Ashton Kutcher e Mila Kunis pedem desculpas por carta de apoio a Danny Masterson
O casal de atores Ashton Kutcher e Mila Kunis publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelas cartas que escreveram em apoio a Danny Masterson durante o julgamento por estupro no qual o ator de “That 70s Show” foi condenado a 30 anos de prisão. “Estamos cientes da dor que foi causada pelas cartas de caráter que escrevemos em nome de Danny Masterson”, disse Kutcher em um vídeo compartilhado no Instagram, ao lado de sua esposa. Kunis prosseguiu: “Apoiamos as vítimas. Fizemos isso historicamente por meio de nosso trabalho e continuaremos a fazer isso no futuro”. Contexto das Cartas Kutcher explicou que, “alguns meses atrás, a família de Danny entrou em contato conosco. Eles nos pediram para escrever cartas de caráter para representar a pessoa que conhecíamos há 25 anos [na série ‘That 70s Show’], para que o juiz pudesse levar isso em consideração total em relação à sentença”. Kunis acrescentou: “As cartas não foram escritas para questionar a legitimidade do sistema judicial ou a validade da decisão do júri”. “As cartas não foram para minar o testemunho das vítimas”, Kutcher continuou, “nunca gostaríamos de fazer isso. E lamentamos se isso aconteceu”. Kunis concluiu a declaração em vídeo afirmando: “Nosso coração está com todas as pessoas que já foram vítimas de abuso sexual, abuso sexual ou estupro”. O vídeo com a declaração completa pode ser assistido abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk)
Ashton Kutcher e Mila Kunis apoiaram Danny Masterterson, condenado a 30 anos de prisão
Condenado a 30 anos de prisão por dois casos de estupro, Danny Masterson, ex-ator de “That ’70s Show”, recebeu cartas de apoio de Ashton Kutcher e Mila Kunis, seus colegas na antiga atração. Os atores escreveram ao juiz pedindo clemência para Masterson, destacando seu caráter. Declarações de Kutcher e Kunis “Embora eu esteja ciente de que o julgamento o considerou culpado em duas acusações de estupro e as vítimas têm um grande desejo por justiça, espero que meu testemunho sobre seu caráter seja levado em consideração na sentença”, afirmou Kutcher em carta divulgada pela Variety. Já Mila Kunis escreveu: “Atesto de todo o coração o caráter excepcional de Danny Masterson e a tremenda influência positiva que ele teve sobre mim e sobre as pessoas ao seu redor.” Ao todo, mais de 50 cartas em defesa de Masterson foram submetidas ao tribunal, mas não alteraram o resultado da sentença. Detalhes do julgamento Masterson foi condenado na quinta-feira (7/9) a cumprir duas sentenças de 15 anos consecutivas, além de ter de se registrar como agressor sexual. Durante a audiência, a juíza Charlaine Olmedo negou um pedido da defesa para um novo julgamento. A acusação de uma terceira vítima foi rejeitada pelo tribunal. As vítimas, que eram membros da Igreja de Cientologia assim como Masterson, hesitaram inicialmente em prestar queixa às autoridades devido aos ensinamentos da instituição religiosa. Elas eventualmente abandonaram a igreja. A advogada de defesa, Shawn Holley, solicitou que as sentenças fossem cumpridas simultaneamente, citando a ausência de antecedentes criminais de Masterson e o fato de ele ter uma filha pequena. O pedido foi negado. Embora a promotoria tivesse pedido prisão perpétua, Masterson ainda pode enfrentar essa pena, pois recebeu uma “sentença perpétua indeterminada”, com chance de condicional após 30 anos, dependendo de fatores como bom comportamento. O ator deve iniciar o cumprimento de sua sentença imediatamente.
Maior agência de J-pop enfrenta escândalo de abuso sexual de boy bands
Julie Fujishima, a chefe da poderosa agência de talentos japonesa Johnny and Associates, pediu demissão na quinta-feira (7/9) depois de reconhecer os casos de abusos sexuais cometidos pelo fundador já falecido da empresa. A presidente emitiu um pedido público de desculpas às vítimas de seu tio, Johnny Kitagawa. “Tanto a agência quanto eu, como pessoa, reconhecemos que ocorreram abusos sexuais por parte de Johnny Kitagawa”, declarou a ex-presidente pela primeira vez. “Peço desculpas às suas vítimas do fundo do meu coração.” A demissão veio à tona uma semana depois das investigações contra Kitagawa, que negou qualquer irregularidade antes de morrer em 2019. O fundador teria abusado de centenas de meninos e homens jovens ao longo de seis décadas como presidente da agência de boy bands. Ele nunca enfrentou acusações legais. Kitagawa era considerado uma das figuras mais influentes da indústria do entretenimento japonesa, e foi responsável pelo lançamento de muitos artistas do J-pop, a música pop japonesa, ao longo dos anos. Apesar dos rumores sobre os abusos, o magnata nunca enfrentou processos criminais e continuou recrutando adolescente até sua morte aos 87 anos. No entanto, várias vítimas declaram no documentário britânico “Predator, The Secret Scandal of J-Pop” que achavam que suas carreiras seriam prejudicadas se não cumprissem as exigências sexuais do ex-presidente. A ex-chefe nomeou Noriyuki Higashiyama, um nome familiar da televisão no Japão, como seu sucessor na agência de talentos. O homem de 56 anos foi um dos primeiros talentos recrutados pela empresa, porém não foi uma das vítimas de abuso. Ele estava ciente dos rumores: “Eu não pude e não fiz nada a respeito”, admitiu. Passou pano? Embora algumas das alegações de abuso sexual tenham sido provadas no tribunal civil, Kitagawa processou seus acusadores por difamação com sucesso em pelo menos uma ocasião. O fundador ainda teve as notícias do escândalo “abafadas” pela grande mídia. Em março deste ano, os relatos exibidos no documentário da BBC geraram discussões no Japão, o que resultou no início de uma investigação completa. Milhares de fãs de J-pop também assinaram uma petição pressionando por novas informações sobre a agência. Denúncias As alegações das vítimas mostram um padrão de exploração de Kitagawa, que abusava dos jovens em casas luxuosas com a presença de outros rapazes. A cobertura da BBC também encorajou novas denúncias, como o ex-astro nipo-brasileiro Kauan Okamoto, que teria sido assediado durante quatro anos pelo fundador. Na semana passada, um relatório descobriu que o ex-presidente começou os crimes na década de 1950, passando pela criação da agência de talentos, até a década de 2010. A investigação também descobriu que a gestão familiar permitiu que os casos de abuso sexual prosseguissem, inclusive sob supervisão da sobrinha, Julie Fujishima. A agência Johnny and Associates é responsável pela carreira de bandas como SixTones, Hey! Say! JUMP, Snow Man e Travis Japan. Não está claro se os artistas continuarão com a empresa, que cogita uma troca de nome futuramente.
Ator de “That ’70s Show” é sentenciado a 30 anos de prisão
O ator Danny Masterson, conhecido pelo seu papel como Steven Hyde na série “That ’70s Show” (1998-2006), foi sentenciado a 30 anos de prisão nesta quinta-feira (7/9) por estuprar duas mulheres entre os anos de 2001 e 2003. Embora a promotoria tivesse pedido prisão perpétua, Masterson ainda pode enfrentar essa pena, pois recebeu uma “sentença perpétua indeterminada”, com chance de condicional após 30 anos, dependendo de fatores como bom comportamento. Masterson, que também atuou em “The Ranch” (2016-2020), ouviu sua sentença em silêncio. Ele compareceu à sentença acompanhado de familiares, incluindo sua esposa Bijou Phillips. “Senhor Masterson, você não é a vítima dessa situação. Suas ações há 20 anos foram criminosas”, afirmou a juíza Charlaine Olmedo. Este foi o segundo julgamento do caso, após o primeiro ser anulado por falta de unanimidade sobre o veredito. Desta vez, porém, Danny Masterson foi considerado culpado de “estupro forçado” de duas das vítimas identificadas como Jane Does, Jen B e NT. No entanto, após mais de uma semana de deliberações, o júri permaneceu em impasse sobre a terceira acusação, envolvendo Jane Doe #3, também conhecida como Christina B. Vítimas reagem As mulheres estiveram presentes no tribunal durante a sentença. A primeira delas caracterizou o ator como “um monstro covarde e sem coração”, enquanto a segunda destacou que precisará de uma vida inteira de terapia para superar o trauma. A terceira vítima, cuja acusação foi descartada, declarou sofrer de estresse pós-traumático. Repercussão do caso O caso ganhou ainda mais notoriedade ao trazer à tona práticas questionáveis da Igreja da Cientologia. Todas as vítimas eram adeptas da mesma fé e, de acordo com relatos, foram orientadas por lideranças religiosas a não denunciar os crimes na época. A investigação teve início em 2017, época em que o movimento #MeToo ganhava força, resultando em sua condenação em maio deste ano. Em decorrência do julgamento, Masterson foi demitido de “The Ranch” e dispensado pela agência United Talent Agency. Embora tenha alegado inocência durante todo o processo, as provas e depoimentos o condenaram. As acusações e o consequente julgamento aconteceram durante um período em que temas como assédio e abuso sexual ganham cada vez mais espaço no debate público, especialmente na indústria do entretenimento.
Nick Carter, dos Backstreet Boys, nega acusações de assédio sexual
Nick Carter se pronunciou nesta quarta-feira (30/8) sobre uma nova acusação de assédio sexual feita por uma terceira vítima. Segundo o TMZ, o integrante dos Backstreet Boys negou ter abusado da jovem quando ela tinha apenas 15 anos e ele estava com 23. A nova vítima afirma que Carter forçou relações sexuais dentro de um iate e num ônibus depois de alcoolizá-la, em 2003. O artista negou veementemente as acusações e alegou que o processo está cheio de mentiras. O advogado do famoso, Dale Hayes Jr., contou que a suposta vítima registrou as queixas há duas décadas, quando as autoridades investigaram as denúncias e não encontraram provas suficientes para prosseguir com as alegações. Hayes ainda disse que a mulher estaria “repetindo as mesmas alegações falsas em uma nova queixa legal” e explicou que a reprodução das denúncias “não as torna mais verdadeiras”. A equipe jurídica se diz “ansiosa para que as evidências sejam apresentadas e que a verdade sobre esses esquemas maliciosos venha à tona”. Outras vítimas Nick Carter também está sendo processado por Shannon Ruth, uma suposta vítima de agressão sexual depois de um show realizado em 2001, quando ela era menor de idade. O artista diz que tem testemunhas contra as acusações. Além delas, a cantora Melissa Schuman registrou um processo contra Carter por uma agressão sexual que teria acontecido em 2002. Ele também nega as alegações da famosa.
Juiz reabre processos de abuso infantil contra Michael Jackson
A corte de apelações da Califórnia decidiu na sexta-feira (18/8) que dois homens que acusaram Michael Jackson de abusá-los sexualmente quando eram crianças podem retomar processos contra empresas pertencentes ao espólio do falecido cantor. Wade Robson, 40, e James Safechuck, 45, alegam que os funcionários das duas empresas – MJJ Productions Inc. e MJJ Ventures Inc. – foram cúmplices nos supostos abusos sexuais de Jackson. Os casos, que foram detalhados no documentário da HBO “Deixando Neverland”, foram inicialmente arquivados em 2017, mas uma nova lei estadual permitiu que fossem reabertos. A reabertura dos processos Os processos alegam que os funcionários das empresas de Jackson tinham o dever de cuidar dos meninos, violando esse dever ao não prevenir os abusos. Os casos foram arquivados em 2013 e 2014 e posteriormente descartados em 2017 devido à prescrição. No entanto, em 2020, uma nova lei estadual concedeu aos demandantes em casos de abuso sexual infantil mais tempo para abrir processos. Apesar da extensão, os processos foram novamente descartados em 2020 e 2021 no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Um juiz decidiu na época que as empresas não eram obrigadas a proteger as crianças. A nova decisão de sexta-feira contraria esse parecer, com a Segunda Corte de Apelações do Distrito da Califórnia rejeitando os argumentos das corporações de que não tinham o dever de proteger as vítimas porque “não tinham capacidade de controlar Jackson – seu único proprietário – ou suas interações” com crianças. Para o juiz que revisou o caso, “uma corporação que facilita o abuso sexual de crianças por um de seus funcionários não é desculpada de um dever afirmativo de proteger essas crianças, apenas porque é de propriedade exclusiva do autor do abuso.” Reações e declarações O espólio de Jackson nega as alegações. Jonathan Steinsapir, advogado da defesa, declarou após a decisão: “Continuamos totalmente confiantes de que Michael é inocente dessas alegações, que são contrárias a todas as evidências críveis e corroboração independente, e que foram feitas apenas anos após a morte de Michael por homens motivados apenas pelo dinheiro.” Por outro lado, Vince Finaldi, advogado de Safechuck e Robson, disse que a corte havia revertido “decisões incorretas nesses casos, que eram contrárias à lei da Califórnia e teriam estabelecido um precedente perigoso que colocava as crianças em perigo.” Próximos passos A decisão marca a segunda vez que os processos, arquivados em 2013, foram restaurados após serem descartados. Com a vitória na apelação, os processos agora retornarão a um tribunal de primeira instância, onde um juiz de Los Angeles reconsiderará as acusações contra Jackson, marcando mais um capítulo nas controvérsias em torno do legado do cantor.
Maíra Cardi diz ter sido vítima de abuso sexual infantil: “Coisas muito fortes”
Maíra Cardi revelou ter sofrido abusos sexuais na infância e na pré-adolescência por pessoas próximas. O assunto foi revelado na quarta-feira (16/8) no podcast “PodC”, comandado por Celso Portiolli. A coach contou que seu primeiro abuso teria acontecido aos 4 anos de idade por um amigo da família. “Tinha um vizinho que me abusava, e eu não gostava obviamente, e ele me chamava sempre para ir para a piscina”, declarou. “Ele enfiava a mão por dentro da minha calcinha, e eu ficava tentando sair, de 4 para 5 anos. Ele falava: ‘vem cá Maíra’. E eu do lado de fora [dizia] ‘não quero’, e minha mãe [insistia] ‘vai Maíra’. Eu não queria, mas minha mãe ficava [repetindo] ‘larga de ser chata, Maíra, vai’. E aí eu ia.” Dificuldade de denunciar Maíra explicou que não sabia reconhecer os abusos sexuais, embora estivesse incomodada com a situação. A influencer ainda ponderou que não falava sobre sexo com seus pais por não te conhecimento e não saber como abordar o assunto. “Hoje em dia a gente está tendo mais coragem de falar sobre isso. Era uma coisa muito silenciosa, muito normal. A gente não lembra de muita coisa, as mulheres apagam muita coisa. Têm coisas muito fortes que nem cabem contar”, afirmou a mãe de Sophia, filha com Arthur Aguiar. “Eu não podia falar de sexo porque não entendia e meu pai era muito machista, não sabia o que era aquilo, o que faz com que o abuso fique mais fácil, porque se você sabe o que não pode, você se protege. Se você não sabe fica você fica vulnerável, você não entende o que está acontecendo.” Abusos de professor Maíra Cardi também contou no podcast que foi abusada aos 7 anos por um professor de ginástica olímpica. Segundo ela, as cenas aconteciam na frente de outras pessoas que não comentavam sobre casos de assédio. “O meu professor me obrigava a sentar no colo dele de pau duro e ficava me esfregando. Todos os dias ele fazia isso, só que ele fazia na frente de todas as pessoas e eu achava que era normal porque ele estava fazendo na frente de todo mundo. Na cabeça da criança, se todo mundo tá vendo deve ser normal, mas eu sentia um incômodo enorme, eu chegava a passar mal, vomitar, era horrível, mas eu não sabia o que era.” Por fim, a influencer disse que a pequena Sophia teve interesse por aulas de ginástica e ela não impediu para não repassar seus traumas. No entanto, Maíra garantiu que ensina a filha sobre “onde pode pegar e onde não pode”.
Chris Noth nega acusações de abuso, mas admite infidelidade
O ator Chris Noth, conhecido por seu papel como Mr. Big na série “Sex and the City”, falou pela primeira vez sobre as acusações de abuso sexual feitas contra ele em 2021. Em uma entrevista ao jornal USA Today, Noth admitiu ter sido infiel à sua esposa, Tara Wilson, mas negou veementemente as acusações de abuso. Acusações de abuso e a defesa de Noth As acusações surgiram em uma reportagem de 2021 publicada pela revista The Hollywood Reporter, onde duas mulheres, que usaram pseudônimos para proteger sua privacidade, acusaram Noth de agredi-las sexualmente. Os supostos incidentes ocorreram em 2004 em Los Angeles e 2015 em Nova York, respectivamente. As mulheres afirmaram que a reprise de Noth de seu papel como Mr. Big na série And Just Like That…” as motivou a se manifestar. Noth, por sua vez, negou categoricamente as acusações. “As acusações contra mim feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás, são categoricamente falsas. Essas histórias podem ter sido de 30 anos atrás ou 30 dias atrás – não sempre significa não – essa é uma linha que eu não ultrapassei. Os encontros foram consensuais. É difícil não questionar o timing dessas histórias. Não sei ao certo por que eles estão aparecendo agora, mas sei disso: não agredi essas mulheres”, disse Noth em comunicado à época. Admissão de infidelidade Na entrevista ao “USA Today”, Noth manteve sua declaração inicial de que qualquer encontro sexual em que ele esteve envolvido foi consensual e assumiu que a pior coisa que fez foi cometer adultério. Ele falou abertamente sobre sua infidelidade, descrevendo-a como “devastadora” para sua esposa. “Eu me desviei de minha esposa, e isso é devastador para ela e não é uma imagem muito bonita”, disse Noth. “O que não é crime.” “Você se dá as mesmas desculpas que muitos homens dão; é apenas uma pequena dança paralela e é divertido”, contou. “Você não está machucando ninguém. Ninguém vai saber sobre isso, você sabe, e o sexo é apenas agradável. E de repente, muitas pessoas querem fazer sexo com você. É como, ‘Bem, eu não vou para ter essa chance novamente.'” Consequências profissionais Noth foi demitido da série da CBS “The Equalizer” e desistiu de continuar participando de “And Just Like That…”, na HBO Max, após as acusações. Segundo o USA Today, Noth também perdeu um contrato de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 58 milhões) com sua empresa de tequila. As estrelas de “Sex and the City” e And Just Like That…”, Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis, divulgaram um comunicado em apoio às supostas vítimas. Noth, por sua vez, expressou incerteza sobre seu futuro na indústria. “Não há nada que eu possa dizer para mudar a opinião de alguém quando você tem esse tipo de maremoto”, disse o ator de 68 anos. Consequências jurídicas As denúncias não renderam nenhuma acusação criminal, o que Noth considerou estranho pelo jeito como foram feitas. Entretanto, ele espera que o caso vire um processo civil. “Isso é um trem de dinheiro para muitas pessoas”, disse ele.
“Deixando Neverland” terá sequência após reabertura de processo contra Michael Jackson
A produtora AMOS Picture Media, do polêmico documentário “Deixando Neverland” (2019), recebeu permissão para fazer uma cobertura no tribunal das novas acusações de abuso sexual contra Michael Jackson (1958-2009). Os casos foram encaminhados para um tribunal da Califórnia na última quarta-feira (26/7). As denúncias surgiram recentemente após relatos de Wade Robson e James Safechuck no documentário, onde acusaram o cantor de abusos infantis nas dependências do Rancho Neverland. Eles pediram reabertura dos processos por indenização envolvendo o espólio do cantor. Acusações contra Michael Jackson Wade Robson e James Safechuck acusaram o cantor de má conduta sexual disfarçada de romance quando eram apenas crianças. Eles não teriam notado a postura abusiva do astro do pop, na época. No processo judicial, a dupla afirma que Jackson teria praticado relações sexuais. Safechuck também diz que Jackson teria simulado um casamento com ele. Robson tenta processar MJJ Productions Ins., a corporação que pertencia ao cantor. Na primeira instância, o tribunal acatou os argumentos dos advogados da empresa, que alegam não ter controle sobre os atos de Jackson. Documentário pró-Michael Jackson Para contestar a história de “Deixando Neverland”, a produtora Takeflight Film Ltda também recebeu permissão para produzir “Trial by Media: The Michael Jackson Story” com base na cobertura dos casos nos tribunais. A obra mostrará os procedimentos legais da continuação da ação envolvendo o artista. “Esta história revela o viés da mídia e o tratamento de seus ‘assuntos’; um olhar intrigante sobre a integridade da mídia ao longo dos anos, e o que mudou no tecido da sociedade para abraçar tais histórias preconceituosas sobre Michael Jackson”, diz o site da produtora. A TakeFlight Film acusa a HBO de não fazer a devida diligência nas reportagens de “Deixando Neverland”. Eles acreditam que o legado deixado por Michael Jackson teria sido prejudicado injustamente pelas acusações. “As alegações foram adotadas e promovidas por representantes da mídia e meios de comunicação quase sem investigações em processos judiciais que desacreditaram severamente as acusações dos dois homens de anos anteriores.” Confira abaixo o trailer de “Deixando Neverland”.
Kevin Spacey chora no tribunal ao ser absolvido de crimes sexuais
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) não conteve as lágrimas no tribunal após ser inocentado das acusações de crimes sexuais contra quatro homens. O veredito saiu nesta quarta-feira (26/7) num julgamento realizado em Londres. As supostas vítimas acusavam Spacey por 12 episódios de atentado ao pudor e agressão sexual que teriam acontecido entre 2004 e 2013, quando ele era diretor artístico do teatro Old Vic, em Londres. Um dos crimes apontados teria sido, segundo a lei britânica, “fazer com que uma pessoa se envolva em atividade sexual com penetração”, o que renderia prisão perpétua. Durante o julgamento, foram ouvidos amigos e familiares do ator, entre eles Elton John e o marido, David Furnish, além da sobrinha de Spacey. Os acusadores também deram depoimentos detalhados de abusos supostamente cometidos pelo ator. E, depois de cinco semanas desde a primeira audiência no Tribunal da Coroa de Southwark, no dia 28 de junho, os 12 jurados decidiram pela inocência do réu. Dupla inocência Foi a segunda vitória de Spacey nos tribunais. Em outubro de 2022, um júri de Nova York também inocentou Spacey de um processo civil de US$ 40 milhões, concluindo que ele não molestou o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) quando o denunciante era adolescente. O caso veio à tona em 2017, depois que o site BuzzFeed revelou uma entrevista polêmica de Rapp em que ele sugeria ataques de Spacey durante uma festa do elenco de uma peça. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais. “Quando uma investigação é realizada, essas coisas se desmoronam”, declarou Spacey na entrevista a ZEITmagazin. “Isso é o que aconteceu no caso do [Anthony] Rapp, e é isso que vai acontecer neste caso”, previu. Escândalo e sorte Apesar de ter sido inocentado nesse caso, o ator foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira. Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o longa não perder sua data de estreia. Spacey também já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, após o juiz do caso considerar que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Retomada da carreira Graças à falta de condenações, ele conseguiu voltar a atuar em um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero. Ele também interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”. Além disso, Spacey foi confirmado no próximo filme independente de Gene Fallaize (“Superman: Requiem”) e recebeu uma homenagem ao ministrar uma masterclass no Museu Nacional de Cinema da Itália, em Turim. No mês passado, Spacey deu entrevista afirmando que pretendia retomar a carreira e que sabia de colegas que esperavam apenas o final do julgamento para apoia-lo.
Festival de Veneza aposta em polêmicas com filmes de Polanski e Woody Allen
O 80º Festival de Veneza, que ocorrerá de 30 de agosto a 9 de setembro, anunciou uma seleção de filmes que promete atrair a atenção internacional, mas também gerar controvérsias. Entre os filmes selecionados estão obras de diretores que foram recentemente “cancelados” por denúncias de abusos sexuais: Roman Polanski, Woody Allen e Luc Besson. Diretores polêmicos Polanski, que fugiu dos EUA em 1978 após ser condenado por agressão sexual a uma adolescente, apresentará seu novo filme, “The Palace”, fora da competição. Woody Allen traz “Coup de Chance”, e Luc Besson estreará “DogMan” na competição. Todos os três cineastas foram alvo de alegações de abuso e, no contexto do movimento #MeToo, de campanhas de cancelamento online. No entanto, apenas Polanski foi acusado formalmente de um crime. Woody Allen foi considerado inocente das alegações de abuso de sua filha adotiva nos anos 1990 e os tribunais franceses rejeitaram repetidamente as acusações contra Besson, inclusive recentemente descartando um caso envolvendo uma suposta agressão a uma atriz belga. Alberto Barbera, diretor do festival, defendeu a escolha de incluir Polanski na programação oficial. “O caso Polanski [tem sido] debatido há 50 anos. Não entendo por que não se pode distinguir entre as responsabilidades do homem e as do artista”, disse ele. “Polanski tem 90 anos, é um dos poucos mestres em atividade, fez um filme extraordinário… Pode ser o último filme de sua carreira, embora eu espero que ele faça como [Joaquim] de Oliveira, que fez filmes até os 105 anos. Eu me posiciono firmemente entre aqueles que no debate distinguem [entre] a responsabilidade do homem e a do artista.” Filmes descancelados “The Palace”, de Polanski, é descrito como uma comédia negra ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo em 1999. O elenco inclui John Cleese, Luca Barbareschi, Oliver Masucci, Fanny Ardant e Mickey Rourke. Já “Coup de Chance”, de Allen, é o primeiro filme do diretor em francês. Nos últimos anos, Allen encontrou dificuldades para garantir financiamento nos EUA para seus filmes, após as alegações de abuso de sua filha adotiva, Dylan Farrow, ressurgirem na era pós-#MeToo. No entanto, distribuidores europeus continuaram a apoiá-lo. O novo filme, que será lançado na França em 27 de setembro, inclui um elenco de estrelas francesas, incluindo Lou de Laage, Valerie Lemercier, Melvil Poupaud e Niels Schneider. “DogMan”, de Besson, marca o retorno do diretor ao cinema, após se afastar por quatro anos para lidar com acusações de assédio e estupro. O drama, que traz Caleb Landry Jones como um jovem marcado pela vida, que encontra sua salvação através do amor por seus cães, foi um sucesso de pré-vendas para a Kinology no European Film Market em Berlim em fevereiro, vendendo seus direitos de exibição para quase todo o mundo. Cinema brasileiro A programação do Festival de Veneza também exibe o longa-metragem brasileiro “Sem Coração”, que fará sua estreia mundial na mostra paralela Horizonte. O filme é uma coprodução oficial entre Brasil, França e Itália, dirigido e escrito por Nara Normande e Tião, e produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan, Alberto Fasulo (Itália) e pela Vitrine Filmes. “Sem Coração” se passa no verão de 1996, no litoral de Alagoas, e acompanha Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022. Presença de grandes cineastas Outros destaques do festival são “The Killer”, de David Fincher, que traz Michael Fassbender como um assassino frio que começa a desenvolver uma consciência, e “Maestro”, de Bradley Cooper, um drama sobre o grande maestro Leonard Bernstein. Ambos são lançamentos da Netflix, que também está competindo pelo Leão do Ouro com “El Conde”, do chileno Pablo Larrain, que retrata o ditador Augusto Pinochet como um vampiro. A lista de cineastas americanos ainda inclui Ava DuVernay, que traz “Origin”, sobre o sistema de hierarquia que moldou os EUA, Sofia Coppola, que apresenta a cinebiografia “Priscilla”, cinebiografia de Priscilla Presley, e Michael Mann, que entra na disputa com o drama de corrida “Ferrari”, com Adam Driver no papel de Enzo Ferrari, o fundador da famosa marca de carros. O festival também mostrará a estreia do diretor mexicano Michel Franco em inglês, com “Memory”, um filme ambientado em Nova York e estrelado por Jessica Chastain e Peter Sarsgaard, além de novos filmes do diretor japonês de “Drive My Car”, Ryûsuke Hamaguchi, chamado “Evil Does Not Exist”, e do grego Yorgos Lanthimos, a ficção científica surrealista “Poor Things”, estrelado por Emma Stone. Seleção europeia A Itália também marca forte presença com seis títulos na competição, liderados pelo filme de abertura “Comandante”, um épico anti-guerra ambicioso estrelado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. Outros destaques italianos incluem “Io Capitano”, de Matteo Garrone, sobre a jornada homérica de dois jovens africanos que deixam Dakar para chegar à Europa, e “Finalmente L’alba”, de Saverio Costanzo, ambientado na Cinecittà durante os anos 1950, quando as famosas instalações de cinema eram conhecidas como a “Hollywood no Tibre”. Da França, vem o já mencionado “Dogman”, de Luc Besson, e “The Beast”, uma sci-fi de Bertrand Bonello que traz Léa Seydoux como uma jovem atormentada que decide purificar seu DNA em uma máquina, que a levará em uma jornada por uma série de vidas passadas. Outros filmes notáveis incluem os poloneses “The Green Border”, de Agnieszka Holland, sobre a crise humanitária desencadeada pelo presidente bielorrusso Lukaschenko, que em 2021 abriu a fronteira da Bielorrússia com a Polônia para migrantes, e “Kobieta Z”, da dupla de diretores Małgorzata Szumowska e Michał Englert. O Festival de Veneza de 2023 acontecerá de 30 de agosto a 9 de setembro.
Advogada da mulher que denunciou Felipe Prior recebe ameaças anônimas
Maira Pinheiro, a advogada da mulher que denunciou Felipe Prior por estupro, revelou nesta terça-feira (18/7) que recebeu uma série de ameaças anônimas dos fãs do ex-BBB. Em entrevista para o g1, Maira descreveu o perfil dos haters e disse que estava preparada para os ataques profissionais. “Os fãs dele são muito virulentos. Minhas redes sociais chegavam a ter mais de 100 mensagens, todas de ataque, de ódio, me xingando com palavras machistas, me atacando no exercício da profissão”, descreveu ela. “A minha imagem foi muito explorada. Mas isso faz parte do jogo, né? A gente não tem medo de fanático. ‘Vagabunda, vadia’. Esse tipo de palavra, porque é isso que nós mulheres somos quando desagradamos o patriarcado. E como a gente estava indo para cima de um criminoso em série, que tem um padrão de predação de mulheres, a gente desagrada o patriarcado. Mas não é algo que nos intimide”, garantiu a advogada. Maira também relatou ter recebido mais de 20 ligações anônimas na madrugada de julho de 2021. A profissional teria atendido uma das chamadas por conta da insistência do número. “‘Eu quero conversar com você, Maira'”, ameaçou a pessoa, que foi questionada se era parente de Felipe Prior. “Eu sou uma pessoa muito informada, eu sei onde a Themis [nome fictício da vítima] mora, onde todas as outras meninas moram“, respondeu o homem. “Você é da polícia? Alguém te passou?”, insistiu Maira. “Eu tenho as minhas fontes. Investigando, normalmente…”, retrucou o autor da ligação. “Você sabe que está praticando o crime de coação no curso do processo?”, pontuou a advogada. “Você tá perdendo tempo, eu tenho muitas fontes”, insistiu ele. Ódio contra mulheres Maira destacou que os advogados homens que atuaram no caso de Felipe Prior não receberam as ameaças anônimas. “Para as mulheres, ser atacada e ameaçada no exercício da profissão é mais comum do que para os homens”, ela comentou. Além da defesa, a jovem que denunciou Prior também recebeu ataques nas redes sociais no começo de 2020, pouco tempo depois de denunciá-lo. “Muitas mensagens de ódio, perseguições, pessoas ameaçando não só a mim, mas as outras meninas também, falando que a gente estava atrás de fama”, lamentou. “Eu estou em anonimato porque eu não quero ser marcada por essa história. Foi muito doloroso ver as pessoas comentando sobre o processo e tudo o que aconteceu de uma forma muito agressiva. Em cima de nós. Ser desconsiderada dessa forma e sem ao menos saber a minha história e considerar a nossa dor. Foi muito doloroso”, completou ela sobre a intimidação. 🚨VEJA: Advogada de vítima que denunciou Prior mostra ameaças que sofre dos fãs do ex-BBB. “Os fãs dele são muito virulentos. Minhas redes sociais chegavam a ter mais de 100 mensagens, todas de ataque, de ódio, me xingando com palavras machistas, me atacando…” pic.twitter.com/ZGgCNMSpKk — CHOQUEI (@choquei) July 18, 2023
Alice Wegmann revela abuso sexual ao final de “Justiça 2”
Alice Wegmann, protagonista na 2ª temporada da série “Justiça”, produzida para o Globoplay, compartilhou uma despedida emocionada de sua personagem e fez a revelação de um desafio pessoal particularmente intenso, ao celebrar o final das gravações. Na trama escrita por Manuela Dias, Wegmann interpreta Carolina, uma jovem que sofre abuso sexual do próprio tio, Jayme (Murilo Benício), durante sua adolescência. Durante o fim de semana, em seu perfil no Instagram, a atriz compartilhou que também foi vítima de abuso. “Me despedir das personagens é sempre mais difícil do que entrar nelas. Talvez porque dentro eu esteja desde sempre, ou elas dentro de mim. O adeus é sempre um luto. É como se uma amiga próxima morresse, ou como se a gente tivesse que aniquilar uma parte de si mesma, o que também é bem difícil”, escreveu a atriz. Identificação e denúncia Em um desabafo corajoso, Wegmann revelou que o papel lhe trouxe muita reflexão, contando sobre seu caso de abuso sexual. “Carolina me trouxe desafios e enfrentamentos muito íntimos. A história dela cruza com a minha e com a de milhares de meninas e mulheres do nosso país. A maioria esmagadora de nós já sofreu abusos, dentre eles estupros, assédios e outros tipos de violência. Eu já sofri”, confessou. Segundo a atriz, mesmo diante do teor difícil da trama, foi um privilégio poder contar essa história e fazer um alerta importante para os telespectadores. “Não teve um dia que eu chegasse desanimada ou triste, porque contar essa história que a Manuela Dias botou no papel é contar a história de um Brasil real, que existe, e que a gente mesmo escreve. Dar vida a Carolina foi como dar também um tanto mais de vida a mim mesma. Essa série é para mim uma denúncia”, declarou. Justiça e trauma Wegmann usou o momento para refletir sobre as questões de justiça no Brasil e a necessidade de não permitir que uma vida seja resumida a um acontecimento traumático. “É muito difícil falar de justiça num país tão desigual quanto o Brasil. E também para lembrar que a vida não pode e não deve se resumir a um acontecimento, a um trauma, e que o horizonte é logo ali”, avaliou. A atriz concluiu agradecendo à equipe e expressou esperança de que a série chegue ao coração dos espectadores para promover questionamentos e mudanças. “Que ‘Justiça 2’ chegue no coração de vocês para questionar, transformar, e mudar o curso da história. Obrigada a toda equipe que fez com que eu passasse esses meses tão densos do melhor e único jeito possível: rindo muito. Eu sou muito grata a cada um de vocês”, finalizou. Junto do texto, ela publicou duas fotos da produção, que foram complementadas em seguida por um vídeo com vários momentos dos bastidores. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann)












