Showrunner de The Witcher sai do Twitter após ataques por mudança de etnia da protagonista feminina
A showrunner responsável pela adaptação de “The Witcher” para a Netflix, Lauren Schmidt Hissrich (“Os Defensores”), anunciou sua saída do Twitter pouco tempo depois do vazamento da descrição da intérprete de Ciri na série. Ela foi atacada por mudar a etnia da protagonista feminina. “Esta na hora de um hiato do Twitter. O amor aqui é incrível, e o ódio é esclarecedor, como um Trial of Grasses [referência ao jogo], mas eu preciso ler menos e escrever mais, ou não vamos ter um episódio final. Volto logo com mais informações. Sejam legais uns com os outros, okay?”, ela postou. Hissrich foi atacada quando veio à nota uma chamada para o teste de elenco que vai definir a intérprete de Ciri. Na descrição, a produção convocava atrizes “de 16 ou 15 anos, negras, asiáticas ou de minorias étnicas, que possam interpretar uma personagem de 13 ou 14 anos. Não pode ter mais de 18 anos”. Usuários do Twitter mostraram descontentamento e resgataram tuítes antigos, publicados em maio, onde a showrunner dizia que não alteraria etnias dos personagens originais. Nos livros do escritor Andrzej Sapkowski e no jogo de “The Witcher”, Ciri é de raça branca. Em poucos horas, um abaixo assinado que pedia respeito à obra original reuniu 35 mil assinaturas. Vale observar que “The Witcher” é sinônimo de polêmica racial. Em 2015, o game “The Witcher 3” já tinha sido acusado de racismo por alguns críticos, por incluir apenas personagens humanos brancos, enquanto os monstros tinham uma variedade enorme de cores. Os fãs reagem a esse tipo de observação lembrando que a saga é polonesa e se passa numa Europa medieval imaginária, que registra a herança étnica da civilização eslava. A atriz de Ciri ainda não foi anunciada. O único ator confirmado na produção até o momento é Henry Cavill (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) no papel de Geralt de Rivia. Ainda não há previsão para o lançamento da série.
Amazon divulga foto dos protagonistas da série sobre Maradona
A Amazon divulgou a primeira foto da série sobre o astro do futebol argentino Diego Armando Maradona. A imagem reúne os três atores que serão responsáveis por interpretá-lo em diferentes fases de sua vida: Nazareno Casero (“Estamos Juntos”), Juan Palomino (“Magnifica 70”) e Nicolas Goldschmidt (“Supermax”). A série também escalou as atrizes Julieta Cardinali (“En Terapia”) e Laura Esquivel (“Patito Feo”) no papel de Claudia Villafañe, com quem Maradona se casou em 1989 e acabou se divorciando mais de uma década depois. Gravada em locações na Argentina, Uruguai, Espanha, Itália e México, “Maradona” vai acompanhar o jogador da juventude até a fase atual e ainda não tem previsão de estreia. Segundo Brad Beale, vice-presidente de aquisição de conteúdos para televisão da Amazon Prime Vídeo, “a série mostrará um lado sem precedentes de Diego, não só como um campeão, mas como homem”. Não há informações a respeito de roteiristas e diretores do projeto, que foi encomendado junto à produtora BTF Media, sediada em Miami e fundada pelos mexicanos Francisco Cordero e Ricardo Coeto, cujo portfólio inclui séries para a rede Telemundo.
Ad Vitam: Série sci-fi francesa com atriz do terror Raw ganha trailer instigante
O canal pago europeu Arte divulgou o trailer e uma cena de “Ad Vitam”, série sci-fi francesa estrelada por Garance Marillier, a revelação do terror “Raw” (2016). A trama se passa num futuro onde a velhice deixou de ser um problema, com pessoas vivendo muito além dos 100 anos de idade. Mas se os adultos comemoram uma vida longa, os jovens passam a se suicidar em protesto, o que levanta inúmeras questões sobre a continuidade da raça humana, além de motivar uma investigação sobre a seita responsável pelo pacto suicida. Yvan Attal (“Partir”) interpreta o policial que lidera a investigação e Marillier é uma sobrevivente da seita suicida, que tentou se matar na adolescência e agora é a melhor pista para descobrir os responsáveis pelo surto de suicídios coletivos que abalam a sociedade. O roteiro e a direção são do cineasta Thomas Cailley, do ótimo “Amor à Primeira Briga” (2014), e o elenco também destaca Niels Schneider (“Gemma Bovery”). A série teve seu piloto exibido no Festival de Toronto 2018, onde arrancou muitos elogios, e ainda não tem previsão de estreia comercial.
Estreia da série Mayans M.C. é a mais assistida da TV paga americana em 2018
O primeiro episódio da série “Mayans M.C.”, exibido no dia 4 de setembro, quebrou recordes de audiência nos Estados Unidos. Após ser vista por 2,5 milhões de telespectadores ao vivo, o spin-off de “Sons of Anarchy” mais que dobrou seu público com reprises e exibição em streaming nos primeiros três dias de exibição. Segundo dados da Nielsen, a estreia foi assistida ao todo por 4,6 milhões de telespectadores entre 4 e 7 de setembro. Os números representam a estreia de maior audiência da TV paga norte-americana em 2018. “Mayans M.C.” também se tornou o lançamento mais visto do canal FX desde “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”, em janeiro de 2016. Ironicamente, a série quase não saiu do papel. Anunciado há dois anos, o projeto esteve para ser descartado, quando seu primeiro piloto foi recusado pelo FX. Entretanto, a produção conseguiu autorização para rodar um segundo piloto, com a substituição de diversos atores e aprimoramentos na história. A trama se passa após os eventos do final da série original, quando os motoqueiro latinos assumiram o controle do tráfico. O protagonista é o jovem EZ Reyes (JD Pardo, da série “Revolution”), cuja vida se dividiu entre um passado promissor e um presente sem rumo, após passar um tempo na prisão. Tentando encontrar sua nova identidade após sair da cadeia, ele se junta os motoqueiros de Santo Padre, responsáveis pelo narcotráfico na fronteira da Califórnia com o México. Além de JD Pardo, o elenco inclui Michael Irby (série “Taken”), Sarah Bolger (“Into the Badlands”), Maurice Compte (“Power”), Clayton Cardenas (“American Crime”), Antonio Jaramillo (“Shades of Blue”), Raoul Max Trujillo (“Sicario: Terra de Ninguém”), Edward James Olmos (“Battlestar Galactica”) e Emilio Rivera, que retoma o papel de Marcus Alvarez, o líder dos Mayans de Oakland em “Sons of Anarchy”. O desenvolvimento do spin-off foi realizado pelo cineasta Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e seu trabalho mais recente foi o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. Kurt Sutter, que criou “Sons of Anarchy” e escreveu, dirigiu e foi até ator em muitos dos episódios da série, segue produzindo “Mayans MC”, além de ter dirigido o piloto rejeitado. A nova versão do episódio inicial, que quebrou os recordes do FX, foi refeita por Norberto Barba, diretor-produtor de “Grimm”. A série é exibida nas noites de terç-feira nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de estreia no Brasil
Michelle Dockery revela que o filme de Downton Abbey já começou a ser produzido
A família Crawley e seus criados estão de volta ao trabalho, revelou a atriz Michelle Dockery, ao postar uma foto em preto e branco no Instagram registrando os bastidores do começo da produção do filme baseado na série “Downton Abbey”. Na imagem, a intérprete de Lady Mary aparece em seu traje tradicional. Com roteiro de Julian Fellowes, o criador da série, a produção está sendo filmada pelo diretor Michael Engler, que trabalhou na atração, e contará com as voltas de Michelle Dockery, Maggie Smith, Elizabeth McGovern e Hugh Bonneville, reprisando seus papéis como membros da aristocracia britânica do começo do século 20. O filme não contará, porém, com a atriz que ganhou mais projeção após o final da série. Lily James justificou sua decisão de não participar das filmagens dizendo que não fazia sentido narrativo mostrar Lady Rose de volta para a Inglaterra. Por outro lado, o elenco será encorpado com várias estrelas convidadas, incluindo Imelda Staunton (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Geraldine James (“Anne com um E”), David Haig (“Florence: Quem é Essa Mulher?”), Tuppence Middleton (“Sense8”), Kate Phillips (“Peaky Blinders”) e Stephen Campbell Moore (“The Last Post”). Os detalhes da história ainda estão sendo mantidos em sigilo. Mas ela vai se passar após os eventos finais mostrados na série, que durou seis temporadas no canal britânico ITV. Ainda não há título oficial nem previsão de estreia para a produção. Visualizar esta foto no Instagram. And…we’re off ?@downtonabbey_official Uma publicação compartilhada por Michelle Dockery (@theladydockers) em 10 de Set, 2018 às 9:01 PDT
Trailer de Grey’s Anatomy mostra que, após 15 anos, a série virou paródia de si mesma
A rede ABC divulgou o trailer da 15ª temporada de “Grey’s Anatomy”, que mostra como a série virou uma paródia de si mesmo. A prévia revela a chegada de dois novos doutores gostosões – a forma como são apresentados é exatamente esta – e empurra mais um envolvimento amoroso para Meredith Grey (Ellen Pompeo). Ela aparece rapidamente beijando na cama o personagem DeLuca (Giacomo Gianniotti), a quem tinha rejeitado na temporada passada. Se bem que, pelo olhar, tudo pode ser imaginação da protagonista, provocada pelos hormônios femininos que abundam na produção – e geram até melodrama de gravidez na trama, arco que será seguido por Teddy (Kim Raver). Já os novos McDream e McSteam de 2018 são Link (Chris Carmack, de “Nashville”) e Nico Kim (Alex Landi, que figurou em “Bull”). Este último é um cirurgião homossexual – e dá para supor que as personagens femininas vão dizer que isso é um desperdício… A 15º temporada de “Grey’s Anatomy” estreia dia 27 de setembro. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Trailer de Outlander revela nova viagem no tempo e muita ação
O canal pago americano Starz divulgou o trailer da 4ª temporada de “Outlander”, em versão normal e animada. A prévia mostra Jaime (Sam Heughan) e Claire (Caitriona Balfe) lutando contra os elementos, as crescentes tensões da Guerra Revolucionária nas colônias e novas ameaças na Carolina do Norte no século 18, enquanto sua filha crescida Brianna (Sophie Skelton) enfrenta seu próprio desafio no século 20. Ao encontrar provas de que seus pais se reuniram no passado, ela se prepara para seguir sua mãe numa viagem de volta no tempo. O vídeo também traz um destalhe que está rendendo muitas teorias dos fãs da série. Nos últimos segundos, o padrasto de Brianna e o primeiro amor de Claire, Frank Randall (Tobias Menzies), pode ser ouvido dando palavras de encorajamento à jovem enquanto ela sobe às pedras rúnicas, vestida com roupas do século 18, para sua aventura temporada. O detalhe é que Randall morreu na temporada anterior e a escritora Diana Gabaldon não o incluiu na trama do livro “Os Tambores de Outono” (Drums of Autumn) da saga “A Viajante do Tempo”, que serve de base para os próximos capítulos. A 4ª temporada vai estrear em 4 de novembro nos Estados Unidos e terá exibição no Brasil pela Fox Premium.
Vídeos de Punho de Ferro destacam evolução de Colleen Wing até virar super-heroína na 2ª temporada
A Netflix divulgou dois vídeos legendados da 2ª temporada de “Punho de Ferro”, que destacam a personagem Colleen Wing, vivida por Jessica Henwick. Ela já tinha roubado cenas na 1ª temporada e agora chega a eclipsar o protagonista Danny Rand (Finn Jones) nos novos episódios, a ponto de se tornar… bem, um dos vídeos entrega como Colleen fica superpoderosa. As prévias ilustram porque seu destaque cresceu, ao mostrar sua habilidade em cenas de lutas realistas e violentas que estão entre as melhores já filmadas numa série da Marvel. São melhores que muitos filmes, inclusive, a ponto de Henwick comparar as coreografias de lutas da temporada anterior com uma dança, enquanto as novas pancadarias são um rolo compressor. Ela também revela que chegou a inchar o lábio numa briga da temporada atual. E os fãs devem estar loucos para ver o que acontecerá a seguir com sua personagem, após ela se tornar oficialmente uma super-heroína. A participação de Henwick foi muito valorizada pela contratação de um novo coordenador de dublês e cenas de ação, Clayton Barber. O profissional, que trabalhou em “Pantera Negra” e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”, foi trazido para dar mais dinâmica e realismo aos episódios. E, não por acaso, os vídeos abaixo contém mais ação em poucos minutos que todo o ano inaugural de “Punho de Ferro”. Além de coordenar as lutas, Barber ganhou o crédito de diretor assistente nos novos episódios. Mas ele não é a maior novidade de bastidores de “Punho de Ferro”. A produção também ganhou um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), que entrou no lugar do fraco Scott Buck (de “Dexter”), após este sair para fazer “Inumanos” – definitivamente, a pior série da Marvel. Até o elenco foi reforçado. A trama introduziu mais uma personagem importante, Mary Walker (Typhoid Mary, nos quadrinhos originais), que é interpretada por Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”). Na série, ela trabalha como assassina contratada pelo crime organizado e sofre com distúrbios mentais, que a fazem ter mais de uma personalidade. Com sua identidade de Mary, ela é uma mulher tímida e pacifista. Já Walker é aventureira, desinibida e violenta. Mas ainda há uma personalidade desconhecida (Bloody Mary, nos quadrinhos), ainda mais perigosa. Os novos episódios chegaram ao streaming no feriado de 7 de setembro.
Nova série animada de She-Ra ganha primeiro teaser
A Dreamworks Animation divulgou o primeiro teaser do novo desenho de “She-Ra”, que reimagina a personagem clássica do mesmo universo de “He-Man”. A prévia revela como a jovem Adora recebe o “chamado” e encontra uma espada mágica, que a transforma na poderosa She-Ra. Até seu famoso grito de guerra, “pela honra de Greyskull!”, é ouvido no final do vídeo. A produção foi alvo de controvérsia quando suas primeiras imagens foram reveladas. Fãs do desenho original reclamaram do visual da heroína, bastante modificado em relação à versão dos anos 1980. Menos que o visual de anime, o que mais chamou atenção foi a aparência mais adolescente e menos sexualizada. O novo vídeo mostra, inclusive, que a assexualização não se resume à diminuição do tamanho dos seios da personagem. Ela também usa shorts sob a saia curta. O desenho de “She-Ra: A Princesa do Poder” surgiu em 1985 como spin-off de “He-Man e os Mestres do Universo”, um brinquedo que virou série animada, mas logo se tornou mais popular que a atração original. A personagem era o alter ego da Princesa Adora e irmã gêmea do He-Man, que lutava pela honra de Greyskull para livrar o planeta Eternia da tirania. A nova série será “uma jornada épica e atemporal, em celebração à amizade feminina e o empoderamento, liderada por uma princesa guerreira feita sob medida para os dias de hoje”, segundo a descrição oficial. Assim como na trama original, a protagonista permanece a Princesa Adora, que se torna a poderosa She-Ra com a ajuda de uma espada mágica. Sequestrada quando criança e criada pela Horda do Mal, ela só descobre sua verdadeira identidade ao se tornar adulta. A produção está sendo realizada sob o comando de Noelle Stevenson, roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”, e traz em seu elenco de dubladores diversos atores conhecidos, a começar por Aimee Carrero (de “O Último Caçador de Bruxas” e a voz de “Elena de Avalor”), que vive She-Ra, mas também Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), AJ Michalka (“The Goldbergs”), Marcus Scribner (“Black-ish”), Reshma Shetty (“Royal Pains”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Keston John (“The Good Place”), Lauren Ash (“Superstore”), Christine Woods (“Hello Ladies”), Genesis Rodriguez (“Time After Time”), Jordan Fisher (“Grease Live!”), Vella Lovell (“Crazy Ex-Girlfriend”), Merit Leighton (“Alexa & Katie”), Sandra Oh (“Killing Eve”) e Krystal Joy Brown (“Motown: The Musical”). Com o título completo de “She-Ra and the Princesses of Power”, a atração estreia na Netflix em 16 de novembro.
Estudo revela que 78% dos personagens árabes da TV americana são terroristas, espiões ou ditadores
A ONG MENA Arts Advocacy Coalition (MAAC), que defende maior representatividade de atores de origem árabe em Hollywood, divulgou um estudo que aponta que 78% dos personagens do Oriente Médio e do Norte da África que apareceram em séries americanas entre 2015 e 2016 foram retratados como terroristas, espiões, militares ou ditadores. O estudo divulgado nesta segunda-feira (10/9) pesquisou mais de 242 séries exibidas em canais abertos, fechados e serviços de streaming entre os dois anos apontados. E como resultado, a ONG apontou que apenas 1% dos personagens regulares em séries de TV americanas são de descendência árabe, enquanto esse grupo étnico representa 3,2% da população dos EUA. Cerca de 92% das séries analisadas não tem nenhum personagem com esta descendência no seu elenco regular. Mas há poucas e boas exceções de representatividade. Em “Mr. Robot”, o protagonista Elliot Anderson é interpretado por Rami Malek, que tem descendência egípcia, mas o personagem se envolve numa trama de cyberterrorismo. Outros exemplos mais positivos aparecem em papéis coadjuvantes, como Necar Zadegan (a advogada Delia em “Girlfriend’s Guide to Divorce”), Ennis Esmer (o tenista Nash em “Red Oaks”), Yara Shahidi (a Zoey de “Black-ish”), Jaime Camill (o Rogelio de “Jane the Virgin”), Tony Shalhoub (o Abe de “The Marvelous Mrs. Maisel”) e Michael Malarkey (o Enzo de “The Vampire Diaries”), todos atores de origem árabe ou norte-africana com papéis relevantes em séries de TV, que não vivem terroristas. “Hollywood precisa superar o estereótipo de terroristas e ditadores ao retratar essas pessoas”, comenta Nancy Wang Yuen, uma das autoras do estudo. “Esse tipo de retrato pode ter efeitos negativos de verdade. Criar personagens diferentes e mais complexos para pessoas de origem árabe ou norte-africana pode combater preconceitos e aumentar a rejeição a políticas públicas preconceituosas”.
Todas as gerações de Star Trek são homenageadas pelo Emmy 2018
Atores de todas as seis séries da franquia “Star Trek” compareceram à premiação do Creative Arts Emmys, no fim de semana, para receber o prêmio honorário Governors Award, concedido à saga espacial por suas contribuições à história da televisão. O prêmio foi recebido por William Shatner e Walter Koenig, o Capitão Kirk e o Chekov da “Star Trek” original (1966-1969); LeVar Burton, o Tenente LaForge de “Star Trek: A Nova Geração” (1987-1994); Terry Farrell, a Tenente Dax de “Star Trek: Deep Space Nine” (1993-1999); Jeri Ryan, a Sete de Nove de “Star Trek: Voyager” (1995-2001); Linda Park, a Hoshi Sato de “Star Trek: Enterprise” (2001-2005); e Sonequa Martin-Green, a Michael Burnham de “Star Trek: Discovery” (2017-). Shatner discursou em nome dos demais e dos criadores da atração. “Eu aceito essa premiação em nome de todos que fizeram ‘Star Trek’ possível através dos anos”, disse, agradecendo a homenagem a uma franquia que “representa uma ideia maior do que a soma de suas partes”. Falando ao site Deadline nos bastidores da premiação, Koenig refletiu sobre a relevância de “Star Trek” hoje em dia. “Ela ainda ressoa porque falamos de problemas tópicos e sócio-políticos. Nós, como sociedade, ainda lutamos com problemas que tínhamos nos anos 1960”, disse. “‘Star Trek’ tem sido uma luz de esperança para as pessoas por tanto tempo”, completou Alex Kurtzman, roteirista do reboot cinematográfico da franquia em 2009 e criador de “Star Trek: Discovery”. “Em tempos sombrios, precisamos ainda mais disso”. Criada em 1966 por Gene Roddenberry, a “Star Trek” original (ou “Jornada nas Estrelas”, para os fãs brasileiros) começou um fenômeno cultural que já produziu mais de 700 episódios de televisão e conquistou 30 prêmios do Emmy, estendendo-se por meio século de produção. O pioneirismo de “Star Trek” começava na escalação do elenco, que trazia personagens de todas as etnias, gêneros e (mais recentemente) sexualidades em posições de destaque e autoridade – incluindo os inesquecíveis Sr. Sulu, vivido por George Takei, a Tenente Uhura, de Nichelle Nichols e até o alienígena Sr. Spock, de Leonard Nimoy. Mais forte que nunca, a franquia segue sua jornada agora em streaming com “Star Trek: Discovery”, disponibilizada pela Netflix no Brasil. Além disso, terá uma nova série derivada de “A Nova Geração, focada no Capitão Picard, e continua a render filmes. Até Quentin Tarantino planeja um projeto para a saga espacial.
Elite: Série com atores de La Casa de Papel ganha trailer dublado com som ruim e clima de novela do SBT
A Netflix divulgou o trailer dublado em português de “Elite”, nova série espanhola que inclui integrantes do elenco de “La Casa de Papel”. A prévia resume a trama, mas a opção pela dublagem impõe um clima de novela teen mexicana do SBT, cheia de gírias antiquadas e diálogos inaudíveis, marcados por problemas de som (é mono?), que diminui o impacto de todas as cenas. Ao contrário das distribuidoras de filmes, a Netflix ainda não aprendeu a disponibilizar duas versões do mesmo trailer. Ou divulga dublado em português ou legendado. Nunca as duas opções. E quando a oferta é exclusivamente dublada, a qualidade do produto desaba, com empostações equivocadas, som de qualidade inferior, sotaques nacionais e problemas de tradução que se tornam mais evidentes. Confira abaixo como é grande a diferença de som, a ponto de a dublagem interferir no clima original, ao comparar a versão dublada em português com o mesmo trailer divulgado (com legendas) nos Estados Unidos. A série foi criada por Carlos Montero e Darío Madrona, que anteriormente conceberam juntos a série “Vive Cantando” para a TV espanhola, e se passa em Las Encinas, uma escola exclusiva da Espanha frequentada pelos filhos da elite. Na trama, três alunos menos favorecidos vão parar lá após sua escola original ser destruída por um terremoto. O choque entre os privilegiados e aqueles que não têm nada mexe com os ânimos do colégio, culminando em assassinato. O elenco destaca Miguel Herrán (Rio), María Pedraza (Alison/Cordeirinho) e Jaime Lorente (Denver), de “La Casa de Papel”, que contracenam na nova produção com Itzan Escamilla (“As Telefonistas”), Miguel Bernardeau (“Ola de Crímenes”), Arón Piper (“15 Anos e um Dia”), Ester Expósito (“Estoy Vivo”), Mina El Hammani (“El Príncipe – Amor e Corrupção”), Álvaro Rico (“Velvet Collection”), o estreante Omar Ayuso e Danna Paola (“Dare to Dream”), atriz e cantora muito popular no México. A estreia está marcada para 5 de outubro.
Premiação preliminar do Emmy consagra Game of Thrones com sete troféus
A Academia da Televisão dos Estados Unidos entregou os Creative Arts Emmys ao longo de duas noites no fim de semana, em cerimônias não televisionadas realizadas em Los Angeles no sábado e domingo (9/9), que adiantaram as categorias técnicas da premiação. Os destaques foram para o reconhecimento técnico de “Game of Thrones”, série mais premiada da noite, e do programa humorístico “Saturday Night Live”, ambos empatados com sete troféus. Na parte dedicada aos reality shows, chamou atenção as cinco vitórias obtidas pelo programa do falecido Anthony Bourdain, “Parts Unknown”. O especial ao vivo de “Jesus Christ Superstar” também venceu cinco troféus, e a série “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” ficou com quatro. Os principais prêmios incluíram Melhor Telefilme para um episódio da série “Black Mirror”, o “USS Callister”, Melhor Série Animada para “Rick and Morty”, Melhor Reality Show para “Queer Eye”, Melhor Série Documental para “Wild Wild Country”, Melhor Especial Ao Vivo para “Jesus Christ Superstar Live in Concert” e os troféus para participações especiais, vencidos na categoria dramática por Samira Wiley, em “The Handmaid’s Tale”, e Ron Cephas Jones, em “This Is Us”, e na categoria de comédia por Tiffany Haddish, em “Saturday Night Live”, e Katt Williams, em “Atlanta”. As principais categorias do Emmy, que incluem as disputas de Melhor Série de Drama e Melhor Série de Comédia, acontecerão em novo evento, marcado para segunda-feira que vem, dia 17 de setembro. Confira abaixo os vencedores dos prêmios das chamadas “artes criativas” do Emmy 2018. Melhor Atriz Convidada em Comédia Tiffany Haddish, “Saturday Night Live” Melhor Ator Convidado em Comédia Katt Williams, “Atlanta” Melhor Atriz Convidada em Drama Samira Wiley, “The Handmaid’s Tale” Melhor Ator Convidado em Drama Ron Cephas Jones, “This Is Us” Melhor Telefilme “Black Mirror: USS Callister” Melhor Programa Infantil “The Magical Wand Chase: A Sesame Street Special” Melhor Animação “Rick and Morty” Melhor Dublagem de Personagem Alex Borstein, “Uma Família da Pesada (Family Guy)” Melhor Série Curta “Robot Chicken” Melhor Elenco de Comédia “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Elenco de Drama “The Crown” Melhor Elenco de Minissérie “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Cinematografia em Série Multicâmera (Sitcom) “Will & Grace” Melhor Cinematografia em Série Câmera Única em formato de 30 min. “Atlanta” Melhor Cinematografia em Série Câmera Única em formato de 60 min. “The Crown” Melhor Cinematografia em Minissérie ou Telefilme “Genius: Picasso” (NatGeo) Melhor Edição em Série Câmera Única para Comédias “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Edição em Série Multicâmera para Comédias (Sitcom) “Will & Grace” Melhor Edição em Série Câmera Única para Dramas “The Handmaid’s Tale” Melhor Edição em Série Câmera Única para Minisséries ou Telefilme “Black Mirror: USS Callister” Melhor Abertura “Counterpart” Melhor Trilha Sonora Original de Abertura “Godless” Melhor Trilha Sonora em Drama “Game of Thrones” Melhor Trilha Sonora em Minissérie, Telefilme ou Especial “March of the Penguins 2: The Next Step” Melhor Supervisão Musical “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Edição de Som em Programas de 60 min. “Stranger Things” Melhor Edição de Som em Programas de 30 min. “Atlanta” Melhor Edição de Som em Minissérie ou Telefilme “Black Mirror: USS Callister” Melhor Edição de Som em Programação Informativo “Anthony Bourdain: Parts Unknown” Melhor Edição de Som em Especial ou Programa de Variedades “Jesus Christ Superstar Live in Concert” Melhor Mixagem de Áudio em Programas de 60 min. “Game of Thrones” Melhor Mixagem de Áudio em Programas de 30 min. “Barry” Melhor Mixagem de Áudio em Minissérie ou Telefilme “Genius: Picasso” (NatGeo) Melhor Mixagem de Áudio em Programa Informativo “Anthony Bourdain: Parts Unknown” Melhor Mixagem de Áudio em Especial ou Programa de Variedades “Jesus Christ Superstar Live in Concert” Melhores Efeitos Visuais “Game of Thrones” Melhores Efeitos Visuais Coadjuvantes “The Alienist” Melhor Cordeador de Dublês em Drama “Game of Thrones” Melhor Coordenador de Dublês em Comédia “GLOW” Melhor Figurino em Série de Época “The Crown” Melhor Figurino em Série de Fantasia ou Sci-Fi “Game of Thrones” Melhor Figurino em Série Contemporânea “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Maquiagem “Westworld” Melhor Maquiagem de Efeitos Especiais “Game of Thrones” Melhor Maquiagem em Minissérie “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Penteado “Westworld” Melhor Penteado em Minissérie “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Produção de Design em Série de Fantasia ou Sci-Fi “Game of Thrones” Melhor Produção de Design em Série Contemporânea “The Handmaid’s Tale” Melhor Produção de Design em Programas de 30 min. “GLOW” Melhor Produção de Design em Programa de Variedades “Saturday Night Live” Melhor Produção de Design em Especial de Variedades “Jesus Christ Superstar Live in Concert” Melhor Mídia Interativa “Westworld” Melhor Reality Show Estruturado “Queer Eye” Melhor Reality Show Não Estruturado “United Shades Of America With W. Kamau Bell” Melhor Apresentador de Reality Show RuPaul, “RuPaul’s Drag Race” Melhor Documentário “Wild Wild Country” Melhor Especial “The Zen Diaries Of Garry Shandling” Melhor Especial Ao Vivo “Jesus Christ Superstar Live in Concert” Melhor Especial de Variedade “Dave Chappelle: Equanimity” Melhor Especial Informativo “Anthony Bourdain: Parts Unknown” Melhor Programa Interativo “Last Week Tonight With John Oliver” Melhor Curta Não Ficcional “Anthony Bourdain: Explore Parts Unknown” Melhor Curta em Programa de Variedades “Carpool Karaoke: The Series” Melhor Direção em Reality Show “RuPaul’s Drag Race” Melhor Direção em Programa de Variedades “Saturday Night Live” Melhor Roteiro em Programa Não Ficcional “Anthony Bourdain: Parts Unknown” Melhor Roteiro em Programa de Variedades “Last Week Tonight With John Oliver” Melhor Elenco em Reality Show “Queer Eye” Melhor Coreografia Mandy Moore, “So You Think You Can Dance” Melhor Figurino em Reality Show “RuPaul’s Drag Race” Melhor Penteado em Programa Multicâmera “RuPaul’s Drag Race” Melhor Fotografia em Programa de Variedades “Saturday Night Live” Melhor Fotografia em Especial “Jesus Christ Superstar Live in Concert” Melhor Maquiagem “Saturday Night Live” Melhor Iluminação “Saturday Night Live” Melhor Canção Original “Come Back Barack”, “Saturday Night Live” Melhor Narrador Sir David Attenborough, “Blue Planet II”












