Harlan Ellison (1934–2018)
Morreu Harlan Ellison, lendário escritor de ficção científica que criou a série “Starlost – A Estrela Perdida” e assinou alguns episódios clássicos do gênero na televisão americana. Ele morreu enquanto dormia nesta quinta-feira (28/6), aos 84 anos. Ellison teve vários contos adaptados e roteiros originais escritos para a antologia “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), tanto na versão original da série dos anos 1960 quanto na sua reencarnação dos anos 1990. Também assinou histórias de “Viagem ao Fundo do Mar”, “O Agente da UNCLE”, “Além da Imaginação”, “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), “Babylon 5” e até mesmo um capítulo de “A Noviça Voadora” – porque era apaixonado por Sally Field, a estrela da série. Mas seu trabalho mais celebrado é sem dúvida o roteiro para “The City on the Edge of Forever”, de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). Penúltimo episódio da 1ª temporada da “Star Trek” clássica, a trama venceu o prêmio Hugo, dedicado aos melhores textos da ficção científica, e o WGA Award (do Sindicato dos Roteiristas) como Melhor Episódio de Série Dramática de 1967. A história gira em torno de uma viagem no tempo, quando a tripulação da Enterprise tenta impedir o Capitão Kirk (William Shatner) de mudar a História para salvar uma ativista (Joan Collins) dos anos 1930 por quem se apaixonou. O roteiro original, porém, foi reescrito por Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, e outros editores de texto da produção, porque a história de Ellison era muito cara para o orçamento televisivo. Em resposta, Ellison submeteu seu roteiro original ao Hugo e ao WGA, ignorando as “contribuições” dos demais. E foi seu texto original que acabou reconhecido. Por conta disso, Ellison e Roddenberry ficaram sem se falar durante anos, especialmente após o criador de “Star Trek” mentir que o roteiro do escritor transformava o engenheiro-chefe Scotty (James Doohan) em traficante de drogas. Não foi a única vez que Ellison teve problemas com produtores. O que deu origem a um hábito curioso. Quando não ficava satisfeito com a forma como seu trabalho era tratado, ele exigia que seu nome fosse substituído nos créditos pelo pseudônimo “Cornwainer Bird”. E fez isso com freqüência. Inclusive na série canadense “Starlost”, sua única criação televisiva, estrelada por Keir Dulea (o astro de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”) em 1974. Ele também tinha fama de intratável, e isso desde que foi expulso da Universidade Estadual de Ohio por dar um soco em um professor que havia criticado sua escrita, em 1953. Uma das anedotas mais citadas de sua biografia lembra que, logo ao chegar no seu primeiro dia de trabalho na Disney, que foi seu primeiro emprego em Hollywood em 1962, Ellison brincou que adoraria fazer um filme pornográfico com os personagens das animações do estúdio. Roy Disney o ouviu e o demitiu no local, antes de entrar no prédio. Ellison também enviou 213 tijolos pelo correiro – e à cobrar – para uma editora que lhe deu calote e um bicho morto para outra empresa que publicava seus livros. Durante um discurso de 1969 em uma convenção de ficção científica do Texas, ele se referiu ao Corpo de Cadetes da universidade local como “a próxima geração de nazistas da América”. E também foi acusado de agredir o autor e crítico Charles Platt durante uma cerimônia de premiação da Nebula Awards. Outro de seus hábitos favoritos era abrir processos. Ele processou a CBS por direitos a uma percentagem dos lucros com seu episódio de “Jornada nas Estrelas” e recebeu uma quantia não revelada num acordo em 2009. Também acionou na justiça a rede ABC por plágio cometido com a série “Future Cop” (1977) e até James Cameron por plágio em “O Exterminador do Futuro” (1984). Graças a esse temperamento, só foi contratado para escrever um único roteiro de cinema, “Confidências de Hollywood” (1966), adaptação de um romance sobre um ator arrogante que se torna ainda mais insuportável ao ser indicado ao Oscar. Mas teve um de seus livros transformados em filme, a sci-fi distópica “O Menino e seu Cachorro”, estrelada pelo jovem Don Johnson em 1975. A obra, por sinal, está para ganhar remake. Mesmo com todas essas confusões, muitos produtores de sci-fi reconheciam seu talento e o empregaram como consultor criativo, trabalho que exerceu em algumas séries cultuadas, como “O Sexto Sentido” (1972), o remake de “Além da Imaginação” (1985–1989) e “Babylon 5” (1994-1998). Ellison chegou a aparecer em três episódios de “Babylon 5”. E foi considerado famoso o suficiente para ganhar uma versão animada num episódio de “Os Simpsons”, exibido em 2014.
Game Halo vai virar série do diretor de Planeta dos Macacos
A série baseada no game “Halo”, desenvolvida há praticamente uma década pela Amblin, produtora de Steven Spielberg, vai finalmente sair do papel. O canal pago Showtime assumiu o projeto e anunciou a produção de dez episódios. Será a primeira superprodução sci-fi do canal. O projeto tem roteiro de Kyle Killen (criador das séries “Lone Star”, “Awake” e “Mind Games”, todas canceladas na 1ª temporada) e inclui entre seus produtores outro cineasta, Rupert Wyatt, diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”, que vai comandar alguns episódios. A trama vai se inspirar no jogo original, lançado em 2001, e ainda não tem previsão para a estreia. Os games da franquia “Halo” são focados na luta da humanidade contra uma aliança alienígena e já renderam uma websérie em 2014, “Halo: Nightfall”, estrelada por Mike Coulter (o Luke Cage). Este projeto visava inaugurar um serviço de streaming da Microsoft, incorporado ao Xbox, que nunca foi adiante. O envolvimento de Spielberg é ainda anterior e data de 2009, quando ele considerou produzir um filme de “Halo”, após uma iniciativa de Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”) e Neill Blomkamp (“Elysium”) encontrar dificuldades para sair do papel. Diante da complexidade da trama, Spielberg passou a negociar a transformação do projeto em série e as conversas com o próprio canal Showtime começaram há pelo menos quatro anos.
Primeira imagem da 3ª temporada de Jessica Jones mostra estreia de Krysten Ritter como diretora
A produção da 3ª temporada de “Jessica Jones” já começou. E a primeira imagem oficial divulgada pela Netflix revela uma novidade: a atriz Krysten Ritter sentada na cadeira do diretor. Ela vai estrear na função no comando de um episódio do novo arco da série. “Estou mais que animada para estrear como diretora em ‘Jessica Jones’. Toda a equipe e elenco se tornaram uma espécie de família para mim, e sou grata pela oportunidade de trabalhar com um time incrível em uma novo jeito. Sou grata à [showrunner] Melisa Rosenberg, [presidente da Marvel TV] Jeph Loeb, Marvel e Netflix por terem confiado em mim”, disse a atriz em comunicado. As gravações da 3ª temporada de “Jessica Jones” estão em andamento na cidade de Nova York, mas ainda não há previsão de estreia para os capítulos inéditos, que devem explorar os superpoderes desenvolvidos por Trish Walker (Rachael Taylor).
Série baseada na Trilogia das Almas ganha primeiro trailer com Teresa Palmer e Matthew Goode
O canal pago britânico Sky divulgou 10 fotos e o primeiro trailer de “A Discovery of Witches”, série sobrenatural baseada na “Trilogia das Almas” (All Souls no original), coleção literária de Deborah Harkness, acadêmica especialista na história do ocultismo. A atração tem o nome do primeiro livro, lançado no Brasil como “A Descoberta das Bruxas”. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade. O elenco é encabeçado por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”), nos papéis de Diana e Matthew, e também inclui Owen Teale (série “Game of Thrones”), Julian Kostov (“Leatherface”), Alex Kingston (série “Doctor Who”), Valarie Pettiford (série “Valor”), Lindsay Duncan (“Alice Através do Espelho”), Gregg Chillin (série “Da Vinci’s Demon”), Louise Brealey (série “Sherlock”), Aiysha Hart (série “Atlântida”), Edward Bluemel (“O Passageiro”) e a sueca Malin Buska (“A Jovem Rainha”). A adaptação foi escrita por Kate Brooke (roteirista da série “Mr. Selfridge”) e a direção está a cargo de Juan Carlos Medina (“Insensíveis”), Sarah Walker (série “Wolfblood”) e Alice Troughton (série “Legends of Tomorrow”). Com oito episódios, a 1ª temporada estreia em setembro no Reino Unido.
Kirsten Dunst vai estrelar série de comédia do YouTube produzida por George Clooney
A atriz Kirsten Dunst vai estrelar uma nova série, após brilhar em “Fargo”. Ela será a protagonista de “On Becoming a God in Central Florida”, comédia de humor negro encomendada pelo YouTube Premium (até recentemente conhecido como YouTube Red) e que tem produção de George Clooney (“Caçadores de Obras-Primas”). Criada pelos estreantes Robert Funke e Matt Lutsky, a série é descrita como um conto sombrio de comédia sobre o culto da iniciativa privada e a busca incansável de uma jovem mulher pelo sonho americano. Passada na região de Orlando no início dos anos 1990, a série é centrada em Krystal Gill (Dunst), uma funcionária de parque aquático com salário mínimo que busca se infiltrar dentro do Founders American Merchandise, um esquema de pirâmide patriótico e bilionário que levou sua família à ruína. Além de estrelar, Dunst também vai dividir a produção com Clooney e seu parceiro Grant Heslov. Ainda não há previsão para a estreia.
Yellowstone, primeira série de Kevin Costner, bate recorde de audiência nos Estados Unidos
O canal pago americano Paramount registrou recorde de audiência com a exibição de “Yellowstone”, primeira série estrelada pelo ator Kevin Costner (“Homem de Aço”). A atração foi vista por 2,8 milhões de espectadores no dia de estreia e este número ganhou mais 2 milhões de pessoas, atingindo 4,8 milhões com as reprises e gravações digitais nos primeiros três dias desde a exibição original. Esse resultado fez de “Yellowstone” a melhor estreia do Paramount Network, que foi lançado em janeiro no lugar do antigo canal Spike. Mas não ficou nisso. Trata-se, na verdade, da melhor estreia de uma série da TV por assinatura nos Estados Unidos desde o fenômeno “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson” em 2016. Costner já tinha trabalhado numa minissérie antes, a premiada “Hatfields & McCoys” (2012), mas só agora fez sua estreia numa atração de longa duração. E o interesse do público foi impressionante. Já a crítica não se entusiasmou tanto. A atração atingiu 48% de aprovação, resultado medíocre, no site Rotten Tomatoes, e foi chamada por um crítico de “Dallas dos pobres”. Esperava-se mais pelos envolvidos. Afinal, além da estreia de Costner, “Yellowstone” é também a primeira série criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor no ano passado com “Terra Selvagem”, vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Ele assina os roteiros, a produção e a direção da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes, também está no elenco da série. Os demais integrantes do elenco confirmam a ambição cinematográfica da produção, com destaque para Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Kelly Reilly (série “Britannia”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Liberdade”), Cole Hauser (“Transcendence: A Revolução”), Kelsey Asbille (“Terra Selvagem”), Dave Annable (série “Red Band Society”), Danny Huston (“Mulher-Maravilha”), Josh Lucas (“Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), Jill Hennessey (série “Shots Fired”) e Patrick St. Esprit (“Velozes e Furiosos 8”). Filmado em Utah e Montana, “Yellowstone” acompanha John Dutton (Costner), um cowboy moderno, proprietário da maior fazenda contígua dos Estados Unidos, que sofre constante pressão para diminuir suas fronteiras – por desenvolvedores de terras, uma reserva indígena e um parque nacional. A trama acompanha sua família e mergulha num mundo violento e corrupto, que resolve seus problemas longe do olhar da mídia, onde envenenamento de poços d’água ou o sumiço de testemunhas não viram notícias. Costner divide a produção executiva com Sheridan, além de John e Art Linson, pai e filho que trabalharam juntos anteriormente na produção do sucesso “Sons of Anarchy”. São, ao todo, dez episódios previstos para a 1ª temporada nos Estados Unidos.
Heróis de Legends of Tomorrow vão virar “Caça-Fantasmas” na 4ª temporada
A série “Legends of Tomorrow” vai se tornar um pouco mais sobrenatural em sua 4ª temporada. A sinopse divulgada pela Warner Bros Television tem até referência ao bordão dos “Caça-Fantasmas” e ajuda a explicar como Constantine, vivido por Matt Ryan, vai se encaixar no grupo. Diz a sinopse: “Depois de derrotar Mallus, as Lendas estavam prontas para tirar uma folga. Isso até que Constantine chegar para informá-los de que, ao resolver um grande problema, eles criaram outro, muito maior. Quando as Lendas deixaram o tempo desmoronar para derrotar Mallus, a barreira entre os mundos se suavizou e a história está agora infectada com ‘fugitivos’ – criaturas mágicas de mitos, contos de fadas e lendas. Tendo sido expulsas ao longo do tempo por pessoas como Constantine, esses fugitivos estão agora voltando ao nosso mundo em massa e fazendo uma verdadeira bagunça. Então, quando todo o inferno se soltar, quem você vai chamar? Isso mesmo, as Lendas!” Além de Matt Ryan como Constantine, a nova temporada também promoveu ao elenco central as atrizes Jes Macallan, intérprete de Ava Sharp, a líder da Agência do Tempo, e Courtney Ford, que vive a ex-vilã Nora Darhk, filha de Damien Darhk (Neal McDonough). A 4ª temporada de “Legends of Tomorrow” estreia em 22 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Série de terror do diretor de Corra! define elenco com Elizabeth Debicki e Courtney B. Vance
A nova série de terror da HBO “Lovecraft Country”, com produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!”), completou seu elenco. Os nomes são Jonathan Majors (“Hostis”), Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”), Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”), Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”) e Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (sem tradução para o português), a trama se passa nos anos 1950 e gira em torno de Atticus Black (Majors), um rapaz de 25 anos que lutou na 2ª Guerra Mundial. Quando seu pai desaparece, ele se junta a sua amiga Letitia (Smollett-Bell) e seu tio George (Vance) para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores do racismo nos Estados Unidos da década de 1950, assim como espíritos malignos, e tentam sobreviver a tudo isso. Peele é o principal responsável pelo projeto. Foi ele quem descobriu o livro e imaginou sua adaptação, buscou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green, criador da série “Underground”, a escrever os roteiros. Ainda não há previsão para a estreia.
Jason Ritter vai estrelar nova série de super-herói da Netflix
O ator Jason Ritter ficou só um mês desempregado devido ao cancelamento de “Kevin (Probably) Saves the World”. Ele já foi escalado numa nova série: “Raising Dion”, produção de super-heróis da Netflix. A série é baseada no curta-metragem de mesmo nome de Dennis Liu, que conta a história de Nicole Reese (vivida por Jazmyn Simon, de “Ballers”), uma viúva afro-americana tentando criar seu filho Dion, que ganha superpoderes mágicos após a morte de seu marido Mark (Michael B. Jordan, de “Pantera Negra”, em participação especial). Agora, ela tem que tentar manter os poderes do menino em segredo e a salvo daqueles que querem explorá-lo ou descobrir a extensão e a origem das habilidades de Dion. Ritter vai interpretar Pat, o melhor amigo e colega de trabalho de Mark. Ele é um cientista inteligente, bem sucedido e amante de histórias em quadrinhos. Após a morte de Mark, Pat tenta se aproximar de Nicole e seu filho, além de compartilhar um vínculo especial com Dion. Ainda não há previsão de estreia.
Série Nobodies é cancelada após duas temporadas
O canal pago americano TV Land anunciou o cancelamento da série “Nobodies” após duas temporadas. Produzida pela comediante Melissa McCarthy e seu marido Ben Falcone, a série registrava uma baixa audiência na emissora, vista por cerca de 100 mil pessoas por episódio. A trama acompanhava um trio de roteiristas de comédia tentando a sorte grande na indústria. O elenco inclui Hugh Davidson, Larry Dorf e Rachel Ramras, que há muitos anos trabalham juntos como dubladores nas mesmas séries – entre elas, “Mad”, “O Show dos Looney Tunes” e “Mike Tyson Mysteries”. O cancelamento comprova que eles não tiveram sorte em Hollywood. Vale lembrar que McCarthy e Falcone ainda não conseguiram emplacar grandes sucessos como produtores. Até o momento, os três filmes que Falcone criou para McCarthy estrelar, “Tammy” (2014), “A Chefa” (2014) e “Alma da Festa” estão entre as piores bilheterias da carreira da atriz. O último, lançado neste ano, nem sequer será lançado nos cinemas do Brasil.
Jeremy Irons entra na série baseada nos quadrinhos de Watchmen
O ator Jeremy Irons, que interpretou o mordomo Alfred no filme da “Liga da Justiça”, foi escalado em outra produção baseada nos quadrinhos da DC Comics. Ele será um dos protagonistas da série “Watchmen”, atualmente em desenvolvimento para o canal pago HBO. Ele reforça o bom elenco já anunciado, que inclui Regina King (série “American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (série “Extant”), Andrew Howard (série “Bates Motel”) e Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”). Poucos detalhes foram revelados sobre o projeto que está sendo produzido por Damon Lindelof, o criador de “The Leftovers”, mas ele já disse que não fará uma adaptação literal dos quadrinhos, preferindo contar uma nova história passada no universo da obra de Alan Moore e Dave Gibbons. De todo modo, a escalação de Irons reforça a idade avançada do elenco. À exceção da australiana Adelaide Clemens, de 29 anos, trata-se de uma relação de atores de meia ou terceira idade – que vai dos 47 de Regina King aos 82 de Louis Gossett Jr. Regina, inclusive, foi apontada como protagonista. Este será segundo papel de Irons em uma série, após ele estrelar “The Borgias”, do Showtime, durante três temporadas.
Netflix divulga vídeo para exaltar seus artistas negros com participação da brasileira Vaneza Oliveira
A Netflix divulgou um vídeo em que destaca os atores e criadores negros que trabalham na plataforma. O vídeo reúne 47 artistas, e entre eles a brasileira Vaneza Oliveira, da série “3%”, que viajou até Nova York para participar da gravação. Na foto, ela aparece ao lado de astros como Mike Colter (o Luke Cage), Caleb McLaughlin (o Lucas de “Stranger Things”), Alfre Woodard (“Luke Cage”), Simone Missick (“Luke Cage”), Laverne Cox (“Orange Is The New Black”), Danielle Brooks (“Orange Is The New Black”), DeWanda Wise (“Ela quer Tudo”), Logan Browning (“Cara Gente Branca”), Lena Waithe (“Master of None”), Marlon Wayans (“Marlon”), Russell Hornsby (“Seven Seconds”), Sydelle Noel (“Glow”), Hayley Law (“Riverdale”) e Alisha Boe (“13 Reasons Why”), além dos cineastas Ava Duvernay (que fez o documentário “A 13ª Emenda” na Netflix), Justin Simien (criador de “Cara Gente Branca”) e Spike Lee (criador de “Ela quer Tudo”), entre muitos outros. A atriz comemorou sua participação na produção, destacando uma imagem do “evento” em seu Instagram. Veja abaixo. “Esse com toda certeza foi o momento mais incrível da minha vida. E não só por estar ao lado de pessoas que admiro mas também pela troca e acolhimento. Nos olhamos, cantamos… e sorrimos com a felicidade de saber que estávamos juntos fazendo parte de algo histórico”, ela escreveu. “Eu sou muito grata por fazer parte disso… Grata por ter encontrado na minha vida pessoas que me apoiaram para viver esse momento. Obrigada @netflix @netflibrasil @3porcento. Tudo começou com vocês acreditando no meu trabalho e esse foi um dos maiores presentes que já recebi. Obrigada @strongblacklead pelo convite. Foi incrível ver que a representatividade da mulher negra latina está fortalecendo esse movimento. Essa é uma daquelas fotos que, quando estiver velhinha toda vez que alguém perguntar vou contar a história inteira e repetir que “isso não é um momento, é um movimento”. A última frase é uma citação ao texto que acompanha o vídeo, narrado por Caleb McLaughlin. “Nós não somos um gênero, pois não há um jeito único de ser negro. Escrevemos a história enquanto negros. Com nuances e complexidade; resilientes e fortes. Isto não é um momento, isto é um movimento. Somos protagonistas negros fortes”, diz o ator, ressaltando a diversidade crescente das tramas que trazem negros como protagonistas e profissionais criativos. A ideia do vídeo foi inspirada pela famosa foto “A Great Day in Harlem”. Tirada em 1958 pelo fotógrafo Art Kane, ela reuniu 57 lendas da jazz, como Charles Mingus e Thelonius Monk em frente a um sobrado no Harlem, bairro da cidade de Nova York. Divulgado pela primeira vez na TV paga americana, durante o intervalo dos prêmios BET, que destacam os melhores aristas negros da indústria do entretenimento dos Estados Unidos, o vídeo também é um evidente esforço de relações públicas, já que foi promovido poucos dias após a Netflix demitir seu chefe de comunicações por usar o termo racista “nigger” durante uma reunião. MY GREAT DAY IN HOLLYWOOD PORTUGUESE/ENGLISH A inspiração para essa foto veio de uma foto icônica em 1958 “A great day in Harlem” Esse com toda certeza foi o momento mais incrível da minha vida. E não só por estar ao lado de pessoas que admiro mas tmb pela troca e acolhimento. Nos olhamos, cantamos… e sorrimos com a felicidade de saber que estávamos juntos fazendo parte de algo histórico. Eu sou muito grata por fazer parte disso… Grata por ter encontrado na minha vida pessoas que me apoiaram para viver esse momento. Obrigada @netflix @netflibrasil @3porcento tudo começou com vcs acreditando no meu trabalho e esse foi um dos maiores presentes que já recebi. Obrigada @strongblacklead pelo convite. Foi incrível ver que a reprentatividade da mulher negra latina está fortalecendo esse movimento. Essa é uma daquelas fotos que, quando estiver velhinha toda vez que alguém perguntar vou contar a história inteira., e repetir que “isso não é um momento, é um movimento.” The inspiration for this photo comes from the iconic 1959's photo 'A great day in Harlem'. This was surely the most incredible day of my life. And not just for being side by side with people I admire but also for the exchange and care. We looked each other in the eyes, we sung… and we smiled with the happiness of knowing we were together, being part of something historical. I'm very thankful to be part of this… thankful for having met people who supported me into living this moment. Thank you @Netflix @netflixbrasil @3porcento, it all started with you guys believing my work, and this was one of the biggest gifts I've ever received. Thank you @strongblacklead for the invitation. It was great to see that the afro-latina woman representation is strengthening this movement. This is one of these fotos I'll remember when I'm older, and tell the whole story everytime someone asks about it, and repeat: it is not a moment, it's a movement. #neflix #netflixbrasil #3porcento #strongblacklead Uma publicação compartilhada por Vaneza Oliveira Oficial (@vaneza.o) em 25 de Jun, 2018 às 8:11 PDT
Deanna Lund (1937 – 2018)
Morreu a atriz Deanna Lund, que ficou conhecida pela cultuada série dos anos 1960 “Terra de Gigantes”. Ela faleceu na sexta (22/6) em sua casa em Century City, de câncer, aos 81 anos. Deanna Lund começou a carreira como garota do clima, anunciando as temperaturas num noticiário de Miami, antes de buscar o estrelato em Hollywood. Mas precisou fazer muita figuração, como a “garota de biquini” de “Confidências de Hollywood” (1966), um robô em “A Máquina de Fazer Bikini” (1965), a ruiva gostosa em dois filmes de Elvis Presley, “No Paraíso do Havaí” (1966) e “Minhas Três Noivas” (1966), uma stripper lésbica em “Tony Rome” (1967), com Frank Sinatra, e até uma capanga do Charada na série “Batman” (em 1967), antes de virar protagonista de “Terra de Gigantes”. Quarta e última série sci-fi de Irwin Allen, após “Perdidos no Espaço”, “Viagem ao Fundo do Mar” e “Túnel do Tempo”, “Terra de Gigantes” foi ao ar em 1968 e rendeu 51 episódios, exibidos em duas temporadas, até 1970. Mas parece ter sido muito mais, graças às inúmeras reprises na televisão. A trama se passava no futuro, mais precisamente em 1983, quando a tecnologia seria tão avançado que os voos internacionais aconteceriam em naves espaciais. Durante um voo de rotina para Londres, a nave Spindrift atravessa uma estranha tempestade e vai parar em outro planeta, exatamente igual à Terra, mas com uma pequena – na verdade, enorme – diferença: seus habitantes eram gigantes. Deanne Lund interpretava um dos “pequeninos” da nave, a passageira Valerie Scott, uma festeira egoísta, que se vê precisando lutar pela sobrevivência num mundo hostil com a ajuda dos pilotos e outros passageiros. A série era extremamente cara para a época, graças aos acessórios gigantes usados na cenografia. “‘Terra de Gigantes’ não era uma série de atores. Sempre fomos ofuscados pelos efeitos especiais”, disse a atriz num livro sobre estrelas dos anos 1960, publicado em 2001. Apesar disso, Valerie foi seu principal trabalho como atriz. Ao final de “Terra de Gigantes”, ela fez um punhado de participações em séries clássicas, como “Os Waltons” e “O Incrível Hulk”, coadjuvou nos filmes “Um Trapalhão Mandando Brasa” (1980), dirigido e estrelado por Jerry Lewis, e “Um Homem Destemido” (1985), dirigido e estrelado por Burt Reynolds, até finalmente desaparecer numa dezena de produções trash. Mesmo assim, era sempre lembrada para participar de convenções pelo papel em “Terra de Gigantes”, que lhe rendeu mais que recordações. No ano em que a série foi cancelada, Deanne se casou com um colega do elenco, Don Matheson, que interpretava outro “pequenino” em “Terra de Gigantes”, o magnata Mark Wilson. Embora o casamento tenha durado 10 anos, encerrado com um divórcio em 1980, os dois permaneceram próximos até a morte do ator, em 2014. “Eles conversavam várias vezes ao dia, riam e levavam nozes uns para os outros e viviam do outro lado da rua ou há poucos quarteirões nos últimos 35 anos”, disse filha do casal, a também atriz Michele Matheson (“Três Formas de Amar”), ao site The Hollywood Reporter. A ligação de Lund com a série clássica também se estendeu à literatura. Ela escreveu um romance em 1992, “Valerie in Giantland”, que contava o que teria acontecido com sua personagem, após 10 anos na “Terra dos Gigantes”.












