Conteúdo original lidera audiência da HBO Max
Uma pesquisa de audiência revelou que as séries originais são o conteúdo mais assistido da nova plataforma HBO Max. O streaming da WarnerMedia foi lançado na quarta passada (2/5) nos EUA, com ênfase no catálogo de filmes e séries clássicas disponíveis para seus assinantes, tanto que “Friends”, “Game of Thrones” e filmes de super-heróis da DC Comics tiveram destaque no material de divulgação. Entretanto, os três conteúdos mais assistidos, segundo apurou a consultoria Parrot Analytics – a pedido da Bloomberg – , foram as poucas séries originais disponibilizadas no lançamento. O título mais procurado na primeira semana foi “Looney Tunes Cartoons”, nova série animada com os personagens da Turma do Pernalonga. Outro título infantil inédito ocupou a segunda posição: o “The Not-Too-Late Show with Elmo”, talk show apresentado por Elmo, personagem da “Vila Sésamo”. A comédia romântica “Love Life”, com Anna Kendrick, completou o pódio. Trata-se da primeira e até agora única série live-action original da plataforma. A pesquisa da Parrot Analyctics constatou que “Looney Tunes Cartoons” foi um verdadeiro sucesso, superando a suposta audiência dos maiores hits da Apple TV+ (“See”, com Jason Momoa) e do Quibi (“Chrissy’s Court”) na época dos seus lançamentos. Com o tempo, a Apple TV+ encontrou hits maiores de audiência, como “Dickinson” e “Em Defesa de Jacob”. O detalhe é que o sucesso inicial de Pernalonga, Patolino e Frajola passou longe da demanda gigante por “The Mandalorian”, primeira série live-action da saga “Star Wars”, na época do lançamento da Disney+ (Disney Plus), no ano passado. Conteúdo original sempre foi a fórmula da Netflix para se diferenciar no mercado, inclusive na época em que era a única plataforma de streaming disponível. A HBO até encomendou muitas atrações, mas a pandemia de coronavírus suspendeu as gravações e atrapalhou os planos dos executivos da WarnerMedia. Diversos programas originais foram anunciadas nos últimos meses, incluindo novas séries de super-heróis, como “Lanterna Verde” (Green Lantern) e “Liga da Justiça Sombria” (Justice League Dark), um derivado de “O Iluminado”, uma produção sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), “Dune: The Sisterhood”, que é derivada do universo sci-fi de “Duna”, uma série animada dos “Gremlins”, um revival de “Gossip Girl” e até um especial de reencontro do elenco de “Friends”, entre vários títulos mais, que não puderam começar a ser produzidos. Muitos outros ainda estão sendo anunciados, como a versão da “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder, oficializada há poucos dias. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
The Alienist: Trailer da 2ª temporada volta a juntar Daniel Bruhl, Luke Evans e Dakota Fanning
A TNT divulgou o primeiro trailer da 2ª temporada de “The Alienist”, um dos maiores sucessos da TV paga americana de 2018. Batizada de “The Alienist: The Angel of Darkness”, a continuação volta a reunir os atores Daniel Bruhl, Luke Evans e Dakota Fanning, que desta vez trocam a caça a um serial killer por um caso envolvendo o sequestro de um recém-nascido. A trama adapta o segundo livro de Caleb Carr com os personagens, traduzido no Brasil como “O Anjo das Trevas”, e acompanha a investigação do sequestro da filha de um diplomata espanhol em visita a Nova York. O crime tem como pano de fundo as tensões crescentes entre Espanha e Estados Unidos no período, que culminariam logo em seguida na Guerra Hispano-Americana do final do século 19. O trio de especialistas não convencionais volta a se juntar para encontrar o bebê desaparecido. Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”) interpreta o brilhante e excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – como eram chamados os médicos que tratavam de pacientes “alienados da realidade”. Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) vive John Moore, repórter investigativo do New York Times. E Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”) é a ex-secretária da polícia Sara Howard, que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. A exibição da 1ª temporada rendeu a maior audiência da TNT em seis anos. Originalmente assistido por 3,1 milhões de telespectadores em sua primeira transmissão em janeiro de 2018, o episódio inaugural quadruplicou o público ao longo de exibições por streaming, atingindo 13,1 milhões em sua primeira semana de disponibilidade online. Segundo a TNT, a performance multiplataforma atingiu 16 milhões de telespectadores em um mês, tornando “The Alienist” o lançamento mais bem sucedido do canal pago desde 2012. O episódio de estreia também bateu o recorde de visualizações nos aplicativos e sites da TNT, somando 4 milhões de minutos de consumo de seus usuários, além de ter gerado 10 milhões de menções nas redes sociais. A 2ª temporada estreia em 26 de junho nos Estados Unidos. No Brasil, a temporada inaugural foi lançada pela Netflix, que ainda não programou a exibição dos novos capítulos.
Good Girls é renovada para 4ª temporada
A rede americana NBC anunciou a renovação da série “Good Girls” para a 4ª temporada. A encomenda de novos episódios aconteceu quase duas semanas após o final do terceiro ano, que foi encurtado pela suspensão da produção, devido à pandemia de coronavírus. Apenas 11 dos 16 episódios planejados foram finalizados antes da produção ser interrompida. O último episódio gravado foi exibido em 3 de maio nos EUA. Vista por menos de 2 milhões de espectadores ao vivo, a série se sustenta por multiplataformas, chegando a 3,4 milhões de espectadores no período de uma semana. E esta audiência chega a dobrar com o passar do tempo. Desde a estreia em fevereiro, o primeiro episódio da temporada já atingiu 7,8 milhões de visualizações. Desenvolvida por Jenna Bans (criadora de “The Family” e produtora de “Scandal”), a série gira em torno de três mães suburbanas que, com dificuldades para pagar as contas, resolvem roubar o supermercado local. Mas quando o valor do saque se revela muito maior do que o esperado, elas descobrem que o lugar era usado para guardar dinheiro de gângsteres, que agora querem recuperar o que perderam. As protagonistas são interpretadas por Christina Hendricks (“Mad Men”), Mae Whitman (“Parenthood”) e Retta (“Parks and Recreation”). No Brasil, a série é disponibilizada pela Netflix.
Dave: Série do rapper Lil Dicky bate recorde de audiência e é renovada para 2ª temporada
O canal pago FXX renovou a série de comédia “Dave”, duas semanas após o final de sua 1ª temporada. Alimentada por uma forte visualização digital, a produção se consagrou como o maior sucesso da emissora – dedicada ao humor – e a série de comédia mais assistida de toda a FX Networks, com uma audiência média de 5,32 milhões de telespectadores – somando o público ao vivo, de VOD e streaming. “Dave” bateu o recorde anterior em “Atlanta”, da FX, que teve uma média de 5,2 milhões de telespectadores em todas as plataformas em sua 1ª temporada. Criada e estrelada por Dave Burd, a série se beneficiou do aumento de pessoas em suas residências, devido à pandemia do novo coronavírus, mas principalmente do projeto FX on Hulu, que disponibiliza o conteúdo da FX Networks diretamente na plataforma adulta da Disney. Com isso, “Dave” foi lançado simultaneamente em streaming e atingiu um público muito maior que teria se ficasse apenas na TV. “Os co-criadores Dave Burd e Jeff Schaffer, juntamente com toda a sua equipe criativa, entregaram uma das melhores séries de comédias da televisão, que se tornou a comédia da FX mais assistida em todos os tempos”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX Entertainment, em comunicado. “Essa é uma conquista extraordinária para ‘Dave’, o elenco e a equipe, que se uniram para fazer uma temporada memorável e brilhante de televisão”. Baseado na vida de Dave Burd, mais conhecido como o rapper Lil Dicky, a série gira em torno de um homem neurótico, com cerca de 20 anos, que se convenceu de que está destinado a ser um dos melhores rappers de todos os tempos. Agora, ele deve convencer seus amigos mais próximos, porque, com a ajuda deles, ele pensa que pode convencer o resto do mundo. Aproveitando as conexões de Burd com vários artistas famosos, graças a seus clipes de rap-comédia como Lil Dicky, a série contou com estrelas notáveis, incluindo Justin Bieber, Young Thug e Kourtney Kardashian em sua 1ª temporada. “Nós decidimos fazer algo especial e é muito gratificante ver a resposta que esse programa obteve”, disse Burd. “Este foi o meu primeiro rodeio, por isso estou super-empolgado em tentar outra vez, agora que tenho alguma experiência em fazer televisão. Realmente parece que o céu é o limite para esta série. Estou ansioso para testar ainda mais o limite no próximo ano.” O cocriador Jeff Schaffer acrescentou: “Estou tão feliz que a FX tenha sido louca o suficiente para dar a Dave Burd um programa de TV e inteligente o suficiente para torná-lo melhor a cada passo do caminho. Estou realmente ansioso por mais uma temporada – ainda há partes da anatomia de Dave às quais ainda não submetemos a América.” Veja abaixo o trailer da 1ª temporada, que ainda é inédita no Brasil.
Parte 4 de La Casa de Papel teria sido vista por 65 milhões de pessoas
A Netflix divulgou um relatório para o mercado em que revela que a Parte 4 de “La Casa de Papel” já foi vista por mais de 65 milhões de pessoas. O comunicado foi feito para investidores, refletindo o aumento significativo de assinantes e grande lucro atingido durante o começo da quarentena forçada pela pandemia do novo coronavírus. Lançada em 3 de abril, a nova temporada da série espanhola é considerada o maior sucesso do ano no catálogo da Netflix, seguida de perto pela atração documental da “Máfia dos Tigres” (Tiger King), que teria sido vista por 64 milhões de contas em seu primeiro mês em streaming. Os números são impressionantes, mas também superestimados. Vale lembrar que a Netflix mudou recentemente a sua forma de contar espectadores de séries. A plataforma considera que um espectador viu uma série se assistir a apenas dois minutos de um capítulo. Segundo a empresa, isso seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”. Anteriormente, a medição se baseava apenas em episódios que tivessem 70% de exibição concluída. A inspiração para essa alteração foi a medição do YouTube. O detalhe é que 2 minutos de um vídeo do YouTube pode significar um clipe musical completo. Ou a duração de um trailer. O fato é que, assim que alterou sua medição, a Netflix passou a registrar recordes improváveis de audiência. Como nenhum dado pode ser conferido de forma independente, deve-se considerar os números da plataforma apenas indicativos. Por esses números inflados, “The Witcher” seria o maior recordista da plataforma, vista por 76 milhões de pessoas em seu primeiro mês de lançamento, no ano passado.
Billions: Trailer da 5ª temporada destaca participações de Corey Stoll e Julianna Margulies
O canal pago americano Showtime divulgou um novo trailer da 5ª temporada de “Billions”, destacando as rivalidades da trama, que não se limitam mais aos protagonistas originais, o bilionário Bob Axelrod (Damian Lewis) e o promotor Chuck Rhoades (Paul Giamatti). A prévia também apresenta os novos personagens vividos por Corey Stoll (“Homem-Formiga”) e Julianna Margulies (“The Good Wife”), que ocupam as atenções dos protagonistas. A série se passa no mundo da especulação financeira, com Damian Lewis interpretando um ambicioso executivo de fundos de investimento, que bate de frente com o promotor público politicamente correto vivido por Paul Giamatti. Criada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin e pelos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos de “Aposta Máxima”), “Billions” encanta a crítica, aumentando sua avaliação positiva no Rotten Tomatoes a cada nova temporada – a última atingiu 96% – , e também tem público cativo, que se mantém em torno dos 800 mil telespectadores ao vivo desde a 2ª temporada. A 5ª temporada estreia em 3 de maio. No Brasil, os episódios de “Billions” são disponibilizados pela Netflix.
Estreia de Orange Is the New Black levanta audiência da Band
A rede Band registrou aumento de 27% de sua audiência com a estreia da série “Orange Is the New Black”, produção premiada da Netflix, na noite de sábado passado (7/3). A emissora exibiu os dois primeiros episódios da série de forma consecutiva, das 23h às 0h40, e marcou 3,2 pontos no Ibope, tirando público dos canais rivais, principalmente da rede Record (que caiu 10% no horário). A atração que mais sofreu com a estreia foi “Chicago Fire”. Normalmente líder de audiência, a série de bombeiros americanos registrou 3,8 pontos, numa queda de 12% em comparação ao sábado anterior, quando teve média de 4,3. “Orange Is the New Black” é a primeira série da Netflix a ter uma temporada completa exibida numa rede de TV do Brasil. E com um detalhe: com a estreia na Band, pulou a janela de exibição na TV paga para chegar diretamente na TV aberta. Criada por Jenji Kohan (série “Weeds”) e baseada no livro de memórias de Piper Kerman, “Orange Is The New Black” mostra o dia a dia de detentas do sistema prisional norte-americano. A série foi lançada em 2013 e acompanhava a jornada de Piper Chapman (Taylor Schilling), como a novata que precisa aprender a se situar num presídio, após ser condenada por narcotráfico. Ela aprende sobre divisões raciais, relacionamentos afetivos e problemas de convivência entre prisioneiras e carcereiros, até ter a liberdade antecipada por bom comportamento. A história da garota loira da classe média, que se vê num mundo desconhecido e ameaçador, não demorou a ampliar sua perspectiva para destacar as demais presidiárias latinas e negras da trama, numa narrativa plural que rendeu quatro prêmios Emmy, além de cinco troféus do SAG (Sindicado dos Atores dos EUA) para seu elenco. A série teve 91 episódios divididos em sete temporadas e encerrou sua história em 2019. Os últimos episódios foram exibidos em julho passado na plataforma de streaming. Por enquanto, apenas a 1ª temporada de “Orange Is the New Black” tem exibição confirmada na Band.
Siren: Trailer e pôster da 3ª temporada destaca nascimento de bebê sereia
O canal pago Freeform divulgou o pôster e o primeiro trailer da 3ª temporada de “Siren”, que destaca o nascimento da filha de Ryn (Eline Powell). Fãs brasileiros da série já legendaram a prévia, que pode ser vista abaixo. Além do bebê sereia, o vídeo ainda revela o surgimento de outra tribo marinha, liderada por uma mulher que se autodenomina “monstro do mar”, e muitos conflitos. “Siren” é baseada numa história dos produtores Dean White (série “The 100”) e Eric Wald (roteirista de “Voando Alto”), redesenvolvida por Emily Whitesell (roteirista da série “Finding Carter”). A trama se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Quando a chegada de uma garota misteriosa prova que este folclore tem fundo verdadeiro, fica claro que as sereias são predadores trazidas à tona pela pesca que ameaça seu meio-ambiente. O elenco destaca a citada Eline Powell, como a sereia principal, Alex Roe (“A 5ª Onda”), Fola Evans-Akingbola (“Death in Paradise”), Sibongile Mlambo (série “Black Sails”), Ian Verdun (visto na série “Lucifer”), Rena Owen (“O Último Caçador de Bruxas”), Gil Birmingham (“Terra Selvagem”), David Cubitt (“Medium”), Patrick Gallagher (“Uma Noite no Museu 3”) e Tammy Gillis (“Ghost Wars”). A 3ª temporada estreia em 2 de abril nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Billions: Trailer da 5ª temporada introduz novas rivalidades
O canal pago americano Showtime divulgou o trailer da 5ª temporada de “Billions”, destacando as rivalidades da trama, que não se limitam mais aos protagonistas originais, o bilionário Bob Axelrod (Damian Lewis) e o promotor Chuck Rhoades (Paul Giamatti). A série se passa no mundo da especulação financeira, com Damian Lewis interpretando um ambicioso executivo de fundos de investimento, que bate de frente com o promotor público politicamente correto vivido por Paul Giamatti. Entre as novidades do quinto anot, destacam-se Corey Stoll (“Homem-Formiga”) como um empresário agressivo e Julianna Margulies (“The Good Wife”) no papel de uma professora e autora de best-sellers. Criada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin e pelos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos de “Aposta Máxima”), “Billions” encanta a crítica, aumentando sua avaliação positiva no Rotten Tomatoes a cada nova temporada – a última atingiu 96% – , e também tem público cativo, que se mantém em torno dos 800 mil telespectadores ao vivo desde a 2ª temporada. A 5ª temporada estreia em 3 de maio. No Brasil, os episódios de “Billions” são disponibilizados pela Netflix.
Transmissão do Oscar atinge menor audiência televisiva de todos os tempos
A transmissão do Oscar 2020, que foi ao ar pela rede ABC nos EUA, registrou a pior audiência televisiva do evento em todos os tempos. A vitória histórica de “Parasita” foi assistida ao vivo por 23,6 milhões de pessoas, segundo a medição da empresa Nielsen. Trata-se de novo recorde negativo de público, superando os 26,5 milhões que viram o Oscar em 2018. No ano passado, a sintonia tinha sido um pouco melhor, com 29,6 milhões de telespectadores nos EUA. Até alguns anos atrás, o público do Oscar variava entre 35 e 45 milhões, ainda de acordo com a Nielsen. A queda de audiência se tornou mais sensível a partir de 2017, quando “Moonlight” foi o vencedor do troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Desde então, a ABC vem pressionando os organizadores do Oscar por mudanças na premiação, considerada muito longa, tediosa e com muitos filmes que o público médio da transmissão não assistiu. A baixa audiência do Oscar 2020, entretanto, aconteceu mesmo com uma seleção de indicados ao gosto da rede, que queria mais filmes populares concorrendo ao prêmio. Com mais de US$ 1 bilhão de bilheteria, “Coringa” liderou em número de indicações, e recebeu estatuetas junto de outros blockbusters premiados no evento. Por suas conquistas, “Parasita” tende a ser considerado responsável pela falta de interesse dos americanos. Mas como o público precisaria sintonizar para saber quem ganhou, a crítica contra a consagração de uma produção estrangeira só tem sentido como desculpa para pressionar por mais mudanças conservadoras contra a diversidade do Oscar. O fato é que, com a multiplicação da transmissões de eventos de premiação, as muitas vitórias consecutivas dos mesmos artistas (no Globo de Ouro, Critics Choice, SAG Awards, BAFTA Awards, etc) têm o efeito de banalizar suas conquistas. A maioria do público já sabia de antemão, por exemplo, que Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Renée Zellweger e Laura Dern venceriam Oscars por suas interpretações, eliminando qualquer torcida pelos resultados. Outro fato indiscutível é que cada vez menos pessoas assistem TV ao vivo, preferindo acompanhar por streaming, e a medição do Nielsen já não dá conta de representar o público total de uma transmissão.
Brooklyn Nine-Nine: Trailer da 7ª temporada homenageia Esquadrão Classe A
A rede NBC divulgou um novo trailer da 7ª temporada de “Brooklyn Nine-Nine”, que repete a estética retrô da primeira prévia. Desta vez, o vídeo mostra Jake Peralta (Andy Samberg) e seus colegas numa montagem que homenageia a série clássica “Esquadrão Classe A” (The A Team), grande sucesso televisivo dos anos 1980. Compare abaixo o trailer da comédia policial com a abertura de série de ação estrelada por George Peppard e Mr. T. Os novos episódios estreiam nesta quinta (6/2) na TV americana e a atração já se encontra renovada para sua 8ª temporada. No Brasil, a série é transmitida pelo canal TNT Series.
Estreia da série de Awkwafina bate recorde de audiência no Comedy Central
O Comedy Central comemorou a maior audiência de uma estreia do canal em três anos com o lançamento da série “Awkwafina Is Nora From Queens”. A comédia semi-autobiográfica, que teve seu primeiro capítulo exibido na quarta-feira (22/1) nos EUA, juntou o maior público de um programa estreante do canal pago americano desde “The Jim Jefferies Show”, em 2017. A diferença é que “Awkwafina Is Nora From Queens” é uma série e não um talk show. 489 mil espectadores sintonizaram o programa ao vivo, mas o número quase dobrou, chegando a 818 mil com as gravações digitais após três dias de exibição. Reprises e exibições em outros canais do conglomerado ViacomCBS inflaram ainda mais o público de estreia, que chegou a 2,2 milhões ao todo. Mas não ficou nisso. O episódio também foi disponibilizado integralmente no YouTube, onde foi visto por mais 1,7 milhão de pessoas. Ou seja, quase 4 milhões viram a estreia da primeira série estrelada por Awkwafina nos EUA. O programa ainda registrou 0,56 ponto na classificação demográfica, entre adultos de 18 a 49 anos, no Comedy Central – também a mais alta em três anos de uma estreia do canal. A série foi criada e é estrelada pela talentosa comediante Awkwafina, primeira mulher de descendência asiática a vencer o Globo de Ouro – Melhor Atriz de Comédia em 2020 por “A Despedida” (The Farewell). E é inspirada na juventude da atriz, cujo nome real é Nora, evocando seu cotidiano como moradora do Queens, bairro da cidade de Nova York. Na trama, Nora Lum ainda vive com os pais e precisa lidar com a dificuldade de se tornar uma adulta responsável, apesar dos 27 anos de idade. O elenco também inclui BD Wong (“Mr. Robot”, “Jurassic World”) como pai de Nora, Lori Tan Chinn (“Orange Is the New Black”) como sua avó e Bowen Yang (“Megarromântico”) como um primo. Além desse elenco fixo, a atração conta com uma galeria enorme de atores convidados – entre eles, Celia Au (“Wu Assassins”), Jamie Chung (“The Gifted”), Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Jennifer Esposito (“The Boys”), Chrissie Fit (“A Escolha Perfeita”), Bella Heathcote (“The Man in the High Castle”), David Krumholtz (“The Deuce”), Natasha Lyonne (também de “Orange Is the New Black”), Harry Shum Jr. (“Shadowhunters”) e Ming-Na Wen (“Agents of SHIELD”). Antes mesmo da estreia, a série já tinha sido renovada para a 2ª temporada, demonstrando a confiança do Comedy Central no material.
Netflix mexe nos números para afirmar que The Witcher e Esquadrão 6 quebraram recordes de audiência
A série “The Witcher”, estrelada por Henry Cavill, e o filme “Esquadrão 6”, com Ryan Reynolds, teriam quebrado recordes de audiência da Netflix, segundo informação da própria plataforma. A companhia revelou o desempenho de seu último trimestre num relatório apresentado nesta terça-feira (21/1) para investidores. E ao abordar o conteúdo que justificaria seu crescimento no período, presentou números impressionantes, que jamais tinha atingido anteriormente. Para começar, o relatório afirma que 76 milhões de famílias assistiram à 1ª temporada de “The Witcher” nas primeiras quatro semanas de sua lançamento. Isso indica que 46% dos assinantes da Netflix em todo o mundo assistiram a atração, que estreou em 20 de dezembro e já se encontra renovada para sua 2ª temporada, transformando “The Witcher” na série mais vista da plataforma em todos os tempos. “Esquadrão 6”, dirigido por Michael Bay e lançado em 13 de dezembro, teria conquistado ainda mais público, visto por 83 milhões, praticamente metade do total de 167 milhões de assinantes do serviço no planeta, durante suas primeiras quatro semanas. Entretanto, estes números embutem uma pegadinha. Ao expor os recordes, a Netflix também anunciou ter mudado a maneira como realiza sua medição. E, graças à essa alteração, os resultados foram assumidamente inflados. Segundo a Netflix, uma série agora é considerada vista se alguém “escolher assistir pelo menos 2 minutos” de um episódio, “tempo suficiente para indicar que a escolha foi intencional”. Anteriormente, a medição se baseava apenas em episódios que tivessem 70% de exibição concluída. Vale lembrar que dois minutos é a duração de um trailer. A justificativa dada para a mudança foi o aumento na oferta de “títulos com durações muito variadas — desde episódios curtos (por exemplo, especiais com cerca de 15 minutos) até filmes muito longos” – como “O Irlandês”, de 3h30. Por isso, diz a Netflix: “acreditamos que reportar que famílias assistem a um título com base em 70% de um único episódio de uma série ou de um filme inteiro, o que estávamos fazendo, faz menos sentido. Agora estamos relatando famílias (contas) que optaram por assistir a um determinado título.” A própria Netflix assume que a nova métrica gera resultados cerca de 35% mais altos que a métrica anterior. Por exemplo, 45 milhões de assinantes “optaram por assistir” à minissérie “Nosso Planeta” – isto é, viram dois minutos de toda a produção. Enquanto que, na metodologia anterior, a visualização da produção era de 33 milhões – de pessoas que viram 70% de um episódio da série. Com esta distorção, todas as produções registraram aumento de audiência. “Você”, por exemplo, foi visto por 54 milhões de contas em sua 2ª temporada. O thriller psicológico “se originou na TV dos EUA com um público modesto”, observou a Netflix. A nova métrica é parecida com os critérios de visualizações dos vídeos do YouTube, que consideram, em sua audiência, apenas uma pequena parte do tempo de exibição de um determinado conteúdo. Mas vale observar que a maioria dos vídeos do YouTube não passam dos 4 minutos de duração – assim, 2 minutos de um clipe ou trailer podem representar 50% ou mais de toda sua visualização. O critério recém-adotado também deixa a medição da Netflix completamente distante dos relatórios de audiência da TV tradicional. Não é à toa que a Netflix pode afirmar, com certeza, que uma série “com um público modesto” na TV tem muito mais audiência em sua plataforma. Sempre terá, a não ser que seja um fracasso retumbante. O fato é que a Netflix tornou impossível a comparação dos resultados de sua audiência com as medições de outros veículos. Assim sendo, os raros números de visualizações divulgados pela empresa só servem mesmo de parâmetro para ela própria. Ninguém sabe realmente qual foi a audiência real de “The Witcher”, que deve ter sido alta, em comparação com outras produções de medição inflada da Netflix. Mas provavelmente muito menor que “Game of Thrones”, “The Walking Dead” e outros sucessos da TV convencional.











