Trolls: Justin Timberlake canta hit de Cyndi Lauper no novo trailer legendado da animação
A Fox divulgou o novo trailer legendado da animação “Trolls”, apresentado pelo cantor Justin Timberlake e a atriz Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), que tem se especializado em musicais. Os dois cantam bastante no filme. E, como demonstração, a prévia traz Timberlake cantando uma versão acústica de “True Colors”, grande sucesso de 1986 de Cyndi Lauper. A cena, por sinal, mostra uma inversão de papéis entre os personagens do casal, já que o troll mau-humorado, com a voz de Timberlake, esforça-se para animar a troll alegre dublada por Kendrick. A participação do cantor em “Trolls” não se resume à esta música. Ele também é o produtor musical e autor de três canções inéditas da trilha. Com roteiro de Erica Rivinoja (“Tá Chovendo Hambúrguer 2”) e direção de Mike Mitchell (“Alvin e os Esquilos 3”) e Walt Dohrn (roteirista de “Shrek 2”), “Trolls” estreia em 27 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas americanos.
Cegonhas tira Pets do topo das bilheterias brasileiras após quatro semanas
A animação “Cegonhas – A História que Não te Contaram” estreou em 1º lugar no Brasil, depois de quatro semanas de domínio de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, com R$ 4,9 milhões de arrecadação. A animação dos bichinhos de estimação, por sua vez, acabou desabando para 4º lugar, atrás de dois outros lançamentos. O western “Sete Homens e um Destino” abriu em 2º lugar, com R$ 3,5 milhões, refletindo a distribuição do filme no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o longa estrelado por Denzel Washington abriu em 340 salas. A diferença de distribuição de cerca 60% entre um e outro definiu a ordem de faturamento nas bilheterias. Nos EUA, porém, aconteceu o contrário, com “Sete Homens e um Destino” batendo recorde de arrecadação, enquanto “Cegonhas” se encolheu em 2º lugar. Curiosidades do mercado internacional. O 3º lugar ficou com a estreia do besteirol “Tô Ryca”, quarto filme brasileiro recente a contar a história do pobre (no caso, a pobre) que fica rica de uma hora para outra, após “Até que a Sorte nos Separe” (2012), “Vai que Cola: O Filme” (2015) e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Fez R$ 3,2 milhões. Mas vale observar que chegou em mais salas que “Sete Homens e um Destino”. O Top 10 ainda registra a permanência de mais duas comédias nacionais, “Um Namorado para Minha Mulher” e “Desculpe o Transtorno”, respectivamente em 8º e 9º lugares.
Bilheteria: Sete Homens e um Destino tem a melhor estreia de um western em todos os tempos
A combinação de Denzel Washington e Chris Pratt se provou imbatível. A estreia de “Sete Homens e um Destino” não só assumiu a liderança das bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) como teve um desempenho raro para o gênero do western. Os US$ 35 milhões apurados no final de semana podem até parecer pouco, diante das aberturas dos filmes de super-heróis, mas, entre os western assumidos, nem “Django Livre” (2012) fez tanto, abrindo com US$ 30 milhões. Remake de um clássico de 1960, “Sete Homens e um Destino” também superou o lançamento de outro remake bem-sucedido do gênero, “Bravura Indômita” (US$ 24 milhões em seu primeiro fim de semana em 2010). E se considerar que o outro western de sucesso desta década, “O Regresso” (2015), teve estreia limitada para se adequar ao calendário do Oscar, o filme dirigido por Anton Fuqua registrou os melhores primeiros três dias do gênero em todo o século e, sacrilégio supremo, de todos os tempos – desconsiderando, claro, a inflação e relevando os preços baixos dos ingressos do século passado. Outro detalhe interessante da liderança de “Sete Homens e um Destino” é que Denzel Washington está perto de completar uma década como chamariz de bilheterias. Desde 2007, quando lançou “O Grande Debate”, todos os filmes do ator tiveram estreias acima dos US$ 20 milhões. E neste filme ele se junta à estrela em ascensão Chris Pratt, cujos dois filmes anteriores somaram juntos quase US$ 2,5 bilhões mundialmente – “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Jurassic World” (2015). O 2º lugar ficou com outra estreia, a animação “Cegonhas”, com US$ 21,8 milhões. Curiosamente, os dois filmes também foram lançados no Brasil neste fim de semana, mas com uma diferença enorme de tratamento no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o western ficou com cerca de 40% disso, em 340 salas. O desempenho nas bilheterias nacionais deve refletir essa distribuição. Completa o pódio o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson”, de Clint Eastwood, que liderou a venda de ingressos na América do Norte pelos últimos dois fins de semana. A produção estrelada por Tom Hanks, arrecadou mais 13,8 milhões para a Warner Bros. Os Top 5 ainda inclui arrecadações modestas de “O Bebê de Bridget Jones” (US$ 4,5 milhões) e “Snowden” (US$ 4,1 milhões), que apesar do investimento em marketing do primeiro e da expectativa gerada pelo segundo não conseguiram engajar o grande público. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 35 milhões 2. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 21,8 milhões Total EUA: US$ 21,8 milhões Total Mundo: US$ 40,1 milhões 3. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 92,3 milhões Total Mundo: US$ 126,8 milhões 4. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 16,4 milhões Total Mundo: US$ 83,5 milhões 5. Snowden Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 15,1 milhões Total Mundo: US$ 15,1 milhões 6. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 16,1 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 7. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 81,1 milhões Total Mundo: US$ 120,3 milhões 8. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 318,1 milhões Total Mundo: US$ 731,7 milhões 9. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 26,6 milhões Total Mundo: US$ 26,8 milhões 10. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 1,1 milhões Total EUA: US$ 45,9 milhões Total Mundo: US$ 58,5 milhões
Smurfs e a Vila Perdida: Animação das criaturinhas azuis ganha trailer legendado e dublado
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Os Smurfs e a Vila Perdida”, que retoma a franquia das criaturinhas azuis com uma animação digital. Sem os humanos de carne dos dois filmes anteriores, o vídeo revela os personagens dos quadrinhos de Peyo em seu habitat natural, como um desenho animado, em meio à sua floresta mágica em que florejam plantas coloridas – e aparentemente carnívoras. Na trama, Smurfete (dublada em inglês pela cantora Demi Lovato) convence um grupo de Smurfs a se aventurar para longe do vilarejo, atravessar a Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas e perigosas, para encontrar uma Vila Perdida, habitada sabe-se lá por quem – ou o quê. Após sair do vilarejo, no entanto, eles passam a ser perseguidos pelo vilão Gargamel (voz de Rainn Wilson, da série “The Office”), e não demoram a ficar em apuros. O elenco de vozes ainda inclui Joe Manganiello (“Magic Mike”) como Robusto, Jack McBrayer (série “30 Rock”) como Desastrado, Danny Pudi (série “Community”) como Gênio e Mandy Patinkin (série “Homeland”) como Papai Smurf. Escrito por Stacey Harman (série “The Goldbergs”) e Pamela Ribon (série “Samantha Who?”), e dirigido por Kelly Asbury (“Shrek 2” e “Gnomeu e Julieta”), “Os Smurfs e A Vila Perdida” chega aos cinemas brasileiros em 6 de abril, um dia antes do lançamento nos EUA.
Antes mesmo da estreia, Moana gera polêmica nas Ilhas do Pacífico
O povo não viu e já detestou. O novo filme da Disney, “Moana: Um Mar de Aventuras”, ainda não estreou, mas já gera polêmica nas Ilhas do Pacífico, que serviram de inspiração para sua história. Não adiantou a Disney fazer testes e contratar uma adolescente havaiana para dublar sua primeira Princesa Polinésia, nem o fato de Dwayne Johnson, que dubla um semideus do Pacífico, ser descendente de samoanos. O filme de animação dirigido por John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”) não é politicamente correto, mas ofensivo, segundo diversas manifestações locais. O estúdio de animação americano é acusado de desprezo e saque cultural, primeiro pelo excesso de gordura usado para retratar o semdeus Maui, que seria fruto de um estereótipo preconceituoso – a Polinésia tem, estatisticamente, a população mais obesa do mundo – , mas também por vender produtos que exploram Maui, que seria sagrado. Em declaração à agência AFP, Marama Fox, dirigente do Partido Maoista da Nova Zelândia, acusou o estúdio americano de buscar “ganhar dinheiro graças à história e às crenças dos outros”. Para ele, vender bonecos e fantasias de Maui “é o mesmo que imprimir a imagem de um de nossos ancestrais em uma cortina de chuveiro ou em uma garrafa de cerveja”. Uma fantasia de Maui de corpo inteiro, inclusive sua pele bronzeada, foi acusada nas redes sociais de ser o equivalente à “black face”, as caricaturas teatrais racistas, que os brancos faziam até o começo do século 20 com o rosto pintado de negro, para mostrar como os negros eram burros nos Estados Unidos. A imagem ilustra este texto. A comissão de Direitos Humanos da Nova Zelândia se pronunciou após as críticas com o seguinte comentário: “Esperamos que a Disney compreenda as opiniões das comunidades e dos povos que caracteriza no filme”. Claro que nem todos viram colonialismo racista na iniciativa do clube do Mickey. A jornalista neozelandesa de origem samoana Madeleine Chapman é uma das defensoras da obra. “Depois de ver por anos nos aniversários pequenos ‘Homem-Aranha’ samoanos e ‘Batman’ bronzeados, seria verdadeiramente ofensivo ver crianças brancas fantasiadas de heróis polinésios?”, ela escreveu no site The Spin-off. A Disney, porém, prefere evitar que polêmicas interfiram nos negócios. E já voltou atrás. “A equipe de ‘Moama’ tomou muito cuidado na hora de respeitar as culturas das ilhas do Pacífico nas quais o filme se inspira e lamentamos que a fantasia de Maui tenha sido ofensiva”, disse o grupo em um comunicado. “Apresentamos nossas sinceras desculpas e retiramos a fantasia de nossas lojas”. Vale ressaltar que John Musker e Ron Clements estudaram bastante a cultura polinésia, antes de realizar o filme, fazendo longas viagens com sua equipe às ilhas do Pacífico, onde se reuniram com antropólogos. “Estas viagens modificaram completamente nossa percepção da história que desejávamos contar”, disse Musker, durante o Festival de Annecy.
Estreias: Animação infantil Cegonhas é o maior lançamento da semana
A semana traz dez lançamentos, além de uma exibição limitadíssima de “Pequeno Segredo” no interior do RS. Parece muito, mas dessa lista só três frequentarão os shoppings, dois deles com estreia simultânea com os EUA. A animação “Cegonhas – A História que Não Te Contaram” tem a distribuição mais ampla, ocupando 807 salas (594 em 3D). Bem infantil, sequer aborda a premissa que a inspirou: de onde vem os bebês. A trama mostra que as cegonhas abandonaram o negócio de entrega de bebês para se concentrar no lucrativo serviço de entregas de celular de última geração. Mas quando um bebê aparece no depósito das mercadorias, uma jovem órfã ruiva, que nenhuma cegonha entregou, convence o herdeiro do negócio a retomar o hábito perdido e encontrar uma família para o pequeno pacote babão. Fofo até enjoar, o filme dividiu a crítica americana (56% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e chega ao Brasil com as vozes de Klebber Toledo (novela “Lado a Lado”), Tess Amorim (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Marco Luque (programa “Altas Horas”). A outra estreia simultânea com os EUA é o western “Sete Homens e um Destino”, remake anacrônico do filme de 1960, que chega em 340 salas (12 em Imax). Fruto do revisionismo afetado do cinema americano atual, apresenta um Velho Oeste sem conflitos raciais, em que pistoleiros de diferentes etnias (a ONU do Velho Oeste) se unem para expulsar um bando com perfil de terroristas radicais (o Estado Islâmico do Velho Oeste), que atormenta uma cidadezinha de pacatos cidadãos brancos. Até os westerns spaghetti, rodados na Espanha com atores italianos, eram mais realistas. Mas se não dá para levar muito a sério este trabalho do diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”), é possível se divertir bastante com ele, graças ao elenco imponente, com Denzel Washington (“O Protetor”), Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Ethan Hawke (“Boyhood”) e Vincent D’Onofrio (série “Demolidor”) trocando tiros e bancando machões. 65% no Rotten Tomatoes. Apenas um dos quatro lançamentos nacionais da semana chega em todo o país, e é mesmo mais um besteirol. Sem criatividade alguma, “Tô Ryca” leva a 420 telas outra história de pobre que enriquece de uma hora para outra, como “Até que a Sorte nos Separe” (2012), “Vai que Cola: O Filme” (2015) e “Um Suburbano Sortudo” (2016). A diferença, além do sexo da protagonista, é que, para ganhar uma grande herança, a personagem central precisa perder milhões de propósito – e não por acidente. Diferença? A premissa genérica é a mesma do livro “Brewster’s Millions”, de George Barr McCutcheon, já filmado 11 vezes desde 1914, inclusive com duas versões indianas. A filmagem mais conhecida, “Chuva de Milhões” (1985), passou repetidas vezes na TV brasileira e inclui na história uma trama da eleição que também está no roteiro brasileiro! Estrelado por Samantha Schmutz (“Vai que Cola: O Filme”) em seu primeiro papel de protagonista, o filme registra o último trabalho da atriz Marília Pêra (“Pixote: A Lei do Mais Fraco”), falecida em dezembro. Assim como na semana passada, a melhor estreia da programação também é um filme brasileiro restrito a poucas salas. Exibido em apenas 17 telas, “O Silêncio do Céu” representa o amadurecimento do diretor Marco Dutra, que troca o terror de “Trabalhar Cansa” (2011) e “Quando Eu Era Vivo” (2014) pelo suspense sufocante. Tenso do começo ao fim, o filme acompanha o desdobramento de um ato de violência, o estupro de uma mulher, testemunhado em segredo e sem querer por seu marido. Envergonhados, nenhum dos dois fala sobre o assunto, como se não tivesse acontecido, embora o marido se torne obcecado em se vingar do responsável. Rodado em Montevidéu e falado em espanhol, a produção destaca a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) nos papéis principais. Os outros dois títulos nacionais são anti-comerciais, cada um a seu modo. Distribuído em nove salas de seis cidades, “Charlote SP” se orgulha de ser o primeiro longa nacional rodado com câmeras de celular. Praticamente um filme de estudante de cinema, traz como protagonista, lógico, um jovem que quer ser cineasta e que namora, obviamente, uma modelo. “Nervos de Aço” também é protagonizado por um diretor, mas de teatro, e vai na linha oposta, com câmeras profissionais, bom acabamento e um cineasta de ficha corrida: Maurice Capovilla, marginal cinematográfico desde os anos 1960. O longa teve première há dois anos no Festival Cine Ceará e a demora para encontrar circuito reflete seu formato “experimental”. A produção parte de um musical inspirado no repertório clássico de Lupicínio Rodrigues para fazer metalinguagem, contando uma historinha interpretada pelos próprios músicos, entre canções apresentadas num teatro e com o elenco dialogando com o público. Arrigo Barnabé estrela como o diretor teatral que também é cantor e, ainda por cima, namora a cantora da banda. A exibição começa em apenas uma sala no Rio e pretende aumentar seu alcance na próxima semana. As últimas novidades são quatro lançamentos europeus. Gérard Depardieu chegou a vir ao Rio para lançar “O Vale do Amor”, drama que ele estrela com Isabelle Huppert, sem circuito divulgado. Além do enorme talento, a dupla demonstra uma química inegável, construída ao longo das décadas – este é seu terceiro encontro nas telas, após 35 anos da última parceria. Por coincidência, na trama eles vivem um casal separado há muitos anos, que se reencontra no Vale da Morte, na Califórnia, para cumprir o último desejo do filho, morto seis meses antes. Ambos foram indicados ao César (o Oscar francês) por seus papéis. As demais estreias não empolgam. O drama “Lembranças de um Amor Eterno” leva a 46 salas o pior filme do diretor italiano Giuseppe Tornatore, em que Jeremy Irons (“Batman vs. Superman”) é um astrônomo num relacionamento à distância com Olga Kurylenko (“Oblivion”). O mesmo ator também vive um acadêmico na produção inglesa “O Homem que Viu o Infinito”, cinebiografia apelativa e reducionista do gênio autodidata indiano S. Ramanujan, interpretado por Dev Patel (“O Exótico Hotel Marigold”), em 25 salas. Por fim, merecendo apenas seis salas, “Belas Famílias” perpetua os clichês das comédias francesas sobre infidelidade, desperdiçando o bom ator Mathieu Amalric (“O Escafandro e a Borboleta”).
Blogueiro Hugo Gloss vai dublar animação Trolls
O blogueiro Hugo Gloss, que na verdade se chama Bruno Rocha, vai dublar um dos personagens da animação “Trolls”. Será a primeira dublagem de sua carreira, mostrando uma tendência cada vez maior dos estúdios de investir nas caras novas da internet – ainda que, no caso, o trabalho seja sem cara – como alternativa às celebridades televisivas. Obviamente, há uma diferença de cachê. Recentemente, a trupe do Porta dos Fundos foi contratada para adaptar e dublar a animação “Festa da Salsicha”, e os youtubers nacionais vão se juntar num filme para mostrar seu humor – aguardando veredito. “Trolls” tem estreia programada para 29 de outubro, e Hugo ou Bruno (a ver como ele assinará o trabalho) irá dublar o personagem originalmente dublado por Kunal Nayyar (da série “Big Bang Theory”). Saiba mais sobre o filme e veja o trailer de “Trolls” aqui.
Moana: Versão dublada do novo trailer tem trilha de comercial do McDonald’s
A Disney divulgou o trailer dublado de “Moana: Um Mar de Aventuras”, que explica melhor a aventura da personagem-título, a primeira princesa polinésia do estúdio. A prévia mostra sua jornada para encontrar o semideus Maui, com quem se alia para cruzar o Oceano Pacífico numa jangada, enfrentar criaturas terríveis – mas fofas – e realizar feitos heroicos. O detalhe intrigante é que, além das vozes brasileiras, a música que acompanha o vídeo também é diferente do trailer americano. Enquanto a trilha divulgada por lá era mais, digamos, original, a versão disponibilizada no Brasil revisita um velho hit de boy band, “Glad You Came”, cantado pela banda The Wanted, que tocou até enjoar como a trilha de “lambada” do comercial do McDonald’s feito para a Copa do Mundo de 2014. Nos EUA, Maui e Moana são dublados, respectivamente, pelo astro Dwayne Johnson (da franquia “Velozes & Furiuosos”), que pela primeira vez tem a chance de homenagear sua descendência polinésia no cinema, e a estreante Auli’i Cravalho, de 15 anos de idade, selecionada após diversos testes com jovens havaianas. Já as vozes nacionais não foram divulgadas. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados está Taika Waititi, diretor do vindouro “Thor 3: Ragnarok”. Para completar, Lin-Manuel Miranda, responsável pelo fenômeno da Broadway “Hamilton” (vencedor de 11 Tonys neste domingo), escreveu algumas das canções da trilha sonora. “Moana” tem previsão de estreia para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA em 23 de novembro.
Festa da Salsicha: Porta dos Fundos vai adaptar e dublar a versão brasileira da animação
A animação para adultos “Festa da Salsicha” chegará ao Brasil com dublagem da trupe do canal Porta dos Fundos. A parceria firmada pela Sony Pictures visa garantir que o tom sacana e sarcástico das piadas originais se mantenha, com um temperinho brasileiro. Além da dublagem, o time de comediantes será responsável pela tradução, adaptando o roteiro para incluir um pouco de malícia nacional. “Tudo continua bastante politicamente incorreto. Do mesmo jeitinho que chamou a atenção originalmente. Ou seja, nada de chamar ‘bunda’ de ‘traseiro’”, disse Antonio Tabet, em comunicado. Além de Tabet, estão no elenco de vozes Gregorio Duvivier, Fábio Porchat, Thati Lopes, Rafael Portugal, Luis Lobianco, Karina Ramil, Gabriel Totoro e João Vicente de Castro, marcando a estreia dos quatro últimos como dubladores. “Festa da Salsicha” foi uma das melhores surpresas da Sony nas bilheterias dos EUA. Orçado em apenas US$ 15 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 95 milhões somente nos EUA. Mas demorou para o estúdio tomar coragem e investir nele. O projeto levou oito anos para sair do papel devido ao conteúdo controverso. O filme revela o destino de salsichas e outros petiscos felizes, após serem comprados num supermercado. Achando que vão para uma festa, eles descobrem a terrível verdade ao chegarem na cozinha e verem uma batata ser “despelada” viva. O trauma aumenta mais, conforme cenouras são devoradas e outros amiguinhos sofrem tortura. É puro terror entre os comestíveis, que entram em completo desespero. Tudo isso sem perder de vista as piadas de duplo sentido, com salsichas querendo penetrar em pãezinhos fresquinhos. A premissa só poderia vir das mentes perturbadas da dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, os mesmos degenerados por trás de “É o Fim” (2013) e “A Entrevista” (2014), que assinam roteiro e produção. O elenco de dubladores originais, por sua vez, reuniu toda a trupe de amigos famosos de Rogen, inclusive o próprio. A maioria deles também participou de “É o Fim”, como James Franco, Jonah Hill, Paul Rudd, Michael Cera, David Krumholtz, Danny McBride e Craig Robinson. Outros chegaram especialmente para a “Festa”, como Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Bill Hader (“Descompensada”), Salma Hayek (“Gente Grande”) e Edward Norton (“Birdman”). Dirigido por Conrad Vernon (“Shrek”) e Greg Tiernan (série animada “Thomas e seus Amigos”), o filme chega aos cinemas brasileiros em 6 de outubro, quase dois meses depois do lançamento nos EUA.
Moana: Nova princesa da Disney ganha coleção de pôsteres e trailer repleto de aventuras
A Disney divulgou diversos pôsteres internacionais – inclusive brasileiro – e um novo trailer (ainda não dublado) de “Moana: Um Mar de Aventuras”, que explica melhor a aventura da personagem-título, a primeira princesa polinésia do estúdio. A prévia mostra sua jornada para encontrar o semideus Maui, com quem se alia para cruzar o Oceano Pacífico numa jangada, enfrentar criaturas terríveis – mas fofas – e realizar feitos heroicos. Maui e Moana são dublados, respectivamente, pelo astro Dwayne Johnson (da franquia “Velozes & Furiuosos”), que pela primeira vez tem a chance de homenagear sua descendência polinésia no cinema, e a estreante Auli’i Cravalho, de 15 anos de idade, selecionada após diversos testes com jovens havaianas. Além deles, as vozes originais do filme incluem Alan Tudyk (“Maze Runner: Prova de Fogo”) como o galo Heihei, Rachel House (“Encantadora de Baleias”) como a Vovó Tala, Jemaine Clement (“Muppets 2: Procurados e Amados”) como o caranguejo Tamatoa, Temuera Morrison (“Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones”) como o Chefe Tui e Nicole Scherzinger (“Homens de Preto 3”) como Sina. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados está Taika Waititi, diretor do vindouro “Thor 3: Ragnarok”. Para completar, Lin-Manuel Miranda, responsável pelo fenômeno da Broadway “Hamilton” (vencedor de 11 Tonys neste domingo), escreveu algumas das canções da trilha sonora. “Moana” tem previsão de estreia para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA em 23 de novembro.
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.
Sony e Disney querem filmar Mulan com atores, e fãs entram na briga exigindo intérpretes chineses
A Sony se adiantou à Disney e anunciou planos para criar um versões com atores da fábula chinesa de “Mulan”, que já ganhou uma animação do estúdio do Mickey Mouse em 1998. A própria Disney pretendia lançar sua versão, mas, desde que incluiu o título entre seus projetos futuros, no ano passado, não deu nenhum passo efetivo para produzi-lo. A nova iniciativa acompanha planos da Sony para investir no mercado chinês. Apesar da empolgação, os fãs da animação se mobilizaram para criar uma petição online, que já atingiu 100 mil assinaturas, exigindo que o papel principal vá para uma atriz chinesa. Trata-se de uma reação às recentes produções de Hollywood, como “No Limite do Amanhã” (2014), “Perdido em Marte” (2015) e o vindouro “Ghost in the Shell”, que escalaram atores ocidentes para papeis originalmente escritos para orientais. Para a Sony, o objetivo de filmar “Mulan” é justamente fortalecer sua presença na China, o que significa escalar apenas atores chineses, de olho no segundo maior mercado cinematográfico do mundo. Mas até a Disney recentemente revelou sensibilidade étnica ao escalar um ator indiano mirim para o papel-título de sua nova versão de “Mogli, o Menino Lobo”. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. Sua versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios.
Rogue One: Curta animado cria aventura com os brinquedos do novo filme da franquia Star Wars
A linha de brinquedos do vindouro filme “Rogue One: Uma História Star Wars” ganhou uma divulgação diferenciada, com o lançamento de uma série de curtas de animação, que dão vida aos bonecos e naves num merchandising em stop-motion. Os vídeos foram criados por fãs da franquia, em parceria com a rede criativa Tongal, e não refletem a história do filme. O primeiro episódio já está disponível no canal oficial de “Star Wars” no Youtube e novos episódios serão postados ao longo de setembro. A Disney espera que a iniciativa ajude a vender produtos e também alimente o interesse pelo lançamento do filme, que estreia em 15 de dezembro no Brasil. Já a linha completa dos brinquedos de “Rogue One – Uma História Star Wars” será lançada no mundo todo em 30 de setembro.










