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    The Boys | Teaser da 4ª temporada introduz novos personagens e mais violência

    2 de dezembro de 2023 /

    A Prime Video divulgou o primeiro teaser da 4ª temporada de “The Boys”. A prévia mostra a divisão radical entre os apoiadores de Starlight (interpretada por Erin Moriarty) e os defensores do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr) dar origem a uma batalha campal, que políticos exploram para manipular as massas e ascender ao poder. “Como César”, exemplifica o próprio Capitão Pátria, ao som de uma trilha que distorce e trucida o clássico soul “If There’s a Hell Below We’re All Going to Go”, de Curtis Mayfield. O teaser também destaca a estreia das atrizes Susan Heyward (“Orange Is the New Black”) e Valorie Curry (“The Lost Symbol”) devidamente caracterizadas como as super-heroínas Sister Sage e Firecracker, que serão introduzidas como aliadas do Capitão Pátria, e a chegada de Jeffrey Dean Morgan (o Negan de “The Walking Dead”) como um antigo parceiro de Billy Bruto (Billy Butcher), o líder do grupo The Boys, vivido por Karl Urban. Além disso, mostra Ryan (Cameron Crovetti), o filho do Capitão Pátria, perdendo o controle e matando uma pessoa de forma violenta. O terceiro ano de produção bateu recorde de audiência no Prime Video e inspirou a ampliação do universo de “The Boys” com o lançamento do spin-off “Gen V”, cujos acontecimentos devem refletir nos novos episódios da série principal. Previstos para 2024, os novos episódios ainda não tem mês de estreia definido.

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    Estreias | 15 novidades para ver em streaming no fim de semana

    1 de dezembro de 2023 /

    A seleção de novidades do streaming reúne 9 séries e 6 filmes. A lista é encabeçada pela série biográfica sobre Betinho, lançamento oportuno sobre uma figura histórica que as novas gerações podem desconhecer. Já a melhor maratona fica por conta da 2ª temporada de “Sweet Home”, uma das continuações mais esperadas do ano entre fãs de terror e produções extremas sul-coreanas. A sessão de filmes traz “Oppenheimer”, principal título nas locadoras digitais, enquanto as plataformas celebram o Natal antecipado com duas comédias temáticas. Confira abaixo as sugestões de programação para sintonizar na sua nova Smart TV da Black Friday.   SÉRIES   BETINHO: NO FIO DA NAVALHA | GLOBOPLAY   A minissérie retrata a luta do sociólogo e ativista Herbert de Souza, o Betinho, contra a fome e a miséria no Brasil. Numa militância permanente de uma existência inteira, Betinho superou uma doença crônica, a hemofilia, enfrentou tuberculose e foi contaminado com o HIV, mas sua obsessão pela vida o impulsionou a fundar o Ibase, responsável por estatísticas importantes na luta social, e o Ação da Cidadania, ONG dedicada ao combate a fome, que mudaram o Brasil. Sua trajetória exemplar foi inspiração para muitas iniciativas sociais, como o AfroReggae, fundado por José Júnior, criador da série, e chamou tanta atenção que acabou cantado por Elis Regina – ele é o “irmão do Henfil” na letra de “O Bêbedo e a Equilibrista”, que na época da canção estava exilado e impedido de voltar ao Brasil pela ditadura militar. Suas lutas se materializam na tela com interpretação de Júlio Andrade (“Sob Pressão”), acompanhado por Humberto Carrão (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Ravel Andrade (“Reality Z”), que é irmão de Julio na vida real, nos papéis dos irmãos de Betinho, o cartunista Henfil e o violonista Chico Mário. A mãe dos três é vivida por Marieta Severo (“A Grande Família”), na maturidade, e Silvia Buarque (“Reza a Lenda”), na juventude. O elenco também destaca Andréia Horta (“Elis”) no papel de Nádia Rebouças, publicitária que trabalhou com Betinho na ONG Ação da Cidadania e cunhou o slogan “quem tem fome tem pressa”. Desenvolvido pela AfroReggae Audiovisual e dirigida por André Felipe Binder (“Filhas de Eva”), a série cobre a história do Brasil dos anos 1960 aos 2000, utilizando cenas documentais para ilustrar momentos impactantes, como a repressão do golpe de 1964, a campanha pelas Diretas Já e a mobilização pelo impeachment de Collor. O detalhe é que a recriação de época é tão bem feita que pode causar confusão entre imagens factuais e encenação, como a cena em que acontece a decantada “volta do irmão do Henfil” – é Júlio Andrade e não o verdadeiro Betinho quem dá a entrevista de seu retorno do exílio. Com experiências em retratar figuras históricas, o ator, que já viveu Gonzaguinha e Paulo Coelho no cinema, incorpora Betinho de forma impressionante. A produção é mais um acerto da Globoplay no ano em que a plataforma se firmou como a principal fonte de séries de qualidade do Brasil.   SWEET HOME 2 | NETFLIX   A esperada 2ª temporada da série sul-coreana de terror apocalíptico acompanha a evolução do protagonista Hyun-soo, cuja imunidade à doença que transforma pessoas em monstros assassinos pode servir de base para uma cura. Lançados em 2020, os primeiros episódios eram ambientados em um condomínio isolado, em que vizinhos lutavam para sobreviver durante um surto que transformava as pessoas em criaturas deformadas, bizarras e violentas. Quando o prédio é comprometido, um grupo de sobreviventes consegue escapar, inclusive o contaminado Hyun-soo. Os novos episódios mudam o cenário para o caos do mundo exterior e abrigos militares. Com isso, também introduz novos personagens – e monstros. Expostos ao mundo exterior, os protagonistas se veem num cenário distópico pós-apocalíptico, onde os militares assumiram o controle, realizando triagens para determinar quem está contaminado, seguidas por execuções com lança-chamas num bunker protegido. A opção a essa “proteção” é enfrentar ataques coletivos de monstros na superfície. O elenco destaca Song Kang (“Meu Demônio Favorito”) como Hyun-soo, além de Lee Jin-wook (“Doona”), Lee Si-young (“Grid”), Go Min-si (“A Bruxa: Parte 1. A Subversão”) e Park Gyu-young (“Celebrity”). Já as novidades incluem Jung Jin-young, ex-integrante do grupo de k-pop B1A4, Yoo Oh-seong (“7 Assassins”), Oh Jung-se (“Tudo Bem Não Ser Normal””) e Kim Moo-yeol (“Junenile Justice”). Baseada no webtoon de mesmo nome, a série tem direção de Lee Eung-bok (de “Descendants of the Sun” e “Goblin”) e se encontra renovada até a 3ª temporada.   CIRURGIAS E ARTIMANHAS | STAR+   Produção australiana da Disney, a aventura de época traz Thomas Brodie-Sangster (da franquia “Maze Runner”) como Artful Dodger, o personagem criado pelo escritor Charles Dickens no clássico literário “Oliver Twist” (1838). Ele é um famoso batedor de carteiras e o líder da gangue de menores infratores das ruas de Londres. Mas na série, que se passa anos depois dos acontecimentos literários, ele se encontra na Austrália, onde assumiu seu nome real, Jack Dawkins, e se tornou um médico cirurgião respeitável. Apesar disso, ainda mantém alguns hábitos inadequados, como a jogatina, que lhe deixam endividado com pessoas perigosas. A situação se complica ainda mais com a chegada de Fagin, seu ex-mentor do crime, deportado para a Austrália. A presença do antigo vilão ameaça revelar o passado criminoso de Jack e desafia a nova vida que ele construiu. Mas também serve como catalisador para o desenvolvimento da trama, especialmente quando tenta persuadir o protagonista a retornar ao mundo do crime para solucionar seus problemas financeiros. Vale apontar que a interpretação de David Thewlis (da franquia “Harry Potter”) humaniza o personagem em relação à sua contraparte literária cruel. Para completar, ainda há possível interesse romântico em Lady Belle Fox (Maia Mitchell), a filha do governador, que sonha em se tornar médica. Apesar de ser uma profissão inadequada na época para uma mulher de sua posição social, Belle demonstra-se determinada e acaba envolvendo Jack em seus planos. Os criadores David Maher e David Taylor têm uma longa história de colaboração em séries australianas, como “The Code” (2014), “Bite Clube” (2018), “Bloom” (2019) e “Amazing Grace” (2021). Na produção, eles se juntaram ao analista de roteiros James McNamara, ex-executivo da Icon, para criar uma série que oferece uma visão moderna e renovada de personagens clássicos, explorando temas como moralidade e redenção, além da espetacularização das primeiras cirurgias, enquanto mantém uma atmosfera divertida e envolvente.   SLOW HORSES 3 | APPLE TV+   “Slow Horses” desafia as convenções dos thrillers de espionagem ao trocar cenários glamourosos e heróis impecáveis por personagens desorganizados e falíveis, e por dar menos ênfase às sequências de ação, apesar de bem executadas, em relação aos momentos mais sutis e desenvolvimento dos personagens. Raridade no gênero, sem ser uma paródia, sua trama se concentra em espiões incompetentes, oferecendo uma mistura de humor ácido, intriga e ação. Sob a liderança do desleixado e alcoólatra Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), a equipe de Slough House, uma espécie de depósito de arquivos inúteis do MI5, encara desafios que refletem seu próprio status marginalizado dentro da inteligência britânica. A 3ª temporada mantém a qualidade narrativa das anteriores, ao explorar personagens como Catherine Standish (Saskia Reeves, de “Luther”), a responsável pela organização do escritório de Slough House, e River Cartwright (Jack Lowden, de “Dunkirk”), um agente promissor relegado ao depósito após cometer um ato de traição. A dinâmica entre eles é destacada quando Standish é sequestrada, desencadeando uma série de eventos que obrigam Lamb e seus agentes a desvendar o mistério por trás do sequestro. O desempenho reservado de Reeves como uma veterana da inteligência com conhecimento tático é um ponto alto dos episódios.   EXPLOSIVOS | NETFLIX   A nova série dos criadores de “Cobra Kai”, o trio Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg e Josh Heald, é uma comédia de ação de alta octanagem sobre uma equipe de forças especiais de elite que frustra uma ameaça mortal a Las Vegas. Para comemorar, eles resolvem beber e cheirar todas, farreando até de manhã. Só que, nas primeiras horas do dia, a equipe descobre que a bomba nuclear que desativaram era falsa, e agora precisam correr contra o tempo e a ressaca para encontrar a verdadeira ameaça. Mas isso não é tudo. Os especialistas também têm que enfrentar problemas pessoais não resolvidos entre eles. À medida que a pressão aumenta, mais incapazes eles se mostram para impedir que Las Vagas seja completamente destruída. Para interpretar a dinâmica hilária entre os personagens, que lembra “Brooklyn Nine-Nine”, a produção reuniu alguns rostos bem conhecidos de outras séries, como Shelley Hennig (“Teen Wolf”), Nick Zano (“Legends of Tomorrow”), Terrence Terrell (“B Positive”), Paola Lázaro (“The Walking Dead”) e o veterano C. Thomas Howell (“SEAL Team”).   MEU DEMÕNIO FAVORITO | NETFLIX   A comédia sul-coreana tem uma premissa fantasiosa e inusitada, como costuma acontecer em muitos K-Dramas. A trama central gira em torno de Do Do-hee, uma herdeira de um império empresarial, desprezada por sua família por ser adotada. Enquanto seus familiares criam obstáculos para o grupo empresarial, Do-hee se esforça incansavelmente pelo sucesso da companhia. O enredo se aprofunda com a introdução de Jung Gu-won, um demônio conhecido por fazer acordos com humanos em troca de suas almas. Seu primeiro encontro ocorre em um restaurante, resultado de um equívoco. Após marcar um encontro às cegas, Do-hee confunde Gu-won com seu par. Entretanto, um acontecimento inesperado intensifica sua conexão. A tatuagem que confere a Gu-won seus poderes demoníacos é misteriosamente transferida para Do-hee, criando uma nova dinâmica entre eles. Essa mudança coloca Gu-won em uma posição vulnerável, pois ele perde temporariamente suas habilidades demoníacas e se torna dependente de Do-hee, que agora detém o controle. Isso inverte seus papéis: Gu-won, acostumado a ser o poderoso negociador de almas, agora precisa negociar e interagir com Do-hee sob circunstâncias muito diferentes, enquanto Do-hee ganha uma vantagem inesperada sobre ele. A química entre os atores Kim Yoo-jung (“Garota do Século 20”) e Song Kang (o protagonista de “Sweet Home”) traz um encanto especial às cenas, que criam um equilíbrio entre humor, tensão e – claro – romance. A Netflix vai disponibilizar episódios semanais da atração, com lançamento simultâneo à TV sul-coreana.   | BOOKIE | HBO MAX   A sitcom acompanha o cotidiano de Danny, um cobrador de apostas experiente que luta para sobreviver à iminente legalização das apostas esportivas, além de clientes instáveis, sua família disfuncional, colegas de trabalho tensos e um estilo de vida que o leva a todos os cantos de Los Angeles. O papel principal é vivido pelo comediante Sebastian Maniscalco (“Meu Pai é um Perigo”) e o elenco também conta com Omar J. Dorsey (“Halloween Ends”), Andrea Anders (“Ted Lasso”), Vanessa Ferlito (“NCIS: New Orleans”) e Jorge Garcia (“Lost”). Entretanto, o que mais chama atenção na produção é que ela volta a juntar o ator Charlie Sheen e o produtor Chuck Lorre, mais de uma década após a briga feia entre os dois, que resultou na demissão do astro da série “Two and a Half Men”.  Desta vez, Sheen não é o protagonista, mas tem um papel recorrente. Para quem não lembra, o ator causou diversos escândalos em 2011, motivado por vício em drogas. Numa ocasião, xingou publicamente Lorre e a própria série, fazendo com que seu personagem terminasse a participação no programa morto, esmagado por um piano. Desde então, Sheen disse que se arrependeu por suas ações e que esperava fazer as pazes com o produtor. Além dele, “Bookie” também inclui uma participação de Angus T. Jones, que vivia o jovem sobrinho de Sheen em “Two and a Half Men”. Angus aparece irreconhecível em cena – gordo, careca e barbudo.     BEM-VINDOS À AUSTRÁLIA | STAR+   O diretor Baz Luhrmann decidiu revisitar seu épico de 2008, “Austrália”, um filme que fracassou nas bilheterias e recebeu críticas negativas, e expandiu seus já longos 165 minutos de duração numa minissérie de seis episódios, com cenas deletadas, nova trilha e intervalos episódicos. Esta abordagem ressalta tanto as qualidades quanto os problemas da obra original. Por um...

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    “The Boys” vai ganhar spin-of mexicano do roteirista de “Besouro Azul”

    29 de novembro de 2023 /

    “The Boys” vai ganhar mais um spin-off, desta vez passado no México. A Amazon encomendou a produção de “The Boys: México”, que está sendo desenvolvida pelo roteirista Gareth Dunnet-Alcocer, de “Besouro Azul”. A produção está a cargo dos atores Diego Luna (“Star Wars: Andor”) e Gael García Bernal \(“Lobisomem na Noite”). De acordo com o site americano Deadline, Diego e Gael também podem virar protagonistas da série, mas nada está definido ainda. Até o momento, a produção não teve nenhum detalhe de seu enredo revelado, além do fato de se passar no México. “The Boys: México” se junta a “Gen V” e à animação “Diabólico”, os dois primeiros spin-offs de “The Boys”. A série principal retorna em 2024 com sua 4ª temporada na plataforma Prime Video.

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    Estreias | 10 novidades da semana para ver no streaming

    24 de novembro de 2023 /

    A seleção de novidades do streaming destaca cinco séries e cinco filmes. A lista passa por “Rio Connection”, coprodução internacional da Globoplay, e a biografia de Brigitte Bardot entre as séries, além da animação Leo e a comédia candidata a cult “Bottoms”, sem esquecer do blockbuster “O Protedor: Capítulo Final” e do documentário musical “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você” em VOD. Confira abaixo lista completa dos melhores lançamentos da semana.   SÉRIES   RIO CONNECTION | GLOBOPLAY   Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto.   COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+   A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada.   BRIGITTE BARDOT | FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS   Trazida ao Brasil pelo Festival Varilux do Cinema Francês, a minissérie é uma homenagem à emblemática atriz Brigitte Bardot, destacando os primeiros dez anos de sua carreira. Criada pela veterana cineasta Danièle Thompson (roteirista dos clássicos “Rainha Margot” e “Prima, Primo”) e seu filho Christopher Thompson, traz a argentina Julia de Nunez no papel icônico. E em alguns momentos, é possível confundir as duas, ainda que o carisma único da verdadeira Bardot seja inimitável. O elenco também destaca Victor Belmondo, neto do lendário ator Jean-Paul Belmondo, como o cineasta Roger Vadim, primeiro marido e responsável por revelar a estrela ao mundo. “Bardot” aborda os aspectos cruciais e desafios enfrentados pela atriz na França dos anos 1950, uma época marcada pelo sexismo e a dominação patriarcal, e culmina na sua transformação em sex symbol internacional nos anos 1960. Além de recriar diversos papéis antológicos em clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, o enredo também explora a vida privada, relações amorosas e a maneira como Bardot lidou com a atenção intensa da mídia, destacando sua luta contra a objetificação e a busca por sua identidade em meio à fama avassaladora. A cinematografia e as atuações são pontos fortes da produção, que, apesar de uma abordagem tradicional, oferece uma perspectiva renovada sobre a jornada da estrela. Com seis episódios, a produção pode ser vista na íntegra e de graça no site do Festival Varilux do Cinema Francês (https://variluxcinefrances.com/) até o dia 22 de dezembro.   DOCTOR WHO: THE STAR BEAST | DISNEY+   O primeiro dos três especiais de 60 anos de “Doctor Who” marca a estreia da franquia na Disney+ e o retorno triunfante de David Tennant como o Doutor, acompanhado por Catherine Tate como sua companheira Donna Noble. O episódio também é o primeiro de uma nova fase sob comando do renomado Russell T Davies, de volta para ditar os rumos da série clássica, que ele relançou em 2005. A trama baseia-se em uma história em quadrinhos de 1980 do Doutor, que foi atualizada para incorporar a versão de Tennant, considerado o melhor intérprete do protagonista (à frente da série de 2005 a 2010). A trama começa com o reencontro do Doutor e Donna, que não se veem há 15 anos, para resolver o mistério do acidente de uma nave espacial em Londres, e embora o episódio mantenha elementos clássicos de “Doctor Who”, como viagens no tempo e encontros com alienígenas, ele também aborda temas mais profundos relacionados à identidade e à humanidade. A história de Donna, que teve as memórias de suas aventuras apagadas e agora é casada e mãe, adiciona complexidade à personagem, enquanto Tennant traz uma nova profundidade a seu papel, mesclando traços dos Doutores que vieram após sua versão original. O episódio também introduz uma série de novos personagens, incluindo Yasmin Finney como Rose Noble, filha de Donna. E prepara terreno para mais dois especiais como parte das celebrações do 60º aniversário da série: “Wild Blue Yonder” e “The Giggle”. Este último traz Neil Patrick Harris como um vilão clássico, o Fabricante de Brinquedos (The Toymaker), visto pela última vez em 1966, e serve de passagem para um novo protagonista. O ator Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) será o Doutor a partir da 14ª temporada, prevista para ir ao ar em 2024. Para quem não sabe, o artifício narrativo que justifica as mudanças de intérpretes é simples: sempre que o Doutor é ferido de morte, ele(a) se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. O truque foi a forma encontrada pelos produtores para continuar a série quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro astro de Doctor Who, resolveu largar o papel na metade da 4ª temporada original (exibida em 1966).   ROUND 6: O DESAFIO | NETFLIX   O reality de competição é baseado em “Round 6”, série de maior audiência da Netflix em todos os tempos, e acompanha 456 competidores em uma disputa por um prêmio de US$ 4,56 milhões, o maior já entregue numa disputa televisiva. A competição é realizada em um cenário que replica a estética da série, incluindo os uniformes e os designs dos ambientes, mas sem a natureza sinistra do torneio sangrento. Em “O Desafio”, a violência letal é substituída por tintas que simulam a morte dos competidores eliminados. O programa tenta encontrar um meio-termo entre as competições convencionais e o conceito distópico de “Round 6”, introduzindo elementos de drama e táticas psicológicas. As dinâmicas sociais e as estratégias de jogo são elementos-chave nos episódios, com alianças e habilidades interpessoais se mostrando tão importantes quanto a habilidade nos jogos. Entretanto, a produção também é uma contradição, pois indica que a Netflix não compreendeu a mensagem crítica da trama de Hwang Dong-hyuk. A obra sul-coreana foi aclamada por sua representação intensa e brutal de pessoas desesperadas, que participam de jogos mortais por uma chance de escapar de dívidas esmagadoras, servindo como uma alegoria do capitalismo e da desigualdade socioeconômica, onde a dignidade humana e a vida são sacrificadas por entretenimento. A trama critica a exploração dos desfavorecidos e a indiferença dos milionários, usando a violência extrema e as situações desesperadoras dos personagens para enfatizar seu ponto. Quando a Netflix transforma o conceito em uma competição real, em vez de um comentário sobre a desumanização e a exploração, “Round 6” se materializa como a mesma forma de entretenimento que, ironicamente, procurava condenar. FILMES   BOTTOMS | PRIME VIDEO   A nova comédia juvenil de Emma Seligman, que ganhou destaque com “Shiva Baby” em 2020, se passa no ensino médio, onde duas melhores amigas lésbicas, desajeitadas e desesperadas para perder a virgindade, tem a ideia de ensinar aulas de autodefesa para impressionar as líderes de torcida, mas logo viram catalisadoras de uma revolta feminista. Os papéis principais são vividos por Rachel Sennott, que foi a protagonista de “Shiva Baby”, e Ayo Edebiri, uma das estrelas da premiada série “O Urso” (The Bear), da Star+. Ao desenvolver a narrativa, a diretora quis explorar um gênero do qual os personagens LGBTQIA+ são historicamente excluídos, oferecendo uma visão crua e cheia de piadas sexuais explícitas, que contrasta com a inocência dos filmes de high school. A trama é centrada na busca de PJ e Josie pela atenção de Isabel e Brittany, as estrelas da equipe de torcida. Ao perceberem que as tentativas convencionais de aproximação resultam em fracasso, elas decidem criar uma aula de autodefesa, que rapidamente se transforma em um clube de luta. Logo, o projeto começa a ganhar vida própria, como um espaço para as personagens explorarem e expressarem sua raiva e frustrações, criando uma atmosfera de empoderamento feminino, ainda que sob pretextos questionáveis. Divertidíssimo e politicamente ousado, o filme caiu nas graças da crítica americana, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua abordagem subversiva remete ao cultuado “Heathers” (ou “Atração Mortal”), lançado em 1989. Ambos abusam do humor negro para desafiar as convenções dos filmes sobre adolescente, apresentando uma narrativa cínica, personagens de moral ambígua e uma crítica mordaz à cultura do ensino médio americano.   LEO | NETFLIX   A animação produzida e estrelada (na dublagem em inglês) por Adam Sandler segue um lagarto de 74 anos que vive em um aquário na sala de aula de uma escola primária. Compartilhando o espaço com uma tartaruga chamada Squirtle (voz de Bill Burr), Leo tem passado seus dias observando gerações de alunos enfrentarem seus desafios juvenis. Tudo muda quando ele se dá conta de sua própria mortalidade e decide que precisa ver o mundo fora do aquário. Só que, na tentativa de fuga, Leo vacila e permite que as crianças descubram seu maior segredo: ele pode falar. Assim, o pequeno lagarto transforma-se em uma espécie de conselheiro para os estudantes que cuidam dele. O filme, dirigido por Robert Marianetti, Robert Smigel e David Wachtenheim, conhecidos por seus trabalhos no humorístico “Saturday Night Live” (SNL), especialmente nos segmentos animados, é moldado por uma série de vinhetas onde Leo ajuda os estudantes com seus problemas pessoais, variando de ansiedade a dificuldades de socialização. Cada criança que leva Leo para casa descobre que ele pode falar, mas é persuadida a acreditar que só ela pode ouvi-lo. Através dessas interações, Leo oferece conselhos e apoio, encontrando um novo propósito em ajudar...

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    Estreias | 10 novidades do streaming para assistir no fim de semana

    17 de novembro de 2023 /

    Os 10 principais destaques da programação de streaming da semana contabilizam sete séries e três filmes. A novidade mais esperada é “Monarch: Legado de Monstros”, continuação do blockbuster “Godzilla vs. Kong” em forma de série. “The Crown” também retorna para contar os últimos dias da Princesa Diana. E ainda há a nova criação das mentes responsáveis por “The OA”, o mistério “Um Assassinato no Fim do Mundo”, que merece especial atenção. A lista também traz nada menos que três produções brasileiras e a versão anime de “Scott Pilgrim”. Já entre os filmes, o destaque fica por conta de “Besouro Azul”, estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, que chega à HBO Max. Confira abaixo as dicas em detalhes.   SÉRIES   MONARCH: LEGADO DE MONSTROS | APPLE TV+   A superprodução do estúdio Legendary leva a franquia dos monstros gigantes para a televisão, apresentando um desafio único ao adaptar as espetaculares batalhas de titãs para uma tela menor. Ambientada um ano após o “Dia G” – o confronto entre Godzilla, King Kong e os kaijus, que destruiu grande parte de São Francisco no filme “Godzilla vs. Kong” (2021) – a história segue Cate (Anna Sawai), uma professora da área da baía de São Francisco, que vai a Tóquio em busca de respostas sobre seu falecido pai, Hiroshi (Takehiro Hira). Lá, ela descobre que Hiroshi tinha uma segunda família, conhece um meio-irmão e investiga a conexão da família com a Monarch, uma organização secreta comparada à CIA, mas focada em monstros. Apesar de se relacionar também à trama de “Kong: Ilha da Caveira” (2017), a produção não exige conhecimento prévio sobre os filmes do Monstroverso, embora isso possa enriquecer a experiência. A série funciona como uma história de origem da Monarch, alternando-se entre o presente e eventos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A dinâmica entre as diferentes eras é facilitada pelo uso de um mesmo personagem, com Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) retratando um soldado americano na época da guerra e seu pai da vida real, Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), aparecendo como sua versão mais velha. Visualmente, a produção é impressionante, com cenas de ação que evocam o Monstroverso, enquanto a trama se expande para locais tão distantes quanto o Alasca e a Argélia. Mas há um inevitável diferencial de escala – obviamente, Godzilla não aparece na maioria dos capítulos – , o que os escritores sabem usar a seu favor, ao manter um foco maior nos personagens humanos da história, que sempre ficam em segundo plano nos filmes. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a atração também é estrelada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Joe Tippett (“Mare of Easttown”), Elisa Lasowski (“Versailles”) e o cantor japonês Ren Watabe (“461 Lunch Boxes”), além de trazer participação especial de John Goodman revivendo seu papel de “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).   UM ASSASSINATO NO FIM DO MUNDO | STAR+   A nova série de mistério de Brit Marling e Zal Batmanglij (a dupla criativa de “The OA”) mescla serial killer, mudança climática e avanços tecnológicos. O elenco é encabeçado por Emma Corrin (“The Crown”), que interpreta Darby Hart, uma detetive amadora e escritora, que se desdobra na narrativa em duas linhas temporais. Em flashbacks, Darby une forças a outro detetive amador, vivido por Harris Dickinson (“Um Lugar Bem Longe Daqui”), para investigar um serial killer. Anos depois, os dois parceiros se reencontram no “fim do mundo”, um retiro organizado por um bilionário da tecnologia (Clive Owen, de “Lisey’s Story”) num local distante em meio ao gelo. Contudo, quando um dos convidados é encontrado morto, ela precisa utilizar todas as suas habilidades para provar que se trata de um assassinato e impedir que o assassino tire mais vidas. Alterando-se entre o presente (ou futuro, pela evolução da Inteligência Artificial na trama) no retiro e flashbacks da investigação inicial, a trama busca explorar as relações e a evolução dos personagens, enquanto a cinematografia contrasta as duas linhas do tempo, realçando o calor dos flashbacks e o ambiente frio e isolado do presente. Apesar dos desafios na balancear a narrativa e em dar profundidade aos temas, a série mantém um bom nível de engajamento nas duas linhas temporais, em grande parte devido à presença magnética de Corrin na tela. O restante do elenco é formado pela própria Brit Marling (“The OA”), Joan Chen (“Ovelhas sem Pastor”), Raúl Esparza (“Candy”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”), Ryan J. Haddad (“The Politician”), Pegah Ferydoni (“Almania”), Javed Khan (“Lapwing”), Louis Cancelmi (Billions”), Edoardo Ballerini (“7 Splinters in Time”), Britian Seibert (“The Knick”), Christopher Gurr (“A Idade Dourada”), Kellan Tetlow (“This Is Us”), Daniel Olson (“Nossa Bandeira É a Morte”), Neal Huff (“Radium Girls”) e a brasileira Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”).   THE CROWN 6 – PARTE 1 | NETFLIX   A primeira parte da 6ª e última temporada de “The Crown” é toda focada na Princesa Diana, mostrando sua melancolia, o cerco dos paparazzi e os instantes que antecederam sua morte trágica. Os episódios giram em torno o final da vida da princesa interpretada por Elizabeth Debicki e seu relacionamento com os filhos, William e Harry, e com seu namorado Dodi Al Fayed, papel de Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”), até o acidente em Paris, durante uma fuga de paparazzi que matou os dois. O elenco também inclui Imelda Staunton (“Harry Potter”) como rainha Elizabeth II, Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como Príncipe Philip, Lesley Manville (“Trama Fantasma”) como Princesa Margaret, Dominic West (“Tomb Raider”) como Príncipe Charles e Olivia Williams (“Meu Pai”) como Camilla Parker-Bowles. Criada por Peter Morgan (“A Rainha”), a série dramática acompanha a vida de Elizabeth II desde os anos 1950, quando assumiu o trono, até dias mais recentes, em seus últimos anos como Rainha do Reino Unido. Após os quatro episódios disponibilizados nesta quinta (16/11), a segunda parte, composta pelos seis episódios derradeiros, chegará ao streaming em 14 de dezembro.   DNA DO CRIME | NETFLIX   Série brasileira mais cara da Netflix, o thriller criminal se destaca por integrar ação intensa com uma investigação detalhada. A trama é baseada em uma história real que ocorreu na América do Sul entre 2013 e 2020, e começa com um assalto bem planejado em Ciudad del Este, no Paraguai. Mais de 50 assaltantes fortemente armados usam explosivos para entrar e fugir com US$ 44 milhões da sede de uma empresa de private equity. À medida que as investigações se desdobram, com o envolvimento de agentes federais brasileiros, sediados em Foz do Iguaçu, a história se aprofunda em uma complexa rede de crimes que cruza fronteiras. Os protagonistas são os agentes Benicio, interpretado por Romulo Braga (“O Rio do Desejo”), e Suellen, interpretada por Maeve Jinkings (“Os Outros”), ambos apoiados por seu chefe Rossi, vivido por Pedro Caetano ( de “O Escolhido”). Eles enfrentam o líder dos assaltantes, Sem Alma, interpretado por Thomas Aquino (também de “Os Outros”), num momento em que a polícia brasileira começa a usar amostras de DNA para encontrar criminosos. A descoberta de uma pista liga o roubo a outros crimes recentes e leva à revelação de um esquema ainda maior, misturando criminosos do Paraguai e do Brasil. Embora “DNA do Crime” não inove na narrativa das séries criminais, entrega ação intensa, com cenas de perseguição de carros e tiroteios reminiscentes do estilo visual de Denis Villeneuve em “Sicario”. Há também uma obsessão compartilhada com cidades de fronteira e a atmosfera especial que envolve as operações ilegais que ocorrem ali. A direção é dos cineastas Pedro Morelli (do filme “Zoom” e da série “Irmandade”) e Heitor Dhalia (do filme “Tungstênio” e da série “Arcanjo Renegado”), este último também listado como um dos criadores, ao lado do também cineasta Aly Muritiba (“Deserto Particular”) e dos roteiristas Bernardo Barcellos (“Quero Ter 1 Milhão de Amigos”) e Leonardo Levis (“Irmandade”).   AMAR É PARA OS FORTES | PRIME VIDEO   A série criada pelo músico Marcelo D2 lembra a estética do filme “Cidade de Deus”, e não é por acaso. Uma das diretoras é Katia Lund, codiretora do clássico de 2002. A produção conta a saga de duas mulheres negras cariocas que veem seus destinos entrelaçadosdurante uma operação policial no Dia das Mães. Rita (Tatiana Tiburcio) perde seu filho de 11 anos, Sushi (João Tiburcio), para a violência policial, e Edna (Mariana Nunes) é mãe de Digão (Maicon Rodrigues), o policial que matou a criança. Buscando justiça e redenção, ambas irão enfrentar a corrupção policial e a morosidade do sistema judiciário. Rita terá o apoio de seu filho mais velho, o artista plástico Sinistro (Breno Ferreira), que, junto com a comunidade da Maré, lutará por justiça para Sushi. Além de D2, a série tem criação de Antonia Pellegrino (“Tim Maia”) e Camila Agustini (“As Seguidoras”). Rica Amabis (“Manhãs de Setembro”) é responsável pela trilha sonora original.   ANDERSON SPIDER SILVA | PARAMOUNT+   a minissérie biográfica acompanha a vida do campeão de UFC Anderson Silva da infância à consagração. A produção mostra o bullying sofrido pelo futuro astro das lutas, Seu Jorge (“Marighella”) como o adulto responsável por sua criação e muitas lutas no ringue. O lutador é vivido por Caetano Vieira e Bruno Vinícius na infância e juventude, quando aprendeu a lutar para sobreviver na periferia de Curitiba, enquanto sua versão adulta é interpretada por William Nascimento (“Genesis”), que passou três meses treinando em academias no Rio de Janeiro para encarnar o auge de um dos maiores campões de MMA do UFC. Parte dos roteiristas da série veio do projeto Narrativas Negras, que desenvolve conteúdo exclusivo para a ViacomCBS, conglomerado dono da Paramount+. Marton Olympio (“Alemão 2”) é o roteirista principal e Caito Ortiz (“Papai é Pop”) dirige a produção, que ainda destaca no elenco Tatiana Tiburcio (“Malhação: Viva a Diferença”), Douglas Silva (“Fuzuê”), Jean Paulo Campos (“Carrossel: O Filme”), Jeniffer Dias (“Rensga Hits!”), Larissa Nunes (“Coisa Mais Linda”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Vaneza Oliveira (“3%”).   SCOTT PILGRIM: A SÉRIE | NETFLIX   A animação é inspirada nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley e no filme cult de Edgar Wright. Com estilo anime fofinho, seus episódios narram o romance entre o personagem-título e Ramona Flowers, a garota de seus sonhos, mas quando o crush está prestes a virar date, a situação vira uma luta interminável. É que, para namorar Ramona, Scott precisará enfrentar sete ex-namorados dela. O detalhe mais interessante da produção é que os atores que participaram da adaptação cinematográfica de 2010, “Scott Pilgrim contra o Mundo”, voltam a dar voz aos seus personagens. O elenco grandioso traz Michael Cera (“Arrested Development”) como a voz do personagem-título e Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Ramona, sem esquecer de Kieran Culkin (“Succession”), Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alison Pill (“The Newsroom”), Aubrey Plaza (“The White Lotus”), Brandon Routh (“Legends of Tomorrow”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Satya Bhabha (“Sense8”), Johnny Simmons (“The Late Bloomer”), Mark Webber (“Sala Verde”), Mae Whitman (“Intimidade Forçada”) e Ellen Wong (“GLOW”). Até o diretor Edgar Wright retorna como produtor do desenho, juntando-se ao autor dos quadrinhos originais nos bastidores da produção. A adaptação é assinada pelo roteirista BenDavid Grabinski (“A Felicidade é de Matar”), a direção é de Abel Gongora (“Star Wars: Visions”) e a animação está a cargo do estúdio japonês Science SARU (“Devilman: Crybaby”). FILMES   BESOURO AZUL | HBO MAX   O primeiro filme de super-herói latino da DC – e estreia de Bruna Marquezine em Hollywood – conquistou a crítica internacional graças a um elenco carismático e ao uso extensivo da família do herói, que alimenta cenas de humor bem alinhadas com as sequências de ação. Mesmo assim, não escapa dos clichês dos filmes de origem e dos problemas crônicos das produções da DC, como vilões genéricos e efeitos visuais fracos. Em seu primeiro papel em inglês, Marquezine vive Jenny Kord, personagem que não existe na DC Comics, mas que no filme é apresentada como...

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    Estreias | As 10 melhores novidades do streaming

    3 de novembro de 2023 /

    Os destaques da programação de streaming da semana são 5 séries e 5 filmes, todos disponibilizados nas plataformas tradicionais. Entre as séries, chamam atenção três animações adultas, incluindo a volta de “Invencível” na Prime Video, baseada nos quadrinhos de super-heróis do criador de “The Walking Dead”. As outras duas são produções da Netflix centradas em tramas de samurais – uma inspirada num game da Capcom com direção do lendário Takashi Miike (“13 Assassinos”) e outra criada pelo roteirista de “Logan”, John Green. Já os filmes incluem os blockbusters “A Noite das Bruxas” e “John Wick 4: Baba Yaga”, além de atrações inéditas nos cinemas. Confira a relação completa do melhor do streaming na semana.   SÉRIES   INVENCÍVEL 2 – PARTE 1 | AMAZON PRIME VIDEO   Uma das melhores séries de super-heróis da atualidade, a animação baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman (“The Walking Dead”) retoma sua história após o choque da descoberta do jovem Mark Grayson (voz de Steven Yeun, de “The Walking Dead”) sobre a verdadeira natureza de seu pai, o super-herói Omni-Man (J.K. Simmons, de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), que na verdade queria conquistar a Terra para sua raça alienígena. Os novos episódios exploram o trauma de Mark e sua mãe, Debbie Grayson (de Sandra Oh, de “Killing Eve”), enquanto lidam com a dor e a raiva deixadas pela traição de Omni-Man. Os episódios também apresentam uma exploração mais profunda do mundo dos super-heróis, incluindo os desafios enfrentados pela nova equipe dos Guardiões do Globo, sob a supervisão de Cecil Stedman (Walton Goggins, de “Tomb Raider”), e a chegada de novos personagens, como Angstrom Levy (Sterling K. Brown, de “This Is Us”), cuja entrada traz uma reviravolta significativa na história, ampliando a escala e a complexidade do universo de “Invincible”. A 2ª temporada mantém a fidelidade ao material de origem, preservando o equilíbrio entre ação super-heróica, violência brutal e humor. Além disso, o elenco de voz, que inclui também Gillian Jacobs (“Community”) como a heroína Atom Eve, Zazie Beetz (“Deadpool 2”) como Amber Bennett, Seth Rogen (“Tommy and Pam”) como Allen, o Alien, e novos membros como Jay Pharoah (“Policial em Apuros”) e Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), continua a entregar performances sólidas, contribuindo para a narrativa envolvente e emocionalmente carregada.   O SAMURAI DE OLHOS AZUIS | NETFLIX   A série animada americana narra a história de Mizu, uma samurai de olhos azuis em uma missão de vingança durante o período Edo no Japão, um momento histórico marcado pelo isolacionismo do país. Ao enfrentar o preconceito por ser mestiça, Mizu (voz de Maya Erskine, de “Obi-Wan Kenobi”) assume a identidade de um samurai masculino, ocultando não apenas sua identidade de gênero, mas também a cor única de seus olhos com o uso de óculos coloridos. Sua jornada é motivada pela busca de vingança contra os quatro homens brancos que estavam no Japão no momento de seu nascimento, um dos quais ela acredita ser seu pai. Criada pelo casal Michael Green (roteirista de “Logan”) e Amber Noizumi, a atração apresenta um elenco de vozes primoroso, que inclui Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”) como Abijah Fowler, um comerciante irlandês inescrupuloso, e Masi Oka (“Heroes”) como Ringo, um jovem samurai aspirante que se torna um aliado de Mizu. Enquanto o samurai avança em sua jornada, ela encontra outros personagens que desafiam as normas sociais, incluindo a princesa Akemi (Brenda Song, de “Dollface”) e o samurai Taigen (Darren Barnet, de “Eu Nunca…”), que tem sua lealdade testada quando cruza caminhos com Mizu. O estilo de animação é notável, misturando a tradicional arte japonesa com técnicas modernas de animação 3D, proporcionando sequências de ação altamente estilizadas e uma representação visualmente rica do Japão feudal. A direção é de Jane Wu, que estreia na função após longa carreira na animação – inclusive no vencedor do Oscar “Homem-Aranha no Aranhaverso”.   ONIMUSHA | NETFLIX   É curioso a Netflix lançar duas séries animadas de samurais na mesma semana. A japonesa “Onimusha” é baseada no videogame homônimo da Capcom e tem direção dos renomados cineastas Takashi Miike (“13 Assassinos”) e Shin’ya Sugai (dos filmes de “Evangelion”). A atração leva o público a uma jornada épica de samurais, demônios e busca por redenção, acompanhando Miyamoto Musashi, que, na aurora do Período Edo, parte em uma missão clandestina armado com a mítica “Manopla Oni” para exterminar demônios que assolam o país, enquanto luta para manter sua própria humanidade ao enfrentar um Oni dentro de si. A obra utiliza a semelhança do lendário ator Toshirô Mifune (1920-1997), astro de clássicos como “Os Sete Samurais” (1954) e “Yojimbo” (1961), para modelar o protagonista Musashi, que é dublado pelo veterano Akio Ôtsuka – voz original de Solid Snake, no game “Metal Gear Solid”, e de Batou na franquia “Ghost in the Shell”. Não por acaso, o verdadeiro Mifune interpretou Musashi numa trilogia cinematográfica, batizada no Brasil de “O Samurai Dominante” e lançada entre 1954 e 1956 – sem monstros ou demônios. A animação do estúdio Sublimation incorpora uma mescla de arte 2D e renderização em CGI (computação gráfica), apresentando uma visão única e distintiva. A transição entre os estilos de animação, apesar de às vezes abrupta, destaca-se especialmente nas sequências de ação, onde o movimento e a violência são capturados de maneira reminiscente à dinâmica do videogame. As escolhas de sombreamento de células e a qualidade pictórica conferem à série uma estética que, embora por vezes desafiadora, captura de forma crua e vibrante os confrontos sangrentos e o ambiente hostil que permeia a jornada de Musashi.   TODA A LUZ QUE NÃO PODEMOS VER | NETFLIX   A adaptação do best-seller do autor Anthony Doer, premiado com o Prêmio Pulitzer, elimina nuances e aspectos mais sombrios para apresentar a trama com o tom superficial de uma telenovela de grande orçamento. A história acompanha Marie-Laure (a estreante Aria Mia Loberti), uma garota cega que foge com seu pai (Mark Ruffalo, de “Vingadores: Ultimato”) da Paris ocupada por nazistas nos anos 1940 com um diamante lendário, que não pode cair nas mãos dos inimigos. Perseguidos por um cruel oficial que busca possuir a pedra, pai e filha encontram refúgio em St. Malo, onde passam a residir com um tio recluso que faz transmissões de rádio clandestinas para os aliados. Logo, Marie passa a ser a voz das transmissões, levando esperança para a população invadida. Nesta cidade litorânea, o caminho de Marie-Laure se cruza com Werner (Louis Hofmann, de “Dark”), um adolescente alistado pelos nazistas para rastrear foragidos, mas que, em vez de levar os soldados até ela, estabelece uma conexão secreta de fé e esperança com a jovem. A versão água com açúcar do drama de guerra e extermínio é criação dos cineastas Shawn Levy (diretor de “Free Guy” e produtor de “Stranger Things”) e Stephen Knight (roteirista de “Spencer” e criador de “Peaky Blinders”). Knight escreve e Levy dirige os quatro episódios   HOMENS DA LEI: BASS REEVES | PARAMOUNT+   David Oyelowo (“Selma”) vive Bass Reeves, o primeiro delegado negro dos EUA na região Oeste do rio Mississippi. Segundo a lenda, ele foi o maior herói de fronteira da história americana, que trabalhou como oficial de paz federal no território indígena e capturou mais de 3 mil criminosos perigosos da região sem nunca ser ferido. A produção apresenta algumas de suas aventuras sem deixar de lado a questão racial, que diferencia Reeves de outros delegados da época, com aparição até da Ku Klux Klan, além de cenas da Guerra Civil dos EUA A série foi criada por Chad Feehan (roteirista de “Ray Donovan”) e conta com produção do prolífico Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”). O elenco inclui ainda os veteranos Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”) e Dennis Quaid (“Quatro Vidas de um Cachorro”), além de Forrest Goodluck (“Cherry, Inocência Perdida”), Barry Pepper (“Conspiração Implacável”), Lauren E. Banks (“City on a Hill”) e Demi Singleton (“King Richard: Criando Campeãs”). A estreia está marcada para domingo (5/11). FILMES   A NOITE DAS BRUXAS | STAR+   O terceiro filme recente de mistérios de Agatha Christie, dirigido e estrelado por Kenneth Brannagh como o detetive Hercule Poirot, adapta um dos últimos e menos conhecidos livros da escritora britânica, em contraste com as produções anteriores, “Assassinato no Expresso Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), baseadas em obras populares. Isso permite ao roteirista Michael Green tomar muitas liberdades com a história, que encontra Poirot já aposentado em Veneza, onde é persuadido por sua amiga Ariadne Oliver (interpretada por Tina Fey, de “30 Rock”) a participar de uma sessão espírita. O objetivo é descobrir se a médium Joyce (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) é uma farsante. O evento ocorre num antigo palazzo onde uma mulher chamada Alicia morreu sob circunstâncias misteriosas. Durante a sessão, um dos convidados morre, instigando Poirot a iniciar uma investigação para identificar o assassino entre os presentes. O filme também inclui Kelly Reilly (“Yellowstone”), Jamie Dornan e Jude Hill (ambos do premiado filme “Belfast” de Branagh) no elenco, e se destaca por seu design de produção e atmosfera gótica. Diferentemente das outras obras, esta pende para o fantástico, incluindo elementos sobrenaturais para se aproximar do terror, embora preserve a essência de um mistério de Poirot.   QUIZ LADY | STAR+   A comédia em que Sandra Oh (“Killing Eve”) e Awkwafina (“Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) vivem irmãs aborda de maneira bem-humorada os complexos laços de família. No centro da narrativa está Anne, interpretada por Awkwafina, uma jovem com uma paixão por game shows, que é incentivada pela irmã mais velha a competir num programa de perguntas da televisão para cobrir as dívidas de jogo da mãe. A situação se agrava quando o estimado cachorro de Anne é sequestrado e retido como garantia pelos cobradores de dívidas implacáveis. O enredo ganha impulso quando as irmãs embarcam na viagem para que Anne possa competir num game show popular. O filme tem roteiro de Jen D’Angelo (“Abracadabra 2”) e direção de Jessica Yu, conhecida por sua contribuição em séries populares como “Grey’s Anatomy” e “This is Us”, e conta com um elenco robusto, incluindo nomes como Jason Schwartzman (“O Grande Hotel Budapeste”), Holland Taylor (“Two and a Half Men”), Tony Hale (“Arrested Development”) e Will Ferrell (“Barbie”).   NA PONTA DOS DEDOS | APPLE TV+   O romance de ficção científica explora um triângulo amoroso em um futuro próximo. Dirigido pelo grego Christos Nikou (“Fruto da Memória”) e produzido pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), o longa acompanha Anna (Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”) e Ryan (Jeremy Allen White, de “O Urso”), que recorrem a uma máquina para determinar se estão realmente apaixonados. A trama se complica quando Anna, ao conhecer Amir (Riz Ahmed, de “Rogue One”)e, começa a questionar a possibilidade de amar duas pessoas ao mesmo tempo. O Love Institute, dirigido por Duncan (Luke Wilson, de “Stargirl”), é o cenário onde a maior parte da trama se desenrola. Anna quer trabalhar no instituto porque “Ginger Spice estudou lá”, e é lá que ela conhece Amir. A máquina do instituto, que determina a compatibilidade amorosa por meio das unhas dos dedos, já havia confirmado que Anna e Ryan eram um par perfeito. No entanto, a crescente atração entre Anna e Amir coloca essa certeza em xeque. O diretor Christos Nikou faz sua estreia em língua inglesa com a benção de Cate Blanchett, que queria estrelar seu próximo filme e foi procurá-lo pessoalmente, após ficar impressionada com seu primeiro longa, “Fruto da Memória”, no Festival de Veneza em 2020. Ao saber que não havia um papel para ela na nova trama do cineasta, a atriz resolveu produzir o filme.   NYAD | NETFLIX   A cinebiografia conta a jornada desafiadora da nadadora de maratonas Diana Nyad, que aspirava atravessar nadando o trecho entre Cuba e Flórida, um total de 110 milhas em oceano aberto, num feito inédito. Essa aventura foi inicialmente tentada por Diana aos 28 anos, sem sucesso, sendo retomada décadas depois com três tentativas adicionais. A...

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    Saiba como final de “Gen V” vai afetar “The Boys”

    3 de novembro de 2023 /

    Já viu o final da 1ª temporada de “Gen V” na Prime Video? Caso negativo, dê meia volta e vá ao streaming. As informações a seguir são spoilers da produção, que vai impactar a 4ª temporada de “The Boys”. Após a disponibilização do season finale nesta sexta (3/11), a showrunner Michele Fazekas e o produtor executivo Eric Kripke deram entrevistas à imprensa americana, comentando os acontecimentos do spin-off, que em seu desfecho contou com as participações do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr) e Billy Bruto (Billy Butcher, interpretado por Karl Urban). Os dois explicaram como uma série afetará a outra.   O vírus de laboratório “Não é um spoiler dizer que o vírus criado em ‘Gen V’ desempenha um grande papel na 4ª temporada [de ‘The Boys’] e que sabíamos que queríamos o Butcher ciente disso”, explicou Kripke, se referindo à pesquisa desenvolvida pelo dr. Cardosa (Marco Pigossi) no laboratório secreto conhecido como Floresta. “Demos um passo importante na série da Michele [Fazekas] e agora vamos adiante na nossa [‘The Boys’]”. Em “Gen V”, um vírus fatal é desenvolvido em segredo para afetar apenas a população de super-heróis. No último capítulo, as cobaias do laboratório escapam e levam caos ao campus da universidade Godolkin. Quando o grupo de heróis jovens conhecidos como Guardiões de Godolkin conseguem detê-las, são confundidos por Capitão Pátria com vilões e atacados, acordando prisioneiros num novo laboratório. Após os créditos, Bruto (Butcher) aparece no cenário abandonado da Floresta, curioso sobre o que havia atrás de suas portas fechadas. Fazekas revelou ao Los Angeles Times que a história do vírus não existia quando a série começou a ser gravada. “Sabíamos que [a reitora Indira] Shetty (Shelley Conn) seria uma mulher má. Sabíamos que Shetty estava envolvida na Floresta. Nós realmente não sabíamos o que a Floresta fazia, apenas sabíamos que era algum laboratório secreto. Quando começamos a falar sobre a segunda metade da temporada e sabendo que tínhamos para preparar certas coisas para “The Boys”, foi aí que a história do vírus se tornou organicamente ótima, porque é como “Shetty quer genocídio; Shetty quer matar todos os super-heróis.”   Outras tramas paralelas Além disso, a trama acrescentou o tema da supersupremacia, de jovens que compartilham a opinião do Capitão Pátria de que super-heróis podem fazer o que quiserem. “Direi, sem estragar nada, que parte do trabalho nas séries é que elas têm que se sustentar de foram independente uma da outra, mas, à medida que avançam, passar a bola para a outra”, explicou Kripke. “Esta eleição presidencial que está ocorrendo em segundo plano, este vírus e Victoria Newman (Claudia Doumit), esta crença crescente na supremacia dos supers e o fato de que a sociedade está se desintegrando – todas essas são questões atmosféricas importantes para a 4ª temporada de ‘The Boys’. Então, cada programa pode ser uma espécie de Cavalo de Tróia para incluir um pouco do que está acontecendo no outro programa”. Para completar, ele explicou a cronologia das séries. “Estamos operando em tempo real aqui. Terminamos a 1ª temporada da ‘Gen V’ e então acontece uma temporada inteira de ‘The Boys’. Já a 2ª temporada da ‘Gen V’ acontece imediatamente depois disso”.

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    Estreias | 15 novidades em streaming do fim de semana do Halloween

    27 de outubro de 2023 /

    A programação de streaming da semana enfatiza filmes e séries de terror, refletindo a proximidade do Halloween. Por coincidência, há duas histórias de freiras e duas séries de antologia. Mas nem por isso faltam opções de outros gêneros, desde a nova animação blockbuster das Tartarugas Ninja até séries animadas adultas, sem esquecer produções nacionais, como a nova série “Fim”, de Fernanda Torres, que supostamente derrubou a Globoplay em sua estreia na noite de quarta (25/10), e o terceiro filme em que Carla Diaz vive Suzane von Richthofen. Vale apontar ainda que, entre duas opções muito mal-avaliadas da Netflix, preferimos prestigiar a nacional com Giovanna Lancelotti que a americana com Emily Blunt (mas esteja à vontade para sofrer com “A Máfia da Dor”). A relação é um Top 15 com 7 filmes e 8 séries. Confira os títulos abaixo. FILMES   IRMÃ MORTE | NETFLIX   O terror é um prólogo de “Verônica – Jogo Sobrenatural” (2017), que conta a história da personagem mais aterrorizante do filme original. Passada na Espanha pós-guerra, a trama acompanha Narcisa (Aria Bedmar, de “Silêncio”), uma jovem noviça com poderes sobrenaturais que chega a um antigo convento, agora convertido numa escola para meninas. Narcisa era uma criança antigamente celebrada por suas visões religiosas, que lhe trouxeram fama regional, mas de curta duração. Enquanto enfrenta uma crise de fé, eventos estranhos e perturbadores no convento a levam a descobertas terríveis sobre o passado brutal do local, conduzindo a consequências chocantes que se conectam aos eventos retratados anos depois em “Verónica”. Filmada no Monastério de San Jerónimo de Cotalba, a produção integra na trama elementos contextuais da época, apresentando uma perspectiva das jovens religiosas sobre o que acontecia dentro dos conventos, durante a Guerra Civil dos anos 1930 e a ditadura de Franco. O diretor é o mesmo do primeiro longa, Paco Plaza, mais conhecido pela trilogia de zumbis “[REC]”, feita em parceria com Jaume Balagueró.   A FREIRA 2 | HBO MAX   O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”).   SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | HBO MAX   O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse).   AS TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE | VOD*   A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael.   LOUCAS EM APUROS | VOD*   A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes.   A MENINA QUE MATOU OS PAIS: A CONFISSÃO | PRIME VIDEO   O terceiro filme em que Carla Diaz vive a assassina Suzane von Richthofen é resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados. A nova produção acompanha Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e enfatiza a investigação que terminou com suas prisões. Escritos por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), os filmes anteriores trouxeram o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). A direção está novamente a cargo de Maurício Eça e o elenco volta a trazer Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos, que planejaram a morte dos pais de Suzane em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Tudo acontece durante oito dias muito intensos, onde as verdades de cada personagem começam a vir à tona.   O LADO BOM DE SER TRAÍDA | NETFLIX   Na linha de “Cinquenta Tons de Cinza” e “365 Dias”, a produção é baseada no livro picante de mesmo nome escrito por Debora Gastaldo sob o pseudônimo Sue Hecker, que já vendeu mais de 16 milhões de e-books lidos. Com locações em São Paulo e Ilhabela, no litoral paulista, o longa conta a história de Babi, personagem de Giovanna Lancelotti (“Segundo Sol”), que, após ver seu sonho de casamento ser arruinado por uma traição, decide não entregar seu coração para mais ninguém. Até que uma paixão inesperada a coloca no centro de uma disputa arriscada regada a sexo, amor e perigo, envolvendo um juiz cheio de segredos, vivido por Leandro Lima (“Pantanal”). A produção representa uma surpresa ousada na carreira de Lancellotti, que costuma fazer comédias românticas e novelas da Globo. A adaptação foi escrita por Camila Raffanti, criadora de “Rio Heroes”, com colaboração de Davi Kolb, um dos roteiristas da 1ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A direção é de Diego Freitas, que estreou seu primeiro filme na Netflix, “Depois do Universo”, no ano passado. E o elenco ainda inclui a ex-BBB Camilla de Lucas, Micael (“Pantanal”), Bruno Montaleone (“Verdades Secretas”) e Louise D’Tuani (“Malhação”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.     SÉRIES   30 MOEDAS 2 | HBO Max   Na série de terror do aclamado cineasta espanhol Álex de la Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”), o foco recai sobre um enredo místico e intrigante que envolve uma antiga relíquia bíblica. A narrativa segue o Padre Vergara (Eduard Fernández), um ex-convicto, exorcista e boxeador, que após um exorcismo malsucedido é exilado pela igreja para uma remota aldeia na Espanha. A sua intenção é deixar o passado para trás, mas a aldeia torna-se o epicentro de eventos bizarros e aterradores. Junto com o prefeito Paco (Miguel Ángel Silvestre) e a veterinária local Elena (Megan Montaner), eles descobrem que uma das 30 moedas de prata, pagas por Judas para trair Jesus, é a chave para os mistérios que assolam a aldeia. A série, criada e dirigida por de la Iglesia, e co-escrita com seu parceiro habitual Jorge Guerricaechevarría (que também assina “Irmã Morte”), segue um choque entre o bem e o mal, envolvendo uma conspiração de proporções bíblicas. Na 2ª temporada, a trama se expande para além da aldeia de Pedraza, mergulhando em lutas de poder pela posse das moedas de Judas, e o papel do Padre Vergara torna-se menos central, dando espaço para outros assumirem o protagonismo. A narrativa torna-se um thriller global, levando os envolvidos a locais variados, como instituições psiquiátricas e as ruas de Madrid, em uma sequência frenética de eventos. A edição mais ágil contribui para um ritmo acelerado, contrastando com a atmosfera de antologia de terror da temporada anterior. Os episódios exploram várias subtramas, cada...

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  • Série

    Criadora de “The Killing” fará série baseada em “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

    26 de outubro de 2023 /

    O Amazon MGM Studios encomendou uma série inspirada na trilogia “Millennium”, do escritor sueco Stieg Larsson, para a plataforma Prime Video. O projeto está sendo desenvolvido por Veena Sud, criadora de outra atração baseada em trama nórdica, “The Killing”, remake da dinamarquesa “Forbrydelsen”. Apesar da confirmação da showrunner, a trama central permanece um mistério. A informação inicial é que seria uma história inédita centrada em Lisbeth Salander, uma das personagens principais da franquia, mas detalhes adicionais ainda não foram revelados. A produção será uma parceria entre Amazon MGM Studios e Left Bank Pictures, produtora de “The Crown”, que pertence à Sony Pictures Television.   Legado de “Millennium” A série de livros “Millennium” introduziu ao mundo os personagens a hacker punk Lisbeth Salander e o jornalista investigativo Mikael Blomkvist, com três obras escritas por Larsson antes de seu falecimento em 2004: “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. As três foram adaptadas numa trilogia cinematográfica sueca em 2009, que transformou Noomi Rapace e Michael Nyqvist (1960-2017) em astros internacionais. O sucesso fez os livros continuarem a ser publicados por outros autores e rendeu adaptações de Hollywood. Rooney Mara e Daniel Craig estrelaram o remake americano de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” em 2011, com direção de David Fincher. Mas o resto da trilogia ficou sem adaptação americana. Apesar disso, a Sony ainda produziu “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”, de Fede Alvarez, em 2018, baseado no quarto livro (escrito por David Lagercrantz) e com Claire Foy no papel de Lisbeth. Veja abaixo os trailers de três versões diferentes da franquia cinematográfica.

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  • Filme

    Amazon anuncia continuação de “Samaritano”, com Sylvester Stallone

    25 de outubro de 2023 /

    A Amazon MGM Studios anunciou a produção de uma sequência de “Samaritano”, filme de ação de 2022 que trouxe Sylvester Stallone como um super-herói, no papel principal. O roteirista do filme original, Bragi F. Schut, vai voltar para escrever a continuação. E Stallone não apenas reprisará seu papel, mas também retorna como produtor. A continuidade também inclui o diretor Julius Avery, novamente como responsável pela direção.   Críticas negativa e boa audiência O estúdio e a plataforma de streaming devem ter gostado muito do resultado da produção, considerada um dos piores filmes do ano passado pela crítica especializada – teve só 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção B superestimada, em que Sylverster Stallone vive um super-herói resmungão, acompanha um garoto (Javon “Wanna” Walton de “Euphoria”) que, após ser salvo de um surra, acredita que seu vizinho lixeiro é um super-herói desaparecido e dado como morto há 25 anos. Ele insiste com o lixeiro até convencê-lo a voltar à ativa, no momento em que a cidade vive uma escalada de violência sem precedentes. Cheio de clichês de série genérica de herói dos anos 1990, “Samaritano” chegou com exclusividade ao Prime Video em 26 de agosto de 2022 e se destacou como o conteúdo mais visto na plataforma por três semanas consecutivas, segundo dados da Amazon, superando as expectativas da empresa. O roteirista Bragi F. Schut, que escreveu o primeiro filme como uma proposta independente, tem um histórico de envolvimento em produções malvistas pela crítica. Entre seus trabalhos anteriores, destacam-se o thriller “Escape Room” de 2019, que também gerou uma sequência, e o recente “Drácula – A Última Viagem do Demeter”. Já o diretor Julius Avery se destacou com o terror “Operação Overlord” em 2018, antes de cometer “Samaritano” e “O Exorcismo do Papa” neste ano.

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  • Filme,  Série

    Estreias | 10 séries e 5 filmes para ver em streaming

    20 de outubro de 2023 /

    O melhor do streaming da semana não cabe num Top 10. Só de séries há 10 opções imperdíveis nas plataformas mais populares, enquanto as locadoras digitais recebem 5 filmes recém-saídos dos cinemas, oferecidos em VOD. Entre as séries, destacam-se a esperada 7ª temporada da espanhola “Elite”, que traz a cantora Anitta em seu elenco, além de novas minisséries de suspense, como “Garotas em Chamas” na Paramount+ e “Corpos” na Netflix, mais super-heróis, comédias e aventuras. Uma das maiores curiosidades é a coprodução portuguesa “Codex 632” na Globoplay, que apresenta uma trama de mistério ao estilo de “O Código Da Vinci” com Deborah Secco em seu elenco. Na lista de filmes, os destaques são “A Freira 2”, terror de maior bilheteria do ano, o documentário “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho, que representa o Brasil na busca por uma vaga no Oscar 2023, e mais três títulos vindos do circuito cinematográfico: “Gran Turismo – De Jogador a Corredor”, “Drácula – A Última Viagem do Demeter” e a cinebiografia musical “A Era de Ouro”. Para aproveitar bem a diversidade de opções, confira abaixo um pouco mais sobre cada título e decida se o programa do fim de semana será maratona ou cinema em casa.   10 SÉRIES   ELITE 7 | NETFLIX   Os novos capítulos marcam a estreia de Anitta na série teen espanhola, como professora de defesa pessoal de Sara (Carmen Arrufat). Além disso, a 7ª temporada destaca a volta do ator Omar Ayuso, que interpretou o personagem Omar durante as cinco primeiras temporadas do programa. Os espectadores também verão mais da aventura de Nico (Ander Puig) e Sonia (Nadia Al Saidi), a chegada de uma mãe perdida e misteriosa na vida de um dos personagens e um romance estilo Romeu e Julieta da máfia. O elenco ainda inclui o brasileiro André Lamoglia (“Juacas”) e a argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”), e ganhará novos personagens vividos por Mirela Balić (“Código: Imperador”), Fernando Lindez (“SKAM”), Iván Mendes (“O Caderno de Sara”), Alejandro Albarracín (“O Inocente”) e os veteranos Maribel Verdú (“O Labirinto do Fauno”) e Leonardo Sbaraglia (“Dor e Glória”). Lançada em 2018, a série conquistou o público por combinar melodrama com investigações criminais e cenas de sexo entre adolescentes. Diante do sucesso, já se tornou a série espanhola mais longa da Netflix – e vai se tornar a mais duradoura de todas na plataforma em sua 8ª temporada, já anunciada.   GAROTAS EM CHAMAS | PARAMOUNT+   O suspense britânico acompanha a Reverenda Jack Brooks (interpretada por Samantha Morton, de “The Walking Dead”), que chega a uma nova paróquia com sua filha Flo (Ruby Stokes, de “Lockwood and Co.”) na esperança de um novo começo. Entretanto, o vilarejo bucolico de Chapel Croft, em Sussex, é assombrado por um passado sombrio: há cinco séculos, duas garotas protestantes foram queimadas na fogueira e, há 30 anos, duas adolescentes desapareceram sem deixar rastros. Além disso, o antecessor de Jack se enforcou na igreja há três meses. A despeito da atmosfera sombria, Jack e Flo decidem permanecer na vila, mesmo quando um kit de exorcismo é deixado à porta da Igreja, revelando que as ameaças de Chapel Croft não são apenas históricas. Baseada no best-seller de C.J. Tudor, a minissérie se aprofunda na investigação desses mistérios, com Jack e Flo enfrentando visões e descobertas perturbadoras. A hostilidade dos aldeões, em especial do zelador da igreja (David Dawson, de “The Last Kingdom”) e do proprietário de terras local (Rupert Graves, de “Emma.”), revelam um emaranhado de segredos e relações de poder. O vilarejo, com seu passado de traição e desaparecimentos misteriosos, é um personagem à parte na trama, contribuindo para a atmosfera de suspense e terror que permeia a narrativa. A obra foi adaptada pelos roteiristas Hans Rosenfeldt (criador de “Marcella”) e Camilla Ahlgren (criadora de “Barracuda Queens”), e tem direção de Charles Martin (“His Dark Materials”) e Kieron Hawkes (“Fortitude”).   CORPOS | NETFLIX   A minissérie criminal britânica é baseada na graphic novel homônima de Si Spencer. A trama se passa em quatro décadas diferentes, abrangendo 150 anos, em que quatro detetives investigam o assassinato do mesmo corpo, que é inexplicavelmente encontrado várias vezes no mesmo local em Whitechapel, em Londres. A narrativa singular começa nos anos 1890, quando o detetive Edmond Hillinghead investiga um homicídio em um contexto dominado pelos crimes de Jack, o Estripador. Avançando para os anos 1940, Charles Whiteman descobre um cadáver em meio aos escombros da Blitz em Londres. Já na década de 2010, a detetive Sahara Hasan encontra um corpo não identificado no mesmo local. Por fim, no ano de 2050, a detetive Maplewood depara-se com o assassinato em um mundo pós-apocalíptico. Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) vive Maplewood, Jacob Fortune-Lloyd (“O Gambito da Rainha”) é Whiteman, Amaka Okafor (“Sandman”) interpreta Hasan e Kyle Soller (“Anna Karenina”) tem o papel de Hillinghead. Cada um deles faz suas próprias descobertas sombrias sobre o cadáver. Além deles, o elenco destaca Stephen Graham (“Peaky Blinders”). O roteiro é assinado por Paul Tomalin, conhecido por “No Offence” e “Torchwood”, e a produção corre por conta da equipe responsável por “Peaky Blinders”.   PATRULHA DO DESTINO 4 – PARTE 2 | HBO MAX   A equipe mais bizarra da DC retorna para concluir a série em seus seis últimos episódios. A narrativa retoma do ponto onde pausou em janeiro, trazendo de volta o time excêntrico de super-heróis que, após uma armadilha, perde sua imortalidade e precisa enfrentar o supervilão Immortus. A trama mergulha no tema da mortalidade, uma reflexão constante ao longo da série, agora trazida à tona pela ameaça de Immortus, equilibrando momentos de ação, humor e reflexões profundas sobre vida e morte. Os capítulos exploram as consequências das decisões tomadas pelos membros da Patrulha do Destino, além de destacar suas interações e sentimentos mútuos. O destaque recai sobre os atores principais que, através de atuações convincentes, exploram a evolução emocional e os dilemas enfrentados pelos heróis, culminando em um clímax que ressalta a união e a aceitação de suas individualidades. Desenvolvida por Jeremy Carver (“The Exorcist”), a série é estrelada por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane, Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como Ciborgue, além de Brendan Fraser (“A Baleia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Para completar, Michelle Gomez (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), introduzida no terceiro ano como a vilã Madame Rouge, também segue no elenco como uma versão regenerada de sua personagem.   WHAT WE DO IN THE SHADOWS 5 | STAR+   A série criada por Jemaine Clement (“Flight of the Conchords”) e baseada no filme homônimo de 2014 dirigido por Clement e Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”), possui uma abordagem humorística peculiar ao explorar as tradições vampíricas em contraste com a vida moderna. Os protagonistas são dois vampiros antiquados e uma vampira que não aceita desaforos, e ainda há um vampiro enérgico (que suga energias com sua chatice) e um assistente humano. Nos novos capítulos, Guillermo, o humano, almeja transformar-se em um vampiro e toma medidas para alcançar seu objetivo, desencadeando consequências inesperadas. Além disso, a série continua a apresentar situações humorísticas e absurdas, como a primeira incursão dos vampiros em um shopping. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”), Harvey Guillen (“The Magicians”) e Mark Proksch (“The Office”), além de contar com a participação especial de Kristen Schaal (“O Último Cara da Terra”). A série já se encontra renovada até a 6ª temporada.   UPLOAD 3 | PRIME VIDEO   Primeira série criada por Greg Daniels desde o fim de “Parks and Recreation” em 2015, a comédia de ficção científica é uma espécie de “The Good Place” digital e capitalista, que se passa numa época em que os seres humanos podem continuar existindo após a morte, por meio do upload de suas consciências num céu virtual. Mas o negócio é caro e apenas os muito ricos conseguem uma pós-vida deluxe. Na trama, o remediado protagonista Nathan (vivido por Robbie Amell, o Nuclear da série “The Flash”) só vai pro céu porque Ingrid (Allegra Edwards, de “Briarpatch”), sua namorada rica e fútil, quer continuar a vê-lo via realidade virtual. Ao ter a consciência enviada para o paraíso, Nathan também passa a conviver com Nora (Andy Allo, de “A Escolha Perfeita 3”), funcionária responsável pelo atendimento aos clientes desse negócio, e os dois acabam se conectando de formas que não poderiam esperar. A 3ª temporada extrapola o triângulo amoroso ao mostrar um “download” de Nathan, que volta para o mundo real, onde passa a viver um romance com Nora. Só que Ingrid não se conforma com seu desparecimento do céu virtual e recria o namorado com um arquivo antigo de sua consciência. Com isso, Nathan se multiplica em dois e passa a experimentar simultaneamente uma vida real e outra virtual.   HOW TO BE CARIOCA | STAR+   A nova série de Carlos Saldanha, diretor das animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando”, e criador de “Cidade Invisível”, traz Seu Jorge e outros atores mostrando a hospitalidade carioca para turistas gringos, em clima leve de comédia. A trama é baseada no livro da americana Priscilla Goslin, lançado em 1992, que descreve, de maneira cômica, hábitos e manias dos cariocas. Na adaptação, turistas da Alemanha, Argentina, Israel, Angola e Síria vivem aventuras durante experiências com a cultura local do Rio de Janeiro. São seis episódios de 40 minutos e cada um é apresentado como um manual de sobrevivência carioca. O elenco também inclui Débora Nascimento, Douglas Silva, Nego Ney, Raquel Villar, Malu Mader, Heloísa Jorge, Dan Ferreira, Mart’Nalia, Sérgio Loroza, Nando Cunha, Verónica Llinás, Andrea Frigerio, Peter Ketnath, Ahmad Kontar, Swell Ariel Or, Lelis Twevekamba e a cantora Fernanda Abreu. Já a equipe de produção e criação é formada por Carlos Saldanha, Diogo Dahl (“Novo Mundo”) e Joana Mariani (“O Cheiro do Ralo”), com Saldanha assinando ainda a direção artística e Joana, a direção geral. Para completar, a trilha sonora traz Maria Gadú.   CODEX 632 | GLOBOPLAY   Espécie de “O Código Da Vinci” português, a série é baseada num best-seller de José Rodrigues dos Santos e foi coproduzida pela Globoplay e a RTP. A aventura gira em torno de Tomás de Noronha, professor universitário contratado para continuar uma investigação aberta pelo seu falecido mentor, Martinho Toscano, que morreu no Rio de Janeiro em circunstâncias misteriosas. Perito em criptanálise e línguas antigas, o personagem tenta descodificar uma cifra e um segredo: a verdadeira identidade e missão do navegador Cristóvão Colombo ao “descobrir” a América, algo que pode mudar radicalmente a percepção coletiva da História do mundo. Lançado em 2005, “Codex 632” foi o primeiro dos livros com aventuras de Tomás de Noronha, que se transformaram numa franquia com mais de uma dezena de títulos publicados. O ator português Paulo Pires, conhecido dos brasileiros por sua participação na novela dos anos 1990 “Salsa e Merengue”, da Globo, vive o papel principal. Ele também esteve recentemente na série espanhola “White Lines”, da Netflix. Além disso, a produção conta com participação de artistas brasileiras, com destaque para Deborah Secco, que vive a esposa do protagonista, além de Betty Faria e Paulo Borges.   DOONA! | NETFLIX   O K-drama romântico é baseado num webtoon popular e acompanha Joon, um estudante universitário que, ao se mudar para um novo apartamento no seu primeiro dia de faculdade, surpreende-se ao descobrir que a ex-estrela do K-Pop Lee Doo-na mora no mesmo prédio. Logicamente, ele não consegue resistir a seu charme brutal. Mas conquistar a idol, cuja personalidade explosiva afasta quem está perto, não será tarefa fácil, mesmo que consiga descobrir os segredos que ela esconde. A atriz e cantora Bae Suzy (“Apostando Alto”), ex-integrante do grupo Miss A, dá vida à Lee Doo-na, enquanto Yang Se-Jong (“Dr....

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  • Série

    Prime Video renova “Gen V” para a 2ª temporada

    19 de outubro de 2023 /

    A Prime Video anunciou nesta quinta (19/10) a renovação de “Gen V” para a 2ª temporada. Série derivada de “The Boys”, a produção agradou em cheio a crítica, atingindo 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, e a renovação antecipada veio acompanhada da informação de que ela se tornou a “série número 1 do Prime Video em mais de 130 países” – a plataforma da Amazon não divulgou os números da audiência. “Expandir o universo de ‘The Boys’ com uma série tão ousada como ‘Gen V’ tem sido uma jornada incrível para nós e nossos maravilhosos parceiros da Sony. Desde a nossa primeira conversa com as showrunners Michele Fazekas e Tara Butters, junto com Eric Kripke, Evan Goldberg e Seth Rogen, sabíamos que ‘Gen V’ iria ultrapassar os limites. A abordagem deles é exatamente o que o público adora e ajudou Gen V a se tornar a série número 1 do Prime Video em mais de 130 países”, disse Vernon Sanders, head de televisão do Amazon MGM Studios. “Gen V é a nova série original mais aquisitiva do Prime Video de 2023, e estamos entusiasmados porque nosso incrível elenco e equipe continuarão contando histórias corajosas e ousadas de ‘Gen V’ para nossos consumidores.” “Não poderíamos estar mais felizes em fazer uma 2ª temporada de ‘Gen V’. Esses são personagens e histórias que amamos e estamos emocionados em saber que as pessoas sentem o mesmo! Os roteiristas já estão trabalhando na nova temporada – o segundo ano será selvagem, com todas as reviravoltas, emoção, sátira e genitália explosiva que você espera da série”, acrescentaram a showrunner Michele Fazekas e o produtor executivo Eric Kripke. “Estamos muito orgulhosos de que nosso calouro mais bem classificado esteja recebendo uma 2ª temporada! Obrigado aos incríveis produtores, elenco e equipe, por dar vida à ‘Gen V’, e aos nossos companheiros de equipe do Prime Video, pelo incrível apoio e parceria. Estamos emocionados por podermos todos continuar nesta jornada insana juntos na 2ª temporada!”, completou Katherine Pope, presidente da Sony Pictures Television Studios. O spin-off da série “The Boys” mantém o clima violento da série original, com muito sangue, vísceras e palavrões. Mas com personagens mais jovens e um enredo de suspense. Na atração original, “V” é o nome da droga usada pela empresa Vought para dar superpoderes à população. “Gen V” apresenta a Universidade Godolkin, uma faculdade exclusivamente de super-heróis, comandada pela Vought. No local, a nova geração V estuda como controlar seus poderes, enquanto disputa os melhores contratos de patrocínio como representantes da companhia, além de uma possível vaga no supergrupo Os Sete. Entretanto, o ano letivo não corre como o previsto. Os estudantes acabam descobrindo uma conspiração no campus e, após um assassinato seguido por suicídio explosivo, começam a se rebelar. Produzida por Seth Rogen, Evan Goldberg e Eric Kripke, responsáveis por “The Boys”, a série recebeu uma classificação “R-Rated” (para maiores de 17 anos) nos EUA. Inicialmente desenvolvida pelo roteirista Craig Rosenberg (“O Mistério das Duas Irmãs”), que abandonou o projeto durante a produção do piloto, alegando diferenças criativas, a atração acabou assinada por Michele Fazekas e Tara Butters, criadoras de “Reaper” e “Emergence”, que assumiram o posto de showrunners e fizeram várias mudanças no projeto – inclusive no elenco inicialmente cogitado. Com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”) como um dos vilões misteriosos, o elenco destaca Jaz Sinclair e Chance Perdomo (ambos de “O Mundo Sombrio de Sabrina”), Lizze Broadway (“Here and Now”), Maddie Phillips (“Caçadoras de Recompensas”), London Thor (“Shameless”), Derek Luh (“Shining Vale”), Shelley Conn (“Bridgerton”), Patrick Schwarzenegger (o filho de Arnold), Sean Patrick Thomas (“A Tragédia de Macbeth”) e o estreante Asa Germann. Com apenas oito episódios, a temporada inaugural começou a ser exibida em 29 de setembro e terminará – “com um final épico”, segundo a Amazon – em 3 de novembro.

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    Estreias | As 10 melhores novidades de streaming da semana

    13 de outubro de 2023 /

    A programação de filmes e séries online destaca dois lançamentos em VOD que acabam de passar nos cinemas: “Missão: Impossível – Acerto de Contas”, com Tom Cruise em mais uma aventura arriscada, e aquele que é considerado o melhor terror do ano, “Fale Comigo”. O gênero também está em alta entre as séries, com “A Queda da Casa Usher”, nova obra do diretor Mike Flanagan (“A Maldição da Residência Hill”), além da 3ª temporada de “Chucky” e o revival de “Goosebumps”, que oferece horror juvenil para antecipar o Halloween no Dia das Crianças. Confira abaixo a lisa completa com as 10 melhores novidades de streaming da semana.   MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 | VOD*   Tom Cruise volta a fazer o impossível no papel de Ethan Hunt, o agente incansável da MIF (Força Missão Impossível), que desta vez enfrenta um inimigo conhecido como a Entidade, um programa de inteligência artificial prestes a ganhar consciência e ameaçar a existência do mundo. Como sempre, ele conta com o ótimo elenco de apoio composto por Rebecca Ferguson, Ving Rhames e Simon Pegg, além de Vanessa Kirby, vista no longa anterior, e da nova adição de Hayley Atwell (a “Agente Carter”), com quem se junta para explorar a paranoia mundial em torno da recente ascensão da inteligência artificial. Mas a trama em si é mera desculpa para um impressionante desfile de cenas vertiginosas passadas num cenário global, que vão desde o deserto árabe até a capital italiana, sem esquecer abismos da Noruega, enquanto Ethan e sua equipe envolvem-se em perseguições frenéticas de carros, saltos de paraquedas e trem em disparada. A dedicação de Cruise e sua insistência em realizar suas próprias cenas de ação se traduzem em sequências que justificam o nome de “Missão: Impossível” – e que são uma característica definidora da marca. Unanimidade entre a crítica, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme também tem um desfecho trágico para os fãs da franquia, enquanto prepara o terreno para o que está por vir no próximo capítulo da saga.   FALE COMIGO | VOD*   Com a fama de melhor terror dos últimos anos, o longa de estreia dos irmãos gêmeos Danny e Michael Philippou apresenta uma trama de possessão diferente de tudo que já foi feito. O filme acompanha um grupo de jovens na Austrália, que descobrem uma mão embalsamada que supostamente pertenceu a um médium ou satanista. Essa mão torna-se o objeto central de um jogo perigoso e viciante, que permite aos jogadores comunicar-se com os mortos. Ao segurar a mão e pronunciar as palavras “fale comigo”, o jogador pode ver o que parece ser um fantasma. Ao adicionar “eu te deixo entrar”, o espírito assume o controle do corpo do jogador até que alguém retire o objeto de suas mãos. Existem regras adicionais envolvendo uma vela e um tempo limite, para impedir que a possessão não dure mais de 90 segundos. A protagonista, Mia (Sophie Wilde, de “Eden”), uma adolescente introvertida que perdeu a mãe, é atraída por essa experiência sobrenatural, inicialmente tratada como uma atração de festa, mas logo descobre como a brincadeira pode ser mortal quando as regras são quebradas. A trama também aborda temas como a cultura da internet, onde a possessão demoníaca se torna uma tendência viral, e a busca por escapismo através de rituais perigosos. O filme foi um sucesso instantâneo no Festival de Sundance deste ano, quando caiu nas graças dos críticos e desencadeou uma guerra por seus direitos de distribuição – vencida pelo estúdio indie especializado A24. Com impressionantes 95% de aprovação da crítica, registrada no site Rotten Tomatoes, a obra chama atenção pelos efeitos assustadores e a habilidade dos diretores em equilibrar humor e terror.   A QUEDA DA CASA USHER | NETFLIX   A nova minissérie de terror do diretor Mike Flanagan volta ao tema das assombrações, que geraram suas melhores produções, “A Maldição da Residência Hill” (2018) e “A Maldição da Mansão Bly” (2020). Desta vez, a trama é baseada num clássico da literatura gótica de Edgar Allan Poe. Publicado em 1893, o conto original é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os moradores encontram-se sob uma estranha maldição. O texto clássico já ganhou várias adaptações no cinema – a mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel e a mais famosa chegou aos cinemas em 1960, com o título brasileiro de “O Solar Maldito” e é considerada a obra-prima da carreira do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price. O conto, porém, nunca foi estendida como uma minissérie de oito capítulos, o que resultou em diversas alterações. Na versão escrita, produzida e dirigida por Flanagan, a história se passa nos dias de hoje e é praticamente uma “Successsion” do terror, com os irmãos Roderick (Bruce Greenwood, de “Star Trek”) e Madeline Usher (Mary McDonnell, de “Battlestar Galactica”) à frente de um império de riqueza, privilégios e poder, construído por meio de crueldade. O passado sombrio da família vem à tona quando os herdeiros começam a morrer nas mãos de uma mulher misteriosa e assustadora, vivida por Carla Gugino (“A Maldição da Residência Hill”), que demonstra poderes sobrenaturais ao exercer sua vingança. Bem distinta da fonte original, a produção ainda insere diversas referências às obras de Poe como easter eggs na trama, seja um gato negro aqui ou um corvo acolá. Vale apontar que o elenco inclui várias figurinhas repetidas das séries e filmes anteriores de Flanagan, como Henry Thomas (“A Maldição da Residência Hill”), Kate Siegel (“A Maldição da Residência Hill”), T’Nia Miller (“A Maldição da Mansão Bly”), Katie Parker (“A Maldição da Mansão Bly”), Zach Gilford (“Missa da Meia-Noite”), Annabeth Gish (“Missa da Meia-Noite”), Michael Trucco (“Missa da Meia-Noite”), Samantha Sloyan (“Missa da Meia-Noite”), Rahul Kohli (“Missa da Meia-Noite”), Carl Lumbly (“Doutor Sono”), Robert Longstreet (“Doutor Sono”), Kyleigh Curran (“Doutor Sono”), Ruth Codd (“O Clube da Meia-Noite”), Sauriyan Sapkota (“O Clube da Meia-Noite”), Crystal Balint (“O Clube da Meia-Noite”), Aya Furukawa (“O Clube da Meia-Noite”), Matt Biedel (“O Clube da Meia-Noite”) e Igby Rigney (“O Clube da Meia-Noite”), enquanto os “novatos” se resumem a Mark Hamill (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Paola Nuñez (“Bad Boys Para Sempre”), Willa Fitzgerald (“Pânico: A Série”), Malcolm Goodwin (“iZombie”) e Daniel Jun (“The Expanse”).   O PRÓPRIO ENTERRO | AMAZON PRIME VIDEO   A comédia de tribunal reúne os vencedores do Oscar Jamie Foxx (“Dupla Jornada”) e Tommy Lee Jones (“Ad Astra”). Baseado em fatos reais, o enredo acompanha Willie E. Gary (Foxx), advogado especializado em danos pessoais, que se junta ao proprietário de funerária Jeremiah Joseph O’Keefe (Jones) num processo litigioso contra o conglomerado funerário de Raymond Loewen (Bill Camp), mergulhando na complexidade e nos subterfúgios desse setor. O filme também oferece um olhar sobre a trajetória ambiciosa e pouco convencional de Gary, que inicialmente reluta em assumir o caso, mas é persuadido por um advogado mais jovem, que aponta que o caso será julgado em uma cidade majoritariamente negra. Isso leva a uma série de confrontos de tribunal entre Gary e Mame Downes, uma advogada negra interpretada por Jurnee Smollett (“Aves de Rapina”), contratada para defender o Grupo Loewen. A obra não se concentra apenas na batalha legal, mas também nas relações humanas e dilemas morais que a envolvem, tornando-se mais do que apenas um drama jurídico, mas um exame das questões sociais e raciais que afetam as pessoas fora do tribunal. Além disso, consegue equilibrar esses elementos mais pesados com momentos de humor e uma energia contagiante, que o transformam num tipo de entretenimento como não se via desde “Erin Brokovich” (2000). A direção é de Maggie Betts (“Noviciado”), que também assina o roteiro com o dramaturgo Doug Wright (“Contos Proibidos do Marquês de Sade”). O lançamento ocorre meses após Foxx ter enfrentado um problema de saúde ainda não esclarecido em abril. O ator já se recuperou completamente e este será seu segundo lançamento após o susto – o primeiro foi a comédia sci-fi “Clonaram Tyrone”, lançada em julho. As notícias sobre o problema de saúde surgiram em junho, e desde então o ator se manteve cercado por um círculo íntimo de apoio.   ANGELA | AMAZON PRIME VIDEO   O filme de true crime mais esperado do ano traz Isis Valverde (“Simonal”) como Angela Diniz, socialite que foi assassinada pelo próprio marido, num crime que se tornou divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira em dezembro de 1976, no auge de uma discussão na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Raul “Doca” Street alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – virou, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Angela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio, mas só agora, em agosto de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) a tornou oficialmente inconstitucional. Com boa recriação dos anos 1970, o diretor Hugo Prata (“Elis”) mostra o machismo da época e a dificuldade de Leila Diniz para se desvencilhar do marido violento, com medo de ser “malvista” pela sociedade. O elenco ainda destaca Gabriel Braga Nunes (“Verdades Secretas”) no papel de Doca Street, além de Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Emílio Orciollo Netto (“O Mecanismo”), Chris Couto (“Não Foi Minha Culpa”), Gustavo Machado (“A Viagem de Pedro”) e Carolina Manica (“Vale dos Esquecidos”).   UMA QUESTÃO DE QUÍMICA | APPLE TV+   A minissérie estrelada e produzida por Brie Larson (“Capitã Marvel”) se passa nos anos 1950 e adapta o best-seller homônimo de Bonnie Garmus sobre uma química brilhante, que sofre com o machismo até se transformar numa celebridade televisiva. Na trama, Elizabeth Zott (Larson) é impedida de continuar sua carreira científica por não ser homem. Depois de ser demitida de seu laboratório, ela aceita um emprego como apresentadora de um programa de culinária na TV. Mas, em vez de mostrar receitas, surpreende ao passar a fazer comentários entre os pratos, mostrando a uma nação de donas de casa negligenciadas – e aos homens sintonizados – as delícias do feminismo. O elenco inclui Lewis Pullman (“Top Gun: Maverick”) como par romântico da protagonista, além de Aja Naomi King (“O Nascimento de Uma Nação”), Stephanie Koenig (“The Flight Attendant”), Kevin Sussman (“The Big Bang Theory”), Patrick Walker (“Gaslit”) e Thomas Mann (“Project X”). A adaptação foi feita pelo showrunner Lee Eisenberg (“The Office”) e a direção é de Sarah Adina Smith (“Pássaros da Liberdade”).   CHUCKY 3 | STAR+   A 3ª temporada encontra o Brinquedo Assassino na Casa Branca. O boneco vai parar simplesmente com o filho do presidente dos EUA, interpretado por Devon Sawa em seu quarto papel na atração – após viver o padre Bryce e os irmãos Wheeler. Jennifer Tilly também faz parte da nova temporada, mantendo seu protagonismo na sagaa desde “A Noiva de Chucky” (1998). A versão seriada de “Chucky” foi desenvolvida por Don Mancini, que também é o criador do personagem. Ele escreveu o roteiro do primeiro “Brinquedo Assassino” em 1988 e desde então explora a franquia sem parar – roteirizou sete longas e dirigiu três deles. Além de escrever os roteiros e produzir os episódios, Mancini também dirigiu o capítulo inaugural da série. Continuação direta dos filmes, a série também recupera a dublagem clássica de Chucky, feita pelo ator Brad Dourif, num contraponto ao...

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