Disney anuncia suas primeiras séries europeias de streaming
A Disney anunciou nesta segunda (16/2) a produção dos primeiros conteúdos originais europeus para suas plataformas de streaming. Serão 10 programas desenvolvidos na França, Itália, Alemanha e Holanda, incluindo os primeiros projetos para a vindoura Star+ (Star Plus), versão internacional da Hulu, que respondem por oito títulos do total. A lista europeia inclui uma mistura de dramas, fantasias, comédias e documentários, que destaca as séries “The Good Mothers”, sobre mulheres mafiosas, produzida pela empresa italiana Wildside (“We Are Who We Are” da HBO), a fantasia “Parallels”, criada por Quoc Dang Tran (o escritor por trás da série de terror francesa “Marianne” da Netflix), e “Sam – A Saxon”, história do primeiro policial negro da Alemanha Oriental, escrita por Jörg Winger (criador da premiada “Deutschland 83”). Entre as comédia, a Disney+ (Disney Plus) vai retomar a série italiana “Boris” (foto acima), originalmente da Fox, após três temporadas anteriores e um longa-metragem. Liderada por Diego Londono (ex-Fox), vice-presidente executivo de redes de mídia e conteúdo da Disney na EMEA (Europa, Oriente Médio e África), e Liam Keelan (ex-BBC), vice-presidente de conteúdo original na região, a iniciativa europeia da Disney buscou atrair produtores de peso e espera lançar seus primeiros programas ainda em 2021. Em comunicado, Londono disse que a Europa é uma “potência criativa” e os projetos locais ajudarão a Disney+ a se tornar um “destino certo” para o público. Keelan acrescentou: “Nossa oferta europeia inicial ressalta o compromisso regional da Disney com talentos diferenciados e excepcionais, refletindo nosso desejo de trabalhar com os melhores contadores de histórias da indústria”. O lançamento da Star+ deu à dupla mais flexibilidade em termos dos tipos de programas que podem encomendar, embora o mercado adulto seja muito mais competitivo, com Netflix, Amazon e Apple brigando por séries internacionais de alto nível. Além dos programas anunciados, a Disney sinalizou intenção de lançar originais da Espanha e Reino Unido, além de investir mais em produções da Alemanha. O plano é, em última instância, ultrapassar a meta de produção de 50 séries internacionais originais até 2024, anunciada durante o Dia do Investidor no ano passado. Este montante, porém, não é exclusivo da Europa e também conta com produções de outros mercados, como a América Latina.
Atriz de Sex Education será protagonista da 2ª temporada de Bridgerton
A produção de “Bridgerton” encontrou a atriz principal da sua 2ª temporada. A série da Netflix escalou Simone Ashley (a Olivia da série “Sex Education”) como Kate Sharma, interesse amoroso de Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey) na trama do segundo ano da produção. Os próximos capítulos serão baseados no segundo volume da coleção literária “Os Bridgerton”, de Julia Quinn, intitulado em português “O Visconde que Me Amava”. Os oito primeiros episódios adaptaram “O Duque e Eu”, o primeiro livro, com foco em Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), a filha mais velha da família, durante seu debut na alta sociedade, quando atrai a atenção de vários pretendentes e acaba se casando com o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Cada exemplar da obra original conta a história de amor de um dos oito irmãos da família Bridgerton e, no segundo volume, o solteiro mais cobiçado da temporada de bailes é Anthony Bridgerton, o visconde do título do livro – charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Quem rouba seu coração é uma recém-chegada a Londres. Kate Sharma é inteligente e teimosa e não tolera idiotas – incluindo Anthony Bridgerton. Com a escalação de Simone Ashley, a série continua sua reformulação do universo de Julia Quinn. Nos livros, o Duque de Hastings é branco, da mesma forma que Kate, retratada como loira na capa nacional de “O Visconde que Me Amava”. A personagem teve até o sobrenome alterado para refletir sua mudança racial na série – deixando de ser Kate Sheffield, como na obra original. Mas ao contrário de quem imaginava protestos dos fãs dos livros, o elenco multirracial foi bastante elogiado e acabou virando uma marca da série. Na verdade, trata-se de uma característica das produções da Shondaland, empresa de Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy” e “Scandal”), que será mantida na 2ª temporada de “Bridgerton”.
The Flash: Trailer da 7ª temporada retoma história interrompida pela covid-19
A rede americana The CW divulgou o pôster e um novo trailer da 7ª temporada de “The Flash”. A prévia mostra que a série vai retomar a história do ponto em que foi interrompida pela pandemia de covid-19. “The Flash” saiu do ar em maio passado antes de exibir todos os capítulos previstos para a temporada. Com isso, os primeiros episódios de 2021 concluirão a trama aberta, centrada no conflito com a versão feminina do vilão Mestre dos Espelhos (Efrat Dor), no fim da Força da Velocidade, com a consequência perda de poderes do Flash (Grant Gustin), e o desaparecimento da esposa do herói, Iris (Candice Patton), presa numa dimensão de espelhos. Além dessas situações não solucionadas, a série também terá que lidar com o destino do Homem-Elástico. O personagem não deve voltar a aparecer após a demissão de seu intérprete, Hartley Sawyer, em junho. O motivo foi o ressurgimento de tuítes antigos contendo referências misóginas e racistas. Escritos antes de Sawyer ingressar na série, os posts eram tentativas de humor com referências à agressões sexuais e repletos de linguagem racista e homofóbica. Sua demissão ocorreu em meio a protestos internacionais contra o racismo, após a morte de George Floyd, em 25 de maio, por policiais brancos nos EUA. Sawyer publicou um pedido de desculpas no Instagram, mas isso não impediu sua demissão, após se tornar um integrante fixo do elenco em 2018. Ele já foi eliminado da equipe no pôster oficial e não aparece em nenhum trecho do trailer. A situação deve ser abordada no primeiro episódio da nova temporada, que será exibido em 2 de março nos EUA. “The Flash” faz parte da programação do canal pago Warner no Brasil.
O Bem-Amado volta em streaming para mostrar que Brasil virou Sucupira
A clássica novela “O Bem-Amado” estreou em streaming nesta segunda (15/2), disponibilizada pelo Globoplay. E seu retorno, quase meio século após sua exibição original, surpreendeu público e imprensa pela atualidade de sua trama. Em seus capítulos, a antiga Sucupira de Odorico Paraguaçu ressurge quase como uma premonição sobre o Brasil atual de Jair Bolsonaro. Adaptação feita por Dias Gomes de sua própria peça “Odorico, O Bem-Amado e Os Mistérios do Amor e da Morte” (1962), a obra foi exibida originalmente em 1973 como a primeira novela à cores da Globo. Foi também a primeira exportada e a primeira a conquistar premiação internacional. Marcou época por muitos motivos, mas principalmente graças à fantástica interpretação de Paulo Gracindo no papel do prefeito corrupto Odorico Paraguaçu. O personagem fez tanto sucesso que depois ainda rendeu uma série e permaneceu culturalmente relevante a ponto de ganhar um filme recente (de 2010) com Marco Nanini no papel principal. “O Bem-Amado” também lançou as carreiras da atriz Sandra Brea e até de Lima Duarte como ator da Globo – ele tinha sido contratado como diretor, um ano antes. Ela vivia a filha de Odorico e ele interpretou o matador Zeca Diabo. A história criticava o Brasil do regime militar, satirizando o cotidiano da cidade fictícia de Sucupira. Mas mesmo enfrentando censura – a ditadura proibiu que se falasse em “coronéis”, entre outras coisas – , pintou um retrato da política nacional que se revela extremamente atual no Brasil de Bolsonaro. Candidato a prefeito de Sucupira, o corrupto Odorico Paraguaçu era considerado um mito pela maior parte da população que acreditava em suas mentiras. Ele se elege com a promessa de inaugurar o primeiro cemitério na cidade, mas, como não morria ninguém, resolveu permitir o retorno do matador Zeca Diabo, com a esperança de que ele matasse alguém. Só que Zeca Diabo virou crente e prometeu nunca mais matar ninguém. A esperança do prefeito se volta então para uma epidemia de tifo, na metade da trama, que o levar a querer atrapalhar uma campanha de vacinação (do médico vivido por Jardel Filho) que pode impedir as mortes. Esta não é a única possível coincidência com a realidade atual. Odorico também reagiu com um sonoro “E daí?” ao ser informado sobre a ameaça à saúde da população de Sucupira, disse que não admitia que um adversário político fosse reconhecido por providenciar vacinas e afirmou que iria interceptar os imunizantes para distribuir ele mesmo num posto de saúde que iria inaugurar, ficando com as glórias pelo esforço alheio. O personagem também vivia fazendo trapaças e espalhando mentiras (fake news) para derrotar seus adversários, era aliado das fanáticas religiosas locais, as irmãs Cajazeiras (Ida Gomes, Dorinha Durval e Dirce Migliaccio), defensoras da moral e dos bons costumes, queria controlar a polícia e enxergava a imprensa como sua maior inimiga, perseguindo o principal jornalista da cidade (vivido por Carlos Eduardo Dolabella) por denunciar seus desmandos. Confira abaixo uma cena que confirma como a trama de quase meio século atrás tornou-se extremamente atual.
Diretor da série de Tekashi 6ix9ine diz que o rapper é um “ser humano horrível”
O polêmico Tekashi 6ix9ine é personagem de uma série biográfica, intitulada “Supervillain: The Making of Tekashi 6ix9ine”, que estreia em 21 de fevereiro nos EUA (no canal pago Showtime). E o diretor da obra aproveitou a divulgação do lançamento para ressaltar que, apesar de ganhar sua própria série, o rapper é um “ser humano horrível”. “O público e a mídia o odeiam porque ele é realmente um ser humano horrível que fez coisas terríveis”, disse Karam Gill (“G-Funk”) ao site Page Six. Tekashi foi condenado vários vezes, por tráfico de heroína, por gravar sexo com uma menor (supostamente de 13 anos) e incluir cenas em seus vídeos, por extorsão, tentativa de assassinato, ameaças com armas de fogo, etc. O rapper, que assumiu a culpa pelos atos de violência, dedurou parceiros num acordo para cumprir 24 meses de prisão. Após ser libertado, seu primeiro lançamento musical, intitulado “GOOBA”, quebrou o recorde do YouTube como o vídeo de rap mais assistido em 24 horas. Ele também teria forjado um sequestro de si mesmo e deixou “uma cidade inteira querendo matá-lo”, como diz o trailer da série. Diante desse perfil, Gill disse que chegou a hesitar em entrar no projeto e precisou fazer uma longa reflexão para mudar de perspectiva. “Percebi que é uma história extremamente importante que ilumina onde estamos como cultura”, ele ponderou. “Estamos vivendo na era das celebridades manufaturadas, onde as pessoas podem criar personas online inautênticas e chegar à fama sem nenhum talento ou moral. A história de Tekashi é exatamente isso, ele é alguém que percebeu o poder de ter sua própria plataforma.” De acordo com o diretor, cada publicação do rapper é calculada para gerar repercussão na mídia. “Tekashi era alguém que nunca fazia nada online por acidente. Cada clique, palavra e ação online foram concebidos com cuidado para provocar uma reação.” “De uma perspectiva geral, ele adora instigar e agravar, o que é algo que provoca uma reação natural” e gera engajamento, comentários, público. Por esta ótica, mesmo os que o odeiam ajudam a torná-lo popular. A série de três capítulos, que se baseia num artigo da revista Rolling Stone sobre como aconteceu a ascensão e a queda do rapper, também ajuda Tekashi 6ix9ine em seu objetivo de causar e virar a causa de outras pessoas. Veja o trailer abaixo.
WandaVision pode ter virado a série mais vista do mundo
“WandaVision” teria se tornado a série mais vista do mundo na semana passada. A conclusão é de uma pesquisa da empresa Parrot Analytics e foi divulgada com alarde pela revista Forbes. Para chegar a seu resultado, a Parrot Analytics disse ter usado dados de pesquisa dos internautas, streaming, redes sociais e downloads, incluindo pirataria. Segundo a análise da empresa de consultoria de dados, “WandaVision” começou a virar uma das séries mais vistas por ocasião de seu terceiro episódio e assumiu o topo após seu quinto capítulo, em 5 de fevereiro – o episódio que introduziu Pietro, vivido por Evan Peters. O analista de insights da Parrot Analytics, Wade Payson-Denney, diz que o bom desempenho se deve à estratégia de lançar os episódios semanalmente, em contraste com o costume da Netflix de liberar toda a temporada de uma vez. O mesmo recurso teria ajudado “O Mandaloriano” (The Mandalorian) a se tornou mais popular à medida que seus episódios foram liberados. “Quando vemos uma sequência de lançamentos excessivos como na Netflix, vemos a demanda disparar no início por cerca de uma semana”, explicou o executivo, citado pela Forbes. “Eles realmente aparecem bem no início, mas rapidamente desaparecem. É um sucesso rápido para esses programas. Enquanto que com o lançamento semanal vemos a popularidade aumentar gradualmente com o tempo, especialmente para programas como ‘O Mandaloriano’ e ‘WandaVision’. Isso realmente mantém essas séries no conversa por mais tempo”. Mas o anúncio da liderança da série da Disney+ (Disney Plus) tem um detalhe incômodo para quem buscar mais detalhes: a liderança não é respaldada por números. A Parrot Analytic não informa – ou não sabe – quantas pessoas viram a suposta série mais vista do mundo. Esta falta de dados jamais seria aceita em qualquer pesquisa científica, mas o universo do streaming tem criado uma realidade paralela em que empresas divulgam dados sem comprovação nenhuma e comemoram seus feitos imaginários. Desta forma, a liderança mundial de “WandaVision” é tão realista quanto os recordes da Netflix, que festejam audiências de 28 dias de séries lançadas há 5 dias. Primeira série da Marvel Studios criada exclusivamente para a plataforma Disney+, “WandaVision” traz Elizabeth Olsen e Paul Bettany nos papéis principais, respectivamente como Wanda, a Feiticeira Escarlate, e Visão, seus personagens nos filmes dos Vingadores. A atração tem só mais três semanas de exibição, encerrando-se no dia 5 de março.
Noites Tropicais: Memórias musicais de Nelson Motta vão virar série
O célebre livro “Noites Tropicais”, em que o jornalista Nelson Motta traça suas memórias, vai virar série. Na obra lançada em 2000, Motta conta suas aventuras e desventuras no mundo da música brasileira como um Forest Gump tropical, que esteve presente em momentos chaves do final dos anos 1950 até o início da década de 1990. Por suas páginas, desfilam figuras como Vinícius de Moraes, João Gilberto, Roberto Carlos, Chico Buarque, Elis Regina, Rita Lee e Tim Maia (responsável pelos melhores trechos), além de muitos, mas muitos outros. Os direitos da obra foram adquiridos pela Delicatessen Filmes e, além de vir junto como produtor associado, Nelson também vai colaborar no roteiro. A coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, mencionou uma “primeira temporada” de oito episódios, sugerindo que o projeto pode se estender por vários anos de exibição. Mas a partir da década de 1980, quando comandou o programa “Mocidade Independente” na Band, a diferença de gerações levou o escritor a cometer algumas gafes (que precisam de revisão na adaptação), como subestimar a importância da banda Ira! Ainda não foi divulgado qual canal ou plataforma exibirá a série. Nelson Motta também está envolvido no roteiro de uma cinebiografia da cantora Rita Lee, anunciada há exatamente três anos.
Globoplay prepra série documental sobre Bussunda
A Globoplay já começou a gravar sua série documental em homenagem aos 15 anos da morte de Bussunda. Intitulada “Meu Amigo Bussunda”, a atração vai contar a vida do humorista até seus últimos trabalhos. As primeiras gravações foram feitas em janeiro, com conversas com Vera Fischer, Zico e Débora Bloch, que na infância frequentou a mesma colônia de férias de Bussunda. O projeto terá imagens inéditas resgatadas dessa época. Os primeiros capítulos vão remontar a trajetória do humorista em ordem cronológica juntando as imagens de arquivo com estas e outras entrevistas com amigos, familiares, colegas de trabalho e, claro, os demais integrantes da equipe do “Casseta & Planeta”. Serão ao todo quatro episódios, os três primeiros dirigidos por Claudio Manoel, integrante da trupe “Casseta & Planeta”, e Micael Langer, diretor do premiado documentário “Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” (2009). Já o último tem direção de Manoel e Júlia Besserman, filha do artista, que tinha 12 anos quando o pai morreu. O capítulo que fecha a série pretende apresentar uma reflexão sobre o legado do humorista sob o olhar de Julia, formada em cinema na Califórnia. A série tem previsão de estreia no Globoplay para junho, mês em que Bussunda morreu em 2006, em plena Copa do Mundo da Alemanha.
Estrela de Preacher vai estrelar minissérie sobre Josephine Baker
A notável história de Josephine Baker, uma das artistas femininas mais influentes do século 20, vai virar minissérie. Intitulada “Josephine”, a atração está sendo desenvolvida pelo estúdio ABC Signature, do conglomerado Disney, e contará com Ruth Negga (a Tulip de “Preacher”) como a lendária artista da Era do Jazz e ativista dos direitos civis. Além de estrelar, Negga também vai produzir a minissérie, que tem roteiro de Dee Harris-Lawrence (“All Rise”) e será dirigida por Millicent Shelton (“Black-ish”). Nascida no Missouri em 1906, Baker começou sua carreira aos 15 anos, quando apareceu no palco em vários shows em Nova York. Aos 19 anos, ela se mudou para a França, que se tornaria seu país adotivo, transformando-se numa estrela e numa das artistas mais populares e mais bem pagas da Europa. No início, ela era conhecida como dançarina e estava entre as performers mais célebres do teatro de revista do Folies Bergère em Paris. Ela ganhou a admiração de figuras culturais como Pablo Picasso, Ernest Hemingway e EE Cummings, ganhando apelidos como “Vênus Negra” e “Pérola Negra”. No auge do sucesso, já nos anos 1930, ela decidiu que viraria cantora e também se tornou protagonista de cinema, em filmes como “A Sereia Negra” (1927), “Zuzu” (1934) e “Princesa Tam-Tam” (1935), entre outros. Quando a 2ª Guerra Mundial começou, Baker trabalhou para a Resistência Francesa, e nos anos seguintes passou a lutar contra a segregação e o racismo nos Estados Unidos. Ela se recusou a se apresentar para audiências segregadas ao excursionar pelo país nos anos 1950 e teve um papel ativo no movimento pelos direitos civis, como palestrante na marcha de 1963 em Washington. A artista também foi convidada a ser líder simbólica do movimento após o assassinato de Martin Luther King Jr., mas recusou a oferta por preocupação com os bem-estar de seus filhos. Ela morreu de hemorragia cerebral em 12 de abril de 1975 e foi enterrado com honras militares. Josephine Baker já teve um telefilme biográfico da HBO em 1991, “The Josephine Baker Story”, que entrou para a História da televisão ao rendeu o Emmy de Melhor Atriz para Lynn Whitfield, a primeira atriz negra a vencer na categoria. E continua relevante para as novas gerações, inspirando desde Beyoncé até a série “Lovecraft Country”, onde apareceu interpretada por Carra Patterson. A minissérie biográfica ainda não tem canal ou plataforma definido.
Beartown: Série sueca da HBO ganha trailer impactante
A HBO divulgou o trailer legendado e impactante da minissérie “Beartown”, uma produção sueca exibida em 2020 em seu país original, que agora chega ao mercado internacional. Adaptação do romance “Björnstad”, do escritor sueco Fredrik Backman (autor também de “Um Homem Chamado Ove”), a atração de cinco episódios se passa numa cidade pequena, cercada por neve, que deposita seus sonhos e esperanças no sucesso da equipe júnior de hóquei no gelo. Quando os meninos, liderados por seu melhor jogador Kevin têm uma grande oportunidade de ascensão, o jovem se envolve num ataque sexual. O fato divide opiniões, levando muitos a questionar a versão da vítima, inclusive o próprio pai da jovem, treinador de Kevin, enquanto ameaça destruir a paz de Beartown. O elenco destaca os estreantes Oliver Dufåker como Kevin e Miriam Ingrid como a vítima, chamada Maya, além de Ulf Stenberg (“Festival”), Aliette Opheim (“Patriota”), Tobias Zilliacus (“O Hipnotista”) e Charlotta Jonsson (“Wallander”). Criada por Anders Weidemann (“Interrogation”), Antonia Pyk (“Beck”) e Linn Gottfridsson (“Arne Dahl”), a série estreia em 22 de fevereiro no Brasil.
Generation: Série teen LGBTQIA+ com Justice Smith ganha primeiro trailer
A HBO Max divulgou o trailer de “Generation”, drama adolescente que tem produção de Lena Dunham, a criadora de “Girls”. Estrelada por Justice Smith (“Pokémon – Detetive Pikachu”), a série foca a descoberta sexual da adolescência nos dias de hoje, com vários personagens LGBTQIA+ e a pressão sofrida por um jovem bissexual para se assumir gay, apesar de jurar amor por uma garota. Essas crianças modernas também tem pais modernos, que igualmente vivem relacionamentos LGBTQIA+. O detalhe principal de “Generation” é que esse ambiente reflete a vida de sua criadora, Zelda Barnz, que tem só 19 anos, pai gay e expressa seu cotidiano por meio dos episódios. “Eu queria ver a mim e as crianças da minha idade representadas na TV de uma maneira que parecesse real, sem julgamento ou nostalgia”, disse Zelda Barnz no comunicado da produção, em que agradece à sua “mentora e alma-gêmea Lena Dunham por todo seu apoio e orientação”, além da HBO Max “por tornar esse sonho louco realidade”. Mas Lena Dunham não foi a única que deu um força para desenvolver os episódios. A jovem também com a ajuda de um veterano da indústria do entretenimento, que é seu próprio pai, o cineasta Daniel Barnz (de “A Fera” e “Cake: Uma Razão para Viver”), responsável por dirigir o piloto e coproduzir a estreia da filha com o marido, o produtor Ben Barnz (que assina as produções de todos os filmes de Daniel). Além de Justice Smith, o elenco da série ainda conta com Nathanya Alexander (“Oito Mulheres e um Segredo”), Chloe East (“Kevin (Probably) Saves the World”), Lukita Maxwell (“Speechless”), Uly Schlesinger (“Sombras do Terror”), Chase Sui Wonders (“On the Rocks”), a estreante Haley Sanchez e os adultos Martha Plimpton (“Raising Hope”), Nathan Stewart-Jarrett (“Misfits”) e Sam Trammell (“True Blood”). A estreia de “Generation” está marcada para 11 de março na HBO Max. Mas os brasileiros terão que aguardar até junho para o lançamento da plataforma no Brasil.
Série da Mulher-Maravilha brasileira não foi aprovada
A rede americana The CW desistiu de fazer uma série com a Mulher-Maravilha brasileira, Yara Flor, recém-criada nos quadrinhos da DC Comics. Na série, que se passaria no futuro como o também abandonado projeto spin-off de “Arrow”, “Green Arrow and the Black Canaries”, ela seria chamada de Moça-Maravilha (Wonder Girl). A notícia foi revelada pela roteirista Dailyn Rodriguez (“A Rainha do Sul”), que escreveu o piloto não filmado. “Más notícias. Para quem perguntou, ‘Wonder Girl’ não será encomendada pela CW. Estava muito orgulhosa do roteiro que escrevi. Queria poder compartilhar o mundo que criei, mas infelizmente não foi dessa vez. Obrigado pelo entusiasmo de todos. Significava muito para mim”, ela escreveu nas redes sociais. Nos quadrinhos, a personagem criada por Joëlle Jones faz parte de uma nova linha editorial chamada “DC Future State” (o estado futuro da DC), que se passa muitos anos depois da morte de Bruce Wayne e também inclui um novo Batman e um novo Superman – este último é Jonathan “Jon” Kent, filho de Clark e Lois. O time criativo responsável por esse universo inclui John Ridley, roteirista que venceu o Oscar por “12 Anos de Escravidão”, e Meghan Fitzmartin, que escreve a série “Supernatural”, além de velhos favoritos dos fãs dos quadrinhos, como Brian Michael Bendis e a citada Joëlle Jones. A versão televisiva da personagem seria retratada como uma Dreamer – jovem imigrante – que descende de uma guerreira amazona e um Deus brasileiro do rio Amazonas e que, ao descobrir seus superpoderes, passa a lutar contra o mal. Escrita por Dailyn Rodriguez, que é filha de imigrantes cubanos, caso fosse aprovada seria a primeira atração de super-herói protagonizada por uma latina na TV americana. Mas não foi desta vez. A reação dos fãs dos quadrinhos da DC ao saber da negativa da CW foi incentivar a roteirista a levar o projeto para a HBO Max. Mas a plataforma já está cheia de projetos baseados em heróis da DC Comics que nunca estreiam. Embora os locais de exibição tenham se multiplicado com a inauguração de novas plataformas de streaming, a pandemia diminuiu drasticamente a velocidade e a capacidade de produção de novos conteúdos. So some sad news. For all of those asking, Wonder Girl is not getting picked up at the CW. I was very proud of the script I wrote. Wish I could’ve shared the world I created, but unfortunately it wasn’t meant to be. Thanks for everyone’s enthusiasm. It meant a lot to me. — Dailyn "La Jefa" Rodriguez (@dailynrod) February 12, 2021
Sr. & Sra. Smith vai virar série com estrelas de Fleabag e Atlanta
“Sr. & Sra. Smith”, a comédia de ação romântica que juntou Brad Pitt e Angelina Jolie em 2005, vai virar uma série da Amazon com Phoebe Waller-Bridge e Donald Glover. O anúncio foi feito pelas redes sociais da plataforma Amazon Prime Video, com direito a um vídeo que explora rapidamente as diferenças do casal. Os dois astros e criadores das séries “Fleabag” e “Atlanta” estão trabalhando juntos para desenvolver e estrelar a atração, visando um lançamento em 2022. Eles já tiveram uma parceria anterior, ao participarem do filme “Han Solo: Uma História Star Wars”, quando tiveram a oportunidade de dar muitas entrevistas em dupla, mostrando ótima química. Além deles, a equipe criativa também inclui a roteirista-produtora Francesca Sloane (de “Atlanta”), apresentada como cocriadora do projeto. A produção está a cargo do estúdio New Regency, responsável pelo filme original, e o Amazon Studios. Mais detalhes devem ser revelados quando a série escalar o restante do elenco. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Amazon Prime Video US (@amazonprimevideo)












