Confira 10 estreias de filmes pra ver em casa
O fim de semana, que começa com uma sexta-feira 13, tem como principal opção em streaming a chegada de “Órfã 2” à Amazon Prime Video – depois de passar pelos cinemas e o mercado de VOD. Confira abaixo a lista com as 10 melhores estreias de filmes pra ver em casa. | ÓRFÃ 2: A ORIGEM | AMAZON PRIME VIDEO Isabelle Fuhrman retoma o papel da psicopata mirim Esther na continuação do sucesso de terror. Ela tinha 12 anos quando o filme original foi lançado, agora está com 25 anos, mas na trama se passa por uma criança ainda mais nova que no longa que a projetou em 2009, já que a história é um prólogo. O filme mostra como Leena Klammer (Fuhrman) escapou de um manicômio na Rússia e conseguiu fingir ser a filha desaparecida de uma família rica, virando Esther. O elenco também destaca Julia Stiles (“Jason Bourne”) e Rossif Sutherland (“Catastrophe”) como os pais de Esther. Politicamente incorreto, o primeiro “A Órfã” fez grande sucesso ao explorar o temor de que crianças adotadas possam representar perigo em potencial para suas novas famílias. Mas o novo, enquanto induz o público a esperar uma reprodução da situação original, oferece uma reviravolta, cortesia do diretor William Brent Bell (“Boneco do Mal”). | RUÍDO | NETFLIX A coprodução argentina-mexicana acompanha a personagem de Julieta Egurrola (da novela “Cair em Tentação”), que procura sua filha desaparecida sem ajuda das autoridades. Policiais alegam que muitos erros foram cometidos na investigação original para continuar a busca. Mas ela ganha a ajuda de uma jornalista (Teresa Ruiz, de “Narcos: Mexico”) para seguir as pistas, até que passam a receber ameaças de que estariam incomodando pessoas importantes. O pano de fundo é uma epidemia de casos semelhantes de pessoas desaparecidas no México, onde traficantes e outros criminosos estariam em conluio com funcionários do governo numa sucessão de acobertamentos desenfreados. Por conta disso, a protagonista é levada a acreditar que a filha pode ter sido sequestrada e vendida como escrava sexual. Só que a incerteza sobre sua sobrevivência ou morte se prova cruel. O filme da diretora-roteirista Natalia Beristain (da série da Apple TV+ “The Mosquito Coast”) ecoa o desespero das Mães da Praça de Maio, conhecidas mundialmente pela incansável busca por justiça para os filhos desaparecidos durante a ditadura militar da Argentina, mas também a onda atual de desaparecimentos de mulheres jovens na região de Monterrey no México. Foi premiado no Festival de San Sebastián, na Espanha, e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. | ESPERANDO BOJANGLES | VOD* O diretor francês Régis Roinsard volta a se juntar com o ator Romain Duris após o sucesso de “A Datilógrafa”. O novo filme também compartilha o clima lúdico envolvente da comédia de 2012. Mas esse tom leve e fantasioso é enganoso, já que fisga o público apenas para deixá-lo sem chão quando a trama vira do avesso. O filme apresenta a história de amor de Camille e Georges, que apesar da passagem dos anos nunca deixam de dançar sua música favorita, “Mr. Bojangles”. Sob o olhar do filho do casal, a vida da família parece uma fábula exagerada com “felizes para sempre” e diversão permanente. Até que a mãe começa a demonstrar sinais preocupantes de instabilidade mental. Virginie Efira (a “Benedetta”) vive a mãe. | UMA MULHER DO MUNDO | VOD* A atriz francesa Laure Calamy (“Minhas Férias com Patrick”) disputou o César (o Oscar francês) por este drama, em que vive uma prostituta tentando matricular o filho em um curso renomado. Como seu otimismo contagiante não é suficiente para pagar as mensalidades, ela busca empréstimos, que são negados, e encontra a solução no trabalho num bordel, que ameaça sua independência. Foi o primeiro longo dirigida por Cécile Ducrocq, roteirista da série “Dix pour Cent”. | O DUQUE | HBO MAX A simpática comédia britânica acompanha um taxista de 60 anos, que realiza o roubo ousado do retrato do Duque de Wellington, pintado por Goya, da National Gallery, em Londres. Enquanto a polícia procura um superladrão especializado em grandes roubos de arte, a esposa do criminoso amador e atrapalhado descobre o quadro no guarda-roupa e o plano do marido para doar o valor do quadro para obras de caridade. Quando a verdade vem à tona, muitos passam a considerá-lo um herói, mas a Justiça é que terá a palavra final. O último filme do diretor Roger Michell (“Um Lugar Chamado Notting Hill”), que morreu há um ano, é baseado na história real do roubo do quadro. O elenco destaca Jim Broadbent (“A Dama de Ferro”) como o ladrão e Helen Mirren (“A Rainha”) como sua esposa. | CROCODILOS – A MORTE TE ESPERA | PARAMOUNT+ Um casal aventureiro convence seus amigos a explorar um remoto sistema de cavernas nas profundezas das florestas australianas. À medida que o lugar começa a inundar, crocodilos famintos aparecem e o grupo tem que lutar pela sua vida. O trash australiano é uma espécie de “Predadores Assassinos” de baixo orçamento, mas foi feito por um especialista no gênero “ameaças do Mundo Animal”. Por incrível que pareça, o longa faz parte de uma franquia. É continuação de “Medo Profundo”, feito pelo mesmo diretor, Andrew Traucki, em 2007. Entre um e outro, o australiano ainda fez filmes de tubarão e leopardo assassinos, “Perigo em Alto Mar” (2010) e “The Jungle” (2013). No elenco, estão alguns rostos conhecidos do público geek, como Jessica McNamee (“Mortal Kombat”) e Luke Mitchell (“Agents of SHIELD”). | O TEMPO COM VOCÊ | AMAZON PRIME VIDEO A animação fantasiosa de Makoto Shinkai, diretor de alguns dos animes mais famosos dos últimos tempos, repete a temática de seu lançamento mais conhecido, “Your Name” (2016), ao lidar com um romance sobrenatural entre dois adolescentes. A trama acompanha a relação entre um garoto comum e uma garota que parece poder manipular o clima. O tema das mudanças climáticas, numa metáfora da situação do mundo atual, ajudou a obra a conquistar o público adulto, arrecadando mais de US$ 100 milhões nas bilheterias japonesas. Impressionou tanto que venceu o troféu de Melhor Animação da Academia Japonesa de Cinema e se tornou a indicação do Japão para representar o país em busca de uma vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional em 2020. | NOVE DIAS | HBO MAX Uma das boas surpresas de 2020 (89% no Rotten Tomatoes), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, é trabalho de um cineasta brasileiro. Estreia do paulista Edson Oda, “Nove Dias” conta com produção do americano Spike Jonze (“Ela”) e um elenco hollywoodiano, encabeçado por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”), Bill Skarsgård (“It: A Coisa”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Tony Hale (“Veep”). Eles interpretam uma trama metafísica, em que o personagem de Duke entrevista almas candidatas a nascer na Terra. | SERIAL KELLY | VOD* A cantora Gaby Amarantos (“De Perto Ela Não é Normal”) vive a Kelly do título, uma arista de forró eletrônico que, enquanto cumpre uma agenda de shows em inferninhos pelo sertão, vai deixando um rastro de mortes pelo caminho. Ao se ver investigada pelos assassinatos de três homens, sua turnê mambembe se transforma em estratégia de fuga, com a polícia em seu encalço. Estreia em longa-metragem de René Guerra, diretor do curta premiado “Vaca Profana” (que levou o prêmio do público no Festival do Rio de 2017), o filme também traz Paula Cohen (“1 Contra Todos”) e Thomas Aquino (“Deserto Particular”) como policiais. | CARVÃO | VOD* A estreia da diretora Carolina Markowicz se passa numa pequena cidade do interior, onde uma família recebe uma proposta rendosa, mas também perigosa: hospedar um estrangeiro (o argentino César Bordón, de “Relatos Selvagens”) em sua casa. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar. Porém, nenhum dos familiares, e muito menos o próprio hóspede, vê suas expectativas cumpridas. Todos tem conflitos e a hipocrisia logo é questionada. Foi vencedor de três troféus no Festival do Rio, incluindo Melhor Roteiro (Markowicz) e Atriz Coadjuvante (Aline Marta Maia, de “Casa de Antiguidades”). O elenco ainda inclui Rômulo Braga (“Natureza Morta”), Maeve Jinkings (“Aquarius”) e Camila Márdila (“Que Horas Ela Volta?”).
Disney resgata “Phineas e Ferb” e garante novas temporadas
A Disney anunciou que vai trazer Phineas e Ferb – e Candance – de volta, em novas aventuras animadas. Exibida originalmente entre 2007 e 2015, “Phineas e Ferb” foi um maiores sucesso animados recentes do Disney Channel. A série, que realizou o primeiro crossover da Marvel com a Disney, teve um breve renascimento em 2020 com o lançamento do longa “Phineas e Ferb, O Filme: Candace Contra o Universo” com exclusividade na Disney+. A boa audiência levou a um novo acordo de produção. O co-criador dos famosos meio-irmãos inventores, Dan Povenmire, assinou um contrato geral com a Disney Branded Television, que prevê mais duas temporadas inéditas da atração – totalizando 40 episódios – e uma 2ª temporada de “Hamster & Gretel”, nova série que estreou no Disney Channel em agosto passado. Ele também desenvolverá outros projetos. “Dan é conhecido por sua capacidade de criar histórias e personagens universalmente amados com coração e humor”, disse o presidente da Disney Branded Television, Ayo Davis, em um comunicado. “Não poderíamos estar mais felizes em continuar nossa colaboração com ele e trazer de volta os icônicos Phineas e Ferb em grande estilo.” “Foi o maior prazer da minha carreira ver como uma geração inteira de crianças e pais abraçou os personagens e o humor de Phineas e Ferb”, acrescentou Povenmire, que também dubla o Dr. Heinz Doofenschmirtz na animação. “Estou ansioso para mergulhar de volta na série para eles e para toda uma nova geração.” Meredith Roberts, vice-presidente executiva de animação da Disney Branded TV, encerrou com as boas-vindas às novas produções. “Em nome de todos da Disney Television Animation, estamos muito satisfeitos em continuar nossa associação com Dan e sua inspiradora equipe criativa – produtores visionários, escritores, animadores, compositores e diretores que divertiram e conectaram gerações de telespectadores”. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios. A série original está disponível na Disney+ no Brasil. Veja abaixo o trailer do recente longa derivado da atração.
Netflix cancela “Departamento de Conspirações”
A Netflix deu meia volta e anunciou o cancelamento de “Departamento de Conspirações” (Inside Job), após ter renovado a série animada para novos episódios. Criada por Alex Hirsch, responsável pelo sucesso “Gravity Falls”, a série teve sua Parte 2 disponibilizada em novembro passado. A produção acompanhava o trabalho da Cognito, uma divisão do Departamento de Conspirações dos EUA formada pelos poucos humanos que sabem que alienígenas reptilianos existem, mas o pouso na lua foi fake. Liderada por Reagan Ridley, uma cientista antissocial que precisa lutar contra seu desejo de dominar o mundo, a Cognito se dedica a manter a verdade secreta por meio da criação de conspirações. O elenco de dubladores era liderado por Lizzy Caplan (“Masters of Sex”) como Reagan, Christian Slater (“Mr. Robot”) como seu pai, e também inclui Clark Duke (“Greek”), Tisha Campbell (“Dr. Ken”), Chris Diamantopoulos (“Made for Love”) e Brett Gelman (“Stranger Things”). O cancelamento foi anunciado por meio de um tuite da cocriadora Shion Takeuchi. “Estou com o coração partido em confirmar que a Netflix decidiu cancelar ‘Departamentos de Conspirações’. Ao longo dos anos, esses personagens se tornaram pessoas reais para mim, e estou arrasada por não poder vê-los crescer. […] Reagan e Brett mereciam terminar [a história] e finalmente encontrar a felicidade”. “A todos que assistiram, obrigada por terem vindo juntos no passeio. Mesmo que eu esteja triste, ajuda saber que existem pessoas por aí que se importam tanto com esses personagens quanto eu”, completou. I’m sorry guys, it’s true.💔#insidejob pic.twitter.com/MQZJ3S7gRD — Shion Takeuchi (@shhhhhionn) January 9, 2023
“A Fera do Mar” vai ganhar continuação
A animação “A Fera do Mar”, lançada pela Netflix em julho passado, ganhará uma nova continuação. A produção faz parte de um novo contrato fechado entre a plataforma e o diretor Chris Williams, que também prevê uma nova criação fantasiosa original para o streaming. Em seu primeiro mês de exibição, “A Fera do Mar” se tornou o filme de animação mais visto na história da Netflix, o que não é pouca coisa, considerando que este foi o ano em que empresa explodiu com ofertas do gênero, que vão desde “Pinóquio por Guillermo del Toro” até “Wendell & Wild”, de Henry Selick. Chris Williams também foi diretor de dois dos maiores sucessos recentes da Disney, “Operação Big Hero” e “Moana – Um Mar de Aventuras”. Assim como “Moana”, “A Fera do Mar” também foi uma aventura marítima empreendida por uma jovem heroína: a insistente Maisie Brumble, menina que sonha embarcar numa aventura marítima e não aceita respostas negativas. Ela embarca clandestinamente no navio do seu grande ídolo, o caçador de monstros Jacob Holland, para participar de uma jornada da era das caravelas rumo a mares nunca dantes navegados, onde vivem terríveis e gigantescas criaturas marinhas. O elenco de vozes em inglês destacou Karl Urban (“The Boys”), Jared Harris (“Chernobyl”), Dan Stevens (“Legion”) e a jovem Zaris-Angel Hator (“Black Earth Rising”) no papel principal. Veja abaixo o trailer em duas versões: dublada em português e no idioma original, com as vozes dos astros famosos.
Bizarro! Wagner Moura só dubla vilão de “Gato de Botas 2″ em inglês
Lançado na quinta-feira (5/1) nos cinemas, a animação “Gato de Botas 2: O Último Pedido” tem um detalhe inusitado em sua dublagem. O brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) é quem dubla o vilão Lobo Mau, uma das ameaças à vida do Gato de Botas na trama. Mas, por incrível que pareça, sua voz só está presente nas cópias em inglês do filme. Quem optar pela versão dublada em português, irá ouvir uma voz muito diferente vindo do Lobo: Sérgio Moreno, experiente dublador que já foi a voz de atores como Tom Cruise, Ewan McGregor e Pierce Brosnan no país. A assessoria da Universal Pictures explicou que Wagner não pôde dublar a versão brasileira por falta de agenda. O ator estava filmando em Nova York e não pôde participar da dublagem nacional, que foi feita no Brasil. Mesmo sem Wagner Moura, a versão nacional do filme tem vozes de atores bastante conhecidos do público, como Marcos Veras (“Filhas de Eva”), Giovanna Ewbank (“Escrito nas Estrelas”) e Sérgio Malheiros (“Um Natal Cheio de Graça”). Já a versão original destaca, além do brasileiro, o espanhol Antonio Banderas (“Dor e Gloria”) como a voz oficial do personagem-título, a mexicana Salma Hayek (“Eternos”) como Kitty Pata-Mansa, o americano Harvey Guillén (“What We Do In the Shadows”) com o cachorro Perro e a inglesa Florence Pugh (“Viúva Negra”) como Cachinhos Dourados. Derivado da franquia “Shrek”, o primeiro filme do “Gato de Botas” foi lançado em 2011 sob o comando de Chris Miller (“Shrek Terceiro”), arrecadou US$ 555 milhões em todo o mundo e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Animação. Por conta disso, as conversas sobre a continuação se iniciaram em 2014, mas só agora o projeto ganhou vida, com roteiro de Paul Fisher e direção de Joel Crawford e Januel Mercado, todos de “Os Croods: Uma Nova Era” (2020). Em seu segundo filme solo, o gato de capa, espada e botas precisa defender sua última vida, após ter perdido oito delas. Ele é aconselhado a se aposentar após o diagnóstico de que sua próxima morte será definitiva, mas seu paradeiro é descoberto pelos ursos de Cachinhos Dourados e o Lobo Mau, que buscam um acerto de contas. Isso o envia em uma aventura para encontrar o místico “Último Desejo” na esperança de restaurar suas vidas perdidas. Confira abaixo os trailers das versões dubladas em português e em inglês do filme.
As 10 melhores séries novas para iniciar o ano
A Netflix domina a seleção de estreias de séries para maratonar no primeiro fim de semana do ano, com destaque para a nova adaptação de Elena Ferrante, que encantou a crítica americana (100% de aprovação no Rotten Tomatoes). Vale lembrar que, no domingo passado (1/1), a plataforma já tinha lançado “Olhar Indiscreto” e “Caleidoscópio”, o que torna ainda mais impressionante a quantidade de títulos desse começo de 2023. Por sinal, a lista desta sexta (6/1) ainda traz uma criação do cineasta Nicolas Winding Refn (de “Drive” e “Demônio de Neon”), entre outras opções de diferentes gêneros. Fora da Netflix, as dicas incluem um terror na Amazon, um drama de época na Globoplay e uma avalanche de 16 temporadas de um dos animes mais cultuados de todos os tempos na Star+. Confira abaixo todas as 10 dicas da semana. | A VIDA MENTIROSA DOS ADULTOS | NETFLIX A minissérie baseada no livro mais recente da escritora italiana Elena Ferrante – de “A Amiga Genial” – narra a história da adolescente Giovanna, que enfrenta a dissipação de suas certezas, críticas dos pais à sua aparência e uma iniciação amorosa pouco excitante. Quando é comparada a uma tia excluída da família, Giovanna entra em crise, no que será o estopim para um caminho de descobertas e aproximação dessa tia distante. Assim como a adaptação de “My Brilliant Friend” na HBO, a história é encenada no passado da cidade de Nápoles, focando-se mais uma vez no desabrochar de protagonista feminina. Mas há diferenças claras, como o fato do drama ser mais contemporâneo, situado nos anos 1990, e por avançar sua narrativa por sucessivas decepções com o mundo adulto, que destroem a inocência adolescente. Escrita por Francesco Piccolo, premiado roteirista de “O Traidor” (2019), a produção é estrelada pela jovem Giordana Marengo (“Medici: Mestres de Florença”) e a veterana Valeria Golino (“Rain Man”). | COPENHAGEN COWBOY | NETFLIX A nova série do cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn (de “Drive” e “Demônio de Neon”) é uma apoteose do estilo do diretor, que passou a assinar apenas NWR. São muitas cenas com iluminação neon, ritmo glacial, personagens estáticos e violência sangrenta, ao som de uma trilha eletrônica insistente. O resultado é, caracteristicamente, mais parecido com um vídeo de moda que um thriller de ação, ainda que não faltem cenas fortes. Fãs vão amar, mas curiosos casuais podem achar o maneirismo irritante. A trama de neon noir gira em torno de uma jovem heroína chamada Miu (Angela Bundalovic, de “The Rain”) que trafega pelo submundo do crime de Copenhague com expressão imutável, estilo andrógino e um pé no sobrenatural – uma capacidade de trazer “sorte”, que a torna desejada e temida. Ao longo de seis episódios, Miu vai de um bordel administrado por um gângster albanês a um restaurante que serve de fachada para a máfia chinesa, encontra pistoleiros, traficantes de drogas e uma família de sádicos, e se vinga daqueles que prejudicaram pessoas de quem ela gosta enquanto procura respostas sobre suas próprias origens. “Copenhagen Cowboy” é a segunda série da carreira de Refn, que em 2019 lançou a pouco vista “Too Old to Die Young”, estrelada por Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), pela Amazon Prime Video, e marca sua volta à uma produção de língua dinamarquesa, após 18 anos em Hollywood. O elenco ainda destaca as estreantes Lola Winding Refn e Lizzielou Winding Refn, que são filhas do diretor, além de Zlatko Buric (“2012”), Mikael Bertelsen (“Superclásico”) e Per Thiim Thim (“Anti”). | MISTÉRIO NO MAR | AMAZON PRIME VIDEO Imagine “Ilha de Ferro” como uma série de terror. A produção britânica da Amazon se passa numa remota plataforma de petróleo da costa escocesa, que de repente é envolta por uma névoa misteriosa. O incidente deixa os trabalhadores sem comunicação e visão do mar, totalmente isolados do mundo, enquanto tremores começam a abalar suas estruturas. Além disso, a névoa contém uma bactéria mortal que começa a afetar as pessoas. E pouco a pouco a histeria começa a crescer, testando relacionamentos, hierarquia e amizades. O roteirista estreante David Macpherson é filho de um trabalhador das plataformas de petróleo do Mar do Norte, que resolveu aproveitar as histórias contadas por seu pai sobre aquele ambiente para conceber a trama, com boas doses de imaginação. O elenco destaca Iain Glen (“Game of Thrones”), Emily Hampshire (“Schitt’s Creek”), Martin Compston (“Line of Duty”) e Owen Teale (também de “Game of Thrones”). | FOLCLORE 2 | HBO MAX Esta antologia de terror asiático foi lançado originalmente em 2018 na HBO Asia. O conceito de seu criador, o cineasta singapuriano Eric Khoo (“Fica Comigo”), é trazer histórias independentes de terror passadas em países asiáticos diferentes. Cada episódio é baseado nos mitos e folclore do respectivo país, apresentando seres sobrenaturais e crenças ocultas. E cada um deles é realizado por uma equipe diferente, comandada por mestres do gênero. A 1ª temporada foi assinada pelo próprio Eric Khoo, o indonésio Joko Anwar (“Ritual”), o tailandês Pen-Ek Ratanaruang (“A Última Vida no Universo”), o sul-coreano Lee Sang-woo (“Ba-bi”), o malaio Yuhang Ho (“Mrs K”) e o japonês Takumi Saitoh (“Blank 13”), mas infelizmente não está disponível em streaming. Já o segundo ano, que está sendo lançado na HBO Max, traz novos episódios dirigidos pelo taiwanês Shih-Han Liao (“The Rope Curse”), o tailandês Sitisiri Mongkolsiri (“Krasue: Inhuman Kiss”), o filipino Erik Matti (“On the Job”), o indonésio Billy Christian (“They Who Are Not Seen”), a curta-metragista singapuriana Nicole Midori Woodford (“Tenebrae”), o produtor malaio-filipino Bradley Liew (“Nocebo”) e a atriz japonesa Seiko Matsuda (“Lámen Shop”) | A MULHER DOS MORTOS | NETFLIX Suspense austríaco com uma paisagem de tirar o fôlego, a trama acompanha uma mulher com sede de vingança. A protagonista vivida por Anna Maria Mühe (“De Encontro com a Vida”) é uma agente funerária em sua pequena cidade nas montanhas geladas, que às vezes imagina os cadáveres em que trabalha conversando com ela. Após seu marido policial ser morto num atropelamento, ela se recusa a aceitar que foi acidente. E sua busca pelo assassino acaba expondo os segredos mais perversos da comunidade onde mora. A minissérie é adaptação de um best-seller de Bernhard Aichner, desenvolvida pelos produtores Benito e Wolfgang Mueller (de “Life: Um Retrato de James Dean”) e a roteirista Barbara Stepansky (“Outlander”). | HOTEL PORTOFINO | GLOBOPLAY Fãs de dramas ingleses de época vão achar essa produção irresistível. Além das diferenças de classe entre os proprietários e os empregados de uma grande propriedade (ao estilo de “Downton Abbey”), há a paisagem deslumbrante de uma locação litorânea (a la “Sanditon” e “The Durrells”). A trama se passa num hotel luxuoso de uma família britânica, construído para receber turistas ricos de seu país na deslumbrante Riviera Italiana dos anos 1920, quando o fascismo estava em ascensão. Além de hóspedes exigentes, a protagonista vivida por Natascha McElhone (“Halo”) precisa lidar com um marido inútil, planos de seus filhos adultos (uma viúva e um solteiro cobiçado) e chantagens políticas, enquanto o fascismo lança uma sombra inescapável no veraneio mediterrâneo. Criada por Matt Baker (“Suspect”), a série também inclui Mark Umbers (“Dolittle”), Olivia Morris (“RRR”), Oliver Dench (“Pandora”) e Claude Scott-Mitchell (“Brassic”), entre muitos outros atores britânicos e italianos. | GINNY E GEORGIA 2 | NETFLIX A série gira em torno de mãe e filha que se mudam para uma cidade interiorana. Ginny Miller (Antonia Gentry) é uma garota de 15 anos que está literalmente deslocada e, além de não conhecer os colegas, precisa lidar com a reação deles à beleza de sua jovem e atraente mãe de 30 anos, Georgia (Brianne Howey). Mas esta dinâmica similar a “Gilmore Girls” é acompanhada por uma reviravolta, pois Georgia esconde um segredo sombrio, o verdadeiro motivo para sua mudança para um lugar distante, pequeno e no qual ninguém a conhece. É que Georgia é uma assassina. Ela jura que matou o primeiro marido por acidente, mas logo se seguem outras mortes, como o padrasto de Ginny no final da 1ª temporada, e pelo menos uma morte além do que deveria para atrair o interesse da polícia local. Inicialmente pouco comentada, “Ginny e Georgia” acabou tendo mais repercussão pela reação negativa de Taylor Swift a uma frase do episódio final da 1ª temporada. A polêmica aconteceu num momento em que a mãe solteira Georgia pergunta à sua filha Ginny sobre o status de um relacionamento recente, e a adolescente retruca: “O que te importa? Você passa por homens mais rápido do que a Taylor Swift”. “Hey ‘Ginny e Georgia’, 2010 ligou e quer sua piada preguiçosa e profundamente machista de volta”, tuitou Swift. “Que tal pararmos de degradar mulheres trabalhadoras definindo esse tipo de besteira como engraçada”, completou a cantora irritada. Bastou para o público correr para a Netflix, rendendo audiência e renovação para a produção. Além de Antonia Gentry (“Doce Argumento”) e Brianne Howey (“Batwoman”), o elenco da série ainda inclui Felix Mallard (“Neighbours”), Sara Waisglass (“October Faction”), Jennifer Robertson (“Schitt’s Creek”), Scott Porter (“Friday Night Lights”), Raymond Ablack (“Caçadores de Sombras”), Katie Douglas (“Mary Kills People”) e o menino Diesel La Torraca (“Pequenos Monstros”). | LAW & ORDER 21 | GLOBOPLAY Uma das séries de maior sucesso da TV americana retorna 13 anos após ser cancelada sem mudar a fórmula que a consagrou. Cada episódio ainda mostra o começo e o fim de um caso criminal, investigado por policiais e julgado no tribunal. Revivida pelo produtor Dick Wolf no ano passado, com uma mescla de atores veteranos e uma nova geração de agentes da lei e da ordem, a série traz de volta dois astros do elenco original: Sam Waterston, que retoma o papel do promotor público Jack McCoy, mais de uma década depois de viver o personagem pela última vez, e Anthony Anderson, que ficou livre, após o final de “Black-ish”, para viver novamente o detetive policial Kevin Bernard. Eles se juntam a Hugh Dancy (astro de “Hannibal”), que vive um promotor em ascensão no gabinete do personagem de Waterston, e Jeffrey Donovan (astro de “Burn Notice”), como o parceiro cabeça dura do detetive vivido por Anthony, sem esquecer de Camryn Manheim (“O Desafio”), intérprete da nova chefe da polícia. Vencedora do Emmy de Melhor Série de Drama de 1997, “Law & Order” estava prestes a quebrar o recorde de “Gunsmoke” como o drama mais duradouro da TV quando a NBC decidiu cancelar sua produção em maio de 2010, na 20ª temporada. Desde então, o número mágico das 21 temporadas foi ultrapassado por outra série da mesma franquia, o spin-off “Law & Order: SVU”, que está atualmente em sua 24ª temporada. Mas, curiosamente, em seu relançamento a série continuou a contagem de temporadas do ponto em que foi interrompida, chegando finalmente e com um bom atraso a seu 21º ano de produção – na verdade, já está no 22º ano na TV dos EUA. | STAR WARS: THE BAD BATCH 2 | DISNEY+ Continuação de “Star Wars: A Guerra dos Clones”, a atração animada gira em torno do chamado “bad batch”, um grupo de clones imperiais que se diferencia dos demais. Falhas no processo de clonagem concederam a cada um deles personalidades distintas e habilidades excepcionais. Com o fim da guerra, o grupo identificado como Força Clone 99 passa a ser considerado perigoso por tomar decisões independentes, em vez de apenas seguir ordens, e se torna foragido após resgatar outro clone defeituoso – uma adolescente e única clone feminina conhecida de Jango Fett. Na 2ª temporada, o grupo muda completamente de lado, encontrando um novo propósito em ajudar vítimas da opressão do Império. Dave Filoni, criador de “Star Wars: A Guerra dos Clones”, é o responsável pela produção da série, que foi desenvolvida pela roteirista Jennifer Corbett (“Star Wars Resistance”) e ainda conta com Brad Rau (“Star Wars Rebels”) como diretor principal. | BLEACH | STAR+ Um dos animes mais bem-sucedidos e cultuados deste século no Japão, “Bleach” acompanha Ichigo Kurosaki, um estudante de cabelo tingido de...
Koala Man: Animação dublada por Hugh Jackman ganha primeiro trailer
A plataforma de streaming Star+ divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Koala Man”, animação estrelada por Hugh Jackman (“Caminhos da Memória”). A prévia destaca o estilo de humor escrachado da atração, cujos traços de animação lembram bastante o desenho “Rick e Morty” – tal similaridade não é casual, visto que “Koala Man” é produzida por Justin Roiland (co-criador de “Rick e Morty”). Criada por Michael Cusack (“Smiling Friends”), a série acompanha um sujeito de meia-idade chamado Kevin (dublado por Cusack), que tem a identidade não tão secreta de “Koala Man”, um herói cujo único superpoder é uma paixão pelas regras e uma vontade de extinguir pequenos crimes na sua cidade (como a grama que está grande demais). Embora possa parecer como qualquer outro subúrbio australiano, a cidade de Kevin é cercada de forças do mal, tanto cósmicas quanto artificiais. E, numa missão de proteger a cidade de ameaças que estão muito além da sua capacidade, o Koala Man fará o que for preciso para derrotar gênios malignos, horrores sobrenaturais ou pessoas que não tiram o lixo no dia certo. Jackman dá voz ao personagem Big Greg, o chefe de Kevin. O elenco de dubladores ainda conta com Sarah Snook (“Succession”), Jemaine Clement (“O Que Fazemos nas Sombras”), Hugo Weaving (“Máquinas Mortais”) e Alexandra Daddario (“The White Lotus”). “Koala Man” estreia em 9 de janeiro na Star+. Confira abaixo os trailers dublado e legendado em português.
“Avatar 2” chega a US$ 1,4 bilhão mundiais em três fins de semanas
“Avatar: O Caminho da Água” completou três fins de semana no topo das bilheterias mundiais, chegando neste domingo a US$ 440,5 milhões domésticos e mais de US$ 1,4 bilhão mundiais. Isto significa que o longa dirigido por James Cameron faturou US$ 500 mil nos últimos sete dias. Um desempenho impressionante para o período, que aponta uma evolução contínua de bilheteria rumo aos US$ 2 bilhões em no máximo mais duas semanas. Será a primeira vez que um filme chegará nesta marca desde o começo da pandemia. O faturamento específico do fim de semana do Ano Novo na América do Norte foi de US$ 63,4 milhões, muito à frente do 2º lugar, “Gato de Botas 2”, que fez US$ 16,3 milhões. A animação, que estreia no Brasil na quinta-feira (5/1), soma US$ 134 milhões mundiais. “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” permanece em 3º nos EUA e Canadá, com US$ 6,5 milhões nos últimos três dias. Isso eleva seu faturamento global para quase US$ 820 milhões. O Top 5 se completa com “I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston” e “Babilônia”, estrelado por Brad Pitt e Margot Robbie, que fizeram respectivamente US$ 4,7 milhões e US$ 2,7 milhões. Com desempenhos abaixo do esperado, ambos darão prejuízo a seus estúdios. Mas “Babilônia”, da Paramount, é uma decepção muito maior, porque custou US$ 78 milhões para ser produzido (sem as despesas de marketing) e somou apenas US$ 11 milhões em seus dois fins de semana em cartaz. Em comum, também compartilharam críticas negativas. Ambos foram considerados medíocres, com 43% e 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, respectivamente. “I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston” tem estreia marcada para 12 de janeiro no Brasil, enquanto “Babilônia” chega no dia 19. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 4 | I WANNA DANCE WITH SOMEBODY | 5 | BABILÔNIA |
“Avatar 2” liderou bilheterias de Natal no Brasil
Sucesso mundial, “Avatar: O Caminho da Água” liderou as bilheterias do Brasil durante o fim de semana do Natal. O filme de James Cameron levou 657,4 mil pessoas aos cinemas brasileiros e faturou R$ 15,48 milhões entre quinta e domingo (25/12), segundo dados da consultoria ComScore. Os números representam uma queda de 64% em relação à estreia e é efeito colateral de um lançamento exagerado, que colocou o filme em cerca de 70% de todos os cinemas do país na semana passada. Quem queria ver correndo, já viu. A Disney, por sinal, dominou a lista dos filmes mais vistos no país. Em sua sétima semana de exibição, “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” ficou na 2ª posição, assistido por 36 mil pessoas e com faturamento de R$ 732,3 mil em ingressos vendidos. Em 3º, a Disney emplacou a animação “Mundo Estranho”, que foi lançada em streaming nesse fim de semana e mesmo assim foi visto por 20 mil espectadores nos cinemas, faturando R$ 403,6 mil. O estúdio só não dominou completamente o Top 5 porque o relançamento de “Saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 1”, da Paris Filmes, se meteu no 4º lugar, com 8,1 mil pessoas e arrecadação de R$ 111,8 mil. Mas o 5º lugar também foi da Disney: o terrir “O Menu”, com público de 3,2 mil e R$ 78,1 mil em ingressos vendidos. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana no Brasil. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 3 | MUNDO ESTRANHO | 4 | A SAGA CREPÚSCULO – AMANHECER: PARTE 1 | 5 | O MENU |
“Avatar 2” lidera bilheterias com quase US$ 900 milhões mundiais
“Avatar: O Caminho da Água” enfrentou a pior tempestade de neve dos últimos anos na América do Norte e venceu. O filme de James Cameron liderou as bilheterias com US$ 56 milhões em sua segunda semana em cartaz. Com isso, chegou a US$ 279,6 no mercado interno. Mas foi no exterior, com clima mais ameno, que o filme estourou de verdade. Foram US$ 168,6 milhões no fim de semana de Natal, para um total global de US$ 601,7 milhões, segundo apuração do Box Office Mojo. Ao todo, a produção da 20th Century/Disney já chegou a US$ 881,3 milhões mundiais. A expectativa é que atinja US$ 900 milhões na segunda (26/12) e US$ 1 bilhão antes de sexta (30/12). Mas mesmo ao atingir a marca bilionária, “Avatar 2” continuará longe de se pagar. Isto porque custou entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões para ser produzido, o que provavelmente é recorde na história de Hollywood. Em entrevistas sobre os custos, o diretor indicou que o filme precisaria arrecadar US$ 2 bilhões para ser considerado um sucesso. O primeiro “Avatar” (2009) faturou US$ 2,9 milhões entre seus vários relançamentos, quantia que é a maior arrecadação de todos os tempos. A principal concorrência do filme nas telas foi a animação “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, que estreou na quarta (21/12) nos EUA e Canadá. A produção da DreamWorks Animation/Universal ficou num distante 2º lugar com US$ 11,4 milhões no fim de semana. Contando a abertura desde quarta, o faturamento chega a US$ 24,7 milhões domésticos e US$ 57,1 mundiais. Aprovado pela crítica e o público americanos, com 95% no Rotten Tomatoes e nota A no CinemaScore, “Gato de Botas 2” estreia no Brasil em 5 de janeiro. Outras estreias ficaram em 3º e 4º lugares: a cinebiografia de Whitney Houston, “I Wanna Dance With Somebody”, e o épico hollywoodiano “Babilônia”, estrelado por Brad Pitt e Margot Robbie. Os dois lançamentos tiveram um desempenho muito abaixo do esperado. Enquanto a cinebiografia musical fez US$ 5,7 milhões, o drama de época faturou apenas US$ 3,5 milhões. Em comum, também compartilharam críticas negativas. Ambos foram considerados medíocres, com 46% e 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, respectivamente. “I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston” tem estreia marcada para 12 de janeiro no Brasil, enquanto “Babilônia” chega no dia 19. Completando o Top 5, “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” arrecadou mais US$ 3 milhões para a Disney no fim de semana. Ao todo, a superprodução de super-heróis já contabiliza US$ 801 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers das maiores bilheterias da semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | I WANNA DANCE WITH SOMEBODY | 4 | BABILÔNIA | 5 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE |
Estreias: Os filmes mais esperados pra ver em casa no Natal
A programação de filmes em streaming está especialmente feliz no fim de semana do Natal. Em clima de Papai Noel, as plataformas estão disponibilizando blockbusters, como “Top Gun: Maverick”, e filmes esperadíssimos, casos da continuação de “Entre Facas e Segredos” e a nova versão do clássico infantil “Matilda”. Para marcar a data, não falta sequer o especial de Natal do Porta dos Fundos, que já virou tradição como o peru da ceia natalina. Confira abaixo 10 dicas de lançamentos para assistir com a família ou bem longe dela na sua noite feliz. | GLASS ONION: UM MISTÉRIO KNIVES OUT | NETFLIX A continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019) volta a trazer o detetive Benoit Blanc (personagem de Daniel Craig) às voltas com um crime sangrento. Desta vez, ele é apenas um dos muitos fãs de mistérios reunidos na ilha de um milionário para resolver um assassinato de brincadeira. Só que tudo se torna sério quando as luzes se apagam e alguém cai morto de verdade. Como um dos convidados do evento, Blanc logo toma a frente da investigação, vendo-se às voltas com um grupo diversificado de suspeitos excêntricos e ricos, que mentem e não têm álibis perfeitos. A lista de investigados inclui Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn, (“WandaVision”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Kate Hudson (“Music”), Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”), Madelyn Cline (“Outer Banks”) e Edward Norton (“O Incrível Hulk”), que interpreta o dono da ilha. A primeira de duas sequências de “Entre Facas e Segredos” (2019) desenvolvidas pelo diretor-roteirista Rian Johnson para a Netflix teve uma première bastante aplaudida no Festival de Toronto, atingindo 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além disso, figurou no Top 10 dos melhores filmes do ano da National Board of Review (NBR), a mais antiga associação de críticos dos EUA. | TOP GUN: MAVERICK | PARAMOUNT+ A maior bilheteria do ano é também o melhor filme da carreira de Tom Cruise, que chega aos 60 anos no auge de sua trajetória. Aplaudidíssimo no Festival de Cannes, “Top Gun: Maverick” voou alto com 97% de aprovação da crítica contabilizada no Rotten Tomatoes, tornando-se o filme mais bem avaliado da filmografia do ator. E atingiu um feito ainda mais impressionante nas bilheterias, com US$ 1,4 bilhão de arrecadação, recorde da carreira de Tom Cruise e maior faturamento de 2022. O mais interessante é que “Top Gun: Maverick” é um filme-fetiche de Tom Cruise, idolatrando-o sem pudor. Toda a trama gira em torno dele, ao retomar o papel que o projetou no cinema de ação. O longa chega a repetir vários elementos do lançamento original – recriações de cenas e até de música-tema – , mas se prova muito melhor que a velha propaganda de recrutamento militar, lançada em 1986 com trilha pop da MTV. Principalmente porque os tempos mudaram. Pilotos de caça viraram uma espécie em extinção nos conflitos modernos de drones. Não há glamour nos jogos de guerra à distância, e nesse sentido o patriotismo da antiga produção virou um espetáculo anacrônico. Neste contexto, o personagem Maverick retorna mais humilde e tendo uma última chance, após um percurso sem promoções, como instrutor da escola de pilotos em que se graduou. E ele vai precisar lidar com alunos que o acham ultrapassado, entre eles o filho amargurado de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. O desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. O filho de Goose é vivido por Miles Teller (“Whiplash”) e os demais intérpretes de pilotos são Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Danny Ramirez (“Falcão e o Soldado Invernal”), Jay Ellis (“Insecure”) e Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”). Além deles, o elenco ainda inclui Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”) e Val Kilmer, que também reprisa seu papel do primeiro “Top Gun” como Iceman. A direção é de Joseph Kosinski, que já tinha dirigido Cruise na sci-fi “Oblivion” (2013) e se consagra de vez no comando das cenas aéreas. Para ver nas maiores Smart TVs e sentir toda a vertigem. | HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA (VERSÃO ESTENDIDA) | HBO MAX Esta é a segunda versão do maior blockbuster da era pandêmica, com 11 minutos de cenas a mais, que aumentam as participações dos Homens-Aranhas do multiverso. Lançada em setembro nos cinemas, a edição estendida chegou a liderar as bilheterias, repetindo o sucesso da estreia original, tamanha a adoração dos fãs pela produção. Não por acaso, o longa é um grande “fan service”, com tudo o que os fãs sonharam um dia ver na tela. O filme que conclui a trajetória do Peter Parker vivido por Tom Holland também abre o multiverso e infinitas possibilidades no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) com participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. Nisso, os roteiristas Chris McKenna e Erik Sommers se superaram, conseguindo dar sentido ao excesso e tornando o “fan service” indispensável para a narrativa. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para soluçar de choro. Não é à toa que foi considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que é o melhor filme do MCU. Com tanto sucesso, nem precisavam anunciar, mas já está oficializado que, apesar de concluir a trilogia dirigida por Jon Watts, este ainda não é o fim da história de Tom Holland e Zendaya na Marvel. | MATILDA: O MUSICAL | NETFLIX O clássico infantil do escritor Roald Dahl, que já tinha virado filme em 1996 – um campeão da “Sessão da Tarde” – ganha sua versão musical. É a mesma história, apenas mais caricatural e coreográfica, inspirada nas montagens teatrais do West End londrino e da Broadway – que conquistaram sete Olivier Awards e cinco Tony Awards. Para quem não lembra, a personagem-título é uma jovem prodígio que começa a frequentar a escola, onde seu estilo excêntrico é antagonizado pela diretora cruel da instituição, Sra. Trunchbull. Quando Matilda descobre que tem superpoderes, resolve lutar contra o reinado de terror da reitora. Desta vez, o confronto acontece com muita cantoria e danças, além de exagero teatral. Para se ter ideia, a diretora da escola costumava ser vivida por um homem nos teatros – por isso, Ralph Fiennes (o Voldemort de “Harry Potter”) chegou a ser sondado para o papel. Mas foi Emma Thompson quem acabou ganhando a vaga na produção, numa rara interpretação de vilã após uma carreira repleta de personagens infantis bonzinhos, como Nanny McPhee e a professora Trelawney, da franquia “Harry Potter”. Com a ajuda de efeitos especiais, ela se transforma numa antagonista gigante e brutal. O papel de Matilda ficou com a menina irlandesa Alisha Weir, de 12 anos, que se destacou na série “Darklands” (2019), enquanto Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) foi escalada como a professora boazinha Srta. Honey. Andrea Riseborough (“A Vida Extraordinária de Louis Wain”) e Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) também estão no elenco como os pais da menina superpoderosa. A estreia na Netflix vai acontecer no dia de Natal (25/12). | MUNDO ESTRANHO | DISNEY+ A animação é um marco de representatividade na filmografia da Disney, ao destacar como protagonista um adolescente gay de pais birraciais. O filme também possui uma forte mensagem de aceitação de diferenças e ressalta a importância do meio ambiente. E essa combinação de temas, capaz de dar urticária em conservadores, é a maior ousadia já vista numa produção infantil da Disney até hoje. Apesar disso, a história em si não se afasta muito do modelo das aventuras familiares tradicionais do estúdio. A trama acompanha a missão de uma família de exploradores espaciais que, anos depois do sumiço de seu velho patriarca, retorna ao mundo estranho em que ele desapareceu, um lugar desconhecido e traiçoeiro, cheio de criaturas fantásticas e prontas para engolir qualquer um. E para a surpresa de todos, eles encontram o velho aventureiro vivendo naquele lugar inóspito como se fosse um paraíso. Mas a grande descoberta da viagem é perceber que a maior ameaça que podem enfrentar são as diferenças entre eles. O filme tem roteiro de Qui Nguyen e direção de Don Hall, dupla responsável por “Raya e o Último Dragão” (2021), e o elenco de dubladores originais é encabeçado por Jake Gyllenhaal e Dennis Quaid, que voltam a viver pai e filho 18 anos depois de “O Dia Depois do Amanhã”, enquanto Jaboukie Young-White (“Only Murders in the Building”) encarna o filho e neto gay dos dois. Outras vozes famosas da versão legendada são Lucy Liu (“Elementary”), Gabrielle Union (“Doze é Demais”) e Alan Tudyk (“Resident Alien”). | MINÚSCULOS: O FILME | MUBI A impressionante, brilhante e linda animação franco-belga se passa no mundo dos jardins, onde um grupo de formigas pretas e sua amiga joaninha festejam a descoberta de torrões precisos de açúcar. Entretanto, a posse desse tesouro é contestada por formigas vermelhas violentas, tornando a viagem para o formigueiro, com a carga cobiçada, uma aventura repleta de perigos. Premiado com o César (o Oscar francês) de Melhor Animação de 2013, o longa é baseado numa série infantil dos diretores Thomas Szabo e Hélène Giraud, e fez tanto sucesso que deu origem a uma continuação, lançada cinco anos depois. | PORTA DOS FUNDOS: O ESPÍRITO DO NATAL | PARAMOUNT+ O novo especial de fim de ano do Porta dos Fundos troca a tradição das piadas religiosas por clima de terror. O filme acompanha seis amigos que odeiam o Natal e decidem passar o fim de ano juntos numa casa de campo isolada. Só que logo começam a ouvir barulhos sinistros e passam a acreditar que são observados. De repente, a tela é respingada de sangue. Um deles mata acidentalmente um invasor misterioso, vestido de vermelho, na noite do dia 24 de dezembro. A partir daí, uma sucessão de situações estranhas começa a ocorrer, como ataques de renas selvagens e o surgimento de anões/elfos assassinos, fazendo o grupo acreditar que matou Papai Noel. A produção reúne Antonio Tabet, Thati Lopes, Rafael Portugal, Evelyn Castro, Fabio Porchat e Raphael Logam sob o comando do diretor Rodrigo Van Der Put, responsável pelos especiais anteriores. | A QUEDA | VOD* O thriller de sobrevivência acompanha duas jovens presas no alto de uma torre de metal há 600 metros de altura. As duas amigas estão acostumadas a escalar grande alturas juntas e, após vivenciarem um drama numa de suas experiências recentes, planejavam se reconectar com o que mais amam numa escalada simples ao topo de uma torre de TV remota e abandonada, com mais de 600 metros de altura e localizada no meio do deserto. Elas só não contavam em ficar presas e isoladas naquele lugar sem sinal de celular, água ou pessoas por perto. O elenco destaca Grace Caroline Currey (de “Shazam!”) e Virginia Gardner (de “Fugitivos da Marvel”), além de Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”). Já a direção é de Scott Mann (“O Sequestro do Ônibus 657”) e os produtores são os mesmos de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, que também acompanhou garotas em perigo por conta de uma aventura arriscada. Sucesso de crítica, a produção atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A CASA SOMBRIA | STAR+ O terror atmosférico traz Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) como uma viúva recente, que começa a desvendar os segredos perturbadores de seu marido recentemente falecido, especialmente os que se referem à arquitetura pouco convencional de sua casa, que parece assombrada. Exibido no Festival de Sundance do ano passado, o filme impressionou a crítica, alcançando 88% de aprovação. A direção é de David Bruckner (“O Ritual”), que comandou o reboot recente de “Hellraiser”. | A ILHA DE BERGMAN | MUBI O primeiro longa em inglês da francesa Mia Hansen-Love, premiada como Melhor Diretora no...
Estreias: As melhores séries novas pra maratonar no Natal
Papai Noel dos streaming preparou um pacotão de Natal com romance, ação, fantasia, suspense e até zumbis. Da primeira série da carreira de Sylvester Stallone às novas aventuras parisienses da filha do cantor Phil Collins, a programação da semana tem opções bem variadas e a maioria com vários episódios disponíveis. Confira abaixo 10 lançamentos para passar o fim de semana natalino testando o wi-fi da família com maratonas de capítulos. | TULSA KING | PARAMOUNT+ A primeira série estrelada por Sylvester Stallone em suas cinco décadas de carreira já se tornou uma das mais vistas da Paramount+ nos EUA. Na trama, o intérprete de Rambo e Rocky vive um poderoso mafioso de Nova York que, após cumprir uma pena de 25 anos na prisão, se vê convencido pelo novo chefão a se mudar para a cidade de Tulsa, no estado americano de Oklahoma. O lado positivo é que ele poderá fazer o que quiser lá, sem interferência das outras famílias, e assim ele estabelece um plano para se tornar o rei do crime local. Só que não era isso que os outros mafiosos imaginavam que aconteceria, prevendo uma aposentadoria do velho gângster no local sossegado. A atração foi criada por Taylor Sheridan, mesmo criador de “Yellowstone”, que conseguiu pela segunda vez convencer um veterano de Hollywood a virar astro de série. Um dos motivos do enorme sucesso de “Yellowstone” é a participação de Kevin Costner. Em “Tulsa King”, Sheridan divide a produção com outro conhecido do universo das séries: Terence Winter, roteirista de “Família Soprano” e criador de “Boardwalk Empire”. O elenco também destaca Annabella Sciorra (“Família Soprano”), Garrett Hedlund (“Operação Fronteira”), Dana Delany (“Body of Proof”) e Martin Starr (“Silicon Valley”), entre outros. A estreia no Brasil vai acontecer no Natal (25/12). | JACK RYAN | AMAZON PRIME VIDEO Após uma espera de três anos, a 3ª temporada traz o personagem-título, vivido por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”), em ritmo de fuga. Foragido e caçado pela própria CIA, Jack Ryan conta com apenas um punhado de aliados para impedir o plano de ex-soviéticos rebeldes, que pretendem trazer de volta a União Soviética com um ataque nuclear na Europa – uma intenção que o governo dos EUA não tem como investigar nem pode insinuar. O título original da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), e o atual, Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a série já se encontra renovada para a 4ª temporada. | O PACIENTE | STAR+ O suspense traz Steve Carell (“The Office”) como um psicanalista numa situação de pesadelo: atendendo um serial killer, vivido por Domhnall Gleeson (“Ex Machina”). Na trama, o personagem de Carrell é sequestrado e aprisionado por um paciente que, durante a sessão de terapia, revela ter compulsão para matar pessoas. Em busca de ajuda – ou apenas de alguém que escute as barbaridades que tem para contar – , o assassino decide que precisa continuar a terapia, e para isso acorrenta o médico em sua casa, demonstrando interesse em “melhorar”. “O Paciente” foi criada por Joseph Weisberg e Joel Fields, respectivamente criador e showrunner de “The Americans” – o que é uma ótima credencial. | ALICE IN BORDERLAND 2 | NETFLIX Ao estilo de “Round 6”, mas com elementos de sci-fi, a série adapta um mangá popular do Japão, que acompanha um grupo de jovens enviado a um universo paralelo, exatamente igual a Tóquio, só que deserto. A princípio, eles acreditam ser as únicas pessoas desse mundo, mas logo descobrem outros habitantes e as regras do lugar: para permanecerem vivos, terão que participar de uma sucessão de jogos de sobrevivência. A 2ª temporada encontra os principais sobreviventes, Kento Yamazaki (da versão japonesa de “Good Doctor”) e Tao Tsuchiya (dos filmes de “Samurai X”), enfrentando novas etapas e competidores no jogo mortal, enquanto tentam saber mais sobre aquele lugar e se existe alguma saída. A direção é de Shinsuke Sato, responsável pela adaptação live-action de “GantZ”, mangá cultuadíssimo que pode ser considerado uma influência na trama. Ele também assinou “A Sociedade da Espada” (2001), o excelente terror de zumbis “I Am Hero” (2015), a continuação “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016) e o filme de “Bleach” (2018). Curiosamente, todas essas produções foram baseadas em mangás famosos. | THE WITCHER: A ORIGEM | NETFLIX A fantasia derivada de “The Witcher” é ambientada no mundo élfico, 1200 anos antes dos acontecimentos da série original, e conta a história de origem do primeiro Witcher/Bruxo e dos eventos que levaram à crucial “conjunção das esferas”, que fundiu o mundo de monstros, homens e elfos num só. O elenco destaca Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) como a líder guerreira dos elfos, além de Sophia Brown (“Giri/Haji”), Laurence O’Fuarain (“O Limite”), Lenny Henry (“Broadchurch”), Jacob Collins-Levy (“The White Princess”), Mirren Mack (“Sex Education”), Francesca Mills (“Harlots”), Dylan Moran (“Maratona do Amor”) e Nathaniel Curtis (“It’s a Sin”). Com apenas quatro episódios, a minissérie foi desenvolvida por um dos roteiristas de “The Witcher”, Declan de Barra, além da showrunner da série original, Lauren Schmidt, e contou com supervisão de Andrzej Sapkowski, o autor dos livros que inspiraram a franquia. A estreia vai acontecer no Natal (25/12) | EMILY IN PARIS 3 | NETFLIX A comédia romântica traz Lily Collins no papel de uma jovem executiva de marketing que consegue o emprego de seus sonhos em Paris. Após a empresa americana em que trabalha comprar uma agência francesa, ela parte para a França com a tarefa de levar uma “visão americana” para os negócios, mas pensando mesmo em viver incríveis aventuras turísticas. Entretanto, nem tudo acontece como o planejado, pois o choque cultural se prova muito maior que o esperado. O 3º ano da produção explora o tema das escolhas e traz a protagonista dividida entre decisões profissionais e amorosas. Agora, ela tem uma decisão crucial a tomar: sobre ficar com Alfie (Lucien Laviscount), um banqueiro que surgiu na 2ª temporada e a tirou do chão, ou Gabriel (Lucas Bravo), o “vizinho gato” que desperta seu interesse desde o começo da série. O detalhe é que todas as outras personagens femininas enfrentam dilemas similares, além de questões relativas à carreira, que tornam a trama repetitiva. Para não dizer que não evolui, Emily mostra, ao menos, um corte de cabelo novo. | O CANGACEIRO DO FUTURO | NETFLIX A série brasileira volta a juntar o cineasta Halder Gomes com o ator Edmilson Filho após os sucessos do filme, da série e da continuação de “Cine Holliúdy”, além de “O Shaolin do Sertão”. Desta vez, Edmilson é Virguley, um cabra frouxo, enrolado e sem moral, que vive em absoluto perrengue em São Paulo e sonha em voltar rico para o Nordeste. Entre seus bicos, aproveita-se da sua semelhança com Lampião para fazer shows em praças públicas na capital paulista. Até que se mete numa confusão e leva um tabefe tão forte que vai parar em 1927, no meio do cangaço, onde é confundido pela população local como o verdadeiro Virgulino Lampião. Tirando vantagem da farsa, Virguley reúne um bando pra lá de inusitado, se apaixona por Mariá (Chandelly Braz, de “Orgulho e Paixão”) e fica poderoso na cidade. Mas como nada na vida desse cabra é fácil, a história ainda lhe reserva muitas reviravoltas, incluindo o surgimento do verdadeiro Rei do Cangaço, que vem tirar satisfações. Criada por Halder Gomes, que também é responsável pela direção geral, a série ainda traz em seu elenco os atores Dudu Azevedo, Frank Menezes, Fábio Lago, Evaldo Macarrão, Haroldo Guimarães, Max Petterson, Valéria Vitoriano, Solange Teixeira e Carri Costa. | WHAT WE DO IN THE SHADOWS 4 | STAR+ Os vampiros favoritos da TV retornam a Nova York, após se separarem no final da temporada passada, para enfrentar novas desventuras e dilemas. Os desafios do quarto ano da produção incluem criar um bebê vampiro e abrir um nightclub vampiro. A série é baseada no premiado filme homônimo (“O que Fazemos nas Sombras” no Brasil) e foi criada pelos diretores do longa original, a dupla Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) e Jemaine Clement (“Flight of the Conchords”). A proposta original era um falso documentário sobre o cotidiano de vampiros neozelandeses. O filme venceu diversos festivais, como Sitges, o mais famoso dos eventos internacionais do cinema fantástico, além da mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. Em sua adaptação para série, a trama sofreu várias mudanças, incluindo locação e intérpretes. As mudanças se estenderam à própria premissa. Os protagonistas não são mais três vampiros preguiçosos, mas dois vampiros e uma vampira que não aceita desaforos, e ainda há um vampiro enérgico (que suga energias com sua chatice) – agora transformado em bebê – e um assistente humano. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”), Harvey Guillen (“The Magicians”) e Mark Proksch (“The Office”), e a série já se encontra renovada até a 6ª temporada. | KUNG FU 3 | HBO MAX A série de ação está em sua 3ª temporada com exibição semanal simultânea no Brasil pela HBO Max. Produzida por Greg Berlanti, o criador do Arrowverso, trata-se de um reboot completo da produção clássica de mesmo nome que marcou a década de 1970, em que David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) vivia um jovem mestre do kung fu no Velho Oeste. A nova versão opera uma mudança de sexo e de época, acompanhando uma lutadora contemporânea, e ainda acrescenta elementos místicos à trama. Na premissa desenvolvida por Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”), Olivia Liang (intérprete da malvadinha Alyssa Chang em “Legacies”) interpreta Nicky, uma americana de descendência asiática que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que muda sua vida, tornando-se estudante de kung fu num mosteiro isolado na China. De volta a San Francisco, nos EUA, ela passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger sua família e comunidade, ao mesmo tempo em que se envolve numa conspiração sobrenatural, cujos desdobramentos a levam além deste mundo e à beira do apocalipse. | FEAR THE WALKING DEAD 7 | AMAZON PRIME VIDEO A 7ª temporada apresenta um mundo literalmente pós-apocalíptico, após uma explosão nuclear devastar o Texas e tornar os zumbis radioativos. Diante deste cenário desolador, onde o próprio ar representa a morte, os poucos sobreviventes lutam pelo único local seguro: uma fortaleza dominada pelo inescrupuloso Victor Strand (Colman Domingo), que se divide entre bancar o ditador sanguinário e sentir remorsos por suas próprias atitudes. Do lado de fora, Alicia (Alycia Debnam-Carey) conta as horas para morrer, delirante após ser contaminada por um zumbi, enquanto Morgan (Lennie James) se desespera para juntar todos os remanescentes e escapar daquele inferno. Bastante sombria, a temporada é marcada por traições, despedida de três integrantes importantes do elenco e uma volta inesperada. Madison (Kim Dickens), a mãe de Alicia, que todos acreditavam ter morrido na 4ª temporada, retorna de surpresa para introduzir um novo mistério e vilão, que será o tema do 8º ano da série, atualmente em produção.
Ataque cardíaco de Antonio Banderas inspirou “Gato de Botas 2”
A continuação “Gato de Botas 2: O Último Pedido” chegará aos cinemas brasileiros no início de 2023, quase 12 anos após o lançamento do primeiro filme. Essa demora se deve a diversos fatores, que incluem mudanças dentro da DreamWorks. Porém, existe também um motivo pessoal: o ataque cardiáco sofrido pelo ator Antonio Banderas, que dá voz ao personagem-título. Falando com o site Yahoo! a respeito do atraso na produção, Banderas disse que “suponho que isso também tenha a ver com um susto que tive em 2017, no qual quase perdi a vida”. O “susto” a que o ator se refere foi o ataque cardiáco que ele sofreu em janeiro daquele ano. Na ocasião, Banderas precisou ser levado às pressas para o hospital e passou por uma cirurgia para implantar três stents em suas artérias coronárias. Desde então, ele chamou o “susto” de “uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida” por mudar sua perspectiva sobre o que é mais importante para ele. E, não por acaso, essa sua nova perspectiva também é visível em “Gato de Botas 2″, já que o filme gira em torno da mortalidade do herói. Na trama, o Gato de Botas é morto em ação e, após sacudir a poeira, descobre que já esgotou oito das suas nove vidas, e só tem uma restante. Isso o envia em uma aventura para encontrar o místico “Último Desejo” na esperança de restaurar suas vidas perdidas. “É muito ousado, na verdade, que um filme para jovens reflita [sobre] essas questões abertamente, de uma forma muito elegante e com muito cuidado também”, disse Banderas. “Acho que é uma proposta bonita porque é bem feita. Fiquei surpreso que estávamos indo por esse caminho. Mas se há [qualquer] personagem que pode fazer isso, é o Gato de Botas.” Mais do que um filme sobre mortalidade, “Gato de Botas 2: O Último Pedido” também se propõe a falar sobre representatividade. “Este foi um filme voltado para o público jovem. E o fato de o herói do filme ter sotaque, e o fato de alguns dos bandidos não terem, ele abre uma porta para a diversidade e para mudar as [mentes] daqueles jovens para pensar de uma maneira diferente”, explicou o ator. “Achar que tudo é possível e não estamos respondendo a [estereótipos]. Você sabe, existem pessoas boas em todas as comunidades e pessoas más em todas as comunidades, e é assim que a vida funciona. Não somos bons ou maus por causa da cor da nossa pele ou do sotaque que temos. E essa foi uma mensagem importante para a comunidade espanhola. Este personagem é adorado em todo o mundo, em muitos países diferentes. Pela comunidade espanhola, ele é venerado”, completou ele. “Gato de Botas 2: O Último Pedido” foi dirigido por Joel Crawford (“Os Croods 2: Uma Nova Era”) e Januel Mercado (“Dear Diary: World’s First Pranks”), e o elenco de dubladores ainda conta com Salma Hayek (“Casa Gucci”), Harvey Guillén (“O Que Fazemos nas Sombras”), Florence Pugh (“Não Se Preocupe, Querida”), John Mulaney (“Tico e Teco: Defensores da Lei”), Wagner Moura (“Narcos”), Ray Winstone (“Viúva Negra”) e Olivia Colman (“A Favorita”). O filme tem estreia marcada para 5 de janeiro no Brasil. Assista abaixo ao trailer.









