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    Café Society é um filme apaixonante de Woody Allen

    26 de agosto de 2016 /

    Interessante perceber a tendência mais amena e romântica que Woody Allen tem conferido a suas obras recentes, desta década em particular. De “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) ao novo “Café Society” (2016), apenas “Blue Jasmine” (2013) se destaca como uma obra essencialmente amarga em relação à vida, além de contar com um senso de humor menos presente do que os demais. Mesmo um filme como “Homem Irracional” (2015) traz a história de um homem que passa a ver sentido em sua vida depois de encontrar motivações não muito recomendáveis. “Café Society” tem sido recebido com muito mais entusiasmo pela crítica internacional do que os três trabalhos anteriores do diretor, mas não significa que seja uma das obras mestras do velho Woody. Claro que é muito bom ouvir a voz do próprio diretor contando a história, assim como é adorável ter um objeto de desejo como Vonnie, vivida por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Nem sempre uma unanimidade, Kristen se mostra como a razão de ser não apenas da vida do jovem Bobby (Jesse Eisenberg, de “Batman vs. Superman” e mais um a assimilar os trejeitos de Allen em outro de seus alter-egos), mas do próprio filme, embora mais à frente vejamos a Veronica de Blake Lively (também em cartaz em “Águas Rasas”) representando a estabilidade emocional necessária para o protagonista. Um dos problemas de “Café Society” é a tentativa de Allen em construir uma fauna generosa de tipos que acaba atropelando e atrapalhando a trama principal, ou seja, a ciranda de amores. Assim, todas as questões envolvendo a máfia nova-iorquina tornam o filme menos interessante, embora se destaquem alguns diálogos afiados, como o fato de o Judaísmo não ter a vida após a morte em seus dogmas, passando, assim, a perder pontos para o Catolicismo. Porém, mesmo com essa irregularidade, o novo trabalho de Allen conta com uma fotografia de Vittorio Storaro tão especial que vale a pena ser destacada como uma das mais importantes dos filmes de Allen dos últimos 20 anos, pelo menos. Conhecido por sua brilhante parceria com Bernardo Bertolucci (em especial, “O Último Imperador”), o veterano diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, homenageia os filmes das décadas de 1930-40, especialmente nos close-ups de Kristen Stewart, trazendo uma espécie de véu sobre sua imagem, dando-lhe um ar de semideusa. O belo uso da luz no filme é percebido logo de cara, com tonalidades que variam de cores dessaturadas, em Nova York, para cores mais quentes, nas cenas passadas em Hollywood. “Café Society” é mais uma história sobre como as paixões acabam gerando memórias, ao mesmo tempo agradáveis e dolorosas, além de tornarem as pessoas mais fortes, como acontece com Bobby, depois de ter conhecido Vonnie. O reencontro dos dois em Nova York pode ser visto como o grande momento do filme, bem como as cenas que marcam sua conclusão. Na nova obra agridoce de Allen, não há espaço para um final exatamente feliz, como no adorável e subestimado “Magia ao Luar” (2014), mas um sorriso triste de quem pode se satisfazer com o rumo dos acontecimentos, trazidos por escolhas pessoais. Dependendo do estado do espectador, é possível sair do cinema suspirando e lembrando aquela paixão que marcou sua vida, e este é um feito e tanto para qualquer filme.

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    Margot Robbie vai viver trapezista de circo em drama baseado em história real

    10 de agosto de 2016 /

    Depois de viver a Arlequina, a atriz Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) vai virar trapezista de circo. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela vai estrelar a adaptação do livro “Queen of the Air”, de Dean N. Jensen, baseado na história real de Lillian Leitzel, uma trapezista que saiu do nada, passou por pequenos circos de interior e veio a se tornar a “Rainha do Ar”, uma das maiores estrelas circenses do início do século 20. Leitzel viveu um grande caso de amor com outro artista muito impetuoso: Alfredo Codona, famoso por realizar um salto mortal triplo conhecido como “cambalhota da morte”. Mas toda sua ousadia acabou de forma trágica. Uma coincidência curiosa é que Codona foi o dublê de Johnny Weissmuller nos primeiros filmes de Tarzan, e Robbie viveu recentemente Jane na nova versão do personagem, no filme “A Lenda de Tarzan”. O estúdio responsável por “Queen of the Air” é a Warner Bros., que assim irá produzir o quarto filme consecutivo da atriz, após “Golpe Duplo”, “A Lenda de Tarzan” e “Esquadrão Suicida”. O roteiro está a cargo da estreante Cat Vasko, mas ainda não há um diretor definido nem previsão de estreia para a adaptação.

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    Antoine Fuqua negocia dirigir remake de Scarface

    10 de agosto de 2016 /

    Depois de refilmar o western “Sete Homens e um Destino”, o diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”) pode assumir mais um remake. Ele está em negociações para refilmar mais um clássico: o filme de gângster “Scarface”. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centravam-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto no remake era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A ideia da refilmagem é adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez (possivelmente) tendo como protagonista um mexicano ou um negro. A Universal planeja essa nova versão de “Scarface” há algum tempo. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), mas já ganhou uma terceira versão de Jonathan Herman, indicado ao Oscar 2016 pelo roteiro de “Straight Outta Compton: A História do NWA”. O novo filme de Fuqua, “Sete Homens e um Destino”, foi escolhido para abrir o Festival de Toronto em 8 de setembro, e chega no dia 22 do mesmo mês aos cinemas brasileiros.

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    Angelina Jolie desiste de estrelar remake de Assassinato no Expresso Oriente

    5 de agosto de 2016 /

    A atriz Angelina Jolie desistiu das negociações para estrelar o remake de “Assassinato no Expresso Oriente”, filme de mistério baseado no clássico livro de Agatha Christie. A atriz não chegou a assinar contrato, mas negociava há meses sua eventual participação. Segundo o site da revista Variety, a 20th Century Fox busca agora outra grande estrela de Hollywood, com preferência por Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), para o principal papel feminino. A ideia é reunir um grande elenco como na primeira adaptação cinematográfica da obra, dirigida por Sidney Lumet em 1974, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Nada menos que impressionante. A nova versão será dirigida e estrelada por Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), que terá na trama o papel de Poirot. Publicado em 1934, o livro mostra como o detetive desvenda um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. A nova versão foi escrita por Michael Green (“Lanterna Verde”) e tem produção a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). No momento, Angelina Jolie desenvolve como diretora o filme “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers” para o Netflix. Ela também está confirmada em “Malévola 2”, da Disney.

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    Primeiro sex symbol de Hollywood, Clara Bow vai virar filme

    6 de julho de 2016 /

    A vida da atriz Clara Bow vai virar filme. A produtora indie Silver Bullet anunciou ter adquirido os direitos do livro “Clara Bow: Runnin’ Wild”, de David Stenn, e o próprio biógrafo ficou responsável pelo roteiro. A produção está a cargo de David Silver, proprietário da Silver Bullet, e Mike Witherill, produtor de “De Volta ao Jogo” (2014). Ela saiu dos cortiços do Brooklyn e conseguiu escapar a sina de alcoolismo e insanidade de sua família ao ganhar um concurso de talentos aos 16 anos, que premiava com um papel num filme. Ela estreou em Hollywood em 1922 e logo se destacou pela beleza, estrelando diversos clássicos do cinema mudo. Seu maior sucesso foi o filme “O Não Sei Que das Mulheres” (1927), cujo título original, “It”, lhe rendeu o apelido pelo qual entrou para a posteridade: a “it girl” – a garota com um “não sei quê”. Clara também estrelou “Asas” (1927), vencedor da primeira edição do Oscar em 1929, e foi uma das poucas estrelas a conseguir fazer a transição do cinema mudo para o falado nos anos 1930 sem perder público, por isso também era referida, em seu auge, como a “Rainha de Hollywood”. Conhecida por interpretar mulheres espirituosas, ela acabou se resignando, na vida real, a desempenhar o papel de esposa recatada e do lar, abandonando o cinema após se casar com o ator Rex Bell. Clara se aposentou aos 24 anos, com o lançamento de “Lábios de Fogo (1933). Ela teve dois filhos, mas o afastamento de Hollywood a levou à depressão e ao desenvolvimento de fobia social, que culminou numa tentativa de suicídio em 1944. Internada numa clínica, foi diagnosticada como esquizofrênica e tratada à base de eletrochoques, e ao ter alta se recusou a voltar a viver com sua família, passando o resto da vida isolada, até falecer em 1965, aos 60 anos.

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    Café Society: Nova comédia de Woody Allen terá lançamento antecipado no Brasil

    2 de julho de 2016 /

    A nova comédia dramática de Woody Allen, “Café Society”, teve sua estreia antecipada em dois meses no Brasil. O filme iria estrear no dia 27 de outubro deste ano, mas o lançamento foi adiantado para 25 de agosto. Ainda assim, chegará mais de um mês depois de passar pelos cinemas americanos, em 15 de julho. Filme de abertura do Festival de Cannes 2016, “Café Society” se passa entre os estúdios da era de ouro de Hollywood e a atmosfera boêmia dos cafés nova-iorquinos dos anos 1930. Na trama, Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) vai visitar os parentes em Los Angeles, entre eles um tio produtor de cinema (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), que vive num mundo de festas frequentadas por celebridades. O elenco também destaca Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) como a assistente do tio produtor, encarregada de ciceronear o jovem turista, e Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) como uma bela fã de jazz que ele encontra ao retornar a Nova York.

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    Angelina Jolie negocia estrelar nova versão de Assassinato no Expresso Oriente

    10 de junho de 2016 /

    Angelina Jolie pode estrelar a adaptação do mistério clássico “Assassinato no Expresso Oriente”, de Agatha Christie. Segundo o site da revista Variety, a atriz está negociando um papel no filme, que também será estrelado e dirigido por Kenneth Branagh (“Cinderela”). A ideia é reunir um grande elenco como na primeira adaptação cinematográfica da obra, dirigida por Sidney Lumet em 1974, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Publicado em 1934, o livro acompanha como o detetive Hercule Poirot desvenda um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. Branagh viverá Poirot na nova versão, cujo roteiro foi escrito por Michael Green (“Lanterna Verde”). A produção está a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). No momento, Angelina Jolie desenvolve como diretora o filme “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers” para o Netflix. Ela também está confirmada em “Malévola 2”, da Disney.

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    Sacha Baron Cohen vai viver o mágico Mandrake no cinema

    9 de junho de 2016 /

    O comediante Sacha Baron Cohen (“Alice Através do Espelho”) vai estrelar a adaptação dos quadrinhos do mágico Mandrake, informou o site Variety. A escolha do intérprete aponta o rumo da produção. Criado pelo quadrinista Lee Falk no ano de 1934, o personagem chegará aos cinemas em longa dirigido pelo cineasta Etan Cohen (sem parentesco), responsável pelo roteiro de comédias como “Trovão Tropical” (2008) e “Homens de Preto 3” (2012). Ele fez sua estreia como diretor no ano passado, com a comédia “O Durão”. O projeto da Warner Bros. é antigo. Em 2012, o estúdio contratou o roteirista Tom Wheeler (da animação “Gato de Botas”) para desenvolver a história. Desde então, o roteiro foi refeito pelo veterano David Webb Peoples, responsável por clássicos como “Blade Runner” (1982), “Os Imperdoáveis” (1992) e “Os 12 Macacos” (1995). O filme ainda não teve data de estreia ou título oficial definido. Nos quadrinhos, junto com seus ajudantes, o príncipe africano Lothar e a namorada Narda, Mandrake enfrentou aliens, gângsteres e outros vilões ao longo de oito décadas de publicações. O personagem nunca ganhou longa-metragem, apesar desse ter sido um projeto acalentado por Federico Fellini por muitos anos. Em compensação, já teve um seriado de aventura cinematográfico, “Mandrake, O Mágico” (1939), e um telefilme, “Mandrake” (1979). Além do mágico de fraque e cartola, Lee Falk também foi responsável pelas histórias do Fantasma, o primeiro herói a ser representado com máscara e trajes colantes. Ainda não existe previsão para o começo das filmagens de “Mandrake the Magician”.

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    Dwayne Johnson vai estrelar filme do herói Doc Savage

    30 de maio de 2016 /

    O ator Dwayne Johnson revelou que vai viver o herói Doc Savage no cinema. Ele usou seu Instagram para mostrar uma foto de seu encontro com a equipe criativa da produção, que será escrita e dirigida por Shane Black (“Homem de Ferro 3”), e ainda fez comentários sobre o personagem. “Depois de conversar por horas com Shane Black, eu pude entender porque o criador de Superman pegou apenas as melhores coisas de Doc Savage e deixou de lado o lado ‘esquisitão’. Mas, para nós, é esse lado ‘esquisitão’ que faz Clark ‘Doc’ Savage ótimo! Mal posso esperar para mergulhar nesse personagem único!”, ele escreveu. A citação ao Superman é uma referência ao fato de Doc Savage, o Homem de Bronze, ser uma das inspirações dos criadores do Homem-Aço. O personagem foi criado por Henry W. Ralston e John L. Nanovic para as revistas pulp americanas em 1933. A história de sua origem conta que Clark Savage Jr. foi criado pelo pai cientista (antes de se falar em manipulação genética) para que virasse um homem perfeito. Doc Savage acabou se tornando um cirurgião, cientista, físico, inventor e aventureiro. Entre suas habilidades estão força sobre-humana, resistência à dor e ao cansaço, grande técnica em artes marciais, vasto conhecimento científico e memória fotográfica. Além de suas habilidades, em suas aventuras ele ainda conta com a ajuda de uma equipe de especialistas altamente treinados, chamada Cinco Fabulosos. Assim como O Sombra, que foi inspiração do Batman, Doc Savage também acabou adaptado para os quadrinhos nos anos 1940 e ganhou diversas versões ao longo das décadas seguintes, sendo publicado tanto pela Marvel quanto pela DC Comics. Shane Black planeja filmar o herói há vários anos, mas seus planos para o longa foram colocados de lado quando a Marvel o procurou para dirigir “Homem de Ferro 3” (2013). Em 2010, quando assumiu o projeto, Black adiantou que a trama ia se passar nos anos 1930, como na história original, e contaria a origem de Doc e sua equipe Cinco Fabulosos. O personagem já foi adaptado para os cinemas em 1975, num filme estrelado por Ron Ely (o “Tarzan” da famosa série de TV dos anos 1970), que foi um retumbante fracasso de bilheterias.

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    Cannes: Woody Allen traz glamour à abertura do festival

    11 de maio de 2016 /

    O Festival de Cannes não poderia ter escolhido um filme mais glamouroso para abrir sua 69ª edição. “Café Society” tem a leveza de “Meia-Noite em Paris”, que abriu o evento em 2011. E exibe algumas das imagens mais belas da carreira do diretor Woody Allen, cortesia do veterano cinematógrafo Vittorio Storaro (“O Último Imperador”) e da fotogenia da estrela Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), dois ícones cinematográficos completamente distintos e com quem ele nunca tinha trabalhado antes. Comédia romântica de época, na linha do recente “Magia ao Luar” (2014), “Café Society” traz Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como alterego de Allen. O cineasta já tinha dirigido o ator em “Para Roma, com Amor” (2012) e aproveita o reencontro para projetar no jovem a nostalgia por sua própria juventude, evocando paixões numa Hollywood glamourosa e numa Nova York igualmente retratada sob as luzes da estilização, durante a década de 1930. “Sempre me achei um cara romântico, embora essa opinião não seja necessariamente compartilhada pelas mulheres com quem convivi ao longo da minha vida”, brincou Allen, com seu célebre humor autodepreciativo, durante a entrevista coletiva com a imprensa internacional. “Cresci assistindo a filmes de Hollywood, que tiveram influência sobre mim, e é assim que me vejo. Tendo a ser romântico quando tento fazer filmes de amor. ‘Match Point’, por exemplo, não foi um filme romântico. Quando faço um filme de amor, ele tende a ser como ‘Café Society’, porque é um reflexo da minha formação”, explicou. No filme, Jesse Eisenberg vive Bobby, um jovem judeu de Nova York que, entendiado com os rumos de sua vida, vai tentar um recomeço em Los Angeles, com a ajuda do tio Phil (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), poderoso agente de talentos de Hollywood. Mas, ao se apaixonar pela bela Vonnie (Kristen), secretária do tio, parte o coração e decide voltar para a Costa Leste. A experiência com as celebridades continua com seu envolvimento num nightclub frequentado por ricos e famosos, referência ao Café Society do título, que é administrado por seu irmão mafioso (Corey Stoll, de “Homem-Formiga”). Neste novo cenário, ele também conhece a paixão, ao encontrar Veronica (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”). Entretanto, o romantismo de Woody Allen não é exatamente edulcorado. Ao final, há uma reviravolta melancólica. “Em filmes, tendemos a ver a vida como algo divertido. Mesmo quando vemos marido traindo a mulher, ou cônjuges mantendo relacionamentos misteriosos. Mas, analisando seriamente, tudo isso é muito triste, porque vemos pessoas sendo traídas, tendo casos, destruindo famílias e relacionamentos. Filmes adotam uma perspectiva cômica da crueldade da vida”, ele comentou, a respeito da trama de “Café Society”. “Dá vertigem, porque é como acontece na vida: você sempre pergunta se tomou as decisões corretas”, comentou Kristen Stewart, presente – e platinada! – à entrevista, a respeito da história escrita por Allen. Apesar do tom nostálgico nas lembranças da velha Hollywood e da romantização boêmia de Nova York, a recriação de época de “Café Society” contou com a incorporação de tecnologia de ponta. Pela primeira vez, e com excelentes resultados, Woody Allen trabalhou com câmeras digitais. “Para mim não mudou nada. Tenho ali a câmera e o elenco que precisa ser iluminado. O processo, para mim, é o mesmo que tenho feito com película. O digital oferece mais opções quando o filme está pronto. Mas não comprometi o meu modo de filmar por causa desse detalhe”, ele ponderou. A facilidade que a tecnologia propicia ao trabalho de pós-produção, entretanto, é vital para um cineasta que mantém um ritmo intenso, lançando um filme por ano desde 1982, apesar da idade avançada. “Eu mesmo não acredito que cheguei aos 80 anos!”, comentou Allen, divertindo a imprensa, antes de retomar seu humor mórbido, que continua desconcertante. “Minha mãe morreu com quase 100 anos, meu pai passou disso. Mas um dia, tenho certeza, acordarei pela manhã e terei um derrame, e vou parar em uma cadeira de rodas. Aí as pessoas vão apontar para mim na rua e dizer: ‘Lembra dele? Costumava fazer filmes. Agora ela faz isso (treme a mão, simulando um descontrole motor)’”. Woody Allen já lançou 14 filmes em Cannes, sempre fora de competição, porque não concorda que filmes possam ser comparados e que o trabalho de um cineasta deva ser considerado melhor que o de outro. “Café Society” será distribuído nos EUA com exclusividade pelo Amazon Studios, que pretende realizar um lançamento limitado nos cinemas em julho, antes de disponibilizá-lo na internet. No Brasil, a estreia está marcada apenas para 27 de outubro.

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    Café Society: Veja o primeiro trailer do novo filme de Woody Allen

    23 de abril de 2016 /

    A distribuidora Mars Films divulgou o primeiro trailer de “Café Society”, novo filme de Woody Allen, para o mercado francês, antecipando sua première mundial como filme de abertura do Festival de Cannes 2016. A prévia apresenta a ambientação na Hollywood dos anos 1930, o tom de comédia e a função do personagem de Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como condutor da narrativa. Ele interpreta um jovem que vai visitar os parentes em Los Angeles, entre eles um tio produtor de cinema (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), que vive num mundo de festas frequentadas por celebridades. O elenco também destaca Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) como a assistente do tio, encarregada de ciceronear o jovem turista, e Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) como uma bela fã de jazz que ele encontra ao voltar a Nova York. “Café Society” vai estrear nos cinemas franceses junto do Festival de Cannes, em 11 de maio, mas ainda levará alguns meses para chegar a outros países. Ele será distribuído nos EUA com exclusividade pelo Amazon Studios, que pretende realizar um lançamento limitado nos cinemas em julho, antes de disponibilizá-lo na internet. O Amazon também disponibilizou o primeiro pôster da produção, que pode ser conferido logo abaixo. No Brasil, a estreia está marcada apenas para 27 de outubro.

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    Warren Beatty pretende voltar a viver Dick Tracy no cinema

    16 de abril de 2016 /

    O ator e diretor Warren Beatty está avaliando realizar uma continuação de um de seus maiores sucessos nos cinemas, o filme do detetive “Dick Tracy”, de 1990. “Estou seriamente pensando sobre o assunto, mas sou devagar nesse tipo de coisa”, ele afirmou durante o CinemaCon, evento dos exibidores de cinema dos EUA. Mas se ele se diz lento, o produtor Arnon Milchan foi ligeiro e informou que existe uma possibilidade de o novo “Dick Tracy” chegar aos cinemas dentro de dois anos. “Dick Tracy” foi lançado em 1990 com direção, produção e atuação de Warren Betty. O elenco ainda contava com nomes de peso como Madonna, Al Pacino e Dustin Hoffman, numa história de gângsteres passada durante a Lei Seca dos anos 1930, como os clássicos do gênero da Warner e as histórias em quadrinhos do personagem, um detetive policial criado pelo cartunista Chester Gould em 1931. Atualmente, Warren Beatty está trabalhando numa cinebiografia do bilionário Howard Hughes, que neste século já foi tema de “O Aviador” (2004), de Martin Scorsese.

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    Amazon vai distribuir o novo filme de Woody Allen, estrelado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart

    19 de fevereiro de 2016 /

    O Amazon Studios comprou os direitos do novo filme de Woody Allen (“Blue Jasmine”), que estreará nos cinemas e em streaming no segundo trimestre deste ano, anunciou a empresa em comunicado divulgado na quinta (18/2). Rodado entre Nova York e Los Angeles, o filme ainda não título, mas será uma comédia romântica de época, passada na década de 1930. O elenco eclético inclui nomes como Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), Jesse Eisenberg (“Truque de Mestre”), Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”), Steve Carell (“A Grande Aposta”), Parker Posey (“O Homem Racional”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Ken Stott (trilogia “O Hobbit”), Judy Davis (“A Vingança Está na Moda”), Kelly Rohrbach (do vindouro filme “Baywatch”) e Jeannie Berlim (“Vício Inerente”). A Amazon decidiu que estreará o filme primeiro nas salas de cinema americanas e, posteriormente, o disponibilizará exclusivamente para os assinantes de sua plataforma Prime. “Como em todas as relações que começam, há muita esperança, afeto mútuo e bons desejos. As exigências vêm mais tarde”, declarou com seu característico senso de humor o próprio Allen no comunicado. O cineasta também desenvolve a primeira série de sua carreira para o Amazon Studios. Como o filme, a atração ainda não título e também será uma produção de época, passada na década de 1960. O elenco será encabeçado por Miley Cyrus (“Lola”) e Elaine May (“Trapaceiros”), com gravações marcadas para março.

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