Final do crossover das séries de super-heróis da DC tem duas cenas reveladas
A rede CW divulgou duas cenas inéditas do final do crossover das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”. Os videos mostram Supergirl (Melissa Benoist) prisioneira e a união dos heróis para fugir da Terra-X. Intitulado “Crisis on Earth-X” (Crise na Terra-X), o crossover acompanha uma invasão dos supervilões de Terra-X, planeta de um universo paralelo em que a 2ª Guerra Mundial foi vencida pelos nazistas. A premissa também serve para introduzir o novo herói Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”), que pode ser visto num dos vídeos abaixo. Os dois primeiros capítulos renderam as maiores audiências do ano para as séries “Supergirl” e “Arrow” na rede americana CW. E os capítulos finais vão ao ar na noite desta terça (28/11) nos EUA, com a exibição de “The Flash” e “Legends of Tomorrow”. No Brasil, as séries são exibidas com duas semanas de diferença no canal pago Warner.
Audiência de The Walking Dead é a pior da série desde 2011
A audiência da 8ª temporada de “The Walking Dead” continua despencando. Após uma breve pausa, o ritmo de queda foi retomado com o mais recente episódio, “The Big Scary U”. Exibido no último domingo (19/11), foi visto por 7,85 milhões de telespectadores ao vivo nos Estados Unidos, registrando 3,4 pontos na demo (audiência-alvo dos anunciantes). Os números continuam elevados para uma produção da TV paga americana, mas a audiência evapora de forma impressionante: 10 milhões de telespectadores abandonaram a série de uma temporada para outra nos Estados Unidos. Para quem não lembra, a estreia da 7ª temporada, em 2016, foi assistido por 17 milhões. Essa é a pior audiência que a série obtém desde o começo da 2ª temporada, em 2011, e já está abaixo do final daquela temporada, visto por 8,9 milhões de telespectadores. A partir do terceiro ano e até o final da 7ª temporada, todos os episódios tiveram sintonia de mais de 10 milhões nos Estados Unidos. No Brasil, “The Walking Dead” é exibida aos domingos pelo canal pago Fox e, sem intervalos comerciais, no Fox Premium 2.
Pesquisa revela que 77% dos brasileiros veem Netflix em público
Uma pesquisa realizada pela empresa SurveyMonkey, sob encomenda da Netflix, revelou que a maioria das pessoas assistem as séries da Netflix na rua. O relatório joga por terra os esforços da Nielsen de medir a audiência do serviço de streaming a partir de equipamentos colocados em TVs. “Netflix em público virou uma norma social, com 60% dos norte-americanos assistindo mais filmes e séries em público do que ano passado. A introdução do download na Netflix deu liberdade aos usuários para assistir seus filmes e séries favoritas onde bem entenderem”, disse em comunicado Eddy Wu, diretor de inovação de produção da gigante do streaming. O estudo não ficou restrito apenas aos Estados Unidos. Ao todo, foram pesquisados mais de 37 mil usuários da plataforma de streaming em 22 países diferentes. E o resultado foi que dois em cada três assinantes da Netflix usam o serviço em ambiente público – como ônibus, metrô, restaurante, cafeteria. Os dados ainda apontam que 44% das pessoas que viajam de avião em todo o mundo estão ligadas na Netflix. De acordo com a pesquisa, o Brasil está acima da média quando se trata de assistir conteúdo em local público. Brasileiros vem mais Netflix na rua que os americanos: 77% dos assinantes. O hábito é mais comum em aviões (49%), no ônibus (45%), no trajeto diário (50%), em cafés (47%), em filas (39%), na academia (24%) e no carro (33%). Mas os brasileiros não são nem de longe os que mais fazem isso, ficando atrás dos assinantes do México (89%), Colômbia (84%), Chile (82%) e Argentina (78%) só entre os países da América da Latina. Quase metade (45%) das pessoas que assistem a filmes e séries em transporte público já foram surpreendidos por curiosos espiando sua tela. No Brasil, é onde isso mais acontece: 61% dos entrevistados confessaram dar uma olhadinha no que o vizinho está assistindo. Só 18% se sentiram constrangidos pelo conteúdo visto e 77% continuaram a ver sua série ou filme. O problema disso é que os curiosos acabam tomando spoilers. No Brasil, 17% dos assinantes do serviço ficaram sabendo sem querer o que ia acontecer num episódio que ainda não visto ao olhar a tela do vizinho. O uso em público da Netflix também cria situações curiosas. 22% dos assinantes admitem que choram diante de estranhos enquanto assistem a alguma produção, a maioria (65%) não tem constrangimento para gargalhar alto, e uma em cada dez dessas pessoas perde o ponto no ônibus pela distração. Apesar de curiosa, a pesquisa tem o objetivo comercial de alardear o uso da Netflix em público. Ao mesmo tempo em que divulga a marca e estimula o público a aderir à prática, o estudo desacredita as medições de audiência da plataforma por métodos convencionais, mostrando que a relação do público com a Netflix é diferente de todos os canais tradicionais de TV. Em outras palavras, medições como a da Nielsen refletem uma amostragem muito pequena (em torno de 30%) do suposto público real do streaming.
Série Dynasty ganha sobrevida, enquanto Valor é praticamente cancelada
A rede americana CW resolveu apostar em “Dynasty”, apesar da baixa audiência, ao mesmo tempo em que praticamente sentenciou “Valor” ao cancelamento. Em decisões opostas, a rede deu sinal verde para o melodrama produzir o chamado “back-9”, encomendado mais 9 episódios para a temporada inicial da série, mas não fez o mesmo com a atração militar. Com isso, o primeiro ano de “Dynasty” terá 22 episódios, o tamanho regular de uma série da TV aberta americana, enquanto “Valor” vai encerrar sua 1ª temporada com os 13 capítulos produzidos por conta de seu contrato inicial. Embora a CW não tenha anunciado o cancelamento desta atração, o mesmo aconteceu no ano passado com as séries “Frequency” e “No Tomorrow”, que saíram do ar após o 13º episódio e aguardaram meses até o anúncio de seu cancelamento oficial. A ironia é que “Valor” atrai mais público. O programa registra em média 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio. Entretanto, sofre com uma pontuação horrível na demo (a faixa demográfica de 18 a 49 anos, público-alvo dos anunciantes), onde marca apenas 0,24. “Dynasty” não se sai muito melhor, com 0,25 na demo, mas naufraga de vez na sintonia total, com uma média de 800 mil telespectadores, – público de TV paga. A diferença entre as duas séries é que “Dynasty” é negociada com a Netflix, que exibe a série fora dos Estados Unidos, e especificidades do contrato podem pesar na hora de ponderar um cancelamento súbito. As duas séries nunca decolaram, tendo audiências de cancelamento desde a estreia. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” tem menos público. Mas elas não são canceladas porque rendem prestígio – respectivamente, duas indicações e uma vitória no Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia. Em contraste, as duas novas séries foram destruídas pela crítica. “Valor” teve apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes, com avaliação negativa para sua mistura de melodrama e ação militar, enquanto “Dynasty” conseguiu ser apenas medíocre com 54% e considerada uma imitação pálida em relação à “Dinastia” original dos anos 1980. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercute as consequências de uma missão de resgate em território inimigo que dá errada. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, será necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destaca Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”). Já o novelão foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente.
Com audiência em queda, The Walking Dead já perdeu metade do público da temporada passada
A audiência da 8ª temporada de “The Walking Dead” não pára de despencar. O episódio mais recente, “Monsters”, exibido no último domingo (5/11), foi visto por apenas 8,52 milhões de telespectadores e registrou 3,8 pontos na demo (demografia cobiçada pelos anunciantes). Embora os números continuem a ser elevados para os padrões da TV paga americana, eles revelam que “The Walking Dead” perdeu metade da sua audiência no intervalo de apenas um ano. Para quem não lembra, a estreia da 7ª temporada, em 2016, foi assistido por 17 milhões de telespectadores. O público atual é o menor da série desde 2012, superando apenas a audiência média das duas primeiras temporadas – mas não o final da 2ª temporada, visto por 8,9 milhões. No Brasil, “The Walking Dead” passa aos domingos pelo canal pago Fox, em exibição simultânea aos Estados Unidos, e no Fox Premium sem intervalos comerciais.
2ª temporada de Stranger Things teve público de Game of Thrones nos Estados Unidos
A estreia da 2ª temporada de “Stranger Things” teria sido vista por 15,8 milhões de pessoas nos primeiros três dias de lançamento nos Estados Unidos, garante a empresa de auditoria Nielsen. Os dados foram publicados pelo site da revista The Hollywood Reporter. Uma das empresas mais famosas do mundo no ramo de medição de audiência de TV tradicional, a Nielsen afirma ter encontrado uma forma de calcular os dados de streaming há pouco tempo. Entretanto, seu método se restringe apenas a quem assiste streaming pela TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Apesar da restrição, os números são impressionantes, dignos de “Game of Thrones” e “The Walking Dead”, as séries mais assistidas da TV paga americana. O levantamento ainda aponta que 361 mil assinantes americanos viram aos nove episódios da 2ª temporada em até 24 horas após seu lançamento – a temporada completa foi disponibilizada na sexta-feira passada, dia 27 de outubro. Nenhum número foi confirmado pela Netflix, que mantém sua audiência em segredo. A plataforma se recusa a divulga-la, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma afirmar que as informações são imprecisas. O mesmo já aconteceu com a própria Nielsen, ao anunciar seu método de medição. Falando à Variety, um representante da plataforma apontou que o levantamento leva em conta dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Em outras palavras, a audiência é muito maior, porque a maioria do público assiste a Netflix por aplicativos em dispositivos móveis.
Dynasty implode e é superada até por Valor na rede CW
A audiência da série “Dynasty” despencou de forma brutal. A série, que já tinha estreado com uma “audiência de cancelamento” em 11 de outubro, virou a estreia menos vista da temporada na rede CW. De 1,3 milhão de telespectadores e 0,4 ponto na demo (a faixa etária de 18-49 anos), o programa desabou para 730 mil e 0,2 ponto em seu terceiro episódio. O remake da produção homônima dos anos 1980 perdeu 42% de audiência em três semanas, e o público inicial já não era dos melhores. Até a atração militar “Valor”, que abriu com 1,1 milhão de telespectadores e 0,3 ponto na demo, segurou mais público em sua terceira semana, sintonizado por 880 mil, apesar do mesmo índice de 0,2 ponto. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” tem menos público. Mas elas só não foram canceladas porque renderam prestígio – respectivamente, duas indicações e uma vitória no Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia. O fracasso do remake é um contraste gritante com a versão original de “Dinastia”. Exibida entre 1981 e 1989, a série clássica acompanhava a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. O remake foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas parece que a mistura desandou.
The Walking Dead tem pior estreia de temporada em cinco anos
A estreia da 8ª temporada de “The Walking Dead” foi vista ao vivo por 11,4 milhões de telespectadores nos Estados Unidos. Parece muita gente, e de fato foi o suficiente para liderar a audiência do domingo (22/10) na TV paga americana. Mas os números representam o pior público de uma estreia de temporada da série nos últimos cinco anos. Desde 2013, todas as aberturas de temporada renderam mais audiência. Em 2015, foram 14,6 milhões de pessoas. No ano passado, o número chegou a 17 milhões. A comparação demonstra uma queda brutal. “The Walking Dead” perdeu 5,6 milhões de telespectadores – mais que o público de todas as séries da DC Comics na rede CW juntas. O fato é preocupante porque o episódio de estreia costuma render a maior audiência do ano. E embora muitos se recusem a encarar a realidade, o capítulo também teve a pior história de abertura de temporada de toda a série, marcado por uma narrativa fragmentada com flashforwards, numa imitação de “Lost”, e ações sem lógica dos personagens – a ponto de o diretor do capítulo ter precisado justificá-las em entrevistas para a imprensa norte-americana. Caso em questão: cercado por inimigos, o vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan) sai de seu esconderijo, encara os adversários como um pavão e faz um longo discurso sobre o tamanho de partes de sua anatomia sem que ninguém dispare um tiro sequer. Ele tem tempo até para ameaçar a estabilidade dos rivais, à distância de um cuspe, sem se sentir ameaçado. Mas se a dúzia de “soldados” de Rick (Andrew Lincoln) presentes na cena disparasse, o pavão seria depenado. Fim da “guerra total” com o mínimo de mortes, graças à eficiente eliminação do “Hitler” da atração. Porém, o episódio foi escrito pelo showrunner Scott M. Gimple, responsável pelo ritmo de zumbi que a trama adotou. Gimple assumiu “The Walking Dead” justamente em 2013 e, enquanto a audiência aumentava, era cumprimentado por não fazer nada demais. Sua marca como showrunner tem sido basicamente transcrever as histórias dos quadrinhos de Robert Kirkman para as telas. Desde que Glen Mazzara surpreendeu ao matar Andrea (Laurie Holden) em sua despedida, no final da 3ª temporada, nenhum outro personagem da série morreu fora de seu arco nos quadrinhos. Por isso, Glenn (Steven Yeun) e Abraham (Michael Cudlitz) eram mortes certas. E por isso o suspense acabou na produção. A 7ª temporada marcou o ponto “alto” das transcrições, com episódios citando diálogos dos quadrinhos integralmente. Assim, além do suspense, o próprio ritmo da série ficou comprometido, dada a obsessão em retratar uma edição por episódio – 20 e poucas páginas de quadrinhos transformadas em 40 e poucos minutos televisivos… Em contraste com “Game of Thrones”, que melhorou e disparou sua audiência ao se distanciar da trama original – até porque a trama superou a história publicada – , “The Walking Dead” só tem piorado e perdido público ao aderir de forma obsessiva ao material pré-existente. A queda de audiência é um alerta. Ela demostra consolidação de tendência, pois a diferença de 5,6 milhões de telespectadores entre os começos da 7ª e da 8ª temporadas iguala o público que assistiu ao final do arco anterior. De acordo com os dados da Nielsen, o final da temporada passada foi visto por 11,3 milhão de telespectadores, basicamente o mesmo público da estreia da nova fase. E aquele também foi o pior público de final de temporada da série em cinco anos. Isto representa uma queda de 32,9%. Um terço das pessoas que sintonizaram a estreia do ano passado desistiram de continuar acompanhando a história. E não voltaram para retomar a série em 2017. Isto é um fato considerável. Outros sucessos de audiência, quando tiveram quedas brutais, jamais se recuperaram.
Star Trek: Discovery é renovada para a 2ª temporada
A CBS renovou “Star Trek: Discovery” para sua 2ª temporada. O anúncio foi feito após a exibição do sexto capítulo da temporada inaugural, e após os produtores revelarem que precisariam de pelo menos um ano para produzir novos episódios, considerando a quantidade de efeitos visuais que utilizam. O processo é tão demorado que a 1ª temporada foi dividida em duas partes. A primeira metade se encerra em 13 de novembro, e os episódios finais serão exibidos a partir de janeiro. Em comunicado, a CBS destacou o sucesso da atração junto à crítica e ao público, e elogiou a equipe e o elenco, que têm “demonstrado talento em dar continuidade ao legado de ‘Star Trek’”. Apenas o episódio duplo de estreia foi exibido na TV aberta americana e tem índice de audiência. Assistido por 9,6 milhões de telespectadores ao vivo, foi o programa não esportivo mais visto do dia 24 de setembro, segundo a empresa Nielsen. Como se não bastasse, ainda foi elogiada por 90% da crítica norte-americana, na média do site Rotten Tomatoes. Os efeitos visuais, a performance de Sonequa Martin-Green e o ritmo intenso foram os elementos mais destacados. Segundo o site Deadline, a exibição rendeu um número recorde de inscrições num único dia ao serviço CBS All Access, que irá mostrar com exclusividade o resto da série por streaming nos Estados Unidos. No resto do mundo, inclusive no Brasil, “Star Trek: Discovery” é exibido pela Netflix. Não foi definida a quantidade de episódios da 2ª temporada, nem a data de lançamento ou se ela será divida em duas partes como o primeiro ano.
Nielsen afirma ter descoberto um método para medir a audiência da Netflix
A Nielsen, a mais tradicional e respeitada empresa de coleta de dados dos Estados Unidos, anunciou que irá passar a medir a audiência da Netflix. A empresa afirmou ter descoberto um método para analisar o público do streaming. Os dados de audiência da Netflix são mantidos em segredo, mas geram grande discussão na indústria do entretenimento. A plataforma se recusa a divulga-los, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma denunciar as informações como imprecisas. Por conta disso, a Nielsen garante ter conduzido testes de avaliações com sucesso nos últimos meses. “A parte importante disso é que nos fornece transparência em um ambiente que era praticamente um ponto-cego para emissoras e estúdios”, disse a executiva da companhia, Megan Clarken, para a revista Variety. Entretanto, o método utilizado só avaliará a exibição de programas da Netflix em monitores de TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Falando à Variety, um representante da Netflix apontou que isso resultará em dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Ainda assim, a notícia foi bem recebida no mercado: oito corporações, como Disney, Lionsgate e Warner Bros., já assinaram o serviço da Nielsen para receber os estudos, podendo divulgar publicamente os dados coletados.
SEAL Team garante produção da 1ª temporada completa
A rede americana CBS encomendou a produção de novos episódios da série militar “SEAL Team”. A atração terá mais nove capítulos, além dos 13 originalmente encomendados, completando assim os 22 episódios tradicionais de uma temporada da TV aberta americana. “SEAL Team” é a terceira estreia do outono norte-americano a garantir a produção de sua 1ª temporada completa, após “Young Sheldon” e “The Good Doctor”. A série estrelada por David Boreanaz (série “Bones”) foi a mais bem-sucedida das três produções de temática militar recém-lançados nos Estados Unidos. Sua estreia foi assistida por 9,7 milhões de telespectadores ao vivo e manteve uma média acima dos 8 milhões nos dois episódios seguintes. Criada por Benjamin Cavell (roteirista de “Justified”), “SEAL Team” aproveita a popularidade dos Navy Seals, que se tornaram proeminentes nos EUA após a missão que resultou no assassinato de Osama Bin Laden, para contar histórias de uma unidade desta elite militar, um grupo altamente treinado, que é enviado em ações cirúrgicas no combate ao terrorismo internacional. Mas também revela como é seu cotidiano quando os soldados retornam a seus lares. Das três atrações de perfil similar, “SEAL Team” é a que tem o elenco mais popular, liderado por David Boreanaz (série “Bones”), Max Thierot (série “Bates Motel”), Jessica Paré (série “Mad Men”), Neil Brown Jr. (“Straight Outta Compton”), AJ Buckley (série “Justified”) e Toni Trucks (série “Franklin & Bash”). As outras duas séries militares da temporada são “The Brave”, com 5 milhões de telespectadores na rede NBC, e “Valor”, que implodiu na CW com 1,2 milhão. Antes destas estreias, o canal pago History ainda lançou “Six”, que recria missões verídicas do Seal Team Six, a equipe que eliminou Bin Laden. Lançada em janeiro, a série já foi renovada para sua 2ª temporada.
Estreia da 2ª temporada de Riverdale registra recorde de audiência da série
A estreia da 2ª temporada de “Riverdale”, exibida na noite de quinta (11/10) nos Estados Unidos, foi o episódio mais visto da história da série, lançada em janeiro de 2017. Mais que isso: “Riverdale” foi o única atração da rede CW que voltou ao ar com audiência em ascensão, enquanto as produções de super-heróis da DC Comics experimentaram queda de público. Vista por 2,3 milhões de telespectadores ao vivo e com 0,8 pontos na demo (público entre 18-49 anos), a série foi praticamente redescoberta, após ser disponibilizada na Netflix nos Estados Unidos. O mesmo fenômeno já tinha acontecido antes com “Breaking Bad”. O fato de ter encerrado a temporada inaugural num grande cliffhanger também mobilizou o interesse do público para conhecer o desdobramento do tiro levado pelo pai de Archie Andrews. Até então, a maior audiência de “Riverdale” tinha sido seu primeiro episódio. E a diferença é brutal: 1 milhão a menos. O lançamento da série interessou apenas 1,3 milhão de telespectadores e a audiência vinha despencando a cada episódio, a ponto de o final da temporada inaugural ter atraído só 900 mil pessoas. De fato, a rede CW chegou a considerar seu cancelamento. Felizmente, o canal tem como presidente Mark Pedowitz, fã declarado das séries que produz e responsável por manter no ar séries de prestígio, mesmo sem audiência – caso evidente de “My Crazy Ex-Girlfriend”. A noção de que “Riverdale” tinha potencial maior que a audiência registrava foi percebida pela quantidade de vezes que a produção foi acessada pelas plataformas digitais da CW. Um aumento de 116% em seu público. Ao final da temporada, todos os episódios foram disponibilizados na Netflix americana, após a plataforma distribui-los semanalmente em vários países. E o interesse apenas aumentou. A confirmação veio em agosto, durante a premiação do Teen Choice Awards, quando “Riverdale” dominou as categorias televisivas, superando produções que tinham oficialmente muito mais audiência. Com sete troféus, foi a série mais premiada do Teen Choice 2017. A produtora Warner também percebeu a novidade e mudou sua estratégia de lançamento internacional. “Riverdale” passou a ser disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner de forma simultânea aos Estados Unidos. É a primeira – e por enquanto única – série do canal pago Warner a ter este tratamento diferenciado. E já há um projeto adiantado para o lançamento de um spin-off centrado em Sabrina, a aprendiz de feiticeira, que também é uma personagem da editora Archie Comics. Assim como “Riverdale”, o derivado de Sabrina está sendo desenvolvido por Roberto Aguirre-Sacasa, editor da Archie Comics, que renovou os quadrinhos originais da Turma do Archie ao introduzir elementos de terror e suspense. O sucesso de “Riverdale” mostra que o público aprovou a combinação de suspense e tramas sombrias com as histórias de romance juvenil de Archie, abrindo caminha para a reinvenção televisiva de Sabrina como série de terror – bem diferente da sitcom juvenil estrelada por Melissa Joan Hart nos anos 1990.
Estreias de Valor e Dynasty têm audiências de cancelamento
As duas únicas séries novas da temporada na rede CW não tiveram um começo promissor. O suspense militar “Valor” e o remake da novelesca “Dynasty” tiveram as piores audiências da programação inteira do canal entre as noites de segunda (9/10) e quinta (11/10) passadas. “Valor” teve o pior desempenho, assistida por 1,1 milhão de telespectadores ao vivo e registrando 0,3 pontos na demo (a faixa etária de 18-49 anos). O fato de ser a terceira série militar lançada na TV aberta dos Estados Unidos nesta temporada (após “The Brave” e “SEAL Team”) pode ter contribuído para o desinteresse do público. Mas desde a encomenda da atração comenta-se que ela destoa demais do perfil do canal. Os dados de audiência confirmam que não houve sintonia. “Dynasty” foi ligeiramente melhor, vista por 1,3 milhão e com 0,4 pontos na demo. Mas a audiência foi inferior à obtida por outras iniciativas do gênero no canal. O remake de “Melrose Place”, por exemplo, iniciou com 2,3 milhões de telespectadores e 1,3 pontos em 2009, mas ao final da 1ª temporada já estava sofrendo com 900 mil e os mesmo 0,4 pontos na demo. Foi cancelada. Outra comparação preocupante envolve os números das duas séries canceladas na temporada passada pelo canal. “Frequency” e “No Tomorrow” tiveram mais público em suas estreias, com de 1,4 milhões e 0,4 pontos, e 1,5 milhões e 0,5, respectivamente. Acabaram caindo para baixo dos 700 mil ao vivo. Para piorar, ambas as séries foram destruídas pela crítica. “Valor” teve apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes, com avaliação negativa para sua mistura de melodrama e ação militar, enquanto “Dynasty” ficou com 48% e considerada uma imitação pálida em relação à “Dinastia” original dos anos 1980. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercute as consequências de uma missão de resgate em território inimigo que dá errada. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, será necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destaca Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”). Já o novelão foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente.











