Invincible: Série animada do criador de The Walking Dead ganha trailer ultraviolento
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer legendado de “Invincible”, série animada que adapta os quadrinhos homônimos de Robert Kirkman (o autor de “The Walking Dead”). A prévia abrange vários momentos distintos da trama, desde os primeiros passos do personagem-título como super-herói até a grande reviravolta, após a descoberta de um segredo que muda a perspectiva da história. Vale reparar que a evolução narrativa é acompanhada por uma mudança radical de tom, refletida pela troca do humor leve dos primeiros minutos por uma ultraviolência pesadíssima – que nos quadrinhos originais é muito pior. Lançada como “Invencível” no Brasil, a série aborda o universo dos super-heróis com um olhar sombrio, ao acompanhar Mark Grayson, um jovem aparentemente comum, exceto pelo fato de ser filho do super-herói mais poderoso do planeta, Omni-Man. Durante toda a vida, ele acreditou que seu pai era um alienígena benevolente, vindo do espaço para proteger a Terra, e que havia herdado seus poderes para continuar esse legado. Até o dia em que é convidado a se juntar ao pai em sua verdadeira missão: dominar o mundo. O elenco de dubladores reúne diversos intérpretes “clássicos” de “The Walking Dead”, a começar por Steven Yeun (o Glenn), que dubla o protagonista. Além dele, o elenco também inclui Lauren Cohan (a Maggie), Lennie James (Morgan), Khary Payton (Ezekiel), Ross Marquand (Aaron), Sonequa Martin-Green (Sasha), Michael Cudlitz (Abraham) e Chad Coleman (Tyreese). A produção também destaca as vozes de JK Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”) como Omni-Man e Sandra Oh (vencedora do Globo de Ouro por “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”) como a mãe de Mark, sem esquecer de Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Walton Goggins (“Tomb Raider”), Mark Hamill (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Gillian Jacobs (“Community”) e Seth Rogen (“Vizinhos”), entre outros. Um elenco impressionante. Os quadrinhos de “Invincible” foram publicados por 15 anos, encerrando-se em 2018 com a conclusão da história. Neste meio tempo, sua trama já tinha sido transformado em série animada – pela MTV em 2008 – sem maiores repercussões. Mas isso deve mudar com a nova série. Desta vez, a adaptação é do próprio Kirkman, com produção de sua empresa Skybound (que também produz “The Walking Dead” e seus derivados). A estreia está marcada para 26 de março.
Vídeo de bastidores mostra que Raya e o Último Dragão teve produção “caseira”
A Disney divulgou um vídeo de bastidores de “Raya e o Último Dragão” (Raya and the Last Dragon), que destaca como o filme foi produzido à distância por sua equipe – entre cachorros, gatos e bebês nas casas dos profissionais, por conta da pandemia do novo coronavírus. A prévia também exibe novas cenas do desenho e conta com depoimentos de Kelly Marie Tran (a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”), que dubla a Raya do título, e Awkwafina (“Jumanji: Próxima Fase”), voz do último dragão. Criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”), Raya tem traços asiáticos e incorpora vários elementos da cultura – e das artes-marciais – do sudeste asiático. Apesar disso, a história é uma aventura fantasiosa sem laços com o folclore regional. A trama se passa em uma terra fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com dragões, mas agora que as criaturas místicas se foram estão em conflito permanente. Raya, então, parte atrás do último dragão existente, acreditando que ele pode restaurar a paz. Mas só encontra um bicho tagarela que se transforma em uma mulher. A direção é comandada por Don Hall (“Moana”) e Carlos López Estrada (“Ponto Cego”), que trabalharam juntos com os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). Além das duas estrelas citadas, o elenco de dubladores incluiu outros astros asiáticos famosos de Hollywood, como Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Sandra Oh (“Killing Eve”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”) e Benedict Wong (“Doutor Estranho”). A animação deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou seu lançamento para 12 de março, quando também será disponibilizada na Disney+ (Disney Plus). O detalhe é que não basta ser assinante para assistir ao filme em streaming. A Disney decidiu cobrar uma sobrepreço (além do preço da assinatura) para quem quiser assistir “Raya e o Último Dragão” em casa, que batizou de Premier Access.
Livro infantil de Lupita Nyong’o vai virar animação da Netflix
A Netflix vai produzir uma animação musical baseada no livro infantil “Sulwe”, que é escrito por ninguém menos que a atriz Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”). O livro ilustrado conta a história da personagem-título, uma menina queniana que, segundo a descrição, “nasceu com a cor da meia-noite”. Um dia, ela recebe a visita de uma estrela cadente e parte em uma aventura mágica, que aborda temas como colorismo, autoestima e a lição de que a verdadeira beleza vem do interior. “A história de ‘Sulwe’ é algo que está muito perto do meu coração”, disse Nyong’o em comunicado. “Em minha infância, eu ficava desconfortável na minha pele escura. Raramente via alguém que se parecesse comigo nas páginas de livros e revistas, ou mesmo na TV. Foi uma longa jornada para eu chegar ao amor-próprio.” Ela continua: “‘Sulwe’ é um espelho para as crianças de pele escura se verem, uma janela para aqueles que podem não estar familiarizados com o colorismo, para ter compreensão e empatia, e um convite para todos que se sentem diferentes e invisíveis para reconhecer sua beleza inata e valor. Estou feliz que o livro seja adaptado em uma animação musical, que espero inspirar crianças de todo o mundo a celebrar sua singularidade.” Lupita Nyong’o será produtora da adaptação, mas ainda não há equipe ou maiores detalhes envolvendo o projeto. Em setembro passado, a atriz leu seu livro num vídeo divulgado pela Netflix, como parte de uma série educativa, chamada “Bookmarks”, em que artistas e celebridades leem livros infantis de autores negros sobre a experiência negra. O episódio com Nyong’o pode ser visto abaixo.
Filme de Tom & Jerry ganha trailer ao som de Michel Teló
A Warner Bros. divulgou um novo trailer de “Tom & Jerry: O Filme”, com uma edição especial para o mercado brasileiro. No vídeo, o gato e o rato fazem o que sempre fazem acompanhados da música “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. A montagem funciona perfeitamente, destacando as cenas em que o felino está prestes a pegar o roedor, que acompanham a frase “Ai, se eu te pego”, e quando o gato fica em apuros, ao som da frase “Assim você me mata”. Lançado nos cinemas nesta quinta (18/2), o filme tem formato híbrido, em que os protagonistas continuam animados e do jeito que os fãs lembram, apesar de contracenarem com atores de carne e osso. O resultado é bem diferente do live-action do “Scooby Doo”, para citar outro desenho clássico que ganhou adaptação da Warner. Enquanto o cachorro da Hanna-Barbera se materializou no cinema com visual realista criado por computação gráfica, desta vez os personagens da MGM quase não mudaram, preservando a aparência de seus antigos desenhos bidimensionais. Embora a combinação de cartum e atores pareça retrô, a opção não aliena os fãs dos cartoons originais. Além disso, essa combinação evoca o excelente “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e, claro, “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003), inclusive na forma como incorpora a física surreal dos desenhos, como portas que mudam de lugar e quedas quilométricas que não matam. Tudo isso se torna ainda mais divertido diante da reação humana ao caos. Na trama, Tom e Jerry decidem se separar amigavelmente após décadas de brigas. Mas quando o rato apronta na despedida e resolve se mudar para um hotel de luxo de Nova York, o gato tem prazer em renovar sua rixa ao ser contratado para exterminá-lo. O elenco humano destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como a funcionária do hotel encarregada de se livrar do rato e que acredita que Tom é a solução para seus problemas – aparentemente, ela nunca viu o desenho! Os demais coadjuvantes são interpretados por Michael Peña (“Homem-Formiga”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Colin Jost (“Saturday Night Live”) e Rob Delaney (“Catastrophe”). A direção é de Tim Story, responsável por dois “Quarteto Fantástico” e por lançar a franquia “Uma Turma do Barulho”.
HBO Max renova série animada dos Gremlins antes da estreia
A HBO Max renovou antecipadamente a série animada dos “Gremlins” para uma 2ª temporada. Anunciada em 2019, a atração se chama em inglês “Gremlins: Secrets of the Mogwai” e é um prólogo dos longas de Joe Dante. Como os fãs sabem, o “Gremlins” original contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), que ganha um novo bichinho de estimação, um mogwai, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestinhas monstruosas. Escrito por Chris Columbus (o diretor de “Esqueceram de Mim”), o filme chegou aos cinemas em 1984 e fez tanto sucesso que ganhou uma continuação, “Gremlins 2: A Nova Geração”, em 1990. A animação vai voltar no tempo para mostrar o Sr. Wing – o vovô chinês interpretado nos filmes por Keye Luke – em sua infância na Xangai dos anos 1920, onde encontra pela primeira vez o amigável mogwai Gizmo. A renovação foi anunciada bem antes da estreia da série, que está atualmente em produção e só agora anunciou seu elenco de vozes, formado por Izaac Wang (“Bons Meninos”), Ming-Na Wen (“Agents of SHIELD”), BD Wong (“Jurassic World”), James Hong (“Os Aventureiros do Bairro Proibido”), AJ LoCascio (“Croods, o Início”), Gabrielle Green (“Força Danger”) e Matthew Rhys (“The Americans”). Produzida pela Warner Bros. Animation em parceria com a Amblin Television (de Steven Spielberg), a série terá 10 episódios com aproximadamente 30 minutos de duração e ainda não tem previsão de lançamento.
Os Croods 2 volta a liderar bilheterias dos EUA após dois meses
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” realizou um feito que não se via nas bilheterias da América do Norte desde os anos 1980. O filme da DreamWorks Animation/Universal Pictures voltou a vender mais ingressos que qualquer outro em sua 12ª semana em cartaz, reassumindo o 1º lugar. Lançado em novembro do ano passado, “Os Croods” tinha liderado originalmente as bilheterias por cinco fins de semanas, até 13 de dezembro. A reviravolta deste domingo (14/2) marca a primeira vez que o título aparece no topo do ranking em 2021. E isto acontece dois meses após perder a liderança e ficar disponível em VOD (aluguel digital) nos EUA. Para assumir o topo, a animação enfrentou três estreias. Mas eram títulos de circuito limitado, como “Judas e o Messias Negro”, de Shaka King, “Land”, a estreia da atriz Robin Wright na direção, e “The Mauritanian”, do veterano Kevin Macdonald, que chegaram aos cinemas como estratégia de campanhas por indicações ao Oscar. Além disso, “Judas e o Messias Negro” ainda foi disponibilizado simultaneamente na HBO Max. Isto explica porque, do ponto de vista tradicional, “Os Croods” conseguiu liderar com uma arrecadação baixa. Na verdade, seu faturamento foi típico de um filme que está a 12 semanas em cartaz: US$ 2 milhões (chegando a US$ 2,7 milhões com o fim de semana ampliado pelo feriado do Dia do Presidente nos EUA). O fato desse montante lhe render o 1º lugar se deve, além da falta de entusiasmo com as estreias, à queda generalizada das bilheterias devido ao coronavírus e também a um elemento de força maior: os EUA foram atingidos por uma forte tempestade de neve, que trancou as pessoas em suas casas durante o fim de semana. As vendas de “Os Croods 2” se concentraram nas regiões mais quentes do sul dos EUA, como opção de passatempo para famílias no feriadão. Ainda inédito no Brasil, “Os Croods 2” já arrecadou US$ 48,9 milhões na América do Norte e ultrapassou os US$ 150 milhões mundiais. O lançamento por aqui só vai acontecer em 25 de março.
Polícia persegue Ozzy Osbourne e Post Malone em clipe animado
O veterano cantor de rock Ozzy Osbourne lançou um clipe animado para a música “It’s a Raid”, parceria com Post Malone. O título é a primeira frase de Ozzy no desenho dirigido por Patrick Pope, que acompanha os dois cantores fugindo de uma batida policial (“raid”, em inglês). Após se verem cercados no quarto de motel em que consomem drogas, eles passam o clipe acelerando num carro, em fuga de viaturas, até serem encurralados. O final tem Ozzy (em versão jovem, além de animada) xingando todo mundo. A história de “It’s a Raid” teria sido inspirada por fatos reais. Pelo menos foi o que Ozzy contou em uma entrevista recente à rádio SiriusXM, dos Estados Unidos. “Estava sentado lá, em Bel Air [Los Angeles], o sol brilhava. Tinha cocaína à mão, bebidas. E eu pensava: ‘F*-se, eu consegui chegar até aqui!’. Estava muito quente. Vi aqueles botões na parede e pensei serem do ar condicionado. Apertei o botão e em cinco minutos, quatro ou cinco carros da política chegaram berrando na porta da casa.” Em outras palavras. Ozzy acionou o alarme da casa em vez de ligar o ar condicionado. “Então, eu e um roadie pegamos uma tigela enorme de cocaína e a maconha que tínhamos e nos escondemos no banheiro. Ficava pensando que não deveria jogar isso fora. Tive cocaína saindo pelas minhas orelhas! Não dormi por quatro dias depois disso.” No clipe, Ozzy não se esconde, mas foge acompanhado por Post Malone, gerando uma perseguição policial intensa pelas ruas de Los Angeles. Confira abaixo.
Velma, do Scooby-Doo, vai ganhar série de Mindy Kaling
A HBO Max anunciou a produção de três novas séries animadas, duas delas baseadas em personagens conhecidos. A principal novidade é uma atração centrada em Velma, a amiga nerd do Scooby-Doo, que faz parte da turma da Máquina do Mistério. A série está sendo desenvolvida por Mindy Kaling, a ex-integrante da sitcom “The Office” que criou “Projeto Mindy” e “Eu Nunca… “, e que estreou como dubladora de animação como a voz do Desgosto no longa “Divertida Mente”. Além de produzir, ela também fará a voz da protagonista Velma Dinkley. A lista de encomendas da plataforma também destaca um remake de “Clone High”, série clássica da MTV, que voltará a reunir os criadores originais, Phil Lord, Chris Miller e Bill Lawrence, na função de produtores. Lord e Miller se tornaram bem famosos depois da animação que lançou suas carreiras – dirigiram “Uma Aventura Lego” e produziram “Homem-Aranha no Aranhaverso”, entre muitos outros trabalhos – , enquanto Lawrence, que já era conhecido pelas séries “Spin City” e “Scrubs”, lançou “Cougar Town”, por exemplo. Como a série de 2003, a nova “Clone High” seguirá figuras históricas célebres, que foram clonadas e matriculadas no ensino médio. Na primeira versão, os alunos eram clones emos de Abraham Lincoln, Cleópatra, Joana D’Arc, John F. Kennedy e outros, que precisavam lidar com os problemas e situações da vida adolescente. A terceira série é uma adaptação de um curta premiado, chamado “Fired on Mars”, e foi criada pelos cineastas da produção original, Nate Sherman e Nick Vokey (que fizeram “Wet City”, no Adult Swim). Descrita como uma comédia existencial de local de trabalho, a série será ambientada no campus marciano de uma empresa de tecnologia moderna. O comediante Peter Davidson (do “Saturday Night Live”) fará a voz do protagonista.
Roteirista de Juno assina piloto de série live-action das Meninas Superpoderosas
A rede americana The CW encomendou oficialmente o piloto de uma série live-action (com atores reais) baseada na série animada “As Meninas Superpoderosas”, do Cartoon Network. A série está sendo desenvolvida pelas roteiristas Diablo Cody (vencedora do Oscar por “Juno” e autora da vindoura cinebiografia de Madonna) e Heather V. Regnier (“Veronica Mars”, “Sleepy Hollow”) em parceria com o megaprodutor Greg Berlanti (criador do Arroverso). Mas não conta com envolvimento do criador da série original, Craig McCracken (que atualmente comanda “Kid Cosmic” na Netflix). Uma das séries mais populares do Cartoon Network, “As Meninas Superpoderosas” foi ao ar originalmente de 1998 a 2005 e rendeu até um longa-metragem em 2002. Uma nova versão da série, desenvolvida por Nick Jennings e Bob Boyle, foi lançada em 2016 e durou três temporadas, até o ano passado. O projeto live-action pretende ser uma continuação de tudo isso, mostrando Florzinha, Lindinha e Docinho já crescidas, com mais de 18 anos e ressentidas pelo fato de terem perdido a infância para combater o crime. Só que o mundo vai precisar delas mais uma vez. Curiosamente, a série original já teve um episódio em que as Meninas viraram Adolescentes Superpoderosas. Confira abaixo como a adolescência atrapalha o combate ao crime.
Disney vai fechar estúdio de Rio, A Era do Gelo e Touro Ferdinando
A Disney decidiu fechar a Blue Sky Studios, divisão de animação da antiga 20th Century Fox, que faturou mais de US$ 5 bilhões com o lançamento de 13 filmes de sucesso, incluindo as franquias “A Era do Gelo” e “Rio”, além de “O Touro Ferdinando”, que recebeu indicação ao Oscar, todos com direção do brasileiro Carlos Saldanha. Saldanha não era um dos fundadores da Blue Sky, que surgiu em 1987 quando animadores que trabalharam no primeiro filme “Tron” decidiram se juntar para novos projetos. O estúdio só começou a criar longa-metragens após ser absorvido pela Fox em 1997, em decorrência de sua conquista do Oscar de Melhor Curta Animado com “Bunny”. A parceria com a Fox levou à fase mais bem-sucedida do estúdio, até a Disney entrar em cena e decidir que seus esforços eram irrelevantes. Com o encerramento das atividades da Blue Sky, as propriedades intelectuais do estúdio ainda pertencerão à Disney, mas não há planos para absorver os funcionários que serão demitidos, pois a empresa já possui dois estúdios de animação. A franquia “A Era do Gelo” já tem sua continuidade garantida com a produção de um longa animado para a plataforma Disney+.
Comercial do Super Bowl de Raya e o Último Dragão destaca aventura e humor
A Disney divulgou três novos pôster internacionais e um novo comercial de “Raya e o Último Dragão” (Raya and the Last Dragon), durante o Super Bowl (a final do campeonato de futebol americano). A prévia destaca o clima de aventura e o humor de Awkwafina (“Jumanji: Próxima Fase”), que dubla o último dragão do título. Criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”), Raya tem traços asiáticos e é dublada em inglês por Kelly Marie Tran (a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”). Ela é uma guerreira destemida que busca salvar seu reino das forças do mal. A trama se passa em uma terra de fantasia fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com dragões, mas agora que as criaturas místicas se foram estão em conflito permanente. Raya, então, parte atrás do último dragão existente, acreditando que ele pode restaurar a paz. Mas só encontra um bicho tagarela que se transforma em uma mulher (Awkwafina). O elenco de dubladores originais, cheio de astros asiáticos de Hollywood, também destaca Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Sandra Oh (“Killing Eve”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”) e Benedict Wong (“Doutor Estranho”). A animação é dirigida por Don Hall (“Moana”), Carlos López Estrada (“Ponto Cego”) e os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). A animação deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou seu lançamento para 12 de março, com lançamento simultâneo na Disney+ (Disney Plus), onde estará disponível com sobretaxa (além do preço da assinatura) como um título PVOD (de locação digital premium). A Disney chama essa sobretaxa de Premier Access, mas se os valores que circulam forem confirmados, os consumidores podem chamar também de caro.
Os Pequenos Vestígios mantém liderança nas bilheterias dos EUA
O suspense criminal “Os Pequenos Vestígios” se manteve no topo das bilheterias da América do Norte em seu segundo fim de semana de exibição. Com os US$ 2,1 milhões arrecadados entre sexta e domingo (7/2), o longa soma US$ 7,8 milhões em 10 dias nos EUA e Canadá e US$ 13 milhões globalmente. “Os Pequenos Vestígios” é o primeiro filme de 2021 da Warner Bros. a estrear simultaneamente na HBO Max e nos cinemas em meio à pandemia de coronavírus, uma decisão polêmica que agitou Hollywood. Apesar da bilheteria ser transparente, a HBO Max, assim como outras plataformas, não abre seus números de audiência, deixando no ar o sucesso do filme em streaming, como já tinha feito em relação a “Mulher-Maravilha 1984”. O início da temporada de premiações, com indicações a Jared Leto (“Esquadrão Suicida”) pelo filme, pode ter ajudado a atrair o público nesta semana. Leto concorre ao Globo de Ouro e ao SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores) como Melhor Ator Coadjuvante, num elenco que também destaca Denzel Washington (“O Protetor”) e Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) como policiais que tentam prendê-lo. Vale apontar que o suspense teve suas maiores arrecadações em cines drive-ins da Califórnia, estado americano em que a maioria dos cinemas tradicionais permanece fechada há 11 meses. Mas a crítica não se entusiasmou com seu lançamento, considerado medíocre com 46% de aprovação no Rotten Tomatoes. Enquanto isso, a animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” continua a surpreender em seu 11º fim de semana, faturando US$ 1,8 milhão – basicamente o mesmo da semana anterior – como o segundo filme mais visto do período. Com uma presença duradoura nas telas, a produção da DreamWorks/Universal já soma US$ 46 milhões nos EUA e Canadá e US$ 147,7 milhões globalmente (está sendo exibido em 17 países e ainda não estreou no Brasil), apesar de estar disponível em VOD premium no mercado norte-americano há mais de um mês. O Top 3 se completa com o novo thriller de ação de Liam Neeson, “Na Mira do Perigo”, com US$ 1 milhão e um total doméstico de US$ 9,1 milhões desde seu lançamento há três semanas. Os três filmes são inéditos no Brasil e dois deles, “Os Pequenos Vestígios” e “Na Mira do Perigo”, só vão estrear por aqui em abril. Não que “Os Croods 2: Uma Nova Era” chegue muito antes disso. A previsão de estreia para o desenho animado é 25 de março, se não houver novo fechamento de cinemas em São Paulo.
Anime baseado no filme Círculo de Fogo ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da série animada baseada nos filmes da franquia “Círculo de Fogo”. E além das esperadas cenas de luta contra monstros gigantes, a prévia revela uma história envolvente. Intitulado “Círculo de Fogo: The Black” (Pacific Rim: The Black), o desenho em estilo anime acompanha um casal de irmãos que, após anos escondidos dos kaiju (monstros gigantes), encontram um abrigo abandonado com um velho mecha (robô gigante pilotável), conhecido como Jaeger. Com a ajuda da inteligência artificial da máquina, eles aprendem a usar o Jaeger para enfrentar as ameaças colossais e partem em busca de seus pais, que não veem desde os primeiros ataques. A produção animada fecha um “círculo”, uma vez que o filme original, concebido pelo roteirista Travis Beacham e o cineasta Guillermo del Toro em 2013, incluía animes japoneses entre suas inspirações, especialmente o clássico “Neon Angel Evangelion”. A série em estilo de anime foi desenvolvido pela Polygon Pictures, que também foi responsável pela trilogia animada de Godzilla disponibilizada na Netflix. A atração foi criada por Craig Kyle (roteirista de “Thor: Ragnarok”) e Greg Johnson (criador de “X-Men: Evolution”) e tem estreia marcada para 4 de março.












