Jacob Tremblay entra no reboot de “O Vingador Tóxico”
Jacob Tremblay, o ator mirim de “O Quarto de Jack” e “Extraordinário”, que atualmente está com 15 anos de idade, juntou-se ao elenco do reboot de “O Vingador Tóxico” (The Toxic Avenger), trash cultuado dos anos 1980. O papel de Tremblay não foi oficializado, mas a sinopse da produção indica que o protagonista terá um filho que não existia no filme original. Por enquanto, apenas Peter Dinklage, de “Game of Thrones”, teve seu papel confirmado. Ele viverá Melvin, um faxineiro nerd que é empurrado de uma janela do segundo andar por valentões e acaba caindo num tanque de lixo tóxico. Os produtos químicos fazem com que ele se transforme em um mutante horrivelmente deformado, dotado de tamanho e força sobre-humanos. Assim, ele se transforma de párea rejeitado em herói dos oprimidos, enquanto corre para salvar seu filho, seus amigos e sua comunidade das forças da corrupção e da ganância. Realizado com baixíssimo orçamento e ultraviolência de ketchup sanguinolento, o filme original da produtora trash Troma foi concebido em 1984 pelo roteirista e diretor Lloyd Kaufman (com o pseudônimo de Samuel Weil). Ele também trabalhou na equipe original de “Rocky: Um Lutador” (1976) e ainda foi responsável por outros dois clássicos da Troma, “Class of Nuke ‘Em High” (1986), sobre os efeitos mutantes de drogas literalmente tóxicas – o lixo radioativo de Tromaville era totalmente desregulado – , e “Tromeo & Juliet” (1996), a versão de Romeu e Julieta da Troma, coescrito com um jovem estreante chamado James Gunn (ele mesmo, de “Guardiões da Galáxia”). Kaufman e seu parceiro na direção do filme original, Michael Herz, serão produtores executivos do remake, que será comandado pelo ator-diretor Macon Blair (“Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo”). Toxie, como o vingador do lixo se tornou conhecido, ganhou continuações, quadrinhos e se tornou precursor dos filmes de super-heróis de humor negro e ultraviolência, que culminaram nos lançamentos de “Kick-Ass” e “Deadpool”, dois exemplos de como o gênero pode render com maiores orçamentos. Ainda sem previsão de estreia, o novo “Vingador Tóxico” será o primeiro longa da franquia produzido por um grande estúdio – a Legendary do blockbuster “Godzilla vs. Kong”. Relembre o trailer original abaixo. Com direção de Macon Blair (Já Não Me Sinto em Casa Neste Mundo), o longa ainda não tem data de estreia definida.
Foto apresenta família do reboot de Anos Incríveis
O cineasta Lee Daniels (criador de “Empire”) divulgou em seu Instagram a primeira foto da família do reboot de “Anos Incríveis” (Wonder Years). Série clássica dos anos 1980, “Anos Incríveis girava em torno de uma família de classe média dos 1960, que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. A nova versão vai partir da mesma premissa, acompanhando dramas familiares da mesma década, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. Elisha “EJ” Williams interpreta o protagonista Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. O menino atualmente dubla o cão Bingo no desenho animado “Puppy Dog Pals” da Disney Junior e já apareceu nas séries “Henry Danger” e “Força Danger”, da Nickelodeon. Os atores Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”) vivem os pais e Laura Kariuki (“Black Lightning/Raio Negro”) a irmã mais velha do garoto. Além deles, Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) interpretará a versão adulta do protagonista, que será apenas ouvida narrando detalhes de sua infância ao longo dos episódios. Fenômeno de audiência, a série original rendeu seis temporadas exibidas entre 1988 e 1993, que se tornaram referência para muitas produções que se seguiram, com seu formato imitado por séries de sucesso como “Todos Odeiam o Cris”, “Os Goldbergs” e “Young Sheldon”. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, será diretor e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. O roteirista encarregado do reboot é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”. Patterson, Savage e Lee Daniels assinam a produção, que por enquanto teve apenas o piloto encomendado pela rede ABC. O episódio de teste precisa ser aprovado para a série ser oficializada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lee Daniels (@leedaniels)
MacGyver é cancelada e sai do ar neste mês nos EUA
A rede americana CBS anunciou o cancelamento de “MacGyver”. A série estrelada por Lucas Till (“X-Men: Apocalipse”) terminará ao final de sua 5ª temporada, atualmente no ar. O último capítulo será exibido em 30 de abril nos EUA. “Todos nós da CBS somos extremamente gratos pelo incrível trabalho e dedicação de Lucas e do restante do elenco, bem como da [showrunner] Monica [Macer], dos escritores e de toda a equipe”, disse Kelly Kahl, presidente da CBS Entertainment. “A equipe de ‘MacGyver’ viajou por todos os lugares para salvar repetidamente o mundo com pouco mais do que chiclete e um clipe de papel e tornou esta série distintamente sua. Estamos gratos por dar a esta base de fãs dedicada e leal a oportunidade de dizer adeus aos seus personagens favoritos da maneira atenciosa que esta série merece. ” “Desde que embarquei em ‘MacGyver’ no ano passado, fiquei impressionada com a devoção e entusiasmo desse elenco e equipe notáveis, bem como com os fãs leais”, disse Macer, que assumiu as funções de showrunner depois que o criador Peter Lenkov foi demitido por acusações de assédio moral e toxicidade no local de trabalho. “Minha gratidão vai para [as estrelas] Lucas, Tristin [Mays], Justin [Hires], Meredith [Eaton], Levy [Tran] e [Henry] Ian [Cusick], que colocaram tudo o que têm em nosso show, especificamente para os fãs. Mal podemos esperar que eles vejam nossos episódios finais espetaculares.” Produzido pela CBS Studios e a Lionsgate, a série era reboot de uma famosa atração dos anos 1980, exibida no Brasil como “Profissão Perigo”. Na série original, Angus MacGyver era um agente secreto que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carregava, para escapar das mais difíceis situações. A atração durou sete temporadas e teve 139 episódios produzidos entre 1985 e 1992. A nova versão era focada nas origens do personagem vivido nos anos 1980 por Richard Dean Anderson, mostrando-o como um jovem recruta de uma organização clandestina e aperfeiçoando suas habilidades para evitar desastres. “MacGyver” se torna a terceira série da CBS cancelada nesta temporada, acompanhando a comédia “Mom” e a procedimental “NCIS: New Orleans”. À exceção de “Mom”, que acabou após perder a coprotagonista, “MacGyver” e “NCIS: New Orleans” foram canceladas após trocas-relâmpago de showrunners devido à escândalos de bastidores. Assim como Peter Lenkov, Brad Kern também foi demitido de “NCIS: New Orleans” após várias denúncias – em seu caso, de assédio e perseguição às mulheres, além de declarações racistas nas gravações. A exibição de “MacGyver” no Brasil acontece no canal pago Universal.
Cena do novo Caça-Fantasmas mostra ataque de marshmallows
O monstro do marshmallow está de volta. A Sony divulgou uma cena legendada de “Ghostbusters: Mais Além”, que destaca o icônico personagem da franquia “Os Caça-Fantasmas”. Sim, apesar do nome mal traduzido, “Ghostbusters: Mais Além” é continuação dos filmes que a mesma Sony lançou nos anos 1980 com o título nacional de “Os Caça-Fantasmas”. Na cena, a criatura não aparece gigante como no clássico de 1984, quando parecia um Godzilla de marshmallow aterrorizando Nova York, mas em formato miniatura, multiplicando-se no interior de um supermercado como se fosse Gremlins. Diferente do filme com elenco feminino de 2016, o novo “Caça-Fantasmas” é uma continuação direta das comédias originais e conta com participações do elenco clássico – até o relutante Bill Murray está na história. Apesar disso, a trama focará uma nova família encabeçada por Carrie Coon (“The Leftovers”), como mãe solteira dos personagens de Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3”), que tem relação direta com o Dr. Egon Spengler, vivido pelo falecido Harold Ramis nos anos 1980. Além deles, Paul Rudd (“Homem-Formiga”), visto em destaque no vídeo abaixo, participa do elenco como um professor de cidade pequena. A direção é de Jason Reitman (“Juno”, “Tully”), filho do diretor dos dois primeiros Caça-Fantasmas, Ivan Reitman, e a estreia está marcada para novembro “somente nos cinemas”.
“Uma Turma Genial” vai ganhar remake com atriz de “One Day at a Time”
A HBO Max oficializou o remake de “Uma Turma Genial” (Head of the Class), série “escolar” exibida na rede ABC entre 1986 e 1991 – mas que só chegou no Brasil, pela TV Globo, nos anos 1990. Como a série original, a nova versão será uma sitcom sobre um grupo de alunos do ensino médio que superam seu maior desafio: uma professora, interpretada por Isabella Gomez, que quer que eles se concentrem menos nas notas e mais na experiência de vida. A produção marca o segundo remake consecutivo da carreira da atriz, que interpretou Elena Alvarez na recente versão de “One Day at a Time”. Sua escalação significa uma mudança de gênero na nova “Uma Turma Genial”, já que o principal personagem da atração original era um professor (vivido por Howard Hesseman). Isabella Gomez interpretará Alicia Adams, uma professora inteligente, engraçada e direta, que terá que lidar com uma classe de alunos inteligentes do Ensino Médio e ensiná-los a equilibrar suas notas altas com situações da vida real. Os demais integrantes o elenco são Jorge Diaz (“East Los High”), Jolie Hoang Rappaport (“Watchmen”), Gavin Lewis (“Pequenos Incêndios Por Toda Parte”), Dior Goodjohn (“The Unicorn”), Brandon Severs (“Diário de uma Futura Presidente”), Katie Beth Hall (“Happy!”) e o estreante Adrian Matthew Escalona, além da participação especial de Christa Miller (“Cougar Town”, “Scrubs”). Desenvolvida pela dupla Amy Pocha e Seth Cohen (roteiristas de “Whiskey Cavalier”), a série está em produção desde maio do ano passado, quando teve seu roteiro encomendado, mas ainda não tem previsão de estreia. “Head of the Class” (título original) se junta a mais dois remakes/reboots/continuações de séries juvenis clássicas encomendadas pela HBO Max: as mais recentes “Gossip Girl” (2007–2012) e “Pretty Little Liars” (2010–2017). Veja abaixo a abertura do primeiro episódio da série original.
“ThunderCats” vai virar filme do diretor de “Godzilla vs Kong”
Embalado pelo sucesso internacional de seu novo filme, “Godzilla vs Kong”, o diretor Adam Wingard revelou, durante entrevista ao site Deadline, que irá dirigir um longa do desenho “ThunderCats”. A produção da Warner Bros. foi descrita por Wingard como seu “projeto dos sonhos”. Ele também irá escrever o roteiro em parceria com sua parceiro habitual Simon Barrett. “’ThunderCats’ é um projeto dos sonhos. Quando eu estava no ensino médio, era obcecado pela série, justamente no auge do desejo de me tornar um cineasta. Lembro que não conseguia prestar atenção nas aulas, tirei notas terríveis. O motivo? Estava ocupado escrevendo meu roteiro de ‘ThunderCats, com 272 páginas. Eu ainda tenho! Então, 20 anos depois, aqui estamos nós. O estúdio adorou ‘Godzilla vs. Kong’, e ouvi dizer que havia algo dos ‘ThunderCats’ navegando por lá, dos mesmos produtores de ‘Death Note’ na Netflix, do qual também dirigi. Perguntei a eles, ‘Posso reescreve-lo com meu colaborador Simon Barrett? Porque isso é uma grande paixão para mim.’”, ele contou. “Vi como uma oportunidade de fazer um novo tipo de espetáculo de fantasia de ficção científica que as pessoas nunca viram antes. Tem uma mitologia rica, os personagens são fantásticos. As cores. Quero fazer um filme dos ‘ThunderCats’ que te leve direto para a estética dos anos 1980. Não quero reinventar como eles se parecem, quero que se pareçam com os ‘ThunderCats’”, afirmou o diretor, acrescentando: “Não quero que se pareça com ‘Cats’”. Como indicou Wingard, o projeto tem produção da dupla Dan Lin e Roy Lee, que também trabalhou com o diretor na adaptação de “Death Note” (2017) para a Netflix. O longa também deve ser uma animação ou um híbrido, mas não um filme totalmente live-action (com atores). A série animada de 1985 foi um enorme sucesso, durando quatro temporadas, até 1989. No Brasil, chegou a ser exibida na TV aberta pela Globo e SBT. Mais recentemente, o desenho ganhou um remake mais focado na ação, que durou só uma temporada em 2011 no Cartoon Network.
Don Cheadle será o narrador da nova versão de “Anos Incríveis”
O reboot da série clássica “Anos Incríveis” (Wonder Years) encontrou seu narrador. Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) interpretará a versão adulta do protagonista, que será ouvida comentando detalhes de sua infância ao longo dos episódios. Elisha “EJ” Williams interpreta o Dean de 12 anos na nova versão da série, que vai se centrar em uma família negra em Montgomery, Alabama, em 1968. O menino atualmente dubla o cão Bingo no desenho animado “Puppy Dog Pals” da Disney Junior e já apareceu nas séries “Henry Danger” e “Força Danger”, da Nickelodeon. Os atores Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”) também estão no elenco com os pais do garoto. O seriado original girava em torno de uma família de classe média dos 1960, que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. Os episódios eram narrados por sua versão adulta, interpretada pelo ator Daniel Stern. Fenômeno de audiência, a série original rendeu seis temporadas, exibidas entre 1988 e 1993, que se tornaram referência para muitas produções que se seguiram, com seu formato imitado por várias séries de sucesso nos últimos anos, como “Todos Odeiam o Cris”, “Os Goldbergs” e “Young Sheldon”. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, será diretor e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. A nova versão vai partir da mesma premissa da série original, acompanhando dramas familiares nos anos 1960, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O roteirista encarregado do reboot é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”. Por enquanto, apenas o piloto foi encomendado pela rede ABC. O episódio de teste precisa ser aprovado para a série ser oficializada.
Bertrand Tavernier (1941 – 2021)
O icônico cineasta Bertrand Tavernier, de filmes clássicos como “Um Sonho de Domingo” (1984) e “Por Volta da Meia-Noite” (1986), morreu nesta quinta (25/3) aos 79 anos, anunciou o Instituto Lumière, que ele presidia. A causa da morte não foi informada. Filho do escritor e combatente da resistência René Tavernier, Bertrand foi um dos principais e mais premiados diretores do cinema francês após a nouvelle vague. Seu interesse pela sétima arte começou em seus dias de estudante universitário na Sorbonne, quando entrevistou o diretor Jean-Pierre Melville. Ele acabou conseguindo trabalho como relações públicas da empresa que produziu o filme de Melville de 1962, “Técnica de um Delator”, e posteriormente se associou a um amigo para se tornar assessor de imprensa independente, trabalhando nos filmes que lhe interessavam, entre eles “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. O trabalho evoluiu para a função de assistente de direção, que ele começou a exercer na Itália, fazendo sua estreia no trash “Maciste, O Gladiador de Esparta” (1964). No mesmo ano, debutou como diretor nas antologias românticas “Os Beijos” (1964) e “A Chance e o Amor” (1964). Entretanto, seu primeiro longa individual só saiu uma década depois, o complexo filme de mistério “O Relojoeiro” (1974), que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Com os dois filmes seguintes, “Que a Festa Comece” (1975) e “O Juiz e o Assassino” (1976), chamou atenção da Academia Francesa de Cinema, vencendo consecutivamente dois prêmios César (o Oscar francês) como roteirista. Ao experimentar a ficção científica com “A Morte ao Vivo” (1980), antecipou em décadas a febre por reality shows que transformou o “Big Brother” num fenômeno. Cultuadíssimo, o filme também registrou um dos últimos papéis da estrela Romy Schneider, que morreu dois anos depois. O reconhecimento internacional veio com “A Lei de Quem Tem o Poder” (1981), indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. No filme, Philippe Noiret vivia um chefe de polícia de uma pequena cidade que decide a despachar os cidadãos indignos do lugar com sua arma. Seus filmes mais famosos vieram logo em seguida. Com “Um Sonho de Domingo” (1984), ambientado em uma casa de campo em 1912, venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes. E embora não tenha sido agraciado por seu trabalho em “Por Volta da Meia-Noite” (1986), sua ode definitiva ao jazz é considerada um dos melhores filmes já feitos sobre o gênero musical. A obra rendeu um Oscar ao jazzista Herbie Hancock pela Trilha Sonora, além de indicação de Melhor Ator ao mítico saxofonista Dexter Gordon. A filmografia de Tavernier seguiu produzindo filmes espetaculares, como “A Vida e Nada Mais” (1989), vencedor do BAFTA (o Oscar inglês), e “O Regresso” (1990), mas foi só com “L.627 – Corrupção Policial” (1992), um thriller com registro quase documental sobre as atividades do dia-a-dia de um pequeno e mal equipado braço do Esquadrão Antidrogas de Paris, que ele venceu o troféu principal da França, o César de Melhor Filme, além do César de Melhor Direção. O reconhecimento nacional o levou à sua primeira grande aventura de época, “A Filha de D’Artagnan” (1994), estrelada pela jovem Sophie Marceau no auge de sua popularidade. Mas após este breve desvio comercial, o cineasta voltou com tudo em “A Isca” (1995), sobre crimes de menores, que venceu o Festival de Berlim, e “Capitão Conan” (1996), drama de guerra que lhe rendeu outro César de Melhor Direção. Em “Quando Tudo Começa” (1999), Tavernier seguiu um ano na vida do diretor de uma escola em uma região economicamente falida da França e venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim e o Prêmio do Público no Festival de San Sebastian. Ele seguiu frequentando festivais no século 21, mas sem causar o mesmo frisson. Seus últimos longas de ficção foram “Passaporte para a Vida” (2002), “Holy Lola” (2004), escrito por sua filha, “Às Margens de um Crime” (2009), “A Princesa de Montpensier” (2010) e “O Palácio Francês” (2013). Pelo derradeiro, ainda voltou a vencer o César de Melhor Roteiro. Depois disso, assinou o documentário “Viagem Através do Cinema Francês”, lançado em 2016 e transformado em minissérie no ano seguinte, dedicando-se a contar a história do cinema de seu país. Cinéfilo assumido, Tavernier adorava falar da história ao cinema. Ele escreveu um guia sobre a história de Hollywood, cuja primeira edição foi chamada de “20 Anos de Cinema Americano”, mas acabou expandida em reedições para “30 Anos…” e até “50 Anos de Cinema Americano”. Ele também publico um livro de entrevistas, chamado “American Friends”, com conversas que teve com John Ford, Robert Altman, Roger Corman e “muitos outros que não haviam sido entrevistados antes”, e se dedicou à preservação de filmes clássicos, movido tanto pelo desejo de defender o cinema independente francês como pela paixão pelo cinema americano do século 20. Em 2015, foi homenageado com um Leão de Ouro especial do Festival de Veneza, pelo conjunto da obra. Tavernier foi casado com a roteirista Claudine (Colo) O’Hagen de 1965 a 1980 e deixa dois filhos cineastas, Nils Tavernier, diretor e ator, e Tiffany Tavernier, romancista, roteirista e assistente de direção.
Snowfall é renovada para a 5ª temporada
O canal pago americano FX renovou a série “Snowfall”, criada pelo falecido cineasta John Singleton (“+Velozes +Furiosos”), para sua 5ª temporada. O anúncio foi feito quando a atração chegou à metade de seu quarto ano de produção, que vem registrando um aumento de 41% no total de espectadores em relação à temporada anterior, com uma média de 5,1 milhões de pessoas em todas as plataformas. “’Snowfall’ se consolidou como um dos melhores dramas da TV”, disse o presidente da FX Entertainment, Eric Schrier, em um comunicado. “A qualidade e o crescimento do público são uma conquista notável para um programa em sua 4ª temporada.” A série foi criada, na verdade, por dois cineastas: Eric Amadio (“Acompanhados”) e John Singleton (“+Velozes +Furiosos”), que infelizmente faleceu em 2019 aos 51 anos, devido a um derrame. Passada em Los Angeles no começo dos anos 1980, a trama conta como os traficantes passaram da cocaína para o crack, traçando um paralelo com a política da guerra às drogas e o escândalo Irã-Contras, que revelou como os EUA se associaram aos cartéis de drogas para financiar uma revolução no Irã. Contada por meio de tramas paralelas, a série segue numerosos personagens em curso de violenta colisão, destacando Franklin Saint (Damson Idris), jovem traficante de rua em uma busca de poder e dinheiro, Gustavo “El Oso” Zapata (Sergio Peris-Mencheta), um lutador mexicano metido numa luta de poder dentro de uma família do crime, Teddy McDonald (Carter Hudson), um funcionário da CIA envolvido na operação Irã-Contras, e Lucia Villanueva (Emily Rios), a filha de um poderoso chefão do crime mexicano. A temporada atual se passa em 1985, quando traficantes no centro-sul de Los Angeles, liderados por Saint, passam a lucrar enormemente com o aumento da demanda por crack, ao mesmo tempo em que os efeitos devastadores da droga começam a afetar sua casa. O final da 4ª temporada irá ao ar em 21 de abril nos EUA.
Reboot de “Anos Incríveis” com família negra define novo “Kevin”
O reboot da série clássica dos anos 1980 “Anos Incríveis” (Wonder Years) definiu seu novo protagonista. E quem contou a novidade foi ninguém menos que o astro original da atração. Um vídeo da produção da rede ABC registrou o momento em que Fred Savage contou ao jovem Elisha “EJ” Williams que ele tinha sido escolhido para viver o novo Kevin. Ou melhor, Dean, como vai se chamar seu personagem. O seriado original girava em torno de uma família de classe média dos 1960, que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Savage. Fenômeno de audiência, a série rendeu seis temporadas, exibidas entre 1988 e 1993. A nova versão vai partir da mesma premissa, acompanhando dramas familiares nos anos 1960, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O roteirista encarregado do reboot é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”, e também apareceu no vídeo para felicitar o jovem Elisha Williams. O menino atualmente dubla o cão Bingo no desenho animado “Puppy Dog Pals” da Disney Junior e já apareceu nas séries “Henry Danger” e “Força Danger”, da Nickelodeon. A atriz Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”) também está definida no elenco, como a matriarca da família. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, será diretor e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Não é a primeira vez que uma série clássica inspira reboot com mudança racial. “Um Dia de Cada Vez” (One Day at a Time) e “O Quinteto” (Party of Five) já tinham substituídos personagens brancos originais por elencos latinos. Ambas foram canceladas devido à baixa audiência.
The Equalizer: Série baseada em O Protetor é renovada
A rede CBS renovou “The Equalizer”. O anúncio foi feito após a exibição dos primeiros quatro episódios da temporada inaugural. Graças à estreia após o Super Bowl, o episódio de estreia foi visto por um público impressionante, 20,4 milhões de espectadores, e ajudou a produção a manter números sólidos, com episódios assistidos por cerca de 11,5 milhões desde então. “‘The Equalizer’ provou ser mais do que previsto na tarefa de engajar espectadores e acumular vitórias na noite de domingo”, disse a presidente da CBS Entertainment, Kelly Kahl. “Estamos extremamente orgulhosos de ver este drama excelente, liderado por Queen Latifah, bater a competição e retornar para uma 2ª temporada.” A série é reboot de uma atração homônima, exibida nos anos 1980, em que o protagonista Robert McCall era vivido pelo branco Edward Woodward. Mas seu retorno se deve, na verdade, ao sucesso de recentes adaptações cinematográficas, em que o personagem foi encarnado por Denzel Washington – em dois filmes batizados em português de “O Protetor”. Na nova série, além de se manter negra como Denzel, a personagem também mudou de sexo, trazendo a atriz Queen Latifah (“Star”) como Robyn McCall, uma mãe solteira com um histórico misterioso, aposentada de uma agência secreta, que usa suas habilidades para proteger e defender aqueles que não podem fazer isso por si mesmos. Enquanto atua como um anjo da guarda para os outros, ela também busca sua própria redenção. O elenco ainda destaca Laya DeLeon Hayes (“Uma Pitada de Magia”) como filha da protagonista e Chris Noth (“Sex and the City”), que interpreta um ex-diretor da CIA, além de Tory Kittles (“Colony”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Liza Lapira (“Nancy Drew”) e Adam Goldberg (“God Friended Me”). Latifah também é creditada como co-criadora da série ao lado de Richard Lindheim, que foi um dos criadores da versão original. Já a produção está a cargo do casal Andrew Marlowe (que criou “Castle”) e Terri Miller (“It Takes Two”).
Um Príncipe em Nova York 2 bate recorde de audiência da Amazon
O serviço independente Screen Engine, da Digital Entertainment Group, afirmou nesta segunda (8/3) que “Um Príncipe em Nova York 2” bateu todos os recordes de audiência para se firmar como a estreia de maior audiência em qualquer serviço de streaming desde o começo da pandemia, em fevereiro de 2020. Continuação da comédia clássica estrelada por Eddie Murphy em 1988, o filme não teve números revelados pelo serviço. Mas vale apontar que, misteriosamente, o Screen Engine não registrou nenhum resultado referente a “Raya e o Último Dragão”, lançado no mesmo dia (5/3) na Disney+. A Amazon, que comprou a produção da Paramount por US$ 125 milhões em outubro, também permaneceu vaga sobre os resultados. Em vez de se vangloriar de suas dezenas de milhões de visualizações, como costuma fazer a Netflix, a plataforma afirmou apenas, em comunicado, que “Um Príncipe em Nova York 2” teve o maior fim de semana de estreia que qualquer outro filme que lançou até agora. Vale lembrar que a Amazon também lançou “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, que se tornou um fenômeno de popularidade. E tampouco revelou quantas pessoas viram esse filme. “A família real de Zamunda chegou e o público em todo o mundo a recebeu com entusiasmo!”, disse Jennifer Salke, chefe do Amazon Studios. “A estreia de ‘Um Príncipe em Nova York 2’ excedeu em muito qualquer uma das nossas maiores expectativas. É claro que toda uma nova geração de fãs se juntou à enorme base de fãs leais que já adoravam o mundo mágico criado pelo fenômeno global Eddie Murphy”, avaliou. Para ela, o sucesso de “Um Príncipe em Nova York 2” também se deve a ser um “filme de comédia perfeitamente divertido, escapista e alegre de que o público em todo o mundo precisava.” A crítica e o próprio público podem discordar, considerando a baixa aprovação conquistada pelo filme no Rotten Tomatoes e no IMDb. Muita gente viu, mas isso não significa que gostou.
Frank Lupo (1954 – 2021)
O produtor-roteirista Frank Lupo, que criou várias séries populares de ação dos anos 1980, como “Esquadrão Classe A”, “O Homem da Máfia” e “Tiro Certo”, morreu em 18 de fevereiro, em sua casa na Flórida, aos 66 anos. O falecimento foi revelado neste domingo (7/3) por sua irmã. Nascido em Nova York, Lupo veio para Los Angeles em meados da década de 1970 e aos 20 anos foi contratado pela Universal Television, onde conheceu seu grande parceiro, Stephen J. Cannell (1941–2010). Depois de escrever episódios de séries de Glen A. Larson, como “Battlestar Galactica”, “As Aventuras de B.J.”, “Magnum” e “Xerife Lobo”, ele se juntou a Cannell (criador de “Arquivo Confidencial”) em 1981, na equipe de roteiristas de uma nova série do produtor, “Super-Herói Americano” (The Greatest American Hero). Os dois se deram bem criativamente e em 1983 criaram a primeira atração conjunta, “Esquadrão Classe A” (The A Team). A série sobre um grupo de militares renegados, estrelada por George Peppard, virou um fenômeno popular, durou cinco temporadas e transformou o ex-leão de chácara Mr. T numa celebridade. Um ano mais tarde, Lupo lançou mais duas séries de ação com Cannell: “Tempo Quente” (Riptide), sobre uma agência de detetives formada por três ex-veteranos do Vietnã (Perry King, Joe Penny e Thom Bray), e “Tiro Certo” (Hunter), sobre um policial valentão (Fred Dyer) que, ao lado de sua parceira rebelde (Stepfanie Kramer), não se importava em passar por cima da lei para fazer “justiça”. A primeira durou três temporadas, até 1986, e segunda sete, até 1991. A última parceria entre Lupo e Cannell foi “O Homem da Máfia” (Wiseguy), em que Ken Wahl vivia Vinny Terranova, um agente disfarçado da polícia que se infiltrava em organizações mafiosas. A produção não durou tanto, mas se tornou a mais cultuada da dupla, com quatro temporadas, entre 1987 e 1990, além de render um telefilme em 1996. Nem todas as séries de Lupo deixaram marcas. A comédia “Deloucacia de Polícia” (The Last Precinct), com Adam West (o Batman), durou só oito episódios em 1986 e foi o maior fracasso de sua parceria com Cannell. Apesar da boa premissa, o terror “O Lobisomem Ataca de Novo” durou só uma temporada e a falta de um desfecho fez com que fosse esquecida. Sua última série original, “Raven”, também só teve uma temporada em 1992, mas pelo menos ganhou um final, na forma de um telefilme em 1997. Nos últimos anos, Lupo ainda reviveu “Tiro Certo” em dois telefilmes de 2002 e 2003, escritos em parceria com Cannell. E a boa audiência convenceu a rede NBC a produzir um revival em 2003, com o mesmo elenco da série original. Entretanto, muitos fãs só descobriram a produção quando ela foi cancelada, sem exibir todos os episódios gravados. O protagonista Fred Dryer mais tarde citou “dificuldades criativas” e restrições orçamentárias como as razões para o fim inesperado da segunda encarnação da série. Lupo também atuou como produtor-roteirista da 1ª temporada de “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger) e escreveu episódios de “Contrato de Risco” (Stingray), criada por Cannell. Seu último roteiro foi ao ar na série “Painkiller Jane”, adaptação de quadrinhos exibida no canal pago SyFy em 2007.












