Trailer | Família Forger vive missão de férias no primeiro filme de “Spy x Family”
Derivado de um dos maiores sucessos da plataforma Crunchyroll, o lançamento será exibido nos cinemas no Brasil
Disney surpreende e anuncia “Moana 2” nos cinemas em novembro, com direito a teaser
A Disney surpreendeu com o anúncio de “Moana 2”, continuação de seu sucesso de 2016, que foi desenvolvida em segredo. A revelação do filme aconteceu com divulgação de foto inédita, teaser e data de estreia para este ano: 27 de novembro nos Estados Unidos. Por enquanto, não há muitas informações sobre a produção, que voltará a ser protagonizada pela filha do chefe da comunidade Motonui da Polinésia. Entretanto, o visual da personagem reflete a passagem do tempo, mostrando a menina como uma jovem adolescente. A primeira imagem oficial ainda confirma a volta do simideus Maui à trama. No primeiro filme, Moana e Maui foram dublados, respectivamente, por Auli’i Cravalho, em seu primeiro trabalho em Hollywood, e Dwayne “The Rock” Johnson. Até o momento, apenas o nome do diretor foi confirmado: David G. Derrick Jr., que estreia na função após participar da equipe de animação do primeiro filme e dos últimos lançamentos da Disney, incluindo “Rei Leão” (2019), “Raya e o Último Dragão” (2021), “Encanto” (2021) e “Mundo Estranho” (2023). Além dessa animação, a Disney também desenvolve uma versão em live-action do primeiro filme, que contará novamente com The Rock no papel de Maui, mas uma nova atriz como Moana, já que Auli’i se tornou uma mulher adulta desde 2016. Esta versão tem roteiro do autor da animação original, Jared Bush, em parceria com Dana Ledoux Miller (“Designated Survivor”), e direção de Thomas Kail, diretor do espetáculo da Broadway “Hamilton”. O remake live-action tem estreia prevista para 2026.
Bilheteria | “Argylle – O Superespião” é fracasso de público e crítica
A comédia de ação “Argylle – O Superespião” implodiu nas bilheterias norte-americanas. A produção de alto orçamento dirigida por Matthew Vaughn (da franquia “Kingsman”) arrecadou apenas US$ 18 milhões em sua estreia em 3.605 cinemas. O filme, que teve um custo de produção entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões, também fracassou no mercado internacional, onde arrecadou US$ 17,3 milhões em 78 países, totalizando uma abertura global de US$ 35,3 milhões. Apesar dos números baixos, a superprodução conseguiu liderar as bilheterias no fim de semana devido à falta de concorrência significativa. Entretanto, foi massacrado por público e crítica, com 35% de aprovação pela imprensa, segundo o Rotten Tomatoes, e nota C+ na avaliação do CinemaScore, pesquisa feita com os espectadores na saída dos cinemas dos EUA. “Argylle” foi o terceiro lançamento cinematográfico convencional da Apple nos últimos meses, seguindo os passos de “Assassinos da Lua das Flores” de Martin Scorsese e “Napoleão” de Ridley Scott, todos com orçamentos superiores a US$ 200 milhões e todos fracassos de bilheteria. Apenas “Assassinos da Lua das Flores” agradou a crítica, obtendo 10 indicações ao Oscar – mas arrecadou apenas US$ 157,6 milhões globalmente. O resto do Top 5 Além de “Argylle”, os cinemas dos Estados Unidos registraram a estreia de uma edição especial da série “The Chosen”, que exibiu os três primeiros episódios da 4ª temporada no circuito cinematográfico. A iniciativa surpreendeu ao ocupar o 2º lugar nas bilheterias, com US$ 6,1 milhões de 2.260 telas. Em 3º lugar ficou “Beekeeper – Rede de Vingança”, que continua a apresentar um bom desempenho em sua quarta semana de projeção. O thriller de ação estrelado por Jason Statham arrecadou US$ 5,3 milhões, elevando seu total doméstico para US$ 49,4 milhões. Mas é internacionalmente que tem se saído melhor, com uma arrecadação de US$ 73,1 milhões, que totaliza US$ 122,5 milhões mundiais. “Wonka” ficou em 4º lugar, mesmo estando em sua oitava semana de exibição. O filme adicionou US$ 4,7 milhões e superou os US$ 200 milhões domésticos. Globalmente, o musical estrelado por Thimotée Chalamet já acumula impressionantes US$ 571,7 milhões, tornando-se a maior bilheteria da temporada de final de ano. Fechando o Top 5, “Patos!” arrecadou US$ 4,2 milhões em sua sétima semana em cartaz. A animação tem apresentado um desempenho consistente nas bilheterias norte-americanas, totalizando US$ 106,2 milhões. No cenário global, alcançou US$ 210 milhões, um resultado respeitável considerando seu orçamento de produção de US$ 70 milhões. O filme tem se beneficiado de uma estadia prolongada nos cinemas, garantindo rentabilidade em sua exibição teatral. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | ARGYLLE – O SUPERESPIÃO 2 | THE CHOSEN 4 3 | BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA 4 | WONKA 5 | PATOS!
Estreias | “Aquaman 2” e série de “Sr. e Sra. Smith” chegam ao streaming
A programação de streaming da semana destaca a estreia da série baseada no filme “Sr. e Sra. Smith” e a chegada de “Aquaman 2: O Reino Perdido” em VOD para locação digital. A lista de séries também destaca dois suspenses sul-coreanos e a última temporada de “Segure a Onda” (mais conhecida pelo título em inglês “Curb Your Enthusiasm”), enquanto os filmes incluem a nova comédia de Larissa Manoela. Com cinco séries e cinco filmes, o Top 10 da semana pode ser conferido abaixo. SÉRIES SR. E SRA. SMITH | PRIME VIDEO Apesar do título, a única coisa em comum entre a série e o filme homônimo de 2005 é que a trama gira em torno de John e Jane Smith, um casal aparentemente comum que esconde um segredo. Todo o resto é diferente. Enquanto no filme Brad Pitt e Angelina Jolie eram um casal de espiões experientes que não sabia do segredo um do outro, na série os dois são agentes iniciantes que fingem um relacionamento para sua missão. Donald Glover (“Atlanta”) e Maya Erskine (“PEN15”) vivem o casal do título, que vão se conhecendo conforme compartilham cenas de ação e atividades domésticas, e enquanto mentem para todos sobre o que realmente fazem. A falta de familiaridade entre eles alimenta o humor dos episódios, em meio a situações de adrenalina máxima. Além dos protagonistas, o elenco da temporada inaugural contou com muitos famosos, incluindo o brasileiro Wagner Moura (“Guerra Civil”), Alexander Skarsgard (“O Homem do Norte”), Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Eiza González (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), Ron Perlman (“Sons of Anarchy”), Michaela Coel (“I May Destroy You”), Sharon Horgan (“Catastrophe”), Sarah Paulson (“American Horror Story”), Úrsula Corberó (“La Casa de Papel”), John Turturro e Paul Dano (ambos de “Batman”). Glover assina a criação e os roteiros com Francesca Sloane, que trabalhou com o ator em “Atlanta”. BARGANHA | PARAMOUNT+ Thriller sul-coreano que já virou cult, a série inicia com uma transação obscura em um hotel distante, onde a jovem Park Joo Young (Jeon Jong-seo, de “Em Chamas”) propõe vender sua virgindade a Noh Hyung-soo (Jin Sun-kyu, de “Caçadores de Demônios”). A situação toma um rumo inesperado ao desvendar que Joo Young faz parte de uma operação de tráfico de órgãos e Noh Hyung-soo é um policial disfarçado. Mas a verdadeira complicação é um terremoto, que destrói o hotel, lançando os personagens em um cenário de caos e desespero, onde precisam forjar alianças tênues pela sobrevivência em meio à destroços e lutas contra criminosos que comercializam partes do corpo humano. Criada e dirigida por Jeon Woo-sung (até então curta-metragista), a série se desenvolve ao longo de seis episódios que se destacam pelo uso de técnicas cinematográficas avançadas, como longas sequências filmadas em plano-sequência, que proporcionam uma sensação de continuidade e imersão. Este método permite que o espectador acompanhe de perto a tensão e a dinâmica entre os personagens enquanto tentam escapar das armadilhas mortais do hotel em ruínas. Além de oferecer uma trama cheia de suspense e ação, “Barganha” ainda reflete sobre a desvalorização da vida humana e as implicações morais do capitalismo – temas também explorados no fenômeno “Round 6”. MALDITO DIA DE SORTE | PARAMOUNT+ O suspense sul-coreano segue Oh Taek, um taxista interpretado por Lee Sung-min (“Vingança pelo Passado”), que fica em uma situação perigosa ao pegar um passageiro incomum, Geum Hyeok-soo, vivido por Yoo Yeon-Seok (“Oldboy”). Geum revela ser um assassino em série e essa revelação desencadeia uma série de eventos que colocam Oh Taek em uma situação de vida ou morte, forçando-o a confrontar dilemas morais enquanto luta por sua sobrevivência. Dirigida por Pil Gam-sung (“Hostage: Missing Celebrity”), a série se destaca por sua execução cinematográfica e pela maneira como constrói suspense e tensão ao longo dos episódios. Utilizando uma abordagem visual que enfatiza sequências contínuas e dinâmicas, a atração mantém os espectadores engajados através de uma mistura de drama psicológico e ação intensa, enquanto mergulha em temas como a natureza do mal, a redenção e as consequências de nossas escolhas. O enredo é habilmente tecido para revelar gradualmente as camadas de cada personagem, equilibrando elementos de thriller com questões humanas profundas, numa jornada repleta de reviravoltas inesperadas e confrontos éticos. BABY BANDITO | NETFLIX Inspirada no notório “Robo del Siglo” ocorrido no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez em Santiago, Chile, em 12 de agosto de 2014, a atração conta a história de true crime através da perspectiva de um skatista apaixonado. Kevin Tapia, interpretado pelo estreante Nicolás Contreras, se lança na aventura perigosa ao tentar impressionar Génesis, papel de Francisca Armstrong (“La Ley de Baltazar”), planejando um roubo audacioso contra a temida gangue “Carniceros”. O evento real, marcado pela ousadia dos assaltantes em subtrair uma quantia milionária, serve de pano de fundo para uma trama repleta de ação, dilemas morais e reviravoltas inesperadas. Dirigida por Julio Jorquera Arriagada (“Notícia de um Sequestro”), Fernando Guzzoni (“Blanquita”) e Pepa San Martín (“Amor de Família”), a obra não dramatiza apenas um dos maiores roubos da história chilena, mas também oferece um olhar introspectivo sobre os personagens envolvidos, suas motivações e o impacto de suas ações. Kevin e Génesis enfrentam situações que colocam em prova sua fidelidade um ao outro, seus sentimentos e sua disposição para lidar com as repercussões de seus atos, destacando como o amor e a necessidade de pertencimento influenciam decisões críticas. SEGURA A ONDA 12 | HBO MAX A 12ª e última temporada de “Curb Your Enthusiasm” (nome original pelo qual é mais conhecida) volta a trazer Larry David se comportando mal, como de costume. Mas o protagonista e criador da série não revelou o que pretende fazer para se despedir da atração, que começa sua rodada final de episódios no domingo (4/2). A série acompanha uma versão exagerada de David, experimentando uma vida fictícia repleta de conflitos inspirados em situações supostamente reais. Como exemplo dessa mistura, ele contracena com um elenco fixo de intérpretes, mas também com outros atores famosos que vivem a si mesmos. Embora David nunca tenha se casado com a intérprete de sua ex-esposa, Cheryl Hines, nem seja empresariado pelo comediante Jeff Garlin ou divida sua casa com J.B. Smoove, o mau-humor deliciosamente ranzinza exibido nos episódios é 100% baseado nas reações reais do ator-produtor. FILMES AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO | VOD* A sequência de “Aquaman” (2018), maior sucesso da DC no cinema, representa um momento complexo no cinema de super-heróis, decretando o fim do DCEU, o universo DC criado em torno da visão de Zack Snyder. Marcado por uma série de fracassos de bilheterias, o DCEU se salvava pelos primeiros “Mulher-Maravilha” e “Aquaman”, mas a continuação optou por se afastar exatamente do que funcionou no primeiro filme para reinventar o herói vivido por Jason Momoa como um protagonista de comédia de “animigos”, numa história de ação e humor ao estilo de “Fuga à Meia-Noite” (1988). No centro da narrativa está a aliança entre Aquaman e seu meio-irmão Orm, interpretado por Patrick Wilson, inimigos declarados no primeiro filme, que se unem contra um terceiro inimigo comum: o Manta Negra, vivido por Yahya Abdul-Mateen II. Manta busca vingança, armado com um tridente místico e uma substância tóxica ameaçadora. Para impedi-lo, os irmãos embarcam numa jornada que desafia suas habilidades e convicções, enquanto tentam proteger não só Atlantis, mas também o mundo da superfície. O enredo também aborda aspectos familiares de Aquaman, incluindo seu papel como pai. O elenco é complementado por Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Nicole Kidman, Amber Heard e Randall Park, que ajudam a manter uma continuidade com o filme anterior, apesar da grande mudança de tom. Dirigido novamente por James Wan, o filme economizou no acabamento dos efeitos visuais, ao estrear em um momento de transição para a DC, com James Gunn e Peter Safran direcionando a franquia para um novo começo. A busca pelo distanciamento do DCEU também se deu pela opção por uma narrativa independente, que evita referências diretas às tramas anteriores do universo – participações de dois Batman diferentes foram filmadas e abandonadas. Representando realmente o fim de uma era, foi menos promovido que outros lançamentos de super-heróis, naufragou nas bilheterias e chegou rapidamente ao streaming, sem parecer a continuação de um blockbuster de US$ 1,1 bilhão. TÁ ESCRITO | VOD* O novo filme de Larissa Manoela faz uma mescla de comédia romântica e fantasia. A atriz dá vida à Alice, uma jovem leonina que, ao contrário de seu signo, se sente insegura e detesta ser o centro das atenções. Ela se frustra por viver com a mãe (Karine Teles), uma virginiana obcecada por organização, e com o irmão espertinho (Kevin Vechiatto). Seu maior sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach, noivo de Larissa na vida real), porém a relação vai por água abaixo devido aos planos profissionais do garoto. A jovem vai culpar todos os astros por conta dos desafios, até que, contra todas as probabilidades, recebe uma oportunidade para abordar astrologia em um podcast. As mudanças continuam quando ela recebe um livro em branco com instruções mágicas, que tem o poder de tornar realidade qualquer previsão astrológica escrita em suas páginas. A trama segue Alice enquanto ela tenta usar o livro para beneficiar a si mesma e aos outros, afetando assim a vida das pessoas de acordo com seus signos do zodíaco e causando uma série de eventos imprevistos. Com performances carismáticas, especialmente de Larissa Manoela, “Tá Escrito” foi concebido como uma tentativa de transmitir uma mensagem sobre a individualidade para além dos signos astrológicos, só que, em vez disso, o enredo acaba reforçando estereótipos. A direção é de Matheus Souza (“A Última Festa”) e o roteiro foi concebido por Thuany Parente (“Apocalipse”) e Mariana Zatz (“Turma da Mônica: Lições”). LOUCAS EM APUROS | PRIME VIDEO A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. ORION E O ESCURO | NETFLIX A nova animação da Netflix gira em torno de Orion, um menino de 11 anos que enfrenta um medo paralisante do escuro, reflexo de suas ansiedades mais profundas. A narrativa se aprofunda quando Orion encontra a personificação de seu maior temor, a Escuridão, que, contrariando as expectativas, se revela um personagem compreensivo e mal-entendido. Este encontro inicia uma jornada inusitada onde Orion é convidado a explorar o mundo noturno, proporcionando uma oportunidade para o garoto confrontar suas inseguranças e descobrir a beleza oculta nas sombras. A trama representa uma incursão notável do premiado roteirista Charlie Kaufman ao universo da animação infantil, mantendo intacta sua assinatura narrativa que desafia gêneros e explora a psique humana. Conhecido por roteiros introspectivos e complexos, como “Adaptação” (2002) e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004), Kaufman faz uma exploração rica das inquietações internas do protagonista de uma forma que ressoa tanto com o público jovem quanto com os adultos. Embora tenha dirigido seus últimos filmes, esse segundo projeto...
Morre Mark Gustafson, que co-dirigiu “Pinóquio por Guillermo Del Toro”
Mark Gustafson, que co-dirigiu “Pinóquio por Guillermo Del Toro”, faleceu na quinta (1/2) aos 64 anos. A notícia foi confirmada por Guillermo del Toro, co-diretor do aclamado filme premiado com o Oscar de Melhor Animação, sem revelar a causa da morte. O cineasta expressou sua admiração e respeito por Gustafson, conhecido por sua expertise em animação stop-motion, em uma homenagem emocionante: “Eu admirava Mark Gustafson antes de mesmo de conhecê-lo. Um pilar da animação stop-motion, um verdadeiro arista. Uma lenda e um amigo que me inspirou e gerava esperança ao seu redor. Ele faleceu ontem. Hoje, o honramos e sentimos sua falta.” Carreira relevante Com uma carreira se estendeu por várias décadas, Gustafson deixou sua marca em diversos projetos notáveis. Além de “Pinóquio”, sua filmografia inclui a direção de animação de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), de Wes Anderson, e um papel crucial na animação de “Um Natal Muito Louco” (2011), onde liderou a criação de uma cena memorável em claymation. Ao refletir sobre o impacto de Gustafson na indústria, Del Toro destacou: “Ele deixa para trás um legado do tamanho do Titanic na animação que vai até a origem da animação com argila (claymotion) e ajudou a moldar incontáveis carreiras e trabalhos de animadores. Ele deixa para trás amigos e colegas com uma filmografia histórica.” A perda de Gustafson ressoou profundamente entre colegas e admiradores de seu trabalho. Del Toro, ao compartilhar suas condolências, enfatizou a importância das relações humanas na indústria criativa: “Eles dizem, ‘Nunca conheça seus heróis…’ Eu discordo. Você não pode se decepcionar por alguém ser humano… Estou tão feliz por ter conhecido Mark, o humano, quanto fui honrado por ter conhecido o artista. Como eu disse, eu o admirava antes mesmo de conhecê-lo. Amei ter tido a chance de compartilhar tempo e espaço com ele durante os altos e baixos. Sempre e para sempre.”
Estreias | Indicado a 11 Oscars, “Pobres Criaturas” chega aos cinemas
A programação de estreias desta quinta (1/2) tem filmes premiados e com avaliações altamente positivas da crítica. Só que, entre os três lançamentos mais amplos, apenas “Pobres Criaturas” se encaixa nessa descrição. Favorito a colecionar estatuetas do Oscar (são 11 indicações), a fantasia com performance consagradora de Emma Stone divide espaço com a comédia de ação “Argylle – O Superespião”, destruída pela imprensa dos Estados Unidos, e a produção infantil nacional “Gato Galático e o Feitiço do Tempo”, mais um projeto de influencer digital em busca do público de cinema. Sem chances de gerar bilheterias blockbusters, os três chegam em circuito médio, com cerca de 200 telas cada. O circuito limitado ainda recebe dois lançamentos sul-americanos impactantes e avassaladores em seu terror – sobrenatural e baseado em fatos históricos. Confira a lista completa. POBRES CRIATURAS A fantasia gótica que volta a juntar Emma Stone e o diretor Yorgos Lanthimos após “A Favorita” (2018) é um “Frankenstein” feminista e sexual. Adaptação do romance de 1992 de Alasdair Gray, roteirizada por Tony McNamara (também de “A Favorita”), a trama desenrola-se num passado alternativo, rico em elementos góticos e steampunk da era vitoriana – com visual reminiscente de “Metrópolis” (1927) – e acompanha Bella Baxter, uma criatura renascida através dos experimentos de um cientista (Willem Dafoe, de “Aquaman”) com o corpo de uma mulher adulta recém-falecida, mas o cérebro de um bebê. À medida que Bella se adapta à sua nova existência, ela começa a aprender e a se desenvolver rapidamente, adquirindo linguagem e conhecimento sobre o mundo que a rodeia. É quando um advogado aventureiro, vivido por Mark Ruffalo (o Hulk de “Os Vingadores”), fica fascinado por sua existência e decide introduzi-la ao mundo exterior, guiando-a por diversas cidades europeias, onde ela vivencia uma série de experiências que moldam sua compreensão sobre a vida, a sexualidade e as interações humanas. Ao longo de sua jornada, Bella transforma-se em uma mulher autêntica, com desejos e ambições, ao mesmo tempo em que desafia as convenções sociais de sua época. A história não é nova, já tendo sido levada ao cinema em “A Prometida” (1985), uma revisão feminista de “A Noiva de Frankenstein” (1935). Mas a abordagem revigora o material com um visual impressionante – dos efeitos à paleta de cores – e uma performance audaciosa de Emma Stone, principalmente em seus aspectos físicos. A atriz usa seu corpo e expressões faciais para comunicar a evolução de Bella, e explorar seu despertar sexual com uma franqueza e uma intensidade raras. Pelo desempenho desinibido, ela já foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Veneza, Globo de Ouro e Critics Choice. Com uma proposta que entrelaça a absurdidade com questões existenciais, “Pobres Criaturas” está indicado a 11 Oscars, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro e Atriz. ARGYLLE – O SUPERESPIÃO A comédia de ação mantém a assinatura estilística do diretor Matthew Vaughn, que se especializou em pastiches de James Bond na franquia “Kingsman”. A trama segue Elly Conway, uma romancista interpretada por Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”), conhecida por livros de espionagem, especificamente sua criação Agente Argylle, um espião bonitão imaginado como Henry Cavill (“O Homem de Aço”) com um penteado dos anos 1990. Os problemas começam quando a obra transcende a ficção e começa a se manifestar no mundo real. A premissa intrigante – mas que lembra outros filmes – gira em torno de como os enredos fictícios de Elly se alinham perigosamente com eventos do mundo real da espionagem, levando-a a uma aventura inesperada ao lado de Aidan, um espião de verdade vivido por Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”), que é bem diferente de sua visão romanceada da profissão. O filme se desdobra com Elly sendo arrastada para um turbilhão de eventos que imitam suas próprias criações literárias, onde a fronteira entre ficção e realidade se torna cada vez mais tênue. Apesar de um elenco estelar, que ainda inclui Bryan Cranston (“Breaking Bad”) e Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel”), “Argylle” é sobrecarregado por reviravoltas confusas e um estilo visual que, ao tentar impressionar, sucumbe ao exagero dos efeitos especiais. Cheio de clichês com a desculpa da “metalinguagem”, o filme não funciona como comédia e não se leva a série como thriller de ação. Resultado: apenas 37% de aprovação no Rotten Tomatoes. GATO GALÁCTICO E O FEITIÇO DO TEMPO Seguindo os passos de Luccas Neto, o youtuber Ronaldo Souza também tenta fazer sua transição do digital para a película. Seu segundo filme como Gato Galáctico gira em torno de um relógio especial que o leva a Cronópolis, uma cidade sob a maldição do vilão Perpétuo, interpretado por Daniel Infantini. Na busca para desfazer o feitiço e salvar crianças desaparecidas, ele encontra aliados e descobre mais sobre seu passado. O filme explora temas como amizade, coragem e a importância das relações familiares, elementos comuns em produções voltadas para o público infantil. Dirigido por Rodrigo Zanforlin e com roteiro de André Brandt e Gui Cintra, o filme tenta transpor a popularidade de Gato Galáctico do ambiente digital para o cinema, um desafio que envolve capturar a essência do criador de conteúdo de uma maneira que ressoe tanto com seu público fiel quanto com novos espectadores. Apesar da proposta aventureira e do esforço em criar uma história com elementos fantásticos, como o relógio mágico e o cenário de Cronópolis, “Gato Galáctico e o Feitiço do Tempo” enfrenta desafios para convencer nos cinemas, especialmente no que tange à profundidade dos personagens e à coesão do enredo. A produção acaba sendo um compilado dos principais defeitos do cinema infantil brasileiro, com interpretação teatral (tudo é exagerado), diálogos recitados (falas não naturais) e muitos furos narrativos (não precisa aprofundar, porque é para crianças). O MAL QUE NOS HABITA O terror argentino mergulha o espectador em uma atmosfera rural carregada de tensão e medos ancestrais. Dirigido e roteirizado por Demián Rugna, que ganhou boa reputação no gênero com “Aterrorizados” (2017), o filme se passa em uma região isolada da Argentina, onde dois irmãos se deparam com sinais de uma presença maligna após escutarem disparos na calada da noite. Sem demora, eles encontram uma cena macabra que sinaliza o início de uma série de eventos sobrenaturais ligados a uma possessão demoníaca que assola a comunidade local. A história evolui a partir da descoberta de um jovem moribundo, conhecido como “podre”, vítima de uma entidade demoníaca que busca se manifestar fisicamente. Na tentativa de conter essa ameaça, os irmãos se veem enredados em uma trama de desespero e violência, onde cada decisão os leva a enfrentar consequências cada vez mais terríveis. O filme explora temas de exorcismo e influências malignas de forma inovadora, evitando clichês do gênero e construindo um enredo onde as crenças populares e os rituais de proteção se misturam com a urgência de combater um mal que se espalha como praga. Rugna cria uma atmosfera opressora, onde o medo e a paranoia se manifestam tanto nas paisagens desoladas quanto nos atos extremos de violência. “Quando o Mal Espreita” se destaca não apenas pela sua abordagem original da possessão demoníaca, mas também pelo modo como insere o espectador em um cenário onde o horror é palpável e a luta pela sobrevivência se entrelaça com a perda da inocência e da humanidade. Com sua narrativa ágil e momentos de tensão ininterrupta, trata-se de uma experiência marcante para os aficionados pelo gênero. OS COLONOS O “western” ambientado na Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, é uma paulada, que retrata a brutalidade do colonialismo no início do século 20. A trama segue a missão sangrenta ordenada por um poderoso proprietário de terras, que busca estabelecer uma rota para seus rebanhos através do território, sem consideração pelas vidas indígenas. Ele recruta um ex-soldado escocês, um mercenário americano e um jovem mestiço de habilidades notáveis com armas para “limpar a ilha”, um eufemismo para a eliminação violenta dos povos nativos. A jornada dos personagens através das vastas e belas paisagens da região é marcada por conflitos e atrocidades, refletindo a crueldade e a ganância inerentes à expansão colonial. A natureza deslumbrante da região, com suas planícies gramadas, montanhas e florestas, contrasta agudamente com a violência dos homens, destacando a pequenez de suas ambições diante da magnitude da terra. O filme, que marca a estreia do diretor chileno Felipe Gálvez, desloca a narrativa para uma discussão política, quando um oficial do governo confronta o latifundiário sobre sua reputação e o tratamento dos indígenas, buscando uma narrativa unificadora para a nação, apesar do genocídio. Premiado pela crítica no Festival de Cannes, “Os Colonos” resulta numa poderosa condenação da identidade nacional construída à custa de atrocidades, desafiando a glorificação da conquista e a complexidade da história colonial da América do Sul.
Meu Malvado Favorito 4 | Trailer mostra que família de Gru cresceu
A Universal Pictures divulgou o trailer de “Meu Malvado Favorito 4”, sexto filme (contando dois “Minions”) da franquia de animação mais lucrativa de todos os tempos. A prévia mostra que a família de Gru cresceu, com o nascimento de seu filho com Lucy. Entretanto, suas preocupações com a segurança de todos também aumentou, já que seu maior inimigo escapou da prisão com planos de vingança. O estúdio Illumination continua à frente da produção e também confirmou o retorno de todo o elenco de vozes originais, que inclui Steve Carell como Gru, Kristen Wiig como Lucy, Miranda Cosgrove como a pequena Margo e o diretor Pierre Coffin como os vários Minions. Coffin, porém, não comanda o novo filme. A função cabe a seu parceiro nos dois primeiros longas, Chris Renaud, que retorna para a quarta parte com o codiretor Patrick Delage, estreante na função, mas animador principal dos longas iniciais de Gru. O roteiro, por sua vez, foi escrito por Mike White, que chega na franquia após lançar com muito sucesso a série “The White Lotus” na HBO Max. Ele também escreveu a popular Sessão da Tarde “Escola de Rock”, além de “Patos!”, novo longa animado do estúdio, atualmente em cartaz nos cinemas. As novidades do elenco de dublagem incluem Will Ferrell (“Barbie”) como o vilão Maxine le Mal e Sofia Vergara (“Griselda”) como sua namorada femme fatale Valentina. A estreia está marcada para 4 de julho no Brasil, um dia depois do lançamento nos EUA.
Bilheteria | “Beekeeper” supera “Meninas Malvadas” nos EUA
O thriller “Beekeeper – Rede de Vingança”, estrelado por Jason Statham, e o musical “Meninas Malvadas” estão no centro de uma acirrada disputa pelas bilheterias neste final de semana. O filme de ação registrou uma arrecadação estimada em US$ 7,4 milhões em 3.337 cinemas, enquanto o remake musical, em exibição em 3.544 salas, alcançou US$ 7,3 milhões. A definição do líder do fim de semana será confirmada na segunda-feira, quando a contabilidade será fechada. Caso o filme de Statham prevaleça, será a primeira vez que superará “Garotas Malvadas” no topo das bilheterias domésticas. Até o momento, a comédia soma US$ 60,8 milhões em receitas domésticas e US$ 83,4 milhões mundiais, enquanto “Beekeeper” já ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões globalmente, mas faturou bem menos no mercado doméstico, onde fez apenas US$ 42,3 milhões. Este período marca o segundo fim de semana consecutivo sem lançamentos de grandes estúdios, resultando em queda geral nas bilheterias. A expectativa é que a retomada mais significativa das arrecadações só aconteça em março, com a estreia de “Duna: Parte Dois”. Entre os demais filmes que se destacaram no fim de semana, estão outros filmes que se mantém há tempos no Top 5: “Wonka”, “Patos!” e “Todos Menos Você”, que completam os cinco primeiros lugares nas bilheterias. “Wonka” mantém-se no Top 3 da América do Norte há sete semanas consecutivas, uma mostra de sua popularidade duradoura, mas também da escassez de novos concorrentes. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA 2 | MENINAS MALVADAS 3 | WONKA 4 | PATOS! 5 | TODOS MENOS VOCÊ
Estreias | “Mestres do Ar” e “Wonka” são destaques do streaming na semana
O Top 10 de streaming da semana lista 6 séries e 4 filmes, com destaque para 3 minisséries nos apps de assinatura e a chegada de 3 sucessos recentes de cinema ao serviços de VOD (para locação digital), incluindo a maior bilheteria do ano até o momento. Confira a seguir o melhor da programação. SÉRIES MESTRES DO AR | APPLE TV+ A terceira minissérie épica produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg sobre a 2ª Guerra Mundial forma uma trilogia com “Band of Brothers” e “The Pacific” na HBO. Cada uma dessas atrações acompanha uma Força Armada diferente. Após o Exército e a Marinha, a nova produção foca nos esforços da Aeronáutica no conflito dos anos 1940. Com cenas impressionantes de combates aéreos e muitas cenas de ação, “Mestres do Ar” destaca as participações dos atores Austin Butler (“Elvis”), Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) e Barry Keoghan (“Saltburn”) como pilotos, além da camaradagem dos combatentes e a participação histórica de aviadores negros no conflito, fato que até o filme “Esquadrão Red Tails” (2012) costumava ser ignorados. Os episódios acompanham os desafios dos pilotos dos bombardeiros B-17 em missões perigosas sobre a Europa ocupada pelos nazistas entre 1942 e 1945. Conforme a trama avança, os dramas pessoais e os horrores da guerra proporcionam um panorama detalhado dos sacrifícios e da bravura dos jovens aviadores. Enquanto as cenas de combate aéreo são o grande destaque, demonstrando um alto nível de produção e realismo, a produção série equilibra a ação intensa com momentos de emoção e reflexão sobre as experiências vividas pelos personagens. Os 9 episódios foram inspirados no livro de não ficção de Donald L. Miller, escrito após entrevistas com vários aviadores e pesquisas exaustivas em arquivos sobre a guerra nos céus da Europa. O roteiro está a cargo de John Orloff, que trabalhou anteriormente em “Band of Brothers”, e a lista impressionante de diretores dos episódios inclui Cary Joji Fukunaga (“007: Sem Tempo para Morrer”), Dee Rees (“A Última Coisa que Ele Queria”), Timothy Van Patten (“The Pacific”) e o casal Ana Boden e Ryan Fleck (“Capitã Marvel”). Para completar, o elenco grandioso também inclui Anthony Boyle (“Tolkien”), Nate Mann (“Licorice Pizza”), Rafferty Law (filho de Jude Law), Josiah Cross (“King Richard: Criando Campeãs”), Branden Cook (“Me Conte Mentiras”) e Ncuti Gatwa (“Sex Education”). GRISELDA | NETFLIX Em seu primeiro papel dramático, Sofia Vergara (“Modern Family”) vive Griselda Blanco, poderosa chefona de um cartel de drogas. A personagem é durona, enfrenta ameaças e tiros de rivais, e reage à provocações com muito mais violência, sem receio de sujar as próprias mãos. Melhor de tudo: a história é baseada em fatos reais. Griselda – que também atendia pelos nomes de Viúva Negra, La Madrina e Madrinha da Cocaína – foi uma das maiores traficantes de cocaína dos anos 1980. Mas apesar disso – e de sua proximidade com Pablo Escobar e o cartel de Medellín – , não foi uma personagem de destaque em “Narcos”, série dos mesmos produtores da atual atração – entretanto, sua história já foi contada na tela, no filme “Cocaine Godmother”, de 2017, onde teve interpretação de Catherine Zeta-Jones. A série foi desenvolvida pelo produtor Eric Newman, showrunner de “Narcos” e “Narcos: Mexico”, e os episódios são escritos e dirigidos pelo colombiano Andrés Baiz, que também trabalhou na franquia “Narcos”. A trama retrata a vida de Griselda após sua fuga de Medellin em 1978 e chegada a Miami, onde se envolve no comércio de cocaína, ao mesmo tempo em que precisa lidar com misoginia, machismo, violência e intimidação. A história vai até 1981, quando encontra uma Griselda transformada em uma versão monstruosa de si mesma, impulsionada pelo poder e ganância. A opção de condensar três anos tumultuados da vida de Griselda em seis episódios resulta numa narrativa ágil, repleta de ação, moda e música de época, além de atuações convincentes, especialmente de Vergara, revelando novas facetas de seu talento em um papel sério. EXPATRIADAS | PRIME VIDEO A minissérie baseada no romance de Janice Y.K. Lee, explora as vidas entrelaçadas de três mulheres expatriadas em Hong Kong. Uma delas é Margaret, interpretada por Nicole Kidman (“Apresentando os Ricardos”), uma americana rica que vive na cidade com seu marido Clarke (Brian Tee de “Chicago Med”) e seus três filhos. A vida de Margaret é abalada quando seu filho mais novo desaparece, desencadeando uma espiral de trauma e alienação. A história segue também Mercy (Ji-young Yoo, de “The Sky Is Everywhere”), uma jovem recém-chegada de Nova York que encontra sua vida virada de cabeça para baixo após um encontro casual com Margaret, e Hilary (Sarayu Blue, de “Eu Nunca…”), uma vizinha de Margaret, cujo casamento está desmoronando. A atração é criada, escrita, dirigida e produzida por Lulu Wang, cineasta premiada de “A Despedida” (2019), e seu enredo também captura a dinâmica entre empregadores e empregados domésticos, além de abordar temas como maternidade e política, passando-se durante a Revolução dos Guarda-chuvas de 2014. O ritmo é lento, mas a obra se destaca por sua bela fotografia e por capturar a essência de Hong Kong. SEXY BEAST | PARAMOUNT+ Estreia do cineasta Jonathan Glazer (“Reencarnação” e “Sob a Pele”), “Sexy Beast” foi um filme de gângsteres de 2000 que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Ben Kingsley. Na trama de cinema, Ray Winstone vivia Gal Dove, um ladrão que resolve se aposentar da vida do crime, saindo em férias com sua mulher e amigos para a Espanha. Mas seu antigo parceiro Don Logan (papel de Kingsley) quer que ele participe de um último grande assalto em Londres e se recusa a aceitar “não” como resposta. Ian McShane também estava no elenco com o poderoso chefão Teddy Bass, que se beneficiaria do crime. A nova série é um prólogo focado no passado criminoso desses personagens, mostrando o começo da parceria entre Gal Dove e Don Logan, na época em que começam a trabalhar para o chefão Teddy Bass, período em que Gal também conhece e se apaixona pela estrela de cinema adulto DeeDee – sua futura esposa. Gal é um ladrão brilhante e Don é um gângster cruel, e os episódios exploraram o complicado relacionamento do par, em meio à loucura sedutora do mundo criminoso de Londres durante os vibrantes e voláteis anos 1990. Os papéis principais são vividos por James McArdle (“Mare of Easttown”) como Gal, Emun Elliott (“Mistério no Mar”) como Don, Sarah Greene (“Normal People”) como Deedee, Stephen Moyer (“True Blood”) como Teddy, além de Tamsin Greig (“Episodes”) no papel da irmã controladora de Don, Cecília. A atração foi desenvolvida por Michael Caleo, roteirista das séries clássicas “Rescue Me” e “Os Sopranos”, além do filme “A Família”, de Luc Besson, e o primeiro episódio tem direção da cineasta Karyn Kusama (“O Peso do Passado”). VICKY E A MUSA 2 | GLOBOPLAY A primeira série musical do Globoplay traz uma história que mistura música pop, mitologia e dilemas da adolescência. A trama se passa no fictício bairro operário de Canto Belo, que, após a pandemia da Covid-19, precisou fechar as portas do único teatro da cidade, distanciando-se de qualquer tipo de manifestação artística. Tudo muda quando a jovem Vicky, interpretada por Cecília Chancez, pede ajuda às musas gregas e aos deuses da Arte, que respondem a seu apelo, assumindo a missão de devolver a alegria, a inspiração e o ritmo para os moradores locais. A musa da música Euterpe, vivida por Bel Lima (do teatro musical), e o deus do teatro Dionísio, interpretado por Túlio Starling (“O Pastor e o Guerrilheiro”), logo se misturam aos mortais para abrir um teatro musical comunitário, que engaja os jovens da trama, entre eles Tabatha Almeida (ex-“The Voice Kids”), Malu Rodrigues (“Minha Fama de Mau”), Nicolas Prattes (“Éramos Seis”), Pedro Caetano (“Sentença”), Cris Vianna (“Império”), Leonardo Miggiorin (“Malhação”), Jean Paulo Campo (“Carinha de Anjo”), João Guilherme (“De Volta aos 15”) e outros. Entretanto, na 2ª temporada, o dono do teatro invadido aparece para reclamar da ocupação – artística, segundo os jovens, criminosa segundo o proprietário. O dilema se instala e é preciso muita música, dança e dramaturgia para resolvê-lo. A série foi criada e escrita por Rosane Svartman, autora do folhetim de sucesso “Vai na Fé”, tem direção artística de Marcus Figueiredo (“Malhação”) e direção de gênero de José Luiz Villamarim (“Onde Está Meu Coração”). MESTRES DO UNIVERSO: A REVOLUÇÃO | NETFLIX Após duas temporadas de “Salvando Eternia”, a continuação enfrenta o desafio de desenvolver uma história completa em cinco episódios. A trama começa com as consequências da saga anterior. Eternia se vê sem um Preternia, seu lado celestial do pós-vida, deixando as almas em limbo ou Subternia. Teela, agora a Feiticeira de Grayskull, tem a missão de reconstruir esse paraíso. Paralelamente, o Rei Randor desafia He-Man a tomar uma escolha crucial entre reinar ou proteger Grayskull. A história ainda introduz o vilão Hordak e seu Exército do Mal, além de abordar o conflito entre tecnologia e magia, com participação de um Skeletor mais instável e aterrorizante. A temporada aposta em cenas de ação para atrair um público mais jovem e inclui diversos personagens queridos pelos fãs, fazendo até referências às diferentes variações da franquia, incluindo piadas meta sobre Gwildor do filme de 1987 e acenos para a recente série CGI. Com roteiros e produção de Kevin Smith (“O Balconista”), a produção destaca as vozes do casal Chris Wood e Melissa Benoist (ambos de “Supergirl”) como He-Man e Teela, Diedrich Bader (“Bela, Recatada e do Lar”) como Randor, Mark Hamill (“Star Wars”) como Skeletor e Keith David (“A Viagem”) como Hordak. FILMES WONKA | VOD* O prólogo musical do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” apresenta Timothée Chalamet (“Duna”) no papel de um jovem Willy Wonka, que chega a uma cidade europeia com o sonho de abrir sua própria loja de chocolates e doces. Diferente da versão mais madura e enigmática interpretada por Gene Wilder em 1971 e Johnny Depp em 2005, Chalamet é um Wonka ingênuo e sonhador, cujo amor pelo chocolate é herdado de sua mãe, interpretada por Sally Hawkins (“A Forma da Água”). O filme segue sua jornada enquanto ele tenta estabelecer seu negócio. A narrativa se desenrola em torno das tentativas de Wonka de se destacar no competitivo mundo dos doces, enquanto lida com a manipulação da astuta dona de uma pousada, Mrs. Scrubit, vivida por Olivia Colman (“A Favorita”), e a oposição do Cartel de Chocolate. Com a ajuda de uma órfã esperta e um grupo de cativantes personagens secundários, Wonka se aventura pela cidade, esquivando-se da polícia e experimentando suas invenções. O filme também apresenta Hugh Grant (“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”) como um Oompa Loompa, adicionando uma dimensão cômica à história. O diretor Paul King é conhecido por seu estilo visual distinto e habilidade em criar narrativas infantis encantadoras, como demonstrou em “Paddington” e sua sequência. E “Wonka” resulta num deleite visual, com cenários coloridos e extravagantes que lembram uma produção teatral. As canções originais do filme, compostas por Neil Hannon (da banda The Divine Comedy), ainda adicionam um charme musical, enquanto Chalamet e Grant dão vida a clássicos como “Pure Imagination” e “Oompa Loompa”. A abordagem do material é calorosa e acolhedora, sem a malícia presente na adaptação de Mel Stuart de 1971, fazendo de “Wonka” uma celebração do sonho e da imaginação, e uma experiência leve e agradável para o público. FERIADO SANGRENTO | VOD* Eli Roth, o diretor de “Cabana do Inferno” (2002) e “O Albergue” (2005), retorna ao terror, após um longo período distante, com uma produção que segue o modelo clássico dos slashers, incluindo um psicopata mascarado e uma data comemorativa. A trama se desenrola em Plymouth, Massachusetts, e começa com uma cena caótica de liquidação de Black Friday que termina em tragédia. Um ano após o evento, um assassino misterioso começa a matar aqueles que estiveram envolvidos no incidente, vestindo uma fantasia de peregrino e uma...
Invencível | Novos episódios ganham data de estreia
A plataforma Prime Video anunciou nesta segunda-feira (22/1) a data de estreia da Parte 2 da 2ª temporada de “Invencível”. A revelação veio com um teaser, que traz o herói do títulos sangrando após uma briga. A animação adulta adapta os quadrinhos homônimos de Robert Kirkman (o autor de “The Walking Dead”), que abordam o universo dos super-heróis com um olhar sombrio e uma abordagem ultraviolenta pesadíssima – que nos quadrinhos originais é ainda pior. A trama acompanha Mark Grayson, um jovem aparentemente comum, exceto pelo fato de ser filho do super-herói mais poderoso do planeta, Omni-Man. Durante toda a vida, ele acreditou que seu pai era um alienígena benevolente, vindo do espaço para proteger a Terra, e que havia herdado seus poderes para continuar esse legado. Até o dia em que é convidado a se juntar ao pai em sua verdadeira missão: dominar o mundo. O elenco de dubladores reúne diversos intérpretes “clássicos” de “The Walking Dead”, a começar por Steven Yeun (o Glenn), dublador de Mark, o Invencível. Além dele, o elenco de vozes originais inclui Lauren Cohan (a Maggie), Lennie James (Morgan), Khary Payton (Ezekiel), Ross Marquand (Aaron), Sonequa Martin-Green (Sasha), Michael Cudlitz (Abraham) e Chad Coleman (Tyreese). A produção também conta com dublagens de JK Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”) como Omni-Man e Sandra Oh (vencedora do Globo de Ouro por “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”) como a mãe do protagonista, sem esquecer de Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Walton Goggins (“Tomb Raider”), Mark Hamill (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Gillian Jacobs (“Community”) e Seth Rogen (“Vizinhos”), entre outros. Um elenco impressionante que justifica a opção por assistir aos episódios no idioma original. Os novos episódios chegam ao streaming da Amazon em 14 de março.
Bilheteria | “Meninas Malvadas” mantém liderança em fim de semana congelado nos EUA
As bilheterias dos Estados Unidos e Canadá congelaram literalmente neste fim de semana invernal, diante de neve e temperaturas abaixo de zero. Não só a arrecadação foi uma das mais baixas dos últimos tempos, como o Top 5 trouxe os mesmos filmes da semana passada. Top 5 congelado “Meninas Malvadas” manteve-se como filme mais visto pelo segundo fim de semana consecutivo, arrecadando apenas US$ 11,7 milhões de 3.826 locais, com uma queda de 59% de faturamento em relação à estreia na semana passada. Em 10 dias em cartaz, o filme somou US$ 50 milhões na América do Norte e US$ 66 milhões mundiais. “Beekeeper – Rede de Vingança” repetiu o 2º com US$ 8,5 milhões de 3.330 cinemas. O thriller estrelado por Jason Statham acumulou US$ 31,1 milhões nos Estados Unidos, mas teve um desempenho muito forte no exterior, fazendo seus rendimentos atingirem US$ 75,3 milhões globais. “Wonka” também manteve sua 3ª posição, com US$ 6,4 milhões de 3.316 locais. Primeiro blockbuster de 2024, o musical da Warner Bros. já somou US$ 187,2 milhões no mercado doméstico e US$ 531,8 milhões mundiais. “Todos Menos Você” ficou em 4º lugar com US$ 5,4 milhões e ainda atingiu um marco financeiro, ao ultrapassar US$ 100 milhões em bilheteria global. Com isso, a produção da Sony se tornou a comédia romântica para maiores a conquistar a maior bilheteria mundial desde “O Bebê de Bridget Jones” em 2016. Fechando o Top 5, a animação “Patos!” arrecadou mais US$ 5,3 milhões, totalizando US$ 94,7 milhões domesticamente e US$ 191,6 milhões globalmente. Abaixo do Top 5 “Aquaman 2: O Reino Perdido” ficou num distante 6º lugar, com US$ 3,6 milhões, mas continua a mostrar sua força no exterior, aproximando-se da marca de US$ 400 milhões em bilheteria mundial. Esse desempenho ajuda a Warner a escapar de um prejuízo maior. Mesmo assim, o estúdio adiantou o lançamento do filme em streaming, colocando-o para locação digital em VOD já a partir de terça (23/1), buscando gerar mais dinheiro para cobrir o buraco deixado pelo investimento na produção. A principal estreia da semana, “I.S.S.”, ficou somente em 7º lugar, com US$ 3 milhões em 2.250 locais. A sci-fi independente, estrelada por Ariana DeBose e Chris Messina, gerou uma reação morna da crítica, com 62% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas seu destino foi selado pela frieza do público, que lhe classificou com um C- no CinemaScore, pesquisa feita na saída dos cinemas dos Estados Unidos. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | MENINAS MALVADAS 2 | BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA 3 | WONKA 4 | TODOS MENOS VOCÊ 5 | PATOS!
Estreias | Novos “Zorro” e “Jogos Vorazes” chegam ao streaming
O fim de semana promete ser uma aventura em streaming, com os lançamentos da nova série do “Zorro” e a chegada do prólogo de “Jogos Vorazes” ao circuito de VOD (locação digital). O Top 10 especialmente selecionado com as novidades da programação ainda traz opções para fãs de biografias, moda, mistérios, suspense, sci-fi, anime e comédia animada adulta. Confira as sugestões de estreias para degustar em casa – ou levar pra viagem. SÉRIES ZORRO | PRIME VIDEO A nova série sobre um dos mais famosos heróis da ficção traz Miguel Bernardeau (“Elite”) com a máscara do herói de capa e espada, em cenas de esgrima e muita ação, com direito a algumas referências à Batman (que Zorro inspirou nos quadrinhos). Na trama, Bernardeau interpreta Diego de la Vega, um herdeiro rico de terras que à noite se disfarça para virar o herói mascarado do povo, enfrentando a tirania de um governo corrupto. Na atração, ele contracena com a mexicana Renata Notni, conhecida por outra série da Netflix, “A Vingança das Juanas”, que tem o papel de Lolita Marquez, o amor de sua juventude. Desenvolvida pelo roteirista espanhol Carlos Portela (de “As Telefonistas”), a produção é uma versão moderna do herói, mas passada no período de sempre, o início dos anos 1800, em Monterey, na Califórnia mexicana. A “modernização” inclui um contexto místico – Zorro agora é um escolhido pelos espíritos ancestrais – que, de forma colateral, coloca a produção no nicho das histórias de “branco salvador”, clichê inexistente no pulp original (era só o “rico salvador”). Além disso, há cenas típicas de telenovela, com direito a beijo roubado seguido de tapão e coadjuvante escalado para servir de alívio cômico. O ritmo veloz, porém, supera muitas séries recentes de aventuras de época. As gravações aconteceram nas Ilhas Canárias, na Espanha, sob direção de Javier Quintas, que trabalhou em “Sky Rojo” e “La Casa de Papel”, e o elenco ainda inclui Rodolfo Sancho (“Os Herdeiros da Terra”), Luis Tosar (“Até o Céu”), Fele Martínez (“Machos Alfa”) e Elia Galera (“El Cid”). CRISTOBAL BALENCIAGA | STAR+ A minissérie biográfica sobre a vida do renomado estilista espanhol é um deleite para fãs da história da moda, com desfiles de criações clássicas da alta costura, citações de grandes nomes do universo fashion e a rivalidade entre Balenciaga e Christian Dior. Criada, escrita, dirigida e produzida pelo trio Aitor Arregi, Jon Garaño e Jose Mari Goenaga (todos de “A Trincheira Infinita”), a série acompanha Balenciaga, vivido por Alberto San Juan (“Enquanto Você Dorme”), desde o lançamento de sua primeira coleção de alta costura em Paris em 1937. No entanto, os designs que marcaram tendências na Espanha não se adequam ao sofisticado império da moda de Paris, onde Chanel, Dior e Givenchy ditam as referências da alta costura. Guiado por sua obsessão pelo controle em todos os aspectos de sua vida, Balenciaga não se conforma aos modismos para criar seu estilo próprio, tornando-se um dos estilistas mais importantes de todos os tempos. O elenco também destaca Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Belén Cuesta (“La Casa de Papel”), Adam Quintero (“Academia de Vampiros”), além de Anouk Grinberg (“A Musa de Bonnard) como Coco Chanel e Patrice Thibaud, repetindo seu papel do filme “Yves Saint Laurent” (2014), como Christian Dior. A MORTE ENTRE OUTROS MISTÉRIOS | STAR+ A minissérie de mistério gira em torno de um assassinato em alto mar. Essa espécie de “Morte no Nilo” contemporâneo tem até seu próprio detetive Poirot, chamado de Rufus Cotesworth e interpretado por Mandy Patinkin (de “Homeland”) Quando um passageiro insuportável é assassinado, a principal suspeita recai sobre Imogene Scott (Violett Beane, da série “The Flash”), flagrada por câmeras ao entrar no quarto da vítima durante a noite para executar uma vingança. Entretanto, o detetive resolve descartá-la como suspeita e transformá-la em auxiliar da investigação. Para provar sua inocência, ela aceita formar uma aliança disfuncional com Cotesworth, descrito como o maior detetive do mundo, e juntos descobrem que enfrentam resistências poderosas e interesses bilionários. A série é uma criação de Mike Weiss (produtor-roteirista de “Chicago PD”) e Heidi Cole McAdams (produtora-roteirista de “The 100”), que também são responsáveis pela produção executiva e roteiro. Já a direção é de ninguém menos que Marc Webb, conhecido por dirigir os dois filmes de “O Espetacularr Homem-Aranha”. A HERDEIRA | NETFLIX A primeira série sul-coreana da Netflix em 2024 é um thriller violento que se inicia com uma cena enigmática, onde um homem idoso, sob o efeito do makgeolli (vinho de arroz coreano), depara-se com algo aterrorizante em um campo invernal e morre. Esse mistério é o ponto de partida para uma história repleta de suspense e reviravoltas. Criada pelo cineasta Yeon Sang-ho, conhecido por “Invasão Zumbi”, “Profecia do Inferno” e “Jung_E”, a atração é dirigida por Min Hong-nam, que foi assistente de direção do filme dos zumbis. A trama se desenrola no campo e acompanha uma professora vivida por Kim Hyun-joo (“Profecia do Inferno”), que descobre ser herdeira do velho morto e conhece no funeral seu meio-irmão perturbador, interpretado por Ryu Kyung-soo (“Jung_E”). Sua herança é um cemitério familiar, cobiçado pelo irmão desagradável, que a emaranhada em uma investigação policial de assassinatos em série. Embora tenha uma pegada de “True Detective”, a produção percorre temas recorrentes do cinema coreano, evocando “Memórias de um Assassino” (2003) e “O Lamento” (2016) por meio de seu cenário rural opressivo, rituais xamânicos e desconfiança de estrangeiros. Yeon Sang-ho imprime sua marca na série com personagens desesperados e uma sociedade implacável, remetendo também a outras obras suas como a animação “The Fake”. PONTO FINAL | NETFLIX A nova comédia de Rodrigo Sant’Anna (“A Sogra que Te Pariu”) segue um casal divorciado, Sandra (Roberta Rodrigues) e Ivan (Sant’Anna), que, apesar da separação, continuam vivendo juntos e trabalhando como motoristas em um terminal de ônibus no Rio de Janeiro. Sandra dirige um ônibus, enquanto Ivan opera uma van clandestina. Eles enfrentam desafios diários enquanto trabalham com o transporte público, em meio a situações cômicas e interações peculiares com os passageiros. A série é caracterizada pelo humor típico de Sant’Anna, calcado na comédia pastelão e no estilo das produções do Multishow, onde o humorista fez carreira. Por sinal, o projeto é o primeiro após Sant’Anna fechar um contrato com a Netflix e mantém o artista na plataforma após o cancelamento discreto de “A Sogra que Te Pariu”, que não terá uma 3ª temporada apesar do sucesso inicial. Com sete episódios, a produção de Os Suburbanos conta com a direção de Luciano Sabino e um elenco com nomes como Faiska Alves, Polly Marinho, Nany People, Tuca Andrada, entre outros. HAZBIN HOTEL | PRIME VIDEO A animação musical para adultos narra a história de Charlie, a filha otimista de Satanás, que tem uma visão peculiar para o inferno. Inconformada com os métodos tradicionais de gestão do inferno, Charlie propõe uma alternativa não violenta para lidar com a superpopulação infernal: criar um hotel de reabilitação para oferecer uma segunda chance aos demônios, permitindo-lhes buscar a redenção e um lugar no céu. Esta ideia inovadora, contudo, é recebida com ceticismo e escárnio tanto pelos habitantes do inferno quanto por aqueles que observam de fora. Os episódios se aprofundam nas dinâmicas entre personagens intrigantes, como Vaggie, a namorada de Charlie, Angel Dust, um demônio estrela pornô, e Alastor, o Demônio do Rádio, que se apresenta para auxiliar no ambicioso projeto de Charlie. Suas verdadeiras intenções, porém, são nebulosas, adicionando surpresas e suspense ao enredo. Os personagens são desenvolvidos por meio de suas interações e conflitos, enquanto Charlie enfrenta desafios constantes para provar a viabilidade de seu projeto. Criada por Vivienne Medrano, também conhecida como VivziePop, “Hazbin Hotel” foi inicialmente lançada como um piloto independente no YouTube em 2019 e rapidamente capturou a atenção do público, acumulando 90 milhões de visualizações. O sucesso do vídeo levou a um contrato com a produtora indie A24 e à produção de uma temporada completa. Apesar de mudanças no elenco de voz para a produção na Prime Video, a série mantém seu caráter único e humor característico, com as vozes de talentos como Erika Henningsen (“Girls5eva”), Stephanie Beatriz (“Brooklyn Nine-Nine”), Keith David (“Não! Não Olhe”) e cantores famosos dos musicais da Broadway. FILMES JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES | VOD* Espécie de “Malévola” da franquia “Jogos Vorazes”, o blockbuster é um prólogo centrado na trajetória inicial de Coriolanus Snow, que mais tarde se torna o presidente tirânico de Panem. Interpretado por Tom Blyth (da série “A Idade Dourada”), o jovem Snow é apresentado como um estudante de uma família outrora influente, mas agora empobrecida. Ele é encarregado de ser mentor de Lucy Gray Baird, uma tributo do Distrito 12 (o mesmo de Katniss), vivida por Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”). Ambientada numa época em que os Jogos Vorazes ainda estão se estabelecendo como um instrumento de opressão do Capitólio, a trama explora as origens do evento e o início da ascensão de Snow ao poder. Dirigido por Francis Lawrence e escrito por Michael Arndt, veteranos da franquia, o filme detalha o desenvolvimento moral de Snow, entre a sua ambição e seu senso de moralidade. A dinâmica entre Snow e Lucy Gray evolui durante os Jogos, com Snow reconhecendo o potencial dos Jogos como ferramenta política e espetáculo manipulador. A narrativa é enriquecida por personagens secundários marcantes, como a Dra. Volumnia Gaul, interpretada por Viola Davis (“A Mulher Rei”), uma personificação da crueldade e manipulação do regime de Panem, o reitor de universidade Dean Casca Highbottom, vivido por Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e responsável por uma dinâmica complexa com Snow, além de Jason Schwartzman (“Fargo”), que acrescenta uma camada de humor negro como Lucretius “Lucky” Flickerman, o apresentador dos Jogos, um antepassado do personagem de Stanley Tucci nos filmes anteriores. Com elementos visuais e atuações destacadas, “A Canção dos Pássaros e das Serpentes” dividiu a crítica dos EUA, mas se tornou um grande sucesso de bilheteria, apesar da duração excessiva (2h37) e de várias cenas de música, particularmente em torno do personagem de Lucy Gray Baird, para aproveitar o talento vocal de Rachel Zegler. O uso da música é um aspecto distintivo deste filme em comparação com os anteriores, que se concentravam mais na ação. PEDÁGIO | VOD* Com apenas dois longas, a brasileira Carolina Markowicz já é uma diretora reconhecida no circuito internacional. Seu primeiro longa-metragem, “Carvão”, foi selecionado para festivais renomados como Toronto e San Sebastián, estabelecendo sua reputação como uma cineasta inovadora e corajosa, e “Pedágio” repetiu a dose, inclusive com direito a prêmio, o Tribute Award, no Festival de Toronto como talento emergente. A obra emerge como um poderoso drama repleto de angústia e embate familiar, centrado em Suellen, uma cobradora de pedágio na estrada de Cubatão, que busca fazer dinheiro para financiar a participação de seu filho, Tiquinho, em uma controversa terapia de “cura gay”. O elenco, liderado por Maeve Jinkings (“Os Outros”), traz uma performance notável, capturando a essência de uma mãe dilacerada pelo conflito entre o amor pelo filho e as pressões sociais. O novato Kauan Alvarenga (que trabalhou no curta “O Órfão”, da diretora), por outro lado, dá vida a Tiquinho com uma mistura de vulnerabilidade e força, representando a juventude LGBTQIAP+ que luta por aceitação e amor em uma sociedade hostil, dominada por dogmas religiosos. “Pedágio” se destaca também por sua abordagem técnica, com cenários que refletem a solidão dos personagens e uma trilha sonora que aprimora a experiência emocional do filme. O elenco ainda inclui Thomás Aquino (também de “Os Outros”), Aline Marta Maia (“Carvão”) e Isac Graça (da série portuguesa “Três Mulheres”). THE KITCHEN | NETFLIX A estreia na direção do ator Daniel Kaluuya (vencedor do Oscar por “Judas e o Messias Negro”) é ambientada numa Londres distópica do futuro, onde a disparidade entre ricos e pobres atinge níveis extremos. Após toda as moradias sociais serem eliminadas, resta apenas “The Kitchen”, uma comunidade que se recusa a abandonar...
Estreias | Programação de cinema destaca Turma da Mônica Jovem
O filme da “Turma da Mônica Jovem” é o maior lançamento desta quinta (18/1), ocupando o circuito amplo dos cinemas. Mas as telas também recebem filmes de terror, animação, catástrofe e drama da temporada do Oscar – com dois filmes portugueses no circuito de arte. Confira as estreias da semana. TURMA DA MÔNICA JOVEM – REFLEXOS DO MEDO A nova fase na franquia cinematográfica da Turma da Mônica introduz uma mudança significativa de elenco, equipe criativa e produção em relação às versões live-action anteriores. Recebendo hate desde a escalação, por substituir o elenco original amplamente aclamado, e sofrendo questionamentos precoces pela divulgação de trailers de qualidade duvidosa, o lançamento vem confirmar muitos dos temores dos fãs. Para começar, a trama complica a simplicidade dos primeiros lançamentos ao ser apresentada como uma história de terror (ao estilo “Scooby-Doo encontra os Feiticeiros de Waverly Place”), mas não usa o gênero para representar uma jornada de amadurecimento como “Laços” e “Lições”, embora houvesse uma possibilidade clara de explorar os medos/traumas associados à chegada à adolescência e à transição para o Ensino Médio. A história se desenrola no contexto do primeiro dia de aula do Ensino Médio, quando Mônica, Cebola, Magali, Cascão e Milena descobrem que o Museu do Limoeiro está ameaçado de ser leiloado. Determinados a impedir que isso aconteça, os amigos se unem para investigar os motivos por trás da situação e se deparam com segredos antigos e assustadores relacionados ao bairro. À medida que exploram esses mistérios, percebem que estão lidando com uma ameaça maior do que imaginavam, envolvendo elementos sobrenaturais. Há a intenção de abordar temas de terror e suspense, mas falhas técnicas e a falta de conexão entre os intérpretes impedem que a tentativa seja levada a sério. Complicador maior, a história traz uma Magali feiticeira. Embora seja uma característica que os leitores reconhecem dos gibis da versão jovem da Turma, o detalhe não deixa de ser um choque para o público que cresceu com os quadrinhos originais ou descobriu os personagens nos dois filmes recentes. E, no fundo, só serve para tornar a produção mais próxima de um “Detetives do Prédio Azul Jovem”. Por sinal, esse é o grande paradoxo da “Turma da Mônica Jovem”: embora o elenco seja mais velho, o filme é mais infantil, sem o mesmo apelo universal para todas as idades dos anteriores. A direção é de Maurício Eça (“A Menina Que Matou os Pais”), o papel de Mônica é feito pela atriz Sophia Valverde (“As Aventuras de Poliana”) e o grande elenco – com personagens demais – ainda destaca Xande Valois (“Um Tio Quase Perfeito”) como Cebola, Bianca Paiva (“Chiquititas”) como Magali, Theo Salomão (“Escola de Gênios”) como Cascão e Carol Roberto (“The Voice Kids”) como Milena. MEU AMIGO ROBÔ A animação sem diálogos é uma fantasia gentilmente excêntrica, ambientada numa versão animada da Nova York dos anos 1980, povoada exclusivamente por animais antropomórficos e robôs surpreendentemente sensíveis. Esta narrativa, que dispensa falas em favor de uma narrativa visual expressiva, é baseada na graphic novel de 2007 de Sara Varon, que originalmente tinha um público-alvo jovem. O filme de Berger, no entanto, mergulha em nostalgia pela Nova York da era Reagan, apelando para um público mais amplo e difícil de definir. Apesar de adequado para crianças, o subtexto incidente e a atmosfera de melancolia podem confundir os mais jovens. Premiado no Annie Awards 2023 (o Oscar da animação) como Melhor Filme Independente, a obra do espanhol Pablo Berger (da versão muda de “Branca de Neve”) explora a relação entre dois personagens principais, um cão e um robô, que vivem uma amizade caracterizada por um companheirismo potencialmente queer, mas mantido em castidade. A história segue o cão, vivendo uma vida solitária no East Village, cuja rotina é interrompida ao montar um robô de um kit que ele compra, inspirado por um infomercial. A amizade entre o cão e o robô floresce através de atividades compartilhadas, como passeios turísticos e patinação no Central Park, ao som de “September” de Earth, Wind and Fire. No entanto, a separação inevitável ocorre quando o companheiro mecânico enferruja após um dia na praia, forçando o cão a enfrentar o inverno sozinho, enquanto o robô se deteriora, sonhando com um reencontro. “Meu Amigo Robô” aborda temas de amor, perda e amizade, sugerindo que relacionamentos finitos não são necessariamente fracassados. A narrativa comovente também se destaca por suas referências visuais inteligentes aos anos 1980 e à vida nas ruas de Nova York, explorando as alegrias e tristezas da vida urbana e a busca por conexão em um mundo frequentemente indiferente. MERGULHO NOTURNO Embora não seja adaptação de um conto de Stephen King, o terror compartilha das características tradicionais das obras do autor, confrontando americanos comuns com o sobrenatural. Na trama, o casal formado por Wyatt Russell (“O Falcão e o Soldado Invernal”) e Kerry Condon (de “Os Banshees de Inisherin”) se muda com a filha adolescente (Amelie Hoeferle, de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”) e o filho caçula (Gavin Warren, de “Fear the Walking Dead”) para uma nova casa, apenas para descobrir que a piscina do quintal é assombrada por espíritos malévolos. A produção da Blumhouse/Atomic Monster expande a história de um aclamado curta-metragem homônimo de 2014, de Rod Blackhurst e Bryce McGuire. A direção é do próprio McGuire, que faz sua estreia em longas e, desde o início, estabelece um clima de suspense e tensão. No entanto, a ampliação da história para o formato de longa-metragem enfrenta desafios. Embora comece de forma promissora, o desenvolvimento da história se depara com complicações em seu roteiro e mitologia, tornando-se vítima de uma narrativa excessivamente elaborada. O que é bizarro diante de uma premissa que se resume, basicamente, a duas palavras: piscina assombrada. SOBREVIVENTES – DEPOIS DO TERREMOTO O candidato da Coreia do Sul ao Oscar 2004 traz novas perspectivas para o cinema de catástrofe. A ação se passa em Seul após um terremoto devastador, quando um único edifício permanece em pé, cercado por escombros. A escassez de alimentos e água logo se torna um problema para os moradores sobreviventes, incluindo Min-sung (Park Seo-joon, de “A Criatura de Gyeongseong”), um jovem servidor público, e sua esposa (Park Bo-young, de “Uma Dose Diária de Sol”). A narrativa não se concentra apenas no drama de sobrevivência, mas também examina questões morais complexas. Young-tak (Lee Byung-hun, de “Round 6”), um homem corajoso, é eleito líder pelos moradores e toma decisões difíceis, incluindo a expulsão violenta dos refugiados que buscam abrigo. E assim, o que começa como um microcosmo funcional e igualitário, logo se transforma rapidamente em um estado fascista, evidenciando tensões sociais e políticas. A produção é adaptação de um webtoon (quadrinhos online) de Kim Soong-Nyung, que examina a complexidade moral em tempos de crise e desafia o público a refletir sobre a natureza humana e as escolhas feitas em circunstâncias extremas. A direção é de Um Tae-hwa (“Desaparecimento: O Garoto que Retornou”). SEGREDOS DE UM ESCÂNDALO O novo drama de Todd Haynes (“Carol”) é baseado num fato real, mas se apresenta com uma abordagem original e intensa. Estrelado por Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”), o filme é marcado por personagens moralmente ambíguos, com o objetivo de criar desconforto proposital. A trama segue uma atriz (Portman) que viaja até a Georgia para estudar a vida de uma mulher da vida real (Moore), que ela vai interpretar em um filme biográfico. A personagem de Moore era uma mulher casada que teve um romance com um adolescente de 13 anos, foi presa e após cumprir a pena judicial se casou com o jovem, vivido por Charles Melton (de “Riverdale”). Mas nem duas décadas de distância e uma vida discreta nos subúrbios fizeram o escândalo ser esquecido. E com sua vida revirada pela estranha em sua casa, questões do casal, até então adormecidas, começam a vir à tona. Na sua busca para compreender Gracie, Elizabeth ultrapassa os limites entre curiosidade e invasão, enquanto seu objeto de estudo se mostra defensiva e complexa. Nesse jogo, o filme cria uma atmosfera tensa e estranha, salpicada por um humor sutilmente obsceno, que dialoga com seu tema tabu. A tensão é equilibrada por elementos cômicos, tornando possível arrancar risadas pela audácia da trama. Mas não se trata de uma obra fácil, especialmente para quem evita mergulhar em narrativas sobre indivíduos terríveis. Ousado em sua temática e na construção dos personagens, “Segredos de um Escândalo” traz os atores entregando performances habilidosas e desconcertantes, que resulta numa experiência que pode ser profundamente perturbadora, mas também extasiante para os cinéfilos. O NATAL DO BRUNO ALEIXO Bruno Aleixo é uma mistura de urso de pelúcia e cão, com um toque visual que lembra um Ewok do universo “Star Wars”. Seu um humor peculiar, rabugento e irônico ganhou notoriedade com uma série de vídeos na internet e se popularizou com “O Programa do Aleixo”, lançado na TV portuguesa em 2008. Desde então, Aleixo ganhou vários spin-offs online e participações em outros programas, que fizeram crescer seus coadjuvantes e o tornaram um fenômeno pop em Portugal. O personagem foi criado por João Moreira, Pedro Santo e João Pombeiro. Os dois primeiros assinam seu segundo longa – depois de “O Filme do Bruno Aleixo” (2019) – que chega ao Brasil fora de época, devido à temática natalina. A produção narra as recordações de Natais passados de Bruno Aleixo após um acidente de carro que o deixa em coma – entre as memórias, destaca-se um Natal passado na casa de sua avó brasileira. A trama acaba por recontar o tradicional conto de Natal de Charles Dickens de forma original, utilizando diferentes estilos de animação para cada segmento. Essa abordagem criativa oferece ritmos e tonalidades variadas à narrativa. Apesar de ser um pouco ofuscado pelo sucesso de seu antecessor, a produção foi uma das comédias portuguesas mais destacadas de 2022. MAL VIVER O drama do português João Canijo (“Sangue do Meu Sangue”) forma um díptico com “Viver Mal”, ambos ambientados em um hotel. Enquanto a outra obra se foca nos hóspedes, o lançamento atual se concentra na equipe, principalmente nas relações femininas em deterioração. O enredo envolve a gerente do hotel, Piedade (Anabela Moreira), sua mãe Sara (Rita Blanco), dona do estabelecimento, e a filha de Piedade, Salomé (Madalena Almeida), que retorna inesperadamente após a morte de seu pai. Completando o elenco, estão Raquel (Clei Almeida), prima e empregada, em um relacionamento complicado com Angela (Vera Barreto), a fiel governanta e cozinheira. A trama explora as tensões familiares e profissionais, que se misturam no local visivelmente desgastado e em dificuldades financeiras, criando um efeito trágico, com personagens femininas refletindo sobre suas vidas em meio a um ambiente de hostilidade, tristeza e desafeto. Venceu o Prêmio do Júri do último Festival de Berlim.












