HBO americana adquire a animação brasileira Lino
O canal pago americano HBO adquiriu os direitos de exibição do longa brasileiro de animação “Lino: Uma Aventura de Sete Vidas”. O filme, originalmente dublado por Selton Mello, até já ganhou um trailer com vozes em inglês para ser exibido nos Estados Unidos. “Lino” conta a história do rapaz mais azarado do mundo, que sofre o tempo inteiro, seja nos acidentes que acontecem em sua casa, seja no trabalho, como animador fantasiado de buffet infantil. Querendo mudar sua sorte, ele recorre a um suposto mago, que acaba complicando ainda mais sua vida, ao transformá-lo justamente na fantasia do gato gigante que serve de saco de pancadas das crianças. Lino vira um “monstro”, conforme ele próprio descreve. Lançado em setembro de 2017 no Brasil, o filme dirigido por Rafael Ribas se tornou a animação mais bem-sucedida do país, com mais de R$ 4,3 milhões de arrecadação. Mas o sucesso não se resumiu ao mercado nacional. “Lino” virou fenômeno no México, onde estreou em 400 salas, e teve tratamento de blockbuster na Rússia, com exibição em 1,2 mil salas. Lotou, ainda, cinemas na França, Alemanha, Espanha, Itália e Coréia do Sul, e agora também fechou distribuição mínima de 50 salas para o Canadá. Orçado em US$ 7 milhões, o que é considerado troco de boteco para os estúdios americanos de animação, “Lino” foi produzido pela Fox International Productions e pela produtora brasileira StartAnima. O trailer em inglês pode ser visto neste link.
Os Simpsons “previram” final de Game of Thrones
“Os Simpsons” acertaram mais uma vez. A animação “previu” como seria o final de “Game of Thrones” lá em 2017, num episódio em que a pacata Springfield foi retratada como uma cidade medieval. Intitulado “The Serfsons”, o capítulo abriu a 29ª temporada da longeva atração. E embora não fizesse uma citação direta à “Game of Thrones”, um trecho antecipou cenas muito parecidas ao ataque de dragão à Porto Real. Compare abaixo. Na trama animada, Homer, Marge, Bart e Lisa aparecem vestidos com roupas medievais, no topo de um castelo, e são testemunhas da destruição de uma cidade por um dragão. O ponto de vista é praticamente o mesmo de Cersei (Lena Headey), que observou Daenerys (Emilia Clarke) e Drogon da sacada da Fortaleza Vermelha. “Veja, o dragão está queimando nossa vila”, diz Bart, apontando para um dragão incendiando a cidade, enquanto Homer se diverte. “Eu amo minha vida”, diz, considerando-se seguro pela distância. Cersei também pensava assim. Até não pensar mais, com o mundo caindo sobre sua cabeça. The simpsons wtf !!!!?? #GameofThrones pic.twitter.com/U1hK8UvmG5 — خالد (@ilkh_) May 13, 2019
Os Simpsons registra pior audiência de todos os tempos nos EUA
O episódio de domingo passado (12/5) da longeva animação “Os Simpsons” registrou a pior audiência da série em todos os tempos. Intitulado “Crystal Blue-Haired Persuasion”, o capítulo foi visto por apenas 1,44 milhão de telespectadores e registrou 0,5 na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. A exibição marcou o final da 30ª temporada da série, que se encontra renovada para mais dois anos – até 2021. Além dos episódios inéditos exibidos, que continuará a ir ao ar na Fox, todos os 30 anos de capítulos produzidos de “Os Simpsons” farão parte do catálogo do novo serviço de streaming da Disney, a plataforma Disney+ (Disney Plus), que vai estrear em 12 de novembro nos Estados Unidos. A previsão de lançamento da Disney+ (Disney Plus) no Brasil é somente para 2021.
Geena Davis se junta ao elenco de dubladores do remake de She-Ra
“She-Ra e as Princesas do Poder”, remake da série clássica dos anos 1980 produzido pela DreamWorks Animation para a Netflix, contará com um reforço de peso em sua 3ª temporada. A atriz Geena Davis, vencedora do Oscar por “O Turista Acidental” (1988) e famosa por “Thelma & Louise” (1991), entrou no elenco de dubladores originais da atração. Ela dará voz à personagem Huntara, que relutantemente ajudará Adora, Glimmer e Bow em uma missão. Geena Davis vai se juntar a vários atores conhecidos na dublagem da série animada, a começar por Aimee Carrero (de “O Último Caçador de Bruxas” e a voz de “Elena de Avalor”), que vive She-Ra, além de Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), AJ Michalka (“The Goldbergs”), Marcus Scribner (“Black-ish”), Reshma Shetty (“Royal Pains”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Keston John (“The Good Place”), Lauren Ash (“Superstore”), Christine Woods (“Hello Ladies”), Genesis Rodriguez (“Time After Time”), Jordan Fisher (“Grease Live!”), Vella Lovell (“Crazy Ex-Girlfriend”), Merit Leighton (“Alexa & Katie”), Sandra Oh (“Killing Eve”) e Krystal Joy Brown (“Motown: The Musical”). A 3ª temporada de “She-Ra e as Princesas do Poder” será lançada no dia 2 de agosto em streaming.
Ministra Damares diz que Frozen é do diabo, porque Elza é uma princesa lésbica
A ala circense do governo Bolsonaro voltou a chamar atenção com o compartilhamento do vídeo de uma palestra da ministra Damares Alves, em que ela ataca a animação “Frozen”, comparando-a a um trabalho do diabo – ou do “cão”, em sua linguagem característica. O desenho seria responsável por seduzir “menina de três anos” para o mal, porque Elza acaba sozinha e sem precisar de príncipe encantado. O que, segundo a Ministra, é uma apologia ao estilo de vida gay. No vídeo, que começou a circular no sábado (11/5), Damares aparece cantando a música-tema do filme (“Livre Estou”) e diz: “Sabe por que ela [Elsa] termina sozinha em um castelo de gelo? Porque é lésbica! O cão está muito bem articulado e nós estamos alienados”. Ela ainda afirma que Elsa “vai acordar a Bela Adormecida com um beijo gay”. “Isto aqui é muito grave, sabe por quê? Porque eu fui menina e sonhei em ser princesa. Eu sonhei com o meu príncipe encantado. A gente tá abrindo uma brecha na cabecinha da menina de três anos pra sonhar com princesa! Isto aqui é indução!” O vídeo foi compartilhado nas redes sociais pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, que acrescentou: “Eis o pensamento de uma ministra de estado dos Direitos Humanos. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito”. Damares respondeu no Instagram algumas horas depois. Ela afirmou se tratar de uma “polêmica que tem como base novamente uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja”. “Eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças”, escreveu. A ministra ainda lançou uma de suas frases de efeito moralistas em letras maiúsculas: “VAI UM RECADO: CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA”. E acrescentou: “Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases”. Em “Frozen”, Elza não namora nem é erotizada. A moral da história é que princesas modernas não dependem de príncipes encantados para serem felizes para sempre, uma mensagem defendida por muitos psicólogos. Mas há, sim, fãs que gostariam de ver Elza caracterizada como uma princesa lésbica, chegando a realizar campanha para a diretora do filme confirmar essa tendência na continuação, prevista para o fim do ano. A justificativa é que a Disney vem representando diversas minorias em suas animações recentes. Algo que, inclusive, tem tornado a empresa cada vez mais popular. Porém, ainda não lançou uma princesa lésbica. A defesa da diversidade é uma dos pilares dos Direitos Humanos, como a ministra com certeza sabe – todos são iguais, todos tem os mesmos direitos, etc. Já o ataque à produção cultural infantil tem como base um discurso que culpa a cultura popular por todos os males da civilização. A origem disso vem dos anos 1950, quando um psicólogo americano chamado Fredric Wertham publicou um dos livros mais infames de todos os tempos. Em “Sedução dos Inocentes”, Wertham lançou as bases do discurso de Damares, dizendo que quadrinhos eram responsáveis pelos desvios de comportamento das crianças americanas. Entre outras coisas, a obra afirmava que a força e a independência da Mulher-Maravilha a caracterizavam como lésbica. Na época, os americanos levaram a sério e Wertham foi responsável por quase falir a indústria dos quadrinhos, gerando uma quebradeira no mercado e o fechamento de editoras importantes, além de “demonizar” a chamada nona arte. Passados 65 anos, os personagens de quadrinhos se tornaram a principal produção cultural dos EUA, rendendo bilhões em bilheterias de cinema, e Wertham passou a ser citado apenas como parâmetro de pensamento antiquado. Vale lembrar que, na mesma época de Wertham, a igreja evangélica americana também considerava rock uma música do diabo, porque vinha dos negros e inspirava desejos espúrios. Vários discos foram queimados na campanha do pastor Jimmy Swaggart, primo do roqueiro Jerry Lee Lewis e um dos televangelistas mais famosos de todos os tempos. E que acabou se envolvendo num escândalo sexual com uma prostituta, 30 anos depois. Durante o nazismo, a queima pública de livros na Alemanha também teve como base uma defesa da moral e dos bons costumes – “contra a decadência e a corrupção moral”, nas palavras de outro ministro famoso, Joseph Goebbels. “Em defesa da decência e a moralidade da família e do estado”. O poeta Heinrich Heine logo avisou: “Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” E não deu outra. Eis o pensamento de uma MINISTRA DE ESTADO dos DIREITOS HUMANOS. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito. No vídeo Damares Alves diz que a princesa Frozen vive sozinha no castelo de gelo porque ela é lésbica pic.twitter.com/cqehitc793 — Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) May 11, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Fui surpreendida com mais esta polêmica que tem como base, novamente, uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja. Minha critica é conhecida de todos, eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças. VAI UM RECADO : CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA. Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases. Uma publicação compartilhada por Damares Alves (@damaresalvesoficial1) em 11 de Mai, 2019 às 7:07 PDT
Janelle Monae vai assinar a trilha da nova versão de A Dama e o Vagabundo
A Disney convocou Janelle Monae para trabalhar na trilha sonora de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. Segundo o site da Variety, Monae e seu coletivo artístico Wondaland vão gravar novas versões de três músicas do clássico animado de 1955, incluindo uma faixa bastante polêmica: “A Canção dos Gatos Siameses” (no original, “The Siamese Cat Song”). Considerada um retrato racista da cultura asiática, a música acompanha uma dupla de gatos siameses que atormenta a protagonista, a cachorrinha Dama, após serem levados para a casa da família humana com quem ela vive. O remake live-action da animação clássica será lançado exclusivamente no serviço de streaming do estúdio, o Disney+ (Disney Plus), que estreia em 12 de novembro nos Estados Unidos. Além de trabalhar na trilha sonora, Monae vai dublar uma personagem no filme: Peg, uma das cachorrinhas de rua que a Dama (Lady, em inglês) conhece quando é levada para o canil. A escalação vai unir Janelle com sua namorada, a atriz Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), que dubla a protagonista. O resto do elenco de dubladores inclui Justin Theroux (“The Leftovers”) como o vira-lata Vagabundo, Benedict Wong (“Doutor Estranho”) como Bull, um buldogue inglês, e Ashley Jensen (“Extras”) como uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já os donos humanos da Dama serão interpretados, em carne e osso, por Thomas Mann (de “Kong: A Ilha da Caveira”) e Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”). No clássico animado de 1955, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e a direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”.
Comercial de Toy Story 4 mostra a origem do Garfinho
A Pixar divulgou um novo comercial de “Toy Story 4”, que revela a origem de um dos novos personagens: Forky (dublado em inglês por Tony Hale, da série “Veep”), que vai se chamar Garfinho no Brasil. Ele é muito importante para a trama. Um garfo de plástico transformado em brinquedo pela pequena Bonnie (dublada no novo filme pela menina Madeleine McGraw, da série “Outcast”), Garfinho sofre uma crise existencial por não saber se é brinquedo ou talher e resolve fugir, dando início à nova aventura. A Disney ainda não anunciou os dubladores nacionais do desenho. Com direção de Josh Cooley (do curta “O Primeiro Encontro da Riley”, sequência de “Divertida Mente”), “Toy Story 4” tem estreia marcada para 20 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos cinemas americanos.
Dublador do Ursinho Pooh é acusado de estupro e violência pela ex-mulher
O dublador americano Jim Cummings, que dá voz a inúmeros personagens da Disney, incluindo o Ursinho Pooh, Tigrão e o vilão Bafo de Onça, está sendo acusado pela ex-mulher Stephanie de estupro, violência, toxicodependência e abuso de animais. O ex-casal briga na Justiça pela custódia das duas filhas menores de idade, Johanna e Lulu. Jim e Stephanie Cummings se casaram em 2001 e se divorciaram dez anos depois, e os casos teriam ocorrido após o casamento terminar, entre 2011 e 2018. De acordo com documentos obtidos pelo site The Blast, Stephanie afirma que, desde o divórcio, vem sofrendo “abuso físico, sexual e emocional, incluindo mas não limitado a ameaças de morte, estupro e vários comportamentos sexuais forçados sem meu consentimento”. O estupro teria acontecido em 2013, após episódios de abusos sexual na frente da filha, quando ela tinha 4 anos de idade. Na época, Stephanie chegou a frequentar uma clínica de reabilitação por “codependência”, e o marido a perseguiu até o local e foi convidado a se retirar. Ela afirma ainda que, frequentemente e sem consentimento, ele tocava suas nádegas, virilha e seios. “Ele me segurava no lugar tentando me beijar e acariciar. Ele me espancava na frente de nossas filhas. Ele fazia comentários sexuais que eu achava repugnantes”, afirma Stephanie. Entre as acusações também estão abuso de drogas e de violência contra animal. Segundo ela, o ex-marido chegou a colocar o cachorro do casal, que havia urinado dentro de casa, em um balde de metal do lado de fora em um dia que fazia mais de 38 graus. “Ele quase morreu.” Jim Cummings nega as acusações e alega que está tentando resolver a situação amigavelmente com a ex-mulher. Ele afirmou ao The Blast que ela está tomando medicação e pode ter desenvolvido um distúrbio mental, que teria piorado no ano passado após ele ter se recusado a levá-la para a estreia do filme da Disney “Christopher Robin”, em que dublou o Ursinho Pooh e o Tigrão.
Vídeo de Toy Story 4 apresenta novo brinquedo dublado por Keanu Reeves
A Pixar divulgou um pôster e um novo vídeo de “Toy Story 4”, centrados no novo personagem Duke Caboom, um motociclista bigodudo que tem a voz de Keanu Reeves. A prévia mostra um comercial antigo do brinquedo, que é bem diferente da realidade, conforme o próprio motoqueiro explica. É que Caboom, originalmente produzido nos anos 1970, foi descartado por seu dono por não conseguir realizar tudo o que seu comercial prometia. “Ele sabe que decepcionou a criança que o comprou. Ele tem momentos de muita introspecção”, disse Reeves em entrevista para a revista Entertainment Weekly. Mas o vídeo prefere destacar o ego do personagem, que não cansa de se exibir, arrancando suspiros de brinquedos femininos. “Toy Story 4” tem estreia marcada para 20 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos cinemas americanos.
Clipe animado reúne Justin Bieber, Ariana Grande, Leonardo DiCaprio e uma constelação de astros
O comediante nerd e rapper Lil Dicky lançou o clipe de “Earth”, uma megacolaboração com uma constelação de astros, de Ariana Grande a Leonardo DiCaprio. Com temática ambiental, o vídeo traz a seleção de famosos cantarolando versos infantis na pele de animais animados – ou, no caso de DiCaprio, como ele mesmo. “Olá, eu sou um babuíno, eu sou como um homem, mas menos avançado e minha bunda é enorme”, canta Justin Bieber, para dar ideia do tom. Logo em seguida, surge Ariana Grande como uma zebra, Halsey como um leão, Katy Perry como um pequeno pônei, Ed Sheeran como um coala, Miley Cyrus como um elefante, Snoop Dogg como uma planta de maconha, etc. A lista de participações é enorme e ainda inclui os atores Hailee Steinfeld, Kevin Hart e Adam Levine, além de Wiz Khalifa, Shawn Mendes, Charlie Puth, SIA, Lil Jon, Rita Ora, Miguel, Lil Yachty, Meghan Trainor, Joel Embiid, Tory Lanez, John Legend, Bad Bunny, Psy, Kris Wu e até os Backstreet Boys. É uma grande piada, mas passa uma mensagem importante sobre preservação ambiental. A direção do clipe da música favorita de Leonardo DiCaprio é da dupla Nigel W. Tierney (diretor técnico das animações “Como Treinar Seu Dragão 2” e “Kung Fu Panda 3”) e Federico Heller (diretor de efeitos da série argentina “Aliados”).
Star Trek vai virar série animada infantil no Nickeledeon
A franquia “Star Trek” vai ganhar mais uma série. Desta vez, trata-se de uma animação para crianças, desenvolvida pelos irmãos Dan e Kevin Hageman (“LEGO Ninjago: O Filme”) para o canal pago Nickelodeon. A produção usará animação em CGI ao invés dos desenhos animados tradicionais em 2D. Na trama, um grupo de adolescentes encontra, por acaso, uma nave abandonada da Frota Estelar e passa a usá-la para viver várias aventuras e dar novo sentido as suas vidas. “A missão de ‘Star Trek’ é inspirar novas gerações de sonhadores a construir um futuro mais brilhante”, comentou Alex Kurtzman, que vai produzir a série e conduz a saga desde o começo da nova leva de filmes, em 2009. “Dan e Kevin criaram uma história que honra este espírito exploratório como nunca vimos antes”. O novo projeto se junta a múltiplas séries trekkers atualmente em produção. Entre elas, há inclusive outra animação, “Lower Decks”, que é destinada aos fãs mais crescidos da saga espacial. Criada por Mike McMahan, roteirista de “Rick and Morty”, ela será disponibilizada na plataforma CBS All Access. A franquia não tinha uma versão animada desde os anos 1970. Cultuadíssima, “Jornada nas Estrelas: A Série Animada” foi ao ar entre 1973 e 1974 e era escrita por alguns dos roteiristas da série original de 1966, além de ter voltado a reunir o elenco clássico em sua dublagem. Kevin e Dan Hageman venceram o Emmy 2018 como Roteiristas de Série Animada por “Caçadores de Trolls: Contos de Arcadia”. A nova série animada ainda não tem título nem previsão de estreia.
Netflix anuncia filmes de Maisa Silva, Larissa Manoela, Wagner Moura e 30 projetos nacionais
A Netflix anunciou nesta quarta-feira (24/4), durante o evento Rio2C, que passará a investir mais na produção de filmes brasileiros e que firmou contratos com Larissa Manoela e Maisa Silva, estrelas do SBT cobiçadas pela Globo, além do comediante Fábio Porchat, para estrelar algumas das obras. Mais popular do trio, Maisa será a protagonista de três longas nos próximos três anos. Porchat também fará três filmes e o mesmo deve valer para Larissa, que já tem o primeiro definido. Será “Modo Avião”, escrito e dirigido por César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”), em que uma jovem influenciadora digital vai precisar ficar numa fazenda sem poder usar o celular – sim, lembra um reality da Record. A plataforma de streaming também anunciou que está atualmente investindo em nada menos que 30 projetos no Brasil, um de seus maiores mercados globais, entre séries, longas e documentários. Ted Sarandos, chefe de Conteúdo da Netflix, revelou no Rio de Janeiro que fechou parcerias também com a escritora Thalita Rebouças, com o diretor Fernando Meirelles e com o ator Wagner Moura, que vai estrear como produtor com “Sérgio”, cinebiografia do diplomata Sérgio Vieira de Mello (1948-2003). Thalita Rebouças, por sua vez, assina “Quem Nunca?”, seu primeiro roteiro original após seus livros best-sellers virarem filmes de sucesso. O projeto será sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem – sim, lembra um reality da MTV. A maioria dos projetos são comédias e ainda incluem “Ricos de Amor”, de Bruno Garotti (“Cinderela Pop”), estrelado pela dupla Giovanna Lancellotti e Danilo Mesquita (da novela “Segundo Sol”), e “Carnaval, dirigido por Leandro Neri (“A Padroeira”). A empresa de streaming também trará de volta “O Menino Maluquinho”, do cartunista brasileiro Ziraldo, num desenho animado produzido pela Chatrone e previsto para 2021. Entre as séries, além das já anunciadas “Sintonia”, criada por Kondzilla, “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende, “Irmandade”, com Seu Jorge, o terror “O Escolhido”, a 2ª temporada de “O Mecanismo” e a 3ª de “3%”, vem aí “Futebol”, um drama de Elena Soares que conta a história por trás da relação intensa entre dois jogadores, Toró e Pantera, dois meninos pobres de 15 anos que são escolhidos entre uma multidão para integrar a categoria júnior do maior time brasileiro. “O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”, disse Sarandos em comunicado à imprensa. A investida da Netflix acontece no momento em que todos os novos projetos de filmes e séries estão paralisados no Brasil por conta da “política cultural” do governo Bolsonaro, fato que inclusive ganhou reportagem da revista americana Variety.
Disney barra A Canção do Sul e vai cortar cenas de Dumbo para lançamento em streaming
A Disney pretende liberar quase todas as suas animações clássicas no serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). Quase todas, porque “A Canção do Sul” não vai entrar no catálogo. Mistura de animação e live-action, o polêmico longa-metragem foi lançado originalmente em 1946 e faz um retrato caricatural dos escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação. Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA. Em 2011, o CEO da Disney, Bob Iger, disse que reviu o filme e decidiu que “muitas cenas não cairiam bem para o público atual, e não seria do nosso interesse relançar este longa em nenhum formato”. Pelo mesmo motivo, uma cena polêmica do desenho original de “Dumbo”, de 1941, será cortada na versão disponibilizada no Disney+ (Disney Plus). Trata-se da sequência em que Dumbo se encontra com um grupo de corvos (em inglês, “crows”), liderado por um personagem chamado Jim. O nome Jim Crow é emprestado de um personagem popular no século 19, usado para fazer piadas e reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras. Mais tarde, o nome “Jim Crow” também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de “Dumbo”, com o avanço da luta pelos direitos civis nos EUA. Para completar, os corvos ainda se comportam de forma caricatural no desenho. Sem alarde, o remake live-action de “Dumbo”, lançado neste ano e dirigido por Tim Burton, eliminou totalmente os corvos da história.











