Novo trailer de Uma Aventura Lego 2 leva os personagens para o espaço
A Warner divulgou uma coleção de pôsteres de personagens e o segundo trailer de “Uma Aventura Lego 2”. Ainda sem legendas ou dublagem nacionais, a prévia mostra que o mundo Lego não é mais sensacional. Na verdade, ficou muito parecido com a franquia “Mad Max” nessa continuação, com todo mundo mal-humorado, sombrio e punk, menos Emmett, que continua feliz, colorido e irremediavelmente otimista, mesmo diante de uma nova ameaça, que chega numa nave para capturar seus amigos e levá-los para o espaço. Deve ser a Enterprise, já que ataca ao som de Beastie Boys. Ou não? Os personagens que sobreviveram aos eventos catastróficos do primeiro filme continuam dublados em inglês por Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), Alison Brie (série “Glow”), Will Arnett (série “Arrested Development”), Nick Offerman (série “Parks and Recreation”), Charlie Day (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Channing Tatum (“Magic Mike”), entre outros. Stephanie Beatriz (série “Brooklyn Nine-Nine”) e Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) são as novidades, a primeira como a alienígena que desembarca na Terra Lego, e a segunda como uma rainha transmorfa. Além delas, Chris Pratt ganhou um novo papel heroico. Não bastasse fazer a voz de Emmett, ele agora dubla o destemido Rex Dangervest, que tira sarro dos personagens do ator em “Guardiões da Galáxia”, “Jurassic World” e no especulado novo filme de “Indiana Jones”. Os diretores do primeiro filme, Phil Lord e Christopher Miller, escreveram o roteiro original, que foi revisado e reescrito por Raphael Bob-Waksberg (criador da série animada “BoJack Horseman”). A direção é de Mike Mitchell (“Trolls”) e Trisha Gum (diretora de arte da série animada “Frango Robô”), e a estreia está prevista para 7 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Mickey ganha bolo gigante em curta animado de seu aniversário
Mickey Mouse completou 90 anos no domingo (18/11), mas pediu para que não fizessem muita festa, porque tem horror de surpresas. Um medo patológico mesmo, como revela o novo curta animado do personagem, disponibilizado com dublagem em português no canal oficial da Disney brasileira no YouTube. Tudo o que ele quer é um bolo simples. Só que seus amigos, liderados por Minnie, resolvem lhe dar um bolo gigante. E isso logicamente vira uma ameaça apocalíptica. Veja abaixo a catástrofe animada. Intitulado “Surpresa!”, o desenho foi escrito e dirigido por Clay Morrow e Paul Rudish, que trabalharam juntos na série “O Laboratório de Dexter”. O vídeo tem oito minutos, um a menos que “O Vapor de Willie”, que inaugurou a carreira do ratinho criado por Walt Disney e Ub Iwerks em 1928. Saiba mais sobre a origem de Mickey aqui.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 ganha novo trailer divertido com a gata Chloe
A Illumination divulgou um novo pôster e o segundo trailer dublado de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2”, sequência da animação de sucesso de 2016. Anteriormente, o estúdio havia liberado um vídeo com o protagonista Max. Agora, a prévia e o cartaz focam a gata Chloe, que tem a voz original de Lake Bell (“De Volta para Casa”). Para ouvi-la veja o segundo trailer abaixo, em inglês e sem legendas. Fenômeno de bilheterias, o primeiro filme registrou o recorde de maior estreia de animação original na América do Norte e faturou US$ 875,4 milhões em todo o mundo. No Brasil, o longa foi exibido com dublagens de Danton Mello (“Vai que Dá Certo 2”), Tatá Werneck (“Vai que Cola”), Luis Miranda (“Que Horas Ela Volta?”) e Tiago Abravanel (“Amor em Sampa”). Mas não foi divulgado se eles estão bisando seus papéis na continuação. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” repete diretor e roteirista, respectivamente Chris Renaud e Brian Lynch, e tem estreia prevista para 27 de junho no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Netflix renova Big Mouth para a 3ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série animada “Big Mouth” para a 3ª temporada. A encomenda de novos episódios foi anunciada com um vídeo disponibilizado no canal oficial da série no Twitter. Veja abaixo. E aconteceu pouco mais de um mês após a estreia do segundo ano da animação no serviço de streaming. Criada por Nick Kroll (criador do “Kroll Show”) e Andrew Goldberg (roteirista de “Uma Família da Pesada/Family Guy”) “Big Mouth” é uma série protagonizada por monstros. Mas são monstros simbólicos, hormonais, já que a trama acompanha pré-adolescentes passando pelas mudanças físicas e biológicas da puberdade. Os monstros se manifestam como vozes da consciência dos personagens. O elenco de dubladores originais inclui John Mulaney (série “Mulaney”), Maya Rudolph (série “Up All Night”), Jason Mantzoukas (“Como Ser Solteira”), Jordan Peele (humorístico “Key and Peele”), Fred Armisen (humorístico “Portlandia”) e Jenny Slate (a voz da Arlequina em “Lego Batman: O Filme”). A 3ª temporada deve estrear no final de 2019. Puberty gets even messier.#BigMouth Season 3 is coming to @netflix in 2019. pic.twitter.com/vd1CpHg9L6 — Big Mouth (@bigmouth) November 17, 2018
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreia com pior bilheteria da franquia Harry Potter
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” estreou em 1º lugar nas bilheterias norte-americanas. Entretanto, a arrecadação de US$ 62 milhões ficou abaixo das expectativas ambiciosas da Warner e representa a menor abertura registrada por um título da franquia “Harry Potter”. Para completar, o filme também vem acumulando as piores críticas desse universo criado pela escritora J.K. Rowling e a cada dia vê sua aprovação desabar mais no ranking do Rotten Tomatoes. Se até a estreia era considerado medíocre, com pouco mais de 50% de aprovação, a nota desabou de vez nesse domingo (18/11), registrando no momento apenas 40%, o que lhe rende a condição de “podre” pelos critérios do site. Em compensação, tem conseguido bom desempenho no mercado internacional, onde está sendo visto por mais público que o filme anterior, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Isto, claro, deve-se à estratégia de distribuição, que alinhou a estreia simultânea em 79 países. Assim, a produção gerou mais US$ 191 milhões – com destaque para os países da Europa – totalizando US$ 253,2 milhões em sua estreia mundial. Vale lembrar que “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” foi filmado com um mega-orçamento de US$ 200 milhões e ainda gastou outra fortuna em marketing para sua divulgação, de modo que a expectativa do estúdio mirava uma bilheteria de no mínimo US$ 800 milhões ao todo, como o filme anterior. O detalhe é que apenas quatro lançamentos superaram esse montante em 2018. A estreia de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” ficou abaixo até do desempenho da animação “O Grinch” na semana passada. O desenho da Illumination/Universal, que agora caiu para o 2º lugar, começou sua trajetória com US$ 66 milhões e manteve o sucesso na segunda semana, com mais US$ 38,1 milhões. Em dez dias, a animação já soma US$ 126,5 milhões nos Estados Unidos e no Canadá. Porém, não tem o mesmo desempenho no resto do mundo. Isto se deve às criações de Dr. Seuss não serem tão conhecidas fora da América do Norte, mas principalmente por o lançamento internacional ter sido muito pulverizado. A maioria dos países só vai receber sua estreia entre o final de novembro e o Natal, devido à temática natalina – mas já está nos cinemas brasileiros. “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, também segue impressionante no 3º lugar em sua terceira semana de exibição. A bilheteria atingiu US$ 384,3 milhões em todo o mundo, superando o outro musical em cartaz, “Nasce uma Estrela” (US$ 340,7 milhões após sete semanas). O Top 5 se completa com duas estreias. A comédia “De Repente uma Família” fez só US$ 15,7 milhões e abriu em 4º lugar, também abaixo das expectativas da Paramount, que imaginava algo em torno das bilheterias da franquia “Pai em Dose Dupla”, com o mesmo ator (Mark Wahlberg) e temática similar – o primeiro “Pai em Dose Dupla” estreou com US$ 38,7 milhões e o segundo com US$ 29,6 milhões. A crítica, no entanto, gostou bem mais da nova comédia que das anteriores (“podres”), com 81% de aprovação. Já “As Viúvas” iniciou com US$ 12,3 milhões. Pode parecer pouco, mas é o melhor desempenho inicial de uma obra do diretor Steve McQueen, que antes de vencer o Oscar com “12 Anos de Escravidão” (2013) só fazia dramas indies pouco convencionais. O novo trabalho representa sua primeira incursão ao cinema de ação e o resultado foi aplaudidíssimo pela crítica, com 91% no Rotten Tomatoes. É também o filme mais caro do cineasta inglês. Custou US$ 42 milhões, pouco mais que o dobro de “12 Anos de Escravidão”, e teria como meta faturar US$ 150 milhões no mínimo. Isto lhe obriga a ter um desempenho internacional bem melhor. O problema é que o público não se empolgou tanto quanto a crítica, como atesta a nota B no CinemaScore, pesquisa feita com quem pagou ingresso nos Estados Unidos. Dos três filmes lançados, “As Viúvas” teve a pior avaliação do público americano, que, em franco contraste com a crítica, deu B+ para “Animais Fantásticos” e adorou “De Repente uma Família”, único a receber nota A. Tanto “As Viúvas” quanto “De Repente uma Família” estreiam no Brasil em duas semanas, no dia 29 de novembro. “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” já está em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 62,2 Total EUA e Canadá: 62,2 Total Mundo: US$ 253,2m 2. O Grinch Fim de semana: US$ 38,1m Total EUA e Canadá: US$ 126,5m Total Mundo: US$ 151,7m 3. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 15,7m Total EUA e Canadá: US$ 127,8m Total Mundo: US$ 384,3m 4. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 14,7m Total EUA e Canadá: US$ 14,7m Total Mundo: US$ 14,7m 5. As Viúvas Fim de semana: US$ 12,3m Total EUA e Canadá: US$ 12,3m Total Mundo: US$ 19,6m 6. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 4,6m Total EUA e Canadá: US$ 43,8m Total Mundo: US$ 116,2m 7. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 4,3m Total EUA e Canadá: US$ 185,8m Total Mundo: US$ 340,7m 8. Operação Overlord Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 17,7m Total Mundo: US$ 32,7m 9. Millennium: A Garota na Teia de Aranha Fim de semana: US$ 2,5m Total EUA e Canadá: US$ 13,2m Total Mundo: US$ 26,5m 10. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 28,8m Total Mundo: US$ 29,1m
Homem-Aranha no Aranhaverso ganha novo trailer com legendas, dublagem e até versão estendida
A Sony divulgou um novo trailer da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” em três versões diferentes: dublada em português, legendada e estendida. A última traz diversas cenas a mais e não tem legenda nem dublagem nacional. A divertida produção marca o primeiro encontro no cinema dos diferentes Homens-Aranha, Mulheres-Aranha e Porco-Aranha que existem nos quadrinhos. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que será o protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A explicação para a convivência entre personagens de universos completamente diferentes nos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – é uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime – que ironicamente é o menos cósmico dos vilões do herói. A presença de Peter Porker é a mais absurda. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Também chama atenção a participação de Ar//nH, a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento/crossover chamado “Aranhaverso”. Este evento, que claramente inspira o desenho, originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk, que faz parte dos projetos de filmes derivados da Marvel na Sony. Apesar da variedade de personagens surgidas no período, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Apesar dessa referência, é outra criação recente – lançada numa minissérie de 2009. Miles Morales é o único da lista que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão do selo Ultimate, onde foi criado por Brian Michael Bendis em 2011. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele mundo, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Por fim, como todos sabem, Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função, após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Mickey Mouse completa 90 anos de influência na cultura pop
Neste domingo, completam-se 90 anos da primeira exibição de Mickey Mouse. Ele foi visto pelo público pela primeira vez num curta animado em preto-e-branco, “O Vapor de Willie”, que foi projetado num cinema de Nova York em 18 de novembro de 1928. O desenho de oito minutos trazia Mickey pilotando um barco a vapor e divertindo a passageira Minnie Mouse ao tornar os animais a bordo instrumentos musicais. Foi um enorme sucesso, porque também foi um dos primeiros desenhos animados sonoros. O som tinha chegado aos cinemas apenas 11 meses antes. E o rato ria, com a voz do próprio Walt Disney, e fazia música. Não era a primeira tentativa de Disney de emplacar um personagem animado. Seu predecessor tinha sido o coelho Oswald. Mas o ratinho, com seus traços simples – um grande círculo e dois círculos menores representavam sua cabeça – acabou caindo no gosto popular. O detalhe é que esses traços tão famosos não foram criados por quem você pensa e sim por Ub Iwerks. Foi o famoso animador quem criou o visual que hoje é símbolo do nome Disney, além de ter codirigido “O Vapor de Willie” com Disney, que o incentivou, batizou o personagem, dublou-o, ajudou a animá-lo e o produziu. O lançamento do Mickey foi uma vingança contra a Universal e o produtor Charles Mintz, com quem Disney tinha começado sua carreira em Hollywood. Mintz dizia que Oswald pertencia à Universal e que Disney estava sob contrato para realizar mais desenhos. Ele comprou a briga, mas perdeu a maioria de seus animadores originais, que também assinaram contrato com a Universal. Apenas Iwerks e os assistentes Les Clark e Wilfred Jackson permaneceram leais. Assim, ao se ver traído, Disney resolveu juntar os três para lançar seu próprio estúdio e ter os direitos sobre tudo o que lançasse. Por isso, com Mickey também nasceu o estúdio Disney. Embora tenha sido o primeiro desenho do Mickey exibido nos cinemas, “O Vapor de Willie” foi na verdade o terceiro curta animado desenvolvido com o personagem. Os dois anteriores simplesmente não conseguiram distribuição, porque o estúdio de Disney era independente – quem diria… Mas o desenho do ratinho no barco encontrou interessados porque era uma paródia de um filme muito bem-sucedido, “Marinheiro de Encomenda” (1928), estrelado por Buster Keaton, que tinha sido lançado seis meses antes. Como a maioria dos estúdios ainda estavam produzindo desenhos mudos, “O Vapor de Willie” logo se destacou, levando à produção de novos curtas com o ratinho orelhudo. Disney dublou todos eles, até os anos 1940. Cada novo desenho refletia a evolução do personagem. Só em 1929 ele ganhou suas luvas. Em 1931, Pluto virou seu cachorro. Em 1932, Pateta virou seu melhor amigo. Em 1935, Mickey finalmente ganhou cores e conheceu o Pato Donald. E em 1940 apareceu em seu primeiro longa, “Fantasia”, como um aprendiz de feiticeiro. A primeira grande reforma visual do personagem veio em 1939, quando o animador Fred Moore mudou os olhos do ratinho, incluindo pupilas – até então, seus olhos eram apenas dois pontos pretos – , que aumentaram sua expressividade. As mudanças continuaram nos anos 1940, com o sumiço de seu rabo, um novo guarda-roupas – ele só usava shorts vermelhos no começo – e orelhas menos estáticas. Mas o que manteve Mickey popular por tantos anos foi a exibição de seus desenhos na TV, a partir dos anos 1950, e à ideia de Disney de explorá-lo em outros meios, como quadrinhos, brinquedos, camisetas, lancheiras, etc. O personagem se tornou maior que o cinema. Logo, passou a ser visto ao vivo pelas crianças, em parques temáticos com o nome de Disney. Um império surgiu em torno de suas orelhas redondas. Não foi à toa que Walt Disney passou a chamar o Mickey de seu embaixador global. Mickey lançou não apenas a Walt Disney Pictures, mas o conceito do império Disney.
F Is for Family: Trailer da 3ª temporada mostra família animada mais incorreta que os Simpsons
A Netflix divulgou o trailer da 3ª temporada de “F Is for Family”, que traz, ainda sem legendas, a nova coleção de palavrões e recalques da animação adulta. Na prévia, a família da trama lembra “Os Simpsons” e “O Rei do Pedaço”. Mas os Murphy são bem mais desbocados. E também politicamente incorretos, já que a trama se passa nos anos 1970. A série é uma criação de Michael Price, produtor-roteirista de “Os Simpsons”, e Bill Burr, humorista americano de stand-up que participou das comédias “Uma Noite Fora de Série” (2010), “As Bem-Armadas” (2014) e “Pai em Dose Dupla” (2015). Além de escrever os episódios, Burr dubla Frank Murphy, o patriarca de uma família dos anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo o o criador. O elenco de vozes ainda inclui Laura Dern (“A Culpa é das Estrelas”) como Sue, a esposa de Frank, e Justin Long (“Amor à Distância”) como o filho mais velho, Kevin. Todos os episódios da 3ª temporada serão disponibilizados no dia 30 de novembro.
Animação “sem diretor” O Parque dos Sonhos ganha novos trailers
A Paramount divulgou três pôsteres e dois novos trailers da animação “O Parque dos Sonhos” (Wonder Park), que conta a história de um parque de diversões criado pela imaginação de June, uma menina de 12 anos. O trailer dublado em português e o disponibilizado no YouTube do estúdio americano são completamente diferentes. Confira abaixo. Escrito pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “As Tartarugas Ninja”), o longa curiosamente não teve o nome do diretor divulgado. Isto porque Dylan Brown, animador de “Os Incríveis” e diretor do curta “Festa-Sauro Rex” (da franquia “Toy Story”), foi dispensado da função após surgirem denúncias de comportamento inapropriado. David Feiss (das séries animadas “A Vaca e o Frango” e “Eu Sou o Máximo”) teria assumido a direção, mas o estúdio não fez anúncio oficial. E este não foi o único contratempo da produção, que trocou um dos dubladores, Jeffrey Tambor, após ele ser demitido da série “Transparent” sob acusações de assédio. As vozes remanescentes são dubladas em inglês por Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”), Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller de “Curtindo a Vida Adoidado”), Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe”), Kenan Thompson (da série “Kenan & Kel”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Norbert Leo Butz (série “Bloodline”), Ken Hudson Campbell (“Cruzeiro das Loucas”), o apresentador John Oliver e a menina Brianna Denski (“Desejo e Esperança”) como June. A estreia está marcada para março de 2019 no Brasil, e logo em seguida o filme vai virar uma série no canal pago Nickelodeon.
Trailer legendado da nova versão de Dumbo mostra que o elefantinho sofre, encanta, voa, mas não fala
A Disney divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado da versão live-action de “Dumbo”. E a prévia revela que se trata da mesma história que encantou as crianças de 1941, na animação clássica da Disney, com diferenças narrativas que não parecem alterar muito o conjunto. Há definitivamente mais humanos em cena, a ponto de um casal de crianças tomar o lugar do ratinho Timóteo como amigos e incentivadores do elefantinho do título. Timóteo, por sinal, é visto com seu uniforme vermelho numa gaiola, mas surge mais como easter egg que personagem da trama. Esta diferença se deve a uma decisão que distancia “Dumbo” de “Mogli, o Menino Lobo”, outra versão live-action de clássico animado do estúdio. No novo filme, elefantes até podem voar, mas não falam. “Dumbo” não é um filme de bichos falantes. Mas mantém os mesmos desafios, sofrimentos e triunfos do protagonista do desenho famoso, em sua vida como bebê elefante de circo. No roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar de um elefante recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. As orelhas lhe renderam ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas quando descobrem que elas o permitem voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o elefantinho para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. A produção é a segunda fábula encantada da Disney dirigida pelo cineasta Tim Burton, que deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010. A estreia está marcada para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Animação baseada nos “bichos” de pelúcia UglyDolls ganha pôsteres, vídeo de bastidores e trailer musical
A STX divulgou uma coleção de pôsteres e um vídeo de bastidores, enquanto a Diamond Films disponibilizou o primeiro trailer legendado de “UglyDolls”, animação baseada nos bichinhos de pelúcia de mesmo nome. O material colorido e musical evoca outro longa animado recente, “Trolls” (2016), que também tinha vários cantores em seu elenco de dubladores originais. A linha UglyDolls de brinquedos de pelúcia foi criada por Sun-Min Kim e David Horvath no início dos anos 2000, e os “bichinhos” são conhecidos por serem supostamente “feios”, valorizando as diferenças que tornam cada personagem único. O filme dos UglyDolls traz as vozes dos cantores Kelly Clarkson, Blake Shelton, Nick Jonas, Pitbull, Janelle Monáe, Lizzo e Wang Leehom, além dos atores Emma Roberts (“American Horror Story”), Wanda Sykes (“Black-ish”) e Gabriel Iglesias (“Cristela”). A direção é de Kelly Asbury (“Gnomeu e Julieta”) e a estreia está marcada para 16 de maio no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Além do filme, também existe o projeto de uma série animada das UglyDolls em desenvolvimento na plataforma de streaming Hulu.
Novos brinquedos animados ilustram pôsteres de Toy Story 4
A Disney divulgou novos pôsteres de “Toy Story 4”, que destacam os personagens inéditos da produção. Veja abaixo, junto dos pôsteres anteriormente revelados dos protagonistas da franquia, Woody e Buzz Lightyer. Os novos personagens se chamam Ducky (patinho), Bunny (coelhinho) e Forky (garfinho). Os dois primeiros são bichinhos de pelúcia, que um teaser mostrou numa estande de prêmios de parque de diversões e dublados pela dupla Keegan-Michael Key e Jordan Peele (famosos pela série de comédia “Key and Peele”, antes do último virar o celebrado diretor do terror “Corra!”). Já Forky é um garfo “transformado” em brinquedo, que também foi apresentado num teaser e tem a voz original de Tony Hale (da série “Veep”). Segundo a sinopse oficial, “Toy Story 4” vai começar após os acontecimentos mostrados em “Toy Story 3”, com os brinquedos em sua casa nova, como propriedade da pequena Bonnie. Quando Forky, um garfo com bracinhos, é adicionado à turma, as coisas começam a sair do controle e os brinquedos descobrem “quão grande o mundo pode ser”. Com direção de Josh Cooley (do curta “O Primeiro Encontro da Riley”, sequência de “Divertida Mente”), “Toy Story 4” também terá o retorno de seus dubladores famosos como Tom Hanks (Woody), Tim Allen (Buzz) e Joan Cusack (Jessie), no lançamento original em inglês. Apenas o Sr. Cabeça de Batata terá outro intérprete vocal, devido à morte do comediante Don Rickles no ano passado. A estreia da continuação está marcada para 20 de junho no Brasil.
Personagens de Homem-Aranha no Aranhaverso ganham pôsteres individuais
A Sony divulgou novos pôsteres da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que destacam individualmente os diferentes Homens-Aranha, Mulheres-Aranha e Porco-Aranha do filme. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que será o protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A explicação para a convivência entre personagens de universos completamente diferentes nos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – é uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime – que ironicamente é o menos cósmico dos vilões do herói. A presença de Peter Porker é a mais absurda. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Também chama atenção a participação de Ar//nH, a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento/crossover chamado “Aranhaverso”. Este evento, que claramente inspira o desenho, originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk, que faz parte dos projetos de filmes derivados da Marvel na Sony. Apesar da variedade de personagens surgidas no período, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Apesar dessa referência, é outra criação recente – lançada numa minissérie de 2009. Miles Morales é o único da lista que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão do selo Ultimate, onde foi criado por Brian Michael Bendis em 2011. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele mundo, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Por fim, como todos sabem, Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função, após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.












