the Virgin”). A renovação tirou a família de Branca de Neve da trama. Ginnifer Goodwin (Branca de Neve), Josh Dallas (Príncipe Encantado), Jared Gilmore (Henry) e Jennifer Morrison (Emma) estavam no programa desde o início, e a história central girava em torno deles. Em seu lugar, a série passou a acompanhar a família de Cinderela: Dania Ramirez (“Devious Maids”) como a própria Cinderela, Adelaide Kane (“Reign”) como Drizela, meia-irmã de Cinderela, e Gabrielle Anwar (série “Burn Notice”) como Lady Tremaine, também conhecida como Madrasta Malvada. O novo elenco fixo ainda destaca Mekia Cox (“Chicago Med”) como a Princesa Tiana e Rose Reynolds (“Poldark”) como uma versão rebelde de Alice do País das Maravilhas. Além de uma nova história e muitos personagens diferentes, outra mudança pode explicar o mau desempenho de “Once Upon a Time”. A série costumava ser exibida aos domingos e passou para as sextas, que costumam render as audiências mais baixas para as séries americanas – com exceção da programação à prova de balas da rede CBS.
How to Get Away with Murder registra sua pior audiência nos Estados Unidos
A competição feroz das noites de quinta-feira na TV americana não está sendo ruim apenas para “Gotham”. A série “How to Get Away with Murder” também está sangrando mortalmente, após registrar a pior estreia de uma temporada, seguida pela pior audiência de um episódio de sua história. A série que rendeu o Emmy para Viola Davis em sua 1ª temporada caiu para níveis de cancelamento, assistida por 3,8M (milhões) de telespectadores na quinta-feira (5/10) e apenas 0,9 ponto na demo (faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). É a mesma demo de “Gotham”, que tem 1 milhão de telespectadores a menos. O que mais chama atenção não é nem a comparação com a tragédia de “Gotham”, mas com a estreia da própria produção em 2014, quando foi vista por 10 milhões de pessoas a mais que o público atual – 14,1M de telespectadores ao vivo e 3,8 pontos. Mas a curva já se tornou descendente na 2ª temporada. O primeiro ano teve um público de 9,7M por episódio, o segundo registrou 6,2M, o terceiro desceu para 4,6M e a 4ª temporada está até aqui com 3,9M de média. Exibida às 22h na rede ABC, “How to Get Away with Murder” enfrenta concorrência direta de “Chicago Fire”, que lidera o horário com média de 6,6M. Dentro da ABC, a série fecha uma noite dedicada às produções da Shondaland, a empresa da produtora-roteirista Shonda Rhimes, da qual está sendo a menos assistida – “Grey’s Anatomy” gerou 7,9M de telespectadores e 2 pontos na quinta passada, enquanto “Scandal” foi assistia por 5,5M e rendeu 1,4 ponto. “Scandal” termina na atual temporada, mas já está em desenvolvimento um spin-off com bombeiros de “Grey’s Anatomy”, que pode manter o bloco da Shondaland intacto, apesar de Shonda Rhimes ter assinado um contrato com a Netflix. Entretanto, este último detalhe também pode desestimular a ABC a manter o bloco, além de facilitar/acelerar um possível cancelamento de “How to Get Away with Murder”, caso a audiência continue a desabar.
Audiência de Gotham cai ainda mais e bate novo recorde negativo nos Estados Unidos
A audiência da série “Gotham” segue em ritmo de queda vertiginosa. O terceiro episódio da 4ª temporada foi assistido por apenas 2,8 milhões de telespectadores, menos que a pior audiência histórica da atração, 2,9 milhões, que, por sinal, foi registrada na semana passada. Na medição da demo, porém, deu empate entre os dois capítulos: 0,9 ponto na faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes. A baixa consecutiva é preocupante. A Fox pode ter decretado o cancelamento da série, ao tirá-la de sua confortável posição nas noites de segunda para passar a exibi-la no dia mais competitivo da TV americana: as quintas de “Grey’s Anatomy”, “Scandal”, “Chicago Fire”, “How to Get Away with Murder” e agora também “Will & Grace”. Para comparar, no ano passado “Rosewood” abriu sua 2ª temporada diante de 3,59 milhões de telespectadores e foi cancelada. Em compensação, “The Exorcist” manteve média de 1,9 milhão de telespectadores ao vivo para seus 10 episódios inaugurais e foi renovada – e voltou com audiência pior na 2ª temporada. Não é à toa que os produtores de “Gotham” parecem estar acelerando a transformação do adolescente franzino Bruce Wayne (David Mazous) em Batman. Além de mostrar o personagem se fantasiando para combater o crime nas ruas de Gotham City, há vários elementos de “Batman Begins” (2005) na trama do quarto ano da produção. Criada por Bruno Heller (criador também da série “Mentalist”), a série acompanha o começo da carreira do Comissário Gordon (Ben McKenzie), em seus primeiros dias como detetive policial em Gotham City, e a adolescência de Bruce Wayne (David Mazouz), logo após o assassinato de seus pais. A série também mostra a juventude da Mulher-Gato (Camren Bicondova), do Pinguim (Robin Lord Taylor), do Charada (Cory Michael Smith), da Hera Venenosa (Maggie Geha) e outros, revelando os eventos que os transformaram nos vilões dos quadrinhos. No Brasil, a 4ª temporada estreia em 16 de outubro no canal pago Warner.
Volta de Will & Grace bate recorde de audiência digital da rede NBC
A estreia do revival de “Will & Grace” já tinha superado expectativas ao atrair 10M (milhões) de telespectadores e virar a série mais assistida da quinta-feira passada (28/9) nos Estados Unidos. Mas a medição do instituto Nielsen para as gravações digitais e exibições em streaming nos três dias seguintes à exibição original (chamada de Live+3) foi ainda mais impressionante. Com a divulgação dos novos dados, a série aumentou sua audiência em 4,8M, graças as outras plataformas. É praticamente 50% do que tinha registrado ao vivo, rendendo ainda um aumento de 2,6 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Este “residual” é mais que muitas séries estreantes conseguiram nesta temporada. Mais: trata-se do maior aumento de audiência conseguido por uma comédia da rede NBC na história da medição. A elevada audiência em outras plataformas pode ser explicada pelo fato de “Will & Grace” estar sendo exibida na noite mais competitiva da TV americana. A quinta passada também teve a volta de “Grey’s Anatomy” (7,95M), “Chicago Fire” (7,18M) e “How to Get Away with Murder” (4M). Muita gente optou por gravar ou deixar para ver online, após sintonizar alguma das atrações dos outros canais. Ao todo, “Will & Grace” somou 14,8M de telespectadores e registrou 4,6 pontos na demo. Um fenômeno de audiência.
Estreias de The Mayor e Kevin (Probably) Saves the World registram audiências modestas
As comédias novatas “The Mayor” e “Kevin (Probably) Saves the World” tiveram estreias modestas nos Estados Unidos. As duas atrações registraram praticamente o mesmo desempenho, como as séries menos assistidas da rede ABC na noite de terça-feira (3/10). “The Mayor” teve 4 milhões de telespectadores ao vivo, enquanto “Kevin (Probably) Saves the World”, exibido na sequência, aumentou um pouquinho a audiência com 4,2 milhões. Em compensação, o primeiro programa registrou 1,2 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), contra 1 ponto redondo do segundo. Como referência, a audiência das outras duas séries exibidas pela ABC, “The Middle” e “Black-ish”, também comédias, marcou respectivamente 6 e 4,6 milhões de telespectadores. Já o programa mais assistido da noite foi o segundo episódio de “This Is Us”, na rede NBC, com 10,92 milhões de telespectadores e 3,1 pontos na demo. Comédia estreante que recebeu mais elogios da crítica nesta temporada, “The Mayor” tem 88% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. Vale lembrar que a ideia da eleição de um rapper negro para um cargo político já foi explorada no filme “Ali G Indahouse” (2002). O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”) na função de chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” tem uma aprovação razoável de 68%. Na trama, Kevin é um divorciado fracassado que, após se mudar para a casa da irmã e da sobrinha, tem uma experiência sobrenatural. Ao investigar a queda de um meteoro nas redondezas, ele passa a ser acompanhado por uma mulher que só ele vê, que diz ser do céu e que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). O elenco também inclui Kimberly Hebert Gregory (série “Vice Principals”), JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Cristela Alonzo (série “Cristela”), J. August Richards (série “Agents of SHIELD”), Chloe East (série “Liv e Maddie”), Dustin Ybarra (série “Us & Them”) e India de Beaufort (série “Veep”).
Após arrebentar audiência, The Good Doctor recebe encomenda de mais episódios
A rede americana ABC encomendou mais episódios de “The Good Doctor”, novo drama médico de David Shore (o criador de “House”), em que Freddie Highmore (o Norman Bates da série “Bates Motel”) interpreta um médico com autismo. A produção terá mais nove capítulos, além dos 13 originalmente encomendados, completando assim os 22 episódios tradicionais de uma temporada da TV aberta americana. O anúncio chega logo após a divulgação da audiência do segundo episódio da série, visto por ainda mais pessoas que a impressionante estreia da atração. Após o primeiro episódio ser assistido por 11,2 milhões de telespectadores, o segundo registrou 11,49 milhões e 2,4 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Isto aponta uma vitória estrondosa para a rede ABC, que não tinha um programa tão visto em sua programação, nas noites de segundas, desde “Dangerous Minds”… em 1996! Ou seja, trata-se de uma audiência não experimentada pelo canal em 21 anos. O protagonista de “The Good Doctor” lembra uma espécie de versão jovem do Dr. House: um homem anti-social que é terrível na hora de interagir com as pessoas, mas também honesto e direto. Ele sobreviveu a uma infância complicada e se tornou um médico talentoso. Incapaz de acessar emoções, mas brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina, o médico conta com a ajuda de seu mentor e amigo, Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff, de “O Homem de Aço”), que apoia sua contratação com determinação, apesar dos problemas vistos pelos demais. O elenco também inclui Beau Garrett (série “Criminal Minds: Suspect Behavior”), Nicholas Gonzalez (série “Pretty Little Liars”), Hill Harper (série “Covert Affairs”), Antonia Thomas (série “Misfits”) e Irene Keng (série “Grey’s Anatomy”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Seth Gordon (de “Quero Matar Meu Chefe” e “Baywatch”) enquanto o segundo ficou a cargo de um veterano da TV, Mike Listo (séries “Boston Legal”, “Satisfaction” e “Nashville”). “The Good Doctor” foi a segunda estreia do outono americano a garantir uma 1ª temporada completa, logo após “Little Sheldon” na semana passada.
Segundo episódio de The Good Doctor tem audiência maior que a estreia
O público americano parece ter gostado muito da série “The Good Doctor”, novo drama médico de David Shore (o criador de “House”), em que Freddie Highmore (o Norman Bates da série “Bates Motel”) interpreta um médico com autismo. Após o primeiro episódio ser assistido por 11,2 milhões de telespectadores, o segundo registrou uma audiência ainda maior, 11,49 milhões e 2,4 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Isto aponta uma vitória estrondosa para a rede ABC, que não tinha um programa tão visto em sua programação, nas noites de segundas, desde “Dangerous Minds”… em 1996! Ou seja, trata-se de uma audiência não experimentada pelo canal em 21 anos. O protagonista de “The Good Doctor” lembra uma espécie de versão jovem do Dr. House: um homem anti-social que é terrível na hora de interagir com as pessoas, mas também honesto e direto. Ele sobreviveu a uma infância complicada e se tornou um médico talentoso. Incapaz de acessar emoções, mas brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina, o médico conta com a ajuda de seu mentor e amigo, Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff, de “O Homem de Aço”), que apoia sua contratação com determinação, apesar dos problemas vistos pelos demais. O elenco também inclui Beau Garrett (série “Criminal Minds: Suspect Behavior”), Nicholas Gonzalez (série “Pretty Little Liars”), Hill Harper (série “Covert Affairs”), Antonia Thomas (série “Misfits”) e Irene Keng (série “Grey’s Anatomy”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Seth Gordon (de “Quero Matar Meu Chefe” e “Baywatch”) enquanto o segundo ficou a cargo de um veterano da TV, Mike Listo (séries “Boston Legal”, “Satisfaction” e “Nashville”).
Estreia de The Gifted lidera audiência da Fox, mas não impressiona
A estreia de “The Gifted” foi o programa mais visto da rede Fox na noite de segunda (2/10) nos EUA, mas o desempenho não foi exatamente o que se esperava de uma atração derivada de uma franquia da Marvel, com tratamento de superprodução e direção de Bryan Singer, o cineasta responsável pelos “X-Men”. A série foi assistida por 4,85 milhões de telespectadores ao vivo. A boa notícia é que a maioria do público estava dentro do target, rendendo 1,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Isto representa um desempenho melhor que, por exemplo, “Wisdow of the Crowd”, vista por 8,88 milhões de telespectadores no domingo, mas com apenas 1,4 ponto na demo. Com 73% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “The Gifted” também teve uma das estreias mais bem-avaliadas da temporada. Criada por Matt Nix (série “Burn Notice”), a atração se passa numa realidade distópica, em que mutantes são caçados pelo governo americano, e gira em torno de uma família em fuga, após seus filhos manifestarem poderes. Perseguidos por uma equipe militarizada, eles encontram refúgio com o grupo de mutantes rebeldes. A família é formada por Amy Acker (série “Pessoa de Interesse/Person of Interest”), Stephen Moyer (série “True Blood”) e os adolescentes Natalie Alyn Lind (série “The Goldbergs”) e Percy Hynes White (série “Between”). E os mutantes rebeldes incluem alguns X-Men dos quadrinhos: Blink (Jamie Chung, da série “Gotham”), Pássaro Trovejante (Blair Redford, da séries “The Lying Game”) e Polaris (Emma Dumont, da série “Aquarius”), além de Eclipse (Sean Teale, da série “Reign”), criado especialmente para a série. O lançamento da série no Brasil acontece nesta terça (3/10) às 22h30 no canal pago Fox.
Estreia de Wisdow of the Crowd rende maior audiência do fim de semana e as piores críticas
Três novas séries estrearam no domingo (1/10) na TV aberta americana. E apenas uma registrou uma audiência expressiva. A série “Wisdow of the Crowd” foi vista por 8,88 milhões de telespectadores na rede CBS, apesar de seu conceito batido – mais uma série de bilionário que acha que pode resolver os problemas do mundo, como as recentes “APB” e “Pure Genius”, ambas canceladas na 1ª temporada. Graças à grande sintonia, a série se tornou o programa de ficção mais visto da TV no fim de semana nos Estados Unidos. Superou até mesmo o antigo campeão “NCIS: Los Angeles”, que estreou sua 9ª temporada com 8,48 milhões de telespectadores. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário de tecnologia brilhante, que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Jeremy Piven (série “Entourage”) vive o protagonista, Natalia Tena (a Osha de “Game of Thrones”, irreconhecível) é sua principal assistente no projeto e Richard T. Jones (série “Santa Clarita Diet”) interpreta o detetive policial encarregado de checar as informações recebidas. Vale ressaltar que, apesar da grande audiência, a série teve um registro modesto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes): 1,4 pontos. A pontuação é exatamente a mesmo da estreia de “Ghosted” na Fox, que, entretanto, foi vista por menos da metade do público de “Wisdom of the Crowd”: 3,56 milhões de tespectadores. Criada por Tom Gormican (roteirista do filme “Namoro ou Amizade”), a série de comédia paranormal é uma mistura de “Arquivo X” e “Homens de Preto”. Por motivos obscuros, uma organização chamada Underground recruta um segurança cético e um vendedor que acredita em alienígenas, vividos respectivamente por Craig Robinson (série “The Office”) e Adam Scott (série “Parks and Recreation”), para resolver casos misteriosos, que envolvem fenômenos paranormais. Por fim, o suspense “Ten Days in the Valley” teve quase a mesma audiência, 3,47 milhões de telespectadores, mas marcou apenas 0,6 ponto na demo. É um começo complicada para a produção da rede ABC. Criada por Tassie Cameron (que criou também a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a atração traz Kyra Sedgwick, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, no papel de uma produtora-roteirista de serie policial. Mas a metalinguagem não se limita a essa ironia. Na trama, Sedgwick vive Jane Sadler, uma produtora de televisão sobrecarregada e mãe solteira que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, o mundo de Jane – e a controversa série policial que produz – implode. Para o detetive policial vivido por Adewale Akinnuoye-Agbaje (“Esquadrão Suicida”), os demais roteiristas da série são suspeitos, assim como o ex-marido e todos que possuem acesso à residência. Aos poucos, fica claro que todos possuem segredos e ninguém é confiável. O sucesso ou o fracasso das séries vai depender da audiência dos próximos episódios. Afinal, apesar de ter liderado a audiência, “Wisdom of the Crowd” foi a estreia mais malhada pela crítica, com apenas 23% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nesta disputa, “Ten Days in the Valley” saiu-se bem melhor, com 62% de aprovação. Por este critério, a melhor das três é “Ghosted”, com 74% de críticas favoráveis.
Cena inédita de Star Trek: Discovery destaca primeiro personagem gay da franquia televisiva
A revista Entertainment Weekly revelou uma cena exclusiva do próximo episódio de “Star Trek: Discovery”, que mostra como a protagonista Michael Burnham (personagem de Sonequa Martin-Green, da série “The Walking Dead”) encontra-se deslocada e discriminada à bordo da nave Discovery, devido à sua fama de “amotinada”, como lembra o Tenente Stamets (Anthony Rapp, de “Uma Mente Brilhante”), em sua primeira aparição na divulgação da série. Seu personagem também é o primeiro abertamente gay do universo televisivo de “Star Trek”. Assistido por 9,6 milhões de telespectadores ao vivo, a estreia de “Star Trek: Discovery” foi o programa não esportivo mais visto do domingo nos EUA, segundo a empresa Nielsen. Como se não bastasse, ainda foi elogiada por 90% da crítica norte-americana, na média do site Rotten Tomatoes. Os efeitos visuais, a performance de Sonequa Martin-Green e o ritmo intenso foram os elementos mais destacados. Mas os novos episódios não passarão na TV aberta. A plataforma CBS All Access irá mostrar com exclusividade o resto da série por streaming nos Estados Unidos. No resto do mundo, inclusive no Brasil, “Star Trek: Discovery” é disponibilizada pela Netflix, na proporção de um episódio por semana, sempre às segundas.
Série dos Inumanos tem a estreia de pior audiência e críticas mais negativas da temporada
A série “Inhumans”, baseada nos quadrinhos dos Inumanos, estreou com um episódio duplo na noite de sexta-feira (29/9) nos Estados Unidos, que confirmou as expectativas negativas em torno de seu lançamento com o pior desempenho entre as estreias da temporada até o momento. A atração da rede ABC foi vista por 3,8 milhões de telespectadores e registrou 0,9 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). O desempenho também é pior que o das séries que ocupavam o mesmo horário na temporada passada, “Last Man Standing” e “Dr. Ken”, ambas canceladas por baixa audiência. A crítica foi fulminante, considerando “Inhumans” a obra mais fraca já produzida pela Marvel. Houve até quem a comparasse ao “Quarteto Fantástico” de Roger Corman, filme tão trash que foi proibido de ser lançado nos anos 1980. A aprovação no site Rotten Tomatoes registra apenas 4%, que também é o índice mais baixo entre todas as séries estreantes da temporada. A produção de “Inhumans” chamou atenção desde sua concepção, quando foi anunciado como a primeira série com estreia em cinemas do circuito IMAX. Como o IMAX tinha exibido anteriormente episódios de “Game of Thrones”, muitos imaginaram que a Marvel faria sua produção mais ambiciosa, cara e ousada. Mas o passo seguinte foi a contratação de Roel Reiné (“Corrida Mortal 3”), um diretor de sequências trash lançadas direto em vídeo, que, em suas desastrosas entrevistas de divulgação, confirmou que o estúdio queria algo rápido e barato, além de reclamar da qualidade dos efeitos. Foi a crônica de um desastre anunciado. Feita na pressa, de qualquer jeito e sem muito investimento, a série não justificou sua exibição em IMAX. Mas nem sequer se sustenta na telinha, onde seu roteiro fraquíssimo, repleto de clichês e frases bobas, de autoria de Scott Buck (“Punho de Ferro”), também parece ter sido escrito a toque de caixa. Registradora. O contraste com “The Gifted”, série baseada no universo dos “X-Men”, que estreia a seguir na TV americana, é brutal. A Fox tratou com mais carinho a propriedade da Marvel que a própria ABC, que é da Disney como a editora dos quadrinhos, contratando o diretor dos filmes dos “X-Men” para assinar o piloto e investindo em efeitos caros, não em visuais de liquidação. Já considerada a pior série da Marvel, “Inhumans” pode se tornar também seu maior fracasso e arranhar a reputação televisiva da empresa, que nunca mais ganhará um cheque em branco do IMAX ou outro parceiro para realizar um produto abaixo da linha da mediocridade. Quem duvidar, poderá conferir em breve pelo canal pago Sony, que exibirá “Inhumans” no Brasil a partir de 14 de novembro.
Veja a abertura, cenas e fotos da estreia da 2ª temporada de The Exorcist
A rede americana Fox divulgou a abertura, cinco cenas e 36 fotos da estreia da 2ª temporada de “The Exorcist”. Apenas os padres Tomas Ortega (Alfonso Herrera), Marcus Keane (Ben Daniels) e Bennett (Kurt Egyiawan) continuam na trama, que se passará em nova locação e com uma diferente ameaça. A trama acontece num abrigo para menores, localizado numa ilha privada e isolada na costa de Seattle. Quando um dos jovens começa a manifestar sintomas de possessão, o psicólogo infantil que supervisiona o local entra em contato com os exorcistas. O ator John Cho (o Sr. Sulu nos filmes de “Star Trek”) vai viver o psicólogo e o elenco ainda inclui Brianna Hildebrand (Negasonic Teenage Warhead em “Deadpool”), Zuleikha Robinson (série “Lost”), Li Jun Li (série “Quantico”), Hunter Dillon (o jovem Sam Winchester em “Supernatural”), Alex Barima (“Dever e Honra”), Amelie Eve (“A Cabana”) e Cyrus Arnold (o jovem Derek em “Zoolander 2”). Criada por Jeremy Slater (roteirista de “Quarteto Fantástico”) e produzida por Rupert Wyatt (diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”), “The Exorcist” retorna nesta sexta (29/9), tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Por aqui, a exibição acontece no canal FX, às 23h30.
Gotham perde público e registra a pior audiência de sua história
A Fox pode ter decretado o cancelamento de “Gotham”, ao tirar a série de sua confortável posição nas noites de segunda para passar a exibi-la no dia mais competitivo da TV americana: as quintas de “Grey’s Anatomy”, “Scandal”, “Chicago Fire”, “How to Get Away with Murder” e agora também “Will & Grace”. O segundo episódio da 4ª temporada, exibido na quinta passada (28/9), registrou a pior audiência de toda a série, vista por apenas 2,9 milhões de telespectadores e com 0,9 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Para comparar, “Gotham” estreou com 3,2M e 1,0 pontos na semana anterior, mas este número já se encontrava abaixo da estréia da 3ª temporada (3,9M e 1,3 pontos). Para um programa que chegou a temer o cancelamento no ano passado, os números são motivos de grande preocupação. Não é à toa que os produtores parecem estar acelerando a transformação do adolescente franzino Bruce Wayne (David Mazous) em Batman. Além de mostrar o personagem se fantasiando para combater o crime nas ruas de Gotham City, há vários elementos de “Batman Begins” (2005) na trama do quarto ano da produção.












