A Idade Dourada: Trailer apresenta nova série de época do criador de “Downton Abbey”
A HBO divulgou o primeiro teaser de “A Idade Dourada” (The Gilded Age), nova série criada por Julian Fellowes, responsável pelo fenômeno britânico “Downton Abbey” (2010-2015). A prévia destaca a arrogância da personagem vivida por Christine Baranski (“The Good Fight”), a inocência da jovem interpretada pela novata Louisa Jacobson e o jogo de intrigas da sociedade de Nova York do século 19. Assim como “Downton Abbey”, a nova série é um drama de época que trata de conflitos de classe. Mas em vez de aristocratas e seus funcionários, a disputa se dá entre famílias tradicionais e novos ricos. O título da atração remete a um termo cunhado pelo escritor americano Mark Twain (1835-1910), que se refere a uma época na qual a alta sociedade do país, apesar da aparência de riqueza, vivia entre falências, corrupção e escândalos. “The Gilded Age” não seria uma era de ouro (golden age), mas um período que tentava se passar por dourado. A trama gira em torno de Marian Brook (Louisa Jacobson), jovem herdeira de uma família conservadora, que chega sem um centavo em Nova York e é abrigada pela tia tradicional, a aristocrata Agnes van Rhijn (Christine Baranski). Orgulhosa, ela não aceita as mudanças da época e, ao se ver sem um tostão furado no bolso, experimenta decadência com uma crise financeira que deixa sua família em apuros, incluindo sua irmã Ava, vivida por Cynthia Nixon (“Sex and the City”). Enquanto isso, ao seu lado, a família que ela condena pela rápica ascensão social se torna cada vez mais rica, comandada pelo barão da indústria ferroviária George Russell (Morgan Spector, de “Homeland”). Junto com ele, moram os filhos (Taissa Farmiga, de “American Horror Story”, e Harry Richardson, de “Poldark”) e sua esposa Bertha (Carrie Coon, de “Ghostbusters – Mais Além”). Logicamente, a junção das famílias por meio de um casamento de conveniência pode ser a solução para os problemas de todos. Mas a história ainda tem mais personagens, como a nova melhor amiga de Marian, Peggy Scott (Denée Benton, da série “UnREAL”), uma jovem escritora ambiciosa que enfrenta outro tipo de preconceito por causa da sua cor. A 1ª temporada, composta de dez episódios, estreia em 24 de janeiro.
HBO Max prepara série sobre jogador Romário em época ideal para Romário político
A HBO Max anunciou nesta segunda (13/12) o projeto de uma série documental chamada de “Romário, o Cara” dedicada à participação do jogador de futebol brasileiro na Copa do Mundo de 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial. A série terá seis episódios e será gravada em nove países diferentes, para registrar depoimentos de várias personalidades do esporte internacional. E, segundo a apresentação, vai destacar também o arco dramático humano de Romário durante esse período. Só tem um problema. O lançamento da série em 2022 servirá como peça publicitária da campanha de Romário, seja à reeleição ao Senado, seja ao governo do Rio. Bons costumes e práticas sugerem não se realizar obras do tipo em ano eleitoral, especialmente quando personalizada sobre um candidato a cargo político. Espera-se a passagem das eleições e não se cria polêmicas. Mas não será o caso. O projeto vai apresentar Romário como herói e embalar sua eleição. “Romário é um jogador reconhecido internacionalmente por suas habilidades e especificamente no Brasil é tido como o herói da Copa do Mundo de 1994, garantindo ao Brasil uma conquista inédita. A HBO Max é a casa dos conteúdos icônicos, então nada mais natural para nós do que contar a história desse personagem icônico e histórico para o esporte brasileiro e mundial”, disse Tomás Yankelevich, chefe de conteúdo da WarnerMedia Latin America. A série tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2022 na HBO Max. A eleição acontece poucos meses depois, em outubro.
Disney+ renova série de Miguel Falabella antes da estreia
A primeira série live-action de Miguel Falabella (“Sai de Baixo”) na Disney+ já foi renovada para a 2ª temporada. Segundo a coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, Falabella já deu início aos trabalhos do segundo ano de produção, que contará com oito episódios. A 1ª temporada, que começou a ser produzida na virada de agosto para setembro, teve suas gravações concluídas na semana passada, mas a série ainda não tem previsão de estreia. Espécie de “Smash” brasileira, a atração gira em torno de um grupo de jovens que tenta conquistar seu espaço no teatro musical. Além de escrever e produzir, Falabella também estrela a trama, no papel do produtor do projeto da ficção. Enquanto os primeiros capítulos giram em torno dos testes de elenco, a 2ª temporada mostrará os ensaios do musical, que vai estrear no último capítulo. O elenco é encabeçado por Gabriella Di Grecco, protagonista da série argentina “Bia”, do Disney Channel, além de Daniel Rangel (“Três Verões”), Lilian Valeska (“Malhação”), Guilherme Magon (“Assédio”), Karin Hills (“Pé na Cova”), Jandir Ferrari (“A Vida Secreta dos Casais”), a novata Sara Sarres, Rhener Freittas e a argentina Micaela Diaz (os dois últimos também vem da série “Bia”), entre outros. A série tem direção de Cininha de Paula (“De Perto Ela Não é Normal”) e conta com Rosana Hermann (criadora de “Vai que Cola”) na equipe de roteiristas. O segundo ano ainda será reforçado pelo roteirista Emilio Boechat (da novela “Os Dez Mandamentos” e da série “Sessão de Terapia”).
Quadrinhos de “Surfside Girls” vão virar série da Apple TV+
A Apple TV+ anunciou a produção de uma nova série infantil, que tem potencial de agradar também o público adolescente. Trata-se de “Surfside Girls”, adaptação dos quadrinhos homônimos de Kim Dwinell publicados pela editora Top Shelf (do grupo IDW Publishing). A trama lembra uma combinação de “Outerbanks”, sucesso da Netflix, com a série “Nancy Drew”, ao girar em torno de Jade e Sam, duas melhores amigas que passam os dias surfando e pegando sol, até que encontram um fantasma e se veem envolvidas no mistério de um navio pirata com um tesouro amaldiçoado, que se encontra naufragado no seu litoral. Enquanto Sam quer a quebrar a maldição, Jade decide encontrar uma explicação científica para a existência de fantasmas. Para os papéis principais foram escaladas Miya Cech (“Rim of the World”, “Os Astronautas”) e YaYa Gosselin (“FBI – Os Mais Procurados”). A adaptação foi desenvolvida por May Chan, roteirista dos desenhos animados “Avatar: A Lenda de Aang”, “Phineas e Ferb” e “Carmen Sandiego”, que ganhou um prêmio do Sindicato dos Roteiristas (WGA) pelo telefilme “American Girl: Ivy & Julie, 1976: Um Equilíbrio Perfeito”. A plataforma encomendou 10 episódios para a 1ª temporada, que ainda não têm previsão de estreia.
Série recria era de ouro do time de basquete Los Angeles Lakers. Veja o trailer
A HBO Max divulgou o divertido trailer de “Winning Time: The Rise of the Lakers Dynasty”, série sobre a era de ouro do time de basquete Los Angeles Lakers. Para situar os leitores futeboleiros, não chega a ser o Santos de Pelé (este é o Chicago Bulls de Michael Jordan), mas pode ser comparado com o Flamengo de Zico. Criada pelo roteirista Max Borenstein (“Godzilla”) e dirigida pelo cineasta Adam McKay (“Não Olhe para Cima”), “Winning Time” mostra como um empresário chamado Jerry Buss conseguiu revolucionar o basquete nos anos 1980 montando um time extremamente popular e vencedor, liderado por um novato chamado Earvin “Magic” Johnson. John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) vive Buss e o estreante Quincy Isaiah é Magic Johnson. O elenco ainda destaca o também estreante Solomon Hughes como outra lenda do basquete, Kareem Abdul-Jabbar, além de Jason Clarke (“O Eterminador do Futuro: Gênesis”), Hadley Robinson (“Moxie”), Rob Morgan (“Mudbound”), Jason Segel (“How I Met Your Mother”), Michael Chiklis (“Quarteto Fantástico”), Sally Field (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adrien Brody (“O Grande Hotel Budapeste”). A estreia está marcada para março na HBO e na plataforma de streaming HBO Max.
Good Sam: Trailer apresenta série médica estrelada por Sophia Bush
A rede americana CBS divulgou o trailer de “Good Sam”, nova série médica que vai se somar à “Grey’s Anatomy”, “The Good Doctor”, “The Resident” e “New Amsterdam” na atual programação hospitalar da TV americana. Criada pela roteirista Katie Wech (“Rizzoli & Isles”), a série acompanha a Sam do título, uma cirurgiã cardíaca talentosa, mas reprimida, que assume um papel de liderança entre os residentes após seu renomado e pomposo chefe entrar em coma. Quando ele melhora e tenta retomar a chefia, ela tem que lidar com um fanfarrão arrogante que nunca reconheceu seu talento, e que por acaso também é seu pai. O elenco destaca Sophia Bush (“Lances da Vida”/One Three Hill) como Sam e Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”) como seu pai, além de Edwin Hodge (“Chicago Fire”), Michael Stahl-David (“Narcos”), Skye P. Marshall (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Omar Maskati (“Inacreditável”/Unbelievable) e o brasileiro Davi Santos (“Tell Me a Story”). Os quatro últimos vivem jovens médicos residentes. A produção é de Jennie Snyder Urman, criadora de “Jane the Virgin” e da nova versão de “Charmed”. A estreia vai acontecer em 5 de janeiro nos EUA.
Trailer da 6ª temporada de “Billions” tem novo antagonista
O canal pago americano Showtime divulgou o trailer da 6ª temporada de “Billions”, que destaca a intensificação da guerra entre Rhoades (Paul Giamatti) e Prince (Corey Stoll). Stoll assumiu o papel de vilão principal da série após a despedida de Damian Lewis na temporada passada. Ele interpretou o protagonista Bobby Axelrod, também conhecido como Axe, por cinco temporadas e encerrou sua participação no capítulo final do quinto ano da produção. “Billions” não foi a primeira série da Showtime que se despediu de Lewis antes de chegar ao fim. Ele também saiu de “Homeland” em 2013, após três temporadas, mas a série só acabou no ano passado, na 8ª temporada. Criada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin e pelos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos de “Aposta Máxima”), “Billions” encanta a crítica americana (89% de aprovação no Rotten Tomatoes) e tem público cativo, que se mantém acima dos 700 mil telespectadores ao vivo desde a 2ª temporada. Os novos episódios estreiam em 23 de janeiro nos EUA. No Brasil, a série é disponibilizada pela Netflix.
Diretor de “A Bela e a Fera” prepara minissérie sobre Frank Sinatra
A vida de um dos maiores artistas do século 20 vai virar minissérie. O diretor Bill Condon (“A Bela e a Fera”) está desenvolvendo uma produção sobre Frank Sinatra, e já obteve autorização para utilizar o catálogo musical do cantor. A produção está a cargo de Tina Sinatra, filha do cantor, em parceria com Condon, o estúdio Lionsgate Television e a gravadora Universal Music Group. Ainda sem canal de exibição definido, o projeto vem recebendo ofertas de várias plataformas de streaming, num dos leilões mais disputados do mercado em 2021. Condon vai escrever, dirigir e servir como showrunner da atração, que pretende traçar um painel abrangente da vida de Sinatra, desde seu começo humilde como filho de imigrantes italianos em Nova Jersey, passando pela notável carreira musical e de cinema, seu famoso grupo de amigos – o Rat Pack – , a vida amorosa marcada por uma série de relacionamentos com estrelas de Hollywood como Ava Gardner, Mia Farrow, Judy Garland, Lauren Bacall, Marilyn Monroe e Angie Dickinson, além de suas supostas ligações com a Máfia, que foram investigadas pelo FBI. Sinatra já foi tema de minissérie anteriormente. Intitulada “Sinatra – A Música Era Apenas o Começo”, a atração produzida em 1992 trouxe Philip Casnoff no papel principal. Além desse projeto, Martin Scorsese planejou por vários anos um filme biográfico com Leonardo DiCaprio no papel do cantor de voz de veludo e olhos azuis. Entretanto, a família de Sinatra nunca autorizou as filmagens, preocupada com o fato de Scorsese ser conhecido como diretor de filmes de máfia. As supostas conexões criminais do cantor, que teriam sido responsáveis por emplacá-lo em Hollywood, são um tema sensível para os herdeiros.
HBO considera reviver a série clássica “A Sete Palmos”
A série clássica “A Sete Palmos” (Six Feet Under), exibida pela HBO entre 2001 e 2005, deve ganhar uma sequência. Segundo a revista Variety, a produção ainda não tem formato indefinido e pode ser tanto um reboot quanto uma continuação direta da trama original. Criada por Alan Ball, que depois desenvolveu “True Blood”, “A Sete Palmos” foi um dos primeiros hits da HBO e seu final entrou para a história da televisão, considerado por muitos críticos como o melhor final de série de todos os tempos. A notícia da nova produção não deve agradar quem acha o fim original perfeito. A série girava em torno da Família Fisher, dona de uma funerária em Los Angeles, mostrando seus problemas afetivos em meio a velórios e funerais. Misturando dramaticidade mórbida com tom de comédia sombria, a atração teve cinco temporadas, totalizando 63 episódios, e completou 20 anos de seu lançamento no começo de 2021. O elenco fantástico destacava Michael C. Hall (“Dexter”), Peter Krause (“9-1-1”), Lauren Ambrose (“Servant”), Frances Conroy (“American Horror Story”), Mathew St. Patrick (“Sons of Anarchy”), Freddy Rodriguez (“Bull”) e Rachel Griffiths (“Brothers and Sisters”), além de incluir participações recorrentes de Richard Jenkins (“A Forma da Água”), Jeremy Sisto (“FBI”), Justina Machado (“One Day at a Time”), Lili Taylor (“Perry Mason”), James Cromwell (“O Artista”), Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Kathy Bates (“American Horror Story”), Peter Facinelli (“Crepúsculo”) e Rainn Wilson (“The Office”). A nova produção está em fase de pitching, com análise de abordagens diversas trazidas por escritores diferentes à HBO. Caso uma das ideias agrade, um roteiro será encomendado. Isto significa que revival/reboot ainda está longe de ter um piloto encomendado para avaliação de seu potencial. Se passar por todas as fases e tiver as gravações autorizadas, a série será produzida novamente por Alan Ball, que, entretanto, não pretende escrever nenhum episódio. Relembre abaixo o trailer da série.
Claire Foy vive duquesa escandalosa em trailer de minissérie britânica
A BBC divulgou o trailer de “A Very British Scandal”, minissérie que traz Claire Foy, a primeira Rainha Elizabeth de “The Crow”, de volta à aristocracia britânica. Sequência temática de “A Very English Scandal”, a série de três episódios gira em torno do divórcio do Duque e da Duquesa de Argyll, um dos casos legais mais notórios, extraordinários e brutais do Reino Unido no século 20. Foy interpreta a Duquesa e Paul Bettany (o Visão de “WandaVision”) vive o Duque. O divórcio dos anos 1960 ficou famoso por incluir acusações de falsificação, roubo, violência, uso de drogas, gravações secretas, suborno e até uma foto Polaroid de sexo explícito. A série examinará como a Duquesa se recusou a sair de cena em silêncio quando foi traída por seus amigos e publicamente envergonhada por uma sociedade que se deleitou com sua queda em desgraça. Quem assina o projeto é a roteirista-produtora Sarah Phelps, que fez “A Very English Scandal” (junto com Russell T. Davies) em 2018, sobre outro escândalo midiático: o assassinato do amante gay (Ben Whishaw) do líder do Partido Liberal Britânico, Jeremy Thorpe (Hugh Grant). Ben Whishaw ganhou o Emmy, o Globo de Ouro e o BAFTA TV pela performance. A direção da nova série é da norueguesa Anne Sewitsky (“Black Mirror”) e a estreia está marcada para 26 de dezembro no Reino Unido. No Brasil, a produção deve ser lançada pela Globoplay.
Mark Hamill entra na nova série de terror do cineasta de “Missa da Meia-Noite”
O diretor Mike Flanagan anunciou o elenco de seu novo terror para a Netflix. Após a minissérie “Missa da Meia-Noite” (2021), ele vai voltar ao tema das casas mal-assombradas, que geraram “A Maldição da Residência Hill” (2018) e “A Maldição da Mansão Bly” (2020), para adaptar o clássico da literatura gótica “A Queda da Casa Usher”, de Edgar Allan Poe. Intitulada em inglês “The Fall of the House of Usher”, a minissérie conta com Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”), Mary McDonnell (“Battlestar Galactica”), Carl Lumbly (“Supergirl”) e colaboradores frequentes do cineasta, como Henry Thomas, Carla Gugino, Rahul Kohli e Kate Siegel, que trabalharam juntos em “A Maldição da Mansão Bly” e “Missa da Meia-Noite”, entre um total de 21 nomes revelados. Já o papel principal caberá a Frank Langella (“Os 7 de Chicago”) em seu primeiro terror deste século – desde “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. O ator veterano, que já viveu Drácula em 1979, dará vida a Roderick Usher, papel famosamente interpretado por Vincent Price na adaptação dirigida por Roger Corman em 1960. Além de produzir e escrever, Flanagan também deve dirigir quatro dos oito episódios da nova atração. Publicado em 1893, o conto de Poe é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os irmãos moradores encontram-se sob uma estranha maldição. A obra já ganhou várias adaptações no cinema. A mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel. A mais famosa chegou aos cinemas em 1960, com o título brasileiro de “O Solar Maldito” e é considerada a obra-prima da carreira do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price. Não há previsão para o lançamento da versão de Flanagan.
HBO Max revela seus filmes e séries mais vistos no Brasil
A plataforma HBO Max divulgou nesta sexta (10/12) a lista dos filmes e séries mais assistidas no Brasil em seus primeiros seis meses de atividade no país. E trata-se mesmo de nada mais que uma lista, já que a relação de títulos não é acompanhada por números, tornando impossível avaliar os desempenhos. Para tornar a iniciativa ainda menos transparente, os conteúdos foram divididos por categorias e apresentados em ordem alfabética, de modo a não revelar quais são realmente os líderes de audiência. Entre os títulos estão várias superproduções de cinema da Warner e séries clássicas. Mas o que chama atenção é a presença de apenas três produções originais da plataforma entre as mais vistas: “Gossip Girl”, “Raised by Wolves” e “”. Confira abaixo. Filmes mais assistidos “Godzilla VS Kong” “Harry Potter e a Pedra Filosofal” “Mortal Kombat” “Mulher Maravilha 1984” “Space Jam: Um Novo Legado” Séries clássicas mais assistidas “Friends” “Game of Thrones” “Rick And Morty” “Succession” “The Big Bang Theory” Séries novas mais assistidas “Chernobyl” “Euphoria” “Gossip Girl” “Mare of Easttown” “Raised by Wolves” “The Flight Attendant”
Michael Nesmith (1942–2021)
O cantor, compositor, guitarrista e também ator, produtor de cinema e TV e diretor Michael Nesmith morreu nesta sexta (10/12) de causas naturais em sua casa na Califórnia. Ele tinha 78 anos e encerrara há poucas semanas uma turnê de despedida de sua famosa banda, The Monkees, da qual agora só resta o baterista Micky Dolenz. Concebida por ninguém menos que o cineasta Bob Rafelson como a resposta americana ao sucesso dos Beatles, a banda foi reunida por meio de audições de diferentes músicos, que também precisavam demonstrar suas capacidades como atores para passar no teste e ficar famosos. Lançada em setembro de 1966, a série “The Monkees” não demorou a virar febre e popularizar diversos hits cantados nos episódios. Mas os artistas sempre se incomodaram com o fato de serem vistos como fantoches e logo passaram a compor suas próprias músicas e fazer shows para mostrar seu verdadeiro talento. Para deixar bem claro que sabiam tocar, o último episódio da 1ª temporada foi “The Monkees on Tour”, com imagens gravadas em shows da banda, mostrando que eles eram músicos e não atores fingindo-se de roqueiros. A série durou dois anos e conquistou dois Emmys (Melhor Série de Comédia e Direção). Mas o mais interessante é que seu cancelamento apenas fortaleceu a carreira musical da banda. O final da produção televisiva transformou de vez a banda fictícia num atração do mundo real, graças à disposição do quarteto em permanecer junto, fazer mais shows e lançar novos discos. E que discos! “Headquarters” (1967) e “Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones” (1968) foram considerados os melhores da carreira da banda. E “Headquarters” ainda conseguiu uma façanha, ao atingir o 1º lugar da parada de sucessos sem render singles. Nesta época, eles também chegaram a ter seu próprio longa-metragem, “Os Monkees Estão Soltos” (Head, de 1968), co-escrito pelo ator Jack Nicholson e dirigido por Rafelson em sua estreia como cineasta – depois, faria clássicos como “Cada um Vive como Quer” (1970) e “O Destino Bate à sua Porta” (1981). O filme virou cult e inspirou a rede NBC a produziu um último telefilme da banda em 1969, “33⅓ Revolutions Per Monkee”. Mas a falta de hits, motivada pela necessidade de provar seus próprios talentos, acabou criando atrito entre os integrantes. Desentendimentos forçaram a saída de Tork em 1968 e, um ano depois, Michael Nesmith também largou o grupo. Micky Dolenz e Davy Jones continuaram gravando e tocando juntos como The Monkees até 1971, quando o glam e o rock progressivo tornaram seu som ultrapassado. Mas eles nunca perderam contato, sempre dispostos a colaborar em novos trabalhos individuais de algum dos amigos. Michael Nesmith foi o Monkee que permaneceu mais distante do grupo. Em vez da música, acabou voltando-se para a TV e o cinema, escrevendo o roteiro de “O Cavaleiro do Tempo” (1982) e produzindo, entre outros, os filmes cults “Repo Man – A Onda Punk” (1984), com trilha punk rock, e “Tapeheads” (1988), sobre a indústria dos videoclipes, após ter ficado milionário com a herança de sua mãe, inventora do líquido corretivo branco – item obrigatório dos escritórios da era analógica. A propósito, Michael Nesmith também criou a MTV. Em 1977, ele produziu o clipe de sua música solo “Rio”. Ninguém sabia o que era videoclipe na época, mas “Rio” já tinha toda a estética que marcaria a geração MTV. Foi o primeiro vídeo musical feito para a TV que não incluía uma banda tocando ao vivo. Em vez disso, mostrava uma historinha com diferentes cenários, danças e vários figurantes. Para exibir o primeiro clipe, o roqueiro criou o primeiro programa de clipes musicais da TV. Chamado de “PopClips”, a atração batizou os videoclipes e também inventou os VJs, já que trazia apresentadores (incluindo Charles Fleischer, a futura voz de Roger Rabbit) para fazer comentários e introduzir os poucos vídeos de música que começavam a ser produzidos. Lançado no canal pago infantil Nickelodeon em 1980 pelo executivo John Lack, o programa estourou em audiência, tornando-se um dos favoritos das crianças. Vice-presidente da Warner, Lack cresceu o olho e negociou a compra do formato com Nesmith. Naquela época, o estúdio tinha lançado o primeiro canal pago temático, The Movie Channel, dedicado a filmes, e Lack contratou o responsável por aquele lançamento, Bob Pittman, para fazer o mesmo com um canal totalmente musical, usando como base o formato de “PopClips”. Quando eles receberam sinal verde, procuraram Nesmith para lhe oferecer um cargo executivo, em reconhecimento a sua iniciativa. Mas o músico recusou. Ele preferiu fazer um especial, “Elephant Parts”, que combinava clipes, esquetes de humor, e comerciais falsos. Lançada direto em vídeo, a produção venceu o primeiro Grammy entregue para a categoria de Vídeo Musical do Ano. “Elephant Parts” também se provou uma grande influência no novo canal, que também passou a incluir vídeos autorais em seus comerciais. O novo projeto de Nesmith foi lançado em 1 de julho de 1981. Exatamente um mês depois, em 1 de agosto de 1981, a MTV foi ao ar. Rico e disposto a deixar o passado para trás, Nesmith também se recusou a participar da primeira turnê de reencontro dos Moonkees, em comemoração aos 20 anos da banda, em 1986. Mas dez anos depois mudou de ideia. O quarteto original se reuniu pela primeira vez, desde 1968, no aniversário de 30 anos da banda, em 1996, época em que os Monkees também gravaram um álbum de músicas inéditas e ganharam um programa especial na TV, “Hey, Hey, It’s the Monkees”, que Nesmith dirigiu. Davy Jones faleceu em 2012. Em sua homenagem, Nesmith topou voltar a se reunir com Dolenz e Tork para uma nova turnê, que projetou vídeos de Jones durante os shows. Peter Tork morreu em 2019. E novamente os sobreviventes decidiram homenagear o amigo com novos shows. Por causa da pandemia, a turnê só pôde ser realizados entre setembro e novembro deste ano. E foi com estas últimas apresentações que Nesmith também, literalmente, despediu-se dos fãs. “Meu coração está partido”, tuitou Micky Dolenz nesta sexta. “Perdi um querido amigo e parceiro. Agradeço muito por termos conseguido passar os últimos meses fazendo o que mais gostamos, cantando e sorrindo”, acrescentou o baterista, junto de uma foto dos dois se abraçando. Lembre abaixo a música-tema e cinco hits dos Monkees I’m heartbroken.I’ve lost a dear friend and partner.I’m so grateful that we could spend the last couple of months together doing what we loved best – singing, laughing, and doing shtick.I’ll miss it all so much. Especially the shtick.Rest in peace, Nez.All my love,Micky pic.twitter.com/xe8i5jmNgL — Micky Dolenz (@TheMickyDolenz1) December 10, 2021












