Melinda Dillon, indicada ao Oscar por “Contatos Imediatos”, morre aos 83 anos
A atriz Melinda Dillon, indicada ao Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e “Ausência de Malícia” (1981), morreu aos 83 anos. Sua família informou que ela faleceu em 9 de janeiro em Los Angeles, mas não deu mais detalhes. Nascida em 13 de Outubro de 1939, Dillon começou sua trajetória no teatro antes de se mudar para Hollywood. Ela fez sua estreia no cinema em 1969 com a comédia “Um Dia em Duas Vidas” e teve seu primeiro papel de destaque em “Esta Terra é Minha Terra” (1976), cinebiografia do cantor folk Woody Guthrie, onde interpretou a esposa do protagonista, vivido por Keith Carradine. O desempenho lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Estreia do ano. No ano seguinte, fez seu papel mais lembrado, como a mãe que tem o filho abduzido em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. O filme foi um grande sucesso de bilheteria e recebeu várias indicações ao Oscar, inclusive para Melinda, que disputou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante. Em 1981, ela foi novamente indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por “Ausência de Malícia”, interpretando uma amiga próxima do protagonista, vivido por Paul Newman – com quem ela já tinha contracenado na comédia “Vale Tudo” (1977). Além desses desempenhos consagrados pela Academia, ela também marcou época em outro grande sucesso, vivendo a mãe de Ralphie no clássico da Disney “Uma História de Natal” (1983). Com uma carreira repleta de sucessos, ela ainda se destacou como a esposa do personagem de John Lithgow na comédia “Um Hóspede do Barulho” (1987), a mãe do Capitão América na adaptação de 1990, a paciente da psiquiatra vivida por Barbra Streisand em “O Príncipe das Marés” (1991), no elenco do filme coral “Magnólia” (1999) e como a sogra de Adam Sandler no drama “Reine Sobre Mim” (2007), seu último papel antes de se aposentar. Ao longo de cinco décadas, Melinda ainda fez participações em várias séries, sem nunca integrar um elenco fixo, estrelou montagens da Broadway e trabalhou com alguns dos diretores mais premiados de Hollywood, como Steven Spielberg, Sydney Pollock, Norman Jewison, Paul Thomas Anderson, Hal Ashby, George Roy Hill e Barbra Streisand. Ao saber da morte da atriz, Steven Spielberg se manifestou: “Melinda foi generosa de espírito e emprestou tanta gentileza ao personagem que interpretou em ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’. Ela era uma atriz maravilhosa e tão talentosa em dramas – incluindo sua passagem inesquecível em ‘Ausência de Malícia’ – quanto em comédias amadas como ‘Uma História de Natal’, ‘Um Hóspede do Barulho’ e ”Vale Tudo'”. Todos sentiremos a falta dela.” Lembre de duas das cenas mais famosas de “Contatos Imediatos” com Melinda Dillon.
“O Massacre da Serra Elétrica” volta aos cinemas em cópias 4k
“O Massacre da Serra Elétrica”, um dos mais icônicos filmes de terror da história vai voltar aos cinemas. O clássico dirigido por Tobe Hooper em 1974 será relançado no Brasil em uma cópia 4k restaurada em 16 de fevereiro, voltando a aterrorizar o público com os canibais da família Sawyer. A produção, que se tornou uma referência do terror e é considerada uma das maiores obras da década de 1970, acompanha cinco jovens que acabam se perdendo numa estrada secundário do Texas e vão parar numa fazenda decrépita, onde se deparam com uma família de canibais e o terrível Leatherface. Integrante mais assustador da família Sawyer, ele perseguia os jovens com sua motosserra, brandida de forma perigosa até para a própria segurança de seu intérprete. Em busca de realismo, Tobe Hooper filmou até sangue real, quando a atriz Marilyn Burns se cortou inteira ao esbarrar em arbustos durante a perseguição mais famosa da trama, com Leatherface tocando o terror em seu encalço. Hooper rodou “O Massacre da Serra Elétrica” em 1974 por menos de US$ 300 mil, a partir de um roteiro que ele próprio escreveu, e contou com atores que nunca tinham feito cinema antes. Gunnar Hansen, o Letherface, queria ser poeta, mas foi fazer o teste para o papel porque o filme estava sendo produzido na sua região. Em seu livro de memórias, ele recorda que o diretor explicou rapidamente o personagem, dizendo que tinha problemas mentais e, apesar de parecer aterrador, sofria abusos de sua própria família insana. As sequelas traumáticas de sua infância impediram seu desenvolvimento, inclusive a fala, levando-o a apenas grunhir como um porco. Além disso, era tímido a ponto de viver sob uma máscara – criada a partir de retalhos de outras faces humanas. O personagem era um dos muitos assassinos brutais da família canibal do filme de 1974 e foi inspirado no serial killer Ed Gein. A cena final do longa, em que ele agita sua serra, furioso numa estrada, é das mais icônicas da história do cinema. Mas o filme também eternizou outros takes perturbadores, como os close-ups extremos nos olhos de Marilyn Burns, amarrada numa mesa para jantar com canibais. Em 1999, a revista Entertainment Weekly elegeu “O Massacre da Serra Elétrica” como o segundo filme mais assustador de todos os tempos, atrás apenas de “O Exorcista” (1973). Mas na época em que foi lançado, o filme perturbou muito mais que a superprodução do diabo, sendo proibido em diversos países. No Reino Unido e na Escandinávia, por exemplo, só foi liberado, justamente, em 1999! A cópia 4k restaurada permite que os espectadores experimentem ainda mais a intensidade da trama e a habilidade do diretor em criar tensão e suspense. Além disso, as imagens mais claras e nítidas tendem a tornar a experiência ainda mais impactante.
Sobrinho de Michael Jackson vai viver cantor no cinema
A cinebiografia de Michael Jackson definiu seu ator principal. O escolhido foi Jaafar Jackson, de 26 anos, que é filho de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael Jackson. O sobrinho do Rei do Pop também tem uma incipiente carreira de cantor, mas nenhuma experiência como ator em seu currículo. Suas participações em sets de gravação consistem de aparições em clipes de parentes e no reality da família, “The Jacksons: Next Generation”. O filme de Michael Jackson, por sinal, tem como produtores executivos a família do astro falecido. “Sinto-me humilde e honrado em dar vida à história do meu tio Michael. Para todos os fãs de todo o mundo, vejo vocês em breve”, Jaafar escreveu em seu Instagram, ao lado de um foto em que aparece fantasiado de Michael Jackson. Intitulado “Michael”, o projeto está a cargo do produtor Graham King, que renovou o interesse pelas cinebiografias musicais com o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. O roteiro foi escrito por John Logan, que já foi indicado três vezes ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), e será dirigido por Antoine Fuqua (de “O Protetor”). Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi o cantor solo mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas que o tornaram mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu denúncias de abuso de menores contra o cantor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaafar Jackson (@jaafarjackson)
Tom Verlaine, líder da banda punk Television, morre aos 73 anos
O cantor e músico Tom Verlaine, conhecido por liderar a banda Television durante as gerações punk e pós-punk, morreu neste sábado em Nova York, aos 73 anos. Segundo a filha de sua velha amiga Patti Smith, ele morreu “após uma breve doença”, sem que maiores detalhes fossem divulgados. Verlaine, cujo nome verdadeiro era Thomas Miller, começou sua história roqueira no palco imundo do CBGB, boteco de motoqueiros transformado em club de rock nos anos 1970, que também serviu de base de lançamento dos Ramones, Blondie, Talking Heads e muitas outras bandas nova-iorquinas da época. Apesar de ter estudado piano, tocar saxofone e ser fã de jazz, ele se destacou como um dos guitarristas mais importantes do punk rock americano. Miller virou Verlaine, em homenagem ao poeta francês do século 19, quando formou o Television com Richard Hell, Richard Lloyd e Billy Ficca. A banda estreou em um pequeno teatro da Times Square em 2 de março de 1974, com o visual incomum para a época: cabelos curtos despenteados e roupas rasgadas emendadas por alfinetes de segurança – que acabou exportado para a Inglaterra por Malcolm McLaren, quando o empresário resolveu lançar os Sex Pistols um ano depois. Hell e Verlaine convenceram em seguida o dono do CBGB a lhes dar espaço regular no bar, o que começou a atrair atenção para seu estilo musical estranho, diferente de tudo o que existia. A então crítica de rock Patti Smith escreveu uma resenha elogiosa que acabou sendo copiada em todo o mundo para descrever o estilo de Verlaine, mencionando “guitarra tocada com paixão angular invertida”, que soava como “mil rouxinóis cantando”. Patti Smith e Verlaine acabaram namorando, e o guitarrista ajudou a escritora a virar cantora, tocando em seu disco de estreia de 1975, além de compor a música “Break It Up” para ela. Sentindo-se excluído e com ciúmes da atenção conquistada pelo colega, Richard Hell largou o Televison para formar outra banda – The Voidoids, com quem gravou o clássico “Blank Generation” em 1977. Com o baixista original do Blondie, Fred Smith, no lugar de Hell, Television gravou uma faixa de sete minutos que foi lançada em dois lados de seu primeiro single em setembro de 1975. O lançamento marcou o começo de uma nova era, por ser totalmente independente. A música “Little Johnny Jewel” despertou o interesse de uma nova gravadora e a banda acabou assinando com a Elektra Records em julho de 1976. Seu primeiro álbum, “Marquee Moon” (1977), e sua ambiciosa faixa-título de 10 minutos com dois solos de guitarra foram definidoras para o rock independente americano que surgiu nas décadas seguintes. O pioneirismo do Television foi juntar a energia dos shows de punk rock com a dissonância vanguardista da banda The Velvet Underground, de Lou Reed nos anos 1960. Seu álbum seguinte, “Adventure”, aprimorou ainda mais o som do grupo, que era ao mesmo tempo frágil e agressivo, suave e ríspido. Mas a banda se dissolveu semanas após a gravação do disco de 1978, devido ao abuso de drogas de Richard Lloyd. Embora o Television nunca tenha obtido grande sucesso comercial, o impacto do modo de tocar de Verlaine, totalmente despojado e livre de estruturas – um jazzista no punk rock – influenciou tudo o que surgiu depois, de Sonic Youth a Galaxy 500, passando por Dream Syndicate, Pixies e Wilco. Todos os membros do Television seguiram carreira musical, com o baterista Billy Ficca atingindo maior sucesso com a banda new wave The Waitresses (do hit “I Know What Boys Like”). Mas, a longo prazo, Verlaine foi quem se manteve mais tempo sob os holofotes. Ele lançou nove discos solo entre 1979 e 2009, ainda que só tenha conseguido um único quase hit, “A Town Called Walker”, em 1987. Tanto que, em 1992, voltou a se juntar com os antigos parceiros para um terceiro álbum, intitulado apenas “Television”, que acabou se tornando o último disco da banda. No mesmo ano, Verlaine lançou um disco instrumental, “Warm and Cool”, e em seguida silenciou. Ele decidiu não gravar novos discos por quase uma década e meia, aparecendo apenas em shows e gravações da ex Patti Smith, além de produzir um disco póstumo elogiado do cantor Jeff Buckley. Muitas das músicas do Televison e da carreira solo de Verlaine ganharam novas vidas em trilhas de filmes e séries. Isso fez o músico ser convidado a compor para o cinema. Sua estreia como compositor de trilhas aconteceu no documentário “I Am a Promise: The Children of Stanton Elementary School”, em 1993. Ele também assinou a trilha de outro documentário: “On Hostile Ground”, em 2001. Mas só trabalhou num longa de ficção: “Um Amor e Uma 45”, thriller indie dirigido por C.M. Talkington em 1995. Além disso, o guitarrista e a banda Television também viraram filme, sendo retratados no longa “CBGB: O Berço do Punk Rock”, de 2013. Numa entrevista de 2006 para o jornal New York Times, Verlaine foi questionado sobre como definia sua trajetória, e disse que gostaria de ser lembrado como alguém que passou a vida “lutando para não ter uma carreira profissional”. Lembre abaixo algumas músicas marcantes do artista.
Neta de Elvis vira roqueira em novo teaser da série “Daisy Jones & The Six”
A plataforma Prime Video, da Amazon, divulgou um novo teaser de “Daisy Jones & The Six”, série que traz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), neta de Elvis Presley, como cantora de rock. A prévia destaca o “hit” da banda fictícia, tocado durante sua duração. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama foca os altos e baixos de uma renomada banda de rock dos anos 1970, liderada pela personagem do título. Mas a história é contada pela protagonista após a separação dos artistas. Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Vale lembrar que Riley Keough já viveu uma roqueira dos anos 1970 antes. Em “The Runaways”, de 2010, ela interpretou a cantora Marie Currie, irmã de Cherie Currie (Dakota Fanning). “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e terá episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). A produção foi realizada pela empresa Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“The Morning Show”), e o elenco também inclui a atriz e modelo Suki Waterhouse (“Miss Revolução”), a também modelo e atriz Camila Morrone (do remake de “Valley Girl”), Josh Whitehouse (que igualmente estrelou “Valley Girl”), o astro Sam Claflin (“Enola Holmes”), o novato Will Harrison (visto em “Madam Secretary”), Nabiyah Be (“Pantera Negra”) e Sebastian Chacon (“Penny Dreadful: City of Angels”). A estreia está marcada para 3 de março em streaming.
Diretor de “O Protetor” vai filmar biografia de Michael Jackson
A Lionsgate contratou o diretor Antoine Fuqua (de “O Protetor”) para comandar ‘Michael’, filme sobre a vida de Michael Jackson. “Antoine é um cineasta perspicaz e poderoso, e nos sentimos muito afortunados por ele ter escolhido ‘Michael’ como seu próximo projeto. Suas habilidades visionárias de contar histórias e seu compromisso com sua arte farão de ‘Michael’ um filme inesquecível”, disse Joe Drake, presidente do Lionsgate Motion Picture Group, no comunicado do anúncio do diretor. “Os primeiros filmes da minha carreira foram videoclipes, e ainda sinto que combinar filme e música é uma parte profunda de quem eu sou”, disse Fuqua. “Para mim, não há artista com o poder, o carisma e o gênio musical de Michael Jackson. Fui influenciado a fazer videoclipes assistindo ao trabalho dele – o primeiro artista negro a tocar em alta rotação na MTV. Sua música e essas imagens fazem parte da minha visão de mundo, e a chance de contar sua história na tela ao lado de sua música foi irresistível”, completou. O projeto está a cargo do produtor Graham King, que renovou o interesse pelas cinebiografias musicais com o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. O roteiro está a cargo de John Logan, que já foi indicado três vezes ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011). Mas se “Bohemian Rhapsody” foi acusado de amenizar as polêmicas do cantor do Queen, o novo longa deve ir além, porque conta com apoio da família e dos administradores do legado de Michael Jackson, que não admitem produções polêmicas sobre a vida do cantor – como o documentário “Deixando Neverland”, que trouxe denúncias de pedofilia e enfrentou grande oposição da família de Jackson. Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi o cantor solo mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas que o tornaram mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu processos de abuso contra o cantor.
Novo trailer de “Hunters” mostra caça a Hitler nos anos 1970
A Amazon Prime Video divulgou o novo trailer legendado da 2ª temporada de “Hunters”, que vai concluir a série com uma caçada à Adolf Hitler nos anos 1970. A prévia mostra o plano para capturar o líder nazista, que estaria escondido na América do Sul.. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a série acompanha um grupo diversificado de caçadores de nazistas, que após conterem um complô para criar o Quarto Reich nos Estados Unidos em 1977, iniciam uma busca mundial por Adolph Hitler (interpretado pelo alemão Udo Kier, de “Bacurau”), que teria forjado sua morte e escapado da Alemanha no final da 2ª Guerra Mundial. Anunciada como final da produção, a temporada também trará de volta Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”) e o veterano ator Al Pacino (“O Irlandês”), que retoma o papel de Meyer Offerman, líder dos caça-nazis na primeira série de sua longa carreira. Já a principal novidade, além de Kier, é Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar por “Os Oito Odiados” (2015), que interpretará uma nova caçadora de nazistas. Os últimos episódios estreiam em 13 de janeiro na plataforma Prime Video.
Mulher processa Steven Tyler por abuso quando era menor
O cantor Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, está sendo processado por uma mulher que o acusa de tê-la abusado sexualmente em 1973, quando ela tinha apenas 16 anos. A informação é da revista Rolling Stone. O processo, aberto por meio da Lei de Vítimas Infantis da Califórnia, acusa Tyler de abuso sexual, agressão sexual e imposição intencional de sofrimento emocional. A prescrição para esse tipo de processo foi temporariamente suspensa para sobreviventes de abuso infantil. Tyler não é citado no processo, mas a demandante Julia Holcomb falou publicamente sobre suas experiências com o cantor, que tinha cerca de 25 anos na época. Segundo Holcomb, essas “experiências” teriam durado três anos. Embora não admita o ocorrido, Tyler escreveu em seu livro de memórias que “quase teve uma noiva adolescente” cujos pais “se apaixonaram por mim, assinaram um papel para que eu tivesse a custódia, para que eu não fosse preso se a levasse para fora do Estado. Eu a levei em turnê comigo”. Holcomb afirma que Tyler a envolveu com drogas e álcool, fez sexo com ela e, de fato, a levou para uma turnê com ele. Ela também conta que engravidou dele aos 17 anos e que o cantor a convenceu a fazer um aborto. Como o processo não cita Tyler por nome, é usada a expressão “John Doe” (algo equivalente a “João Ninguém”), como forma de se referir ao acusado, o que é algo comum quando a pessoa acusadora ou acusada é alguém famoso – ou alguém cuja identidade precisa ser mantida em segredo. Porém, a ação movida por Holcomb cita 50 “John Does” diferentes, indicando o envolvimento de diversas outras pessoas. O Aerosmith cancelou oito shows em Las Vegas em maio para que Tyler pudesse voltar para a reabilitação. No início deste mês, a banda cancelou as duas últimas apresentações agendadas devido a uma doença não revelada do cantor.
Vivienne Westwood, estilista do punk e da new wave, morre aos 81 anos
A estilista e figurinista britânica Vivienne Westwood, responsável por trazer o estilo punk para a moda, morreu nessa quinta-feira (29/12), aos 81 anos. O anúncio da sua morte foi divulgado em suas redes sociais. “Vivienne Westwood morreu hoje, pacificamente e cercada por sua família, em Clapham, no sul de Londres”, diz a postagem no seu Twitter. “O mundo precisa de pessoas como Vivienne para fazer uma mudança para o melhor.” Vivienne Isabel Swire (seu nome de batismo) nasceu em 8 de abril de 1941 em Derbyshire, na Inglaterra. Quando tinha 17 anos, mudou-se para Londres, onde conheceu o primeiro marido, divorciou-se e fez sociedade com Malcolm McLaren, com quem também se casou. Inspirados pelo rock dos anos 1950, Vivienne e Malcolm fundaram sua primeira loja, a “Let it Rock”. O negócio não decolou e, após nova inspiração na cena de S&M (sadomosoquista), a butique foi rebatizada “SEX” e passou a vender roupas fetichista. Com o tempo, ela começou a criar roupas que exprimissem revolta dos jovens marginalizados das periferias de Londres. Para fazer propaganda do negócio, ela transformou alguns desses jovens em modelos ambulantes, atraindo para sua loja vários adolescentes em busca de roupas grátis, entre eles os futuros integrantes da banda Sex Pistols. Ex-empresário da banda americana New York Dolls, Malcolm McLaren conseguiu convencer os jovens a virarem roqueiros, enquanto Vivianne assumiu a criação do visual da nova banda. As roupas retalhadas, os cintos com rebites, as botas, os jeans puídos, os cabelos espetados e o uso de alfinete de segurança por toda a parte logo saíram das roupas dos Pistols para o mundo fashion, inspirando o visual do movimento punk. Com o impacto, membros de outras bandas foram atrás de Vivienne para que ela também os tornassem estilosos. Outros nem precisaram. Chrissie Hynde, dos Pretenders, era sua funcionária na loja. Em seu livro de memórias, Viv Albertine, líder das Slits, escreveu que “Vivienne e Malcolm usam roupas para chocar, irritar e provocar uma reação, mas também para inspirar mudanças. Pulôveres de mohair, tricotados em agulhas grandes, tão soltos que dá para ver até o fim, camisetas recortadas e escritas à mão, costuras e etiquetas do lado de fora, mostrando a construção da peça; essas atitudes se refletem na música que fazemos. Tudo bem não ser perfeito, mostrar o funcionamento de sua vida e sua mente em suas músicas e roupas”. Com o fim dos anos 1980, a estilista se divorciou de McLaren e se reinventou. Em 1981, lançou sua primeira coleção de alta costura, “Pirates”, apresentando looks com cortes inspirados nas cortes dos séculos XVII e XVIII. O visual que romantizava o período histórico também influenciou o rock, lançando o movimento new romantic, momento da new wave em que artistas passaram a se fantasiar/montar com roupas de época, como Adam and the Ants (banda agenciada por Malcolm McLaren), com detalhes como babados como Duran Duran, e adotaram vestidos e maquiagem feminina como Boy George (seu modelo) do Culture Club. Ele seguiu causando. Em 1987 abordou erotismo masculino numa nova coleção. Em 1994, fez um desfile com modelos de bundas expostas. O estilo de flanelas escocesas que adotou em suas peças dos anos 1990 também virou febre. E ela continuou a provocar, eventualmente lançando camisetas com frases de protesto, como “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, em 2005. Centro da moda inglesa por pelo menos três décadas, Vivienne acabou homenageada pela Rainha Elizabeth II com o título de Lady – ironicamente, foi ela quem criou a icônica imagem antimonarquista da capa do single “God Save the Queen”, dos Pistols. Seu impacto também chegou a Hollywood. Ela desenvolveu os figurinos dos filmes “Despedida em Las Vegas” (1995), “Matadores de Aluguel” (2005) e “Boy George – A Vida é Meu Palco” (2010), biografia do cantor do Culture Club, além de ter feito parceria com Madonna no clipe de “Rain” (1993). Sempre atraindo músicos famosos, nos últimos anos ainda colocou vestidos no corpo do cantor Harry Styles. Recentemente, sua história foi contada em vários documentários – o melhor deles é “Westwood – Punk, Ícone, Ativista” (2018), dirigido por Lorna Tucker (“Amá”) – e abordada na série de ficção “Pistol”, disponível na Star+, focada em sua fase punk. Assista abaixo os trailers do documentário e da série.
Steven Spielberg lamenta impacto de “Tubarão” nos próprios tubarões
O cineasta Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”) disse que se arrepende do impacto negativo que seu filme “Tubarão” (1975) teve na maneira como a população passou a enxergar tubarões. Durante participação no programa “Desert Island Discs”, da BBC, o diretor também lamentou que a obra tenha contribuído para a “dizimação na população de tubarões”. O assunto surgiu quando o diretor foi questionado sobre como se sentiria se estivesse em uma ilha deserta cercada por tubarões. “Essa é uma das coisas que ainda temo – não ser comido por um tubarão, mas que os tubarões estejam de alguma forma bravos comigo pelo frenesi que aconteceu depois de 1975, o que eu realmente, e até hoje, lamento: a dizimação da população de tubarões por causa do livro e do filme”, explicou ele. “Eu realmente, realmente me arrependo disso.” “Tubarão” foi responsável por transformar o figura do grande peixe em um verdadeiro monstro. E como o próprio Spielberg apontou, depois do lançamento do filme – que é baseado em um livro de Peter Benchley (1940-2006) -, disparou o número da “pescas esportivas” de tubarões. George Burgess, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida definiu essa pesca esportiva como “uma corrida coletiva de testosterona” que “varreu a costa leste dos EUA”, exterminando os tubarões da região. “Milhares de pescadores partiram para pegar tubarões-troféu depois de assistirem a ‘Tubarão’”, disse ele à BBC. “Foi uma pesca de colarinho azul. Você não precisava ter um barco ou equipamento sofisticado – um Zé Ninguém poderia pescar peixes grandes e não havia remorso, pois havia essa mentalidade de que eles matavam homens.” O próprio Benchley, que escreveu o livro, também já se desculpou publicamente pelo seu papel na queda acentuada da população de tubarões. O escritor passou boa parte da sua vida após a publicação de “Tubarão” trabalhando em uma campanha para salvar os tubarões. “’Tubarão’ era inteiramente uma ficção”, disse ele ao London Daily Express em 2006. “Sabendo o que sei agora, nunca poderia escrever esse livro hoje.” “Os tubarões não têm como alvo os seres humanos e certamente não guardam rancor”, continuou ele. “Não existe tubarão devorador de homens com gosto por carne humana. Na verdade, os tubarões raramente dão mais de uma mordida nas pessoas, porque somos muito magros e pouco apetitosos para eles.” Ainda que se arrependa das consequências negativas do seu filme, Spielberg se orgulha da maneira como conseguiu contornar os problemas de produção – especificamente, o tubarão mecânico que não funcionava direito – e usar esses problemas a seu favor. Ele credita o cineasta Alfred Hitchcock (“Psicose”) por tê-lo inspirado a chegar a soluções criativas e criar suspense na trama. “Eu tive que ser engenhoso para descobrir como criar suspense e terror sem ver o próprio tubarão”, disse ele. “Hitchcock fazia isso e acho que Hitchcock foi um tremendo guia para mim na maneira como ele era capaz de assustá-lo sem que você realmente visse nada”. Spielberg disse ainda que “foi uma sorte que o tubarão continuasse quebrando. Foi minha sorte e acho que foi sorte do público também, porque é um filme mais assustador sem vermos tanto do tubarão”. O cineasta dirigiu recentemente o drama autobiográfico “Os Fabelmans”, seu primeiro filme premiado num festival – venceu o Festival de Toronto – , que chega aos cinemas brasileiros em 9 de fevereiro. Assista abaixo ao trailer de “Tubarão”.
Trailer de cinebiografia conta história da gravadora que lançou Kiss e Donna Summer
O estúdio indie Hero Entertainment divulgou o pôster e o trailer do filme “Spinning Gold”, cinebiografia do produtor musical Neil Bogart, fundador da Casablanca Records, uma das principais gravadoras dos anos 1970. Bogart foi responsável por uma revolução musical ao enfrentar as grandes gravadoras para lançar alguns dos maiores sucessos musicais da década de ouro das discotecas, como Village People, Donna Summer, Isley Brothers, Bill Withers e Gladys Knight, além do funk do Parliament e o rock do Kiss e Joan Jett, entre muitos outros artistas, antes de morrer precocemente de câncer aos 39 anos, em 1982. O projeto foi concebido pela família de Neil por meio de sua produtora, Boardwalk Films. O filho cineasta Timothy Scott Bogart (“Páginas de uma Vida”) assina roteiro e direção, enquanto a produção ficou a cargo de seus irmãos Brad e Evan Bogart, e sua mãe Joyce Bogart Trabulus. Timothy concebeu o filme para acompanhar a história de seu pai desde a infância pobre no Brooklyn até ele se tornar um dos produtores mais importantes da música pop. O elenco destaca o ator Jeremy Jordan (o Winn de “Supergirl”) no papel de Neil, Sebastian Maniscalco (“O Irlandês”) como Georgio Moroder, a cantora Ledisi como Gladys Knight, o cantor Jason Derulo como Ronald Isley, dos Isley Brothers, o rapper Wiz Khalifa como George Clinton, a cantora e compositora Tayla Parx como Donna Summer, o cantor da Broadway Casey Likes como Gene Simmons, do Kiss, e muitos outros. A estreia está marcada para 31 de março nos EUA.
Filme da banda Bee Gees troca diretor pela terceira vez
A diretora Lorene Scafaria (“As Golpistas”) foi contratada pelo estúdio Paramount para assumir o comando da cinebiografia da banda Bee Gees. Ela vai substituir John Carney (“Apenas uma Vez”), que citou conflito de agenda para abandonar o projeto. Curiosamente, Carney já era o substituto de Kenneth Branagh (vencedor do Oscar 2020 de Melhor Roteiro Original por “Belfast”), que também deixou o projeto alegando conflitos de agenda. Boatos de bastidores afirmam que a produção enfrenta dificuldades com os responsáveis pelo espólio da banda, que estaria tentando controlar todos os aspectos da produção. Mas fontes do Deadline refutam essa informação, sem, entretanto, dar outra explicação para tantas mudanças. A equipe de produção, liderada por Graham King, é a mesma do premiado “Bohemian Rhapsody”, que contou com supervisão constante dos músicos da banda Queen. No novo filme, quem acompanha de perto o projeto é Barry Gibb, último dos três irmãos da banda que permanece vivo – após a morte de Maurice em 2003 e de Robin em 2012. Scafaria, terceira diretora do filme, vai trabalhar com o roteiro mais recente, escrito por John Logan (“007 – Operação Skyfall”). O longo pretende mostrar o começo humilde dos irmãos Barry, Maurice e Robin Gibb na Austrália, durante os anos 1960, acompanhando sua jornada para se tornar um fenômeno pop mundial com o sucesso da trilha sonora do filme “Embalos de Sábado à Noite” (Saturday Night Fever) em 1977.
Série sobre Watergate ganha teaser cômico com Justin Theroux e Woody Harrelson
A HBO divulgou o teaser de “The White House Plumbers”, minissérie sobre os bastidores do escândalo Watergate, que derrubou o ex-presidente dos EUA Richard Nixon. A prévia chama atenção pelo tom cômico, ao apresentar os responsáveis pelo escândalo como espiões trapalhões. A produção traz Woody Harrelson (“Zumbilândia”) e Justin Theroux (“The Leftovers”) respectivamente como E. Howard Hunt e G. Gordon Liddy, os “encanadores” da Casa Branca do título, responsáveis por evitar vazamentos, pagar subornos e se antecipar a rivais. Na prática, porém, eles acabaram funcionando às avessas, ao cometerem vários erros estratégicos relacionados à invasão clandestina de um importante escritório do Partido Democrata em 1972. A missão, realizada na calada da noite no edifício Watergate, visava plantar escutas nos adversários, mas sua descoberta acabou virando um dos maiores escândalos políticos da história americana e levou à renúncia do presidente Nixon. Além dos dois protagonistas, a atração destaca Kiernan Shipka, a Sabrina da Netflix, como Kevan Hunt, a filha de Howard Hunt e líder da juventude republicana, que escondeu provas dos crimes de seu pai no dormitório da sua universidade – desobedecendo ordens para queimar tudo. Lena Headey, a Cersei de “Game of Thrones”, também faz parte da produção como Dorothy Hunt, a mãe da personagem de Shipka, que teve destino trágico na vida real, enquanto Liam James (“O Verão da Minha Vida”) vive seu outro filho, Saint John, um roqueiro que se vê envolvido numa conspiração sombria do dia para a noite, quando toda a família descobre que seu pacato pai trabalhador era na verdade um perigoso agente da CIA. A trama é baseada no livro “Integrity”, co-escrito por Egil “Bud” Krogh, assessor júnior de Nixon responsável por juntar os dois “encanadores”. Ele também aparece na adaptação, vivido por Rich Sommer (“O Diabo Veste Prada”). O elenco grandioso ainda inclui Domhnall Gleeson (“Ex Machina”), Ike Barinholtz (“Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta”), Yul Vazquez (“Boneca Russa”), David Krumholtz (“É o Fim”) e Kim Coates (“Sons of Anarchy”). Criada por Alex Gregory e Peter Huyck, e dirigida por David Mandel (que trabalharam juntos na série “Veep”), a produção vai estrear em 1 de maio.












