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    Ex-agente que teria assediado Terry Crews é acusado de abusos pela esposa

    27 de junho de 2022 /

    Quatro anos depois de sofrer denúncia de assédio por Terry Crews (“Brooklyn Nine-Nine”), Adam Venit, ex-funcionário da poderosa agência de talentos WME, está sendo acusado de diversos abusos sexuais por sua esposa, Trina Venit. As informações são do Deadline. “O ataque público descarado de Adam a um imponente ex-atleta profissional masculino empalidece em comparação com o abuso que ele cometeu e continua infligindo à sua esposa a portas fechadas”, diz um trecho do processo aberto no último domingo (26/6). As acusações são fortes e a descrição delas é graficamente chocante. No documento, Trina alega violência doméstica, agressão física e sexual, difamação e perseguição. “Ao longo de seu casamento de mais de 20 anos, Adam abusou fisicamente, sexualmente, mentalmente, emocionalmente e verbalmente, além de perseguir e monitorar insistentemente Trina”, diz a queixa. “Adam a estrangulou, socou, chutou, drogou e agrediu sexualmente, deixando-a ensanguentada, machucada e com cicatrizes em inúmeras ocasiões”, segue o texto. “E se tudo isso não fosse pesadelo o suficiente, e apesar dos repetidos apelos dela para que parasse, ele busca controlar seus movimentos, comunicações, acesso a dinheiro, crédito e outros assuntos pessoais, e muito mais”, afirma a reclamação. O casamento entre Adam e Trina teve início em 6 de agosto de 1999 e o processo de divórcio foi iniciado em março de 2021. O escritório de advocacia que representa Trina é o mesmo que foi contratado por Terry Crews durante o processo que o ator moveu contra o ex-agente. Em 2017, Crews acusou Venit de apalpá-lo durante um evento do Globo de Ouro. Em documentos obtidos pelo jornal USA Today, a interação entre os dois teria se dado da seguinte forma: “Venit encarou Crews intensamente, mostrando sua língua para ele provocativamente”. Em seguida, “Venit agarrou o pênis e os testículos de Crews com tanta força que causaram dor imediata.” Pelo processo, Crews destacou que foi ameaçado e sua participação no quarto filme de “Os Mercenários” foi cancelada, devido às conexões do empresário. Mas meses depois as partes chegaram a um acordo privado, e Adam Venit aceitou pagar uma quantia não revelada a Crews. Após este escândalo, ele anunciou que se aposentaria da função de empresário de artistas e atualmente trabalha na empresa de investimentos 890 Fifth Avenue Partners. Procurado pelo Deadline, Adam Venit não quis comentar o assunto.

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    Diretor vencedor do Oscar é preso na Itália sob acusação de estupro

    19 de junho de 2022 /

    O diretor Paul Haggis, do filme vencedor do Oscar “Crash – No Limite” (2004), foi detido neste domingo (19/5) na cidade de Ostuni, no sul da Itália, por acusações de agressão sexual e lesão corporal agravada, de acordo com vários relatos da mídia italiana e uma declaração dos promotores públicos da cidade vizinha de Brindisi. Uma jovem identificada apenas como “estrangeira” prestou queixa criminal contra Haggis, acusando-o de forçá-la a ter relações sexuais durante dois dias em Ostuni, onde ele se encontra para realizar uma série de master classes no Allora Fest, um novo festival de cinema marcado para começar na terça-feira (21/6). A mulher foi encontrada no aeroporto Papola Casale em Brindisi, onde foi largada na manhã deste domingo, apesar de demonstrar “condições físicas e psicológicas precárias”, segundo um relatório da polícia italiana. Socorrida por funcionários do aeroporto e policiais, ela foi levada para o hospital e posteriormente apresentou acusações formais. Esta não é a primeira acusação de agressão sexual feita contra Haggis. Em 2017, a assessora de imprensa Haleigh Breest processou o cineasta, alegando que ele a estuprou violentamente em seu apartamento em Nova York após uma première em 2013. Após essa acusação se tornar pública, mais três mulheres denunciaram o diretor e roteirista por má conduta sexual contra Haggis. Ele negou todas as alegações. Cientologista que depois se voltou contra a seita, Paul Haggis foi alçado à fama com “Crash” e depois assinou roteiros de filmes de sucesso como “Menina de Ouro” (2004), “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Quantum of solace” (2008). As acusações refletem uma irônica lição de moral para a velha guarda de Hollywood. “Crash” é considerado o mais fraco vencedor do Oscar deste século e só teria vencido porque contou com apoio dos conservadores para impedir o favorito “O Segredo de Brokeback Montain” de ser consagrado pela Academia. O filme que rendeu o Oscar de Melhor Direção para Ang Lee contava uma história de amor proibida entre dois homens. Representando a opinião dos eleitores do prêmio, o já falecido ator Tony Curtis chegou a declarar que não tinha visto e não tinha intenção de ver o romance gay para votar no Oscar. Assim, o filme do homem acusado de ser estuprador acabou vencendo o Oscar, com apoio dos defensores da moral e dos bons costumes.

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    Ator de “Andi Mack” é condenado a dois anos de prisão por assédio a menor

    5 de junho de 2022 /

    O ator Stoney Westmoreland (da série “Andi Mack”) foi condenado a dois anos de prisão federal e dez anos de liberdade supervisionada, após ser detido em 2018 por suspeita de fazer sexo com um menor de 13 anos de idade. Na época, ele tinha 48 anos. Intérprete de Henry “Ham” Mack, o avô de Andi Mack na atração homônima do Disney Channel, o ator foi detido em Salt Lake City, cidade onde a série é gravada. Ele foi acusado de “guardar materiais prejudiciais a menor” e “seduzir menor por internet ou texto”, e sua sentença poderia chegar a 10 anos de prisão. Admitindo sua culpa, ele conseguiu um acordo judicial com os promotores, que reduziu sua sentença. De acordo com os documentos do caso no 3º Tribunal Distrital, ele teve contato com a vítima por meio de um aplicativo “usado para namorar e conhecer pessoas com o propósito de se envolver em atividade sexual”. Em conversa com o adolescente assediado, a polícia local descobriu que Westmoreland enviou fotos pornográficas e pediu ao menor de idade se envolver em atos sexuais com ele e enviar fotos nuas. O ator planejava levá-lo a um quarto de hotel quando o Departamento de Polícia de Salt Lake City e a Força Tarefa de Exploração Infantil do FBI o prenderam. Após a prisão, a Disney informou que o ator foi desligado de “Andi Mack”. Mesmo assim, ele apareceu até quase metade da 3ª e última temporada da atração. O cancelamento foi considerado precoce na época, já que a série era um dos dos maiores sucessos do Disney Channel. “Andi Mack” acompanha a personagem-título e seus amigos pré-adolescentes em uma jornada de descobertas, e incluiu o primeiro personagem gay jovem de uma produção do estúdio Disney.

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    Diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer” volta a ser acusado de assédio sexual

    31 de maio de 2022 /

    O diretor Cary Fukunaga, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”, voltou a ser alvo de denúncias de assédio sexual. Vinte dias após manifestações de atrizes nas redes sociais, a revista americana Rolling Stone fez uma reportagem que colheu testemunhos de várias mulheres sobre o comportamento inapropriado do cineasta. Diferente das críticas postadas abertamente nas redes sociais, desta vez nenhuma das denunciantes quis se identificar. Os casos abrangem várias produções do diretor, inclusive a recente “Masters of the Air”, minissérie ainda inédita da Apple TV+. No set da atração, Fukunaga teria abordado duas jovens figurantes, que estavam vestidas como prostitutas dos anos 1940, e pedido para tirar fotos delas para marcar a continuidade (trabalho normalmente feito por assistentes, e não pelo diretor). Durante as fotos, ele insistiu para que elas fizessem poses cada vez mais sugestivas para a câmera. Outra mulher, que já tinha trabalhado com o diretor sem grandes incidentes, contou que estava alinhada para um próximo projeto com Fukunaga quando foi subitamente demitida – e ele a convidou para sair. “Eu me lembro dessa época porque fiquei realmente chateada. Queria muito aquele trabalho, e precisava muito dele. Pareceu realmente estranho que ele tenha me demitido e seguido isso com: ‘Deixe eu te levar pra tomar uns drinks'”, ela comentou. Em mais um incidente, Fukunaga foi acusado de flertar abertamente com uma atriz durante filmagens, o que deixou até seus amigos em estado de alerta. “Era humilhante para mim, porque subitamente eu achava que precisava trabalhar todos os dias mais discretamente, sem chamar a atenção dele”, disse a denunciante. “Foi muito desconfortável, e foi horrível… Eu só terminei aquele trabalho porque estava preocupada com a minha carreira”, completou. Uma atriz diferente contou ter descoberto que foi chamada para um teste de produção, depois que o diretor não conseguiu chamar sua atenção no Instagram. “Foi muito bizarro, porque ele queria me conhecer e me namorar, ou só me f*der, qualquer coisa assim. Ele usa o seu poder, a sua fama e o ambiente profissional para atrair as garotas”, ela acusou. A reportagem ainda cita membros das equipes que afirmam que o hábito de Fukunaga “usar seus sets como bares de paquera” era motivo de cochichos e zombarias entre os colegas de trabalho. O advogado do diretor, Michael Plonsker, negou todas as acusações. “Ninguém nunca trouxe esse tipo de preocupação para Cary, nenhuma vez. Ele cria ambientes de trabalho criativos, colaborativos e acolhedores, e nunca agiu de forma que pudesse gerar uma reportagem como essa”, ele disse para a Rolling Stone.

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    Diretor de “Aftershock” é condenado a cinco anos de prisão no Chile

    17 de maio de 2022 /

    O diretor Nicolás López foi condenado a cinco anos de prisão no Chile na segunda-feira (16/5) após ser condenado por agressão sexual contra duas atrizes. Ele é conhecido pelo filme de catástrofe “Aftershock” (2012), em que dirigiu Eli Roth e Selena Gomez, e pelo roteiro de “Bata Antes de Entrar” (2015), estrelado por Keanu Reeves e Ana de Armas. O cineasta chileno foi condenado no Tribunal Criminal Oral de Viña del Mar, perto de Santiago, de acordo com uma reportagem da Associated Press. O tribunal também o absolveu de três acusações de estupro, incluindo uma de menor, devido à insuficiência de provas. Ele foi condenado por abuso em incidentes que ocorreram entre 2004 e 2016. Os promotores acusaram López de aproveitar as reuniões de trabalho e seu status de chefe para atacar atrizes e forçá-las a ter relações sexuais. Ele convidaria mulheres para testes em sua produtora ou em sua casa, onde lhes propunha relações sexuais em troca de trabalho. As denúncias vieram à tona em 2018 no jornal chileno El Mercurio, com queixas de oito mulheres, que se apresentaram alegando abuso. López, que trabalhou com algumas das atrizes jovens mais conhecidas do Chile, graças a sucessos de bilheteria local como as comédias “Sin filtro” (2016) e “Não Estou Louca” (2018), negou irregularidades, mas os investigadores recuperaram mensagens de texto que reforçaram a acusação. O processo causou grande escândalo no Chile, dando início a uma versão nacional do movimento #MeToo, que denunciou vários casos de abuso sexual cometidos por pessoas poderosas, especialmente na indústria do entretenimento. O veredito de culpado foi declarado no mês passado, mas a sentença e a prisão só foi decretada agora.

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    Diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer” é acusado de assédio sexual

    10 de maio de 2022 /

    O cineasta Cary Joji Fukunaga, diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer”, virou alvo de denúncias de assédio sexual de três atrizes. A primeira a se manifestar foi Rachelle Vinberg, da série “Betty”. Em um Stories publicado em seu Instagram na semana passada, ela relatou que foi convencida a ter um relacionamento com o diretor aos 18 anos de idade. Na época, ele tinha 38. Ela desabafou afirmando que seu envolvimento com Fukunaga a fez procurar ajuda psiquiátrica e foi diagnosticada com estresse pós-traumático. “Passei anos com medo dele. Ele é um aliciador e tem feito isso há anos. Cuidado, mulheres”, disse ela. Após verem a publicação, as irmãs gêmeas Hannah e Cailin Loesch, que trabalharam com Fukunaga na série “Maniac”, revelaram que ele foi grosseiro durante as gravações, com várias insinuações sexuais, tendo inclusive sugerido ficar com as duas ao mesmo tempo. De acordo com as irmãs, na época elas tinham 20 anos e o cineasta questionava se elas eram virgens e chegou a forçar Hannah a sentar no seu colo com Cailin do lado. Em um determinado momento, Fukunaga teria convidado as duas irmãs para verem um versão inicial de “007 – Sem Tempo Para Morrer” em seu apartamento. Quando chegaram na casa do diretor, “era uma festa a três em sua cama”. Depois de se recusarem a deitar com o cineasta, ele ainda teria lhes oferecido drogas para ficarem em sua casa – ácido e MDMA. As acusações de Vinberg e das irmãs Loesch vêm poucos meses depois de Raeden Greer (“Magic Mike XXL”) acusar Fukunaga de dimití-la da série “True Detective” por se recusar a fazer uma cena nua. Nem Fukunaga nem seus representantes se manifestaram após as postagens. there’s a lot more in her story but yeah. this is just so revolting. pic.twitter.com/NJBiZEyPPG — carey (@brokebackstan) May 4, 2022 Sharing our story in solidarity with Rachelle Vinberg Read: https://t.co/1455WxTi18 — Hannah & Cailin Loesch (@loeschtwins) May 5, 2022

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  • Série

    Astro de “The Resident” assume papel de ator demitido em minissérie de terror

    1 de maio de 2022 /

    A produção de “The Fall of the House of Usher”, minissérie de terror da Netflix, definiu o substituto de Frank Langella (“Os 7 de Chicago”), demitido no mês passado após a investigação de uma denúncia de conduta inaceitável no set. O ator Bruce Greenwood, atualmente no ar na série “The Resident”, foi o intérprete escolhido para o importante papel de Roderick Usher, possibilitando a retomada da produção, baseada no clássico da literatura gótica “A Queda da Casa Usher”, de Edgar Allan Poe. A produção da minissérie, comandada por Mike Flanagan (“Missa da Meia-Noite”), já tinha concluído metade das gravações previstas. Mas agora as cenas realizadas por Langella precisarão ser refeitas com Greenwood. De acordo com o site TMZ, Langella teria feito uma piada inapropriada de natureza sexual e tocado na perna de uma atriz, questionando se ela havia gostado. Ela não apenas detestou. Denunciou o ator. Após a análise de depoimentos sobre o acontecimento, foi tomada a decisão de substituir o veterano ator, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon” (2008) e vencedor de quatro Tony Awards, o prêmio maior do teatro americano. Publicado em 1893, o conto de Poe é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os irmãos moradores encontram-se sob uma estranha maldição. A obra já ganhou várias adaptações no cinema. A mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel. Já a mais famosa é de 1960, lançada no Brasil com o título de “O Solar Maldito” e considerada a obra-prima das carreiras do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price (o Roderick Usher da época). Ainda não há previsão para o lançamento da versão da Netflix.

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  • Etc,  Série

    Frank Langella é demitido de série após acusação de assédio sexual

    13 de abril de 2022 /

    O veterano ator Frank Langella foi demitido da produção de “The Fall of the House of Usher”, minissérie de terror da Netflix baseada no clássico da literatura gótica “A Queda da Casa Usher”, de Edgar Allan Poe. Langella foi objeto interna de uma investigação, após uma denúncia, que foi concluída nesta quarta (13/4). A decisão foi tomada após a constatação de que o ator esteve envolvido em conduta inaceitável no set. De acordo com o site TMZ, ele supostamente fez uma piada inapropriada de natureza sexual e tocou na perna de uma atriz, questionando se ela havia gostado. Após a análise de depoimentos sobre o acontecimento, foi tomada a decisão de reformular o papel do ator na atração. A produção da minissérie, comandada por Mike Flanagan (“Missa da Meia-Noite”), já tinha concluído metade das gravações previstas. Mas agora as cenas já realizadas por Langella precisarão ser refeitas com um novo ator. Indicado ao Oscar por “Frost/Nixon” (2008), Langella venceu quatro Tony Awards, o prêmio maior do teatro americano, e seu trabalho mais recente era outra produção da Netflix, “Os 7 de Chicago” (2020), onde interpretou um juiz intransigente. A minissérie representava seu primeiro terror deste século – ele não trabalhava no gênero desde “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. O ator veterano, que já viveu Drácula em 1979, dava vida a Roderick Usher, papel famosamente interpretado por Vincent Price na adaptação do texto de Poe dirigida por Roger Corman em 1960. Publicado em 1893, o conto de Poe é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os irmãos moradores encontram-se sob uma estranha maldição. A obra já ganhou várias adaptações no cinema. A mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel. A mais famosa foi justamente a de 1960, lançada no Brasil com o título de “O Solar Maldito” e considerada a obra-prima das carreiras do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price. Não há previsão para o lançamento da versão de Flanagan.

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    Cuba Gooding Jr. se declara culpado de assédio sexual

    13 de abril de 2022 /

    O ator Cuba Gooding Jr. (o O.J. Simpson de “American Crime Story”) se declarou culpado num julgamento de assédio sexual que ele enfrenta na justiça de Nova York. Em sua declaração, ele assume ter forçado um toque (“forcible touching”), uma acusação menos grave do que outros crimes sexuais, que pode lhe resultar no máximo um ano de prisão. Vencedor do Oscar por “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996), o ator foi preso em 2019 após uma mulher acusá-lo de apalpar seus seios sem permissão em um bar na cidade. O caso teve grande repercussão e, depois de pagar fiança para responder o processo em liberdade, outras mulheres acusaram o ator publicamente de atos semelhantes. Gooding acabou acusado em mais dois casos adicionais, por beliscar as nádegas de uma garçonete e tocar de forma inapropriada outra mulher, ambas em 2018 em Nova York. Até se declarar culpado, Gooding negava as acusações. Seus advogados argumentavam que os promotores tinham se tornado zelosos demais, apanhados no fervor do movimento #MeToo, ao transformar “gestos comuns” ou mal-entendidos em crimes. A linha da defesa mudou após o juiz decidir que, caso Gooding fosse a julgamento, os promotores poderiam chamar mais mulheres que o denunciaram para testemunhar sobre suas alegações de que Gooding também as tocou sem permissão. Ao todo, 19 acusadoras vieram à público denunciar o comportamento do ator. Ele também é acusado em outro processo de estuprar uma mulher na cidade de Nova York em 2013. Depois que um juiz emitiu uma sentença de condenação à revelia em julho passado, porque Gooding não respondeu ao processo, o ator contratou um advogado e está lutando contra as alegações. O último trabalho do ator foi o filme “A Vida em Um Ano”, lançado em 2020. Quatro anos antes, em 2016, ele foi indicado ao Emmy por interpretar O.J. Simpson na minissérie “American Crime Story”.

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    Frank Langella é investigado por assédio sexual em série da Netflix

    13 de abril de 2022 /

    O veterano ator Frank Langella, de 84 anos, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon” (2008), tornou-se alvo de uma investigação interna de assédio sexual no set de uma nova produção da Netflix, a série de terror “The Fall of the House of Usher”, desenvolvida por Mike Flanagan (“Missa da Meia-Noite”). De acordo com o site TMZ, o ator supostamente fez uma piada inapropriada de natureza sexual e tocou na perna de uma atriz, questionando se ela havia gostado. A série segue sendo gravada no Canadá e nenhum registro de acusação formal foi feito. Langella tem papel coadjuvante na trama e não havia cenas programadas para ele esta semana. Um porta-voz da Netflix disse que a empresa “não comenta sobre questões de emprego ativo”. Além da indicação ao Oscar, Langella venceu quatro Tony Awards, o prêmio maior do teatro americano, e já participou de uma produção da Netflix anteriormente, como o juiz intransigente de “Os 7 de Chicago” (2020).

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    Sion Sono é acusado de assédio por várias atrizes japonesas

    5 de abril de 2022 /

    Sion Sono, diretor japonês de obras cultuadas como “O Pacto” (Suicide Club, 2001), “Exposição de Amor” (2008), “Himizu” (2011) e “Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno?” (2013), foi acusado de assédio sexual em um artigo assinado por diversas atrizes. Publicada pelo site japonês Shukan Josei PRIME (Jprime), a acusação traz declarações anônimas que denunciam um comportamento predatório do cineasta. Segundo o artigo, Sono assediava todas as atrizes protagonistas de seus filmes. Nesta terça (5/4), a empresa produtora do diretor se manifestou sobre as acusações sem fazer defesa de Sono. “Para quem isso possa interessar, obrigado pelo apoio contínuo. Nós pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente que isso pode ter causado para qualquer um envolvido. Nós faremos um novo pronunciamento após averiguar os fatos”, disse a produtora em comunicado. No domingo, o ator Matsuzaki Yuki se referiu ao histórico de assédio sexual de Sono em um post no Twitter, antes da denúncia do Jprime viralizar. “Este sempre foi o método de operação habitual de Sono – existem dezenas de vítimas”, escreveu ele. Sono fez sua estreia em inglês no ano passado, com o lançamento de “Ghostland: Terra Sem Lei”, estrelado por Nicolas Cage e Sofia Boutella. A indústria japonesa de cinema e TV foi pouco afetada pelo movimento #MeToo, que varreu pessoas poderosas do entretenimento em vários países. Apesar disso, cada vez mais denúncias têm vindo à tona. Alegações de assédio sexual foram recentemente levantadas contra o ator Kinoshita Houka e o diretor Sakaki Hideo, levando ao cancelamento dos dois filmes mais recentes deste último.

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    Justiça francesa confirma investigação de Gérard Depardieu por estupro

    10 de março de 2022 /

    Com o último recurso negado, a Justiça francesa confirmou nesta quinta-feira (10/3) a acusação de Gérard Depardieu por “estupro” e “agressão sexual” contra a atriz Charlotte Arnould em agosto de 2018. “A câmara de inquérito [do tribunal de recurso] considera que existem, nesta fase, indícios graves ou concordantes que justifiquem que Gérard Depardieu continue sendo investigado”, disse um comunicado do Ministério Público sobre a recusa do recurso tentado pelos advogados do ator para encerrar as investigações. Arnould denunciou Depardieu em 2018, ocasião em que a polícia abriu investigações. Os fatos teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante o que foi descrito como uma “colaboração profissional”. Em sua queixa, a jovem afirmou ter sido abusada durante o ensaio informal de uma peça. Amigo de seu pai, Depardieu a teria convidado a visitá-lo para ouvir dicas e auxiliar sua carreira de atriz, já que ela é iniciante e só trabalhou em curtas. A polícia francesa chegou a arquivar a denúncia por falta de provas em 2019, mas Arnould pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro de 2020, com a reabertura das investigações. Mas desde então o processo vem transcorrendo sem novidades. Um dos astros de cinema mais famosos da França, Depardieu nega as acusações. Nos últimos anos, ele vem acumulando escândalos. Foi surpreendido dirigindo embriagado, agrediu um paparazzi e quase foi preso ao urinar dentro da cabine de um avião em um voo entre Paris e Dublin em 2011. Depardieu também ameaçou abrir mão do passaporte francês para adotar a nacionalidade russa, visando escapar dos impostos de seu país.

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    Equipe de Jessi retira nota de repúdio a Eli

    4 de março de 2022 /

    A equipe de administradores das redes sociais de Jessilane Alves retratou-se após emitir sua nota de repúdio ao participante Eliezer do Carmo Neto. Na quinta (3/3), os responsáveis pelos perfis sociais da participante do “BBB 22” publicaram um texto criticando uma suposta importunação sexual cometida por Eli na piscina durante a última Festa do Líder. A situação, que chegou a viralizar nas redes sociais, foi destacada na edição do programa exibida na TV aberta na noite passada, mostrando o suposto assédio e as reclamações de Jessi, mas também o contexto com o antes e o depois. A retratação teve como base uma fala de Jessi, que disse não ter sentido constrangimento com a atitude de Eli, tendo levado o avanço do colega de confinamento “na brincadeira”. “Ontem durante a edição vimos a Jessi verbalizando que apesar de ter sido “acuada” ela não se sentiu constrangida, levou na brincadeira”, diz o texto. “Assim, seguido as regras, retiraremos o posicionamento sobre [o] episódio.” De acordo com as regras do programa, estabelecidas a partir deste ano, a equipe do participante fora da casa não pode contradizer os posicionamentos do próprio participante. Isto vale também para declarações de apoio ou repúdio a outros do elenco. O texto dos administradores conclui com um entretanto. “Entretanto, reforçamos o repúdio a qualquer tipo de invasão de espaço e ações que gerem incômodo de qualquer forma. Ainda assim, não é não, em qualquer situação!”.

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