Pets – A Vida Secreta dos Bichos estreia em 1º lugar no Brasil
Sucesso do verão americano, a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” repetiu a boa performance em seu lançamento no Brasil. Nos primeiros dias em cartaz, entre quinta-feira e domingo (28/8), o filme da Illumination/Universal arrastou 900 mil espectadores aos cinemas, faturando mais de R$ 14 milhões em ingressos. Com o desempenho, “Pets” deixou para trás “Esquadrão Suicida”, que também perdeu a liderança das bilheterias americanas neste fim de semana. O filme dos supervilões da DC Comics atraiu 370 mil pagantes, mas já foi visto por 6,6 milhões no país e arrecadou R$ 101,7 milhões em quatro semanas de exibição. Graças a estes valores, o longa se tornou a segunda maior bilheteria da Warner Bros. Pictures no Brasil, atrás apenas de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, também lançado neste ano. No ranking geral dos maiores filmes de 2016, “Esquadrão Suicida” passa a ocupar a 5ª posição, à frente de outros filmes de super-heróis, como “Deadpool” e “X-Men: Apocalipse”. Por sinal, seu desempenho no Brasil é o terceiro maior do mundo, atrás apenas da arrecadação somada nos Estados Unidos e Reino Unido. Com a bilheteria mundial somada, “Esquadrão Suicida” já superou a marca de US$ 630 milhões, mas a falta de distribuição na China deve impedir que chegue muito mais longe. Em 3º lugar na bilheteria de fim de semana no Brasil, ficou “Ben Hur”, com 234.437 espectadores, atingindo assim um total de 838 mil espectadores desde sua estreia no país. Para se ter ideia, o desempenho nacional do filme é um dos melhores do mundo. Em dez dias em cartaz nos EUA, a produção já caiu para o 10º lugar e deve dar um prejuízo épico para os estúdios Paramount e MGM.
Terror barato O Homem nas Trevas supera Esquadrão Suicida nos EUA
Um psicopata cego de terror barato derrotou os supervilões de blockbuster, após três semanas consecutivas de domínio de “Esquadrão Suicida” nas bilheterias dos EUA. Rodado por apenas US$ 9,9 milhões, “O Homem nas Trevas” surpreendeu expectativas e estreou em 1º lugar, destacando-se no primeiro fim de semana sem lançamentos milionários após a fase das superproduções do verão americano. Dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez (“A Morte do Demônio”), o terror arrecadou US$ 26,1 milhões, mais do que “Esquadrão Suicida” já tinha conseguido no fim de semana semana passado e mais que o dobro arrecadado pelo filme da DC Comics nos últimos três dias – US$ 12,1 milhões, que lhe valeram seu 2º lugar no ranking. “O Homem nas Trevas” foi o segundo terror baseado no medo do escuro a ter um bom desempenho nas últimas semanas nos EUA. O primeiro foi “Quando as Luzes se Apagam”, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Mas o filme do cineasta uruguaio causou melhor impressão na crítica, conquistando 86% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil. A disputa pelo 3º lugar rendeu uma troca de posições curiosa. Numa competição entre animações, “Kubo e as Cordas Mágicas” subiu uma posição em relação à sua estreia na semana passada, enquanto “Festa da Salsicha” caiu duas, em seu terceiro fim de semana, sendo ultrapassada pela belíssima produção de stop motion do estúdio Laika. “Kubo” chega em 13 de outubro e as Salsichas em 15 de setembro no Brasil. O Top 5 fecha com uma estreia, “Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição”, cujo desempenho anêmico, com US$ 7,5 milhões e 24% de aprovação, não deve alimentar novas continuações para o personagem de Jason Staham. A estreia nacional acontece em 6 de outubro. O desastre de “Ben-Hur”, que em 10 dias caiu para o 10º lugar, também merece reflexão. Analistas, que vinham apontando um prejuízo de US$ 100 milhões para os estúdios Paramount e MGM por conta do filme, já estão refazendo as contas. O fracasso é maior que o estimado. Para mais um remake. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 26,1 milhões Total EUA: US$ 26,1 milhões Total Mundo: US$ 28 milhões 2. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 12,1 milhões Total EUA: US$ 282,8 milhões Total Mundo: US$ 635,9 milhões 3. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 7,9 milhões Total EUA: US$ 24,9 milhões Total Mundo: US$ 27,6 milhões 4. Festa da Salsicha Fim de semana: US$ 7,6 milhões Total EUA: US$ 80 milhões Total Mundo: US$ 88,7 milhões 5. Assassino a Preço Fixo 2 – A Ressureição Fim de semana: US$ 7,5 milhões Total EUA: US$ 7,5 milhões Total Mundo: US$ 7,5 milhões 6. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 7,28 milhões Total EUA: US$ 54,7 milhões Total Mundo: US$ 76,2 milhões 7. Cães de Guerra Fim de semana: US$ 7,25 milhões Total EUA: US$ 27,7 milhões Total Mundo: US$ 42,6 milhões 8. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 5,7 milhões Total EUA: US$ 95,4 milhões Total Mundo: US$ 124,1 milhões 9. Jason Bourne Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 149,3 milhões Total Mundo: US$ 347,8 milhões 10. Ben-Hur Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 19,5 milhões Total Mundo: US$ 41,3 milhão
A Bela e a Fera: Veja as primeiras imagens dos personagens da versão “com atores”
A Disney divulgou as primeiras imagens de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. As fotos deixam claro que se trata de uma adaptação literal do desenho animado de 1991 e não uma reinvenção da história clássica, com direito a objetos inanimados que ganham vida. Por isso, a chamada “versão com atores” manterá vários elementos animados. Os personagens que aparecem são o charmoso maître Lumiere (dublado no filme por Ewan McGregor, de “Jack, o Caçador de Gigantes”) e o mordomo Horloge (voz de Ian McKellen, da franquia “O Hobbit”), o capanga Le Fou (Josh Gad, de “Jobs”) na taverna do vilão Gaston (Luke Evans, de “Drácula – A História Nunca Contada”), e a própria Fera em sua versão “Príncipe Encantado” (Dan Stevens, da série “Downton Abbey”, flagrado nos bastidores e de cabelo comprido). Além deles, o filme destaca Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela do título. A fidelidade à versão animada da própria Disney tende a diferenciar o longa de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Se ainda tiver dúvida, basta comparar as imagens com os personagens do desenho (veja abaixo). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, o novo “A Bela e a Fera” também preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Diretor de 007 Contra Spectre vai filmar a fábula James e o Pêssego Gigante
O prejuízo financeiro das péssimas bilheterias de “O Bom Gigante Amigo” (2016) animou a Disney a fazer nova adaptação de um livro infantil de Roald Dahl. Como isto é Hollywood, a fórmula será a mesma, juntando atores reais e animação computadorizada, comandados por um diretor famoso. Em “O Bom Gigante Amigo”, era Steven Spielberg. No novo projeto, “James e o Pêssego Gigante”, será Sam Mendes, vindo de dois longas da franquia “007”. Segundo o site Deadline, o roteiro está sendo escrito por Nick Hornby, de “O Grande Garoto” (2002) e “Brooklyn” (2015). Publicado em 1961, o livro de Dahl conta a história de James e seus pais, que sempre sonharam em ir para Nova York, a cidade “onde os sonhos se realizam”. Mas depois que um incidente deixa o menino orfão, James vai morar com suas tias cruéis, que o maltratam. Até o dia em que um homem misterioso lhe entrega um pacote com uma estranha receita e ele descobre que, nas redondezas, nasceu um pêssego do tamanho de uma casa. Logo, ele se torna amigo dos insetos que moram na fruta e vive uma mágica aventura. “James e o Pêssego Gigante” já teve uma versão para os cinemas em 1996, como uma animação da própria Disney, além de ter se transformado numa peça infantil. A ideia do estúdio é que a nova versão possa repetir o êxito de outras fábulas de seu catálogo, que fizeram grandes bilheterias com atores reais, como “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015) e “Mogli – O Menino Lobo” (2016) – ignorando os fracassos, como “Alice no País dos Espelhos” e “Meu Amigo, o Dragão” (ambos em 2016). O detalhe é que a animação original não foi um sucesso com as versões clássicas de “Bela Adormecida” (1959), “Cinderela” (1950) e “Mogli” (1967), rendendo apenas US$ 28,9 milhões. Mas, novamente, isto é Hollywood.
Animação dos Angry Birds vai ganhar sequência
A animação “Angry Birds – O Filme” vai ganhar uma continuação. O anúncio foi feito por Kati Levoranta, CEO da Rovio, empresa que produz os videogames dos passarinhos. Com um orçamento de US$ 73 milhões, a animação da Sony faturou US$ 107 milhões nos EUA, chegando a um total de US$ 346 milhões na arrecadação mundial. Ainda que massacrado pela crítica, o filme teve uma boa recepção em home video, figurado em 1º lugar em locações no iTunes e com boas vendas em DVD e Blu-ray.
Ensaio poético de Laurie Anderson faz de Coração de Cachorro um fluxo de maravilhas
Laurie Anderson, uma artista que já trafegou por diversos tipos de arte, inclusive o rock, abre seu coração e expõe, com seu talento, seus sentimentos de luto sobre a perda de sua cachorra, Lolabelle, e sobre outras perdas que a afligiram, de uma maneira ou de outra, como a perda da mãe e o sentimento que atingiu todos os americanos depois do ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. “Coração de Cachorro” é um desses trabalhos singulares, que combina documentário pessoal e animação para adotar um tom ensaístico, lembrando até um pouco o olhar de Jean-Luc Godard em “Adeus à Linguagem” (2014), mas que tem uma identidade bem própria, até por ser mais acessível, com o uso de suas referências intelectuais – a filósofos como Kirkegaarde e Wittgenstein – de forma mais ilustrativa. Não funcionam exatamente como hipertextos, já que o que mais importa é o sentimento das histórias de Anderson. E essas histórias são fascinantes. Não apenas a de Lolabelle, os seus últimos dias na Terra e a ligação que a diretora faz, de modo fascinante com o “Livro Tibetano dos Mortos”, entre outros momentos memoráveis, mas também as reflexões sobre momentos de sua infância e adolescência, experiências que ela costura de maneira muito sutil e elegante ao longo da narrativa. O processo criativo da diretora pode causar confusão sobre o porquê de determinados assuntos serem abordados, como a questão das câmeras escondidas, do quanto os Estados Unidos guardam de dados sobre todos seus cidadãos, mas aos poucos se percebe o quanto isso se liga com a história de Lolabelle. Ainda assim, algumas coisas ficam um pouco soltas na teia que ela constrói, como a morte de irmãos gêmeos amigos dela. Mas até isso ajuda a passar a ideia de que o filme adota um fluxo de consciência, semelhante ao usado por escritores como Virginia Woolf, James Joyce e Clarice Lispector. Essa fluidez, por sinal, é um dos maiores trunfos do filme. Também a mistura de música (de autoria da própria Anderson, exceto a canção final, de Lou Reed) com poesia escrita e visual é admirável, bem como a delicadeza com que assuntos espinhosos são tratados. O maior exemplo é a relação da diretora com sua mãe. No fim das contas, a reconciliação, a partir de uma forte lembrança de infância, acaba sendo um dos momentos mais líricos e emocionantes do filme. No mais, além de o uso da fotografia e do som serem muito sofisticados, há tanta coisa que o filme ensina ou lembra: sobre o bardo, sobre o olhar dos cães, sobre as lembranças que nós mesmos tratamos de apagar por serem muito dolorosas, e o mais bonito de tudo, sobre a morte ter uma ligação direta com o amor. Por tudo isso, é um trabalho maravilhoso.
Joseph Gordon-Levitt, astro do filme Snowden, dirige curta estrelado pelo próprio Edward Snowden
O ator Joseph Gordon-Levitt, que estrela o vindouro filme “Snowden”, também dirigiu um curta estrelado pelo próprio Edward Snowden, como parte de seu projeto de produção coletiva Hitrecord. O vídeo traz o ex-espião falando sobre o impacto que a tecnologia pode ter no futuro e na democracia. Mas o que inicia como resposta a uma pergunta ganha outra conotação na pós-produção, com animações criativas, que ilustram e completam o depoimento do símbolo-vivo da defesa da privacidade no mundo contemporâneo O filme em que Gordon-Levitt vive Snowden vai estrear em 22 de setembro no Brasil, com roteiro de direção de Oliver Stone (“Selvagens”). Here is the short film I directed feat. Edward @Snowden..https://t.co/JIsGGjtG45 — Joseph Gordon-Levitt (@hitRECordJoe) August 23, 2016
Pets – A Vida Secreta dos Bichos é a maior estreia de uma boa semana para ir ao cinema
A programação dos cinemas está bem animada nesta semana. A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” é a maior estreia, mas todas as opções oferecem bom entretenimento. São menos lançamentos, mas melhores que a média do ano. Cinco filmes capazes de agradar diferentes faixas etárias, e quatro deles com distribuição ampla. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” chega ao Brasil em 1.105 salas (das quais 583 são telas 3D e sete IMAX), mais de um mês após quebrar recorde de estreia nos EUA. Trata-se de novo acerto da Illumination, o estúdio de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos de estimação, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Os personagens são fofos, a história envolvente e as piadas mais engraçadas que as comédias atuais. Apesar da concentração de telas pelo título de censura livre, os suspenses “Águas Rasas” e “Nerve – Um Jogo sem Regras” também chegam aos principais shoppings do país com boa distribuição – respectivamente, em 393 e 322 salas. Ambos investem na tensão, mas o primeiro, que gira em torno de uma surfista (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”) atacada por tubarão, é mais efetivo. A premissa simples esconde um thriller excepcional, que rendeu os mesmos 76% de “Pets” no Rotten Tomatoes. Mais complexo, “Nerve” busca inspiração no vício das redes sociais e games online para colocar sua protagonista (Emma Roberts, da série “Scream Queens”) num jogo movido a adrenalina, que tende a terminar de forma fatal. Mesmo com alguns furos no roteiro, alcançou 61% de aprovação. A nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, estreia em 112 salas. E é um dos bons filmes do velho mestre, que vem encantando desde sua première na abertura do Festival de Cannes. Aprovado por 70% da crítica americana, a produção também é um novo exercício de nostalgia do cineasta, que usa seu alter-ego, desta vez vivido por Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), para visitar o glamour da era de ouro de Hollywood e a época do Café Society nova-iorquino – nome dado tanto a um nightclub quanto à geração elegante que passou a se reunir com os amigos e realizar festas em lugares públicos no começo do século 20. Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e novamente Blake Lively representam as atrações exercidas por cada um desses estilos de vida. Único lançamento com distribuição limitada, a comédia francesa “Lolo – O Filho da Minha Namorada” alcança apenas 23 telas e a menor cotação entre a crítica nos EUA – 50%. Escrito, dirigido e estrelado por Julie Delpy (da trilogia “Antes do Amanhecer”) com boa dose de humor negro, mostra como um filho mimado (Vincent Lacoste, de “O Diário de Uma Camareira”) é capaz de sabotar o namoro de sua mãe. O resultado é uma comédia romântica pouco convencional e pouco verossível, mas perspicaz em sua perspectiva feminina.
Cegonhas: Trailer nacional da animação mostra a dublagem de Klebber Toledo e Marco Luque
A Warner Bros. divulgou o novo trailer dublado da animação “Cegonhas: A História que Não Te Contaram”, destacando as vozes da versão brasileira, entre elas Klebber Toledo (novela “Lado a Lado”) como o protagonista Júnior, Tess Amorim (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) como a órfã Tulipa e Marco Luque (programa “Altas Horas”) como o Pombo Luke. Na versão original, os personagens são dublados, respectivamente, por Andy Samberg (série “Brooklyn Nine-Nine”), Katie Crown (“Dakota”) e Stephen Kramer Glickman (série “Big Time Rush”). Ainda que não seja ouvida no Brasil, a dublagem americana também inclui Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”), Ty Burrel (série “Modern Family”) e Kelsey Grammer (“Transformers: A Era da Extinção”). A animação revela que as cegonhas abandonaram o perigoso negócio de entrega de bebês para entrar no lucrativo serviço de entregas de celular de última geração. Mas um bebê misterioso acabou chegando no ninho, quer dizer, no depósito das mercadorias, e uma jovem órfã ruiva, que nenhuma cegonha entregou, convence o herdeiro do negócio a retomar o hábito perdido e encontrar uma família para o pequeno pacote babão. Por ironia, esta singela premissa veio da mente de um adulto especialista em piadas sexuais, Nicholas Stoller, roteirista de “Sex Tape: Perdido na Nuvem” e diretor de “Vizinhos” (ambos de 2014), que acumula as duas funções no novo trabalho. Stoller também escreveu os recentes filmes dos “Muppets”, provando sua versatilidade. Em sua primeira animação, ele divide a direção com Doug Sweetland, animador experiente da Pixar – trabalhou em “Toy Story” (1999), “Procurando Nemo” (2003) e “Os Incríveis” (2004). A produção, por sua vez, está a cargo de uma dupla especialista em bom-humor animado, Phil Lord e Christopher Miller, os diretores de “Tá Chovendo Hambúrguer” (2009) e “Uma Aventura Lego” (2014). “Cegonhas: A História que Não Te Contaram” estreia em 22 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Bilheterias: Esquadrão Suicida mantém liderança, enquanto Ben-Hur implode nos EUA
“Esquadrão Suicida” se manteve em 1º lugar pelo terceiro fim de semana consecutivo nos EUA. Ótima notícia para a Warner, que precisa que sua pior adaptação de quadrinhos (26% de aprovação no site Rotten Tomatoes) seja um sucesso para continuar fazendo filmes ruins a partir de seu catálogo da DC Comics. O filme dos supervilões viu desabar sua arrecadação para US$ 20,7 milhões, mas o valor bastou para segurá-lo à frente da animação adulta “Festa da Salsicha”, que também continuou no 2º lugar, e de nada menos que três estreias. Dentre as estreias, quem se deu pior foi “Ben-Hur”, que foi crucificado pela crítica americana (apenas 29% de aprovação) e abriu apenas em 5º lugar, com US$ 11,3 milhão de arrecadação. Ou seja, faturou míseros 11,3 % de seu orçamento épico de US$ 100 milhões. Só um milagre conseguirá impedir o filme do Jesus Cristo brasileiro (Rodrigo Santoro) de ser um dos maiores fracassos do ano. As outras estreias foram a comédia “Cães de Guerra” (3º lugar com 59% de aprovação), em que Jonah Hill e Miles Teller viram playboys da indústria bélica, e a animação “Kubo e as Cordas Mágicas” (4º lugar com 96% de aprovação), novo trabalho primoroso de stop-motion do estúdio Laika, desta vez inspirado em animes (animação japonesa). BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 20,7 milhões Total EUA: US$ 262,2 milhões Total Mundo: US$ 572,6 milhões 2. Festa da Salsicha Fim de semana: US$ 15,3 milhões Total EUA: US$ 65,3 milhões Total Mundo: US$ 71,3 milhão 3. Cães de Guerra Fim de semana: US$ 14,3 milhões Total EUA: US$ 14,3 milhões Total Mundo: US$ 20,8 milhões 4. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 12,6 milhões Total EUA: US$ 12,6 milhões Total Mundo: US$ 13,5 milhões 5. Ben-Hur Fim de semana: US$ 11,3 milhão Total EUA: US$ 11,3 milhão Total Mundo: US$ 22 milhões 6. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 11,3 milhão Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 57 milhões 7. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 85,8 milhões Total Mundo: US$ 106,4 milhões 8. Jason Bourne Fim de semana: US$ 7,9 milhões Total EUA: US$ 140,8 milhões Total Mundo: US$ 278,7 milhões 9. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 5,7 milhões Total EUA: US$ 346,7 milhões Total Mundo: US$ 674,5 milhões 10. Florence – Quem É Esta Mulher? Fim de semana: US$ 4,3 milhões Total EUA: US$ 14,4 milhões Total Mundo: US$ 15 milhões
Godzilla vai ganhar longa animado dos diretores de Knights of Sidonia
O rei dos monstros vai ganhar seu primeiro longa animado. A produtora Toho anunciou que prepara uma animação sobre Godzilla e que a ideia é lançá-lo nos cinemas já em 2017! A animação será dirigida pela dupla Hiroyuki Seshita e Kôbun Shizuno, responsável pela cultuada série animada japonesa “Knights of Sidonia” (2014), com roteiro de Gen Urobuchi, criador da série animada “Psycho-Pass” (2012-2014). “Pretendemos produzir entretenimento em animação de grande escala, para ser visto por quem ama Godzilla e também para quem nada sabe sobre ele”, declarou Shizuno em entrevista à revista Variety. Por incrível que pareça, Godzilla só teve uma produção animada em todos os seus 62 anos de existência: uma série da década de 1970, produzida nos EUA e com pouca relação com seu histórico cinematográfico. O monstro gigante, que em breve vai lutar contra King Kong, voltou recentemente aos cinemas japoneses, no longa “Godzilla: Resurgence” (Shin Godzilla), a primeira produção da Toho com a criatura desde “Final Wars”, de 2004. O filme estreou em 29 de julho e já faturou US$ 50 milhões, superando até mesmo o desempenho da recente versão americana de Godzilla, que arrecadou US$ 31,6 milhões.
Com estreia em mais de mil salas, Ben-Hur tentará o milagre de lotar os cinemas
Apostando contra as previsões pessimistas, a estreia de “Ben-Hur” tem a chance de provar que Jesus Cristo é brasileiro em 1.139 salas de cinema, num dos maiores lançamentos do ano. A produção será a primeira obra de temática religiosa a ocupar a maioria das telas 3D (688) e todo circuito IMAX (12 salas) do país. Isto porque também é um filme de ação, que evoca, inclusive, o sucesso “O Gladiador” (2000) – por sua vez, inspirado no “Ben-Hur” de 1959. Mas enquanto o clássico venceu 11 Oscars e conta com 88% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a terceira versão (há ainda um filme mudo de 1925) recebeu pedradas da crítica americana, com apenas 33% de sorrisos amarelos. Vale a curiosidade de conferir a participação de Rodrigo Santoro, que é pequena, mas mais incorporada à trama que nas versões anteriores, nas quais Jesus aparecia apenas como uma silhueta silenciosa. Após fazer sucesso nos EUA e já garantir uma sequência, o terror “Quando as Luzes se Apagam” chega a 269 salas, explorando o medo do escuro. A história, que combina diversos elementos tradicionais do terror – mulher-fantasma de cabelos longos, família amaldiçoada, criatura que vive nas sombras – tem produção de James Wan (“Invocação do Mal”), que cada vez mais se consagra como principal mestre do terror do século 21. Não é fácil para o gênero agradar a crítica, e “Quando as Luzes se Apagam” emplacou 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. Nem todo filme mal distribuído apela preferencialmente aos cinéfilos. E o lançamento da animação “Barbie: Aventura nas Estrelas” em 44 salas, exclusiva nos cinemas da rede Cinépolis, serve para demonstrar que o circuito limitado não é sinônimo de “circuito de arte”. O filme mostra Barbie como uma princesa cósmica, que voa pelo universo num skate voador. Sério. Tanto que será lançado direto em DVD em países do Primeiro Mundo. Outra apelação comercial, a comédia “O Funcionário do Mês” traz um verniz de sátira social que pode até enganar o cinéfilo desavisado, interessado em conferir um dos maiores sucessos recentes do cinema italiano. Mas seu sucesso se deve ao humor televisivo do ator Checco Zalone, que além de estrelar o besteirol também assina o roteiro, repleto de situações que, no limite da caricatura, reforçam diversos preconceitos. No filme, ele é um funcionário público que se recusa a largar o emprego estável, quando o governo, querendo diminuir a máquina estatal, o força a assumir os piores trabalhos. Em 19 salas. Três filmes franceses integram a programação. Em 11 salas, a comédia dramática “Esperando Acordada” traz Isabelle Carré (“Românticos Anônimos”) envolvendo-se na vida do homem que, por acidente, deixou em coma. Em duas telas apenas em São Paulo, “Mercuriales” acompanha o cotidiano nonsense de duas recepcionistas do prédio parisiense que dá título à produção. E “Francofonia – Louvre sob Ocupação” mistura documentário e ficção para contar a história do famoso museu durante a ocupação nazista da França. A direção é do mestre russo Aleksander Sokurov (“Fausto”) e seu circuito não foi divulgado. O documentário brasileiro “82 minutos” completa a lista, com distribuição no Rio. Dirigido por Nelson Hoineff (“Cauby: Começaria Tudo Outra Vez”), o filme desvenda os bastidores do carnaval da Portela, desde a escolha do samba-enredo até a apuração das notas dos jurados. O título se refere ao tempo do desfile da Escola de Samba, em que “nada pode dar errado”, conforme completa seu subtítulo.
Lego Batman: Versão dublada do novo trailer introduz Robin
A Warner Bros. divulgou a versão dublada do novo trailer da animação “Lego Batman – O Filme”, que faz piada com os hábitos noturnos de Batman e introduz Robin. Na versão original, a voz de Batman é feita por Will Arnett, que dublou o herói em “Uma Aventura Lego”. Além dele, o elenco original destaca Michael Cera (“Scott Pilgrim contra o Mundo”) como a voz de Robin, Rosario Dawson (série “Demolidor”) como Batgirl, Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”) no papel de Alfred, Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”) como o Coringa e a cantora Mariah Carey (“O Mordomo da Casa Branca”) como a Prefeita de Gotham City. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”) e a direção está a cargo de Chris McKay (série “Frango Robô”), que trabalhou como supervisor de animação do filme original. “Lego Batman” tem estreia marcada para 9 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












