Os Jovens Titãs encontram Os Jovens Titãs em Ação! em trailer de animação do Titãverso
A divisão mais animada da DC Comics divulgou o trailer de “Teen Titans Go! Vs. Teen Titans”, que vai juntar duas versões diferentes dos Jovens Titãs num crossover para o mercado de vídeo – e streaming. Os heróis dos desenhos “Os Jovens Titãs” (2003-2006) e “Os Jovens Titãs em Ação!” (exibida de 2013 até hoje) vão se encontrar num duelo arquiteto por duas versões diferentes do demônio Trigon, que pretendem conquistar os universos dos dois programas. Mas em vez de lutar para determinar qual equipe é mais poderosa, os Titãs vão se unir contra a ameaça comum. A premissa surreal e nonsense rende situações divertidas na prévia, como a descoberta das meninas (e de Mutano!) de “Os Jovens Titãs em Ação!” de que o Robin da outra equipe é bem mais atraente, sem esquecer da rivalidade dos dois Robins. A ideia é similar a “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018) e segue o recente lançamento de “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” (2018), que se destacou como animação mais divertida da DC Comics – com 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Tanto o diretor Jeff Mednikow quanto o roteirista Marly Halpern-Graser trabalham na série “Os Jovens Titãs em Ação!”, enquanto o co-roteirista Jeremy Adams assinou o excelente episódio animado de “Supernatural” com personagens de “Scooby-Doo”. A data de lançamento não foi divulgada, mas deve acontecer ainda em 2019.
Ícaro Silva e Iza serão Simba e Nala na dublagem nacional de O Rei Leão
A Disney definiu os dubladores da versão nacional de “O Rei Leão”. O ator Ícaro Silva (“Coisa Mais Linda”) será Simba, enquanto a cantora Iza dublará Nala. Na versão original, Donald Glover vive o personagem-título enquanto a popstar Beyoncé interpreta seu par romântico. Eles também devem dublar as canções, como demonstraram na “palhinha” oferecida pelo vídeo oficial do anúncio, disponibilizado nas redes sociais. Assim, a Disney brasileira mantém na dublagem brasileira uma característica do filme americano, que escalou astros negros nos papéis dos leões – após a célebre versão musical da Broadway ter tomado esta iniciativa em 1997. Vale lembrar que o desenho original de 1994 tinha atores brancos nos dois papéis, ninguém menos que Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller, de “Curtindo a Vida Adoidado”) e Moira Kelly (da série “One Tree Hill”). O resto do elenco de vozes nacionais inclui João Acaiabe (Rafiki), Graça Cunha (Sarabi), Robson Nunes (Kamari), João Vitor Mafra (Simba jovem), Carol Roberto (Nala jovem), Saulo Javan (Mufasa), Glauco Marques (Pumba), Ivan Parente (Timão), Rodrigo Miallaret (Scar), Marcelo ‘Salsicha’ Caodaglio (Zazu), Carol Crespo (Shenzi) e Thiago Fagundes (Azizi). O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável por “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e a previsão de estreia é para 18 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Veja abaixo a foto do elenco nacional completo e o vídeo da apresentação de Ícaro Silva e Iza. Com um anúncio desses a ansiedade para #OReiLeão só aumenta, né? @IzaReal e @icsilva vão ser as vozes de Nala e Simba nesse filme que marcou uma geração! Garanta seus ingressos e não perca essa super estreia dia 18 de julho nos cinemas: https://t.co/xoZpBMaPEH pic.twitter.com/J9zqBLFwm7 — WaltDisneyStudiosBR (@DisneyStudiosBR) June 27, 2019
Lena Headey entra em nova fantasia épica, no elenco da série de O Cristal Encantado
A atriz Lena Headey entrou em outra saga de fantasia épica após “Game of Thrones”. A ex-intérprete de Cersei Lannister se juntou ao elenco de dubladores de “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” (Dark Cystal: Age of Resistance), série da Netflix baseada no clássico infantil de Jim Henson, lançado em 1982. Além dela, a produção anunciou as participações de Benedict Wong (“Doutor Estranho”), Awkwafina (“Poderes de Ricos”), Sigourney Weaver (“Alien”), Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e Vespa”) e o profissional veterano de muppets Dave Goelz, que trabalhou no filme original. A série é ambientada muitos anos antes dos eventos do longa dos anos 1980. Centra-se em três Gelfling (dublados por Taron Egerton, Anya Taylor-Joy e Nathalie Emmanuel) que descobrem a terrível verdade por trás do poder dos malvados Skeksis e partem em uma jornada épica para acender o fogo da rebelião e salvar seu mundo. Headey e John-Kamen darão vozes a Gelflings, os personagens bonzinhos da trama, enquanto Wong e Awkwafina interpretarão vilões Skeksis. Weaver fará a narração e Goelz vai dar voz a outra criatura diferente, um Fizzigig. O resto do elenco de dubladores é igualmente impressionante. Não apenas Taron Egerton (“Rocketman”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), na pele dos heróis Rian, Brea e Deet, que protagonizam a série. Os coadjuvante confirmados incluem nada menos que Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Natalie Dormer (“Game of Thrones”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”). Ou seja, a Netflix Brasil teria que divulgar esta série com legendas! Mesmo assim, o primeiro trailer disponibilizado foi estrelado por vários profissionais anônimos da dublagem brasileira… O comando da série está nas mãos do cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que vai produzir e dirigir os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix, com roteiros de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). A estreia está marcada para 30 de agosto em streaming.
O Rei Leão registra segunda maior pré-venda do ano nos EUA
O maior site de vendas de ingressos online dos Estados Unidos, o Fandango, divulgou as primeiras informações sobre a pré-venda de “O Rei Leão”. O portal informou que o filme bateu o recorde de produções originais da Disney nas primeiras 24 horas, superando outros remakes da empresa. “O Rei Leão” também se tornou a animação de maior pré-venda pelo mesmo período no serviço. E marcou a segunda maior pré-venda geral de primeiro dia em 2019, perdendo apenas para o recordista “Vingadores: Ultimato”. Como na época da pré-venda do filme da Marvel, o Fandango não informou o número de ingressos comercializados nem os valores arrecadados. Mas se o parâmetro dos “Vingadores” servir como projeção, o remake de computação gráfica pode se tornar a animação de maior bilheteria de todos os tempos. O serviço rival Atom também divulgou seus dados de primeiro dia de vendas, informando que “O Rei Leão” superou todos os títulos voltados para a família (isto é, Censura Livre) em 2019, incluindo “Aladdin” e “Toy Story 4”. A comparação direta com “Aladdin”, até aqui o remake mais bem-sucedido da Disney no ano, é brutal. Segundo o Atom, “O Rei Leão” vendeu 4 vezes mais ingressos que o musical live-action nas primeiras 24 horas. Assim como o Fandango, o Atom não divulgou números – que não fossem “4” e “24”. O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável por “Mogli, o Menino Lobo”, e a estreia está marcada para 18 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. #TheLionKing is already taking its throne. ? pic.twitter.com/j7blOTn33t — Fandango (@Fandango) June 25, 2019 Within the first 24 hours of advance tickets going on sale, #TheLionKing sold FOUR TIMES more tickets than #Aladdin did on Atom in the same time period. pic.twitter.com/utIm75ES62 — Atom Tickets (@atomtickets) June 25, 2019
Estreia de Toy Story 4 leva quase 2 milhões de pessoas aos cinemas no Brasil
“Toy Story 4” estreou em 1º lugar nas bilheterias do Brasil, levando quase 2 milhões de espectadores aos cinemas no final de semana. Com todo esse público, o longa arrecadou R$ 34,9 milhões entre quinta e domingo (23/6). O desempenho excepcional tirou “Aladdin” do topo do ranking, deixando a fábula live-action em 2º lugar após um mês em cartaz, com R$ 5,8 milhões arrecadados. O detalhe é que ambas são produções da Disney, que confirma sua hegemonia no mercado cinematográfico. Só nos últimos quadro dias, o estúdio arrecadou mais de R$ 40 milhões no Brasil com os dois lançamentos. E vale lembrar que, desde a estreia, “Aladdin” já acumula R$ 73,6 milhões em bilheteria e público de 4,3 milhões de pessoas. Impressionante. O resto do Top 5 nacional tem “MIB: Homens de Preto – Internacional” (R$ 4,1 milhões), “X-Men: Fênix Negra” (R$ 2,7 milhões) e “Rocketman” (R$ 1,5 milhão). Os dados são da consultoria comScore.
Trilha do remake de O Rei Leão terá música inédita de Elton John
A Disney anunciou que a trilha sonora de “O Rei Leão” será lançada em 11 de julho, pouco mais de uma semana antes do lançamento do filme, e que ela contará com uma canção inédita de Elton John. Intitulada “Never Too Late”, a nova música foi composta por Elton John e Tim Rice, e interpretada pelo cantor junto com um coral africano produzido por Lebo M. As demais faixas são trechos da trilha orquestral de Hans Zimmer e as canções clássicas da animação de 1994, entre elas “Can You Feel the Love Tonight”, que também foi composta por Elton John e Tim Rice e venceu o Oscar de Melhor Canção Original. No remake com computação gráfica, a música ganhou regravação da cantora Beyoncé e do ator Donald Glover, que é conhecido no meio musical como o rapper Childish Gambino. Veja a capa da trilha sonora oficial abaixo. Com direção de Jon Favreau, dos aclamados “Homem de Ferro” (2008) e “Mogli: O Menino Lobo” (2016), “O Rei Leão” chega aos cinemas brasileiros em 18 de julho, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Diretor de Thor: Ragnarok vai dirigir animação de Flash Gordon
A Disney vai produzir o primeiro longa-metragem animado do herói espacial “Flash Gordon”. E, segundo o site Deadline, ninguém menos que Taika Waititi, que conquistou os fãs da Marvel com outra aventura espacial, “Thor: Ragnarok”, foi contratado para escrever e dirigir o projeto. Os direitos da produção foram adquiridos pela Disney junto de sua compra do acervo da 20th Century Fox. O lançamento deve se manter com produção da Fox, que há anos tenta encontrar uma abordagem para relançar Flash Gordon no cinema – chegando a cotar Matthew Vaughn (“Kingsman” e “Kick-Ass”) e Julius Avery (“Operação Overlord”) como diretores. Criado pelo gênio dos quadrinhos Alex Raymond em 1934, “Flash Gordon” acompanha um atleta americano, o herói do título, que vai parar com sua namorada e um cientista russo num planeta chamado Mongo, onde alia-se à revolucionários que pretendem derrubar o ditador Ming, um líder sanguinário com planos para a conquista da Terra. Repleto de mulheres fatais, com direito às primeiras minissaias da História, além de naves espaciais, raios laser, homens-leões e homens com asas, a obra de Raymond já foi adaptada em três filmes na época dos seriados de aventura dos anos 1930 e 1940, cujo visual avançado chegou a servir de referência para “Guerra nas Estrelas” (1977) e “O Império Contra-Ataca” (1980). O personagem também ganhou um filme em 1980, que tentou pegar carona justamente no sucesso de “Guerra nas Estrelas”, mas o resultado decepcionou os fãs dos quadrinhos e é mais lembrado por sua trilha sonora, composta pela banda Queen, e por ter virado piada na comédia “Ted” (2012), de Seth MacFarlane.
Toy Story 4 emociona mesmo repetindo situações dos filmes anteriores
“Toy Story”, “Toy Story 2” e “3” não são apenas excelentes. São alguns dos melhores filmes já feitos e entregam com perfeição um começo, um meio e um fim como poucas trilogias foram capazes. E o que é “Toy Story 4”? Um novo final? Um novo começo? Precisava mesmo disso? Não fica claro. É tão relevante quanto desnecessário. Uma delícia de assistir, praticamente um complemento, mas não chega à altura dos anteriores. Entretanto, todos amam Woody, Buzz & Cia. É ótimo rever velhos amigos mesmo quando não contam muita novidade. E é exatamente isso que acontece com “Toy Story 4”, um pot-pourri dos melhores momentos e conflitos da (antes considerada) trilogia. Isso é bom e ruim, porque satisfaz quem gosta da saga, mas também é o primeiro dos quatro filmes a não entregar um roteiro desenvolvendo dramas e obstáculos inéditos. O único ponto de Toy Story 4 diferente de tudo que foi mostrado desde 1995 é o seu final. Mas até chegar lá, a história é uma repetição. Divertida, emocionante, mas ainda uma repetição. E fica a pergunta: esse final foi feito para (de novo) encerrar a série pela segunda vez ou para indicar sua reinvenção? Enfim, o tempo se encarregará de responder essa questão. Mas é um final que arrancará lágrimas dos fãs; não na mesma quantidade derramada em “Toy Story 3”, mas vai. Pode não ser o que você queria, porém é honesto com toda a série e demonstra o esforço de “Toy Story 4” em, no mínimo, honrar os anteriores. Até porque era impossível não retomar os temas de aceitação, abandono, lealdade, e existencialismo, amizade e a busca pelo nosso verdadeiro eu e nosso lugar no mundo, que são base da franquia. Tudo isso foi e explorado de alguma forma na trilogia, como a história do brinquedo que não sabe que é um brinquedo (“Toy Story”), a dúvida de Woody sobre se juntar a outros brinquedos e deixar sua criança para trás (“Toy Story 2”) e a fuga de um lugar estranho e ameaçador (“Toy Story 3”), que ressurgem repaginados com Garfinho e outros novos personagens, além de um antiquário tenebroso. Mas não há como negar que tudo é bem amarrado e que a história flui com maestria. Mesmo com seus repetecos, “Toy Story 4” é mágico e envolvente do início ao fim, como um entretenimento de primeira, coisa que às vezes até a própria Pixar se esquece de fazer. Talvez por causa da coragem de sua conclusão. Quando tudo está igual, a Pixar resolve fechar com uma última decisão inesperada, mas que faz todo o sentido depois de tantos anos acompanhando esses brinquedos. Principalmente, porque a franquia sempre foi representada por Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (Tim Allen). Mas, no fundo, sempre foi sobre o caubói. Woody dedicou sua vida à Andy e aos amigos; nunca a si próprio. Em “Toy Story 4”, pela primeira vez, veremos Woody fazendo algo para ele mesmo. Ele representa pessoas que você conhece (ou talvez seja você) que abdicam de sonhos e vontades para cuidar dos outros e, num piscar de olhos, a vida já passou. Gostei de ver essa discussão na série, assim como a introdução de novos personagens, como o dublê Duke Caboom (voz de Keanu Reeves) e a dupla Patinho e Coelhinho (Keegan-Michael Key e Jordan Peele). Também é interessante ver a indefesa Betty (Annie Potts) surgindo como uma jedi após cerca de sete anos vivendo nas ruas. Mas é o tal do Garfinho (voz de Tony Hale) que rouba a cena. Um brinquedo que pode ser criado por qualquer criança no mundo, e que se torna mais valioso que qualquer produto caríssimo vendido nas lojas. Ironicamente é o que deve acontecer com o Garfinho, que deve ser vendido a mais de R$ 100,00 nas megastores. Mas voltando ao filme, o personagem se vê como lixo, descartável e recusa sua existência. Se não fosse por Woody, ficaria para sempre numa lata de lixo. Ou seja, a Pixar toca sutilmente no tema do suicídio, mas não se preocupe, porque a abordagem é leve e divertida por incrível que pareça, porque mostra a metáfora por meio de um garfo tosco de plástico e não de uma pessoa. Só que, enquanto temos ótimos personagens principais com muito tempo em cena, incluindo a boneca Gaby Gaby (voz de Christina Hendricks) e seus assustadores bonecos ajudantes, os tradicionais Rex, Cabeça de Batata, Slink e até Jessie se tornam descartáveis na trama. E nunca “Toy Story” tratou seus coadjuvantes de maneira tão pobre. Resta saber se o desfecho de “Toy Story 4” foi uma conclusão mesmo (de novo) ou se foi um (outroz) recomeço. Talvez tenha chegado a hora da Pixar tomar uma decisão radical, porque se continuar a apostar na reprise de situações, o antiquário pode ter uma estante reservada para “Toy Story 5”.
Estreia de Neon Genesis Evangelion na Netflix gera polêmica com queixas de censura
O anime clássico “Neon Genesis Evangelion”, marco da animação da TV japonesa, chegou à Netflix na sexta-feira (21/6). E o lançamento já virou polêmica nos Estados Unidos, porque a série ganhou uma nova tradução, que transformou o desenho revolucionário dos anos 1990 num produto conservador. Uma das cenas mais alteradas diz respeito ao momento em que os personagens Kaworu e Shinji declaram seu amor. Tanto na dublagem quanto na nova legendagem, o contexto homossexual foi suprimido, tornando a intenção dos personagens apenas subentendida, praticamente um amor fraternal. “Eu te amo” virou “eu gosto de você”. Veja abaixo a comparação das versões. A mudança na declaração de afeto gay fez vários fãs considerarem a tradução um ato de censura. Eles também repararam que os palavrões foram cortados, tirando a força da raiva dos personagens em diversos momentos. Responsável pela tradução, Dan Kanemitsu respondeu às críticas no Twitter. “Eu não estou em posição de responder pela cena específica que você citou, mas digo que, em todas as minhas traduções, eu tentei manter ao máximo a fidelidade ao material original”, disse Kanemitsu. Mas não ficou nisso. Em outro tuíte, ele se autoatribuiu a função de roteirista, tentando explicar o sentido da cena original citada, que ele não escreveu. “O poder do storytelling depende da habilidade que a audiência tem em estabelecer relações emocionais com os personagens, além de reconhecer a intimidade entre as pessoas baseado em inferências. Uma coisa é os personagens confessarem seu amor e outra é eles inferir que existe uma afeição entre eles e deixar o público em dúvida […] deixar espaço para a interpretação é o que deixa tudo mais divertido”, afirmou o tradutor. Um internauta não resistiu e rebateu: “O problema com o poder do storytelling é que ele não te pertence. A história já foi contada. Você está aí só para traduzi-la. Não para mudá-la”. Nesta discussão, é importante reparar que a versão dos quadrinhos de “Evangelion” é mais explicita ao representar a cena censurada, com um beijo de Kaworu em Shinji, que não dá margens à interpretação. E eles não se beijam apenas uma vez. O fórum dedicado à tradução do desenho no Reddit tem mais de 500 reclamações diferentes, inclusive sobre “traduções” com inglês mal-falado, como o uso da palavra “children” no plural, quando o correto seria “child” no singular, resultando num “japinglês” tosco – “a terceira crianças”. A série animada também ganhou uma nova dublagem no Brasil. As dublagens anteriores da animação foram feitas pelos estúdios Mastersound (para o já extinto canal pago Locomotion) e, posteriormente, Álamo (para exibição na Animax). Já o relançamento foi redublado pela VoxMundi Audiovisual, com direção de dublagem por Fábio Lucindo – por coincidência, responsável por dar voz ao protagonista Shinji Ikari em todas as versões. O estúdio também redublou os filmes “End of Evangelion” (1997) e a continuação “Evangelion: Death (True)²”, ambos disponibilizados no catálogo da Netflix. Outro detalhe: além das dublagens/legendagens diferentes, a nova versão se diferencia das anteriores por não incluir a música “Fly Me to the Moon” nos créditos finais. Veja abaixo o final dos episódios originais japoneses, que não está no lançamento da Netflix. The power of storytelling sometime depends on the ability of audiences to establish emotional relationships with the characters, as well as, recognize intimacy between people based on inferences. — 兼光ダニエル真 (@dankanemitsu) June 21, 2019 sorry but this is not ok (right is from the new netflix eva script) pic.twitter.com/LehJYFjMng — Jimmy Gnome (@jimmygnome9) June 21, 2019
O Rei Leão: Novo vídeo destaca música de Beyoncé
A Disney divulgou um novo vídeo da animação foto-realista “O Rei Leão”, que oferece uma prévia da canção “Can You Feel The Love Tonight”, interpretada por Donald Glover (série “Atlanta”) e Beyoncé (“Dreamgirls”) – intérpretes do casal Simba e Nala. De forma simbólica, todos os leões africanos são dublados por artistas negros. Além dos citados, Alfre Woodard (série “Luke Cage”) dá voz à Sarabi, a mãe de Simba, James Earl Jones (“O Campo dos Sonhos”) volta a dublar Mufasa, pai de Simba – como no desenho clássico de 25 anos atrás – , e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) aparece como o vilão Scar, que bane o pequeno Simba para o exílio na floresta. Já os dois personagens mais divertidos, Timão e Pumba, são dublados pelos comediantes Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”), respectivamente como o suricato e o javali. O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável por “Mogli, o Menino Lobo”, e estreia marcada para 18 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer da continuação de Trolls é ataque contra o rock
A DreamWorks Animation divulgou o trailer de “Trolls: World Tour”, sequência da animação “Trolls” (2016). E há tantas coisas erradas no vídeo musical que era preferível o silêncio. Não “o som do silêncio”, já que este é um dos problemas – o clássico depressivo “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, virou exemplo de música fofa na prévia, que ainda não foi legendada ou dublada para o lançamento nacional. No novo longa, a rainha Poppy e Branch fazem uma descoberta surpreendente: existem outros mundos de Troll além do deles, cada um definido por um gênero diferente de música. E o rock – denominação do som que no trailer é representado como heavy metal dos anos 1980 – é o vilão dessa história. Os roqueiros querem dominar o mundo Troll e acabar com os outros gêneros musicais. A ironia dessa premissa é que ela representa o oposto do que sempre aconteceu no mundo real, onde o pop foi criado no final dos anos 1950 para acabar com o rock. E basicamente conseguiu seu objetivo no século 21, após se mesclar com o R&B e fazer sumir qualquer vestígio de rock nas listas de sucessos comerciais. “Trolls: World Tour” é apenas o mais novo capítulo dessa história antiga de ataque do pop contra o rock, que pretende ensinar às crianças como roqueiros representam o mal. Basicamente, o que o pastor Jimmy Lee Swaggart já fazia há meio século, ao conclamar seguidores a queimar os discos de rock – música do diabo. A continuação bizarra traz Justin Timberlake e Anna Kendrick de volta aos papéis de Branch e Poppy, respectivamente. E entre as novidades no elenco estão Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”), Chance the Rapper (“Slice”), Anthony Ramos (“Nasce uma Estrela”), Karan Soni (“Deadpool”), Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Mary J. Blige (“The Umbrella Academy”) e Ozzy Osbourne (“Um Diabo Diferente”). Os roteiristas são os mesmos do primeiro filme, Jonathan Aibel e Glenn Berger, e a direção está a cargo da dupla Walt Dohrn e David P. Smith, que estreiam em longa-metragem após comandarem episódios de séries animadas. A animação tem estreia marcada para 16 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Angry Birds 2 ganha novo trailer em versões dublada e legendada
A Sony divulgou mais dois pôsteres e o último trailer, em versões dublada e legendada, de “Angry Birds: O Filme 2”. A prévia apresenta a inesperada cooperação entre os pássaros e seus inimigos do primeiro filme – e dos games que inspiram as adaptações – , os porcos verdes. Eles decidem se unir contra uma ameaça em comum: Zeta, personagem dublada por Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), que vive numa ilha congelada e resolve declarar guerra aos habitantes das outras duas ilhas ensolaradas. O conflito contará com o retorno dos dubladores originais, que incluem Jason Sudeikis (Red), Josh Gad (Chuck), Danny McBride (Bomba), Bill Hader (Leonardo) e Peter Dinklage (Mega Águia). Já as novas vozes, além de Leslie Jones, destacam as participações de Dove Cameron (“Descendentes”), Sterling K. Brown (“This Is Us”), Awkwafina (“Podres de Ricos”), Rachel Bloom (“Crazy Ex-Girlfriend”), Zack Woods (“Silicon Valley”), Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), Lil Rel Howery (“Corra!”), a menina Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) e a cantora Nicki Minaj. Curiosamente, o primeiro filme não foi exatamente um blockbuster. Com um orçamento de US$ 73 milhões, a animação de 2016 só faturou US$ 346 milhões em todo o mundo e foi massacrada pela crítica (44% de aprovação no Rotten Tomatoes). Mas teve boa recepção em home video, figurado em 1º lugar em locações no iTunes e com boas vendas em DVD e Blu-ray. De todo modo, a Sony resolveu mudar completamente a equipe criativa. O novo roteiro foi escrito por Peter Ackerman (de “A Era do Gelo”) e a direção compartilhada por Thurop Van Orman (da série “As Trapalhadas de Flapjack”) e John Rice (de “Rick & Morty”). A estreia está marcada para 16 de agosto nos Estados Unidos e apenas em 3 de outubro no Brasil.
Pixar anuncia nova animação do diretor de Divertida Mente
Depois de ilustrar como funciona a mente em “Divertida Mente”, a Pixar pretende desenhar a alma em “Soul”, nova animação do estúdio. A troca da “ciência” pela religião foi anunciada pela Disney nesta quarta (19/5), junto com a revelação do logo, da sinopse e da data de estreia da produção. A sinopse parece confirmar que se trata de uma versão metafísica de “Divertida Mente”, apresentando a trama com perguntas existenciais. “Você já se perguntou de onde vem suas paixões, seus sonhos e seus interesses? Tudo aquilo que faz de você… VOCÊ”, diz o texto liberado pelo estúdio. O responsável por “Soul” também é o mesmo de “Divertida Mente”. Pete Docter, que assina o roteiro e a direção de “Soul”, venceu o Oscar de Melhor Animação pelo filme de 2015 e por sua produção anterior no estúdio, “Up: Altas Aventuras” (2009). A estreia foi marcada para 19 de junho de 2020 nos Estados Unidos – e ainda não há confirmação da data para o Brasil. Veja o logo oficial do filme abaixo.












