Walking Dead: World Beyond resolve mistério do destino de Rick Grimes
O episódio mais recente da nova série “Walking Dead: World Beyond”, exibido na noite de segunda (26/10) no canal pago AMC Brasil, ajudou a resolver um mistério que perdurava no universo zumbi desde a última aparição de Rick Grimes (Andrew Lincoln) na série original: o que representam as identificações “A” e “B” para o Exército da República Cívica. Fãs de “The Walking Dead” devem lembrar que Jadis/Anne (Pollyanna McIntosh) capturou Rick e fugiu com ele, bastante ferido, num helicóptero misterioso, que pertence à tal República Cívica, identificando-o como um “B” e não um “A”, embora tivesse se comprometido a levar um “A”. Antes de capturar Rick, ela definiu o padre Gabriel (Seth Gilliam) como um “A”, que seria seu “preço de admissão” na República Cívica, e ameaçou fazê-lo ser mordido por um zumbi, mas voltou atrás e, depois de poupá-lo, implorou ao helicóptero para pousar e salvar Rick, seu amigo “forte” e “B”. Pois no capítulo mais recente de “World Beyond”, intitulado “The Wrong End of a Telescope” (O Lado Errado do Telescópio), uma cena pós-créditos revelou uma cientista da República Cívica, chamada Lyla (Natalie Gold), registrando anotações sobre uma cobaia zumbificada, identificada com o rótulo “TS A 4.0.2”. Ao registrar notas num gravador de voz, ela esclareceu o que significava a abreviatura. TS é “test subject”, que pode ser traduzido como cobaia, mas a letra que interessa é a seguinte. A letra A identifica cobaias recentemente infectadas por zumbis. “Cobaia A 4.0.2. O espécime não exibiu respostas detectáveis a estímulos psicológicos. Plasma necrótico e fluido cerebral estão sendo coletados para testes adicionais. Os resultados serão semelhantes aos testes realizados durante e imediatamente após a reanimação. Testes de variação conforme programado”, diz a personagem no episódio. Se cobaias “A” são pessoas em processo de zumbificação, usadas em testes que buscam a cura para a infecção – um dos temas de “World Beyond” – , os espécimes identificados como “B” seriam aqueles considerados úteis para a causa da República Cívica. É o caso, por exemplo, do pai das irmãs protagonistas da nova série, um cientista levado de sua comunidade para uma instalação secreta, com o objetivo de trabalhar justamente na cura da pandemia zumbi. “Walking Dead: World Beyond” é exibido todas as noites de segunda, às 23h, no AMC Brasil, com a diferença de apenas um dia em relação à transmissão original nos EUA.
Eden: Anime sci-fi da Netflix ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “Eden”, minissérie animada coproduzida entre os EUA e o Japão. A trama do anime se passa num mundo habitado somente por robôs, porque os humanos foram extintos há muito tempo. A maioria dos robôs de Eden 3 sequer acredita que humanos existiram algum dia e os consideram um mito. Até que, num dia aparentemente comum, dois robôs agrícolas esbarram em uma câmara criogênica que contém uma garotinha humana. Em um mundo que não está pronto para se reintegrar com humanos, os dois decidem criar a jovem Sara em segredo. Com produção da Qubic Pictures, “Eden” foi criada pelo americano Justin Leach (“Star Wars: A Guerra dos Clones”) e tem direção de Yasuhiro Irie (“Fullmetal Alchemist: Brotherhood”). A estreia está marcada para maio de 2021.
Titãs: Surgem as primeiras imagens do vilão Capuz Vermelho
A HBO Max divulgou o visual do Capuz Vermelho, vilão da 3ª temporada de “Titãs”. As imagens, disponibilizadas nas redes sociais da série, chamam atenção pela fidelidade com que refletem as encarnações mais recentes do personagem. O uniforme será vestido por Curran Walters, intérprete de Jason Todd (o segundo Robin), que encerrou a 2ª temporada se separando dos Titãs de forma ressentida e voltará como o novo vilão – refletindo a trajetória de seu personagem nos quadrinhos, exceto pela parte em que “morre” tragicamente nas mãos do Coringa. A 3ª temporada vai se passar em Gotham City e incluirá ainda o Espantalho e Barbara Gordon. Em vez de aterrorizar Gotham City, o Espantalho vai aparecer como um presidiário do Asilo Arkham que oferece seus serviços como consultor de psicopatas para a polícia de Gotham City – o que lembra Hannibal Leckter em “O Silêncio dos Inocentes” – , enquanto Barbara será apresentada como nova comissária da política no lugar de seu pai, James Gordon. Nos quadrinhos, ela também é conhecida como Batgirl. Outro detalhe importante é que Estrela Negra (Blackfire), a irmã de Estelar, também terá destaque como vilã. Sua intérprete, Damaris Lewis, foi introduzida no final da 2ª temporada e acabou integrada ao elenco central para os próximos capítulos. Até então disponibilizados pela plataforma DC Universe nos EUA, os episódios de “Titãs” migraram para a HBO Max. Já no Brasil, a série continua na plataforma Netflix. A data de estreia da 3ª temporada ainda não foi marcada. Welcome to the Hood. Jason Todd returns as the Red Hood in season 3 of Titans. Seasons 1 and 2 stream November 1st on @hbomax (US). #DCTitans pic.twitter.com/Pm5riPShNb — DCTitans (@DCTitans) October 26, 2020
Diretor de Invocação do Mal prepara série de terror sobrenatural na Netflix
O cineasta e produtor James Wan vai produzir sua primeira série de terror para a Netflix. O diretor que lançou as franquias “Jogos Mortais” (Saw), “Sobrenatural” (Insidious) e “Invocação do Mal” (Conjuring) será responsável por “Archive 81”, uma série de terror sobrenatural que recebeu um pedido de oito episódios da plataforma de streaming. Vagamente inspirado pelo podcast de mesmo nome, “Archive 81” será realizado pela produtora Atomic Monster, de Wan. O projeto foi escrito por Paul Harris Boardman, roteirista especializado em filmes do gênero, como “O Exorcismo de Emily Rose” (2005) e “Livrai-nos do Mal” (2014), e será comando pela produtora-roteirista Rebecca Sonnenshine (“The Boys”, “The Vampire Diaries”). A produção também já escalou Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”) e Dina Shihabi (“Altered Carbon”) como intérpretes dos dois personagens principais. Na trama, quando o arquivista Dan Turner (Athie) assume um misterioso trabalho de restauração de uma coleção danificada de fitas de vídeo de 1994, ele se vê reconstruindo o trabalho da documentarista Melody Pendras (Shihabi) e sua investigação sobre um culto perigoso. Conforme Dan é atraído pela história de Melody, ele se convence de que pode salvá-la do terrível fim que ela teve há 25 anos. A diretora Rebecca Thomas (“A Fita Azul” e “Stranger Things”) vai dirigir metade da temporada, incluindo a estreia, e também será produtora executiva ao lado de Wan, Sonnenshine, Boardman e a dupla Marc Sollinger e Daniel Powell, que criou o podcast original. “Com ‘Archive 81’, esperamos dar ao gênero de terror sobrenatural uma nova reviravolta – enquanto mantemos um romance sombrio e profundamente emocional em seu núcleo”, disse Sonnenshine em um comunicado. “Ao lado dos talentosos Mamoudou Athie e Dina Shihabi, e dos parceiros visionários da produtora Atomic Monster e Rebecca Thomas, estou animada para levar aos espectadores da Netflix uma aventura assustadora e visualmente emocionante.” Ainda não há previsão para a estreia da nova série.
Atriz de The Walking Dead vira a cantora Selena no trailer de nova série
A Netflix divulgou o pôster, novas fotos e o trailer de “Selena: The Series”, que destaca a atriz Christian Serratos, intérprete de Rosita em “The Walking Dead”, no papel título. Na prévia, ela canta e dramatiza a vida de Selena Quintanilla, lendária estrela da música Tejana. A atração tem roteiro e produção de Moisés Zamora (“American Crime Story”), com apoio da família da cantora, que morreu em 1995. Segundo a sinopse, a série conta “uma história de amadurecimento, em que seguimos Selena enquanto os seus sonhos se realizam e ela se depara com escolhas de quebrar o coração”. Selena começou carreira no final dos anos 1980, destacando-se entre vários cantores “tejanos” (latinos que vivem no Texas, nos EUA) que tentavam sucesso na época. Com o disco “Amor Prohibido”, lançado em 1994, a cantora eternizou o seu maior hit, “Bidi Bidi Bom Bom”, venceu um Grammy e passou a ser chamada de “Madonna tejana”. Sua morte aconteceu logo em seguida, em 1995, assassinada a tiros aos 23 anos de idade por uma fã e parceira de negócios, Yolanda Saldívar, que segue presa até hoje pelo crime. Este desfecho foi tão inesperado e violento que alimentou um verdadeiro culto em torno da artista. A carreira curta de Selene já inspirou um filme, batizado apenas de “Selena” e lançado em 1997 com Jennifer Lopez no papel-título. Além disso, o canal Telemundo também produziu uma série recente sobre ela, “El Secreto de Selena”, lançada há dois anos. A nova atração de streaming também inclui em seu elenco Ricardo Chavira (“Desperate Housewives”), Gabriel Chavarria (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), Noemi Gonzalez (“East Los High”) e Carlos Alfredo Jr. (“Mutt and Chopps”). A estreia está marcada para 4 de dezembro.
Oscar Isaac negocia estrelar série do herói Cavaleiro da Lua
O ator Oscar Isaac, que viveu Poe Dameron na nova trilogia de “Star Wars”, negocia trocar a galáxia distante da Lucasfilm pelo MCU, o universo cinematográfico da Marvel. Ele abriu conversas com a Disney+ (Disney Plus) para estrelar a vindoura série do herói Cavaleiro da Lua (Moon Knight). Caso as negociações sejam positivas, o papel marcará um retorno de Isaac ao mundo dos super-heróis da Marvel, já que ele interpretou o vilão de “X-Men: Apocalipse” (2016). Uma série do Cavaleiro da Lua é discutida desde 2010 e chegou a ser cogitada na Netflix, dentro do universo dos Defensores. O personagem é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench, como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. A atração será comandada pelo roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix), e fará parte da segunda leva de estreias da Marvel na Disney+ (Disney Plus), que inclui as produções da Mulher-Hulk (She-Hulk) e Ms. Marvel.
Batwoman: Imagens oficiais revelam novo visual da heroína
A rede The CW divulgou as primeiras imagens oficiais de Javicia Leslie como a nova Batwoman, nas redes sociais da série televisiva. A divulgação foi feita após o vazamento de fotos e vídeos do set, que dividiram opiniões por conta da peruca da personagem. A versão anterior da heroína, Katy Kane, era vivida por Ruby Rose com uma peruca vermelha, como Batwoman usa nos quadrinhos. O novo visual foi criado especialmente para a série, para deixar claro que uma mulher negra passou a vestir o uniforme. A legenda que acompanha as imagens reforça a troca, ao dizer: “Tornando-se sua própria Batwoman”. Durante o painel de “Batwoman” na DC Fandome, a showrunner Caroline Dries afirmou que ela ganharia um novo traje para refletir sua etnia, mencionando uma peruca diferente. Javicia Leslie interpretará Ryan Wilder, personagem criada por Dries, que será introduzida no primeiro capítulo da 2ª temporada. Ao contrário de Kate Kane, ela não será lésbica, mas bissexual assumida – como Sara Lance (Caity Lotz) em “Legends of Tomorrow”. Apesar da mudança, a produção ainda não deu pistas de como vai resolver o problema causado pela ausência de Ruby Rose, que em maio anunciou que não voltaria a viver Kate Kane na 2ª temporada. A temporada inaugural foi interrompida pelo coronavírus num ponto em que é difícil imaginar como se dará esta transição, mas Caroline Dries já disse que não pretende matar Kate Kane na trama. Assim, o mistério só deverá ser resolvido quando a série voltar ao ar em 2021. Becoming her own Batwoman 🦇 @JaviciaLeslie pic.twitter.com/wnNCLuYI8d — Batwoman (@CWBatwoman) October 26, 2020
Daniel de Oliveira será Henfil em série da Globo
O ator Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) foi escalado para o elenco de “Betinho”, série sobre o sociólogo Herbert de Souza (1935-1997). Na trama, ele interpretará Henfil (1944-1988), irmão de Betinho e cartunista famoso, criador dos Fradinhos, da Graúna e do bode Orelana, que morreu após se contaminar com Aids devido a uma transfusão de sangue. Para dar vida a Henfil, o ator terá de perder peso ao longo das filmagens. Ele passou por processo semelhante quando encarnou Cazuza no longa-metragem sobre o cantor, “O Tempo Não Para”, de 2004. “Betinho” terá direção do cineasta Sérgio Machado (“Tudo Que Aprendemos Juntos”), produção da AfroReggae Audiovisual com a Formata, e trará Julio Andrade (“Sob Pressão”) como protagonista. A trama contará a luta do sociólogo contra a fome no país e pela defesa dos direitos humanos, lembrando suas ações solidárias. O elenco contará ainda com Lázaro Ramos (“Mister Brau”), Natália Lage (“A Divisão”), Débora Nascimento (“Pacificado”), Ravel Andrade (“Reality Z”) e Danni Suzuki (“Arcanjo Renegado”), entre outros. Ravel Andrade, irmão de Julio, viverá Chico Mário, o irmão caçula de Betinho, Lázaro Ramos terá o papel de um médico, Débora Nascimento interpretará uma funcionária fictícia do Instituto Brasileiro de Análises Sociais (Ibase), fundado pelo sociólogo, enquanto Natália Lage e Danni Suzuki serão, respectivamente, Irles Carvalho e Maria Nakano, a primeira e a segunda mulher de Betinho. A estreia está prevista apenas para 2022.
Teaser anuncia quarta e última parte de O Mundo Sombrio de Sabrina
A Netflix divulgou o primeiro teaser da Parte 4 de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, que marca o final da série. A prévia mostra a volta de Sabrina (Kiernan Shipka) à high school, acompanhada por pelo menos um novo aluno bruxo, seu namorado Nicholas Scratch (Gavin Leatherwood), além de um novo confronto com forças infernais. “O Mundo Sombrio de Sabrina” parecia ser um dos grandes sucessos da Netflix, que não revela números de audiência. A impressão se devia ao fato de o programa ter ganhado um especial de Natal e ter sido renovado no final de 2018 para suas Partes 3 e 4. A Parte 4, portanto, foi gravada antes da pandemia, tanto que o anúncio do cancelamento foi acompanhado pelas primeiras fotos. Veja abaixo. O final de “Sabrina” é a culminação de uma fase terrível na carreira do criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa, que recentemente também perdeu “Katy Keene”, outra série baseada em quadrinhos da Archie Comics, cancelada pela rede The CW após a 1ª temporada. Além disso, o projeto que ele desenvolvia para a rede ABC, “The Brides”, sobre as noivas de Drácula, foi recusado. O produtor só tem atualmente uma série no ar, “Riverdale”, justamente sua primeira atração, que retornará para a 5ª temporada na CW em 2021, e também está desenvolvendo um reboot de “Pretty Little Liars” para a plataforma a HBO Max. A Parte 4 de “O Mundo Sombrio de Sabrina” teve a estreia marcada para 31 de dezembro.
Your Honor: Série criminal com Bryan Cranston ganha novo trailer tenso
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster e o segundo trailer de “Your Honor”, nova série de tema criminal estrelada por Bryan Cranston (“Breaking Bad”). Ele interpreta a “sua excelência” do título em inglês, um respeitado juiz que coloca sua reputação em jogo para esconder um crime e livrar seu filho de uma condenação por atropelamento. O trailer dá mais detalhes da história, revelando que a vítima do atropelamento é o filho de um poderoso mafioso, que promete vingança. Hunter Doohan (“Truth Be Told”) interpreta o filho do juiz, Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”) é o poderoso chefão e o elenco ainda destaca Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), Tony Curran (“Defiance”), Hope Davis (“Wayward Pines”), Lilli Kay (“Chambers”), Isiah Whitlock Jr. (“The Mist”), David Maldonado (“As Rainhas da Torcida”) e Amy Landecker (“Transparent”). “Your Honor” é baseada na série israelense “Kvodo” (2017), que também ganhou adaptação indiana neste ano. A versão americana foi desenvolvida pelo inglês Peter Moffat, criador da famosa série britânica “Criminal Justice” – por sua vez, adaptada pela HBO nos EUA com o título de “Night of”. A produção é do casal Robert e Michelle King, criadores de “The Good Wife” e “Evil”, e a estreia dos 10 episódios da atração está marcada para 6 de dezembro.
Criador defende clichês exagerados de Emily em Paris
O veterano produtor-roteirista Darren Starr defendeu sua nova série, “Emily em Paris”, que foi destruída pela crítica francesa por apresentar uma visão distorcida e estereotipada da vida na capital da França. Concebida para apresentar uma versão adorável de Paris, a série despertou ódio entre os moradores da cidade. A rádio RTL chegou a lamentar que, em vez de retratar Paris, a série tenha gravado um compêndio hollywoodiano. “Raramente tínhamos visto tantos clichês sobre a capital francesa desde os episódios parisienses de ‘Gossip Girl’ [série americana lançada em 2007] ou do final de ‘O Diabo Veste Prada’ [filme de 2006]”. “Aprendemos que os franceses são ‘todos maus’ (sim, sim), que são preguiçosos e nunca chegam ao escritório antes do final da manhã, que são paqueradores incorrigíveis, que não estão realmente apegados ao conceito de lealdade, que são sexistas e retrógrados e, claro, que têm uma relação duvidosa com o chuveiro. Sim, nenhum clichê é poupado, nem mesmo os mais fracos”, apontou a revista Première. Com sarcasmo, o site Sens Critique acrescentou que “os roteiristas devem ter cogitado por dois ou três minutos enfiar uma baguete debaixo [do braço] de cada francês, ou mesmo uma boina para distingui-los claramente. Por outro lado, todos fumam cigarros e paqueram até a morte”, enquanto Paris é retratada como “uma espécie de cidade-testemunho onde cada rua se torna pitoresca sem o menor lixo, com figurantes vestidos de alta costura e só chove se Lily Collins está triste”. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter, Starr disse que a visão turística hollywoodiana da série reflete o olhar de sua protagonista, a Emily do título, uma americana que se deslumbra ao ir morar em Paris. “A primeira coisa que ela vê são os clichês, porque este é o ponto de vista dela”, explicou ele, referindo-se à personagem vivida por Lily Collins – que, curiosamente, não é uma atriz americana, mas inglesa, filha do cantor Phil Collins. Por conta disso, ele afirmou “não se lamentar por ver Paris através de lentes glamourosas”. “Queria fazer um programa que celebrasse essa parte de Paris”, acrescentou. O produtor tem feito uma procissão por veículos de imprensa para divulgar a série e tentar diminuir as primeiras impressões negativas ressaltadas pela crítica. Mesmo nos EUA, “Emily em Paris não foi exatamente bem-recebida pela imprensa, com 63% de aprovação no Rotten Tomatoes e medíocres 55% entre os críticos top. A maior reação aos comentários negativos, entretanto, ficou por conta de blogueiros de moda, que começaram, do nada, a fazer elogios à produção, baseando-se apenas nas grifes que aparecem na tela. Esse tipo de campanha combinada de opiniões de “influencers” raramente é espontânea, embora os anunciantes expressem o desejo de que os pagamentos não sejam identificados como propaganda. De todo modo, Starr tem experiência em transformar grifes em chamariz. Uma de suas séries mais conhecidas, “Sex and the City”, foi basicamente uma grande publicidade para os sapatos de Christian Louboutin, que na época da produção viraram obrigatórios nos tapetes vermelhos. Mas, desta vez, a crítica considerou até o aspecto fashionista sufocante. “Comédias românticas são, é claro, fantasias, mas seu charme é que também falam sobre as pessoas. Infelizmente, ‘Emily em Paris’ trata apenas de grifes”, escreveu a revista New Statement. A 2ª temporada ainda não foi confirmada, mas Starr revelou que novos episódios consertariam o que o jornal britânico The Independent chamou de “parque temático parisiense de Westworld”, eliminando a visão afetada da capital francesa. “Emily será mais uma moradora da cidade [na 2ª temporada]”, ele disse à revista de Oprah Winfrey. “Ela vai ter um pouco mais os pés no chão.”
Ava DuVernay desenvolve série sobre família indígena
A cineasta Ava DuVernay, do filme “Selma” e da minissérie “Olhos que Condenam”, está desenvolvendo a primeira série centrada numa família nativo-americana para uma grande rede de TV. O projeto, intitulado “Sovereign”, tem produção da Warner Bros. TV (WBTV) e teve seu piloto encomendado pela rede NBC. A série em potencial vai narrar as vidas, amores e lealdades de uma família indígena que luta para controlar o futuro de sua tribo contra forças externas e internas. O roteiro está sendo escrito pela diretora Sydney Freeland (de séries como “Grey’s Anatomy” e “Fear the Walking Dead”), que é membro da Nação Navajo, e Shaz Bennett (roteirista de “Bosch”), a partir de uma história concebida por DuVernay. Todas as três serão produtoras executivos ao lado de N. Bird Runningwater, que cresceu na Reserva Mescalero Apache no Novo México e é diretor do programa de incentivo cinematográfico às comunidades indígenas do Sundance Institute.
The Undoing: Nicole Kidman canta o tema da minissérie
Além de estrelar e produzir a minissérie “The Undoing”, Nicole Kidman demonstrou outro talento artístico na atração que estreia neste domingo (25/10) na HBO. É ela quem canta a música nos créditos de abertura, “Dream a Little Dream of Me”. Segundo a atriz, a ideia partiu da diretora dinamarquesa Susanne Bier (conhecida pelo filme vencedor do Oscar “Em um Mundo Melhor”). “Ela me convenceu dizendo que era um modo de, desde o começo, imbuir a narrativa com a alma de Grace, minha personagem”. Kidman já tinha demonstrado seu talento vocal anteriormente no musical “Moulin Rouge” (2001), Mas ela não é a primeira atriz a gravar “Dream a Little Dream of Me”. Composta em 1931, a canção foi anteriormente interpretada com sucesso por Doris Day, em seu disco “Day by Night”, de 1957. “The Undoing” volta a reunir Nicole Kidman, como atriz e produtora, e o roteirista-produtor David E. Kelley, após o sucesso de “Big Little Lies”, e marca a estreia do ator inglês Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) numa produção televisiva americana. Apesar disso, não empolgou a crítica americana. A exibição do capítulo de estreia vai acontecer às 22 horas no canal pago HBO Brasil.












