“Love, Victor” vai acabar na 3ª temporada
A plataforma Hulu revelou que “Love, Victor” vai acabar em sua 3ª temporada. O anúncio foi feito durante a participação dos executivos da Hulu num evento da TCA, a Associação de Críticos de TV dos EUA. Os episódios finais da série derivada do filme “Com Amor, Simon” serão lançados em 15 de junho nos EUA. “Love, Victor” acompanha Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”), adolescente gay que se muda com a família para uma nova cidade e passa a estudar numa nova escola – a mesma do filme “Com Amor, Simon”. Nick Robinson, por sinal, continua a viver Simon, mas agora como narrador da história, além de ser creditado como produtor da série. O elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Rachel Hilson (“This Is Us”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), George Sear (“Will”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. Os showrunners da série são Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e também showrunners de “This Is Us”. A série é exibida no Brasil pela Star+, que ainda não marcou a data de lançamento dos últimos episódios.
Netflix apresenta elenco do spin-off de “On My Block”
A Netflix divulgou o elenco principal do spin-off da série “On My Block”, que teve sua temporada final disponibilizada nesta semana em streaming. No post em que revelou o elenco, a plataforma digital também confirmou que a série vai se chamar “Freeridge”, nome do local onde vivem os personagens de “On My Block”. “A aventura em Freeridge continua”, acrescentou o texto. O elenco destaca a cantora e atriz Bryana Salaz (“Malibu Rescue”), Ciara Riley Wilson (“Kim Possible”), Shiv Pai (“Punho de Ferro”) e a estreante Keyla Monterroso Mejia. Eles formam um grupo de amigos que acredita ter desencadeado uma antiga maldição mortal que pode colocar toda a cidade em perigo. Os cocriadores de “On My Block”, Lauren Iungerich (criadora de “Awkward”) e a dupla Eddie Gonzalez e Jeremy Haft (roteiristas de “All Eyez on Me”, cinebiografia de Tupac Shakur), são produtores da nova atração, que foi criada e será comandada por Jamie Uyeshiro, escritor das quatro temporadas de “On My Block”. Uyeshiro, Gonzalez e Haft trabalharão como showrunners de “Freeridge”, porque Iungerich se dedica atualmente a outro projeto, a comédia “Boo, Bitch”, com Lana Condor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) – também na Netflix. Segundo o site The Hollywood Reporter, a decisão de encerrar a série original e lançar uma atração derivada foi motivada por interesses econômicos. “On My Block”, que tem impressionantes 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi apontada pela própria plataforma como sua atração mais maratonada de 2018, ficou cara com as renovações de contratos de seus atores principais – Sierra Capri, Jason Genao, Brett Gray, Diego Tinoco e até a coadjuvante Jessica Marie Garcia – , que negociaram com sucesso aumentos salariais consideráveis para a 3ª e 4ª temporadas. Eles passaram de US$ 200 mil dólares por episódio nas duas primeiras temporadas para US$ 650 mil na 3ª temporada e US$ 850 mil no quarto ano da produção. Se houvesse uma 5ª temporada, cada um deles veria seus salários pularem para US $ 1,05 milhão por episódio. A Netflix economizará milhões de dólares com um spin-off com um novo elenco. “Freeridge” ainda não tem previsão de estreia. A aventura em Freeridge continua. ❤️ O meu spin-off de On My Block será protagonizado por Bryana Salaz, Keyla Monterroso Mejia, Ciara Riley Wilson e Shiv Pai. pic.twitter.com/8Xc0k8aMeD — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 8, 2021
“On My Block” terá série derivada após acabar na Netflix
A série “On My Block” vai acabar em sua 4ª temporada, que estreia na próxima segunda (4/10), mas seu universo ficcional vai continuar a render histórias inéditas num spin-off. A Netflix anunciou a novidade em suas redes sociais nesta segunda (27/9), revelando que a série derivada vai se chamar “Freeridge”, nome da cidade fictícia onde a trama original se passa. De acordo com o anúncio, “Freeridge” terá um elenco diferente. A trama vai acompanhar um novo grupo de amigos, que acredita ter desencadeado uma antiga maldição que pode colocar toda a cidade em perigo. Os cocriadores de “On My Block”, Lauren Iungerich (criadora de “Awkward”) e a dupla Eddie Gonzalez e Jeremy Haft (roteiristas de “All Eyez on Me”, cinebiografia de Tupac Shakur), são produtores da nova atração, que foi criada e será comandada por Jamie Uyeshiro, escritor das quatro temporadas de “On My Block”. Uyeshiro, Gonzalez e Haft trabalharão como showrunners de “Freeridge”, enquanto Iungerich se dedica a outro projeto, a comédia “Boo, Bitch”, com Lana Condor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) para a Netflix. Não foram revelados outros detalhes, como elenco e previsão de estreia. Mas o site The Hollywood Reporter revelou que a decisão de encerrar a série original e lançar uma atração derivada foi motivada por interesses econômicos. “On My Block”, que tem impressionantes 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi apontada pela própria plataforma como sua atração mais maratonada de 2018, ficou cara com as renovações de contratos de seus atores principais – Sierra Capri, Jason Genao, Brett Gray, Diego Tinoco e até a coadjuvante Jessica Marie Garcia – , que negociaram com sucesso aumentos salariais consideráveis para a 3ª e 4ª temporadas. Eles passaram de US$ 200 mil dólares por episódio nas duas primeiras temporadas para US$ 650 mil na 3ª temporada e US$ 850 mil no quarto ano da produção. Se houvesse uma 5ª temporada, cada um deles veria seus salários pularem para US $ 1,05 milhão por episódio. A Netflix economizará milhões de dólares com um spin-off com um novo elenco. REVIRAVOLTA: a história dessa cidade ainda não acabou. O spin-off Freeridge vai acompanhar um novo grupo de amigos, que pode (ou não) ter desencadeado uma maldição mortal. 👀 — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 27, 2021
Netflix divulga trailer da última temporada de “On My Block”
A Netflix divulgou o trailer da 4ª temporada de “On My Block”, que vai encerrar a série divertida, tensa, dramática e sempre cheia de emoções. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção acompanha quatro amigos inteligentes e descolados, que enfrentam as dores, os sucessos e os desafios do Ensino Médio em um bairro latino da pesada. O elenco destaca Diego Tinoco (série “Teen Wolf”), Jason Genao (“The Get Down”), Jessica Marie Garcia (“Liv e Maddie”), Brett Gray (“Ardmore Junction”) e a estreante Sierra Capri. Os cocriadores Lauren Iungerich (criadora de “Awkward”), Eddie Gonzalez e Jeremy Haft (roteiristas de “All Eyez on Me”, cinebiografia de Tupac Shakur) concluem a trama com os últimos 10 episódios disponibilizados em 4 de outubro.
“Love, Victor” é renovada para 3ª temporada
A plataforma Hulu renovou “Love, Victor”, série derivada do filme “Com Amor, Simon” (Love, Simon), para sua 3ª temporada. Com uma trama derivada do filme de 2018, a série acompanha um novo personagem, Vicor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”), adolescente gay que se muda com a família para uma nova cidade – que é a cidade do longa original. Nick Robinson, por sinal, continua a viver Simon, mas agora como narrador da história, além de ser creditado como produtor da série. O elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Rachel Hilson (“This Is Us”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), George Sear (“Will”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. Os showrunners da série são Isaac Aptaker e Elizabeth Berger (ambos de “This Is Us”). Inédita no Brasil, “Love, Victor” era um dos destaques esperados do lançamento da plataforma Star+ em 31 de agosto, mas um processo da Starzplay proibiu a Disney de usar o nome Starplay no Brasil. Enquanto a disputa segue na Justiça, a campanha do serviço de streaming foi aparentemente suspensa e não há novas informações a respeito dos planos do estúdio.
Love, Victor: Protagonista sai do armário no trailer da 2ª temporada
A plataforma americana Hulu divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Love, Victor”. Derivada do filme “Com Amor, Simon” (Love, Simon), a série acompanha a jornada de autodescoberta de Victor, que na prévia finalmente sai do armário para a família e a escola, assumindo-se gay e num relacionamento sério com um colega – o cara mais bonito da turma. O papel principal é vivido por Michael Cimino (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”) e o elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Johnny Sequoyah (“Believe”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), George Sear (“Will”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. Desenvolvida pelos roteiristas de “Com Amor, Simon”, Elizabeth Berger e Isaac Aptaker, a produção ainda traz Nick Robinson, o Simon, como narrador. A 2ª temporada chega ao streaming no dia 11 de junho.
Young Sheldon é renovada por mais três temporadas
A rede americana CBS anunciou a renovação de “Young Sheldon” por mais três temporadas. Atualmente em seu quarto ano, o spin-off de “The Big Bang Theory” garantiu sua produção até a 7ª temporada, com exibição prevista para 2024, quando Iain Armitage, o intérprete da versão mirim de Sheldon Cooper será um adolescente e um cientista em formação no auge dos seus 16 anos de idade. “O humor, o calor e o coração exalados pela família Cooper são um gancho inegável para os milhões de fãs que sintonizam a série a cada semana. Estamos entusiasmados para ver o que as próximas três temporadas reservam para um Sheldon um pouco mais velho e todos os Coopers”, disse a presidente da CBS Kelly Kahl, no anúncio da renovação. “Young Sheldon” acompanha a infância de Sheldon Cooper, personagem vivido por Jim Parsons em “The Big Bang Theory”. A série mostra o dia a dia da família Cooper e como Sheldon mantém o relacionamento com a mãe Mary (Zoe Perry), o pai George (Lance Barber), o irmão mais velho Georgie (Montana Jordan) e a irmã gêmea Missy (Raegan Revord). Jim Parsons também participa da atração como narrador dos episódios. Ele ainda assina a produção ao lado dos criadores Steven Molaro e Chuck Lorre (que é o criador de “The Big Bang Theory”). As próximas temporadas devem abordar a fase universitária de Sheldon, que, de de acordo com “The Big Bang Theory”, entrou na prestigiosa CalTech aos 14 anos. A série é disponibilizada no Brasil pela Globoplay.
On My Block vai acabar na Netflix
A Netflix anunciou que “On My Block” vai acabar na 4ª temporada. A novidade foi compartilhada nas redes sociais da plataforma e prepara o fim da série, que tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi apontada pela própria plataforma como sua atração mais maratonada de 2018. A decisão veio à tona dez meses após a exibição da 3ª temporada, em março do ano passado. Os cocriadores Lauren Iungerich (criadora de “Awkward”), Eddie Gonzalez e Jeremy Haft (roteiristas de “All Eyez on Me”, cinebiografia de Tupac Shakur) vão concluir a trama em mais 10 episódios, que ainda não tiveram a data de exibição anunciada. A série acompanha quatro amigos inteligentes e descolados, que enfrentam as dores, os sucessos e os desafios do Ensino Médio em um bairro latino da pesada. O elenco inclui Diego Tinoco (série “Teen Wolf”), Jason Genao (“The Get Down”), Jessica Marie Garcia (“Liv e Maddie”), Brett Gray (“Ardmore Junction”) e a estreante Sierra Capri. “On My Block” foi a segunda produção de comédia latina da Netflix, após “One Day at a Time” (já cancelada) e seu final mantém esse segmento étnico sub-representado no universo das séries americanas. Vocês dizem On My Block e eu digo quarta e última temporada confirmada!!!!!!!! ✌️ pic.twitter.com/POVi2uoihy — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 29, 2021
Ator de O Quarto de Jack comemora 14 anos e primeira espinha
O ator mirim Jacob Tremblay, que ficou conhecido como o filho pequeno de Brie Larson em “O Quarto de Jack” (2015) e estrelou a adaptação de “Extraordinário” (2016), completou 14 anos na segunda-feira (5/10), e comemorou sua primeira espinha no Instagram. “Meu rosto decidiu que eu tenho 14 anos hoje. Feliz aniversário para mim. #14AnosÉAssim #AcordeiDesseJeito.”, escreveu o ator. O agora adolescente continua firma em sua carreira. No ano passado, ele participou do terror “Doutor Sono” e estrelou a comédia juvenil “Bons Meninos”, que foi uma das boas surpresas das bilheterias recentes dos EUA. Além disso, também dubla Robin na animação da Arlequina, renovada para sua 3ª temporada, e o personagem principal da série animada “Pete the Cat”, da Amazon. Este talento como dublador, por sinal, lhe rendeu seus próximos três trabalhos, como o Linguado da nova versão de “A Pequena Sereia”, da Disney, o Kid da sci-fi animada “The Kid: An Animated Adventure” e o papel de protagonista de uma nova animação da Pixar, ainda sem título. Ver essa foto no Instagram My face decided I was 14 today. Happy Birthday to me. #thisis14 #wokeuplikethis 😂 Uma publicação compartilhada por Jacob Tremblay (@jacobtremblay) em 5 de Out, 2020 às 9:20 PDT
Netflix incentiva detratores a verem Lindinhas
A Netflix divulgou um vídeo com bastidores e depoimento da diretora de “Lindinhas” (Cuties/Mignonnes), filme que a própria Netflix polemizou por vacilo de seu marketing. No vídeo, Maïmouna Doucouré, que também escreveu o filme, explica sua intenção com a obra e como se inspirou em sua própria história, em meio ao fogo-cruzado que vem se abatendo sobre ela na internet. Maïmouna Doucouré foi uma das primeiras mulheres negras a vencer o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance e recebeu elogios rasgados da crítica internacional por seu trabalho – 88% de aprovação no Rotten Tomatoes – , mas por um equívoco calamitoso da Netflix acabou virando alvo de uma guerra cultural. Um cartaz da plataforma sensualizou as personagens pré-adolescentes da produção e deu outro sentido à obra. A Netflix assumiu o erro e pediu desculpas. Mas isso não arrefeceu campanhas ativas contra a produção na internet, que incentivam quem não o viu a dar “dislikes” e notas baixas em sites como o Rotten Tomatoes, IMDb e Metacritic, além de difundir hashtags pedindo boicotes. A diretora contou que tem recebido até ameaças de morte. Além do vídeo com a diretora, a Netflix também emitiu um novo comunicado junto com o lançamento, que aconteceu nesta sexta (11/9), incentivando os detratores a perceberem que o filme se preocupa com as mesmas coisas que os escandalizam. “‘Cuties’ é uma crítica social à sexualização de crianças. É um filme premiado, com uma história poderosa sobre a pressão que jovens meninas sofrem das redes sociais e da sociedade em geral enquanto crescem – e encorajamos qualquer pessoa que se importa com este tema fundamental a assistir ao filme”, diz o texto oficial. Por curiosidade, o filme acabou sendo lançado no Brasil com o título original, “Mignonnes” em francês, após toda a confusão. Mas durante a divulgação inicial, ele ficou conhecido como “Lindinhas” no país. Mudar o título não muda o filme, só mostra que o marketing da Netflix não funciona mesmo como deveria.
Diretora de Lindinhas diz ter recebido ameaças de morte por causa do pôster da Netflix
A diretora de “Lindinhas” (Cuties), a francesa Maïmouna Doucouré, diz que recebeu ameaças de morte depois que a Netflix divulgou um pôster americano, que sexualizou as meninas do filme. Em entrevista ao site Deadline, ela contou que só soube do pôster quando ele começou a circular nas redes sociais, acompanhado de mensagens de ódio. “Recebi inúmeros ataques de pessoas que não tinham visto o filme, que pensavam que eu estava realmente fazendo um filme que promovia a hiper-sexualização de crianças”, disse ela. “Tivemos várias discussões depois que isso aconteceu. A Netflix pediu desculpas publicamente e também pessoalmente a mim.” A Netflix realmente divulgou um comunicado em que se desculpou pelo marketing inadequado, mas Doucouré disse que também recebeu uma ligação de Ted Sarandos, o chefão de conteúdo da empresa, pedindo desculpas pessoalmente a ela. Tudo o que aconteceu acabou causando um impacto na cineasta, que não tinha como prever a situação. Quando estreou no Festival de Sundance no início deste ano, “Lindinhas” só recebeu amor e mensagens positivas da crítica, pela forma como abordava temas complexos de forma emotiva e delicada. E Maïmouna Doucouré saiu do festival americano com o troféu de Melhor Direção. “As coisas aconteceram muito rápido porque, após os atrasos, eu estava totalmente concentrada no lançamento do filme na França. Eu descobri o pôster ao mesmo tempo que o público americano”, disse Doucouré ao Deadline. “Foi uma experiência estranha. Eu não tinha visto o pôster até começar a receber todas essas reações nas redes sociais, mensagens diretas de pessoas, ataques a mim. Eu não entendia o que estava acontecendo. Foi quando fui atrás e vi como era o pôster.” No cartaz americano, as quatro garotas principais da produção apareciam em poses sugestivas, em trajes de dança reveladores. A imagem incômoda, chamada de “nojenta” na internet, também era um grande contraste com o pôster francês, que trazia as meninas brincando, enquanto correm pelas ruas. O contraste é gritante e se deve à forma como o marketing americano aderiu justamente àquilo que o filme critica. A produção francesa retrata o esforço de uma pré-adolescente para se integrar com a turma de garotas legais da sua escola para disputar um concurso de dança. O que diferencia a trama das produções similares americanas é que a protagonista é uma menina negra muçulmana de 11 anos, criada numa família de imigrantes senegaleses no bairro mais pobre de Paris, que se encanta com uma vizinha moderna da sua idade. O grupo de meninas a que ela se junta contrasta fortemente com os valores tradicionais de sua mãe, e ela logo se dá conta de sua própria sensualidade através da dança. Com isso, o filme também aborda a hiper-sexualização das garotas pré-adolescentes nos dias de hoje, mas não da forma como o pôster sugeria. Doucouré afirma que “Lindinhas” aborda as pressões das redes sociais sobre as mulheres jovens e que todos poderão perceber sua verdadeira intenção ao assisti-lo. “O amor e a autoestima são construídos por meio de curtidas e seguidores. O que acontece é que as meninas veem imagens de mulheres sendo objetificadas, e quanto mais a mulher se torna um objeto, mais seguidores e likes ela tem – elas veem isso como um modelo e tentam imitar essas mulheres, mas não têm idade suficiente para sabem o que estão fazendo”, comentou. A cineasta mencionou que, após o desastre, nem todas as manifestações em torno do filme desejavam sua morte. Ela recebeu mensagens positivas de quem já tinha visto a produção, que foi exibida também no Festival de Berlim, além de apoio do governo francês. Ela contou que “Lindinhas” impressionou o governo de seu país e será usado como uma ferramenta educacional na França. Tessa Thompson, que interpreta a heroína Valquíria nos filmes da Marvel, foi uma das estrelas que se posicionou ao lado da cineasta, dizendo-se “decepcionada ao ver como o marketing posicionou” o filme. “Eu entendo a reação de todos, mas não tem relação com o filme que vi”, escreveu a atriz nas redes sociais. “‘Lindinhas’ é um filme lindo, que me destruiu no Festival de Sundance. Ele representa uma nova voz na direção. Ela é uma mulher negra senegalesa-francesa extraindo suas próprias experiências”, completou. “Eu realmente coloquei meu coração neste filme. Na verdade, é a minha história pessoal e também a história de muitas crianças que precisam navegar entre uma cultura ocidental liberal e uma cultura conservadora em seus lares”, concordou Doucouré, que de fato é descendente de senegaleses. “Esperamos que entendam que estamos realmente do mesmo lado desta batalha. Se juntarmos forças, poderemos fazer uma grande mudança neste mundo que hiper-sexualiza as crianças”, a cineasta concluiu. O filme estreia na quarta-feira (9/9) em streaming. Compare os cartazes franceses e americanos abaixo.
Lindinhas: Netflix pede desculpas por arte inadequada e muda marketing do filme
A Netflix vai refazer a campanha de marketing de “Lindinhas” (Cuties), após as reações negativas despertadas pela arte inicial. Diversas manifestações nas redes sociais reclamaram que o material original promovia a sexualização das protagonistas, um grupo de meninas de 11 anos de idade que fazem parte de um grupo de dança. “Pedimos desculpas pela arte inadequada que usamos para o filme ‘Lindinhas’. Não estava certo, nem representava este filme francês que ganhou um prêmio no Festival de Sundance. Estamos trabalhando para atualizar as imagens e a descrição do filme”, disse a Netflix em nota oficial. A plataforma também tirou as fotos e o pôster originalmente divulgados em sua plataforma de imprensa, mantendo apenas uma imagem, que ilustra este post. Para ver a arte considerada polêmica, confira aqui. Mas antes mesmo da divulgação do cartaz, o filme já vinha sendo bombardeado com notas negativas no IMDb. No caso, devido ao tema. Vale observar que essa reação não reflete a opinião da crítica, que é bastante positiva em relação ao filme e sua abordagem de temas complexos, considerada emotiva e delicada. A produção é francesa e retrata o esforço de uma pré-adolescente para se integrar com a turma de garotas legais da sua escola para disputar um concurso de dança. Dita assim, a premissa parece uma comédia teen típica, mas há muitas diferenças em relação às produções americanas. A começar pela protagonista, uma menina negra muçulmana de 11 anos, criada numa família de imigrantes senegaleses no bairro mais pobre de Paris, que se encanta com a vizinha moderna da sua idade. O grupo de meninas a que ela se junta contrasta fortemente com os valores tradicionais de sua mãe, e ela logo se dá conta de sua própria sensualidade através da dança. Com isso, o filme também aborda a hiper sexualização das garotas pré-adolescentes nos dias de hoje. “Cuties” teve première no Festival de Sundance, no começo do ano, onde a diretora e roteirista Maïmouna Doucouré levou o troféu de Melhor Direção. A estreia vai acontecer em 9 de setembro em streaming. Aproveite e confira o trailer abaixo.
Lindinhas: Filme adolescente premiado ganha trailer e vira alvo de campanha de ódio
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer de “Lindinhas” (Cuties), por enquanto disponível apenas com legendas em inglês. A produção é francesa e retrata o esforço de uma pré-adolescente para se integrar com a turma de garotas legais da sua escola para disputar um concurso de dança. Dita assim, a premissa parece uma comédia teen típica, mas há muitas diferenças em relação às produções americanas. A começar pela protagonista, uma menina negra muçulmana de 11 anos, criada numa família de imigrantes senegaleses no bairro mais pobre de Paris, que se encanta com a vizinha moderna da sua idade. O grupo de meninas a que ela se junta contrasta fortemente com os valores tradicionais de sua mãe, e ela logo se dá conta de sua própria sensualidade através da dança. Com isso, o filme também aborda a hiper sexualização das garotas pré-adolescentes nos dias de hoje. “Cuties” teve première no Festival de Sundance, no começo do ano, onde a diretora e roteirista Maïmouna Doucouré levou o troféu de Melhor Direção. Os críticos aplaudiram (82% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas o tema, inspirado na infância da diretora, causou ira entre os grupos conservadores de ódio que tem bombardeado (sem ter visto) o filme com cotações negativas no IMDb. A arte do pôster tampou ajudou. A Netflix acabou suspendendo o marketing do filme após a divulgação inicial e divulgou uma nota oficial: “Pedimos desculpas pela arte inadequada que usamos para o filme ‘Lindinhas’. Não estava certo, nem representava este filme francês que ganhou um prêmio no Festival de Sundance. Estamos trabalhando para atualizar as imagens e a descrição do filme”. A estreia vai acontecer em 9 de setembro em streaming.







